Dia Mundial da Infância e as crianças do reino animal

Foto: veganismopolitizado/Instagram

Foto: veganismopolitizado/Instagram

A UNICEF instituiu o dia 21 de março como o Dia Mundial da Infância. Hoje, celebramos o direito das crianças de brincar, correr, desenvolver a sua curiosidade, fazer amigos e se divertir.

Hoje dia 21 de março é comemorado o Dia mundial da Infância, a data foi instituída pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para Infância) com o objetivo de celebrar o direito de todas as crianças de brincar, correr, desenvolver a sua curiosidade, fazer amigos e se divertir.

E quanto as crianças do reino animal?

Ainda que somente em 2012 tenha sido cientificamente comprovada a senciência animal por documento assinado por mais de cientistas no mundo todo, ela sempre existiu.

Não se pode mais alegar desconhecimento desse fato, anunciado e corroborado por especialistas em diversas áreas do conhecimento e em nível mundial.

Foto: Oxford Dictionaries/Reprodução

Foto: Oxford Dictionaries/Reprodução

Todos em concordância plena de que os animais, sentem, amam, sofrem, percebem o mundo ao seu redor. Ou seja, não são produtos a disposição de nosso paladar e nossas vontades.

Se assim é, por que as crianças do reino animal não têm garantido o direito mais básico de todos, sem o qual os demais perdem o sentido de ser: o direito à vida?

Não são crianças também os bezerros que impedidos de mamar o leite de suas mães, são afastados delas assim que nascem, sem que as vacas possam muitas vezes sequer sentir o cheiro dos próprios filhos?

Foto: Independent.ie/Reprodução

Foto: Independent.ie/Reprodução

Quando são bezerros machos serão criados em cativeiros inóspitos para serem mortos por sua carne e caso sejam fêmeas o mesmo destino de suas mães as aguarda: uma vida com máquinas de sucção presas aos seus peitos enquanto padecem sobre as próprias pernas

Crianças são também os leitõezinhos que nascem em “caixas-maternidade” em espaços minúsculos, muitas vezes crescendo e passando a vida inteira fechados em gaiolas onde nada mais fazem que reproduzir (as porcas) e engordar esperando a morte (os porcos).

Foto: 123RF/Reprodução

Foto: 123RF/Reprodução

Ali dentro de sues cativeiros silenciosos, eles compreendem, sofrem, sentem e padecem.

A humanidade escolhe ignorar, mas isso não muda a realidade.

Crianças que nunca nascerão, pois os ovos de suas mães são vendidos para consumo humano, ou se nascerem e forem pintinhos, serão tragados e moídos em máquinas de assassinato em massa, após serem arrastados por uma esteira a caminho da morte.

Foto: wholesaler.alibaba.com

Foto: wholesaler.alibaba.com

Caso sejam futuras galinhas, estão condenadas a vidas sem qualquer liberdade, sem, ciscar a terra, comer minhocas, correr pelos campos ou dar pequenos voos rasantes.

Tudo que conhecerão da vida é uma gaiola limitada, de onde jamais sairão a não ser depois de mortas.

Esses são só alguns exemplos dos inúmeros que temos ao alcance de um clique e algumas teclas. Bebês golfinhos e orcas nascidos em cativeiro que jamais nadarão quilômetros no oceano como nasceram para fazer, crianças ursos, veados, pequenos leões e elefantes, caçados, perseguidos, órfãos muitas vezes, como se sua dor fosse menor perante a dor humana em perder os pais.

Foto: Animal Sake/Reprodução

Foto: Animal Sake/Reprodução

Tão inocentes como qualquer criança humana, tão necessitados dos pais, de amor, de cuidados e atenção como todo bebê humano, as crianças do reino animal amam e sofrem como as nossas a única diferença é que dispomos de suas vidas indefesas como bem entendemos. Tirando-lhes o brilho, o sabor, a beleza única da descoberta do mundo e de si mesmos.

Abaixo um vídeo em homenagem ao Dia Internacional da Infância mostrando animais em momentos de descontração, se divertindo como só eles sabem fazer:

Exposição retrata força e superação de animais especiais no RJ

Divulgação

Quem acompanha o trabalho incrível do fotógrafo Jayme Rocha em suas redes sociais sabe o quanto ele adora o que faz e principalmente o quanto ele ama os animais que registra brilhantemente em belos cliques eternos.

