Homem tem 40 mil tatuagens veganas representando a morte de animais

Foto: Instagram

“Por que eu tenho 40 mil tatuagens? Porque 40 mil animais são abatidos no mundo a cada segundo, apenas para satisfazer nossos apetites”, disse Alfredo Meschi, de 51 anos.

“É como se a nossa consciência de injustiça, compaixão e empatia fosse um toque que é ativado e desativado. E a cada segundo, não são menos de 40 mil animais não humanos mortos em nosso benefício. Eu queria capturar isso, preservá-lo para sempre na minha pele – essa consciência desse número, a cada segundo”.

O símbolo de um X também é significativo. “Eu escolhi o ‘X’ porque é uma ‘marca de seleção’, um símbolo neutro que usamos quando terminamos com algo, contamos algo ou matamos ‘alguma coisa'”, disse ele à revista Cafébabel.

Meschi conta sobre as reações das pessoas. “Eu expresso minha arte através do meu corpo e meu ativismo através do envolvimento corporal e comunicação emocional de minhas performances.”

Ele realiza workshops experienciais, exposições fotográficas participativas e realiza peças teatrais para expressar sua mensagem. As informações são do LiveKindly.

“Toda vez que alguém para de olhar para mim, eu alcanço alguma coisa. Cada vez que meus 40 mil Xs são vistos e compartilhados nas redes sociais, eu alcanço algo. Seja apenas uma vez, ou uma centena de vezes, ou mil vezes, ou cem mil vezes … Toda vez que começo uma conversa sobre veganismo ou direitos dos animais, eu alcanço algo”, explicou.

Tatuagem vegana

Tinta de tatuagem não-vegana pode conter carvão de osso, gelatina de cascos, glicerina de gordura animal e goma-laca de besouros, de acordo com a organização de direitos dos animais PETA.

Ingredientes derivados de animais também podem aparecer em outras áreas do processo de tatuagem. O usuário de papel de estêncil por tatuadores é comumente feito de lanolina, que vem de lã de ovelha, e lâminas de barbear descartáveis ​​podem ter glicerina nas tiras de barbear, de acordo com a The Vegan Society .

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Pomadas e sabonetes também podem conter ingredientes de origem animal. Em declarações ao jornal The Independent , Dina Dicenso, dona da Gristle Tattoo , uma loja de tatuagem vegana no Brooklyn, recomendou conversar com o artista antes para descobrir que tipo de produto será usado. Os artistas ficam “geralmente felizes em fornecer as marcas dos produtos que usam”, disse Dicenso.

As tatuagens veganas estão se tornando mais populares e um número crescente de salões anunciam se são veganos. O site Vegan Tattoo Studios permite pesquisar locais próximos a você que usam tinta livre de animal.

Optar por uma tatuagem vegan não vai atrapalhar a experiência de forma alguma, de acordo com Dicenso. “O processo de tatuagem e cura é exatamente o mesmo” ao usar tinta vegana, ela disse.

Ativismo

As tatuagens de Meschi não são a única maneira de aumentar a conscientização sobre a indústria da carne. Ele participou de sessões de fotos dentro de matadouros enquanto usava uma etiqueta de gado em um dos seus ouvidos. Ele mergulhou na água gelada para resolver problemas de pesca excessiva. Outras sessões de fotos mostram o italiano usando uma máscara de porco na cabeça “em memória daqueles 1.5 bilhões de porcos mortos a cada ano pelo nosso apetite insano. Bacon? Presunto? Salsichas? Não”, escreveu ele.

“A era da ‘arte do momento presente’ começa. E no momento presente, todos nós precisamos enfrentar o maior desafio de nossa história – salvar um planeta que está morrendo e interromper um holocausto de seres sencientes “, disse ele.

“O primeiro passo para alcançar essas duas perspectivas é tornar-se vegano ético. E nós podemos fazer isso agora. Todo segundo conta.”

Calculadora vegana

Mais de 150 bilhões de animais são abatidos todos os anos, de acordo com The Vegan Calculator, que exibe um contador online do número de porcos, coelhos, gansos, peixes selvagens, búfalos, cavalos e gado, entre vários outros animais que são abatidos para consumo.

