Campanha vegana tem Leonardo da Vinci como tema

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Chapéu: Inspiração

Título: Campanha vegana tem Leonardo da Vinci como tema

Olha: No 500º aniversário da morte do gênio e artista a PETA pede aos admiradores da personalidade histórica que deixam de comer carne como ele

A organização que atua pelos direitos animais PETA lançou uma campanha que pede aos admiradores do influente artista, matemático, arquiteto, pensador, inventor entre outras habilidades, Leonardo da Vinci, que deixem de comer carne como ele.

“Leonardo da Veggie: coma como um gênio”, é o tema da nova campanha da ONG que foi lançada seguindo as celebrações do 500º aniversário da morte de Leonardo da Vinci.

A campanha inclui uma apresentação pública do novo anúncio de Leonardo da Veggie em Milão, Itália – onde o artista passou a maior parte de sua vida e onde muitas de suas criações famosas podem ser vistas ainda hoje.

Da Vinci foi a primeira grande figura histórica que discutiu a ideia do especismo, o conceito de que ser humano seria razão suficiente para ter maiores direitos morais do que os animais não-humanos. Ele enfatizou que os humanos também são animais e, portanto, não têm o direito de negar os direitos de outros seres de viver.

Ele também parou de consumir carne e produtos derivados de animais, afirmando: “Se realmente somos, como nós mesmos nos descrevemos, os reis dos animais, por que criamos outros animais apenas para que eles possam nos dar seus filhotes a fim de agradar nosso paladar?”.

Da Vinci também falou sobre os pintinhos que “nunca chegarão a nascer” porque os humanos roubam e comem os ovos de galinhas e era conhecido por usar roupas de linho em vez de pele ou couro. Ele também costumava comprar pássaros engaiolados que eram vendidos como animais de estimação, e libertava-os

Além de defender os animais em terra, Da Vinci era conhecido por falar de animais marinhos, como lagostas e caranguejos, dizendo: “Que ironia cruel para aqueles cujo habitat natural é a água serem mortos em água fervente”.

“Leonardo da Vinci expressou ideais veganos centenas de anos antes que a palavra “vegana” fosse inventada”, disse o vice-presidente sênior da PETA, Dan Mathews, em um comunicado.

“Enquanto o mundo marca o 500º aniversário do falecimento de Da Vinci, a PETA está honrando seu legado encorajando seus admiradores a respeitar os animais e parar de comê-los”.

Anteriormente, a Da Vinci foi homenageado pela PETA em sua coleção limitada de selos postais “Vegetarian Icons” dos EUA, que celebra famosos defensores dos direitos animais ao longo da história.

Dono de ONG resgata cães de canil e é condenado a indenizar criadora

O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o dono da Associação de Proteção e Defesa dos Animais de Araçatuba (APDA), que entrou sem autorização em um canil e levou cães do local, a devolver os animais e indenizar em R$ 100 mil a criadora, que havia sido acusada de maus-tratos. A decisão de obrigá-lo a pagar uma indenização veio após ser confirmada a morte de 11 filhotes, o sacrifício de outro, a castração de cães e o diagnóstico de infecção no útero de uma das cadelas resgatadas.

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O desembargador Paulo Alcides, relator da apelação na 2ª Câmara Reservada ao Meio Ambiente, afirmou que o proprietário da ONG teve uma “atitude tresloucada”. As informações são do portal ConJur.

“Sem nenhum critério lógico, fazendo-se de justiceiro, ele resolveu agir ‘pelas próprias mãos’. Invadiu propriedade alheia para subtrair animais que estavam devidamente ‘amparados’ e transformou a vida deles num espetáculo de horror”, disse Paulo Alcides.

“Como pode o dirigente de uma ONG intitulada protetora dos animais agir com tamanha insensibilidade? Sabedor de tais irregularidades, o cidadão deve acionar as autoridades competentes, as quais saberão tomar as providências cabíveis. A justiça pelas próprias mãos sempre acaba por causar um mal maior do que aquele inicialmente alardeado pelo recorrido”, complementou o desembargador.

O dono da ONG havia feito uma campanha contra o canil. A dona do local o acusa de usar a entidade que ele possui para promoção de candidatura eleitoral.

