Mais de 270 espécies de animais já foram estranguladas por pedaços de plástico

Por David Arioch

“Esse estrangulamento é hoje uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade”, afirma a WWF-Brasil (Fotos: Getty)

De acordo com um levantamento divulgado pela organização WWF-Brasil, a poluição plástica, que representa 10 milhões de toneladas de plásticos despejados nos oceanos a cada ano, já culminou no estrangulamento de mais de 270 espécies de animais.

Entre os prejudicados estão mamíferos, répteis, pássaros e peixes encontrados com ferimentos que incluem lesões agudas e crônicas, ou até mesmo mortos. “Esse estrangulamento é hoje uma das maiores ameaças à vida selvagem e conservação da biodiversidade”, afirma a WWF-Brasil.

Vale lembrar também que mais de 240 espécies já ingeriram plástico acidentalmente ou por confundi-lo com algum tipo de alimento. Nos casos de ingestão, é comum o animal desenvolver úlceras e bloqueios digestivos que podem resultar em morte, já que o plástico não passa facilmente pelo sistema digestivo.

Além disso, a poluição plástica também é prejudicial à economia, já que segundo a ONU Meio Ambiente, todos os anos os prejuízos ultrapassam oito bilhões de dólares dessa poluição. No Brasil, o quarto maior produtor mundial de lixo plástico, atualmente há projetos de lei que visam proibir o uso de plásticos descartáveis e também o uso de microplásticos na indústria cosmética.

Somente de sacolas plásticas, o consumo estimado é de pelo menos um trilhão de unidades no mundo todo. A ONU Meio Ambiente informa que desde a década de 1950 os oceanos já receberam mais de 160 milhões de toneladas de plástico – e podem chegar a 300 milhões até 2030. Sendo assim, não há outro caminho que não demande conscientização e passe pela busca de alternativas mais sustentáveis.

No entanto, o fim do uso de plásticos descartáveis não resolve completamente o problema, já que segundo a World Animal Protection (WAP), somente no Brasil a pesca fantasma atinge 70% dos mares brasileiros.

Em quantidade, pelo menos meia tonelada de petrechos de pesca são descartados ou perdidos nos mares de 12 estados. Com consequência, todos os dias cerca de 69 mil animais marinhos correm o risco de morrer ou se ferir por causa desses materiais no Brasil.


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Projeto usa materiais recicláveis para fabricar casinhas para animais abandonados

O projeto Casinhas Azuis, criado em Cachoeirinha (RS) pelo eletricista Felipe Hilário Meireles, de 50 anos, está dando mais conforto e proteção aos animais abandonados. Através dele, casinhas feitas com material reciclável são oferecidas aos animais, que podem se proteger do frio e da chuva, além de dormir de maneira mais confortável.

Foto: Arquivo pessoal

Mais de 200 casinhas já foram distribuídas desde setembro de 2018, quando o projeto teve início. Para a fabricação e distribuição, Meireles conta com a ajuda de voluntários. As informações são do G1.

O projeto começou quando uma professora de uma escola estadual entrou em contato com um amigo de Meireles contando que muitos cães comunitários viviam no colégio e que um deles não tinha uma casa para dormir.

“Meu amigo perguntou se eu conseguiria fazer uma casinha. Como eu entendo de marcenaria, fui em um ecoponto, peguei materiais recicláveis, fizemos a casinha, levamos, e ela postou a foto no Facebook. Começou ali, a gente fazia a casinha para uma protetora, para outra. Na verdade, elas gastam muito com ração, com a castração de animais, vacinas, enfim, e eu fui vendo a necessidade dessas protetoras. Tem umas que deixam de se alimentar para ajudar os animais”, conta.

Atualmente, existem 320 protetores de animais na cidade, segundo o eletricista. Em todo o estado do Rio Grande do Sul, são 1,8 mil pessoas. Unidas, elas castram, alimentam e medicam animais abandonados, além de disponibilizá-los para adoção.

