Las Palmas proíbe circo com animais

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A cidade de Los Palmas, localizada a nordeste da ilha de Gran Canária, na Espanha, aprovou uma nova lei de proteção animal que proíbe exploração de animais em circo e tipifica crimes de maus-tratos contra animais domésticos.

Los Palmas não atualizava suas leis em relação à proteção animal há mais de 20 anos e aprovação do texto é uma vitória para ativistas em defesa dos animais. As novas normativas determinam castração obrigatória, regulamentação da venda de animais, microchopagem e aumento da punição em caso de maus-tratos.

Determina também que em casos de atropelamento, a responsabilidade pelo resgate do animal é dos condutores dos veículos, proíbe que animais sejam mantidos presos e também que sejam submetidos à altas e baixas temperaturas. A nova lei determina também que animais só podem ser sacrificados como último recurso.

Animais são encontrados em situação precária em “fazenda dos horrores”

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No final de 2018, a ONG espanhola Equalia denunciou a situação degradante em que animais estavam sendo mantidos em uma propriedade rural em Múrcia, na Espanha. Cães, cordeiros, ovelhas e outras espécies viviam em meio a fezes, urina e sem alimento. Na última sexta-feira (22), uma operação conjunta entre a ONG Equalia e a Asociación Abrazo Animal resgatou os animais.

Uma representante da ONG Equalia afirmou que o mau cheiro que exalava da fazendo devido ao acúmulo de lixo era esmagador. Os animais viviam em uma área repleta de lixo e sujeira em meio a excrementos e lama. No local também havia alimentos apodrecidos e outros animais em decomposição.

Os animais estavam muito magros e debilitados. Cordeiros e ovelhas apresentam má formação óssea e doenças. Foram resgatados gatos, cães, coelhos, galinhas, tartarugas e pombos em péssimas condições. Eles receberam cuidados veterinários e serão abrigados por diferentes protetores, segundo informações do portal ABC.

homem tentando puxar o golfinho de volta para a água

Vídeo mostra homem tentando salvar golfinho encalhado na praia

Paul Gardiner, de 45 anos, avistou o animal se contorcendo em agonia enquanto corria perto de uma praia em Kleinemond, no Cabo Oriental da África do Sul.

homem tentando puxar o golfinho de volta para a água

Foto: Caters News Agency

Gardiner, que atualmente vive em Surrey e trabalha na Academia de Sobrevivência Bear Grylls, disse que só pensava no bem-estar do golfinho quando foi salvá-lo, embora a costa onde o animal estava encalhado fosse extremamente perigosa.

Após passar 90 minutos desesperadamente tentando levar o golfinho de volta para a água, os maiores esforços de Gardiner não foram suficientes visto que o animal infelizmente morreu de exaustão.

“Eu estava a cerca de seis quilômetros da minha corrida quando notei o golfinho encalhado na areia. O tempo estava muito tempestuoso, então presumi que foi o causou o infeliz acontecimento e achei que estava morto.”

“Mas quando subi e vi que ainda estava vivo, foi meu instinto natural ajudá-lo apesar dos perigos potenciais.

“Apenas 20% dos animais selvagens continuam a viver depois de encalhados na praia. Eu cresci em torno de animais, então fico facilmente ligado a eles. Eu fiquei muito emocionado quando não consegui, foi muito difícil ir embora.”

Rainer Schimpf, da AB Marine and Expert Tours, ouviu falar do caso infeliz e aplaudiu os esforços de Gardiner para salvar o golfinho.

Ele disse: “Paul fez o melhor que pôde, mas segurança para humanos é sempre o número um – ele teria colocado sua própria vida em perigo se tivesse nadado com o golfinho mais fundo na água.”

“Este vídeo mostra que existe uma conexão entre os golfinhos e os seres humanos e que podemos sempre tentar fazer o nosso melhor ajudando uns aos outros.”

Plástico transforma o oceano em um campo minado para os animais

O plástico é responsável por causar um imenso dano aos animais marinhos e ao meio ambiente. O albatroz morto com o estômago repleto de detritos, a tartaruga presa em anéis de latas de cerveja, a foca emaranhada em uma rede de pesca são alguns dos casos de animais prejudicados pelo plástico.

Foto: JORDI CHIAS

Num vídeo divulgado no YouTube, um biólogo em um barco ao largo da Costa Rica usa um alicate suíço para retirar um canudo da narina de uma tartaruga-oliva. O animal se debate, aflito, sangrando. As imagens foram vistas mais de 20 milhões de vezes. O canudo media 10 centímetros. As informações são do National Geographic Brasil.

