Canadá está a um passo de proibir testes com animais para cosméticos

Foto: Humane Society

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O Canadá está se posicionando para se tornar o 40º país do mundo a proibir testes cosméticos envolvendo animais após a introdução da Lei de Cosméticos sem Crueldade (Bill S-214) na Câmara dos Comuns.

O projeto já foi aprovado pelo senado e foi apresentado pela ministra da saúde, a conservadora Marilyn Gladu.

“Proteger os animais sempre foi uma causa que me preocupou profundamente e tenho o prazer de patrocinar este projeto de lei para que os deputados possam debater essa questão importante”, disse Gladu em um comunicado.

O projeto é resultado de anos de defesa da lei liderados pela Humane Society International, a Animal Alliance of Canada e a Lush Fresh Handmade Cosmetics, com o apoio de mais de 750 mil canadenses de costa a costa.

A Lei de Cosméticos Sem Crueldade foi introduzida pela primeira vez na câmara em junho de 2015 pela senadora conservadora Carolyn Stewart Olsen em uma estreita cooperação com a HSI Canada e a Animal Alliance.

“Como um canadense orgulhoso, eu não poderia estar mais feliz em ver o meu país se aproximando mais e mais de tornar-se mais um mercado de beleza livre de crueldade”, disse Troy Seidle, vice-presidente de Pesquisa e Toxicologia da HSI.

Foto: World Animal News/Reprodução

Foto: World Animal News/Reprodução

“Em 2019, com a vasta gama de ingredientes cosméticos já estabelecidos e as abordagens livres de animais para avaliação de segurança, simplesmente não há desculpa para confiar continuamente em testes em animais para produtos ou ingredientes cosméticos”, enfatiza ele.

A HSI também tem estado na vanguarda das mudanças da política pública global para cosméticos livres de crueldade, encabeçando reformas legais na União Européia, Índia, Nova Zelândia, Taiwan, Coréia do Sul, Guatemala e mais recentemente Austrália, com legislações semelhantes em desenvolvimento nos Estados Unidos, Brasil, Chile, África do Sul, Sri Lanka e outros lugares.

“Chegou a hora de tirar a crueldade de uma vez do mercado de cosméticos e ouvir os 88% dos canadenses que se opõem aos testes em animais para cosméticos”, afirma Mark e Karen Wolverton, co-proprietários da Lush Fresh Handmade Cosmetics, da América do Norte.

“Sabemos que nossos milhões de clientes que apoiam o projeto de lei (Bill S-214) levarão essa questão para as pesquisas neste outono e elegerão líderes que sejam capazes de legislar em seu nome”, afirmou o casal.

“Acreditamos que os testes em animais para produtos de beleza não são aceitáveis ou relevantes e perpetuam o sofrimento dos animais”.

Pesquisas do Conselho Estratégico em nome da Animal Alliance of Canada e da HSI descobriram que 88% dos canadenses concordam que testar novos cosméticos não vale a pena a dor e o sofrimento dos animais, e 81% apoiariam a proibição nacional de testes em animais de cosméticos e seus produtos. ingredientes.

Com a maior conscientização da população e seu empenho em modificar o modelo vigente de inferiorização dos animais, garantido-lhes o direito à liberdade e bem-estar de que tanto necessitam, mais um passo é dado em direção a uma sociedade pais justa, para animais humanos e não-humanos.

Novo filme de animação gráfica aborda o papel da China na agricultura industrial

Foto: Pixabay/ Jai79

Foto: Pixabay/ Jai79

Co-produzido pelo cineasta chinês Jian Yi e pelo cineasta norte-americano vencedor do Emmy, Allison Argo, “Piggy’s New Year’s Dream” (O Sonho de Ano Novo do Porquinho, na tradução livre) é um curta-metragem de animação que usa rotoscopia, que acompanha o documentário da suinocultura de verdade.

Em homenagem ao Ano do Porco, que cai em 2019 sob o calendário lunisolar chinês, o documentário mostra um porco de estimação que sai para explorar o mundo em busca de outros porcos, apenas para descobrir a realidade aterrorizante da pecuária industrial.

“O projeto foi uma colaboração multicultural (e multi-fuso horário). Eu acho que o fato de nossos países serem tão diferentes ajudou a criar uma história universal”, disse a cineasta Allison Argo.