Talvez o que muitos não saibam, é que o fotógrafo é um importante voluntário da causa animal que através de suas lentes ajuda a empoderar cães e gatos especiais que esperam pela chance de encontrar uma família.

Um pouco desse trabalho exclusivamente voltado à compaixão animal pode ser conferido na exposição “Pets Especiais”, que está em cartaz no 2º piso do Top Shopping, em Nova Iguaçu, Região Metropolitana do RJ, durante o mês de março.

Em entrevista à ANDA, Jayme conta um pouco sobre o evento e a sua inspiração. “Estão sendo expostas fotos que fiz de cães e gatos especiais, com algum tipo de deficiência física. Alguns estão para adoção, outros já tiveram a sorte de serem adotados por uma família. O enfoque carinhoso do trabalho promove um primeiro impacto no visitante por causa da deficiência, em seguida, a contemplação ao ver na expressão do animal, felicidade ou ternura”, disse.

O fotógrafo e voluntário conta também que sua meta é destacar a força e resiliência desses animais. “O objetivo sempre é mostrar o animal como um serzinho diferenciado, nunca sob o olhar de pena”, concluiu.

O Top Shopping fica na Av. Gov. Roberto Silveira, 540, Centro, Nova Iguaçu /RJ.

Sucesso de teste em miniórgãos artificiais pode por fim a experimentos com animais no futuro

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo, tiveram sucesso ao testar o analgésico paracetamol em miniórgãos artificiais. O resultado positivo é um passo importante nas pesquisas para por fim à exploração de animais em experimentos realizados em laboratório.

Miniórgão desenvolvido em laboratório (Foto: Reprodução/EPTV)

Os miniórgãos são produzidos em laboratório com células humanas, em escala micrométrica, e substituem intestino e fígado. O modelo artificial pode reduzir e até mesmo substituir por completo os animais explorados em testes em um período de 30 ou 40 anos.

“O que a gente conseguiu mostrar nesse estudo inédito foi que o intestino artificial que a gente construiu em laboratório, bem como o fígado, se comportaram de maneira semelhante ao corpo humano. Ou seja, o nosso intestino conseguiu absorver o paracetamol e o fígado metabolizou esse paracetamol e também demonstrou efeitos tóxicos do paracetamol, como acontece no ser humano também”, explica ao G1 a pesquisadora Talita Marin. O paracetamol é capaz de, em altas concentrações, causar lesões no fígado.

Conectados entre si por um fluxo sanguíneo, os miniórgãos foram ligados a equipamentos que reproduzem as condições fisiológicas do corpo humano. O modelo reproduz as funções biológicas e genéticas do organismo humano com muita semelhança.

A pesquisadora do CNPEM Talita Marin participou do estudo com miniórgãos e o efeito do paracetamol, em Campinas (Foto: Vanderlei Duarte/EPTV)

A tecnologia, porém, não é vista apenas com potencial para por fim aos testes em animais no futuro, como também permite acelerar as pesquisas com medicamentos e obter resultados mais eficazes e confiáveis do que os obtidos em estudos feitos com pequenos mamíferos.

“Na linha de descobrimento e desenvolvimento de fármacos, geralmente se começa os estudos com cinco a dez mil compostos, e se leva de dez a 15 anos, se gasta de 1 a 3 bilhões de dólares. E no final dessa linha, você põe somente um medicamento no mercado”, afirma a especialista. “Essa tecnologia que nós estamos implementando e desenvolvendo tem esse intuito, de ser um teste mais robusto, diminuir o custo do desenvolvimento de medicamentos e, ao mesmo tempo, ser mais ético, porque reduz o número de animais”, completa.

A pesquisa tem como próximo passo o teste nos miniórgãos de outros medicamentos de efeitos bem conhecidos.

O CNPEM, responsável pelo estudo com o modelo artificial, abriga o Sirius, laboratório de luz síncroton de 4ª geração e a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil.

Conexões de miniórgãos a equipamentos reproduz funcionamento do organismo humano, afirma estudo do CNPEM, em Campinas (Foto: Vanderlei Duarte/EPTV)

Meme da “Bettina” é usado para incentivar a adoção de animais

A Prefeitura de Curitiba, no Paraná, decidiu inovar e usar o meme da “Bettina” para incentivar a adoção de animais abandonados. Bettina Rudolph se transformou em meme e viralizou na internet após aparecer em um vídeo publicitário no YouTube. Nas imagens, da campanha da empresa Empiricus, a jovem conta como conquistou um milhão de reais. Aproveitando a repercussão, a administração municipal de Curitiba criou um vídeo seguindo o mesmo modelo, mas para incentivar a adoção de cachorros e gatos.

