Projeto de lei que pune maus-tratos a animais é aprovado em Sinimbu (RS)

A Câmara de Vereadores de Sinumbu, no Rio Grande do Sul, aprovou por unanimidade um projeto de lei que pune maus-tratos a animais. A proposta é de autoria da prefeita Sandra Marisa Roesch Backes (DEM) e institui a Política Pública de Bem- Estar Animal, baseada na legislação federal.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

“Tivemos alguns problemas decorrentes de maus-tratos a animais e não tínhamos nenhuma lei municipal”, explicou a prefeita. Com o auxílio da advogada e ativistas pelos direitos animais Georgea Bernhard, um projeto já existente foi revisado e encaminhado para a Câmara. “Conversei com ela e aderimos à demanda, para que as pessoas se conscientizem”, afirmou Sandra, que pretende conscientizar a população sobre a guarda responsável de animais domésticos. As informações são do portal GAZ.

Georgea comemorou a aprovação do projeto. “É uma vitória de toda a comunidade, daqueles que zelam, amam e sabem o verdadeiro valor que os animais têm”, disse. “Agora iremos atrás de melhorias. Estamos caminhando em direção ao progresso”, completou.

A medida estabelece multa para maus-tratos de R$ 947,61 a R$ 3.158,70, de acordo com a gravidade de cada caso. Se houver reincidência, a multa é dobrada.

O encaminhamento do projeto para votação ganhou força após um cachorro ter o focinho decepado com um golpe de facão na Linha São João. O crime aconteceu no final de março e revoltou a população. O cão ficou impossibilitado de respirar normalmente e de se alimentar e, por isso, foi sacrificado. O caso motivou um protesto na Câmara, além da divulgação de uma nota de repúdio assinada pela prefeita e pela bióloga do município Caroline Cabreira Cagliari.

Produção de azeite, estradas e hidrelétricas ameaçam espécies de animais

A produção de azeite de dendê, também conhecido como óleo de palma, a construção de estradas e as represas hidrelétricas estão destruindo a floresta tropical Leuser, na ilha de Sumatra, na Indonésia, em um ritmo preocupante, e colocando em risco espécies de animais que habitam o local.

O agricultor Lahmudin é um dos que trabalham extraindo azeite de dendezeiros – uma espécie de palmeira – em uma área remota de Aceh, em um espaço que faz parte da floresta. “Este campo fazia parte da floresta”, diz o agricultor. Segundo ele, há cerca de uma década a floresta começou a ser desmatada porque as pessoas precisavam plantar dendezeiros para conseguir dinheiro. “Essa é a única coisa que os moradores locais podem fazer”, afirma.

Foto: BBC

Nos últimos 20 anos, mais de 110 mil hectares de floresta primária foram destruídos em Leuser. Com isso, os animais ficaram mais próximos dos humanos, devido à perda de habitat. No distrito de Bener Meriah, em Aceh, à beira da floresta, elefantes frequentemente pisoteiam plantações. Para afastá-los, os moradores estão plantando citronela, já que esses animais não se aproximam desse tipo de capim, que acaba sendo vendido aos exportadores para a fabricação de perfumes e medicamentos.

Segundo Yusuf, as famílias gostam dos elefantes, mas “precisam de seu sustento”, que vem das plantações. As informações são do jornal BBC News.

A situação da floresta, no entanto, tem prejudicado os animais. Em Singkil, ao sul de Bener Meriah, onde a maior parte da terra abriga plantações de palmeiras, um orangotango foi encontrado preso a uma moita de dendezeiros. As propriedades locais estão fragmentando o habitat do animal e limitando a quantidade de alimentos dos quais ele necessita para sobreviver. Há casos, também, de agressão contra esses animais. Um deles foi alvejado com 15 tiros de rifle. “Os moradores locais os veem como um incômodo”, diz Krisna, um trabalhador de resgate do Centro de Informações Sobre Orangotango (CIO).

Os orangotangos, quando filhotes, também são vítimas do tráfico de animais. Capturados, eles são comercializados para pessoas que os mantêm em cativeiro. Quando crescem, devido à força que possuem e à quantidade de alimento que consomem, muitos deles são mortos ou abandonados.

