Dia Mundial da Medicina Veterinária: profissionais salvam vidas após desastres

Hoje, 29 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Medicina Veterinária. A profissão remete inicialmente a especialistas atendendo animais em clínicas, mas o trabalho desses profissionais, no entanto, não se restringe apenas a esses estabelecimentos. A atuação dos médicos veterinários é essencial, por exemplo, após desastres.

Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Em Brumadinho (MG), assim como ocorreu em Mariana (MG) anos antes, o trabalho dos médicos veterinários foi primordial para que vidas pudessem ser salvas. Enquanto o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil concentram esforços na busca por pessoas, os médicos veterinários se deslocam até o local da tragédia, frequentemente de forma voluntária, para prestar auxílio aos animais, domésticos e silvestres, afetados.

Muitos animais foram encontrados em meio à lama em Brumadinho, que atingiu a cidade após o rompimento de uma barragem, configurando um grave crime ambiental. Sem condições de sair do local por conta própria, eles só puderam ser salvos graças à dedicação não só de voluntários da proteção animal, como também de veterinários.

Cachorro coberto de lama é resgatado em Brumadinho. Foto: Rodney Costa/DPA/Getty Images

Um dos animais resgatados na cidade mineira foi uma cadela que recebeu o nome de Laminha. Encontrada assustada, escondida embaixo de um caminhão, ela foi resgatada por uma equipe da World Animal Protection. De acordo com a organização, “foi preciso muita paciência para conquistar sua confiança e atrair ela para fora”. Camila Flores, uma voluntária da proteção animal que se uniu à entidade nas ações de resgate, foi quem conseguiu salvar Laminha.

“Os animais estão entre os mais vulneráveis ​​em desastres. Eles não podem falar, nem pedir ajuda”, disse a gerente de programas veterinários da organização, Rosangela Ribeiro. “Quando Laminha finalmente foi resgatada, pude ver o alívio nos olhos da Camila!”, completou. A cadela foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários.

Laminha foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários. Foto: World Animal Protection

Vítimas de um ciclone

Na África, no mês de março, não foi diferente. Profissionais da World Animal Protection também prestaram socorro a animais após a passagem do ciclone Idai, que atingiu Moçambique, Malawi e Zimbábue. Segundo a organização, mais de 200 mil animais, de diferentes espécies, foram vítimas do desastre natural.

Criança segura um frango depois da evacuação do distrito de Buzi, em Beira, Moçambique. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

No site oficial da World Animal Protection, há a informação de que “muitas pessoas não tiveram escolha senão fugir e deixar tudo para trás, inclusive seus animais, que ficaram abandonados à própria sorte. Os que conseguiram sobreviver estão doentes, feridos e morrendo de fome”.

A organização lembrou ainda que o ciclone representa um risco aos animais de contaminação por doenças, que podem ser fatais. Em entrevista concedida à entidade, o médico veterinário do do governo da região sul do Malawi, Dr. Edwin Nkhulungo, explicou que “as inundações podem ter um efeito prolongado nos animais, especialmente no que diz respeito à incidência de doenças”. Esses animais estão sujeitos também a doenças pulmonares e a podridão de casco.

Moçambique, depois da passagem do ciclone Idai. Foto: Adrien Barbier/AFP.

Tanto este caso registrado na África, quanto os que ocorreram no Brasil, apesar de terem causas diferentes, tem em comum o risco que representam para a vida dos animais, tão negligenciados pela sociedade. A ação rápida dos veterinários, portanto, é fundamental. O Dia Mundial da Medicina Veterinária, portanto, deve ser visto como uma justa homenagem a esses profissionais que se dedicam a salvar vidas, seja dentro de uma clínica ou após uma tragédia ou crime ambiental.

Boi reconhece mulher que o salvou seis anos após o resgate

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Quando bezerros machos nascem na indústria de laticínios, eles são considerados um “desperdício” porque não podem produzir leite, então estes animais são imediatamente enviados para a indústria de vitela (carne de novilhos) apenas momentos após o nascimento. Os filhotes são colocados em caixas, isolados de suas mães e privados de todos os cuidados que início da vida requer.