Os danos aos animais, porém, nem sempre são tão visíveis como no caso da tartaruga. Prova disso é o que acontece com as pardelas-de-patas-rosadas, aves marinhas que nidificam em ilhas perto da costa da Austrália e da Nova Zelândia. A espécie é a que mais ingere mais plástico, em proporção à massa corporal, entre todos os animais marinhos. De toda a população numerosa dessa ave, 90% dos filhotes já ingeriram algum tipo de plástico. Se o material perfura o intestino da ave, a morte é certa. Quando o animal sobrevive, ele enfrenta a fome crônica.

Foto: JOHN CANCALOSI

“O mais triste de tudo é que estão ingerindo plástico pensando que é comida”, afirmou o biólogo marinho Matthew Savoca. “Imagine que você acaba de almoçar e depois continua se sentindo fraco, letárgico e esfomeado pelo resto do dia. Isso seria muito confuso”, completou.

Desnutridas e com pouca energia, as aves voam cada vez mais longe, realizando grandes esforços na tentativa de encontrar alimentação nutritiva, mas só conseguem plástico para alimentar os filhotes.

Peixes como as anchovas também sofrem com o plástico. Quando os detritos estão recobertos por alga, eles têm o mesmo cheiro do alimento normal desses peixes, e os atrai.

Foto: SHAWN MILLER

O plástico é resistente, tem alta durabilidade e boa parte ele flutua. “Os objetos de uso único são os piores. Nada se compara a eles”, afirmou Savoca ao se referir a canudos, garrafas de água e sacolas de compras.

Apesar dos estudiosos ainda não terem compreensão total do impacto a longo prazo do plástico na fauna silvestre, sabe-se que cerca de 700 espécies de animais marinhos já ingeriram material plástico ou ficaram presas nele. Os primeiros casos documentados da ingestão de plástico por aves marinhas são de 74 filhotes de albatroz-de-laysan encontrados, em 1966, em um atol do Pacífico. Na época, a produção mundial de plástico era aproximadamente um vigésimo da atual.

Após morte de cachorro, tutor funda cemitério para animais na Alemanha

Após a morte de um cachorro, Ralf Hendrichs decidiu fundar um cemitério para animais na Alemanha. O local, administrado por ele há 16 anos, foi construído em um grande terreno após Hendrichs descobrir que, após deixar o corpo do seu cachorro em uma clínica veterinária, ele foi triturado. Na busca por um destino melhor para os animais após a morte, ele criou o cemitério de Tierhimmel, o único na Alemanha que propõe enterros e cremações para animais e também oferece apoio psicológico para os tutores.

Túmulo de animal no cemitério de animais de Tierhimmel – AFP

“Muitas vezes vemos cenas muito tristes aqui”, reconhece Hendrichs. “As pessoas choram muito […] entram em choque e às vezes têm ideias suicidas”, completa. As informações são da AFP.

Com 10 mil m², o cemitério localizado em Teltow, ao sul de Berlim, oferece lenços de papel, disponíveis em todos os locais do estabelecimento, para os tutores. Na chamada “sala silenciosa”, fotos dos animais que partiram são colocadas na parede.

Quando é preciso, o cemitério também oferece ajuda aos tutores. “O trabalho de acompanhamento no luto é imenso. É preciso ouvir e levar as pessoas a sério”, explica Hendrichs. “Temos uma veterinária com formação em psicologia que organiza discussões em pequenos grupos”, explica.

De acordo com o dono do cemitério, o cachorro ou gato que divide a vida com uma família não é apenas um animal, “mas um companheiro, um membro da família”, que merece ser enterrado com “dignidade”.

“Enorme vazio”

Tutor do gato Hiro, Sebastian Oehlandt, de 27 anos, vai três vezes na semana ao cemitério para visitar o túmulo do animal, que o “acompanhou por quase 15 anos”.

“De repente, houve um enorme vazio”, conta Oehlandt, que é tutor de outro gato.

O vazio também é sentido por Karla Lemke, de 63 anos, que perdeu um cachorro da raça pinscher. O túmulo do animal é o mais decorado e colorido do cemitério. “Há 14 meses ele morreu. Venho aqui todos os dias, duas vezes por dia”, diz.

Censo animal

Os lares alemães contam atualmente com 34,3 milhões de animais domésticos. Cerca de metade das casas tem um animal, em comparação com um terço há 10 anos.

“Um animal doméstico como companheiro social, sobretudo para os solteiros, é cada vez maior em nossa sociedade”, afirma o presidente da IVH Georg Müller em um estudo.

Os serviços prestados pelo cemitério aumentaram de 120, no primeiro ano, para mais de 4 mil atualmente – sendo 3,5 mil cremações e 500 enterros.