Foto: Reprodução / Facebook / Prefeitura de Curitiba

Nas imagens produzidas pela prefeitura, aparece uma cadela que conversa com o telespectador. Ela conta que o sonho dela de ser adotada por uma família que a ame se concretizou e que ela deseja o mesmo para outros animais.

“Oi, meu nome é Betina. Tenho dois anos de idade e um milhão de lambidinhas de amor de patrimônio acumulado”, diz a cadela. As informações são do blog Coisas de Pet, do portal NE10.

“Tem gente que acha normal encontrar um caãzinho abandonado, mas sabe o que chama a minha atenção? É que adotar não tem nenhum segredo”, continua. “Se você for uma dessas pessoas que está buscando um companheiro para a vida, você vai acessar o site da rede de proteção animal e procurar uma instituição de adoção para visitar”, acrescenta.

Na campanha de adoção, a prefeitura disponibiliza ainda o endereço do abrigo de animais de Curitiba, localizado na rua Lodovico Kaminski, 1.381, e um site para os interessados em levar um cachorro ou gato para casa.

Confira o vídeo:

Denúncias de maus-tratos a animais aumentam no Rio de Janeiro

O número de denúncias de maus-tratos a animais feitas no mês de janeiro de 2019 na cidade do Rio de Janeiro mais do que dobrou em comparação ao mesmo período do ano passado. Este ano foram registradas 643 denúncias, contra 312 em 2018.

As denúncias de janeiro de 2019 já correspondem a cerca de 16% do total registrado em 2018, e 4019 denúncias. As informações são da revista Época.

Cão desnutrido e com problemas de pele no abrigo da Fazenda Modelo, em 2013 Foto: Gustavo Stephan / Agência O Globo

Apesar do número alto, o fundo responsável por receber os valores das multas aplicadas em casos de maus-tratos a animais não recebeu nenhum centavo em 2018, de acordo com o sistema informatizado corporativo da Prefeitura do Rio de Janeiro. Criado em 2017, o fundo tem o objetivo de financiar campanhas de castração, vacinação, conscientização, promover atendimentos de saúde e arcar com os gastos da construção de um abrigo para animais.

Além de receber os valores das multas, o fundo deveria receber recursos de outras fontes também. Isso, no entanto, não tem acontecido. A justificativa para o não recebimento desses recursos, segundo a Subsecretaria de Bem Estar Animal da Prefeitura do Rio, é de que o fundo ainda está em processo de regulamentação. De acordo com a pasta, trata-se de um “um processo burocrático”, mas “necessário”, e que “demanda tempo, porque são vários setores envolvidos”. A Vigilância Sanitária, assim como a Subsecretaria, também é responsável pela aplicação de multas.

O vereador Marcos Paulo (PSOL), responsável pelo levantamento sobre o repasse dos recursos ao fundo, argumenta que há uma falta de interesse da prefeitura sobre o assunto. Na última terça-feira (19), ele apresentou um projeto na Câmara do Rio de Janeiro para tentar colocar o fundo em funcionamento.

“O prefeito prometeu cuidar das pessoas, mas não cuida de nenhum dos dois”, criticou Paulo. Segundo o parlamentar, o prefeito Crivella reduziu, assim que assumiu a prefeitura, em 2017, de dez para três os minicentros de castração gratuita do município. “Alegou falta de recursos. Mas até hoje não se preocupou em fazer funcionar o Fundo que ele mesmo criou para financiar ações de Proteção Animal”, cobrou.

Fundo de proteção animal não recebeu recursos em 2018 Foto: Reprodução / Revista Época

Em resposta ao vereador, a Subsecretaria afirma que avanços foram promovidos em relação ao fundo e cita o decreto de junho de 2018, que regulamenta o fundo e cria o seu Conselho Curador. De acordo com a pasta, em outubro do ano passado, o “conselho se reuniu para elaboração do estatuto, que será aprovado em reunião agendada para abril de 2019.”

