Polícia registrou 214 casos de maus-tratos a animais em 2018 em MS

A polícia registrou 214 casos de maus-tratos a animais em 2018 no estado de Mato Grosso do Sul, segundo dados do Núcleo de Estatísticas e Análise Criminal da Superintendência de Inteligência da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Foram 75 casos em Campo Grande e outros 139 em municípios do interior do estado.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

Em comparação com o ano anterior, houve aumento no número de casos. Em 2017, foram 50 em Campo Grande e 109 em outros municípios. De janeiro a 20 de fevereiro deste ano, já foram contabilizados nove casos na capital e outros 29 no interior. Dentre eles, o de envenenamento de cães e gatos no bairro Santo Antônio, em Campo Grande. As informações são do Correio do Estado.

Uma das vítimas dos casos de envenenamento em Santo Antônio, ocorridos em 15 de fevereiro, foi a cadela Gordinha, da raça chow chow. “É lamentável! Ela fazia parte da casa”, comentou, à época, a tutora do animal, uma auxiliar administrativa de 31 anos que prefere não ser identificada. Os casos revoltaram moradores da região e motivaram uma pet shop a emitir um alerta pelas redes sociais sobre o assunto. O estabelecimento havia atendido quatro animais vítimas de envenenamento – todos morreram.

Dentre todos os casos de maus-tratos registrados no estado, o mais recorrente foi a rinha de galo. Segundo a Polícia Militar Ambiental, 65 infratores foram autuados e 215 galos foram resgatados, em seis ocorrências. Multas aplicadas somaram R$ 1.573.500,00, sendo R$ 1,542 milhão apenas no município de Campo Grande.

Em 2017, 75 pessoas foram autuadas por maus-tratos no estado e R$ 1.595.700,00 foram aplicados em multas.

Especialistas ensinam a lidar com o luto do animal que perdeu um tutor

‘Nala também te espera’: assim a irmã do jogador Emiliano Sala, Romina, emocionou seus seguidores em uma rede social

Parada, olhando para o horizonte, Nala espera Emiliano. A cena se repete com Nina, que aguarda Ricardo chegar no meio da noite, como faz há três anos. Nala e Nina desejam que seus tutores queridos – respectivamente, o jogador argentino Emiliano Sala e o jornalista Ricardo Boechat – voltem, algo que não pode mais acontecer, pois eles morreram recentemente em acidentes aéreos.

As fotos das cadelas à porta, compartilhadas nas redes sociais, emocionaram milhares e reacenderam dúvidas: é possível que os animais vivam o luto? E, se sim, como os humanos devem ajudá-los? Essas questões vinham sendo discutidas desde dezembro de 2018, quando Sully, o cão de companhia do ex-presidente dos Estados Unidos George Bush (pai), apareceu prostrado no velório do tutor.

O luto animal ainda é pouco estudado, mas há consenso de que bichinhos sofram tristeza pela ausência momentânea (no caso de viagens, por exemplo) ou permanente de alguém ou de algum animal próximo. Pesquisas também comprovam que os animais podem ter depressão.

“A psicologia animal está investigando o tema, mas alguns sentimentos são entendidos como humanização: o luto é algo humano, de apego emocional após um elo construído. Nesse formato, não se conhece nada nas espécies animais, mas vemos que cães, gatos e até animais silvestres demonstram carinho e dependência e que, na perda do tutor ou do companheiro, podem ter depressão – esta, sim, uma patologia reconhecida, que pede tratamento psicoterápico”, diz a médica veterinária Fabíola Paes Leme.

Ela explica que cães abandonados também podem apresentar a doença, bem como os que lidam com a chegada de outro animal ou de um bebê a seu lar. “Há cães que, inclusive, morrem por depressão. Parece extremo, mas a dor do abandono traz efeitos físicos, e esse sofrimento é tão grande quanto o nosso”, diz.

Ajuda. Para evitar que o quadro se agrave, é preciso manter atenção ao comportamento dos animal: além de ficarem apáticos, eles podem parar de brincar, comer menos ou não comer por dias.