“Nós construímos as casinhas, outro grupo de protetores castram os animais, outros desverminam, dão as vacinas. Outros grupos fazem feiras de doações. Nosso foco é tirar esses animais da rua, para que tenham um lar, tenham carinho”, afirma. “Uma casinha custa uns R$ 200, R$ 250. Como damos de graça, isso é um bom dinheiro que sobra para as protetoras”, acrescenta Felipe.

Foto: Kezia Souza Meireles/arquivo pessoal

Para estimular a adoção, o grupo também dá casinhas aos adotantes de cães abandonados. “As casinhas também vieram da ideia de que a pessoa que adota um cão em situação de rua, ganha uma casinha. E o animal já vem castrado. É um incentivo para quem adotar o cachorrinho. Além disso, é uma forma de dar um teto para esses animais, já que o custo das casinhas é um custo alto”, conta.

A expectativa, agora, é de conseguir fazer que o projeto, que já está presente em diversas cidades do Rio Grande do Sul, seja aplicado em outros estados.

“Temos o desejo de criar esse projeto em outros estados, como Pernambuco, Rio de Janeiro. Já fizemos contato com protetores de lá. Queremos criar uma rede nacional”, conta.

Para colaborar com o projeto, basta entrar em contato com Felipe através da página no Facebook.


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Fazendas de pele estão a um passo de ser proibidas na Irlanda

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

O ministro da Agricultura da Irlanda, Michael Creed, vai aprese ntar uma proposta ao governo esta semana para acabar com as fazendas de peles.

O governo do país tem estado sob crescente pressão para seguir a liderança de outros 14 países da UE, que já proibiram a criação de peles.

O país será o 15º na UE a eliminar gradualmente a prática de confinar animais a minúsculas gaiolas e envenená-los até a morte por suas peles

A Irlanda com esse passo vai proibir a criação de peles, como foi noticiado, após muitos anos de pressão dos oponentes da prática.

A decisão será uma reviravolta para o partido governista, Fine Gael, que resistiu há muito tempo aos pedidos de proibição.

As três fazendas de peles da Irlanda, em Donegal, Kerry e Laois, abrigam cerca de 200 mil martas, todas amontoadas em minúsculas gaiolas de arame. Os animais são expostos a um gás fatal até a morte e esfolados quando têm apenas seis meses de idade.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Em fevereiro, o ministro da agricultura, insistiu que o governo não tinha planos para uma proibição, dizendo que não poderia fechar uma “indústria legítima, altamente regulada e fiscalizada” que emprega cerca de 100 pessoas.

Mas Creed tem enfrentado pressões de Ruth Coppinger, que é membro do parlamento irlandês – que tem o apoio do Fianna Fail, do Sinn Fein, do Partido Trabalhista, do Independents For Change, do Partido Verde e dos social-democratas, por um projeto de lei que acabe com as fazendas de pele, o qual deverá ser debatido em plenário no próximo mês.

No entanto, o irlandês Examiner diz que o Sr. Creed está preparando sua própria legislação para eliminar a pratica.

Os amantes dos animais, revelam que as fazendas de pele causam “vidas de sofrimento”, congratularam-se com o movimento, com a Sociedade Irlandesa para a Prevenção da Crueldade contra os Animais dizendo que era uma “notícia fantástica”. Outros disseram que o fim do comércio “cruel” estava atrasado há muito tempo.

Andrew Kelly, chefe da ISPCA, disse que os ferimentos e o comportamento estereotipado são comuns em animais criados em fazendas de produção de peles, a quem é negada a oportunidade de expressar seu comportamento normal.

Jo Swabe, da Humane Society Europe, disse: “Com tantos países proibindo a produção de peles, o Reino Unido sob pressão para proibir as vendas de peles e cada vez mais designers evitando a pele em suas coleções, esperamos que o sofrimento causado por essa indústria cruel seja logo relegado aos livros de história”.