Tirar políticas públicas para animais do papel não é, porém, um problema só da capital carioca. Iniciativas país afora tentam resolver a questão. No Estado de São Paulo, por exemplo, uma delegacia especialização em proteção animal foi criada e os testes de laboratório em animais para fabricação de cosméticos foram proibidos.

Em Osasco (SP), um fundo semelhante ao criado no Rio de Janeiro será implementado pela prefeitura. Nele, o Carrefour se comprometeu em depositar R$ 1 milhão. A multa é referente ao caso de espancamento e morte da cadela Manchinha por um segurança do supermercado no final de 2018.

Dupla é detida pela morte de sete animais por envenenamento em MG

Mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil de Passos, em Minas Gerais, durante a Operação Patas Amigas, que tem o objetivo de frear a matança de animais no município, levaram um tenente da Polícia Militar e a mãe dele a serem detidos pela morte de sete animais, entre cães e gatos, por envenenamento com chumbinho. Outros quatro animais também foram envenenados, mas sobreviveram.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A mãe do policial, encontrada na casa dela no bairro Novo Mundo, foi filmada praticando o crime e confessou ter matado os animais. No imóvel, foram encontradas duas armas de fogo sem registros e munições. Com isso, a mulher foi detida não só por maus-tratos a animais, mas também por posse ilegal de armas. As informações são do jornal Estado de Minas.

Ao mesmo tempo em que a mulher era detida, outro grupo de policiais se dirigia à casa do tenente, na rua Itaipu, no bairro Jardim Vila Rica. Porções de chumbinho foram encontradas no local. O uso do veneno é proibido por lei. Apesar disso, a Polícia Civil não prendeu o tenente sob a alegação de que o flagrante não poderia ocorrer já que seria necessário enviar o material apreendido para Belo Horizonte para que o Instituto de Criminalística o analisasse.

“A Polícia Civil verificou que nessas duas zonas quentes (os bairros do tenente e da mulher são vizinhos) foram envenenados 11 animais, quatro gatos e sete cães. Foram sete óbitos. Então, nós encaminhamos o material para necrópsia, na qual foi verificada a presença de chumbinho no vômito, nas fezes e no intestino dos animais”, explica o delegado Marcos Pimenta, responsável pelo caso.

A mãe do policial pagou fiança após ser levada para a delegacia e foi liberada.

ONG Surge lança sua primeira campanha de anúncios veganos em Londres

Foto: Supplied

Foto: Supplied

Chapéu: Inglaterra

Título: ONG, Surge, lança sua primeira campanha de anúncios veganos em Londres

Olho: Com imagens provocativas e frases fortes a campanha abrange a cidade toda, com cartazes em ônibus, outdoors em ruas e até um painel digital, tudo com o objetivo de levar as pessoas à refletirem sobre as mortes por trás do ato de comer carne

 

A campanha foi parcialmente patrocinada pelo restaurante vegano sem fins lucrativos Unity Diner

A organização em defesa dos direitos animais, Surge, anunciou o lançamento de sua primeira campanha publicitária vegana em Londres.

Surge Launches Poster Campaign from Plant Based News on Vimeo.

“A vida deles está em suas mãos“

A campanha, que contará com cartazes em ônibus, rodovias e um outdoor digital no leste de Londres, conta três inserções com mensagens separadas: “Por que amar um, mas comer o outro?” – “A vida deles está em suas mãos” – e “O que é mais importante, sabor ou vida?”

Perguntas que causam reflexão

O YouTuber vegano e co-fundador da Surge, Ed Winters, mais conhecido como Earthling Ed, disse: “Estamos muito felizes por ter lançado nossa primeira rodada de campanhas publicitárias em Londres”.

“Nós estamos querendo fazer isso há muito tempo, então é incrível poder levar a mensagem vegana para o público e fazer as mesmas perguntas instigantes que já inspiraram tantas pessoas a se tornarem veganas”.

“A campanha foi parcialmente financiada pelo Unity Diner, o estabelecimento vegano sem fins lucrativos que abrimos no final do ano passado, e por isso queremos agradecer a todos que comeram na lanchonete e contribuíram para tornar essas campanhas uma realidade, assim como todos os outros que apoiaram o nosso trabalho até agora”.