Não há “cartilha” do que fazer para ajudá-los, já que cada animal tem suas peculiaridades, e muitos até saem do luto sozinhos. “Eu perdi minha cachorrinha mais velha há alguns dias, e a filhotinha dela ficou triste, começou a se esconder, parou de comer. Nessa fase, passei a levá-la para o trabalho alguns dias”, diz Fabíola, que também cita alternativas que simulem companhia, como manter o rádio ligado ou uma pelúcia.

Os especialistas explicam que a situação pode ser pior entre animais que nunca viveram sozinhos: foi também o caso de Elvis, cachorrinho da jornalista Letícia Damasceno, que perdeu seu irmão, Raul, por um mal súbito, em dezembro. Eles, juntos de outra cachorrinha, Nazaré, foram adotados com um mês de vida e conviveram por quase dez anos.

“O Elvis ficou muito prostrado quando voltei pra casa sem o Raul. Ele teve dificuldade para voltar à vida normal, para comer. A fase crítica já passou, mas acho que até hoje ele não está normal, um pouco da alegria acabou indo. A Nazaré demonstra menos”, conta. Uma atitude que Letícia tomou, além de intensificar carinho e atenção, foi organizar uma viagem de férias em que pudesse incluir os dois animais, que aproveitaram a distração.

O adestrador da Leau Pet, Augusto Lavinas, defende a prevenção como melhor saída, mas também diz que, no geral, é importante manter a rotina do animal que ficou, inclusive deixando a mesma casinha que o animal dividia com o outro – o cheiro ajuda a manter a familiaridade. Por outro lado, ele defende mudanças pontuais. “A previsibilidade é importante principalmente para os cães, mas, se o cachorro fica esperando o tutor, como no caso do Boechat, é interessante colocar alguma coisa, tipo um passeio no horário”, ensina.

Ricardo Boechat se autodeclarava avô de Nina, que entrou na família em 2016; após sua morte, sua esposa, Veruska, revelou que a cadelinha segue à sua espera

Prevenção é a melhor alternativa

Agir antes da morte de um tutor ou de um animal que conviva com outros é a melhor alternativa para garantir que o luto animal não se prolongue. Quem defende isso é o adestrador da Leau Pet, Augusto Lavinas, que fala sobre a importância de estimular a individualidade do animal, sobretudo de cães, naturalmente mais propícios à dependência.

“A socialização é feita nos quatro primeiros meses do cão. Há estudos que mostram que nesse período ele deveria conhecer 150 pessoas, além de outros animais”, comenta. “Também é importante colocar desafios na sua rotina, como alimentá-lo fora da vasilha, no joão bobo, para ele ter uma dificuldade e aprender a lidar com frustrações, com perdas e mudanças”, explica.

Além disso, o tutor precisa criar hábitos para cada animal, sair para passear só com um, levar ao veterinários sozinho: “Caso contrário, se um animal morre, todos vão sentir muito se faziam tudo juntos”, explica o adestrador.

Se o tutor mora sozinho com o cão, Lavinas também orienta que é importante anotar as brincadeiras e alimentos favoritos para que, “no caso de uma fatalidade, o animal não sofra com mudança, além da perda do tutor”.

Métodos aliviam dificuldades

Caso o animal não se recupere sozinho após a perda de um tutor ou de um companheiro animal, nem com a ajuda de outro humano, pode ser preciso procurar um especialista. Adestradores, terapeutas e veterinários utilizam diferentes métodos.

Quando houver a obrigação de mudança de residência do animal, por exemplo, o adestrador Augusto Lavinas sugere o uso de feromônios sintéticos – que dão a gatos e cães um odor familiar.

Terapias alternativas também geram alívio, conforme explica a médica veterinária Mariana Malacco, especialista em métodos como acupuntura e florais de Saint Germain. “Os animais, os tutores e o ambiente formam um sistema. Então, o tratamento não pode ser exclusivamente de um elemento, a gente precisa tratar cada item pra que tudo fique mais harmônico”, analisa.