Uma pessoa não vegana ou vegetariana média vivendo em um país desenvolvido comerá cerca de 7 mil animais durante sua vida.

Criador de porcos é sentenciado a três anos de prisão por crueldade contra animais

Foto: Global News/Reprodução

Foto: Global News/Reprodução

Um proprietário de uma fazenda de criação de porcos foi condenado sexta feira última (15), pela acusação de crueldade contra animais na Cidade de Ulm na Alemanha. A sentença foi de 3 anos de prisão.

As condições de imundice e maus-tratos em que os animais viviam nos estábulos da propriedade do homem, em Merklingem, foram denunciados às autoridades por uma ONG de bem-estar animal que foi até o local e coletou provas em fotos e vídeos.

Centenas de porcos foram encontrados mortos ou tiveram que ser sacrificados, por orientação das autoridades veterinárias, em função da gravidade dos ferimentos que apresentavam, isso tudo serviu de base para a decisão no julgamento. O juiz classificou o local como “um inferno animal em massa”.

No geral, foram encontrados nos estábulos mais de 1.600 porcos. Dois dos animais que já foram encontrados mortos tinham ferimentos correspondentes a marretadas na cabeça e 56 aguardavam o mesmo destino. Esse método é empregado pelos criadores por ser “mais barato” que gastar com munição e armas.

Ativistas pelos direitos animais chamaram o veredito de histórico. “Pela primeira vez, um detentor de animais em nível industrial foi condenado na Alemanha por crueldade e sentenciado com a prisão”, disse o fundador e presidente da Associação de Soko Tierschutz, Friedrich Mülln.

“Finalmente, um juiz ousou quebrar um tabu em relação às más práticas utilizadas pela indústria de criação de animais, e puniu com cadeia o crime, criando um precedente importante.”

As condições no estábulo da fazenda de criação de animais foram reveladas em 2016 pela Associação de Ativistas que filmou o local. O proprietário os processou por invasão de território, porém após o pagamento de uma multa de 100 euros o processo foi encerrado.

Os estábulos foram fechados. Os produtos comercializados pelo criador estavam anteriormente nos mercados da UE (União Europeia) com uma variedade de rótulos, por exemplo, com “qualidade made in Baden-Württemberg”, ou “produzidos com bem-estar animal”.

Entra em vigor lei que autoriza entrada de animais em parques em Ribeirão Preto (SP)

Uma lei que permite a entrada de animais domésticos de pequeno porte em parques públicos de Ribeirão Preto (SP) entrou em vigor. A nova legislação foi publicada no Diário Oficial do município na última semana.

A prática havia sido proibida em 2016, durante o governo da ex-prefeita Dárcy Vera. Na época, um projeto de lei do vereador Rodrigo Simões (PDT), que permitia a presença de animais nos parques, foi aprovada pela Câmara, mas vetada pelo Executivo.

Foto: Pixabay

A decisão da administração municipal foi alvo da Justiça, que considerou inconstitucional a Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pela prefeitura. No ano seguinte, um comissão especial de estudo foi criada. As informações são do portal A Cidade ON.

“Ouvimos todos os interessados, inclusive quem cuida dos parques e a população em si, e foi constatado que sim: a lei deve ser aplicada porque as pessoas são favoráveis. Como o prefeito revogou o decreto que impedia, a medida está valendo desde que se cumpra as regras”, explica Simões.

A lei determina que os animais sejam levados aos parques usando coleiras e guias dentro dos equipamentos de lazer e que os tutores se responsabilizem por recolher as fezes dos animais com sacos plásticos.

A Prefeitura de Ribeirão Preto afirmou, por meio de nota, que a entrada e permanência de animais de pequeno porte nos parques públicos municipais ficou estipulada e que são considerados de pequeno porte aqueles animais que têm peso até 10 quilos.

“É obrigatório o uso de coleiras em cães e guias nos parques públicos. Outra exigência é de que os tutores de cães deverão recolher as fezes de seus animais dos logradouros públicos. A fiscalização é realizada pelos guardas municipais”, escreveu a administração municipal.