Para ter um túmulo individual no cemitério é preciso pagar 180 euros por dois anos renováveis. A cremação custa de 105 a 370 euros, dependendo do peso do animal. O local vende também urnas e objetos personalizados, como a pegada da pata do animal em gesso, um medalhão com cinzas e até um diamante sintético criado a partir das cinzas do animal morto – o último, vendido a partir de 2.500 euros. “Assim, os tutores podem ter seu ex-parceiro sempre perto”, diz Hendrichs.

O sonho de Hendrichs é fundar um cemitério no qual as cinzas dos animais e dos tutores possam ser enterradas juntas. “Temos muitos pedidos há anos”, concluiu.

Governador veta projeto que prevê resgate de animais em estradas de Goiás

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), vetou o projeto de lei, de autoria do deputado Virmondes Cruvinel (PPS), que obrigava empresas concessionárias de rodovias a resgatar e prestar socorro a animais acidentados nas estradas administradas por elas.

(Foto: Reprodução/ Fernando Tatagiba)

A justificativa do governador para vetar o projeto é a elevação do custo correspondente aos serviços prestados pelas concessionárias, o que, segundo ele, afetaria o equilíbrio econômico e financeiro dos contratos. As informações são do portal Mais Goiás.

De acordo com Caiado, haveria também jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) que teria decidido em desfavor de matérias de semelhante teor, apresentadas por outros estados do país.

A matéria volta, agora, ao parlamento em forma de veto. Os deputados terão 30 dias para apreciar a justificativa de veto do governador e, em seguida, irão analisar novamente a proposta. Para que o projeto seja rejeitado, é necessário maioria absoluta dos parlamentares – ou seja, 21 votos.

Futuro alimentar está ameaçado pela extinção de espécies animais e plantas

Foto: Pixabay

O futuro do fornecimento de alimentos está sob “ameaça severa” devido ao rápido desaparecimento do número de espécies de animais e plantas, disse o relatório na última sexta-feira (22).

As pessoas dependem de menos espécies para alimentação, disse a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), deixando os sistemas de produção suscetíveis a choques como pragas ou doenças, secas e outros eventos climáticos extremos devido à mudança climática.

Embora cerca de 6 mil espécies de plantas possam ser usadas como alimento, menos de 200 variedades são consumidas e apenas nove compõem a maior parte da produção agrícola mundial, disse a FAO no primeiro relatório do gênero para avaliar a biodiversidade nos sistemas alimentares.

“A perda de biodiversidade para alimentos e agricultura está minando seriamente a nossa capacidade de alimentar e nutrir uma população global em constante crescimento”, disse o chefe da FAO, José Graziano da Silva, em um comunicado.

“Precisamos usar a biodiversidade de maneira sustentável, para podermos responder melhor aos crescentes desafios das mudanças climáticas e produzir alimentos de uma maneira que não agrida nosso meio ambiente”, disse ele.

Ao analisar dados de 91 países, a FAO disse que havia “evidências crescentes” de que a biodiversidade do mundo estava sob “ameaça severa” devido à poluição, uso da água e do solo mal administrado, políticas ruins, excesso de colheita e mudança climática.

A mudança climática se tornará uma ameaça cada vez maior à biodiversidade até 2050, aumentando os danos causados ​​pela poluição e pelo desmatamento para dar lugar a plantações, de acordo com mais de 550 especialistas em relatórios aprovados por 129 governos em março do ano passado.

De insetos a ervas marinhas, crustáceos e fungos, quase um quarto das cerca de 4.000 espécies de alimentos silvestres estão em declínio, com as regiões mais afetadas sendo a América Latina, Ásia e África, segundo o relatório.

A produção global de alimentos deve se tornar mais diversificada e incluir espécies que não são muito consumidas, mas que podem estar melhor preparadas para suportar climas e doenças hostis.

“Composta pela nossa dependência de cada vez menos espécies para se alimentar, a crescente perda de biodiversidade para alimentos e agricultura coloca a segurança alimentar e a nutrição em risco”, acrescentou Graziano da Silva.

Foto: Pixabay

A diversificação também poderia ajudar a combater a desnutrição em todo o mundo, trazendo alimentos pouco conhecidos, mas altamente nutritivos, para o mainstream, como o fonio, que é um grão pequeno que é adequado para climas quentes com padrões climáticos imprevisíveis.

A ONU disse que os países devem dobrar a produtividade e a renda dos produtores de alimentos em pequena escala até 2030 para eliminar a fome e garantir que todas as pessoas tenham acesso à comida.