Mas um porta-voz disse que o progresso significaria proibir a venda de peles, não apenas a produção, que poderia mudar para o exterior. As vendas de peles reais marcadas como “falsas” ainda são muito difundidas e comuns.

O governo irlandês – que não conseguiu confirmar ou negar ao The Independent que estava planejando a legislação – tem enfrentado uma pressão crescente para seguir o exemplo de outros 14 países da UE, da Noruega à Sérvia, que terminaram ou estão pondo fim à criação de peles.

Várias fazendas de peles irlandesas saíram do mercado nos últimos anos, registros oficiais mostram que as três restantes empregam poucos membros permanentes da equipe.

Uma pesquisa realizada na Irlanda em outubro mostrou que quatro em cada cinco pessoas apoiaram o fim das fazendas de peles, cujas exportações anuais equivalem a 21.488 de euros.

A criação de peles parou na Inglaterra e no País de Gales em 2000, e na Escócia e na Irlanda do Norte dois anos depois.

A Lituânia, a Polônia e a Ucrânia estão considerando encerrá-las, de acordo com a Fur Free Alliance. Algumas outras cidades ao redor do mundo introduziram proibições.

Designers incluindo Gucci, Versace, Jimmy Choo e Chanel se tornaram marcas que não utilizam pele. Mas a Saint Laurent e a Dolce & Gabbana infelizmente ainda vendem peles.

Animais praticando canibalismo foi documentado em fazendas de peles na Finlândia que fornecem peles para duas das lojas mais sofisticadas da Grã-Bretanha.

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Câmara de Campo Grande (MS) debate liberação da entrada de animais em hospitais

A Câmara Municipal de Campo Grande (MS) realiza nesta terça-feira (25) uma audiência para debater a liberação da entrada de animais para visitas a pacientes internados em hospitais. Tema de um projeto de lei, de autoria do vereador Dr. Cury, o assunto será realizado às 14 horas e foi convocado pela Comissão Permanente de Defesa, Bem-Estar e Direito dos Animais, composta pelos vereadores Veterinário Francisco (presidente), Dr. Cury (vice-presidente), Ayrton Araújo do PT, Fritz e Eduardo Romero.

Foto: Divulgação/PUCRS

A audiência vai debater o assunto com o Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso do Sul – CRM-MS, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Mato Grosso do Sul – CRMV-MS, a Secretaria Municipal de Saúde – SESAU, a Vigilância Sanitária, diretores de hospitais, a Sociedade de Psiquiatria de MS, profissionais da área de saúde mental, estudantes e acadêmicos, protetores de animais e ONGs. As informações são do portal Enfoque MS.

“É estudada e comprovada a influência positiva que os animais têm na saúde humana. Além de serem excelentes companhias, os animais fazem bem à saúde e são verdadeiros protetores e cuidadores. Essa proposta já é realidade em alguns hospitais do Brasil, como o Albert Einstein, em São Paulo e, recentemente foi aprovada pela Assembleia Legislativa do nosso Estado. Acredito que a possibilidade do animal visitar seu tutor no momento de uma enfermidade poderá sim, ajudar na recuperação”, afirmou Dr. Cury.

A proposta prevê autorização para animais entrarem em hospitais públicos. Para isso, eles deverão estar vacinados e higienizados e os tutores terão que apresentar laudo veterinário que comprove que os animais estão saudáveis.

A comissão de infectologia do hospital também terá que autorizar a entrada do animal, assim como o médico responsável pelo paciente. A presença de animais não é permitida, segundo o projeto, nos setores de isolamento, de quimioterapia, de transplante, de assistência a pacientes vítimas de queimaduras, na central de material e esterilização, de unidade de tratamento intensivo – UTI, nas áreas de preparo de medicamentos, na farmácia hospitalar e nas áreas de manipulação, processamento, preparação e armazenamento de alimentos.

As normas e procedimentos para organizar o tempo e o local de permanência dos animais para visitação ficará a cargo dos hospitais.