Aposentado britânico mata mais de 500 animais selvagens e entra para elite dos caçadores

Foto: profihunt

Foto: profihunt

Chapéu: Covardia

Título: Aposentado britânico mata mais de 500 animais selvagens e entra para elite dos caçadores

Olho: Malcom King, de 74 anos, começou a matar por diversão a partir de 2000 e desde então viaja pelo mundo atrás de suas “presas” dedicando-se especialmente a leões, rinocerontes e elefantes

Um pensionista britânico foi nomeado “matador de elite” após atirar e assassinar centenas de animais por diversão.

Malcolm King ganhou uma diversos de prêmios do Safari Club International (SCI), uma organização que promove a caça como “conservação”.

O pai de dois filhos, o aposentado de 74 anos tem sido caçador de troféus desde o ano 2000 e alcançou uma série de marcos como a morte de alguns dos “cinco maiores” da África, que incluem leões, elefantes, rinocerontes, búfalos e leopardos.

Um blog que detalhava suas “façanhas” em Camarões dizia que o caçador senior esta viajando há algum tempo em busca de alguns animais específicos das florestas tropicais.

Uma descrição do homem, que é diretor de agentes de gestão de propriedades nas Ilhas Virgens Britânicas, também está no site, e diz:

“Muitos caçadores de renome mundial podem sentir inveja de sua extensa coleção de troféus”.

“Ele ganhou alguns dos troféus mais difíceis e desejados da Ásia, Europa e América, e até da África”, dizia o site.

A publicação on line acrescenta que o Sr. King estava em Camarões para tentar concorrer ao prêmio Weatherby – um prêmio de caça de prestígio.

Foto: Optimum Hunting

Foto: Optimum Hunting

Eduardo Gonçalves, fundador da Campanha de Proibição da Caça ao Troféu, disse ao Sunday Telegraph: “King está entre os caçadores da elite dos assassinos – muito poucos acumularam tantos prêmios dessa indústria obscena”.

“Se você somar o número mínimo de mortes necessárias para todos os seus prêmios, ele ultrapassará a mais de 500 animais”, diz Gonçalves.

“O Direito Internacional permite que os caçadores da vida selvagem escapem das acusações de assassinato”, lamenta ele.

Foto: Safari Club Online Record Book

Foto: Safari Club Online Record Book

Numa entrevista ao The Sunday Telegraph de seu escritório em Gloucestershire, o aposentado disse que não era um caçador de troféus.

Ele acrescentou que ele era apenas “um homem que gostava de caçar” e que já havia se aposentado, para King “não há diferença entre perseguir ou abater animais” e completou, “não há nada de errado nisso se for feito de maneira ética e legal”.

China anuncia fim do uso de animais em testes de cosméticos

A China anunciou que os testes de cosméticos pós-venda no país não vão mais incluir animais

O anúncio – feito pela Associação Nacional de Produtos Médicos da Província de Gansu – encerra o teste de cosméticos pós-comercialização com uso de animais para todos os produtos importados e para os produzidos internamente.

A organização internacional de bem-estar animal Cruelty Free International (CFI) aplaude a notícia como um “passo importante” para acabar com os testes em animais em todo o mundo.

No passado, a China era conhecida por testar produtos nacionais e internacionais em animais, depois de terem chegado ao mercado.

“Esta garantia das autoridades chinesas de que testes pós-venda em animais não são agora uma prática aceitável é um enorme passo na direção certa, além de uma notícia muito muito bem-vinda”, disse Michelle Thew, presidente-executiva da CFI, em um comunicado.

Ela acrescentou que, embora isso não significa que as empresas de cosméticos possam importar para a China imediatamente e serem declaradas livres de crueldade, a organização está “encantada” com o progresso do país.

“Esperamos que isso abra o caminho para a mudança completa da legislação atual, que irá beneficiar empresas livres de crueldade, o consumidor chinês, além de milhares de animais ”, continuou Thew.

A China tem dado passos em direção oposta aos testes com animais em cosméticos há algum tempo.

