Moradores denunciam envenenamento de animais em Frutal (MG)

Moradores de Frutal, em Minas Gerais, denunciaram o envenenamento de cachorros e gatos no bairro José Sales Filho. Os casos preocupam a população, que teme pela vida dos animais que vivem na região.

(Foto: Pixabay / Ilustrativa)

Angela Maria Rufino era tutora de um dos cães mortos na cidade. “Não sei o motivo pelo qual estão envenenando os animais. A minha [cachorra] não deu tempo de salvar. Outro dia que eu havia saído pela manhã, tinha dois gatos mortos na esquina da minha casa também com veneno”, lamentou. As informações são do JM Online.

A moradora afirma que os animais não oferecem incomodo aos vizinhos. “A minha cachorra, por exemplo, não dava trabalho algum. Não mexia em lixo e era obediente. Os gatos também sempre ficavam dentro de casa”, disse.

O delegado regional Fabrício Oliveira Altemar lembrou que envenenar animais é crime. “A pessoa responde por crimes de maus-tratos contra os animais, previsto na lei 9.605. Desde que identificado, será conduzido para a delegacia”, explicou. Em seguida, é designada uma audiência para o acusado. “Sendo réu primário, vai ter direito à transação penal e o processo judicial vai transcorrer normalmente, até que haja uma condenação”, acrescentou.

Altemar reforçou que esse tipo de crime é realizado de forma clandestina, de forma discreta. “Se faz de forma astuta, jogando principalmente veneno misturado com uma carne ou outra comida, para que os animais comam e morram envenenados. Se houver algum suspeito, ele deve ser indicado à polícia, até mesmo de forma anônima, para que nós possamos tomar as providências necessárias”, concluiu.

Vale cria catálogo online para que tutores identifiquem e busquem animais

A Vale criou um catálogo online para que os moradores de Brumadinho, em Minas Gerais, possam identificar e buscar animais que estão sob a responsabilidade da empresa desde que foram resgatados após o rompimento de uma barragem.

(Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)

Além do site, a empresa também está atendendo os tutores de animais por telefone e pelo WhatsApp através do número (31) 99745-7906 ou ainda pela Central de Atendimento no 0800 031 0831.

Depois que uma barragem rompeu na Mina do Córrego do Feijão, a Vale criou o Hospital Veterinário Córrego do Feijão e a Fazenda Abrigo de Fauna, ambos para abrigar os animais resgatados e prestar atendimento veterinário. As informações são do Estado de Minas.

De acordo com a empresa, o hospital oferece serviços de internação e cirurgias de emergência para os animais encontrados ilhados ou presos à lama tóxica após o crime ambiental. Na fazenda, ainda segundo a Vale, há um ambulatório para atendimentos de urgência.

A empresa afirma que aproximadamente 300 animais receberam atendimento veterinário nas estruturas criadas pela Vale.

Animais são mortos e tutores suspeitam de envenenamento em MS

Animais foram mortos no bairro Santo Antônio, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A suspeita é de que eles tenham sido envenenados.

Charles (Foto: Arquivo Pessoal / Adriana Cavalcante / Correio do Estado)

Na última sexta-feira (15), um cachorro e uma gata tutelados pela pedagoga Adriana Cavalcante, de 21 anos, morreram. A tutora encontrou a gata Julieta babando e tremendo. O animal morreu minutos depois. “Foi tudo muito rápido”, lamentou. Logo depois, o cão Charles apresentou os mesmos sintomas e também morreu. “É muito triste! E está acontecendo com meus vizinhos”, comentou. As informações são do Correio do Estado.

A cadela Gordinha, tutelada por uma auxiliar administrativa de 31 anos que preferiu não ser identificada, também foi uma das vítimas. A cadela foi levada ao veterinário passando mal, mas não resistiu. Gordinha vivia com a família há mais de três anos. “É lamentável! Ela fazia parte da casa. Estamos muito tristes”, disse.

Gordinha (Foto: Arquivo Pessoal / Correio do Estado)

“Minha cachorra quase não saía de casa, quase não latia. Não sei quem está se sentindo incomodado para fazer um absurdo desses”, lamentou a tutora.