Clique aqui para ler a decisão na íntegra.

Nota da Redação: independentemente da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, a ANDA reforça seu posicionamento contrário à venda de animais por acreditar que seres vivos não podem ser tratados como mercadorias e por saber que casos de maus-tratos no comércio não deixarão de acontecer enquanto animais forem vendidos. Como defensora dos direitos animais, a ANDA incentiva seus leitores a optarem pela adoção de animais ao invés da compra.

Coelhos tem as pálpebras costuradas e são infectados com cólera em experimento de universidade

Milhares de coelhos estão sofrendo agressões sem fim em experiências dolorosas nas universidades britânicas todos os dias, denuncia um grupo que luta pelos dos direitos animais.

A ONG Animal Justice Project (AJP) diz que estes experimentos incluem coelhos que são deliberadamente infectados com cólera, tem as pálpebras costuradas e recebem injeções dolorosas diretamente em suas colunas vertebrais.

A AJP afirma que as universidades estão – ano após ano – se tornando cada vez mais reservadas sobre as experiências que realizam com animais, e diz que seus esforços para descobrir quantos coelhos estão sendo submetidos a testes nas universidades britânicas foram frustrados. As instituições estão realizando os experimentos de forma secreta.

Coelhos em experimentos

A ONG entrou em contato com 112 universidades e faculdades neste ano, realizando o pedido dos dados sob a Lei de Liberdade de Informação.

Em 14 de abril, sete universidades não responderam e 33 recusaram-se a fornecer números. Destas últimas, 31 se recusaram a fornecer os números alegando sigilo devido à publicação futura em seus sites, outra citou a pressão do tempo, e outra não deu nenhuma explicação.

Atualmente 70 universidades são conhecidas por usar e manter em cativeiro animais para experimentos, 19 delas responderam falando o número e o tipo de animais usados, e 43 universidades responderam dizendo que não usam animais.

Campanha “Missing”

Como resultado desse sigilo, a organização lançou uma nova campanha – chamada ‘”Missing” (Desaparecidos, na tradução livre) – para esclarecer a verdade sobre as pesquisas com coelhos nas universidades britânicas e pedir o seu fim.

A campanha, que é apoiada pela estrela pop Moby e pela celebridade televisiva, Peter Egan, realizará eventos e protestos em algumas universidades nesta Páscoa

Inaceitável para muitos

“Hoje em dia, com o número crescente de veganos vivendo estilos de vida compassivos, experimentos com animais, como os que descobrimos nas universidades são intragáveis para muitos”, disse Claire Palmer, fundadora do Animal Justice Project, em um comunicado enviado ao Plant Based News. .

“Particularmente quando eles envolvem coelhos, um animal muito querido, que vive como membro da família na casas de diversas pessoas. É perturbador que milhares de coelhos estejam sendo usados em laboratórios do Reino Unido e as universidades simplesmente se recusam a nos dizer o que está acontecendo com eles”, diz a fundadora da ONG.

“A campanha ‘Missing’ do Projeto Justiça Animal joga uma luz sobre o mundo secreto dos experimentos com coelhos nesta Páscoa e pretendemos acabar com eles definitivamente”.

Necessidade de transparência

“Parabéns ao Animal Justice Project, por lançar luz sobre o sofrimento dos coelhos usados em experimentos cruéis nas universidades britânicas”, disse Moby, músico vegano.

“A transparência é urgentemente necessária. Precisamos saber a verdade sobre o que é feito aos animais quando as portas do laboratório estão trancadas. É hora de acabar com a crueldade contra os animais”, disse o músico.

Fim dos experimentos com animais

“Meu primeiro relacionamento com outra espécie surgiu como resultado de ser apresentado ao coelho branco em Alice no País das Maravilhas, Brer Rabbit ou Pernalonga”, acrescentou o ativista vegano e ator de Downton Abbey, Peter Egan.

“Coelhos, assim como cães e gatos são parte integrante da minha introdução ao mundo dos animais e meu primeiro compromisso com a compaixão. Sejam brinquedos de coelho ou membros vivos da família. Eles capturam nossos corações e se tivermos sorte, definirão nossa compaixão mais tarde na vida”, diz o ator.

