A protetora Mara Santos, de Canoas, no Rio Grande do Sul, está pedindo ajuda para conseguir arcar com os gastos dos animais resgatados por ela. Após pessoas que se dispuseram a contribuir mensalmente pararem de ajudar, ela ficou sem recursos para pagar as dívidas de mensalidades de animais hospedados, internações em clínicas e até ração.
Cadela com filhotes
Um dos cães está internado há três meses, com câncer. Outros dois casos são do Joaquim, um chow chow, e da Ana, cadela com problemas na coluna devido à atropelamento. Os dois são idosos e não podem voltar pra rua, por isso precisam de ajuda financeira.
Mara conta que tem muitos animais, mas que esses “são os que mais vão sofrer se tiverem que deixar o lugar onde estão sendo tratados”.
Interessados em ajudar devem entrar em contato com Mara pelo WhatsApp para solicitar os dados bancários da protetora. O contato deve ser feito pelo número 51 99470-4870.
Investigações já revelaram os horrores das fazendas de peles. Por dinheiro, martas, guaxinis, raposas, coelhos, entre outros animais são torturados e têm suas peles cruelmenente arrancadas – ainda vivos muitas das vezes – para servirem ao mercado da moda.
Indústria e ativistas
Em 2009, um vídeo legendado como “Um olhar chocante nas fazendas chinesas de peles” se tornou viral quando mostrou em detalhes um guaxinim sendo esfolado vivo por sua pele.
As imagens causaram repulsa pública generalizada e despertou o mundo para a verdade por trás dos casacos de peles e outros produtos.
Reconhecendo toda a crueldade, grifes famosas como Gucci, Chanel, Hugo Boss, Armani, Michael Kors e Versace deixaram de usar o material em suas coleções. Desde então, o mercado global de peles vê seus lucros despencando drasticamente.
Legisladores também usaram as imagens para implementar proibições de pele em várias regiões.
Na tentativa desesperada de enfraquecer e manchar o movimento abolicionista animal, a Federação Internacional de Pele contratou investigadores que acusam covardemente o grupo ativista de subornar os homens que aparecem no vídeo.
Outro ataque
Essa não é a primeira vez que a indústria animal, desesperada por seu declínio, ataca ativistas de suborno.
Recentemente, pecuaristas acusaram um grupo de defesa dos direitos animais de pagarem um funcionário de um vavio exportador de bois vivos para forjar cenas de maus-tratos dentro da embarcação.
Nas imagens, os animais amontoados em pequenos e minúsculos cervado estavam cobertos por fezes e urina. Alguns deles agonizavam caídos no chão do navio por não conseguirem respirar pela superlotação e sujeira.
Infelizmente, essa é a relidade já comprovada sobre o transporte de cargas vivas.
O fotojornalista e professor-assistente da Universidade do Colorado (EUA), Ross Taylor, registra há duas décadas situações traumáticas vividas por famílias. Na mais recente foto-série realizada pelo fotógrafo e intitulada “Last Moments” (Últimos Momentos, em tradução livre), ele registrou os últimos instantes de vida de animais ao lado dos tutores. As fotos carregam muita sensibilidade, dor e emoção.
Foto: Ross Taylor
“A minha esperança é que esse trabalho documental ajude a desenvolver a empatia em relação aos outros, fornecendo mais informações sobre as condições que algumas pessoas compartilham”, disse Ross ao portal BuzzFeed News.
Com autorização prévia de tutores e veterinários, Ross teve acesso à rotina de dezenas de famílias e capturou com as lentes de sua câmera momentos dramáticos entre tutores e animais. As imagens mostram os laços de amor e companheirismo entre humanos e animais.
“O foco do Last Moments, em parte, é ajudar aqueles que passam por este processo a saber que não estão sozinhos, e que sua dor não deve ser negligenciada, nem minimizada pelos outros. É real e doloroso,” explicou Ross.
Foto: Ross Taylor
Apesar de toda dor sentida durante o ensaio fotográfico, Ross garante que este foi um dos trabalhos mais incríveis que ele já teve a oportunidade de fazer. Diz ainda que as fotos o ajudaram a enxergar e admirar o trabalho dos veterinários.
Segundo o fotógrafo, a tristeza das famílias que perdem um animal é tão grande que, no momento do ensaio fotográfico, elas se esquecem da câmera, choram e soluçam bastante. Os tutores, segundo Ross, também demonstram profunda gratidão aos veterinários, por terem feito o melhor pelos animais.