Projeto de lei pretende proibir venda de animais domésticos em Santos (SP)

Um projeto de lei de autoria do vereador e jornalista Benedito Furtado quer proibir a venda de animais domésticos na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

Além de proibir o comércio de animais domésticos, a proposta proíbe a concessão e renovação de alvará de licença, localização e funcionamento a estabelecimentos que realizem a venda de cachorros, gatos, pássaros e outros animais domésticos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O objetivo do projeto, segundo o vereador, é incentivar os moradores da cidade a adotarem animais e, assim, diminuir o abandono. As informações são do portal G1.

“Existe uma grande corrente da área de proteção ao bem estar dos animais que afirma que não se negocia amor, lealdade e carinho. Essa indústria de produção animal, como eu chamo esses criadouros, movimentam valores astronômicos, tudo para que, muitas vezes, os animais sejam abandonados na rua como se fossem lixo”, afirma Benedito.

O parlamentar revela que sempre quis propor um projeto que proibisse o comércio de animais domésticos, mas que foi incentivado, recentemente, após a Petz anunciar que não venderia mais filhotes de cães e gatos em suas lojas espalhadas pelo país, substituindo os espaços destinados à venda para instituições disponibilizarem animais para adoção.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, considera o vereador.

Para ele, este é o momento de dar destaque também as ONGs de proteção animal, como a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal de Santos (Codevida).

“Atualmente, existem cerca de 150 animais esperando por adoção na Codevida. É a hora de esses animais terem mais espaço para ganhar uma casa com pessoas que possam cuidar e dar amor”, diz.

O projeto do vereador foi apresentado na Câmara de Santos na quinta-feira (14) da última semana. Após passar pela Secretaria Legislativa, a proposta segue para análise na Secretaria de Assuntos Jurídicos da Câmara.

Jovem luta para cuidar de quase 300 animais em Lajedo (PE)

Foto: Arquivo pessoal

Quando crianças, muitas meninas gostam de brincar de boneca e sonhar com contos de fada, finais felizes e muitas coisas mágicas e encantadoras, mas não a pernambucana Rafaela Sullivan, que quando tinha apenas sete anos teve sua vida marcada para sempre após ver um gatinho em situação de completo abandono nas ruas de Lajedo, uma pequena e esquecida cidade no Agreste de Pernambuco.

Mesmo convivendo com animais domésticos desde a infância, o encontro foi inesquecível, mas, infelizmente, não teve um final feliz. Rafaela não pode adotar o gatinho e isso não saia de seus pensamentos. Ela passou a cuidar dele de forma imaginária e o chamou de Mimi. A menina fez uma caminha, dava alimento e brincava com ele como se fosse real. Ali nascia aos poucos o desejo de fazer algo para impedir que mais animais fossem abandonados nas ruas.

Foto: Arquivo pessoal

Essa sensibilização cresceu junto com Rafaela e quando ainda era uma adolescente e estudante do ensino médio conheceu a cadelinha Lisa. Uma peludinha pretinha sem raça definida muito magra e debilitada que foi encontrada deitada em uma avenida em meio a carros que passavam velozmente.

A cachorra estava tão fraca que mal conseguia se levantar. Rafaela cuidou dela da melhor forma possível, a alimentou, medicou e mesmo com rotina corrida de estudos e preocupações com o vestibular, deu a Lisa uma família de verdade. A cadelinha viveu ainda oito anos em seu novo lar e faleceu naturalmente devido à idade avançada.

Foto: Arquivo pessoal

Ver a reabilitação de Lisa foi o que Rafaela precisava para tomar uma ação em prol dos animais da cidade onde vivia. Ela prestou vestibular para Medicina Veterinária na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e passou, mas a partir daquele momento suas verdadeiras provações começariam.

Rafaela se dedicava a alimentar e medicar os animais em situação de rua, mas sabia que isso não era o suficiente para combater os maus-tratos e o abandono. Ela começou a delinear a possibilidade de ter um centro de reabilitação, onde os animais pudessem ser recuperados, esterilizados e disponibilizados para adoção responsável, mas na prática, as coisas não aconteceram como o esperado.

Foto: Arquivo pessoal

A jovem conta que os resgates se tornaram mais frequentes que as adoções e assim o projeto começou a exigir cada vez mais dela. “Isso (adoções) só acontece com mais frequência em capitais, cidades grandes, porque aqui no interior de Pernambuco é completamente diferente, as pessoas não têm essa noção”, disse em entrevista à ANDA.