“Não temos com eles uma enorme dívida de gratidão? Eles não merecem mais do que serem usados como espécimes em laboratórios para serem torturados e testados? Peço a estas universidades que tenham compaixão. Lembrem-se do seu primeiro amor. Não usem os coelhos em experimentos de laboratório”.

Pesquisa

Wendy Jarrett, diretora executiva da Understanding Animal Research, negou que as universidades estivessem escondedos dados ou fazendo segredo das experiências com animais, em um comunicado obtido pelo jornal Metro UK.

“Se as alternativas à pesquisa com animais estão disponíveis e foram validadas pelos reguladores, então é ilegal usar um animal e a pesquisa não receberá uma licença do Ministério do Interior”, disse Jarrett.

“Assim, os coelhos são usados apenas para testes de segurança, por exemplo, para verificar se uma vacina não causará febre em bebês e crianças, quando não houver alternativa disponível que animais”.

“É claro que os testes cosméticos com animais foram proibidos no Reino Unido a mais de 20 anos e os testes de produtos domésticos também estão sujeitos a uma política de proibição neste país”.

É assustador notar como a hipocrisia humana delega aos animais o papel de produto para ser usado e descartado conforme sua conveniência e necessidade.

Coelhos são comprovadamente animais sencientes, inteligentes, capazes de sofrer e amar. E ainda assim é possível que humanos, acobertados pela bandeira da “ciência” e do “bem-estar da humanidade” disponham deles para testar respostas à doenças, medicamentos, vacinas e até produtos que alimentam sua vaidade.

Nada, absolutamente nenhuma premissa, justifica o sofrimento de um animal não-humano. Uma vida, uma companheiro de planeta, um irmão com predisposições diversas, mas jamais um ser inferior como a sociedade insiste em proclamar.

Denúncias de maus-tratos a animais crescem 40% em Volta Redonda (RJ)

O número de denúncias de maus-tratos a animais aumentou 40% neste ano em Volta Redonda (RJ), segundo Igor Reis, vice-presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Volta Redonda (SPA). Para ele, os casos de maus-tratos não aumentaram e a explicação para o crescimento nas denúncias é a conscientização e indignação da população, que está registrando mais denúncias.

Reis lembrou que as denúncias devem ser feitas através da Secretaria de Meio Ambiente de Volta Redonda, pelo telefone 3339-9073, por meio do número 3350-7123, também através do aplicativo Fiscaliza VR. É importante ter provas como fotos e vídeos e acionar a Polícia Militar imediatamente após flagrar uma ação de maus-tratos. As informações são do Diário do Vale.

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“É importante frisar que as ONGs e protetores dos animais não têm poder de polícia, ou fiscalização para agir em casos de maus tratos. Os casos devem ser denunciados nas delegacias e juntamente aos órgãos responsáveis da prefeitura de sua cidade. Se o cidadão presenciar um flagrante, a pessoa pode ligar para o 190, a Polícia Militar tem por dever agir. E em algumas cidades, como, por exemplo, Volta Redonda e Barra Mansa, possuem a Secretaria de Meio Ambiente, na qual podem ser encaminhadas também as denúncias. É importante informar que Volta Redonda tem site e aplicativo (Fiscaliza VR), que tem sido uma ferramenta importante de registro de denúncia online, podendo ser de forma anônima. O contato gera um protocolo que é enviado para a secretaria e a pasta tem que atender a essa solicitação” disse. “Desde o caso Machinha [do Carrefour], e principalmente, quando o programa Fantástico começou a gerar algumas reportagens relatando os maus-tratos e criação clandestina de animais, as pessoas estão se conscientizando mais e sendo estimuladas a denunciar. São marcas importantes à mídia incentivar as denúncias”, relatou.

Membro do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal de Volta Redonda, Reis comentou que pautas em prol dos animais, como a cultura do abandono, são debatidas dentro do órgão. “Abandono e maus-tratos são culturais e precisamos trabalhar isso com educação, reeducando as crianças e jovens que são influenciados pelo comportamento dos pais. Eu já ouvi isso de uma pessoa: “meu cachorro ficou doente eu abandono e depois pego outro”. Isso é cultural, precisamos de educação para combater isso. A questão de pássaros na gaiola também. Nossa luta não é só para o cão e gato, é para todas as espécies de animais”, disse.