Em outubro de 2018, o Instituto Nacional de Controle de Alimentos e Medicamentos anunciou que estava pesquisando “alternativas viáveis” para testes com animais em cosméticos, observando que o desenvolvimento e a pesquisa de métodos livres de crueldade eram uma das principais prioridades da organização.

Um futuro com cosméticos livres de crueldade parece cada vez mais real na proporção que mais e mais países tomam medidas para proibir essa prática.

No início deste ano, a Austrália aprovou um projeto de lei que proibia completamente os testes com animais em cosméticos.

De acordo com a nova lei, a Austrália não vai mais considerar os resultados de testes em animais como evidência da segurança de um produto.

Isso significa que todas as marcas de cosméticos no país são obrigadas a mostrar a eficácia e segurança de seus produtos sem o uso de animais.

O movimento foi elogiado pela ONG que atua pelo bem-estar animal Humane Society International. Hannah Stuart, gerente de campanha da ONG, disse que “Esta proibição reflete tanto a tendência global de acabar com a crueldade dos cosméticos quanto a vontade do público australiano, que se opõe ao uso de animais no desenvolvimento de cosméticos”.

Nota da Redação: em Ciência, a exploração de animais para testes científicos é empregado basicamente em três situações:

Situação 1: quando os animais são usados para o desenvolvimento de um ingrediente ou produto, o objetivo é averiguar a eficiência de um dado ingrediente ou produto, a sua segurança, a sua performance físico-química, cinética e outras propriedades que podem tornar o ingrediente interessante na pesquisa e no comércio.

Situação 2: uma vez desenvolvido um ingrediente ou um produto, testá-lo antes de submetê-lo ao crivo de agências regulatórias de um país, de um estado ou de uma cidade. Normalmente, o poder público exige que os produtos, os ingredientes, colocados em circulação passem por algumas comprovações, supostas comprovações, de segurança sanitária, segurança cosmética e segurança farmacêutica.

Situação 3: diante do risco ou suspeita de que um determinado produto possa estar causando mal ao seu público consumidor, por exemplo, no caso de surto de reações alérgicas em pessoas que estão usando determinado batom, esse produto é recolhido e submetido a testes de segurança sanitária, cosmética e farmacêutica, para averiguar se esse surto alérgico é decorrente do uso de determinado batom, seja pelo produto propriamente dito ou pelo consumo de seus ingredientes.

Essa terceira situação é normalmente utilizada em casos excêntricos, quando existem indicativos que algo de errado está acontecendo junto ao consumidor. Na China, a situação é diferente, porque eles fazem esse tipo de averiguação mesmo que não haja nenhum indicativo de mal-estar ou qualquer anomalia do uso de um determinado produto. É esse tipo de prática, essa retirada de lotes dos produtos em circulação que já foram testados, que a prática que a Associação Nacional de Produtos Médicos da Província de Gansu, na China, anunciou que provavelmente será abolida num futuro próximo. Obviamente isso precisa ser regulamentado, precisa ser instituído na forma de lei, mas é esse tipo de mudança que a China anunciou no que fiz respeito ao uso de animais em testes cosméticos.

É um pequeno passo, talvez seja um passo que não faz muito sentido para a comunidade ocidental, haja vista que nós brasileiros não fazemos isso, salvo em casos excepcionais de verificação de reações alérgicas ou inflamatória diante do consumo de algum produto, mas como na China isso é feito tradicionalmente, a abolição dessa prática em um país onde existe 1,2 bilhões de consumidores é significativa.

O ocidente pode achar um pouco estranho que essa prática seja feita na China, mas, como estamos falando de um país gigantesco, isso significa que muitos animais a menos serão usados nesse tipo de procedimento. É esse pequeno avanço para o ocidente, mas um grande passo para o oriente que deve ser comunicado e aplaudido.

Todos contra a caça!