Os dois casos foram registrados na avenida Manoel Ferreira e em todos eles foi encontrada uma substância rosa próximo ao local em que os animais morreram.

Uma clínica veterinária na região, que atendeu quatro animais com sintomas semelhantes, que apesar dos esforços, morreram, fez uma publicação através das redes sociais para alertar sobre as mortes. Os veterinários perceberam que está sendo utilizada carne crua com veneno para matar os animais.

Um boletim de ocorrência foi registrado na 7ª Delegacia de Polícia Civil. Não há suspeitos de cometer os crimes até o momento.

Julieta (Foto: Arquivo Pessoal / Adriana Cavalcante / Correio do Estado)

Confira regras para transportar animais no ônibus, trem e metrô em SP

Uma lei, de autoria do deputado Celino Cardoso (PSDB), que permite o transporte de animais domésticos em ônibus, trens e metrôs de São Paulo, foi sancionada em janeiro deste ano. No entanto, para que os tutores desfrutem do serviço, é preciso obedecer a regras.

(Foto: Getty Images

No ônibus, apenas dois animais poderão ser transportados a cada viagem. No metrô e no trem não há um número especificado. É necessário estar com a carteirinha de vacinação do animal na hora do transporte. O serviço fica proibido nos horários de pico em dias úteis – das 6h às 10h e das 16h às 19h – com exceção de animal com procedimento cirúrgico agendado, sendo necessário apresentar documento assinado em duas vias por médico veterinário indicando horário, local e justificativa da intervenção médica e o registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMVSP) – uma das vias deve ser entregue ao motorista do ônibus ou a agentes de segurança dos trens e metrôs. Se necessário, o tutor deverá pagar uma passagem extra da linha de ônibus.

De acordo com a médica veterinária Juliana Didiano, se o animal estiver com alguma doença infectocontagiosa ou zoonose, o indicado é evitar o transporte público. Além de estar saudável, a profissional lembra que o animal deve estar sem pulgas e carrapatos. As informações são do Globo Rural.

O transporte do animal deve ser feito dentro de caixas adequadas, que são comercializadas em pet shops por valores que vão de R$ 40 a R$ 100. Após a sanção a lei, Vladson Rocha, gerente de uma rede nacional de lojas para animais, afirma que houve um aumento de 16% nas vendas das caixas, em comparação com o mesmo período de 2018.

Para o deputado Celino Cardoso, autor da lei, o projeto é importante, especialmente “porque evita o transporte ilegal, de forma que possa maltratar o animal”. A criação da legislação veio da necessidade de beneficiar pessoas de baixa renda que não têm condições de custear transporte particular para levar os animais ao veterinário e a passeios. A lei deve beneficiar ainda tutores que têm veículo próprio, mas que, por algum motivo, precisam usar o transporte público com o animal.

Tutora da cadela Julieta, de três anos, a jornalista Solange Santos comemorou a permissão de levar o animal, adotado aos seis meses, no transporte público. “Como não tenho carro, e uso metrô, ônibus e eventualmente o trem, vou poder levar a Julieta em consultas veterinárias ou a restaurantes que permitam animais. Além da economia que farei deixando de usar motoristas particulares quando preciso levá-la para algum lugar”, disse Solange.

Para idealizar a lei, o deputado contou com o apoio da dona de casa Simone Gatto, que é tutora de quatro gatos tetraplégicos que realizam tratamentos veterinários. Ela foi a primeira pessoa a acionar a Justiça para garantir o direito de levar animais no transporte público e lutou por oito anos até conseguir o benefício. A dona de casa uniu forças com o empresário e ativista Rogério Nagai, em uma petição feita por ele que colaborou para que o projeto de lei fosse assinado. “Agora posso tratar meus animais com o respeito que eles merecem”, afirmou Simone. A petição, que pedia acesso dos animais ao metrô, alcançou mais de 30 mil assinaturas por dia.