“Algumas ferramentas muito benéficas são os florais. Eu uso o sistema de Saint Germain, que são medicações vibracionais que atuam nos corpos sutis dos seres. Outro método interessante é o Theta Healing, ferramenta quântica para acessar um campo energético do animal e identificar os pontos que estão dificultando a recuperação dele”, diz.

Porém, Mariana reforça a necessidade de experimentar o luto naturalmente. “Assim como todos os outros sentimentos, por mais dolorosos e difíceis de serem encarados, eles precisam ser vividos por nós e pelos nossos animais. Estamos aqui para ter experiências, e todas elas são importantes para a nossa evolução e a deles”, avalia.

Coisa de cinema?

Ficção. Em 2010, o longa “Sempre ao Seu Lado” registrou a história de Hachiko, um cão da raça akita adotado por um professor (Richard Gere), que, após a morte do tutor, segue esperando-o na estação de trem.

Realidade. O longa foi inspirado na história ocorrida no Japão em meados dos anos 20. Hachiko ganhou até uma estátua no país.

Sugestões de o que fazer se o animal…

– Não come a ração. Introduza alimentos mais úmidos ou petiscos. Caso a falta de apetite persista, procure um especialista.

– Fica antissocial. Aumente o carinho. Caso não possa estar presente, deixe uma pelúcia ou uma roupa sua na casinha e tente manter rádio ou TV ligados. A alternativa de adotar um novo animal deve levar em conta o comportamento natural do atual animal e do novo.

– Espera pelo tutor que morreu. Crie um novo hábito para aquele horário.

Fonte: O Tempo

PL quer proibir coleiras que dão choques em animais

Coleiras que dão choque são comercializadas livremente atualmente (Foto: Amicus Inovações/Facebook)

O Projeto de Lei (PL) 1.113/2019, de autoria do deputado federal Célio Studart (PV-CE), quer proibir em todo o Brasil o comércio de coleiras que dão choques em animais. Esse tipo de dispositivo é alvo de críticas de manifestantes que lutam pelos direitos animais.

Atualmente, as coleiras são comercializadas em lojas físicas e online. A cidade de Recife (PE) já conta com leis específicas que proíbem o comércio da coleira. Outras, como o Rio de Janeiro (RJ), ainda tentam proibir. De acordo com o parlamentar, países como o Reino Unido também já aboliram o uso desse tipo de coleira.

“Saliente-se que esta proposição legislativa é mais um mecanismo para o avanço nas políticas públicas para animais no Brasil, tendo em vista que almeja evitar o uso de métodos ultrapassados e cruéis, que causam dor e sofrimento aos animais, como as coleiras de choque, por exemplo”, justifica Studart.

Ademais, o parlamentar usa como base o artigo 225 da Constituição Federal. Segundo o texto da Constituição, “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”, o que, segundo Studart, também diz respeito ao bem-estar animal.

As coleiras que dão choque são vendidas com o objetivo de domesticar o animal. Algumas dessas ferramentas visam impedir que os cachorros façam muito barulho. O site Adestrador Online criou uma campanha virtual para tentar pressionar parlamentares a proibirem o comércio da coleira. No entanto, a iniciativa conta ainda com menos de 4 mil assinaturas.

“Para os críticos das coleiras de choque, elas representam formas inaceitáveis de treinamento para a modificação de comportamentos indesejados, uma vez que tem potencial de causar dor e não possuem vantagens em relação ao treinamento através da recompensa, que, por sua vez, não traz risco algum ao bem estar animal”, explica o abaixo-assinado.

De acordo com um estudo publicado em 2014, ao fim de treinamento de cães, com o uso e sem o uso de coleiras eletrônicas, não foi possível destacar benefícios consistentes com relação à aplicação de choques em cachorros. No entanto, houve um aumento na preocupação com o bem-estar do animal.

Outra pesquisa, publicada em 2015, aponta que os cães reconhecem emoções, assim como os humanos. O estudo indica que cães podem extrair e integrar informações emocionais, tornando-se mais dócil ou mais agressivo diante de certo tipo de comportamento.