“Há uma imagem particular de uma mulher que está angustiada e grita em voz alta a perda seu cachorro, apenas momentos depois que percebeu que ele havia morrido. Essa senhora passa a mão carinhosamente no rosto de seu cãozinho, enquanto seu marido e o veterinário, Dr. Dani McVety, estendem a mão para consolá-la. Foi um dos primeiros casos que presenciei e teve um impacto profundo em mim. Foi nesse momento que percebi a importância de documentar a intensidade do vínculo”, concluiu Ross.
Em sua nova campanha, a organização de conservação da vida marinha Sea Shepherd mostra que um simples saco plástico, que parece inofensivo aos nossos olhos, pode representar o sofrimento extremo e até a morte de milhares de animais que habitam os oceanos.
Foto: Sea Shepherd
Criada em parceria com as equipes Tribal Worldwide São Paulo e DBB Guatemala, a campanha diz que “o plástico que você usa uma vez tortura o oceano para sempre”. A campanha conta com produção em 3D do Notan Studio.
No novo trabalho de conscientização e sensibilização da Sea Shepherd, animais marinhos como focas e tartarugas são apresentados em situações de agonia e impotência ao entrarem em contato com elementos plásticos comuns no cotidiano e descartados sem os devidos cuidados.
Segundo o fundador e presidente da Sea Shepherd, Paul Watson, cientistas já alertaram que em 2050 haverá mais plásticos nos oceanos do que peixes no mar. “A Shepherd está comprometida em desfazer esse cenário negativo porque se os oceanos morrerem, nós também morreremos”, alerta Watson.
“Minha posição dentro dos direitos animais sempre foi e sempre será consistentemente ‘extrema’” (Foto: Walter Bond Website)
Os animais são inerentemente melhores que os seres humanos. Para esclarecer, quando digo “animais”, isso é apenas uma abreviação de “toda a vida no planeta, menos nós”. E por “inerentemente melhor”, quero dizer coletivamente, e na maioria das vezes individualmente, mais importante para o funcionamento saudável do planeta do que nós. Os animais são muito mais civilizados, muito mais intuitivos e muito menos perversos e indignos que a raça humana.
Minha posição dentro dos direitos animais sempre foi e sempre será consistentemente “extrema”. Se você quer um monte de moralismo e ética, leia um pouco de Gary Francione ou Peter Singer. Eu sou um misantropo e essa é a minha postura quanto à Libertação Animal. A vida dos animais deve ser exaltada e protegida a todo custo, seja como for! E por décadas é isso que a Animal Liberation Front, a Animal Rights Militia e outras têm feito sob o manto da escuridão e clandestinamente.
A Animal Liberation Front (ALF) teve início na Inglaterra em 1976. Foi formada a partir de outro grupo chamado “Band Of Mercy”, que não estava menos preocupado com a Libertação Animal, mas não estava disposto a ir tão longe quanto a ALF. Em resumo, a ALF já não se preocupava com a lei.
Se resgatar um animal implica invasão de propriedade privada, roubo ou dano à propriedade, que assim seja. Inicialmente, a ALF tinha um escritório e era centralizada. Isso a tornou um alvo fácil para a aplicação da lei, e logo os membros da ALF começaram a ser presos. Foi quando ocorreu uma mudança brilhante na organização. A ALF descentralizou e fez os termos de afiliação assim:
Qualquer pessoa que seja vegana ou vegetariana, que liberta animais de locais de risco ou causa dano econômico àqueles que lucram com a exploração animal, mas sem ferir nenhum ser humano ou animal, tem o direito de se considerar parte da Animal Liberation Front.
Walter Bond (Lone Wolf) em “True Animal Liberation”. Bond é um ativista dos direitos animais que cumpre pena em uma prisão federal desde 2010 por ações diretas que causaram danos econômicos a uma fábrica de peles, uma fábrica de couro e um restaurante que servia foie gras nos Estados Unidos. Bond deve ser libertado em 2020.
Adotando uma postura ética, excelente exemplo para as companhias aéreas de todos os países, a Cargolux anunciou ontem a decisão proibir o transporte de ossos de leão.
A companhia aérea com sede em Luxemburgo, que mantém uma rede global que faz dela uma das maiores companhias aéreas de cargas programadas da Europa, adotou essa postura importante contra o tráfico de animais selvagens que, esperamos, incentivará outras companhias aéreas de carga a fazer o mesmo.