Simone criticou, porém, as restrições de horário. Ela conta que os tratamentos gratuitos que os gatos realizam não oferecem escolha de horário e as receitas assinadas pelo veterinário ficam retiradas na ida e, na volta, ela não consegue embarcar com o animal, o que a impossibilita de socorrê-lo em qualquer horário. Antes da lei entrar em vigor, Simone tentou embarcar no metrô com um dos gatos e foi expulsa. Na época, ela afirmou que o animal quase morreu por falta de socorro.

O objetivo de Nagai, agora, é conseguir que seja liberado o transporte de animais de qualquer tamanho e peso no ônibus, metrô e trem.

Realidade de outros países

Em Buenos Aires, na Argentina, foi aprovada, em 2016, uma lei que permite o embarque de animais no metrô. A legislação tem as mesmas regras que a sancionada em São Paulo. No mesmo ano, Madri, na Espanha, o transporte de animais no metrô também foi aprovado. Lá, no entanto, eles podem ser transportados fora das caixas, mas sempre nos últimos vagões, em horários específicos e com a regra de estarem sempre com coleiras, focinheiras e microchip. Em Victoria, na Austrália, as regras são as mesmas, com a única diferença de que cada passageiro pode embarcar com uma caixa de transporte.

Em Portugal, os animais também têm acesso ao transporte público. As regras são semelhantes a de capitais de outros países e frisam que os animais podem ocupar os bancos. Em Nova York, nos Estados Unidos, o transporte de animais no metrô é proibido, a menos que eles estejam abrigados em algum recipiente – que não é especificado pela lei, assim como o tamanho. Com as opções em aberto, os tutores levam animais, de todos os portes, dentro de bolsas.

Censo animal

A Pesquisa Nacional da Saúde (PNS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde, em 2013, e divulgada em 2015, concluiu que 44,3% dos lares brasileiros têm ao menos um cachorro e 17,7% abrigam gatos.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), de 2015, as casas têm mais animais do que crianças. Na época do estudo, os lares tinham 44,870 milhões de crianças de 0 a 14 anos.

Uma nova pesquisa deve ser divulgada no segundo semestre de 2019.

Animais em busca de adoção participam de ensaio fotográfico em MT

Cachorros e gatos em busca de novos lares participaram de um ensaio fotográfico em Cuiabá, no Mato Grosso. As fotos foram produzidas no sábado (16) por dois professores e uma estudante universitária, em parceria com a ONG Cão Cuidado Cão Amor. O objetivo é facilitar a adoção dos animais.

Foto: ONG Cão Cuidado Cão Amor/ Divulgação

O projeto foi idealizado pelos professores do curso de fotojornalismo, Rogério Florentino Pereira e Vinicius Appolari, e contou com a participação da aluno do curso Vitória Sobral. As informações são do portal G1.

A ideia é, por meio da divulgação do curso de fotografia da instituição, ajudar a entidade a doar os cães e gatos. A sessão fotográfica durou quatro horas, produziu aproximadamente 200 fotos e cerca de 15 animais foram fotografados.

De acordo com Rogério, os direitos autorais das imagens serão cedidos à ONG para divulgação dos animais.

A fundadora da entidade, Ângela Furtado, elogiou o projeto e disse que ele contribui para divulgar os cachorros e gatos que estão à espera de um lar.

A ONG Cão Cuidado Cão Amor foi fundada há seis anos por Ângela, que é professora. O local abriga 200 gatos e 80 cachorros. A entidade já resgatou cerca de 600 animais e conseguiu adoção para mais de 300 desde a fundação.

Jovem cria ‘currículos’ para animais para divulgá-los para adoção

Gabriela Garrido, de 22 anos, moradora de Ponta Grossa, no Paraná, inovou ao buscar novos lares para animais abandonados. Ela criou a “Plataforma Lates”, por meio da qual apresenta “currículos” de animais para adoção em Sorocaba, no interior de São Paulo. A divulgação é feita através de uma página em rede social.

Foto: Divulgação/Plataforma Lates

Cada “currículo” é montado com as qualidades e características do animal. A ideia surgiu enquanto Gabriela, recém-formada, enviava currículos para procurar emprego.