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Breve histórico da proteção à fauna nativa

A fauna nativa brasileira tem sido protegida legalmente da caça há mais de 50 anos, quando a Lei Federal n° 5.197, de 3 de janeiro de 19671 revogou o Decreto-Lei no. 5.894 de 20 de outubro de 1943, o antigo Código de Caça. Em seu Artigo 1º, a Lei 5.197/1967 estabeleceu que “os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha”.

Além disso, a Constituição Federal de 05 de outubro de 19882 corroborou com a lei de proteção contra a caça, determinando em seu Artigo no. 225 que o Estado deve “VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade”.

Finalmente, a Lei Federal no. 9605 de 12 de fevereiro de 19983 estabeleceu como crime contra a fauna, em seu Artigo 29, “Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”.

Ameaça contra a biodiversidade

Mesmo com todo o arcabouço legal de proteção à fauna nativa no Brasil, uma série de tentativas recentes a favor da caça tem ameaçado a biodiversidade brasileira. Em resposta, vários setores da sociedade começaram a se mobilizar no início de 2017 para fazer resistência e oposição a este conjunto de projetos de lei, apresentados por vários deputados federais a partir de 2014 e direcionados para a caça de animais silvestres (da fauna nativa brasileira), bem como a sustação das Listas Nacionais de Flora e da Fauna Ameaçadas de Extinção.

Dois movimentos, o Movimento Todos Contra Caça (Figura 01) e a Aliança Pró Biodiversidade – APB (Figura 02), foram formados para esta finalidade, aglutinando técnicos e pesquisadores das ciências naturais (Biologia e Medicina Veterinária, principalmente), associações ambientalistas e de defesa dos animais, artistas e formadores de opinião.

O dia 31 de janeiro de 2019 representou um grande alento para estes dois movimentos e uma esperança para minimizar os grandes impactos à nossa fauna e biodiversidade como um todo, caso estes projetos acima citados sejam aprovados no Congresso.

Arquivamento dos projetos de lei a favor da caça

Conforme previsto no Artigo no 105 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, ao final de uma legislatura e início de outra (ciclo de quatro anos de mandato dos deputados), todos os projetos de lei – exceto poucas exceções elencadas no corpo do art.) são automaticamente arquivados. Entre estes se enquadram os projetos extremamente impactantes para a biodiversidade brasileira, que citamos:

1) Projeto de Lei (PL) nº 6.268/20164, de autoria do ex-deputado Valdir Colatto (MDB/SC), atual chefe do Serviço Florestal Brasileiro (que transferido do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Agricultura), que regulamenta (LIBERA) a caça de animais silvestres no Brasil e autoriza a implantação das fazendas de caça (art. 15);

2) Projeto de Lei Complementar (PLC) da Câmara nº 436/20145, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), que modifica a Lei Complementar nº 140/2011, para incluir a CAÇA de animais silvestres como uma mera decisão administrativa de cada um dos 26 Estados e do Distrito Federal;

3) Três Projetos de Decretos Legislativos (PDC) de Sustação de Atos Normativos do Poder Executivo: 01. PDC 03/20156 do ex-deputado Nilson Leitão (PSDB/MT), 02. PDC 36/20157 do deputado Alceu Moreira (MDB/RS) e 3. PDC 427/20168 do ex-deputado Valdir Colatto (MDB/SC), que revogam as três Listas Nacionais de Plantas e de Fauna Ameaçadas de Extinção, ambas apresentadas em Portarias do Ministério do Meio Ambiente (MMA 4439, 44410 e 44511), em dezembro de 2014.

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Trâmite atual dos projetos de lei a favor da caça

No entanto, esta é apenas uma trégua na luta pela conservação da biodiversidade e contra a regulamentação da caça aos animais silvestres no Brasil. Isto, porque, o parágrafo único do Artigo no 105 do Regimento Interno da Câmara dos Deputados determina que “a proposição poderá ser DESARQUIVADA mediante requerimento do Autor, ou Autores, dentro dos primeiros cento e oitenta dias da primeira sessão legislativa ordinária da legislatura subsequente, retomando a tramitação desde o estágio em que se encontrava.” Ou seja, temos seis meses em que devemos monitorar as páginas sociais dos citados deputados autores dos PLs e o site da Câmara, para verificar quais deles irá ter a coragem de prestar o DESSERVIÇO à ciência da conservação nacional e solicitar o DESARQUIVAMENTO das propostas.