A indústria da carne de vitela é essencialmente cruel, mas felizmente para dois novilhos que estavam destinados a serem mortos na mais tenra idade por sua carne, seu destino sombrio mudou para algo bem melhor.

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Alicia | Foto: Farmsantuary.org

Seis anos atrás, quando o Peanut (Amendoim) e o Cocoa (Cacau) tinham menos de uma semana, eles foram resgatados da indústria da carne de vitela. Durante os primeiros anos de suas vidas, eles moraram no abrigo do Santuário Fazenda Southern California Shelter da Farm Sanctuary.

Uma de suas voluntárias e membro da equipe de resgate e agora administradora do abrigo, Alicia, visitava a dupla com frequência e a amizade entre Alicia e Peanut florescia cada dia mais.

Quando Peanut e Cocoa eram bezerros, Alicia ajudava a dar mamadeira para eles de vez em quando. Cocoa é um pouco mais reservado, mas Peanut foi muito aberto sobre o seu amor descarado por Alicia.

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa | Foto: Farmsantuary.org

Quando tinham dois anos de idade, Peanut e Cocoa mudaram-se para o Abrigo do Norte da Califórnia do Farm Sanctuary, onde puderam desfrutar de mais espaço.

Mas não pense que o Peanut esqueceu de Alicia. Embora eles não se vejam com tanta frequência, quando Alicia visita algumas vezes por ano, Peanut vem correndo quando ela chama – reconhecendo-a instantaneamente.

Os bois e vacas são como gatos e cachorros. Eles anseiam por carinho e gostam de construir laços e relacionamentos com os outros – não importa a espécie.

Infelizmente, como vacas e outros animais de fazenda são tipicamente considerados “alimentos”, eles são tratados como mercadorias e não como indivíduos. A maioria nunca consegue experimentar os laços profundos de família ou amizade.

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Peanut e Cocoa comendo | Foto: Farmsantuary.org

Ao contrário disso, esses animais estão sujeitos a uma vida cheia de medo, estresse e tristeza – sendo privados de sua liberdade, do convívio de seus filhos e muitas vezes explorados até sua morte.

Ao trazer o assunto à pauta, divulgando e transmitido essas informações com pessoas no convívio social, podemos despertar ou aumentar a conscientização dos demais para que eles também possam entender como os animais são afetuosos e inteligentes. Esta é uma forma de ajudar muitos animais indefesos e vítimas da ganância humana.

Aprender mais sobre o assunto, lendo e visitando um dos muitos santuários de animais onde as vacas, boi, porcos, frango se outros conseguem viver em paz também são formas de compreender melhor a realidade desses seres sencientes.

Felicidade explícita

Outro exemplo registrado dos sentimentos e emoções desses animais especiais é este bezerro, Bandit que literalmente dança de felicidade ao ser libertado, como pode ser vista no vídeo abaixo.

As imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.

Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).

Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.

Gut Aiderbichl

Foto: Gut Aiderbichl

Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.

Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.

Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.

Associação de Veterinários Americanos lança seu primeiro guia de diretrizes para despovoamento de animais

Foto: Stewart McLean

Foto: Stewart McLean

A American Medical Veterinary Association (AVMA, na sigla em inglês) publicou suas primeiras “Diretrizes para o despovoamento de animais” para ajudar os veterinários a apoiar o bem-estar animal em situações em que a difícil decisão de despovoar foi tomada.

De acordo com o anúncio, essas novas diretrizes da AVMA são uma ferramenta importante para ajudar os veterinários a tomar decisões humanas nas situações mais difíceis.

Como as emergências podem acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento, a AVMA afirmou que esta é uma orientação vital para os veterinários em todos os campos da prática – da medicina de abrigo à agricultura, práticas que envolvem animais de companhia, zoológicos, saúde pública e vida selvagem.

“Tirar as vidas dos animais humanamente é uma das tarefas mais difíceis, mas necessárias, para os veterinários realizarem”, disse o Dr. Steven Leary, presidente do Painel de Despovoamento da AVMA. “Em tempos de crise ou grandes catástrofes, o despovoamento dos animais afetados pode, às vezes, ser a ação mais ética e compassiva a ser feita”.