Eles são a primeira grande transportadora de carga a banir os carregamentos de ossos de leão. A proibição foi anunciada como uma tentativa de aumentar a conscientização dentro da indústria e promover operações éticas.
“A Cargolux está fortemente comprometida com a conservação e o bem-estar animal, uma causa a que a empresa esta cada vez mais engajada. Assim que tivemos conhecimento do surgimento desse comércio, a decisão de proibir o transporte de tal carga por toda a nossa rede foi imediatamente tomada”, disse Richard Forson, Presidente e CEO da Cargolux em um comunicado. “É muito importante que todos os participantes do setor de transportes reconheçam sua responsabilidade em relação ao tráfico de animais selvagens e tomem todas as medidas aplicáveis para eliminar esse comércio.”
Conforme observado pela empresa, infelizmente o tráfico de animais tem crescido ao longo da última década e está intimamente ligado a caça que alimenta o mercado paralelo e a criação de leões para a caça por troféus, práticas que não se alinham com a posição da Cargolux sobre a conservação da vida selvagem.
Além disso, a empresa compassiva também registra em seu site, que “enquanto a maioria das organizações está começando a entender e respeitar a necessidade de medidas ambientais e socialmente responsáveis, nos compreendemos que precisamos de mais do que respeito. Precisamos de uma responsabilidade profunda e permanente”.
Michele Pickover, diretora da EMS Foundation afirma que esta decisão positiva irá, de alguma forma, causar impacto a este comércio abominável e cruel. “Também é um ótimo exemplo para todas as outras companhias aéreas de carga para tomar decisões mais éticas quando se trata do comércio internacional de vida selvagem”, disse ela.
A diretora também expressou sincera gratidão a Cargolux. “Muitas companhias aéreas podem não ter conhecimento do comércio em si ou de suas implicações para os leões africanos e tigres asiáticos. Acredito que, uma vez informados sobre o que esse comércio implica, eles também tomarão a decisão correta e lógica de não apoiá-lo”.
“O movimento compassivo da Amsterdã Fashion Week é uma resposta ao clamor público em relação à moda”, apontou a organização” (Foto: Patricia Munster)
A Amsterdam Fashion Week começou hoje, e com uma boa notícia. O uso de peles de animais foi abolido do evento. A organizadora, Daniel Bles, disse que a AFW se orgulha de se tornar uma Semana de Moda livre do uso de peles.
A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA), que colaborou para essa decisão, comentou que é uma mudança que já era desejada por muitos holandeses, considerando que a maioria da população da Holanda não utiliza peles. “O movimento compassivo da Amsterdam Fashion Week é uma resposta ao clamor público em relação à moda”, apontou a organização. O evento termina no domingo.
Vale lembrar também que na próxima segunda-feira começa a segunda edição anual da “Semana Nacional Sem Carne” na Holanda. A iniciativa, que se estende por todo o país, tem como objetivo estimular a população a reduzir ou se abster do consumo de alimentos de origem animal em benefício do planeta, considerando o impacto da produção de carne.
O pesquisador de comportamento animal Frans de Waal defende que as emoções não são exclusividade dos seres humanos. Para isso, ele escreveu um livro, denominado Mama’s Last Hug (Último abraço de Mama, em tradução livre), que estará à venda a partir do dia 19 de março, em inglês.
Foto: Pixabay / Ilustrativa
“Emoções estão em todos os lados no reino animal, do peixe aos pássaros aos insetos, até nos moluscos como o polvo”, diz o pesquisador. As informações são do portal Hypescience.
O livro foi lido pela professora de antropologia e especialista em personalidades de animais da Faculdade de William e Mary, nos EUA, Barbara King, que teve acesso a uma cópia de forma antecipada. O trabalho foi dedicado à chimpanzé Mama, matriarca de uma colônia de chimpanzés do zoológico Burges, na Holanda. O animal exercia grande influência nos outros membros do grupo.
Prestes a morrer, com quase 59 anos, em 2016, Mama recebeu a visita do biólogo Jan van Hooff, que cuidou dela por 40 anos e foi até o zoológico se despedir. Ao se abaixar em direção à chimpanzé, ela colocou a mão na cabeça dele.