Deve ser notado que há riscos distintos com o processo de desarquivamento. No Projeto de Lei (PL) 6.268/2016, por exemplo, teoricamente seria menor, pois seu autor não foi reeleito para o mandato 2019-2022. Mas a ele temos apensado o Projeto de Lei (PL) 7.129/2017, de autoria do deputado Alexandre Leite (DEM/SP), que foi reeleito. Se o deputado solicitar o desarquivamento de seu PL, pode ser que o Projeto de Lei (PL) 6.268/2016 também seja desarquivado em conjunto. Os Projetos de Decretos Legislativos (PDC) 3/2015 e 427/2016 também tem menos riscos, pois seus autores (ex-deputados Nilson Leitão e Valdir Colatto não foram reeleitos em 2018).
Por sua vez, O Projeto de Lei Complementar (PLP) 436/2014 deve ter atenção prioritária, pois está tramitando na terceira e última das Comissões da Câmara, Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), e o deputado Alceu Moreira (MDB/RS) que é o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA, que abriga os autodenominados “ruralistas”) deverá dar seu Parecer de RELATOR ao PLP em breve propiciando que ficará apto a ser votado pelos deputados da CCJC, caso ele seja desarquivado pelo deputado Rogério Peninha Mendonça). Se aprovado na CCJC o PLP 436/2014 vai para votação em plenário da Câmara e, caso seja ali aprovado, seguirá para apreciação no Senado.

Como alertado, o risco da aprovação deste Projeto de Lei Complementar (PLP) é enorme. Se hoje a decisão de elaborar e sancionar uma norma legal para autorizar a caça de um animal é de competência única do poder executivo federal, com a vigência desta nova lei, a decisão passa a ser individual e específica, por mero ATO ADMINISTRATIVO do poder executivo de cada Estado da Federação e o Distrito Federal.

Em recente consulta a assessores da Câmara dos Deputados, houve a confirmação de que somente o autor do Projeto de Lei (PL) poderia desarquivá-lo. No entanto, outro parlamentar poderia apresentar a mesma proposta (ou similar) como sua, o que seguiria o curso inicial de tramitação por todo o processo legislativo. Além disso, não há prazo para desarquivamento, que poderia ser feito em qualquer momento, mesmo contrariando o Regimento Interno da Câmara de Deputados.

Ainda, o deputado Alceu Moreira pode não continuar como relator da PLP 436 na CCJC. Para que continue, teria de se candidatar à nova composição da CCJC e ser o presidente desta (de modo a se indicar como relator), ou entrar em acordo com o novo presidente da Comissão para continuar o relator da PLP. Realmente, o deputado Alexandre Leite poderia reavivar o seu PL apensado e o do ex-deputado Valdir Colatto ser desarquivado junto, com tudo ficando como antes. A única diferença seria a ausência do ex-deputado nas comissões para defender o seu próprio PL.

O que fazer agora?

Exposto este cenário, as duas frentes contra a caça pedem a sua ajuda para que envie um e-mail ou uma mensagem para os telefones e as redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, e os respectivos sites) dos citados deputados acima solicitando que: “Senhor deputado federal, na qualidade de eleitor(a) preocupado(a) com a conservação da biodiversidade brasileira e contra a regulamentação da caça no Brasil, solicito que V.Exa. NÃO DESARQUIVE o projeto de lei (citar o respectivo projeto de autoria do deputado em questão), ora arquivado de acordo com artigo 105 do Regimento Interno da Câmara. Atenciosamente …assinar seu nome”

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Endereços dos deputados para ser enviada a mensagem acima:

1) Deputado ROGÉRIO PENINHA MENDONÇA (autor do PLP 436/2014)
E-mail: dep.rogeriopeninhamendonca@camara.leg.br
Tel.: (61) 3215-5656 Câmara e (48) 3225-6117 Escritório Regional
Facebook: https://www.facebook.com/deputadopeninha
Twitter: @deputadopeninha
Instagram: https://www.instagram.com/deputadopeninha/