Sri Lia foi uma dessas pessoas que compraram um filhote de orangotango. Com três anos de idade, o animal foi entregue à CIO. “Ele está crescendo e não sabemos o que ele precisa”, afirma Sri. O filhote viveu a vida preso em uma gaiola, de onde saía apenas aos finais de semana.

Foto: BBC

“Essas pessoas sempre dizem que amam os orangotangos. Na verdade, o que minha equipe faz é um verdadeiro ato de amor pelo orangotango. Amar não significa posse”, lembra Krisna.

Apesar de ser crime manter um animal selvagem em casa na Indonésia, ninguém nunca foi punido. “Dos nossos cinco anos de experiência, a maioria dos orangotangos foi confiscada de pessoas poderosas e educadas, como policiais ou oficiais do governo”, afirma Panut Hadisiswoyo, diretor da OIC. O governo indonésio nega. “Eu nunca recebi um relatório sobre isso”, diz o principal funcionário público do Ministério do Meio Ambiente.

O governo, porém, não tem programas de resgate de orangotangos. O serviço, portanto, acaba sendo feito por ONGs como o Programa de Conservação do Orangotango de Sumatra (PCOS), em Sumatra do Norte.

De acordo com Ian Singleton, diretor da PCOS, a Indonésia perde entre 100 e 200 orangotangos por ano. “As estradas são o maior problema”, afirma. As rodovias fragmentam o habitat dos animais e abrem a floresta para a plantação e a mineração, prejudicando as espécies.

Na aldeia de Lesten, no coração de Leuser, muitos trechos de floresta estão sendo dizimados. A área é remota e as 75 pessoas que a habitam estão decidindo se irão deixá-la para que no local seja construída uma barragem hidrelétrica. A dúvida veio após a empresa PT Kamirzu prometer uma vida melhor à comunidade caso a mudança seja feita. “Foram-nos prometidas instalações como casas de 45 metros quadrados, mesquitas, escolas, uma prefeitura e também instalações médicas”, disse Saturudin, o secretário da aldeia.

Foto: BBC

Caso a empresa mantenha as promessas, Saturudin afirma que há uma grande chance da aldeia se mudar. No entanto, caso a hidrelétrica seja construída, a obra irá cortar a última rota de migração restante para os elefantes de Sumatra, única espécie de elefantes no mundo criticamente ameaçada de extinção.

“Este é o último corredor intacto que ainda temos. Se perdermos o habitat, ele fragmentará a população de elefantes e os levará à extinção”, disse Farwiza Farhan, de uma organização local.

Para Singleton, é impossível deter completamente o declínio da vida selvagem de Leuser neste momento. “O objetivo é atrasá-lo o máximo que pudermos, de modo que, quando a Indonésia puder proteger melhor a floresta remanescente, ainda restem alguns orangotangos e outras espécies”, conclui.

Ativista de 97 anos que frequenta academia todos os dias atribui ao veganismo sua vitalidade

Natasha Brenner atribui ao veganismo sua energia e disposição | Foto: Livekindly/Reprodução

Natasha Brenner atribui ao veganismo sua energia e disposição | Foto: Livekindly/Reprodução

A nonagenária ativista vegana, Natasha Brenner, também defensora ativa dos direitos animais frequenta à academia todos os dias como parte de sua rotina de longevidade.

Em um recente entrevista ao canal de televisão da Fox 5 New York, Brenner discutiu sua rotina diária de exercícios físicos e seu ativismo.

Seus exercícios incluem remo para os braços e circuitos com pesos para as pernas, embora seu médico tenha pedido recentemente que ela baixasse os pesos de 60 para 40 libras.

Dieta vegana e envelhecimento

Mas Brenner diz que o verdadeiro segredo de sua vitalidade e disposição que a leva todos os dias até a academia é em sua alimentação vegana. E ela não esta errada.

Um crescente corpo de pesquisadores vinculou a alimentação vegana ao aumento da longevidade. Um estudo publicado no mês passado descobriu que pessoas que consumiam uma alimentação predominantemente vegana tinham menos probabilidade de desenvolver certos tipos de doenças crônicas.