Os obstáculos não a desanimaram e assim nasceu a Associação de Resgate e Proteção aos Animais de Lajedo (ARPAL), que atua há quase 10 anos sendo uma das principais referências sobre proteção animal na cidade. Abrigando hoje cerca de 250 animais, entre cães e gatos, a ONG sobrevive com a ajuda de doações, trabalho voluntário e um pequeno apoio da prefeitura, que garante 15 dias de alimentação para os animais.

Foto: Arquivo pessoal

A ARPAL nasceu em meados de 2007 com o objetivo de amparar os cães e gatos em situação de rua da cidade. “É um descaso total, ninguém liga para a causa animal aqui. É muito difícil conscientizar as pessoas. Elas não têm a mente aberta para isso”, desabafa a jovem.

A associação ganhou seu CNPJ em 2013 e já contou com a participação de muitas pessoas desde sua criação, mas a colaboração é sempre temporária, muitos têm interesse em ajudar, mas possuem compromissos pessoais que os impedem de se dedicar ativamente e rapidamente se dispersam.

Foto: Arquivo pessoal

Além das dificuldades de cuidar dos animais no dia a dia, Rafaela também explica que muitas vezes depende de doações de pessoas que mal possuem o suficiente para se sustentar. “As pessoas que menos têm sãos as que mais ajudam, são as que mais dividem suas comida com eles (os animais), que mais se sensibilizam, por saber o que é passar fome, por saber o que é estar doente e não ter um socorro. Graças a essas pessoas a gente consegue fazer o nosso trabalho”, conta.

Nos mais de 10 anos de atuação da ARPAL Rafaela coleciona muitas histórias de desamor e desamparo. Em entrevista à ANDA por telefone, ela compartilha muitas das dificuldades pelas quais passou. A jovem lembra que no início do projeto, com a ajuda da prefeitura, conseguiu acesso a uma casa abandonada para abrigar 45 cães, entre eles, animais especiais, deficientes, doentes e sem nenhuma chance de sobreviver nas ruas.

Foto: Arquivo pessoal

Infelizmente, muitos moradores do entorno se incomodaram com a presença e latidos dos animais e a denunciaram ao Ministério Público. Ela foi intimada e obrigada a retirar os animais em apenas 15 dias. A promotora responsável pelo caso demonstrou completa insensibilidade pela situação dos cães. Felizmente, graças a ajuda de amigos, ela conseguiu alocar os animais em uma propriedade rural distante.

Rafaela dividiu também, que após a morte de sua mãe, enquanto ela ainda era universitária, foi expulsa de casa devido a quantidade de animais que abrigava. A jovem encontrou refúgio na casa de familiares e ainda hoje, já formada, tem dificuldade de ser independente, pois o seu pequeno salário como médica veterinária em uma clínica particular é totalmente revertido para o cuidados dos animais.

Foto: Arquivo pessoal

No entanto, ela não lamenta seu passado e agradece sempre pela oportunidade de evoluir como ser humano. “Não foi fácil, ainda não é fácil falar sobre isso, mas faz parte de tudo que eu passei e passo para manter a causa viva aqui na cidade e manter esses animais protegidos, porque são muitos maus-tratos e o amor que a gente sente quando conhece profundamente um animal… Eles falam tudo no olhar deles. Precisei passar por tudo isso para me tornar forte”, disse.

Rafaela conta que a rotina é pesada e as dívidas se multiplicam exponencialmente. Para a construção de um local acessível e e confortável para os animais, ela financiou a compra de terrenos em seu próprio nome. As prestações estão atrasadas e ela ainda não conseguiu recursos para construir baias, casinhas, colocar piso e outros detalhes.

Foto: Arquivo pessoal

A jovem não possui carro e seu único meio de locomoção é uma bicicleta que é utilizada para recolher doações de materiais de limpeza, comidas doadas em baldes por restaurantes, além de catar papelão e garrafas pet para vender. Todo o trabalho de limpeza, medicação e alimentação dos animais é feito com a ajuda de dois voluntários, que são seus braços direitos.

A veterinária não tem vida social, todo o seu tempo é dedicado a cuidar de animais. Ela é a favor da vida e contrária ao sacrifício de animais, independente do motivo. Sua conscientização sobre o valor da vida animal veio após resgatar a cadelinha Cindy, que foi covardemente abandonada em frente a um dos locais onde ela teve um canil improvisado.