2) Deputado ALCEU MOREIRA (Relator do PLP 436/2014 na CCJC e autor do PDC 36/2015): https://www.facebook.com/depalceumoreira/
Twitter: @depalceumoreira. Tel.: (61) 3215-5238

3) Deputado ALEXANDRE LEITE (autor do PDC 36/2015, que está apensado ao PL 6.268/2016 do ex-deputado Colatto):
https://www.facebook.com/AlexandreLeiteSP/
Twitter: @lexandreleite
E-mail: dep.alexandreleite@camara.leg.br
Tel.: (61) 3215-3841

*Sobre os autores:

Alexander Welker Biondo, MV, MSc, PhD. Disciplinas de Zoonoses e Medicina Veterinária do Coletivo do Departamento de Medicina Veterinária, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, Paraná. abiondo@ufpr.br

Paulo Pizzi, Biólogo, Especialista. Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais. Integrante da Aliança Pró-Biodiversidade – APB. pizzi@maternatura.org.br

*Artigo originalmente publicado na Revista Clínica Veterinária.

 

Plástico é encontrado no interior de animais que vivem nas profundezas do mar

Foto: Pixabay

Os limites do poder destrutivos dos seres humanos são desconhecidos. Uma prova disto foi um estudo realizado recentemente pela Royal Society Open Science (Sociedade Real de Ciência Aberta, em tradução literal e livre), que atestou que até animais que vivem a 10 mil metros abaixo da superfície do mar estão sendo afetados pela poluição plástica.

Segundo os pesquisadores, é possível afirmar que atualmente, em todo o planeta, não exista mais nenhum ecossistema livre da poluição e da ação danosa dos seres humanos. Fibras de plásticos foram encontradas no interior de crustáceos que vivem em profundidas que poucas espécies conseguem sobreviver.

Os cientistas acreditam que isso significa que provavelmente todos os seres vivos possuam quantidades significativas de plástico em seu organismo, notadamente a espécie humana. A sentença está intrinsecamente ligada ao consumo de animais e a cadeia e teias alimentares. Em espécies marinhas os materiais mais encontrados por pesquisadores são o náilon, polietileno e álcool polivinílico.

Brasileira é premiada por propor solução contra o atropelamento de animais

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A luta pela preservação do meio-ambiente e preocupação da preservação da fauna sempre foram as bandeiras defendidas pela bióloga brasileira de apenas 32 anos Fernanda Abra, que teve seu trabalho reconhecido e premiado pela organização holandesa Future for Nature (FFN).

O trabalho da bióloga que está prestes a concluir seu doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) é pautado na redução do atropelamento de animais silvestres em rodovias brasileiras. Ela afirma que entre as espécies mais afetadas estão o tamanduá-bandeira, o lobo-guará e a onça-pintada.

Fernanda também é co-fundadora da empresa de consultoria ambiental ViaFAUNA, especializada no manejo e resgate de animais silvestres em rodovias, ferrovias e aeroportos. Além disso, a bióloga também coordena trabalhos em parceria com o ICMbio (Instituto Chico Mendes.

A premiação internacional conquistada por Fernanda é um alento em um país onde cerca de 15 animais morrem nas estradas a cada segundo. Resultando em aproximadamente 1,3 milhões de animais silvestres mortos por ano apenas por atropelamento. Os dados assustadores demonstram a urgência de iniciativas como a da bióloga.

Além de tratar do atropelamento de animais, Fernanda expõem em seus trabalhos acadêmicos também o impacto que as mortes destes animais têm para a segurança humana e a economia do país.

Maus-tratos a animais podem ser punidos com até 4 anos de prisão

Foto: Pixabay

A lei (9.605/98) que tipifica crimes de maus-tratos contra animais pode estar prestes a ser alterada. O novo projeto de lei 1095/19 de autoria do deputado Fred Costa (Patri-MG) quer aumentar para pelo menos quatro anos de detenção a punição para quem maltratar animais domésticos e silvestres.