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Curitiba (PR) registra 30 denúncias de maus-tratos a animais por dia

Uma média de 30 denúncias de maus-tratos a animais é registrada por dia em Curitiba, no Paraná. Os dados foram divulgados por Matheus Araujo Laiola, delegado responsável pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Paraná.

Foto: Pixabay

Especialista em investigação criminal, segurança pública, gestão pública e direito constitucional, Laiola participou de um evento na Câmara Municipal de Curitiba para abordar a atuação policial no combate a crimes de maus-tratos a animais. O delegado participou do debate a convite da vereadora Fabiane Rosa (DC). As informações são do portal Jornale.

Laiola assumiu a Delegacia de Meio Ambiente em janeiro. De acordo com o delegado, os casos presenciados por ele e por sua equipe foram chocantes, já que eles estavam acostumados a lidar com crimes da Delegacia de Furtos e Roubos.

“Policiais acostumados a lidar com traficantes passaram a ter de capturar cobras de 7 metros”, contou o delegado. “Houve o objetivo de se mudar algumas dinâmicas e, nesse curto espaço de tempo, obtivemos resultados expressivos”, completou.

Devido à necessidade de encaminhar para locais adequados os animais resgatados em ocorrências policiais, a Delegacia de Meio Ambiente atua em parceria com a Rede de Proteção Animal.

“A função da Delegacia de Meio Ambiente é penal e a da Rede de Proteção Animal é administrativa e fiscal. O resultado dessa atuação em conjunto é que nos últimos cinco meses 300 animais em situação de maus-tratos foram resgatados”, concluiu.


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Marca de beleza Estée Lauder se junta a luta contra os testes com animais

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

A Estée Lauder Companies, fabricante e vendedora líder de produtos de maquiagem, cuidados com a pele, cabelos e fragrâncias, aderiu à campanha #BeCrueltyFree. A campanha, liderada pela Humane Society International (HSI), visa acabar com todos os testes cosméticos em animais em todo o mundo e é o maior esforço feito pela causa na história.

A Estée Lauder Companies vende seus produtos em mais de 150 países e territórios com mais de 25 marcas, incluindo a Michael Kors Beauty, a MAC Cosmetics e a Too Faced.

Anna Klein, vice-presidente sênior de Assuntos Corporativos Globais da Estée Lauder Companies, disse em um comunicado que a empresa está “orgulhosa” de ter uma parceria com a HSI.

“[HSI] faz um trabalho tão sério e cuidadoso defendendo animais em todos os lugares”, disse Klein. “Eles têm sido um parceiro e consultor maravilhoso enquanto trabalhamos juntos em direção ao nosso objetivo comum de acabar com os testes com animais em cosméticos no mundo todo”.

A presidente da HSI Kitty Block declarou: “Testes em animais correspondem a ciência do século passado, mas para criar leis que acabem com eles precisamos unir forças com líderes de mercado voltados para o futuro, como The Estée Lauder Companies”.

“Estou confiante de que, trabalhando em conjunto com empresas de beleza através da nossa campanha #BeCruelty, podemos ajudar a pôr fim aos testes de cosméticos em animais até 2023”, acrescentou ela.

A Esteé Lauder é vegana?

Nem todas as marcas da Estée Lauder Companies usam ingredientes veganos e alguns de seus produtos são atualmente testados em animais.

A gigante da beleza parou de testar em animais em 1990, no entanto, mais tarde começou a vender seus produtos na China, onde os testes em animais são exigidos por lei em muitos itens de beleza, de acordo com o New York Times.

A Estée Lauder Companies escreve em seu site que reconhece sua “responsabilidade de contribuir para a solução sustentável para o fim dos testes em animais para cosméticos”.

“Acreditamos que, por meio de parcerias fortes, compartilhando nossa ciência e interagindo com nossas comunidades de maneira significativa, podemos contribuir para o fim global dos testes com animais cosméticos”, acrescenta.

O que é a campanha #BeCrueltyFree (#SejaLivredeCrueldade)?