“Como previsto, os veganos obtiveram as maiores pontuações em termos de marcadores bioativos que impedem a doença. Fitoquímicos (compostos nas plantas), incluindo carotenóides, isoflavonas e enterolactona, eram mais altos entre os vegetarianos e mais altos entre os veganos ”, observou o estudo da Universidade de Loma Linda, que conduziu a pesquisa. “Os veganos também tinham os níveis mais altos de ômega-3 total, atribuíveis a maiores quantidades de ácido alfa-linolênico e os menores níveis de ácidos graxos saturados”.

Um estudo de 2016 também encontrou uma conexão direta entre a alimentação vegana e um aumento da expectativa de vida.

“Um aumento de 3% nas calorias da proteína vegetal reduziu o risco de morte em 10%. A cifra sobe para 12% para o risco de morrer de doença cardíaca ”, relatou o Independent. “Por outro lado, aumentar em 10% a participação de proteína animal em sua dieta levou a um risco de morte de duas por cento maior por todas as causas. Isso aumentou para uma chance oito por cento maior de morrer de doença cardíaca ”.

Veganismo pelos animais

Dados recentem apontam que um número crescente de idosos está se tornando ativista pelos animais.

Mas para Brenner, que se tornou vegana duas décadas atrás, é tanto para os animais quanto para os benefícios para a saúde. Ela e seu falecido marido começaram a participar de protestos e logo se tornaram ativistas falando de animais sempre que podiam. Eles finalmente deixaram sua casa em Long Island (EUA) e se mudaram para Manhattan para participar de mais protestos.

“Por que animais?” Brenner foi questionada por Fox. “Porque eles não podem falar por si mesmos”, concluiu ela.

Carne vermelha pode acelerar envelhecimento

Um estudo divulgado pelo site irlandês Irish Examiner mostra que o consumo de carne vermelha e uma alimentação deficiente em frutas e vegetais pode acelerar o envelhecimento biológico do corpo e potencializar outros problemas de saúde.

Os pesquisadores descobriram que a carne vermelha provoca um aumento nos níveis de fósforo sérico no organismo. Isso aliado a uma alimentação não balanceada acelera o envelhecimento biológico do corpo.

O artigo menciona que altos níveis de fosfato devido à alimentação já haviam sido associados a maior risco de mortalidade, envelhecimento vascular precoce e nefropatias, e essa relação entre altos níveis de fósforo sérico e complicações renais, principalmente em homens também foi identificada por este novo estudo conduzido pela Universidade de Glasgow.

Este não é o primeiro estudo científico que mostra que produtos de origem animal fazem mal à saúde. Um artigo no Quartz mostra que a indústria da carne não apenas mata bilhões de animais e destrói o planeta, como também é responsável pelo aumento do risco de desenvolvimento de câncer e problemas cardíacos em humanos.

Resumindo, uma dieta vegetariana faz bem à nossa saúde ao mesmo tempo em que salva a vida de milhares de animais e ainda ajuda o planeta.

ONGs, pesquisadores, artistas e políticos assinam manifesto contra a caça a animais

Instituições da sociedade civil, técnicos, pesquisadores, artistas e políticos assinaram um manifesto contra projetos de lei que visam liberar a caça a animais silvestres no Brasil.

O manifesto lembra que existem atualmente quatro propostas na Câmara dos Deputados que querem liberar a caça. “Todas elas ignoram o Princípio da Dignidade Animal (art. 225, §1º, VII, da Constituição Federal de 1988), e de que animais são seres sencientes (Tratado de Amsterdã, 1999 e Declaração de Cambridge, 2012), não podendo ser
tratados como meras coisas ou mercadorias que podem ser mortos para diversão ou comercialização”, diz o documento.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

De acordo com o manifesto, os projetos contrariam a opinião da maioria da população brasileira, que é contra a caça. “Em 2003, o PNUD/IBAMA realizou a mais abrangente pesquisa para aferir o que pensa o brasileiro sobre a caça. Denominada “Pesquisa de Opinião Pública – Utilização de Animais Silvestres”, envolveu um público aleatório de 1.676 pessoas, nas 27 unidades federativas brasileiras, totalizando 81 (oitenta e uma) cidades (incluindo todas as capitais dos estados brasileiros). Os entrevistados em momento algum souberam que o contratante era o IBAMA, para não influenciar nos resultados. Uma das perguntas do questionário, a ser respondida com “sim” OU “não”, foi a seguinte: “Deve ser permitido caçar animais?”. O resultado apontou que dos pesquisados, 1.521/1.676 (90,8%) são contra a caça, 92/1.676 (5,5%) são favoráveis e 63/1.676 (3,7%) não souberam ou não responderam”.