“Ela fez um cafuné gentilmente. Seus dedos acariciaram ritmicamente a sua nuca e pescoço”, relata Waal. Uma semana depois, Mama morreu. Ela se tornou o argumento central de Waal no livro dele em defesa de que o ser humano não é o único a ter emoções.
Foto: Reprodução / Hypescience
No livro, o autor cita também o exemplo de um chimpanzé jovem que colocou um rato morto em cima de um familiar que estava dormindo. Ao acordar, o animal reage gritando e se sacudindo para tirar o rato de cima dele. Waal lembrou também que animais de todos os tipos, dos caranguejos aos coiotes, brigam com outros e depois, ao vencer o conflito, celebram. “O orgulho vem de uma longa herança evolutiva”, diz o pesquisador.
As emoções dos animais são diferentes das expressadas por humanos, mas elas não são uma característica exclusiva das pessoas. De acordo com Waal, as emoções são estados mentais e físicos que podem ser detectados por outros, ao contrário dos sentimentos, que são estados internos subjetivos que não podem ser percebidos por outros. “Qualquer um que diga que sabe o que os animais sentem não tem a ciência para apoiá-lo”, alerta Waal.
O pesquisador discorda de acusações de antropomorfismo – a ideia de que humanos meramente projetam suas emoções em outras espécies. Waal se preocupa com a negação de que humanos têm muitas similares com outros animais e com a forma que isso afeta a forma como as pessoas tratam os animais, especialmente bois, porcos e frangos.
Com o lançamento do livro e as descrições do pesquisador sobre as emoções dos animais, Waal contribui com o tratamento ético dos animais.
Aproximadamente 350 animais foram resgatados com vida após o desastre em Brumadinho, Região Metropolitana de BH. Estima-se que o rompimento da barragem da mineradora Vale tenha causado direta e indiretamente a morte e destruição de milhões de espécies de animais, plantas e árvores.
Rios, lagoas e lençóis freáticos foram contaminados com rejeitos tóxicos e só o tempo poderá dizer se os danos são ou não reversíveis. Entre os animais resgatados estão cães, gatos, bovinos, equinos, aves e répteis. Eles receberam cuidados de veterinários e psicólogos.
Entre as equipes responsáveis pelos salvamento dos animais estão a Brigada Animal, coordenada pelo CRMV MG, a Fraternidade Federação Humanitária Internacional (FFHI), além de bombeiros, voluntários, ativistas e protetores de animais.
O balanço foi feito pela Vale, que após pressão de ativistas em defesa dos direitos animais, montou um hospital de campanha para atender e acolher os animais. Um sítio foi alugado e todos os suprimentos necessários reunidos.
No local os animais tomaram banho, receberam atendimento veterinário e muitos já tiveram a oportunidade de reencontrar seus tutores através de um catálogo online criado pela mineradora.
Infelizmente, enquanto alguns se dedicam a salvar, ainda há aqueles que de forma inconsciente desrespeitam e ignoram os direitos animais. Segundo um balanço feito pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), maus-tratos a animais crescem assustadoramente em Minas Gerais. Um exemplo disso foi registrado no último domingo (03).
Uma equipe da Polícia Militar do Meio Ambiental resgatou 33 cães vítimas de maus-tratos e exploração em propriedades rurais da cidade de Araxá, em Minas Gerais. Segundo os militares, os cachorros eram forçados a participar de caçadas de animais silvestres.
Os cães foram encontrados durante uma operação de repressão à pesca e à caça nos povoados de Antinha, Vira Cuia e Mandioca. Maltratados e negligenciados, eles foram encaminhados para o Canil Municipal de Araxá, onde receberão cuidados veterinários.
Os responsáveis pelos animais serão autuados por crime ambiental. Uma arma foi apreendida e uma pessoa detida.
Além da crueldade, o matadouro situado às margens da Transamazônica também contaminou o solo ao descartar partes de animais mortos (Fotos: Getty/MPPA)
Em Medicilândia, no Pará, um matadouro localizado no km 90 da rodovia BR-230 abate animais a marretadas, de acordo com informações do Ministério Público do Pará (MPPA), que denunciou a situação e ajuizou uma ação contra o proprietário e a prefeitura.
Além da crueldade, o matadouro situado às margens da Transamazônica também contaminou o solo ao descartar partes de animais mortos. Um relatório da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) confirmou que o abatedouro não deveria estar em funcionamento.
A ação do MPPA exige o fechamento definitivo do matadouro, a descontaminação do solo e o pagamento de multa de R$ 200 mil.