A campanha #BeCrueltyFree visa aumentar a conscientização sobre experimentação animal na indústria da beleza entre legisladores, reguladores e partes interessadas corporativas, trabalhando em prol de um futuro onde os cosméticos sejam seguros e livres de crueldade.

A iniciativa ajudou na proibição da implementação e venda de cosméticos testados em animais em quase 40 países.

Vídeo flagra bebê elefante brincando com cachorros de pega-pega e se divertindo

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Os elefantes bebês são brincalhões e muito dóceis. O vídeo mostrando as travessuras de um elefantinho ao brincar de correr atrás de um cachorro é a mais perfeita prova dessa afirmação.

As imagens divertidas viralizaram nas mídias sociais. O clipe de 25 segundos apresenta um elefante filhote perseguindo um cachorro. Mas essa nem é a melhor parte.

O elefante, depois disso, escorrega na lama úmida e, de alguma forma, consegue se equilibrar – o momento no vídeo não é apenas super uma cena cândida, mas também hilária.

O elefante se vira e caminha ao longo do campo vendo isso os dois cães – ambos ao mesmo tempo, começam a correr atrás dele enquanto ele sai gritando de susto.

O vídeo foi compartilhado no Facebook por uma página chamada Go Animals. Segundo informações do Daily Mail o elefante, chamado T-noi, tem nove meses de idade, enquanto este cenário foi filmado na Fazenda Orgânica Rai Aomgord Phu Kao, em Chiang Mai, norte da Tailândia.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Falando de T-noi, o gerente da fazenda, Sathian Jaikham, disse ao The Daily Mail: “Este bebê elefante e os cachorros têm uma rivalidade acontecendo. T-noi quer toda a atenção para si mesmo, então eles têm uma amizade desconfortável”.

A internet, enquanto isso, não consegue para de apaixonar por T-noi, já que o vídeo foi compartilhado quase 7mil vezes e recebeu mais de 37 mil curtidas.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

“Hahahha que graça”, “Sentindo-se abençoado para ver este vídeo”, “Totalmente vale o nosso tempo”, “Deus te abençoe esses anjos”, dizia um comentário enquanto outro usuário escreveu: “Eles são realmente muito adoráveis … É por isso que eu amo elefantes … Especialmente os bebês “.

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Vacas tem o estomago perfurado para que sua digestão possa ser observada por pesquisadores

Foto: AFP

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O vídeo que flagra a crueldade bárbara contra os animais foi divulgado por um grupo francês de defesa dos direitos animais e mostra vacas vivas cujas laterais do corpo foram perfuradas criando “escotilhas de observação” no estômago delas feitos com o objetivo de estudar a digestão dos animais.

As imagens foram filmadas em fevereiro e maio dentro das instalações de uma entidade de pesquisa agrícola privada em Saint-Symphorien, no noroeste da França, por militantes da ONG L214.

As “portinholas” de observação permitem o acesso ao rúmen, um dos quatro estômagos do animal, num processo inventado no século XIX e usado em centros de pesquisa em toda a Europa para melhorar a produtividade.

As vacas presas em cativeiros minúsculos de metal e mantidas em pé, são vistas em momentos de carinho com as vizinhas de cela, trocando carinhos e lambidas durante o vídeo.

A L214 disse que a prática era “sintomática da forma como os animais são considerados máquinas simples à nossa disposição” e lançou uma campanha online para acabar com isso.

“Como cidadãos, pedimos aos ministros de pesquisa e agricultura que acabem imediatamente os experimentos destinados a aumentar a produtividade dos animais”, disse o documento.

A instalação pertence a uma divisão da gigante francesa de pesquisa de alimentos Avril, que disse que as “seis vacas fistuladas” foram monitoradas de forma “extremamente rigorosa” por veterinários.

Foto: Euronews

Foto: Euronews

“Este processo é usado em todo o mundo apenas para fins de pesquisa”, disse o Grupo Avril em resposta à investigação da L214. “Esta é atualmente a única solução para estudar a digestão de proteínas vegetais”.