Outros projetos

O PL 1.113/2019 não foi o primeiro projeto impetrado com o objetivo de proteger o bem-estar animal. Outro PL impetrado nesta legislatura foi o 48/2019, de autoria do deputado federal Fred Costa (Patri-MG). O projeto quer criar um Disque Denúncia de maus-tratos e abandono de animais.

Dois dos principais projetos de lei que visam a defesa dos animais são o PL 215/2007, de autoria do ex-deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que institui o Código Federal de Bem-Estar Animal, que conta com 49 PLs apensados a ele; e o PL 11.210/2018, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que objetiva elevar a pena por maus-tratos aos animais, e conta com 23 PLs apensados a ele.

De acordo com o projeto de Tripoli, o Código Federal de Bem-Estar Animal seria um conjunto de diretrizes e normas para, entre outros objetivos, prevenir, reduzir e eliminar as causas dos sofrimentos físicos e mentais de animais. Segundo o site da Câmara, ainda está sendo aguardada a criação de uma Comissão Temporária pela Mesa Diretora para analisar a proposta.

Enquanto isso, o projeto de Randolfe Rodrigues quer elevar a pena de maus-tratos aos animais para a detenção de um ano a quatro anos, além da possibilidade de aplicação de multa. Atualmente, a pena é de três meses a um ano, além da multa. O projeto ainda aguarda a designação do relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Fonte: Opinião e Notícia

Natureza em Forma promove adoção de animais neste fim de semana em SP

Divulgação

Quem mora em São Paulo e não vai viajar no fim de semana de Carnaval terá a chance de conhecer e levar para casa um novo amigo. A Associação Natureza em Forma realiza neste sábado e domingo (2 e 3 de março) mais um evento de adoção na Matilha Cultural.

Os visitantes serão recebidos com muitas lambidas e rabos abanando dos cães que ficam soltos no espaço, permitindo maior interação com o público. Também haverá lindos gatinhos esperando por uma nova família. Todos os animais já castrados, vacinados e vermifugados, prontos para viver em um lar de verdade.

Esta é uma oportunidade de também conhecer melhor o trabalho da ONG, que está com uma campanha de ampliação do seu centro veterinário, onde realiza atendimentos a preços acessíveis, com toda renda destinada à manutenção dos animais acolhidos pela entidade.

O evento de adoção da Associação Natureza em Forma acontece das 10h às 20h. A Matilha Cultural fica na rua Rêgo Freitas, 542 – Centro (próximo à praça Roosevelt). Mais informações: (11) 3151-2536.

Protetoras fazem apelo para cuidar e alimentar 60 animais em Itaquaquecetuba (SP)

Silmara
silcabral@yahoo.com.br

Divulgação

As protetoras Katia e Paula cuidam sozinhas de 40 cães e 20 gatos na cidade de Itaquaquecetuba, na Região Metropolitana de SP.

Elas precisam de ajuda e fazem um apelo por doações de ração, medicamentos e apadrinhamento dos animais, além de adoções.

Quem puder ajudá-las entre em contato com a Paula através do telefone: 11 94060-5977.

Foto captura momento em que filhote resgatado de canil descobre a liberdade

Filhote de cão se deslumbra perante a liberdade recém adquirida | Foto: National Mill Dog Rescue/Facebook

Filhote de cão se deslumbra perante a liberdade recém adquirida | Foto: National Mill Dog Rescue/Facebook

Filhotes de cães nos remetem à imagens ternas, figuras doces com imensos olhos carentes, rabinhos alegres abanando sem parar e narizes molhados acompanhados de patinhas saltitantes. Há uma razão pela qual associamos filhotes de cachorro com felicidade e fofura: é quase impossível ver um deles e não se comover. Embora as afirmações acima sejam verdadeiras, a triste realidade é que a vida dos filhotes nem sempre é tão divertida e feliz.

Os cãezinhos fofos que vemos nas vitrines das pet shops e feirinhas de venda de animais vem de fábricas de filhotes. Estas indústrias são instalações unicamente construídas para criação em grande escala, onde os cães são tratados como mercadorias com o único objetivo de venda. Cães reprodutores são mantidos em pequenas gaiolas de arame pela vida toda, privados de qualquer tipo de assistência médica – e até mesmo das necessidades básicas como água e comida limpas e na quantidade adequada.