Foto: Arquivo pessoal

A cadelinha não andava e precisava de cuidados 24h por dia. Cindy precisava ser mantida em uma maca e usava fraldas, que precisam ser trocadas regularmente para evitar feridas e assaduras. Apesar de ver o sofrimento da cadelinha, Rafaela sabia que existia um motivo para o animal estar vivo e ela jamais poderia abreviar a natureza submetendo Cindy à morte induzida.

“As pessoas sacrificam os animais achando que eles estão sofrendo, mas não, tudo que eles é estar até seu último suspiro de vida deles ao nosso lado. Ninguém tem o direito de tirar a vida, o sofrimento físico é um estado que precisamos para evoluir, eu acredito nisso, tendo cura ou não”, diz a veterinária.

Foto: Arquivo pessoal

Agora, Rafaela luta para manter os animais acolhidos pela ARPAL, as suas maiores necessidades no momento são ajuda para alimentação dos cães e gatos, vacinação para evitar mortes em massa de animais por doenças infecto-contagiosas, ajuda para custear materiais de construção e mão-de-obra para construir instalações para os animais e também recursos para contratar e oferecer um salário para os voluntários, pois um dos maiores receios da veterinária é que eles, por necessidades financeiros, se recoloquem no mercado de trabalho e não possam mais ajudar os animais.

Se você mora em Lajedo e região e tem interesse em ajuda a ARPAL basta colaborar depositando qualquer valor em um dos cofrinhos que foram disponibilizados em diversos comércios da região. Também é possível ajuda depositando qualquer quantia na conta da associação: Agência: 2244-6, Conta Corrente: 24.483-0. Para entrar em contato com a ARPAL basta enviar uma mensagem por inbox para a Rafaela clicando aqui.

Foto: Arquivo pessoal

Sem doações o trabalho da associação pode ser interrompido a qualquer momento. Uma vez, devido à escassez de ração, os cães tiveram que se alimentar com biscoitos de canela, os únicos à venda em um mercado local, para não passarem fome. Apenas cinco pessoas doam regularmente e os cofrinhos arrecadam poucos valores. Os animais precisam emergencialmente de ajuda para sobreviver. As portas da ARPAL estão abertas para todos que queiram conhecer a situação real dos animais e ajudá-los.

As dificuldade são muitas, mas Rafaela ainda nutre sonhos de viver em mundo melhor, para ela, a maior realização seria “não existir animal abandonado, não presenciar maus-tratos, não ver animal passando fome. Mais pessoas conscientes, pessoas que se sensibilizam com o sofrimento do próximo”, revela.

Ela conclui ainda afirmando que cuidar dos animais não é apenas uma questão de compaixão, é também uma forma de preservar a saúde da população impedindo que a proliferação de doenças. “Cuidar dos animais, é também cuidar das pessoas”, finaliza.

 

 

 

 

Acidentes com animais em rodovias no Piauí diminuem em 2018

O número de acidentes envolvendo animais em rodovias do estado do Piauí diminuiu em 2018, em comparação ano ano anterior, em torno de 25%. Em contrapartida, o resgate de animais teve um crescimento de 187%, sendo esse um resultado do aumento das operações policiais. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal do Piauí (PRF).

(Foto: Reprodução/ Fernando Tatagiba)

Períodos em que o brasileiro viaja mais tornam as estradas mais perigosas. Isso porque o maior fluxo de veículos nas pistas aumenta o risco de acidentes entre veículos, inclusive envolvendo animais. Por essa razão, a PRF já se prepara para realização de operações sistemáticas devido à aproximação da Semana Santa.

O objetivo das operações da Polícia Rodoviária Federal é diminuir a quantidade de acidentes com animais nas rodovias. Os trabalhos dos agentes são realizados de norte a sul do estado do Piauí e compreendem as rodovias federais, estaduais e municipais. As informações é do portal ViAgora.

De acordo com a PRF, todos os animais resgatados são encaminhados a currais nos municípios conveniados. O tutor que deseja ter o animal de volta precisa arcar com as despesas da estadia e do transporte dele, além de pagar uma multa.

Para evitar acidentes, a orientação é dirigir com cautela, especialmente em trechos de rodovias localizados nas proximidades de rios e matas, nos quais a presença de animais é constante.