As diretrizes de despovoamento representam a última parte da orientação dividida em três partes da AVMA chamada “Humane Endings” (Finais Humanos, tradução livre). Os outros são as “Diretrizes da AVMA para a Eutanásia dos Animais” e as “Diretrizes da AVMA para o Abate Humano de Animais”.

O despovoamento equilibra a necessidade de responder rapidamente e evitar mais devastação com o método de morte mais humano possível em resposta a circunstâncias urgentes, como um desastre natural, um surto de doença perigosa ou um incidente terrorista, explicou a AVMA.

AVMA disse que as experiências passadas mostraram que não fazer absolutamente nada pode resultar em um sofrimento maior aos animais e pôr em perigo os tratadores de animais e as equipes de resgate; portanto, o despovoamento às vezes pode ser a resposta mais humana e compassiva a uma catástrofe.

As novas diretrizes da AVMA visam garantir que seja dada intensa atenção ao bem-estar animal, dentro das restrições de uma emergência, disse o anúncio do lançamento.

Para garantir o melhor bem-estar possível aos animais durante as crises, as diretrizes apoiam o planejamento antecipado de possíveis situações de emergência, o que é essencial para proteger o bem-estar animal e garantir o menor sofrimento possível aos animais, disse a AVMA.

As diretrizes de despovoamento são o resultado do trabalho de mais de 70 voluntários, incluindo especialistas multidisciplinares e experientes em medicina veterinária, ética animal e ciência animal. Eles refletem a preocupação da AVMA com o tratamento ético dos animais em todas as fases da vida e em todas as situações.

O Painel AVMA de Despovoamento, que liderou o desenvolvimento das diretrizes, foi financiado por meio de um acordo de cooperação com o Departamento de Agricultura dos EUA.

A AVMA, fundada em 1863, é uma das maiores e mais antigas organizações médicas veterinárias do mundo, com mais de 93 mil membros veterinários em todo o mundo envolvidos em uma ampla variedade de atividades profissionais e dedicados à arte e à ciência da medicina veterinária.

Animal Planet terá programa com histórias de animais que escaparam do matadouro

Por David Arioch

“Todos nós no Barn Sanctuary estamos entusiasmados em abrir as portas do celeiro para milhões de espectadores do Animal Planet” (Foto: Divulgação)

O canal de televisão Animal Planet vai ganhar um programa com histórias de animais que escaparam do matadouro e de outras situações de maus-tratos na cadeia de criação de animais para consumo.

O novo programa que deve ser exibido no final deste ano vai ser produzido pela High Noon Entertainment e conta com a parceria do Barn Sanctuary, um santuário situado em Chelsea (MI), nos Estados Unidos, fundado por Dan McKernan, que cuida principalmente de animais que acabariam mortos e reduzidos a alimentos e produtos.

“Todos nós do Barn Sanctuary estamos entusiasmados em abrir as portas do celeiro para milhões de espectadores do Animal Planet”, diz McKernan, acrescentando que o santuário se dedica a resgatar e reabilitar animais maltratados e negligenciados, criando um refúgio seguro onde eles possam se recuperar, prosperar e servir como exemplo do porquê é importante levar a sociedade em direção a um estilo de vida vegano.

Dan McKernan defende que o programa dará aos animais uma oportunidade de serem vistos sob um olhar diferente, ou seja, não como objetos, alimentos ou produtos. “Há uma enorme e rara oportunidade de mostrar ao mundo quem são esses animais incríveis, e ficamos comovidos com o entusiasmo por esse show”, enfatiza Kelly Holt, diretora executiva do Barn Sanctuary.

O programa terá como ponto de partida o fato de McKernan ter deixado a vida na cidade para viver na área rural de Michigan, onde converteu uma tradicional fazenda em um santuário para animais; e fez isso sem nenhuma experiência. Os espectadores podem esperar por histórias de resgates de animais, de reabilitações e de novas perspectivas sobre o valor da vida animal, segundo o Barn Sanctuary.