“Vi os cachorrinhos passando pela mesma situação que eu, esperando alguém dar a eles uma chance para conhecê-los, descobrirem o que sabem fazer, suas habilidades e dar uma oportunidade. Só que, no caso deles, seria a oportunidade de uma ‘vaga na família'”, disse ao G1.

A ideia dos “currículos” para animais surgiu como uma forma de ajudar a doar animais resgatados pela tia de Gabriela, Rosana Garrido, que resgata animais abandonados e mantém, atualmente, 30 deles em uma chácara em Sorocaba, para onde se mudou para ter mais espaço para eles. Porém, pouco tempo depois da mudança, Rosana foi diagnosticada com câncer de mama, já em metástase.

“Foi muito difícil para a família toda receber a notícia, principalmente para a minha tia, que não dava mais conta de cuidar de todos os animaizinhos. Minha mãe, que também resgatava animais em situação de rua, foi morar em Sorocaba para cuidar dela e dos animais”, contou.

Foto: Divulgação/Plataforma Lates

Para ajudar, Gabriela criou uma vaquinha online por meio da qual está arrecadando fundos para arcar com despesas dos animais e da construção de canis para abrigá-los. Além disso, ela começou também a fazer os “currículos”. Fazendo da criatividade sua aliada, Gabriela já conseguiu doar Pitucha e Xereta.

“Sou eu quem faço as montagens e escrevo a história de cada um. A parte do histórico do animal vem junto com ele, se foi jogado em avenida movimentada, castrado, vacinado, etc. Acho importante ressaltar, pois a Xereta, por exemplo, sofria maus-tratos e hoje não aceita muito bem a presença de homens, tem medo e se sente ameaçada”, explicou. “A parte dos ‘cursos’, que fica no final, é inventada para quebrar um pouco o clima e fazer o leitor dar umas risadas. É gostoso promover esta ação”, completou.

Atenção do tutor é essencial para adaptação de animal ao novo lar

Cuidados e a atenção do tutor são essenciais para ajudar um animal a se adaptar ao novo lar. Mudanças podem estressar cães e gatos e até adoecê-los, por essa razão, é preciso estar atento e preparar o animal.

Foto: Raymundo Chaves Neto/Arquivo pessoal

Cachorros, por exemplo, são territoriais. Por isso, mudar de casa pode significar para eles abandonar um ambiente que eles já marcaram como território deles, o que pode causar estresse. Gatos também são muito sensíveis a mudanças.

“Os tutores têm que ficar atentos e ter paciência para orientar os locais adequados na nova casa para os cãezinhos fazerem as necessidades”, explicou ao G1 o veterinário Raymundo Chaves Neto.

Antes da mudança, é preciso preparar o animal. Levá-lo para passear na nova casa dias antes da mudança definitiva, familiarizando-o com o novo ambiente, cheiros e sons do local, é uma forma de minimizar o estresse dele. É indicado, também, que não se lave a cama, almofada ou brinquedo favorito do animal, pois os cheiros velhos farão com que ele se sinta seguro na nova casa.

Um dos casos em que houve dificuldade de adaptação do animal é da Lili, uma cadela da raça lhasa apso de três anos que há quatro meses se mudou com a família de Montes Claros para Belo Horizonte, em Minas Gerais. Antes, ela morava em uma casa com quintal e agora vive em um apartamento que não tem muito espaço.

“Andei observando que sempre que coloco a ração ela não come, só vai comer quando chego do trabalho. É bastante complicado para mim, pois fico o dia todo fora e só chego em casa a noite e a Lili fica a maior parte do tempo sozinha. Ela ficar assim, sem se alimentar, me preocupa muito”, disse a tutora, Samantha Brito, de 29 anos.

O veterinário explica que geralmente os animais que passam por uma situação de adaptação podem desenvolver algum distúrbio comportamental, como ansiedade. Segundo ele, a solução é apresentar o novo ambiente através de um reforço positivo, criando momentos e sensações agradáveis para o animal.