“De fato, a história poderia ser narrada em qualquer país. A criação de porcos existe em todo o mundo e está se tornando cada vez mais mecanizada. Infelizmente, essa mecanização está levando a maiores e mais intensos maus-tratos aos porcos e outros animais”, acrescentou.

A China consome cerca de 28% da carne do mundo e cerca de metade disso é carne de porco. Em 2016, o governo chinês publicou diretrizes nutricionais recomendando que o público reduzisse seu consumo de carne pela metade, conforme informações do Vegan News.

“É o Ano do Porco, um bom momento para celebrar esses incríveis animais”, conclui o filme.

“No zodíaco chinês, as pessoas nascidas no ano do porco são descritas como gentis e generosas”.

“Infelizmente, milhões de porcos nascidos neste ano especial não viverão para ver o final do ano.”

Lançado na China em meados de fevereiro durante o Festival das Lanternas, cerca de duas semanas após o Ano Novo Lunar, “O Sonho de Ano Novo do Porquinho” foi visto dezenas de milhares de vezes.

O curta está disponível em inglês, narração em inglês com legendas em chinês, inglês com legendas em inglês e narração em chinês com legendas em inglês. Para todos os gostos.

Sensíveis e inteligentes

Os porcos são animais extremamente inteligente, cientistas afirmam que esses animais, inclusive, são mais espertos que os cachorros e seu nível de inteligência seria similar ao dos parentes mais próximos dos humanos: os chimpanzés.

Entre as principais evidências da inteligência dos porcos encontradas estão a excelente memória a longo prazo, o poder de compreender a linguagem simbólica simples e a capacidade de aprender combinações complexas de símbolos para ações e objetos.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Além disso, os porcos são ótimos em cooperação e demonstram empatia. Esses animais possuem um número maior de capacidades cognitivas de outras espécies muito inteligentes como cachorros, chimpanzés, elefantes, golfinhos e até mesmo humanos.

São esses animais únicos e singulares que são explorados, abusados, privados de sua liberdade e perdem suas vidas na indústrias de criação de animais. As porcas, principalmente, passam a maior parte de suas vidas em ‘celas de gestação’, que não permitem que os animais sequer se mexam. Após darem a luz, logo engravidam novamente e o ciclo reinicia até serem mortas.

Esses animais, donos de uma inteligência ímpar tem o sofrimento duplicado por entenderem e sentirem exatamente o que se passa com eles. Essa crueldade é inaceitável e qualquer pessoa que se diga compassiva, precisa se colocar contra esse abuso criminoso.

Desaparecimento das áreas de pastagem do planeta ameaça sobrevivência de muitas espécies

A primeira vista os pastos parecem habitats bastante simples. Os animais que vivem nas pastagens têm vastas extensões planas de terra para caminhar, alimentar-se, dormir e conviver. Eles não precisam se locomover por altitudes extremas e temperaturas congelantes de montanhas escarpadas, ou lidar com perigos do oceano, como detritos de plástico e águas mais quentes que o usual, segundo informações do National Geographic.

Mas são as características peculiares a essas paisagens que as tornam atraentes e as colocam em risco. Planas e frequentemente muito férteis, elas são propensas a serem utilizadas para agricultura, pecuária e desenvolvimento em geral. Elas também são terras expostas, o que as torna ideais para os caçadores fazerem suas vítimas. Toda essa invasão humana nas pastagens põe em risco esses ricos habitats que os animais, de guepardos passando por caribus e até galinhas-da-pradaria, chamam de lar.

Foto: Conservation Institute

Foto: Conservation Institute

Pradarias de clima temperado – aquelas que ficam mais frias no inverno – são especialmente atingidas pela ação humana. Encontradas em todos os continentes, exceto Antártida, os campos temperados são responsáveis por oito por cento das terras do planeta. Eles são reconhecidos como um dos ecossistemas mais ameaçados da Terra, de acordo com o Grupo de Especialistas em Pastagens da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a autoridade global sobre o status de conservação de animais selvagens e habitats selvagens.

Conhecidas como pradarias ou planícies na América do Norte, savanas na África do Sul e pampas na América do Sul, as pastagens temperadas têm solo rico em vitaminas. São tão atraentes como terras agrícolas que 40% dessas pastagens já foram desenvolvidas e são atualmente usadas para a agricultura. Outros quase 14% foram utilizados para a construção de infraestrutura urbana ou industrial. Apenas metade dos campos temperados da Terra permanecem intactos, em seu estado natural, de acordo com dados da IUCN.