Acrescentou: “Esta análise é essencial para muitos avanços na reprodução e, em particular, para melhorar a saúde digestiva de milhões de animais, reduzir o uso de antibióticos e reduzir as emissões de nitratos e metano relacionados à pecuária”.

A empresa também criticou a L214 por “invasões ilegais” desnecessárias na instalação, que, segundo ela, “regularmente abre suas portas para o público”.

No vídeo, L214 disse: “Eles abriram um buraco no estômago da vaca para que possam acessar regularmente seu conteúdo. Os funcionários vêm regularmente para abrir a escotilha para depositar amostras de comida ou retirá-las. O objetivo é aperfeiçoar a forma mais eficaz de se alimentar para que as vacas produzam tanto leite quanto possível”.

O grupo lançou uma petição para acabar com a prática. Brigitte Gothière, co-fundadora da L214, disse: “Hoje, da seleção genética à comida, tudo é otimizado para que os animais produzam mais ovos, leite ou carne”.

“Muitos deles já sofrem de claudicação, infecções, problemas pulmonares ou cardíacos. E, no entanto, em vez de interromper este ciclo, estamos sempre nos esforçando mais. É hora de questionar esse sistema injusto”.

A França é o segundo maior produtor de leite da Europa, depois da Alemanha. O país tem cerca de seis milhões de vacas exploradas por leite alojadas em mais de 61 mil fazendas de laticínios.

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Ascensão do veganismo afeta fazendas de criação diminuindo a demanda por carne

Foto: Adobe

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Com a maior conscientização da população sobre a crueldade animal envolvida na produção de carne e nas fazendas de criação de animais, a indústria da carne tem sofrido golpes no mundo todo. O último exemplo disso são os produtores de carne em Bristol (Inglaterra) que, de acordo com especialistas, já estão sentindo o impacto causado pela ascensão do veganismo e queda da demanda.

Alex Demetriou é o diretor administrativo da Regency, que abastece a indústria de catering (distribuição de carne) do Reino Unido. Ele diz que a demanda por carne de bois e vacas caiu 5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ele citou vários fatores para o declínio, incluindo o impacto do iminente Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia), e o aumento nos estilos de vida vegetariano e vegano.

Movimento vegano

“Parece que isso foi impulsionado pelo movimento vegano, vegetariano e flexitário, que está se tornando cada vez mais popular como uma escolha de estilo de vida, em vez de qualquer tipo de tendência passageira”, disse Demetriou ao Bristol Live.

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

Hambúrguer vegano da Beyond Meat | Foto: Beyond Meat

“Houve um aumento na demanda no primeiro trimestre por causa de toda a incerteza em torno do Brexit e do impacto potencial nos mercados de carne bovina se tivéssemos saído da UE no final de março, como planejado”.

Produtores de carne no vermelho

De acordo com o periódico do setor de produção Farmers Weekly, os problemas para os produtores de carne de bois e vacas se espalharam para além de Bristol.

Ela afirma que a queda na demanda é resultado do fato de os consumidores receberem “uma variedade de mensagens negativas sobre carne vermelha, incluindo advertências sobre obesidade, câncer e o efeito da criação de animais sobre o meio ambiente”.

Mensagens que inclusive – faça-se um adendo – são estudos divulgados pela mídia contendo informações corroboradas por especialistas, tanto médicos, como cientistas e pesquisadores.

Ele diz que isso está levando à queda da demanda nos setores de varejo e hospitalidade, e cita Sam Chesney, presidente do conselho de carne de boi e cordeiro da Ulster Farmers Union: “Eu diria que a maioria dos produtores de carne está definitivamente no vermelho no momento”.

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Três razões pelas quais o veganismo é mais próximo das pessoas do que elas acreditam

Foto: Adobe

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Muitas pessoas estão começando a entender que o veganismo, mais do que uma mera escolha alimentar, é uma maneira de pensar e viver.