O documento expõe também a existência de “diversas outras manifestações da sociedade civil, do Ministério Público e da população foram realizadas, demonstrando a ampla rejeição aos projetos que pretendem liberar a caça, especialmente o PL 6.268/2016”, como as “cerca de 400 mil assinaturas eletrônicas (nas plataformas Change, Avaaz e outras) já foram coletadas contra o referido PL, sendo a mais conhecida a da Change.

Os responsáveis pelo manifesto também expuseram argumentos contrários à caça, dentre eles, o fato da fauna brasileira ser de alta biodiversidade e de baixa densidade populacional por espécie, o alto endemismo da fauna e a possibilidade de grande instabilidade nas populações faunísticas serem causadas pela caça, a falta de recursos humanos, logísticos e financeiros dos órgãos fiscalizadores e o risco de animais de outras espécies serem mortos pelos caçadores.

“A eventual aprovação destes PLs e a liberação da caça no Brasil também acarretará em implicações na
diminuição da geração de renda e empregos com atividades de turismo da natureza, bem como ameaças à
segurança pública e privada. Os biomas brasileiros atraem turistas do mundo todo. Caso seja liberada a caça,
haverá um declínio drástico da fauna em locais turísticos, como Amazônia e Pantanal Mato-grossense, e uma
consequente redução de turistas e de divisas para o país”, afirma o documento.

No texto, consta também o estímulo à violência, inclusive de crianças, por parte da prática da caça. “Ademais, a segurança àqueles que frequentam áreas naturais pode ser drasticamente afetada. Em uma rápida procura no Google é possível encontrar notícias sobre acidentes com caçadores ou terceiros (trabalhadores rurais, pesquisadores em atividades de coleta de campo, observadores de aves e trilheiros da natureza), vítimas de acidentes com armas e armadilhas durante caçadas”, afirma. “Na França, por exemplo, durante a temporada de caça 2017-2018, o Office National de la Chasse et de la Faune registrou 113 acidentes, incluindo 13 mortes (3 dos mortos não eram caçadores). Em 2013, mais de 7.000 americanos estiveram envolvidos em acidentes de caça”, completa.

O documento trata também do aumento da violência no campo, “uma vez que naturalmente haverá
conflito de interesses entre proprietários rurais que não desejam a atividade em suas propriedades”.

Por fim, o manifesto lembra que os cachorros explorados para caçar animais silvestres também sofrem maus-tratos. “A cada ano, cerca de 50 mil galgos são descartados na Espanha ao final da temporada de caça, que se encerra sempre no fim de fevereiro. Segundo a organização SOS Galgos, os cães são abandonados ou mortos pelos próprios caçadores – com tiros, amarrados em trilhos de trem, enforcados, degolados, queimados vivos ou lançados em poços de onde são incapazes de sair”, reforça.

Confira o manifesto na íntegra clicando aqui.

Audiência discute projeto que proíbe venda de animais em Santos (SP)

Uma audiência pública irá discutir, na Câmara Municipal de Santos (SP), um Projeto de Lei Complementar (PLC) que prevê a proibição da venda de cachorros e gatos no município. O debate será realizado nesta terça-feira (7), a partir das 19h.

Foto: Francisco Arrais/Divulgação Prefeitura de Santos

O projeto, de autoria do vereador Benedito Furtado, proíbe a concessão e a renovação de alvará de licença, localização e funcionamento aos canis, gatis e estabelecimentos comerciais que vendam animais em Santos.

De acordo com o parlamentar, o objetivo da proposta é incentivar a população a adotar animais e reduzir o abandono. Para ele, é preciso “descoisificar” os animais, passando a tratá-los como seres vivos dotados de sensibilidade.

Furtado explicou que foram convidados para a audiência proprietários de pet shops, entidades de proteção e bem-estar animal, as Secretarias de Meio Ambiente e Finanças, Ouvidoria, Conselho Regional de Medicina Veterinária, Conselho Municipal de Proteção Animal, a Polícia Ambiental e a ativista e apresentadora de televisão Luisa Mell.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, afirmou o vereador ao se referir a Petz, que optou por parar de comercializar animais recentemente, após um caso de maus-tratos em um canil que repassava animais para a rede.