Foto: WWF

Foto: WWF

E essas terras estão em grande parte desprotegidas. De acordo com a IUCN, menos de 5% das pastagens temperadas são designadas reservas naturais ou parques nacionais, o que não é suficiente para garantir a sobrevivência das espécies que crescem e vivem nelas.

Por exemplo, os furões de patas negras e os cães da pradaria, cuja alimentação é feita inteiramente nessas terras foram duramente atingidos pelo desenvolvimento e utilização do solo. Nos séculos XVIII e XIX, quando vastas áreas das pradarias norte-americanas foram transformadas em terras agrícolas, as populações de cães-pradaria despencaram.

Foto: Furão de patas pretas/Divulgação

Foto: Furão de patas pretas/Divulgação

Eles foram mortos em massa porque suas tocas dificultavam o cultivo. Como resultado, os furões de patas negras quase foram extintos. Enquanto furões de patas negras foram reintroduzidos com sucesso na natureza em vários estágios entre 1994 e 2009, suas populações ainda lutam para crescer. Cães de pradaria, amplamente vistos como pragas agrícolas, continuam sujeitos a campanhas cruéis de erradicação.

Várias pesquisas e estudos tem examinado diferentes habitats de animais através das lentes da hostilidade ou seja, a investigação sobre os motivos que tornam um ecossistema hostil para as espécies que vivem lá. Uma resposta após a outra, das montanhas ao oceano, às pastagens, o denominador comum em todos os casos é a presença humana.

Casal acolhe animais com necessidades especiais que de outra forma seriam mortos

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Um casal dedicado e sua equipe trabalham 24 horas por dia salvando cães “indesejáveis”, que por causa de suas particularidades como doenças, deformidades e membros sem movimento, são considerados “inadotáveis” e acabam sendo enviados para morte assistida.

Heather Hernandez, de 32 anos, cofundadora da Mutt Misfits, organização de adoção e resgate de animais domésticos, criada em 2017, decidiu colocar em prática um sonho antigo de ajudar animais em situações de risco que caso contrário não teriam outra oportunidade.

O grupo, formado pela família e amigos do casal que vive em Oklahoma (EUA) – é dirigido por Heather, seu marido John e sua amiga Mandy James. A organização tem como meta ajudar animais com doenças de alto risco, ferimentos graves ou em idade avançada que normalmente são negligenciados nos abrigos e tem poucas chances de irem para lares adotivos.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Em parceria com abrigos e com o público, a Mutt Misfits promove a posse responsável de animais, castração, esterilização e a adoção de cães e gatos com necessidades especiais.

Fotos comoventes mostram um filhote incrivelmente abatido à beira da inanição, outro cão com as quatro patas quebradas sendo abraçado por um voluntário, e um terceiro cão com úlceras tão severas nos olhos que os órgãos tiveram que ser removidos.

Outra foto mostra um cachorro com deformidade fácil chamado Toad, o animal tem duas orelhas direitas e uma boca extra com alguns dentes do lado direito da cabeça.
Todos esses cães e muitos outros poderiam ter sido encaminhados para um terrível e doloroso fim: a morte assistida. Mas a compaixão e a atitude decisiva mudou o destino destes e de muito outros animais.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

A ONG se dedica integralmente a ajudar esses animais indesejados ou em situações de saúde, que levariam a morte, segundo as leis do país.

O objetivo do Mutt Misfits é “salvar o não-salvável”.

Heather, uma das fundadoras da Mutt Misfits, explicou como sua incrível organização passou do sonho à realidade.

Ela conta: “Há algum tempo, Mandy James e eu trabalhamos como resgatadores e coordenadores de acolhimento no abrigo municipal de Oklahoma City”.

“De tempos em tempos, nos víamos implorando para que as organizações transferissem para outros locais, em vez de matar, os animais seriamente doentes e feridos, mas nunca tivemos muita sorte”.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

“Casos que requerem cuidados médicos mais importantes são obviamente muito caros e a maioria das organizações não tem fundos para cuidar de animais doentes”, conta ela.

“Foi assim que começamos a Mutts, junto com meu marido John, focando nos animais que os outros frequentemente negligenciam devido à falta de lares adotivos, custos elevados e ao fato de que a maioria das pessoas simplesmente não quer adotar animais com necessidades especiais”.