Uma em cada nove pessoas já não tem comida suficiente e a população mundial deve chegar a 9,8 bilhões em 2050.

 

Autora:  Lin Taylor @linnytayls

Créditos:  Thomson Reuters Foundation

Bruxelas reconhece animais como seres sencientes

Cecilia foi primeira chimpanzé libertada por Habeas Corpus. Foto: prensa.mendoza.gov.ar

O conceito de “senciência” vem sendo difundido aos poucos na tentativa de ampliar sua dimensão e atingindo a proteção animal, permitindo enxergar que se um não-humano possui a capacidade de sentir emoções ele é merecedor de uma tutela jurídica.

Recentemente o Parlamento de Bruxelas votou por unanimidade para reconhecer os animais, antes classificados como bens e bens imóveis, como uma categoria especial.

Com a nova legislação, os animais serão “seres vivos dotados de sensibilidade, interesses próprios e dignidade, que se beneficia de proteção especial”. A Bélgica também está considerando medidas semelhantes.

De acordo com a secretária de Estado de Bruxelas responsável pelo bem-estar animal, Bianca Debaets, “O objetivo final é que os animais se beneficiem, finalmente, do status legal que corresponde à sua natureza biológica”. As informações são da Animal Legal Defense Fund.

Além de Bruxelas, a França, Nova Zelândia e Quebec também alteraram suas leis para reconhecer animais como seres sencientes, em 2015.

Em setembro de 2018, a Eslováquia atualizou a definição de “animais” em seu Código Civil para refletir que eles são seres vivos, não coisas.Desde então, “os animais terão status e valor especiais como criaturas vivas que são capazes de perceber o mundo com seus próprios sentidos”

Outros países também incluíram disposições relativas à senciência animal, dignidade ou proteção em suas constituições, mais recentemente Áustria em 2013 e Egito em 2014 .

Infelizmente, nos EUA, os animais são classificados como propriedade e, na maioria das vezes, considerados “objetos” sob a lei. No entanto, algumas legislaturas estaduais abordaram a senciência animal. Por exemplo, como resultado da legislação que o Animal Legal Defense Fund ajudou a redigir e aprovar em 2013, a lei do Oregon reconhece que “os animais são seres sencientes capazes de sentir dor, estresse e medo”.

A primeira conquista

O grande marco da luta aconteceu 1993, com a criação do GAP Projeto Grandes Macacos, pelo filósofo australiano Peter Singer e por sua colega italiana Paola Cavalieri.

Cecilia foi primeira chimpanzé libertada por Habeas Corpus. Ela é a única sobrevivente de um grupo de quatro chimpanzés que morava no Zoológico de Mendoza, Argentina e foi transferida para Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba, afiliado ao Projeto GAP, local que abriga cerca de 50 outros chipanzés.

Na prática

O efeito que esse reconhecimento tem na prática nem sempre é como o esperado como no caso do elefante, “Happy”, que mora no Zoológico do Bronx, em Nova Iorque, desde 1977, e ainda espera o julgamento de seu habeas corpus para obter a liberdade.

Já em alguns países como na Argentina, as decisões têm sido favoráveis aos animais. Uma sentença da Câmara Federal de Cassação Penal reconheceu o direito à liberdade de Sandra, um orangotango, sem necessitar de alteração legislativa, mas partindo de uma interpretação dinâmica do Direito.

Na Bahia, a proteção de um chimpanzé não obteve o mesmo êxito. O juiz Edmundo Lúcio, da 9ª Vara Criminal de Salvador, negou liminar em Habeas Corpus que pedia a transferência da chimpanzé chamada Suíça, que vive em uma jaula no zoológico de Salvador, para uma reserva ecológica do GAP. Um dos argumentos do promotor Heron José Santana foi de que “a ciência já provou que os chipanzés têm capacidade de raciocínio tal qual o homem, portanto, trata-se de uma pessoa que não pode permanecer enjaulada”.

Com vitórias e derrotas, sem dúvidas, estamos na direção certa pelo fim da escravidão animal.

Abandono de animais aumenta cerca de 40% no Rio durante o verão

Cãozinho sem lar aguarda uma família em abrigo — Foto: Reprodução/TV Globo

Nos meses de verão aumenta muito o número de animais abandonados no Rio de Janeiro. Muitas pessoas que saem de férias deixam os animais para trás. Com isso, os abrigos da cidade ficam cheios de cães e gatos tristes pelo abandono e, muitas vezes, feridos pelos maus-tratos. Nesta época do ano, o abandono de animais chega a aumentar 40%.

