Após morte de garça, campanha alerta para maus-tratos a animais no Acre

A Secretaria de Meio Ambiente de Rio Branco (AC) iniciou uma campanha para falar sobre maus-tratos a animais. A ação ocorre após um grupo de crianças matar uma garça, na última terça-feira (12), no Horto Florestal.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

A secretária municipal de meio ambiente, Paola Daniel, explicou em entrevista do Jornal do Acre 1ª edição que existe a criação de um conselho de defesa e proteção dos animais.

“Iniciamos essa semana com a campanha vinculada aos maus-tratos de animais. A lei que prevê os maus-tratos é de 2002 e é fiscalizada pela Semeia, mas acho que não tem muita publicidade. Acaba que as pessoas não sabem como proceder. A campanha é justamente nesse sentido: maus-tratos, como proceder”, ressaltou.

Paola diz que as tratativas para a campanha eram trabalhadas há duas semanas. Infelizmente, segundo ela, o início culminou com a morte da ave que vivia no lago do Horto.

“Estamos formando esse conselho para atuar de forma mais forte no combate aos maus-tratos. Acabou que culminou nesse acidente que tivemos no Horto Florestal. Nossa garça, que virou meio que um símbolo aqui no Horto, foi morta por crianças com estilingue”, lamentou.

Morte

A secretária afirmou que a ave aparecia no Horto sempre no inverno. A ave apareceu por conta própria, era mansa e interagia com os visitantes do espaço. Na terça, uma criança apareceu na porta da administração com a garça nas mãos tentando reanimá-la.

“Não é a simples morte da garça, é a representatividade que isso tem dentro da nossa sociedade hoje. Primeiramente porque foi feito por crianças. A educação ambiental precisa ser fortalecida nas escolas, comunidades e em casa. Os pais precisam tratar isso com as crianças”, criticou a secretária.

Fonte: G1

Onças e mais oito espécies ameaçadas devem se recuperar em 2019

Pesquisadores da ONG Wildlife Conservation Society (WCS) divulgaram nesta semana uma lista de espécies de animais icônicos em risco de extinção que devem ter bons sinais de recuperação neste ano. As nove ainda não estão livres do perigo de sumir — e nem devem ficar tão cedo —, mas ao menos a esperança de que sobrevivam está maior graças aos esforços de preservação ao redor do mundo. São elas:

Onças-pintadas

Onça-pintada (Julie Larsen Maher/Divulgação)

O desmatamento fez a população de onças-pintadas na América do Sul diminuir drasticamente e praticamente eliminou a espécie da América Central. Mas, segundo a WCS, os esforços de preservação recentes mantiveram as populações existentes estáveis ou as fizeram crescer uma média de 7,8% nas áreas de proteção.

Tigres da Tailândia Ocidental

Tigre na Tailândia (WCS/Divulgação)

Os tigres tailandeses ainda não estão nas melhores condições. Mas um aumento no patrulhamento do santuário de vida selvagem de Huai Kha Khaeng ajudou a fazer a população a saltar de 41 entre 2010 e 2011 para 66 hoje. Parece pouco, mas é um aumento de mais de 60%, nas contas da WCS.

Baleias-jubarte

Cauda de baleia-jubarte (Julie Larsen Maher/Divulgação)

Segundo análises da WCS, as populações de baleia-jubarte no Gabão e em Madasgacar se recuperaram e hoje já equivalem a 70 e 90%, respectivamente, do total existente antes da época de caça. Globalmente, a melhora não é tão grande, mas não deixa de ser representativa.

Bisões americanos

Bisão americano (Julie Larsen Maher/Divulgação)

Quase extintos no começo dos anos 1900, os bisões americanos já foram dezenas de milhões ocupando o território dos EUA. A caça indiscriminada foi controlada a tempo e iniciativas da WCS definiram áreas de proteção para que os animais circulem livremente. Em 2019, só a ONG pretende soltar mais 89 deles na natureza.