Heather conta que o abrigo municipal da cidade acolhe cerca de 25 mil animais por ano. A taxa de morte por indução está em cerca de 25%. “Nosso objetivo como organização – e como defensores dos direitos animais – é diminuir essa taxa, permitindo que os animais com necessidades especiais que requerem cuidados médicos mais caros, tenham a chance de receber atendimento através de nosso programa”, disse ela.

A fundadora da ONG explicou que devido as contas médicas altas, as doações para a organização são “sempre muito necessárias”.

Seu marido, John, estava inicialmente temeroso e ansioso sobre o volume de trabalho e responsabilidade que o trio estaria assumindo, mas agora ele se deleita com a carga de trabalho frenética.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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Ele disse: “Quando Heather e Mandy me contaram sobre sua ideia de fundar nossa própria ONG, fiquei um pouco nervoso no começo. É muita responsabilidade e trabalho para assumir”.

“Todos nós já temos empregos em tempo integral, então isso parecia um pouco assustador, por que aceitar outro emprego em tempo integral pelo qual não podemos nem mesmo ser pagos?”, desabafa John.

John e Heather trabalham em período integral fora da ONG, além de manter e trabalhar na Mutt Misfits.

“Bem, como acontece na maioria das vezes, a mulher vence, então nos unimos e formamos o Mutt Misfits”, conta ele.

“Sou fã de música punk rock, então Heather e Mandy me ganharam ao me deixar escolher o nome e o logotipo com o tema Misfits”.
Já faz dois anos agora e até esse momento já salvamos mais de 300 cães doentes e feridos durante a nossa jornada.

John confessa que é uma quantidade imensa de trabalho, estresse e tempo consumido, e admite que talvez ele “perca um pouco de sanidade” de vez em quando. Mas a recompensa em salvar a vida desses animais supre qualquer coisa, segundo ele.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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O custo de cada animal trazido para a Mutt Misfits’s raramente é inferior a algo em torno de 1.300 dólares, apesar do grande desconto que a organização, que não tem fins lucrativos, recebe.

Desde o início em 2017, mais de 300 animais foram trazidos para o programa.

Alguns dos animais são completamente curados e recuperam-se totalmente, voltando ao seu estado saudável e adotável, segundo casal.

Infelizmente, como é a natureza do seu trabalho, alguns não conseguem, então a ONG procura tutores responsáveis, que estejam dispostos a cuidar de um cão com necessidades adicionais.

“Infelizmente nem todos os nossos casos tem finais felizes”, acrescentou o presidente da Mutt Misfits.

“Devido às doenças graves, tempo sem tratamento e lesões extremas que eles sofreram, perdemos alguns amigos ao longo do caminho. Nós sempre fazemos o que podemos para ajudar”, lamenta ele.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

“Quando corremos com um dos cães, Micky, para a emergência veterinária dissemos: faça o que for preciso. Não importa, se não tivermos dinheiro, vamos consegui-lo. Apenas salve-o”, conta John emocionado ao Daily Mail.

O casal conta que Micky havia sido acolhido em um abrigo com seus dois irmãos, os três em condições absolutamente horríveis.

“Fizemos com que ele começasse um plano médico para deixá-lo saudável, mas ele ficou muito doente e teve uma infecção muito forte devido à coceira, aos parasitas e a negligência”.

“Recentemente, depois de tê-lo sob nossos cuidados por dois dias, ele desmaiou. Micky ficou na UTI por 12 horas. Nós nos sentamos no chão e choramos com ele”.

“Esperamos até o último segundo. Mas seu organismo estava muito fraco. Ele faleceu nos braços de sua mãe adotiva no pronto-socorro. Perdas como essa são quase insuportáveis. Mas continuamos lutando pelos animais necessitados”.

Apesar do desgosto, às vezes a equipe consegue vencer as guerras mais improváveis contra a morte.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Heather continuou: “Alguns dos animais, por mais terríveis que pareçam no começo, acabam com finais de conto de fadas!”

“Fomos contatados por um abrigo a respeito do caso um cão tão doente em que eles consideraram a morte induzida imediatamente”.

“Mas o abrigo nos deu uma chance e vários meses e muitos milhares de dólares depois, Vincent é hoje um mastim gordo, feliz, caolho e orelhudo vivendo a melhor vida que já teve com seu novo melhor amigo”.

Heather conta que nunca perdeu de vista que criou a ONG exatamente ajudar os animais que são negligenciados em abrigos, especialmente aqueles que parecem “casos perdidos” e aqueles cujo cuidado parece caro demais e impossível de cura.