Foto: Samantha Brito/Arquivo pessoal

Além disso, Raymundo lembra que cuidados são necessários. Ele reforça que se a casa antiga não tinha jardim e a nova tem, é preciso investigar se não há plantas tóxicas para animais no local. No caso de gatos, o veterinário indica ainda colocar telas nas janelas ou quintais, para evitar a saída deles, mantendo-os seguros no lar, longe do risco de atropelamento, envenenamento, agressão e, no caso de gatos que não são castrados, de procriação, que pode gerar mais abandono com o nascimento de filhotes na rua.

O veterinário é tutor da gata Skitty. Ela tem três anos e foi morar com ele quando já tinha um ano e meio. “A minha gata morava em outra casa e depois foi para minha. Tive muita dificuldade na adaptação dela, pois não fazia as necessidades na caixa de areia, fugia bastante, não aceitava aproximação o tempo todo. Para tentar resolver o problema, coloquei várias caixas de areia espalhadas pela casa, em locais com menos fluxo de pessoas e passei oferecer carinho em locais diferentes da casa e, por fim, realizei a castração”, contou.

No caso dos cães, é preciso ter cautela ao achar o local adequado para as necessidades fisiológicas. Se o cão começar a urinar em vários pontos da casa nova para marcar território, o indicado é não evitar isso de uma vez por todas, e sim repreender de forma natural e sem agressividade.

O estresse dos animais na adaptação ao novo lar é normal, mas pode passar a ser algo problemático caso se prolongue ou venha junto de comportamentos como latir muito, morder, vomitar, ter diarreia ou similares.

Petz anuncia fim da venda de cães e gatos após pressão de ativistas

Foto: Divulgação/PM

A Petz, maior rede de pet shops do país, anunciou através de um pronunciamento feito pelo presidente da companhia, Sérgio Zimerman, que as 82 lojas da rede não venderão mais filhotes de cães e gatos.

A atitude foi motivada após o fechamento do canil Céu Azul, em Piedade (SP), que explorava animais e os vendiam para serem comercializados em pet shops, incluindo a Petz e sua concorrente, a Petland.

O anúncio foi feito através de um vídeo postado nas redes sociais oficiais da Petz ontem (19). A ação da empresa foi muito elogiada, mas encontrou resistência crítica.

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Muitos seguidores questionaram como a empresa conseguiu se sentir confortável comercializando vidas por mais de 16 anos. “Depois de anos sendo cúmplices dessa barbaridade vocês vem dar uma desculpa dessas. São bandidos”, desabafou um usuário no Instagram.

A Petz informou também que o local onde os animais eram exibidos para venda, agora será destinado para a realização de eventos de adoção feitos por ONGs parceiras da rede.

A empresa confessou também que não pretende disponibilizar para adoção responsável os cães e gatos de raça que ainda se encontram nas lojas, mas sim que irá vendê-los e repassará os valores arrecadados para ONGs cujos nomes não foram revelados.

Nota da Redação: é no mínimo incoerente que qualquer ONG que um dia se dispôs a contribuir positivamente para a proteção animal receba como doação dinheiro obtido através da exploração e maus-tratos a animais. Independente da origem, a venda de qualquer ser vivo é intrinsecamente cruel e desumana. Desejamos que a Petz aproveite para abolir definitivamente a venda de todas as espécies de seres vivos de suas suas 82 lojas, espalhadas em 9 estados do país, e que o anúncio feito por Sérgio Zimerman não seja apenas uma tentativa de controle de crise gerada após o resgate dos mais de 1,7 mil cães encontrados em situação degradante no canil Céu Azul, em Piedade (SP).

“Eu não como mais animais”, diz menina de 5 anos a seu pai

Foto: Getty Images / Marcduf

De todas as tradições da minha família, nossa festa de véspera de Natal continua sendo a minha favorita. Em vez de presunto ou peru, de alguma forma convenci a todos há 10 anos que deveríamos fazer frango frito.