Aqui estão três razões pelas quais você já pensa como um vegano e não sabe disso:

1. Você ama animais

Você tem grande admiração por animais que conhece pessoalmente: seu gato é mais zen do que você jamais poderia imaginar e o cachorro de seu amigo está sempre atraindo seus carinhos.

Em algum momento de sua vida, você sentiu uma conexão comovente com seu animal de companhia ou cm o animal doméstico de outra pessoa. Uma conexão profunda que é mais facilmente descrita como “amor”, mas que, de certa forma, vai além dessa palavra usada em excesso; é um tipo de amor puro e reverente que não se importa com reciprocidade: incondicional.

Você descobriu que, ao observar animais – selvagens ou domésticos, na vida real ou mesmo através de uma grade ou janela – você está testemunhando uma vida interior complexa.

Quando você vê um vídeo de um humano intervindo para salvar um tubarão encalhado, seu coração se enche de alívio e orgulho na raça humana. Mesmo que no caso seu instinto seria nadar em outra direção se você visse um tubarão nadando ao seu lado.

Foto: Adobe

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2. Você se sente frustrado com a falta de ação contra a mudança climática

Você entende perfeitamente que o tempo está passando e nós temos que encontrar soluções rápidas e poderosas para consertar os danos que já causamos como espécie.

Você deseja que seus os seres humanos mostrem um sinal de união coletiva voltada para o cuidado com o planeta, nosso lar compartilhado.

Você não consegue nem imaginar a catástrofe que nos espera se não agirmos todos juntos.

3. Você está exausto por todo o sofrimento do mundo

Evitar ler as notícias porque sabe que o conteúdo delas vai trazer tristeza e preocupação é sinal de que você esta antenado com a situação do mundo.

Você se desespera porque a paz parece tão ilusória no mundo e você sonha com um futuro em que as coisas sejam diferentes.

Você teme em pensar nos animais sendo abusados e mantidos em gaiolas.

Da mesma forma, você fica enojado ao ouvir sobre seus outros companheiros animais humanos que sofrem fome ou abuso.

Em tempos difíceis, você tem empatia consigo mesmo e se sente solitário ou incompreendido.

Você sente todas essas coisas porque a empatia está arraigada em todos nós. Esse sentimento está no coração da experiência humana; quando deixamos de abordar emoções que ela invoca em nós, nos desumanizamos.

Flexibilidade psicológica

“Quando você olha pra si mesmo de um modo compassivo, bondoso e amoroso, a vida se abre e então você consegue se voltar para o significado e propósito da vida e percebe como você é capaz de trazer amor, contribuição, beleza e bondade para a vida dos outros.”

Essas palavras são proferidas pelo professor de psicologia Dr. Steven Hayes em sua palestra no TED de 2016. Como o amor transforma a dor em propósito. Hayes considera a capacidade de se envolver e responder ativamente às emoções dos outros de “flexibilidade psicológica”.

“Basicamente, isso significa permitir que pensamentos e sentimentos apareçam, depois, de forma ponderada, atentar para o que o ajuda a se mover na direção que valoriza”.

Mova-se na direção que você valoriza

Se você já está pensando como um vegano, tente viver como um por um mês ou dois e veja se você desenvolve um relacionamento melhor consigo mesmo.

Pode parecer impossível no começo, mas é fácil quando você já sabe como agir. Você logo descobrirá que há muito mais a ser ganho do que sacrificado.

Se você está procurando orientação, pesquise no Facebook por uma comunidade vegana local. Os veganos adoram compartilhar dicas e quase todos começaram não-veganos, para que eles saibam de onde você está vindo.

Ninguém espera que você faça isso e se transforme de uma vez, e partindo do nada. Mas você aprenderá muito ao longo do caminho, e um dia, muito em breve, olhará para trás e terá orgulho de ter sido corajoso o suficiente para se apropriar de seus valores em um mundo que não o encoraja a fazer isso.