A fundadora da ONG admite que nem sempre é fácil, as vezes é confuso, dolorido, estressante mas sempre vale a pena mostrar aos animais negligenciados que eles são importantes também.

“Cuidar de animais com necessidades especiais normalmente exige muito mais trabalho do que os animais tradicionalmente adotáveis”, desabafa ela .

“Com mais trabalho, vem muito mais amor e carinho desses animais. A companhia de um cão pode mudar o mundo para um humano”.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

“Todos os cães podem ser ótimos animais de estimação, mas o amor e a lealdade que você recebe de um animal doméstico especial são diferentes de qualquer vínculo explicável que já senti antes”, acrescentou.

Todos os dias é um desafio diferente e uma nova recompensa também acrescentou Mandy James.

“Um dia normal para nós inclui cuidar dos nossos animais e dos que acolhemos e damos lar temporário”, explicou o cofundador.

“Heather e eu temos as necessidades especiais dos nossos próprios animais para lidar também, por isso às vezes é preciso um pouco mais de dedicação”.

“Uma das minhas, por exemplo, faz fisioterapia na natação e vai a um quiroprático, seus compromissos me deixam ocupado e preocupado”.

“Também nos importamos com os nossos patrocinadores, que vão tão longe quanto pedem as nossas necessidades”.

“Nós também estamos em comunicação constante com nossos parceiros de abrigo, nossa equipe de veterinários e nossos patrocinadores, garantindo que todos tenham tudo de que precisam para cuidar dos nossos bebês”.

“Assim, o dia-a-dia pode incluir muito tempo no telefone ou viagens para levar os filhotes para onde precisam ir, entregando suprimentos ou qualquer coisa para certificar-se de que tudo corra bem.”

Mutt Misfits é 100% composta de voluntários, o lar temporário oferecido não conta com funcionários remunerados, nem instalações de abrigo. Todas as doações vão para o cuidado dos animais.

Polvos serão os próximos animais a serem criados em cativeiro para serem comercializados

Foto: Quartz/Reprodução

Foto: Quartz/Reprodução

A chegada das fazendas de criação de polvo está se aproximando rapidamente. Até agora, os animais escaparam da agricultura de criação porque são extremamente difíceis de alimentar logo após o nascimento, e têm uma baixa taxa de sobrevivência. Mas os avanços tecnológicos e a experimentação estão tornando isso possível.

Uma empresa japonesa que comercializa frutos do mar chocou artificialmente ovos de polvo em 2017 e espera ver o polvo criado em escala à venda até o próximo ano; uma fazenda mexicana informou já estar criando polvos, e fazendas na Espanha e na China também estão entrando no negócio.

Isso não é motivos para comemoração, de acordo com quatro pesquisadores da vida marinha que apresentaram seus argumentos na edição de Inverno de 2019 da revista Questões de Ciência e Tecnologia. Eles observam que os polvos são carnívoros e, assim, criá-los em cativeiros aumenta a pressão sobre o ecossistema, porque os criadores teriam que pegar uma enorme quantidade de peixes selvagens para alimentá-los.

A criação de polvos “aumentaria, não aliviaria, a pressão sobre os animais aquáticos selvagens”, escrevem eles. “Os polvos têm uma taxa de conversão alimentar de pelo menos 3:1, ou seja, o peso da alimentação necessária para sustentá-los é cerca de três vezes o seu”.

Mas também há uma questão exclusiva dos polvos: eles são incrivelmente inteligentes. “Um estudo descobriu que os polvos retiveram o conhecimento de como abrir um frasco com tampa por pelo menos cinco meses”, escrevem os pesquisadores da vida marinha.

“Eles também são capazes de percorrer paisagens complexas, realizar extensas viagens para alimentação e usar marcos visuais para navegar”, atestam os cientistas.

De acordo com os especialistas em vida marinha os polvos são considerados os únicos invertebrados definitivamente conscientes, o que significa que são os animais mais desenvolvidos que são menos semelhantes aos humanos e, como tal, a coisa mais próxima de um alienígena neste planeta.

Polvos criados em cativeiro provavelmente serão mantidos em tanques pequenos com vidas monótonas que não satisfazem sua necessidade de estimulação mental e exploração. Além disso, observam os pesquisadores, até agora os polvos reproduzidos em cativeiro apresentaram aumento da agressividade, infecção parasitária e altas taxas de mortalidade.