Nós o marinamos no leite durante a noite, jogamos em uma farinha bem temperada e depois fritamos em uma panela de ferro fundido até dourar. Toda a casa cheira como uma fritadeira, e a cozinha requer um potente esfregão depois, mas eu não me importo nada com isso. Eu espero por essa refeição durante todo o ano.

Enquanto estávamos sentados em dezembro do ano passado para o jantar da véspera de Natal, minha filha olhou para o gigantesco prato de frango frito e perguntou casualmente: “É de um frango de verdade?”

“Claro”, eu disse.

“Hmm”, ela lentamente entoou. “Eu não como mais animais”. E logo em seguida, antes do início da minha refeição favorita do ano, minha filha de 5 anos decidiu se tornar vegetariana.

Para qualquer pai que come carne, isso seria um grande negócio. Mas para um escritor de comida, a notícia veio como um golpe no estômago.

Quando contei a essa história aos meus amigos, a maioria riu. “Não deixe que ela veja o seu feed no Instagram”, disse um deles. Isso é verdade. Às vezes parece que tudo o que faço é cravar meus dentes em partes de animais cozidos (@nkindelsperger).

Para os meus artigos, eu gosto de experimentar o maior número de pratos possível antes de fazer qualquer julgamento. Eu fiz viagens para Cincinnati apenas para comer chili e para a Carolina do Norte por churrasco.

Enquanto minha esposa e eu comemos muitas hortaliças em casa, a carne tem sido uma constante na minha culinária semanal desde que moramos juntos, de frangos inteiros e ombros de porco a bifes e salsichas.

Mas eu levei a declaração da minha filha a sério. De certa forma, eu estava orgulhoso dela. Enquanto eu não tinha interesse em seguir o exemplo, saber que carne vem de animais reais é importante. Ela ainda não sabe nada sobre fazendas industriais ou o impacto ecológico do gado. Ela só gosta de animais e não quer comê-los. Minha esposa e eu deixamos ela saber que poderíamos ajudar. O primeiro passo: ela teria que comer legumes.

Minha filha fica satisfeita com arroz e macarrão. Coloque queijo, um pouco de pão coberto com manteiga de amendoim, iogurte e flocos de milho, e isso cobre cerca de 75% de sua ingestão de alimentos. Não que minha esposa e eu não tentemos. Como todos os pais, em vão, empurramos legumes nela todos os dias. Ela vai tolerar ervilhas verdes. Vai mordiscar uma cenoura.

Uma vez eu a vi comer brócolis e gostar, mas ela agora se recusa a reconhecer isso. Na maioria das vezes parece impossível. Ela não olha para a couve, acha que a couve-flor cheira mal e arranca a beterraba sempre que está perto. Nós continuamos tentando.

Tivemos alguns sucessos no departamento de carne fake. Sinceramente, eu prefiro que minha filha coma nuggets vegetarianos do que os de frango. Ela acha que cachorros-quentes vegetarianos são bons. O hambúrguer, no entanto, ela desaprova.

Ela nunca foi exatamente uma grande comedora de carne. Bife a interessou por apenas duas mordidas, e ela costumava comer mais o frango crocante do que a carne. Pensamos cozinhar produtos sem de carne de porco poderia dar certo. Ela já dizimou pratos inteiros de charcutaria antes, pediu presunto no almoço por semanas a fio e adorava comer várias amostras grátis de fatias de salsicha de uma barraca em particular no mercado de agricultores locais.

Quando explicamos que presunto e salame vieram de um porco, ela parou por apenas alguns segundos, antes de perguntar: “O porco precisa dessa parte para viver?”

“Sim”, respondi.

“Então eu não estou mais comendo presunto”. Ela manteve essa promessa.

Eu tenho que admitir, algumas memórias do passado agora têm um tom de tristeza. Como nos dias de verão, quando eu a levava para o Red Hot Ranch, uma das melhores barracas de cachorro-quente de Chicago, e a colocava no balcão para comer um com batatas fritas. Senti-me ligado à cidade naqueles momentos e apreciei ela achar que adicionar ketchup era nojento.