Comissão de defesa animal da assembleia do RJ passa a ser permanente

A Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que foi instalada na tarde da última quinta-feira (25), passou a ter caráter permanente.

Foto: Pixabay

O deputado Renato Zaca (PSL) foi escolhido para ser o presidente da Comissão, que tem o objetivo e combater crimes contra animais. As informações são do G1.

Ficou definido que os primeiros atos da Comissão serão conhecer o Batalhão de Ações com Cães da Secretaria de Estado de Polícia Militar e checar as condições em que vivem os animais mantidos em cativeiro pelo Zoológico do Rio de Janeiro.

“Vamos trabalhar por aqueles que não podem falar e estão sofrendo violência. Estudos mostram que quem tem capacidade de fazer mal a um animal está a um passo de fazer contra humanos”, afirmou o parlamentar.

Para vice-presidência foi escolhida a deputada Alana Passos (PSL). Segundo ela, um grupo permanente para defender os animais é uma quadra de paradigmas na Alerj e um “ato de emoção”.

Nota da Redação: a ANDA é veementemente contra a existência de zoológicos, por entender que animais não devem viver aprisionados para entreter seres humanos, e repudia a exploração de cachorros pela polícia militar, já que defende que cães não devem ser envolvidos em operações policiais, que representam risco de morte para eles, e tampouco devem ser submetidos a treinamentos anti-naturais para servir aos seres humanos.

Grupo de defensores dos animais cria petição e pede apoio contra rodeio em Vila Velha (ES)

Por David Arioch

Pouco se fala também no estresse ao qual o animal é submetido na arena (Foto: Ricardo Nasi/G1)

Um grupo de defensores dos animais de Vila Velha (ES) criou recentemente uma petição e está pedindo apoio contra a realização do “Rodeio Solidário” na cidade, organizado pela Igreja Católica Perpétuo Socorro e com o apoio da prefeitura.

O evento vai ocorrer entre os dias 16 e 19 de maio no Parque Municipal da Prainha. E, para ajudar a fortalecer a oposição ao rodeio e buscar apoio também fora da cidade, o grupo criou uma campanha no Avaaz.org pedindo que as pessoas assinem a petição que até o momento recebeu pouco mais de cinco mil assinaturas.

A justificativa do grupo é de que o rodeio envolve condicionamento e violência contra os animais, já que um touro, em condições normais, não agiria como em uma arena. Outro apontamento é que nos últimos anos surgiram inúmeras denúncias que comprovam os maus-tratos sofridos pelos animais em eventos com rodeios.

O exemplo mais recente foi registrado na ExpoLondrina, onde os animais receberam inclusive golpes na cabeça fora da arena, conforme vídeo divulgado pela ONG Bendita Adoção. Além disso, no ano passado, no Adamantina Rodeo Festival, um touro fraturou as duas patas traseiras.

Além disso, pouco se fala também no estresse ao qual o animal é submetido na arena em decorrência não apenas da violência física, mas também do barulho, da narração do locutor e da gritaria.

Para apoiar a campanha “Diga Não à Tortura Animal nos Rodeios”, clique aqui. 

ONG denuncia envenenamento de animais à polícia em Crato (CE)

A Associação de Proteção à Vida (Aprov), em conjunto com moradores de Crato (CE), registrou um boletim de ocorrência para denunciar o envenenamento de animais no município. Foram pelos menos 11 envenenamentos.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

Os casos são recorrentes, segundo Antônia Ferreira, representante da Aprov. “Isso é muito comum de acontecer em toda a cidade. Nos bairros Seminário, Vila Alta e Centro, acontece muito essa questão do envenenamento. É prática muito cruel, lembrando que é crime ambiental e dá cadeia”, pontua.

Os moradores afirmam que, após a abertura do boletim de ocorrência, há duas semanas, novos casos de envenenamento foram registrados. As informações são do Diário do Nordeste.

O presidente da Sociedade Protetora Ambiental no Ceará (SPA-CE), Márcio Sousa, incentiva a população a acionar a polícia caso tome conhecimento de casos de abandono, maus-tratos ou envenenamento de animais.