O mesmo argumento para não criar polvos em cativeiro serve para outros animais na mesma medida. O salmão pode ser menos inteligente do que os polvos, mas as eles ainda gostam de brincar nos córregos e merecem um estilo de vida agradável.

Seria necessário um esforço considerável para parar com a prática desse tipo de criação que já vem de longa data (como as ovelhas, que começaram há 9 mil anos, dizem os pesquisadores). Antes de iniciarmos a criação do polvo, pelo menos temos a chance de reconsiderar: esse é realmente o jeito certo de tratar outro animal?

Operação de combate ao tráfico de animais prende 22 pessoas em MG

Animais resgatados em Astolfo Dutra, Divinésia, Guidoval, Guiricema, Piraúba, Tocantins, Ubá e Visconde do Rio Branco (Foto: PC/Divulgação)

A “Operação Especial Sporophila”, de combate ao tráfico de animais silvestres, resultou na prisão de 22 pessoas, no resgate de 396 animais e em mais de R$ 1,6 milhão em multas na região da Zona da Mata (MG).

As prisões, resgates e autuações realizados em Astolfo Dutra, Divinésia, Guidoval, Guiricema, Piraúba, Tocantins, Ubá e Visconde do Rio Branco começaram no domingo e terminaram na quinta-feira.

A operação foi idealizada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Polícia Civil e Militar.

Suíça irá votar proibição de testes experimentais em animais

Foto: Freepik

Após uma petição que atingiu mais de 100 mil assinaturas, a Suíça finalmente votará pelo fim de testes em animais no país. Se aprovada, a medita proibirá a importação e exportação de produtos desenvolvidos a partir de testes em animais.

O tema entrou em pauta após grande parte da população exigir que o governo se sensibilize com a crueldade intrínseca aos testes experimentais. A proposta também visa incentivar maior financiamento de alternativas livres de crueldade.

Ainda não há data para a votação, mas é esperado que ocorra ainda em 2019.

Tortura e morte

A Humane Society International estima que cerca de 500.000 animais – principalmente coelhos, cobaias, hamsters, ratos e camundongos – sofrem e morrem em testes cruéis e antiquados de ingredientes ou produtos cosméticos a cada ano em todo o mundo.

Coelhos, porquinhos-da-índia, ratos e camundongos são os animais mais comuns usados ​​para testar cosméticos, submetidos a produtos químicos cosméticos em seus olhos, espalhados em sua pele raspada, ou forçados à alimentação oral em doses massivas, até mesmo letais.

Câmara dos Representantes da Colômbia aprova projeto que proíbe testes em animais na indústria cosmética

“Esperamos sinceramente que em breve a Colômbia se junte aos países que estão fechando as portas para essa prática cruel e desnecessária” (Foto: CFI)

A Câmara dos Representantes da Colômbia aprovou por unanimidade na semana passada o projeto de lei que proíbe testes em animais na indústria cosmética colombiana. De autoria do parlamentar Juan Carlos Lousada, a medida também proíbe a venda de cosméticos pré-testados, incluindo produtos importados, após um ano da implementação da lei.

Agora o projeto segue para o Senado, onde será debatido em comissão e no plenário da Câmara. A previsão é de que o projeto também não encontre nenhuma barreira no Senado e que seja aprovado em breve, segundo a organização Cruelty Free International, que se dedica a campanhas contra a realização de testes em animais.

“As pessoas do mundo todo agora estão cientes de que o uso de animais em testes de cosméticos deve chegar ao fim em todos os lugares. Esperamos sinceramente que em breve a Colômbia se junte aos países que estão fechando as portas para essa prática cruel e desnecessária”, declarou a diretora de Relações Públicas da CFI, Kerry Postlewhite.

Homem é preso em Barra do Ribeiro (RS) com 92 animais silvestres

Entre os animais estavam pássaros como azulão, coleirinho, pintassilgo e trinca-ferro, além de duas pacas e um tatu mortos (Foto: PRF)

Uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acabou em prisão ontem na BR-116, em Barra do Ribeiro (RS). Um homem conduzia um veículo com 92 animais silvestres – entre azulão, coleirinho, pintassilgo e trinca-ferro, além de duas pacas e um tatu mortos.