Esses filhotes nunca saberão o que é correr livre pela grama ou vão experimentar o simples prazer de uma cama confortável para dormir. O aspecto mais abominável de tudo isso é o fato de que a venda desses filhotes alimenta a própria indústria da reprodução de animais. Na vitrine o que esta exposto são apenas cachorrinhos doces e bonitos, mas o que não se pode ver é a quantidade incalculável de sofrimento e abuso por trás daquele animal e sua história até ali.

Este pequeno e indefeso ser mostrado na foto está sob os cuidados do abrigo – e também equipe de resgate – National Mill Dog Rescue, onde cães como ele, resgatados de criadores de animais para venda, receberão todo o cuidado de que precisam antes de serem adotados por uma família e encontrarem um lar definitivo. Graças a pessoas como essas, este cão e inúmeros outros finalmente terão a oportunidade de aprender o que significa ser amado e cuidado – a vida que todos os cães realmente merecem.

A indústria de criação de filhotes é cruel e inescrupulosa, movida única e exclusivamente pela ambição e pelo dinheiro ao custa de milhares de vidas inocentes e indefesas.

A adoção de um cão é um ato de amor, oferecer um lar àquele que precisa de uma família, ao comprar um animal o indivíduo está colocando preço em uma vida, tratando o cão como um produto e o pior de tudo: alimentando um comercio criminoso e desprezível.

Em prol dos animais, lei proíbe fogos barulhentos em Araguari (MG)

Um projeto de lei que proíbe a queima de fogos de artifício barulhentos foi sancionado em Araguari (MG). De autoria do vereador Jander Patrocínio (PSB), a lei foi publicada no Correio Oficial. O objetivo é proteger os animais, que sofrem com o barulho dos fogos, e também pessoas idosas e bebês. A lei passará a ser aplicada em 2020, com multa para reincidentes na infração.

(Foto: Pixabay)

No dia da votação do projeto, o parlamentar levou cachorros ao plenário para tentar conscientizar os demais vereadores a respeito do estresse que o barulho dos fogos causa neles devido à audição mais aguçada. Jander lembrou também do sofrimento dos autistas.

“As pessoas com autismo têm muitas dificuldades. Com barulho intenso precisam de acompanhamento”, afirmou o vereador. As informações são do portal G1.

O vereador lembra que a lei não impede o uso de qualquer explosivo, apenas os barulhentos. Sendo assim, os fogos com efeitos visuais, sem estampidos, permanecem liberados, assim como os que produzem pouca intensidade de barulho.

De acordo com a medida, os fogos exclusivamente do tipo colorido, com baixo impacto sonoro, poderão ser usados em comemorações esportivas e religiosas, festas juninas e similares, desde que, em nenhuma hipótese, ultrapasse o tempo máximo de duas horas, com intervalos mínimos.

A lei, segundo o prefeito Marcos Coelho, atende a recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma que sons com mais de 55 decibéis podem estressar e prejudicar a saúde. Os que estão acima de 85 decibéis podem causar perda da audição, especialmente acima de 120 decibéis. Os fogos de artifício com estampidos ultrapassam 150 decibéis.

Punição

Em caso de descumprimento da lei, a Polícia Militar Ambiental comparecerá ao local de soltura dos fogos e aplicará uma advertência. Em caso de reincidência, será aplicada multa de R$ 1 mil por cada fogos usado.

O dinheiro arrecadado será direcionado ao Conselho Municipal de Proteção aos Animais. “Até que a lei passe a valer, estamos trabalhando na conscientização”, completou Jander.

Homem preso pela morte de 40 animais paga fiança e é liberado em PE

O homem que foi preso na terça-feira (27), em Fernando de Noronha (PE), pela morte de pelo menos 40 animais, entre cães e gatos, pagou a fiança estipulada em R$ 10 mil pela polícia e foi liberado, no mesmo dia. Fernando Ferreira da Silva Filho responderá ao inquérito em liberdade.