Alguns encontram novos tutores, como é o caso de Belinha, que foi abandonada em uma caixa de papelão, mas encontrou um novo dono que ofereceu um lar e muito amor e carinho. A história de Juninho e Belinha é contada em um livro, que é um cartão de visita de um projeto chamado “Pelos de rua”, que ensina às crianças o amor e o respeito aos animais.

Mas nem sempre é isso que acontece. Infelizmente, os abandonos acontecem e desfechos como o de Belinha nem sempre acontecem.

Em função disso, diversos abrigos da cidade ficam cheios. O abrigo João Rosa, por exemplo, conta com iniciativas como a venda do livro “Juninho e Belinha” para se manter.

“Iniciativas como essa do livro acabam ajudando muito a gente porque ajuda a conscientizar as pessoas, acaba ajudando porque reverte as doações pra gente e a gente pode garantir a ração, os exames médicos desses cachorros e garantir que esses cachorros tenham uma boa qualidade de vida”, afirma a voluntária Beatriz Reis, voluntária.

“A nossa ideia é expandir, é ir cada vez em abrigos escola, onde queiram nos ouvir. Nosso trabalho é 100% voluntário e a gente vai lá falar do amor aos animais, o respeito, e ensinar as pessoas a como lidar com eles”, garante a autora Cristina Barbosa.

O filhotinho Malcon e os cinco irmãos foram abandonados com apenas três meses. Atualmente, ele está para adoção no abrigo.

“É crime e uma crueldade. Assim como você não abandonaria o seu filho porque você tá mudando de casa ou tá entrando de férias, você também não deveria abandonar um animal porque ele também é um integrante da família. O meu sonho é que os cachorros tanto daqui quanto das outras instituições, eles ganhem um lar responsável, uma lar responsável e amoroso, onde eles tenham uma vida que é o que a gente quer para todos eles, que é uma vida com amor, com cuidados e que a gente não tenha mais abandono nas ruas”, garante Beatriz.

O programa Linha Verde, do Disque Denúncia, registrou aumento 30% nos casos de maus tratos a animais. Em 2017 foram 3104 denúncias. Em 2018, 4020. O abandono tá entre os problemas mais frequentes, mas também tem denúncias de espancamento, de bichos presos e sem alimentação.

“Animais são só amor. Eles só pedem um pouquinho de carinho, de atenção de amor e mais nada. É um amor incondicional mesmo. Então, adote. Não compre um animal. A gente não compra um amigo. A gente só adota”, diz Cristina.

Para conhecer o projeto e comprar o livro é só acessar a página do “Pelos de rua” no Facebook.

Fonte: G1

Atriz Thaila Ayala pede adereço sem penas de animais para desfile de carnaval

A atriz Atriz Thaila Ayala vai desfilar pela Grande Rio no domingo (3) de carnaval na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. No entanto, participar do desfile, a atriz, que é engajada na causa animal, fez uma exigência: não quer adereços com penas de animais, devido à crueldade da indústria que trabalha com esse segmento.

Foto: Reprodução/Instagram

O biquíni cavado que será utilizado pela atriz é preto e branco, cravejado de cristais e pérolas. O estilista da escola, Bruno Cesar, que assina a peça, substituiu os adereços com penas de animais por materiais artificiais que garantem o mesmo efeito. As informações são do portal Gshow.

Thaila está morando com o noivo Renato Góes em Los Angeles, nos Estados Unidos, e veio para o Rio de Janeiro especialmente para o carnaval. No último domingo (17), ela participou de um ensaio técnico.

“Falam de mim, eu falo de paz! Vem Grande Rio, vem Carnaval 2019. Preparados?”, publicou a artista.

A Grande Rio será a terceira escola a cruzar a Marquês de Sapucaí, a partir das 23 horas, com o enredo “Quem nunca? Que atire a primeira pedra”. A rainha de bateria será a atriz Juliana Paes e as musas serão as também atrizes Carla Diaz e Erika Januza.

O sofrimento por trás de tanta beleza

Criadouros indianos, sul-africanos e chineses mantêm animais para a retirada de penas, considerada uma poderosa fonte de lucro. A beleza das penas é tão exuberante quanto seu preço. Uma pena de faisão é venda por até R$ 100.

A cobiça pelo lucro das penas é do tamanho da crueldade imposta para a sua retirada. Entre as técnicas para obter a penugem das aves está o zíper, que consiste na retirada das penas enquanto os animais permanecem imobilizados de cabeça para baixo.

O resultado está em fraturas, exposição a infecções e muita dor. Animais como o avestruz, por exemplo, vivem até 40 anos. Isso quer dizer que passarão pelo processo todos os anos até morrerem.