A Câmara Municipal está localizada na Praça Tenente Mauro Batista de Miranda, 1, Vila Nova.

Um milhão de animais e plantas estão ameaçados de extinção, diz ONU

O relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), da Organização das Nações Unidas (ONU), revelou que um milhão de animais e plantas estão ameaçados de extinção. Trata-se do relatório mais extenso sobre perdas do meio ambiente, elaborado por 145 cientistas de 50 países.

O estudo foi feito com base na revisão de mais de 15 mil pesquisas científicas e fontes governamentais e destacou cinco principais causas das mudanças de grande impacto no meio ambiente nas últimas décadas. São elas: perda da habitat natural, exploração das fontes naturais, mudanças climáticas, poluição e espécies invasoras. As informações são do G1.

Foto: Maxim Blinko v/Shutterstock.com

Desde 1900, houve uma queda de pelo menos 20% na média de espécies nativas terrestres. O estudo concluiu também que mais de 40% das espécies de anfíbios, quase 30% dos corais e mais de um terço dos mamíferos marinhos estão ameaçados de extinção e pelo menos 680 espécies de vertebrados foram extintas desde o século 16.

“Ecossistemas, espécies, populações selvagens, variedades locais e raças de plantas e animais domesticados estão diminuindo, deteriorando-se ou desaparecendo. A rede essencial e interconectada da vida na Terra está ficando menor e cada vez mais desgastada”, disse o Prof. Settele, que participou do estudo. “Esta perda é um resultado direto da atividade humana e constitui uma ameaça direta ao bem-estar humano em todas as regiões do mundo”, completou.

A pesquisa concluiu ainda que as emissões de gás carbônico dobraram desde 1980, levando a um aumento das temperaturas do mundo em pelo menos 0,7 ºC.

Segundo os cientistas, a perda da biodiversidade é prejudicial para o meio ambiente, mas também para o desenvolvimento, a economia, a segurança e as questões social e moral do país. As atuais tendências negativas expostas, de acordo com o relatório, irão impedir em 80% o progresso das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, relacionadas a pobreza, fome, saúde, água, cidades, clima, oceanos e terra.

Três quartos do ambiente terrestre e aproximadamente 66% do ambiente marinho foram alterados significativamente por ações humanas. Em áreas indígenas e comunidades locais, as alterações foram menos severas ou até mesmo evitadas.

O estudo descobriu ainda que 1/3 das áreas terrestres e 75% da água limpa são usados para plantação e criação de animais para consumo humano. A derrubada da madeira aumentou 45%, o valor da produção agrícola, cerca de 300% e cerca de 60 bilhões de toneladas de recursos renováveis e não renováveis são extraídos a cada ano no mundo.

A produtividade da superfície global caiu em 23%, entre 100 e 300 milhões de pessoas correm risco de ser vítimas de enchentes e furacões devido à redução de habitats e de proteção da costa. Em 2015, 33% dos animais marinhos estavam sendo pescados em níveis insustentáveis e as áreas urbanas dobraram desde 1992. Além disso, desde 1980, a poluição plástica aumentou dez vezes, anualmente são despejados de 300 a 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, lamas tóxicas e outros resíduos industriais nas águas do mundo e mais de 400 “zonas mortas” oceânicas, o que representa 245.000 km², foram criadas por fertilizantes que entram nos ecossistemas costeiros.

Apesar das más notícias, o relatório apresenta soluções. Segundo os cientistas, os governos devem trabalhar em conjunto para implementar leis e uma produção mais sustentável. Na agricultura, é preciso planejar áreas de plantação que forneçam alimentos ao mesmo tempo em que protejam espécies nativas, realizar uma reforma de cadeias de suprimento e reduzir o desperdício de comida.

Para proteger a vida marinha, o relatório sugere cotas de pesca, demarcação de áreas protegidas e redução da poluição.

‘Cemitério’ clandestino com ossos de bois é encontrado em Manaus (AM)

Uma espécie de “cemitério” clandestino com ossos de bois foi encontrado no sábado (4) no bairro Distrito Industrial II, em Manaus, no Amazonas. O local está em via pública e tem, além dos ossos, bastante lixo, o que gera bastante mau-cheiro.

Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

Ao final da avenida Bambuzinho, que é rodeada de fábricas, é possível ver diversos urubus em cima do lixo, no meio da passagem. As informações são do portal G1.

Grandes quantidades de ossos de animais foram deixadas na avenida. Devido às ossadas e ao lixo no local, os motoristas que transitam pela região precisam reduzir a velocidade do automóvel para passar.

Um industriário reclamou da situação do local. “Tá vendo como é? O ser humano é desprezível. Todo dia que passo aqui me deparo com isso. É lamentável”, disse.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) afirmou, através de nota, que ainda não foi notificada sobre o caso.

Casal usa canal no YouTube para exibir vídeos de animais silvestres sendo mortos, esfolados e comidos por eles

Foto: Care2

Foto: Care2

Muitas pessoas não conhecem os nomes Ah Lin Tuch e Phoun Raty, mas em sua terra natal, o Camboja, no Vietnã, eles viraram manchetes de jornais e redes sociais por todos as razões erradas possíveis.

A equipe composta por marido e mulher tem enfurecido os cidadãos cambojanos depois que eles publicaram vídeos de si mesmos comendo e esfolando animais silvestres ameaçados e protegidos no Camboja pelo YouTube.

Lin Tuch e seu marido Phoun criaram um nome para si e conquistaram seguidores online na esperança de ganhar dinheiro com seus vídeos repugnantes. Até o momento, eles já fizeram 500 dólares por meio de anúncios patrocinados pelo Google.

O casal diz que não sabia que os animais estavam ameçados de extinção ou eram especiais, mas a ignorância não é desculpa, especialmente porque suas ações podem encorajar outros, principalmente os mais jovens, a fazer o mesmo.

Em um dos vídeos mais cruéis o casal come um raro gato pescador (Prionailurus viverrinus), espécie endêmica da Ásia. Em 2010, o gato foi listado pela IUCN como “ameaçado” de extinção e apenas recentemente foi caracterizado para “vulnerável”.

O casal também filmou a si mesmo esfolando, cozinhando e comendo lagartos, sapos e pássaros, incluindo uma grande e bela garça.

Enquanto o governo está investigando os incidentes, há mais uma maneira de garantir que os sonhos de Ah Lin Tuch e Phoun Raty de ganhar dinheiro com o abuso de animais nunca se concretizem.

Alguns usuários inconformados e compassivos estão pedindo ao YouTube para banir o canal desse casal da plataforma e garantir que ambos nunca mais possam lucrar com a matança de animais em extinção ou não.

Conheça mais sobre o Vietnã e sua rica biodiversidade

O Vietnã é um dos principais pontos de diversidade biológica do mundo, de acordo com uma pesquisa científica. Existem 30 parques nacionais em um país que é um pouco maior que o Novo México, e há tantos tipos de animais quanto nas prominentes savanas africanas do Quênia e Tanzânia.

As florestas do Vietnã abrigam duas dúzias de espécies de primatas – gibões, macacos, loris e langures, muitas vezes em cores que fazem a tribo humana parecer banal em contraste a eles.

Especialistas afirmam que a antiga floresta contém quase 2 mil espécies de árvores e entre elas vivem alguns animais incríveis e raros, incluindo o leopardo nebuloso, o langur de Delacour, civetas de Owston, lontras e ursos negros asiáticos. Corujas, esquilos voadores, loris, morcegos e gatos silvestres.

Infelizmente nesse país tão rico em biodversidade, os parques nacionais são basicamente apenas de fachada, e a caça (geralmente praticada por guardas florestais) e tem dizimado a vida selvagem, de acordo com informações do NY Times.

Suas populações selvagens, já cercadas pela destruição do habitat por uma população humana explodindo em números, também estão sendo fuziladas, capturadas e caçadas ao vivo de forma tão eficiente que os parques nacionais e outras áreas naturais são atualmente afetados pela “síndrome da floresta vazia”: de onde até mesmo pequenos animais e aves foram caçados até a extinção local. Outros países asiáticos estão em vários estágios da mesma convulsão. Costuma-se dizer que muitas novas espécies desaparecem antes que a ciência possa descobri-las.