Segundo ele, há uma melhora na fiscalização da prefeitura. “Outra coisa é a fiscalização que tem que funcionar, antes a fiscalizando não estava funcionando de forma efetiva em Volta Redonda. Algumas coisas têm mudado e apresenta uma mudança, sinal de melhora. A polícia também tem que investigar e punir os agressores assim como a prefeitura”, apontou.

O controle populacional dos animais é outro problema vivido na cidade, segundo o vice-presidente da ONG. A castração, lembrou Reis, é a solução. No Centro de Controle de Zoonoses do município esterilizações gratuitas são feitas. A SPA também conta com um projeto de castração a preço acessível destinado a famílias carentes.

“É fundamental a castração dos animais não só para o controle da natalidade, mas também para evitar doenças, como o câncer de mama, nas fêmeas, por exemplo. Um animal castrado vive mais, fica mais tranquilo com outros, só tem a contribuir para a qualidade de vida dele”, disse.

Outro ponto abordado por Reis foi a adoção responsável. Ele lembra que, ao adotar, a pessoa beneficia o animal adotado e também outro animal, que ocupará a vaga deixava vaga por aquele que encontrou um lar. ” Sobre guarda responsável. É muito importante, antes de escolher ter um animal, que a pessoa entenda as responsabilidades disso. É importante pensar o que fazer quando for viajar, se mudar de casa por exemplo. Além disso, se atentar que os animais envelhecem, ficam doentes, choram. A pessoa precisa ter tanto condição financeira, para cumprir com os custos de se ter um animal, quanta condição psicológica e moral. Muita gente nos devolve cães adotados porque o animal late ou chora”, contou.

Ainda no que se refere à casa animal, Reis fez críticas a projetos votados na Câmara Municipal que, segundo ele, não condizem com a necessidade dos animais. “O povo de Volta Redonda não precisa de cachorrodromo, nesse momento. O valor de uma obra dessas, você aluga um castramóvel por um ano, ou até compra um. Mas infelizmente temos visto alguns projetos na Câmara que não condizem nem com a realidade nem com a necessidade da cidade. É preciso conversar com a proteção animal, ONGs, grupos, protetores independentes, essa galera que arregaça a manga e põe a mão na massa fazendo o trabalho que seria do Estado”, citou.

A entidade

A SPA foi fundada em 1998 e se mantém até os dias atuais por meio de doações feitas pelos sócios. As contribuições, no entanto, sofreram uma queda recentemente. “Promovemos evento e campanha de doações, há pessoas esporádicas, incluindo voluntário, que contribuem sempre é o que vem mantendo a SPA neste momento”, disse Carminha Marques.

A entidade já atendeu mais de 20 mil animais. “O atendimento da ONG nem sempre é o recolhimento. Muitos animais foram castrados na SPA, que já auxiliou também animais de diversas espécies mico, ouriço, cavalo, burro, pássaros e etc”, disse.

O abrigo da ONG está atualmente superlotado, o que inviabiliza novos resgates. No entanto, a entidade tem ajudado alguns casos, divulgando-os em rede social com a finalidade de arrecadar recursos para custeio de tratamento veterinário.

O vice-presidente da SPA, Igor Reis, lembrou já ter presenciado diversos casos de crueldade contra animais. “É difícil dizer um caso em específico que me chocou, porque foram muitos. Tem a Vilma, que inclusive eu adotei, que era abusada sexualmente, teve um problema na pata e teve que amputar. Ela era cheia de feridas pelo corpo por conta de uma sarna demodécica. Dos oito cães que vivem comigo, ela é a única que não se ressocializou ainda. Já aceita nosso contato, está conosco há uns 3 ou 4 anos e mesmo assim ainda tem medo do contato humano. Teve também o caso de uma cadela que acabou sendo adotada pela Carminha. O ex-tutor deu com um objeto tipo um machado, facão ou enxada na cabeça dela e a jogou fora ali na beira rio. Como se estivesse morta, mas ela não morreu. Foi resgatada muito fraca, com o crânio rachado, olhos pressionados, etc. Sobreviveu um tempo, um dia morreu do nada na casa da Carminha. Acreditamos que foi algo referente a pancada que sofreu”, finalizou.