Mas então percebi que nós criaríamos novos. Ela adora me ajudar a fazer pão. Embora às vezes mais farinha caia no chão do que na tigela, quando os pães crackly saem do forno, ela os devora mais rapidamente do que ela jamais fez com frango.

Principalmente, é incrível como esta mudança tem sido fácil. Temos amigos cujos filhos são vegetarianos e nos deram muitas dicas. Sua escola oferece uma opção vegetariana todos os dias. A maioria das festas infantis só serve pizza de queijo de qualquer maneira. Enquanto o cachorro-quente no Red Hot Ranch pode estar do menu, ela ainda pode comer as incríveis batatas fritas cortadas à mão.

Coincidentemente, estou trabalhando em um grande projeto de hambúrguer agora, o que requer que eu coma vários deles por dia. Eu nunca comi tanta carne moída na minha vida. Para me ajudar a sobreviver por enquanto, sou estritamente vegetariano em casa. Podemos continuar assim.

Não tenho ideia de quanto tempo isso vai durar. Ela tem 5 anos. Seu animal favorito mudou duas vezes desde o Natal. Depois de três anos nos dizendo que o azul era sua cor favorita, na semana passada ela mudou para vermelho. Mas a decisão de estar certa ou não de comer carne é um tópico importante a ser considerado, não importa a sua idade. As informações são do Chicago Tribune.

 

 

Voluntários visitam animais resgatados e aliviam estresse de gatos

Das dificuldades que existem em cuidar de um animal, a falta de espaço ou o pouco tempo disponível podem fazer com que os tutores desistam de tutelar animais. Diante dessa situação, a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) de Santos, no litoral de São Paulo, criou o Acolhimento Felino, um projeto que busca ajudar tanto os gatos resgatados quanto aqueles que desejam cuidar dos animais mas não podem dispor o tempo ou o espaço necessários para tal.

Foto: Gabriel Gatto/G1

A iniciativa começou a ser praticada em janeiro de 2019, afirma a coordenadora de projetos Luciana Simões. Segundo ela, a ideia visa abrir um espaço para que os voluntários possam ir até a unidade da Codevida e interajam com os animais em suas baias. A coordenadoria dispõe de brinquedos e outros apetrechos, tudo para que os visitantes ajudem a aliviar os estresse dos 25 gatos e dos quatro cães de idade avançada que vivem no gatil.

“Hoje, nós temos 25 gatos adultos que vivem na Codevida, e a falta de contato deixa eles estressados e carentes. A ideia é para quem não pode adotar mas quer ajudar de alguma forma, os gatos precisam desse contato com as pessoas e é muito bom quando os voluntários vêm e dispõe de meia hora, uma hora, pra eles é maravilhoso. Hoje temos cerca de 40 voluntários, mas com a divulgação desse projeto esperamos que mais pessoas queiram participar”, afirma Luciana.

A professora Mônica de Macedo é voluntária da coordenadoria há mais de três anos, e que conheceu os projetos pelas redes sociais: “Conheci pela internet, vi que eles estavam precisando de voluntários, então eu vim. Comecei passeando com os cachorros, dando banho neles, inclusive fiz um curso de banho e tosa para cuidar dos animais daqui, inclusive comprei todo o equipamento. Eu venho quase todos os dias, organizo a minha vida para ter a tarde para ajudar os animais”.

Foto: Gabriel Gatto/G1

De acordo com Luciana, o projeto é aberto para interessados de toda a região, e é necessário realizar um cadastro na Codevida. Os interessados precisam levar RG, CPF e comprovante de residência e preencher o cadastro para voluntários. Depois, podem visitar tanto o canil quanto o gatil das 13h às 16h. A unidade fica na Avenida Francisco Manoel, no Bairro Jabaquara, em Santos.

Segundo a designer Maria de Lourdes Lavorato, os gatos já dispõe dos cuidados básicos na instituição, no entanto, necessitam também do contato humano: “Por mais que às vezes a pessoa não consiga ter um animal, é muito importante que as pessoas tenham empatia e venham pelo menos conhecer o espaço, os animai precisam muito desse contato”, finaliza.

Fonte: G1