A prisão e o resgate dos animais foi possível porque o homem realizou ultrapassagem em local proibido. Durante a abordagem, os policiais verificaram que o motorista já tinha antecedentes por crimes ambientais. Agora, além de autuado por ultrapassagem em local proibido, ele vai responder mais uma vez por crime ambiental.

Bolsonaro anuncia decreto favorecendo caçadores, atiradores e colecionadores de armas

Foto: Bolsonaro/Facebook

Foto: Bolsonaro/Facebook

Em uma declaração feita ao vivo de seu Facebook, na noite de quinta feira última (11), o presidente Jair Bolsonaro afirmou ter um decreto pronto sobre as atividades de colecionadores de armas, atiradores esportivos e caçadores, os chamados CACs:

“Vai dar o que falar também. Está prontinho um decreto sobre os CACs. O que é CAC? Colecionador, atirador e caçador. Ouvimos gente na ponta da linha, essas pessoas, ouvimos gente do Exército, [ouvimos] Polícia Federal. Lógico, já houve choque de conflitos, mas democraticamente eu decidi por vocês. O decreto deve sair na semana que vem”.

A declaração representa motivo de preocupação não só para os movimentos ligados à conservação da biodiversidade e contrários à liberação da caça como para todos os defensores dos direitos animais.

O presidente disse ainda que convidará parlamentares integrantes da bancada da segurança pública para o evento de assinatura do decreto no Palácio do Planalto e ressaltou que a medida vai “facilitar e muito” a vida de colecionadores, atiradores e caçadores.

Não foram fornecidos mais detalhes sobre o decreto, o que abre espaço para especulações e apreensão. Já existe um projeto de lei considerado pró-caça que “cria o Estatuto dos CACs, para dispor sobre o exercício das atividades de colecionamento, de tiro desportivo e de caça, em todo o território nacional”, o que deixa margem para a crença de que a declaração do presidente possa ter alguma novidade não divulgada de início e de impacto considerável em relação ao assunto que não estaria presente no projeto de lei 1.019/2019, conhecido como PL Pró-caça.

O PL pró-caça é o 1.019/2019, de autoria do deputado federal Alexandre Leite (DEM/SP). Na proposta do parlamentar, “é direito de todo cidadão brasileiro o exercício das atividades de colecionamento, de tiro desportivo e de caça, de acordo com o disposto nesta Lei e em seus regulamentos” (artigo 3º).

Somando-se a isso há ainda há o fato preocupante de que na campanha em 2018, circulou um vídeo em que Bolsonaro se dizia favorável à caça esportiva para um integrante da Associação Nacional de Caça e Conservação (ANCC). Posteriormente o atual presidente negou ser favorável à caça, alegando que o vídeo foi editado, pois na gravação completa ele estaria falando “somente” de abate de javalis.

Foto: WIKIMEDIA COMMONS

Foto: WIKIMEDIA COMMONS

O que não o isenta do mal-estar causado pela declaração, uma vez que os javalis são tão dignos do direito â vida como qualquer outro animal.

Mas sociedade está reagindo e não pretende aceitar a tudo calada: em 26 de março foi divulgado o Manifesto Contra a Liberação da Caça no Brasil, o texto é uma iniciativa do coletivo de ambientalistas e pesquisadores Aliança Pró Biodiversidade (APB) que elaborou um manifesto contra as tentativas de tornar a caça comercial e esportiva práticas legalizadas no Brasil.

O manifesto já conta com 400 signatários até o momento.

Foto: Vinicius Ribeiro/YouTube

Foto: Vinicius Ribeiro/YouTube

Proibida no Brasil desde 1967, as iniciativas a favor da liberação da caça não param de crescer a sombra do atual governo. Atualmente, quatro projetos de lei pró-caça estão tramitando na Câmara dos Deputados.

A caça nada mais é que é um extermínio de vidas de seres indefesos de forma covarde e predatória por humanos prepotentes. Os animais ficam expostos e ao bel prazer de caçadores armados têm suas vidas arrebatas e seus corpos expostos como motivo de orgulho e vaidade.

Acreditar e apoiar a diversão ao custo da vida de outro ser é um ato cruel e irresponsável que sinaliza de forma clara e inequívoca a que rumo se dirige nossa sociedade.

Lutemos para que esse triste retrato de nosso tempo, que representa um retrocesso, não se consolide.

Clique aqui para conhecer o manifesto “A SOCIEDADE REAGE: NÃO À LIBERAÇÃO DA CAÇA NO BRASIL! “