Parte dessa carnificina acontece para alimentar a demanda nacional e internacional da medicina tradicional oriental no Vietnã e na vizinha China. Exemplos de um extenso catálogo de “remédios” incluem: pênis de tigre para impotência, bile de urso para câncer, chifre de rinoceronte para ressaca, bílis de loris (primata) para aliviar as graves infecções das vias aéreas que surgem da poluição do ar no Vietnã.

Mais motivos para o extermínio dos animais selvagens descobertos pelas pesquisas foi “a crescente demanda por carne silvestre em restaurantes urbanos, o que é uma questão de status”, disse Barney Long, diretor de conservação de espécies da ONG Global Wildlife Conservation.

“Este tipo de consumo não como a carne do mato onde os pobres estão caçando comida para sobreviver”, disse ele. “É um símbolo de status para levar funcionários de sua empresa ou colegas do governo para uma refeição da vida selvagem. E honestamente, isso acontece em uma escala que é incompreensível. Não estamos falando de uma ou duas espécies, mas comunidades inteiras de vida selvagem estão desaparecendo”.

Dessa forma as florestas do Vietnã com sua variedade biológica rara e preciosa perecem silenciosamente enquanto um genocídio animal se consolida exterminando espécies que muitas vezes jamais chegaremos a conhecer, vítimas indefesas da ganância, estupidez e maldades humana irrefreáveis.

Mais de 10 milhões de animais são mortos em dissecações anualmente

Foto: PETA

Foto: PETA

Apesar dos avanços na tecnologia realizados em todo o mundo com o objetivo de melhorar a formação e o treinamento de médicos, os alunos do ensino fundamental e médio nos EUA ainda são solicitados (e às vezes forçados) a abrir e dissecar animais mortos em laboratórios de dissecação arbitrários e desnecessários.

Na verdade, milhões de animais tais como sapos e peixes – que são retirados de seus lares na natureza – são mortos por esse motivo e com essa finalidade. E esse fato se dá apesar de empresas de simulação de organismo, impressionantes e modernas, como eMind, Froggipedia, MERGE, SynDaver e outras oferecerem opções de alta tecnologia e éticas para substituir o uso de animais.

A ONG PETA, em conjunto com Ash Kalra, membro da Assembléia da Califórnia, mais o Comitê de Médicos para a Medicina Responsável e a Instituição para Compaixão Social na Legislação – recentemente apresentaram uma lei histórica para acabar com a dissecação nas salas de aula do ensino médio e substituí-la por métodos mais modernos e eficazes de ensino com custos menores, mais seguros e que não usam animais.

Educadores, cientistas, médicos, enfermeiros, estudantes, pais e até mesmo um biólogo molecular mostraram seu apoio – junto com mais de 3 mil outros membros da população. O projeto conta com o apoio de grupos progressistas de professores – como o Comitê de Educação Humanitária da Federação dos Professores das Nações Unidas, o Instituto de Educação Humanitária e a Associação Nacional de Médicos Hispânicos que representam mais de 50 mil médicos hispânicos licenciados em todo o país.

Embora o projeto de lei ainda não tenha passado (faltando apenas um voto), esse exemplo serve parar inspirar o mundo todo, sendo um enorme passo à frente para informar o público que a dissecação de animais é cruel, desnecessária e cara – e a luta pelos direitos desses animais à vida é legítima e necessária.

Apesar do discurso de alguns professores aos estudantes, a maioria dos animais usados para dissecação não morre “humanamente”. Uma investigação da PETA em uma empresa fornecedora de amostras biológicas, Bio Corporation, mostrou pombos sendo afogados em caixas e lagostins sendo injetados com látex enquanto ainda estavam vivos.

A dissecação animal não é apenas tão antiquada quanto usar um ábaco para aprender matemática como pode até dissuadir os alunos de praticar ciência. Muitos adultos, médicos entre outros profissionais, e estudantes de hoje em dia, se lembram da época em que foram solicitados a cortar um gato, porco, sapo ou outro animal – o quão incômodo e tóxico o formaldeído (um conhecido agente cancerígeno) cheirava nos corredores e como eles eram muitas vezes intimidados ou provocados por se colocar contra ou argumentar contra a dissecação.