A pena para crimes contra animais é de até um ano de detenção, além de multa. A punição pode ser maior caso o animal morra.

“Quanto mais detalhada a denúncia, com evidências como fotos e vídeos, melhor a formalização da mesma”, destaca Márcio.

Atriz Mayim Bialik diz que entidades em defesa dos animais deveriam parar de servir carne em seus eventos

Por David Arioch

“Qualquer tipo de pessoa pode fazer a escolha de se tornar vegana e sem que isso seja caro” (Foto: Getty)

Em entrevista publicada hoje pela Animal Equality no site LoveVeg, a atriz e neurocientista vegana Mayim Bialik, que conquistou fama mundial com a personagem Amy Farrah Fowler, da série The Big Bang Theory, foi questionada sobre qual mito ela gostaria de desmascarar em relação ao veganismo.

“Que [o veganismo] é apenas para pessoas brancas e ricas. Qualquer tipo de pessoa pode fazer a escolha de se tornar vegana e sem que isso seja caro”, respondeu.

Mayim recomendou também que os pais que desejam que seus filhos sejam veganos, assim como os dela, precisam apenas buscar informações, se educarem sobre o assunto:

“Escrevi um livro de receitas com o Dr. Jay Gordon com todas as informações nutricionais que os pais precisam saber para criarem crianças veganas saudáveis. Não é difícil. Eu garanto!”

A atriz e neurocientista também enfatizou que o seu sonho é que entidades em defesa dos animais parem de servir carne em seus eventos.

“Há maneiras de alimentar os convidados sem tirar a vida de todos aqueles frangos e bois. Muitas pessoas nem comem seus pratos principais; pouparia muito dinheiro e vidas. Vamos lá, colegas defensores!”, pediu.

Mayim Bialik também utiliza o seu canal no YouTube para abordar ocasionalmente o veganismo e os direitos animais. No ano passado, ela publicou um vídeo, com quase 421 mil visualizações, explicando que não há razão para as pessoas verem a alimentação vegana com estranhamento, sendo que muitos alimentos consumidos por veganos também são consumidos por quem não é.

Para exemplificar, ela cita massas, batata-frita, etc. Além disso, explica de forma bem amistosa que quando uma pessoa experimenta um prato vegano que não tenha agradado ao seu paladar, isso não significa que haja motivos para generalizações.

A atriz vegana também diz que se uma pessoa não se importa, de fato, com os direitos animais ou com o bem-estar animal, ela poderia considerar pelo menos os benefícios da abstenção do consumo de alimentos de origem animal para o meio ambiente, já que isso também é de suma importância para a humanidade.

Mayim Bialik cita uma série de impactos negativos associados à agropecuária. Com uma perspectiva otimista, ela sugere que pessoas que consideram o veganismo “impraticável” ou “muito difícil de seguir”, que pensem nos alimentos que elas já podem consumir, que estão ao seu alcance.

Faz sentido instituir o Dia Nacional do Rodeio no Dia dos Animais?

Por David Arioch

Senador Wellington Fagundes (PR-MT) quer tornar o dia 4 de outubro o Dia Nacional do Rodeio (Fotos: Agência Senado/Coletivo Vida)

Na última terça-feira, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou relatório do senador Wellington Fagundes (PR-MT), que quer tornar o dia 4 de outubro o Dia Nacional do Rodeio, conforme Projeto de Lei Complementar (PLC) 108/2018.

Isso significa que o Dia Nacional do Rodeio pode ser celebrado no Dia Mundial dos Animais, que também é Dia de São Francisco de Assis. Mas será que Francisco de Assis ou os animais que são obrigados a participarem dos rodeios concordariam com isso? De qualquer forma, a análise do projeto será encaminhada para o Plenário do Senado.

Em sua justificativa, Wellington Fagundes destacou que é médico veterinário e que, ao contrário do que é disseminado de forma equivocada, nos rodeios o bem-estar do animal está em primeiro lugar.