Segundo denúncia feita à polícia, cães e gatos encontrados em ruas eram mortos — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo

Testemunhas denunciaram Fernando pela morte dos animais. Ele foi autuado em flagrante, segundo o delegado Luiz Alberto Braga, pelo crime de maus-tratos. As informações são do portal G1.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que frascos com o veneno chumbinho e ração foram encontrados na casa do homem, que prestava serviço à administração da ilha, era agente de vigilância e saúde e responsável pelo canil público.

Ração e veneno foram encontrados na casa do homem — Foto: Luiz Alberto Braga/Divulgação

“Ele matava com pauladas e também com injeções. Temos testemunhas e também imagens”, disse o delegado.

O contrato de Fernando, com vigência em 2020, na administração pública de Fernando de Noronha foi rescindido na quarta-feira (27). A demissão foi anunciada através de nota oficial divulgada pelo administrador da ilha, Guilherme Rocha.

“Os fatos são notórios e nos deixaram numa situação insustentável, o que nos levou à demissão do funcionário. Ficamos tristes, pois é uma conduta veementemente combatida pela Administração de Noronha. Maus-tratos contra animais não são permitidos”, afirmou Guilherme Rocha.

Nota oficial — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo/Reprodução

Incêndio atinge área de proteção ambiental e mata animais na Bahia

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de proteção ambiental na zona rural de Eunápolis, na Bahia, na noite de terça-feira (26). Os bombeiros foram acionados e levaram quatro horas para apagar o fogo.

Foto: Reprodução/ TV Santa Cruz

A Secretaria do Meio Ambiente do município afirmou que as chamas tiveram início na localidade de Ponto do Maneca e destruíram árvores de grande porte, atingiram a nascente do Córrego do Onça e mataram animais queimados, como tatus, macacos e aves.

As casas de moradores da região não foram atingidas por pouco. As causas do incêndio ainda são investigadas. As informações são do portal G1.

Outro caso

Em Trancoso, distrito de Porto Seguro, também na Bahia, um incêndio em uma área de mata se estende por alguns dias. Oitenta quilômetros de vegetação já foram queimadas, segundo estimativas do Corpo de Bombeiros.

O Vale dos Búfalos foi devastado pelo incêndio, assim como trechos de mata fechada. Brigadistas e bombeiros de várias cidades tentam combater as chamas.

No domingo (24), um bicho-preguiça foi resgatado na região ao tentar fugir do incêndio.

Homem é preso pela morte de pelo menos 40 animais em Pernambuco

Um homem foi preso em flagrante na terça-feira (26) em Fernando de Noronha (PE) pela morte de pelo menos 40 animais, entre cachorros e gatos. Ele mora na ilha, é agente sanitário e trabalha no canil público. A prisão ocorreu após denúncias de envenenamento de cães.

Foto: Pixabay

“O procedimento inicial é pela morte de dois cães, mas temos informações que esse homem tenha assassinado pelo menos 40 animais. Ele fazia uma espécie de controle de cães e gatos, que eram abandonados. O acusado matava sem autorização, na rua e nas dependências do canil”, afirma o delegado Luiz Alberto Braga. As informações são do G1.

De acordo com as investigações, o homem variava a forma de matar os cachorros e gatos. “Ele matava com pauladas e também com injeções. Temos testemunhas e também imagens. Na casa do acusado, encontramos ração com veneno (chumbinho). Ele foi preso em flagrante pelos dois crimes do final de semana. Nós estipulamos uma fiança de R$ 10 mil, os familiares têm até quarta-feira (27) para fazer o pagamento para que ele seja liberado ”, diz o delegado.

Caso a fiança seja paga, explica o delegado, o homem irá responder ao processo em liberdade e deverá se apresentar ao juiz quando solicitado. Caso o pagamento não seja feito, ele será transferido para Recife, onde passará por audiência de custódia.

A assessoria de imprensa da administração da ilha afirmou que o governo está à disposição da Justiça para oferecer explicações, caso necessário, já que o canil é de responsabilidade do poder público.

Outro caso

Em outubro de 2018, o gato Back, conhecido por pegar objetos dos vizinhos e levar para casa, foi encontrado morto em Fernando de Noronha.