Deputada denuncia que animais passam fome em zoo de Teresina (PI)

A deputada estadual Teresa Britto (PV) usou a tribuna da Assembleia Legislativa na terça-feira (23) para denunciar o Zoobotânico de Teresina, no Piauí, por maus-tratos a animais. Segundo ela, os animais mantidos em cativeiro no local estão passando fome.

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“Temos recebido notícias e denúncias de que os animais que estão no zoobotânico estão passando fome e isso é inadmissível e pode ser considerado maus-tratos aos animais, passível de ação civil pública contra o Governo do Estado”, disse Teresa.

Líder do governo, o deputado Francisco Limma (PT), nega as denúncias e afirma que os animais estão recebendo os cuidados necessários. As informações são da ALEPI.

A deputada disse que iria pessoalmente ao parque, com entidades de proteção animal, para verificar as condições dos animais.

Segundo Teresa, o Piauí precisa de uma política de proteção animal. “Nós andamos pelo estado todo e encontramos vários animais de grande e pequenos porte pelas estradas sem nenhum amparo, enquanto temos tantas áreas públicas que poderiam ser transformadas em parques de acolhimentos a esses animais”, defendeu.

Prefeitura sanciona lei que pune maus-tratos a animais em Mariana (MG)

A Prefeitura de Mariana, em Minas Gerais, sancionou a Lei 3.267, que pune maus-tratos a animais no município. A nova legislação foi publicada no Diário Oficial de Mariana e estabelece multas e responsabilização criminal aos agressores de animais.

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De autoria do vereador Juliano Duarte, a lei classifica como maus-tratos ações cometidas contra a integridade física, psicológica ou a vida dos animais. Por exemplo: privar o animal das suas necessidades básicas; lesar ou agredir o animal, causando-lhe sofrimento, dano físico ou morte; abandonar o animal; obrigar o animal a realizar trabalho excessivo ou superior às suas forças ou submetê-lo a condições ou tratamentos que resultem em sofrimento; criar, manter ou expor animal em recinto desprovido de segurança, limpeza e desinfecção; explorar animal em confronto ou luta entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes; provocar envenenamento que resulte ou não em morte do animal; deixar de propiciar morte rápida e indolor a animal cujo sacrifício seja necessário e recomendado por médico veterinário; abusar sexualmente de animal; promover distúrbio psicológico e comportamental em animal, através de treinamento inadequado que o torne feroz e perigoso para o convívio com a população; praticar outras ações ou omissões atestadas por profissional habilitado.

A medida estabelece multas aos agressores de animais que variam de R$ 522 a R$ 1,3 mil. A lei também obriga o responsável pelos maus-tratos a arcar com os gastos do tratamento veterinário do animal maltratado. As informações são do Portal da Cidade Mariana.

A legislação dá respaldo a Patrulha da Guarda Ambiente e aos agentes fiscalizadores pra a aplicação de multas e realização de medidas necessárias aos infratores.

Os animais abandonados ficarão sob a responsabilidade do Centro de Acolhimento Animal, que os disponibilizará para adoção.

Secretaria registra 15 denúncias de maus-tratos a animais por dia em Paranaguá (PR)

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Paranaguá, no Paraná, recebe 15 denúncias de maus-tratos a animais por dia.

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“Na segunda-feira, 15, recebemos a denúncia informando que uma égua estaria doente na região do Jardim Guaraituba. De imediato fomos ao local para atendimento do animal e estávamos prontos para levá-lo para a Semma. Infelizmente a tutora estava presente e não permitiu a retirada da égua”, informa a veterinária Elen Soares, diretora do departamento.

Na terça-feira, a equipe foi novamente informada de que a égua estava em via pública. Desta vez, a tutora não estava no local. Ela já tinha sido notificada e multada por maus-tratos.

“Após essa primeira notificação, não tínhamos recebido novas denúncias sobre a situação desse animal até esta situação. A égua foi socorrida e encaminhada para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente”, conta, através da assessoria de imprensa da prefeitura.