A pena atualmente é de três meses a um ano de detenção, além de multa, com a alteração, a pena poderá ser de no mínimo um ano a quatro anos de reclusão em regime fechado e multa. A punição poderá ser aplicada em casos de maus-tratos, mutilação e morte da vítima.

O autor do PL explica que a principal motivação para a iniciativa foi o cruel assassinato do cachorro Manchinha em uma das lojas da rede Carrefour. O animal foi envenenado e espancado com uma barra de ferro por um funcionário do hipermercado em novembro de 2018.

Ele afirma que a proposta é uma resposta ao grande clamar social que não tolera impunidade em casos de tortura e maus-tratos contra seres indefesos. “Uma mobilização fez com que cerca de um milhão e meio de pessoas assinasse uma petição exigindo a punição do funcionário. A única maneira para que tais crimes sejam evitados é o empenho da sociedade em exigir punições cada vez mais rigorosas”, afirmou.

O projeto será analisado por uma comissão especial e, em seguida, pelo Plenário.

Mudança climática agrava conflitos entre seres humanos e animais

Reprodução | Paul Nicklen

O ego e a ganância humana são atualmente os únicos obstáculos que precisam ser ultrapassados para que o planeta ainda tenha a chance de sobreviver até o próximo século. Apenas nos últimos 10 anos, a temperatura do planeta Terra aumentou ao equivalente a 100 milhões de bombas de Hiroshima. O aquecimento global é uma realidade e suas consequências são aterradoras.

Enquanto cabe a cada ser humano lutar para preservação do meio ambiente em que vive e explora, na outra ponta do iceberg temos as verdadeiras vítimas, nossos companheiros de evolução e existência: os animais. Indefesos, eles sofrem duplamente, pois cada vez menos reconhecem seus habitats e cada vez mais são forçados a cruzarem os caminhos de seres humanos, o que muitas vezes pode significar sua morte.

Ursos-polares são considerados os “garotos-propaganda” do aquecimento global, mas são apenas uma entre milhões de espécies que sucumbirão nos próximos anos devido à falta de alimento e abrigo causados pelo desastre ambiental promovido pela máquina capitalista. Dados apocalípticos apontam que pelo menos metade de toda fauna mundial está fadada à extinção. A biodiversidade será uma palavra constante nos livros de História daqui a alguns anos.

O aumento da temperatura do planeta deixa marcas cada vez mais evidentes. Um caso recente, foi a migração de populações de ursos-polares para cidades russas devido à escassez de alimento eu seus habitats. A foto dos grandes e belos animais magérrimos revirando latas de lixo chocou o mundo e causou ondas de pânico. O maior receio de biólogos, especialistas da vida selvagem e ativistas em defesa dos direitos animais, é que o medo seja usado como justificativa para matar animais selvagens que estão apenas confusos e famintos.

Na África e na Ásia os dados não são mais animadores, conflitos entre elefantes e seres humanos estão causando baixas em ambos os lados. Aldeões destroem os habitats dos elefantes para criar plantações, com fome, os elefantes comem as plantações e por conta disso são envenenados ou incendiados. Na Ásia, principalmente na Índia, não é incomum que elefantes sejam vítimas de descargas elétricas ou atropelamentos. Ao que tudo indica, o maior continente do mundo já não é suficiente para abrigar a todos.

Sociólogos e historiadores acreditam que as próximas décadas serão repletas de guerras e miséria. Embora tudo que seja produzido no mundo seja suficiente para alimentar toda a população do planeta, não será suficiente para a gula capitalista-industrial. A fauna e flora podem talvez ser extintas para sempre e com isso, a espécie humana também está com os dias contatos.

No entanto, nem tudo está perdido. A ONU (Organizações das Nações Unidas) faz um apelo à população mundial e sugere pequenas mudanças que serão fortes aliadas para a manutenção da vida na Terra. Entre as recomendações estão a abolição do consumo de carne e derivados de origem animal, reciclagem e reutilização, redução do uso de plástico e empatia por todas as outras espécies que dividem esse planeta conosco. Toda pequena ação fará muita diferença, para nós e para o mundo.