A dissecação não tem lugar na sala de aula moderna – esse método retrógrado deve terminar. Diversos esforços legislativos, doações às escolas para substituí-los e apoio de estudantes que dizem não ao corte de animais mortos estão acontecendo simultaneamente nesse sentido.

Usar animais e tirar suas vidas para uma aula única que a maioria dos alunos sequer leva a sério e considera uma piada deve ser preocupante para pais e educadores que desejam ver padrões elevados de educação e ensino – além do fato desse método ser altamente especista.

Tratar animais sensíveis e inteligentes como sapos, porcos, ratos, tubarões, pombos e outros como se fossem simples ferramentas de sala de aula para serem mortos, cortados e descartados é antiético e ensina aos alunos a lição errada: que aqueles que são diferentes de nós são menos digno de consideração e respeito.

O poder da informação e o desafio às crenças especistas estabelecidas

Foto: Animal Ethics

Foto: Animal Ethics

Com celebrações por todo o mundo o Dia Mundial da Imprensa ou Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é uma homenagem aos profissionais e veículos que são responsáveis por prover e divulgar informações necessárias à construção de uma sociedade mais crítica, democrática e livre.

A data comemorativa foi proclamada pela Assembléia Geral da ONU em dezembro de 1993, seguindo a recomendação da Conferência Geral da UNESCO. Desde então, 3 de maio, o aniversário da Declaração de Windhoek é comemorado mundialmente como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

Este ano a data completa sua 26ª celebração sob o tema: Mídia para a Democracia, Jornalismo e Eleições em Tempos de Desinformação, que discute e trás à pauta questões como o potencial da mídia em apoiar os processos de paz e reconciliação.

O sofrimento animal apenas recentemente tem ganhado atenção da imprensa e mesmo assim de forma comedida e tímida como algo considerado “menos importante” e restrito aos veículos específicos, voltados ao meio ambiente e a fauna silvestre.

Foto: PETA

Foto: PETA

Vistos como seres inferiores e dessa forma passíveis de serem usados e dispostos como produtos a serem explorados e mortos conforme a vontade a humana, esses seres que são nossos companheiros de planeta padecem em silêncio, ocultos pelos interesses de uma classe ambiciosa e dona de benefícios a que o dinheiro garante acesso.

A grande massa da sociedade segue a doutrina do especismo, muitas vezes sem saber que o faz, apenas repetindo crenças que lhes foram enfiadas goela abaixo de geração em geração. Sem desafiar o conteúdo que lhes foi imposto ou arriscar qualquer questionamento.

Ao rotular e aceitar que os animais podem ser mortos e explorados conforme nosso interesse, estamos condenando essas vidas a uma existência de dor e exclusão, com a morte como a única forma de se libertar do cativeiro.

Foto: Pinterest

Foto: Pinterest

Mas quem poderia mudar o pensamento vigente senão a imprensa, cujo papel e força motriz é despertar esse interesse e fomentar a ousadia de uma consciência crítica nos consumidores, leitores e espectadores, atualmente coformados com um status quo confortável e já totalmente estabelecido.

É da imprensa o papel de propor novos pontos de vista, ângulos inexplorados, e principalmente denunciar o que ocorre por tras do véu que têm cegado – por opção própria – a humanidade até aqui, para fora dos meios ambientalistas e rumo à sociedade como um todo.

Milhões de animais morrem todos os anos para alimentar nosso paladar, vacas são exploradas a vida inteira para que o leite de seus filhos chegue a nossas bocas, animais são mortos em “jogos” de caça para nos divertir, golfinhos e orcas enlouquecem em cativeiro para que assistamos eles fazerem truques em troca de comida.

Foto: PETA

Foto: PETA

Nosso conformismo nos deixou a ponto de entrar em uma era afetada pela mudança climática com consequências irreversíveis e fatais, não só para as demais espécies do planeta como para os seres humanos também. Muito pouco foi feito, medidas isoladas aqui e ali, acordos climáticos e de redução de emissões de carbono pouco efetivos e governos que fingem que “alguém virá nos salvar” se a coisa ficar muito feia.

Mas ninguém virá nos salvar a única coisa que pode nos salvar é nossa consciência crítica da realidade, uma mudança de postura radical e urgente, com a ajuda da imprensa no papel de divulgadora e fomentadora de questionamentos inéditos, vanguardistas e acima de tudo compassivos.