Elen lembra que os tutores têm responsabilidade sob os animais. “Precisamos frisar que a responsabilidade dos animais é de seus tutores. Estes precisam zelar pela saúde, fornecer alimento, água e demais cuidados necessários para que o animal tenha uma vida saudável”, destaca.

Denúncias

O Departamento Veterinário da Secretaria recebe denúncias de maus-tratos a animais de segunda à sexta-feira das 8h às 11h e das 13h às 18h.

“Recebemos diariamente cerca de 15 denúncias de maus-tratos. Estamos prontos a atender e sempre com seriedade a pessoa que nos informa a situação. Fazemos o possível para dar um resultado positivo a todos os casos que recebemos”, afirma Elen.

As denúncias devem ser feitas através do telefone (41) 3420-6058.

Simulador pode substituir porcos em testes feitos pela Marinha Real Britânica

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Um novo simulador desenvolvido pelo Dr. Mainul Haque, da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, pode pôr fim aos cruéis testes feitos pela Marinha Real Britânica para tratamentos de lesões pulmonares em porcos e outros animais. Os experimentos têm como objeto de estudo as lesões causadas pela exposição à ondas de choques supersônicas que irradiam de explosões.

Até agora, testes militares exploraram e torturaram animais vivos para simular o impacto destas ondas de choques em seres humanos e assim desenvolver uma rotina de tratamento para as lesões subsequentes. No entanto, como alertado pela PETA, porcos e seres humanos possuem organismos e anatomias diferentes, fato já admitido pelo exército dos Estados Unidos anteriormente.

O Dr. Haque desenvolveu o simulador em colaboração com o consultor Timothy Scott, da Royal Navy Intensive Care. Para o cientista, além de superar o dilema ético de ferir e causar sofrimento a animais indefesos, o simulador pode trazer resultados muito mais efetivos. “Um modelo computadorizado nos permite executar o maior número de testes de tratamento que precisamos para qualquer tipo de cenário sem a necessidade de pesquisas com animais vivos”, disse.

Haque aponta ainda que a nova tecnologia pode prever como os corpos humanos reagem ao acúmulo interno de fluidos, o que muitas vezes é fatal, já que não é detectado. Segundo ele, o simulador “acomodar cenários que são inatingíveis em pesquisas com animais vivos ou humanos, como múltiplas vítimas com múltiplos eventos de lesão”, afirma.

Mundo em transformação

O uso de simuladores em testes militares não é novidade. Em 2017 os deputados norte-americanos Hank Johnson e Tom Marino apresentaram um projeto de lei que bane o uso de animais vivos em testes militares. A proposta exige que militares utilizem apenas métodos que incluam apenas seres humanos para treinar membros do serviço.

Para Johnson, simuladores são mais precisos e a abolição do uso de animais é claramente mais econômica. “Pode custar mais inicialmente investir em um simulador do que em animal vivo, mas se levarmos em consideração que o animal só poderá ser usado uma vez, enquanto o simulador pode ser usado repetidas vezes, então, ao longo do tempo, é a melhor decisão”, disse em entrevista ao Washington Examiner.

Segundo informações do portal LIVEKINDLY, em 2014, a Agência Norueguesa de Pesquisa Animal (NARA) rejeitou um pedido do exército norueguês para usar animais em exercícios de treinamento. Foi a primeira vez na história da agência que tal rejeição foi feita.

Cerca de 200 animais vítimas de maus-tratos são resgatados em 3 meses em Curitiba (PR)

Aproximadamente 200 animais foram resgatados em situação de maus-tratos em três meses na cidade de Curitiba, no Paraná, segundo a prefeitura. As aves nativas ameaçadas de extinção e os animais domésticos estão entre os animais maltratados. Os resgates foram feitos pela Rede de Proteção Animal, que é da administração municipal, e pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMM) da Polícia Civil, que passaram a trabalhar em conjunto em 2019.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

De acordo com a prefeitura, ocorreram, em média, duas operações de resgate por semana. Os animais começaram a ser resgatados em fevereiro. Ao todo, 27 autos de infração foram registrados e as multas aplicadas ultrapassam os R$ 250 mil. As informações são do G1.