Se isso é verdade, por que a cada ano cresce no Brasil e no mundo as campanhas e a oposição popular aos rodeios? A verdade é que mais pessoas estão entendendo que a defesa dos rodeios não tem nada a ver com a defesa da tradição, mas sim com dinheiro.

Há menos de duas semanas, a ONG Bendita Adoção divulgou um vídeo registrado por moradores de Londrina (PR) que mostra animais recebendo golpes na cabeça fora da arena da ExpoLondrina.

No ano passado, no Adamantina Rodeo Festival, um touro fraturou as duas patas traseiras. Há inúmeros relatos e testemunhos contra os rodeios. Pouco se fala também no estresse ao qual o animal é submetido na arena em decorrência não apenas da violência física, mas também do barulho, da narração do locutor e da gritaria.

Instituir o Dia Nacional do Rodeio, e no Dia dos Animais, é zombar dos animais e dos brasileiros. A defesa da atividade na realidade tem apenas um interesse – econômico. O rodeio sequer é brasileiro, logo não faz o menor sentido associá-lo à ideia de elemento cultural nacional.

Com exceção da montaria em cutiano, todos os outros elementos do rodeio são importados dos Estados Unidos – incluindo trajes, equipamentos e termos. Na defesa da prática, Fagundes disse que o rodeio nasceu do trabalho nas fazendas. Sim, mas não no Brasil. Prova disso é que o verdadeiro sertanejo brasileiro, criado na roça, não se veste e nunca se vestiu como o romanesco “cowboy americano”.

Cerca de 40 coelhos abandonados após a Páscoa são resgatados por adolescentes

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Um grupo de adolescentes salvou a vida de 37 coelhos que foram abandonados na floresta de Portage, Indiana (EUA); provavelmente por algum criador inescrupuloso que tentou lucrar com os animais inocentes antes do fim de semana de Páscoa.

De acordo com o jornal Northwest Indiana Times, Johnny Frazier, 18 anos, que estava entre os jovens que resgataram os coelhos, descreveu o evento que se desenrolou na noite de quinta-feira, quando ele e seus amigos avistaram os animais deslocados que “pareciam estar acostumados a ficar perto de humanos”, como uma surpresa inesperada.

O adolescente responsável pelo resgate explicou que havia procurado a polícia, o Portage Animal Control (Centro de Controle de Animais) e a Hobart Humane Society (ONG de bem-estar animal), em busca de ajuda. Infelizmente, nenhum dos solicitados deu um passo à frente para ajudar os jovens, apenas um deles afirmou que “não tinha condições de absorver a multidão de coelhos.

Os rapazes perceberam que eles eram a única chance de sobrevivência dos coelhos, tomando assim a decisão de ajudar os animais. Eles reuniram a maioria dos coelhinhos e os realocaram temporariamente na casa do avô de Frazier.

A Fazenda da Erin, uma instituição sem fins lucrativos que funciona como abrigo e também conta com uma equipe resgate de animais, sediada em Hobart, estava entre aqueles que posteriormente ajudaram com o resgate dos coelhos.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

“Nenhum dos coelhos é castrado, então estamos assumindo que todas as fêmeas estão grávidas”, afirmava um post na página da ONG no Facebook, afirmando também que nenhum abrigo para animais ou coelhos aceitou esses animais que foram claramente negligenciados antes de serem descartados.

“Meu medo é que estes coelhos tenham sido usados como reprodutores de quintal, criados para que seus bebês fossem vendidos em lojas para a Páscoa. Entre os resgatados não há apenas jovens coelhos, mas muitos adultos que provavelmente foram muito explorados já e não produzem mai,s por isso foram descartados, por não dar mais lucro” dizia o post da ONG.

A Fazenda da Erin também compartilhou seu apreço pelo grupo de “bons samaritanos e resgatantes locais que capturaram todos os coelhos, encontraram casas para eles e voltaram à floresta no escuro tentando pegar o resto”.

Depois de doar gaiolas e suprimentos para coelhos, a Fazenda da Erin levou seis dos coelhos para seu santuário, que estarão disponíveis para adoção após 30 dias, depois de serem liberados por veterinários.