Levados para ONGs e protetores independentes, os animais domésticos foram tratados para, depois, serem encaminhados para adoção. Os silvestres foram encaminhados para o Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS).

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Denúncias

Para denunciar casos de maus-tratos a animais em Curitiba, ou cativeiro de silvestres, basta ligar para a Central da Prefeitura de Curitiba, pelo telefone 156.

Cerca de 30 denúncias referentes a esse tipo de crime são recebidas por dia pela Rede de Proteção Animal, segundo a administração municipal.

Avon se junta à campanha pelo fim dos testes em animais no mundo

Foto: PETA

Foto: PETA

A companhia de beleza Avon, uma das maiores empresas de cosméticos do mundo, juntou-se à campanha #BeCrueltyFree (Seja Livre de Crueldade), embora não seja uma empresa totalmente livre de crueldade por operar no mercado chinês.

A Be Cruelty Free é uma campanha lançada pela Humane Society Internacional (HSI)
com o objetivo de transformar a indústria da beleza em um mercado sem crueldade, para isso iniciou uma onda de proibições de testes em animais apoiadas por centenas de empresas e milhões de consumidores em todo o mundo.

Conforme os dados da HSI, em quatro de cada cinco países, ainda é legalmente permitido usar coelhos e outros animais em testes cruéis de toxicidade de produtos cosméticos e seus ingredientes.

Na China, testes com animais são uma exigência legal para muitos tipos de cosméticos. No entanto, a onda global de proibições desses experimentos covardes liderada pela ONG que criou a campanha, tem como meta colocar um fim nessa crueldade.

Foto: PETA

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Mas apesar da Avon ter se juntado a campanha, ela ainda vende seus produtos na China – onde todos os cosméticos importados são obrigados a passar por testes com animais conduzidos pelo governo chinês.

Da mesma forma, itens de “uso especial”, incluindo desodorantes e protetores solares, que são vendidos na China, também têm que ser testados em animais por lei.

Prática desnecessária e inaceitável

No entanto, a Avon se juntou à campanha #BeCrueltyFree que pede a proibição dos testes de cosméticos em animais em todos os principais mercados globais de beleza até 2023.

Louise Scott, diretora científica da Avon, disse: “A Avon está trabalhando para acabar com testes em animais há 30 anos, mas, como indústria, ainda há muito a fazer. Estou orgulhoso de nossa contribuição para impulsionar a mudança até hoje. Mas nós somos ainda mais fortes se trabalharmos colaborando uns com os outros. É crucial que façamos mais parcerias com outros agentes de mudança para acabar com a prática desnecessária e inaceitável de testes em animais para cosméticos.”

Pagando por testes em animais

Em 2012, a PETA disse que a Avon “silenciosamente mudou suas políticas e estava pagando por testes em animais para vender [seus] produtos na China” – e pediu que a empresa se retirasse ou se recusasse a entrar no mercado chinês enquanto os animais ainda estão morrendo ”.

A PETA comentou: “Embora entendamos que a China é um mercado enorme que essas empresas não estão dispostas a ignorar, esperávamos que elas tomassem medidas para eliminar essa exigência ou insistissem em que os métodos de testes que não envolvessem animais fossem aceitos”.

Quando questionada do por que não para de vender na China, a empresa respondeu: “Estamos otimistas de que a influência da Avon como líder mundial em cosméticos possa ajudar a promover a aceitação de métodos de testes livres de animais pelo governo chinês com o objetivo de encerrar os testes em animais”.

Foto: PETA

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“Trabalhamos em parceria com organizações que estão desenvolvendo novas abordagens para avaliação de segurança de produtos que não usam animais, bem como com associações da indústria de produtos de cuidados pessoais.”

Segundo dados da HSI mais de 500 mil animais são usados em testes de cosméticos anualmente, eles sofrem e morrem para testar xampu, rímel e outros produtos cosméticos. Ratos, coelhos, porquinhos-da-índia e outros animais apavorados são forçados a ingerir substancas quimicas que são enfiadas por suas gargantas, pingandas em seus olhos ou depositadas em sua pele antes deles morrerem.