Tartarugas-estrela-birmanesas

Tartaruga-estrela-birmanesa (WCS/Divulgação)

Encontradas apenas em uma região de Mianmar, as tartarugas-estrela-birmanesas quase sumiram na década de 90. Mas um programa de reprodução ajudou a população a se recuperar a ponto de chegar a cerca de 14 mil espécimes, entre os animais em cativeiro e soltos.

Marabus-grandes

Marabus-grandes (Eleanor Briggs/Divulgação)

Por muito pouco, essa espécie de pássaro não sumiu do Camboja. A população da ave quase desapareceu graças à falta de regulação acerca da coleta de ovos em seus ninhos. Mas um trabalho em conjunto entre a WCS e a população local ajudou a fazer o número a subir de 30 para 200 pares em um década — e o total deve continuar a aumentar.

Sapos-de-kihansi

Sapos-de-kihansi (Julie Larsen Maher/Divulgação)

Quase extintos após a construção de uma barragem que modificou todo o seu hábitat, esses pequenos sapos foram salvos por um projeto do Zoológico do Bronx. Diversos filhotes foram criados em ambiente fechado, enquanto o governo da Tanzânia recriava o ambiente em que eles originalmente viviam. De 2009 para cá, desde o início do projeto, mais de 8 mil desses sapos foram enviados pelo zoológico para o país de origem.

Maleos em Celebes, na Indonésia

Maleos (WCS/Divulgação)

Aqui, o resultado é ainda mais significativo. Mais de 15 mil filhotes dos pássaros Maleos foram soltos no parque nacional Boani Nani Wartaboni na ilha indonésia, e são todos protegidos por patrulhas que cobrem toda a extensão da propriedade. Há planos de até usar drones para melhorar a cobertura da área e o acompanhamento de espécimes marcadas.

Araras da Guatemala

Araras da Guatemala (Camila Ferrara/Divulgação)

Há, hoje, apenas 250 araras na reserva florestal Maya Biosphere (MBR), na Guatemala. Mas os esforços de recuperação aumentaram a média de filhotes por ninho para a maior marca nos últimos 17 anos: o número de passarinhos novos ocupando as “casas” chega a 1,14.

Fonte: Exame

Turkish Airlines é acusada de colaborar com o tráfico de animais silvestres

“Ao não verificar com cuidado as cargas que transporta, a Turkish Airlines está contribuindo para o sofrimento e morte desses animais” (Foto: WAP)

A Turkish Airlines está sendo acusada pela World Animal Protection (WAP) de colaborar com o tráfico de animais silvestres. Segundo a organização, a companhia aérea tem sido usada para transportar ilegalmente papagaios-do-congo em voos que saem da República Democrática do Congo, Nigéria e Mali com destino a países do Oriente Médio e Ásia.

“Ao não verificar com cuidado as cargas que transporta, a Turkish Airlines está contribuindo para o sofrimento e morte desses animais. Recentemente, mais de 60 papagaios-do-congo transportados pela companhia da República Democrática do Congo ao Kuwait chegaram mortos ao destino”, denuncia a WAP, acrescentando que 66% desses papagaios vítimas de tráfico normalmente morrem antes de chegarem ao avião.

A Turkish Airlines havia se comprometido a ajudar a acabar com o comércio ilegal de animais silvestres, segundo a organização. “Porém, nossa investigação revelou que ela não está cumprindo a sua promessa”, lamentou. Normalmente os animais capturados têm suas penas cortadas para que não possam escapar voando. Além disso, são colocados em caixas apertadas e lotadas de pássaros.

Você pode colaborar com a campanha que pede à Turkish Airlines para parar de colaborar com o tráfico ilegal de papagaios assinando a petição disponível no site da WAP.

Fonte: Vegazeta

BBB 19: delegado pede imagens de Maycon para apurar maus-tratos a animais

O delegado Maurício Mendonça, titular da 32ª DP (Taquara), encaminhou ofício à TV Globo solicitando imagens do participante do “Big Brother Brasil” Maycon para apurar acusações de maus-tratos a animais e zoofilia. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Rio, ele também avalia a necessidade de ouvi-lo imediatamente. Ainda não foi decidido se o interrogatório acontecerá na própria casa ou se o rapaz terá que comparecer à delegacia.

(Foto: Reprodução / Globo)

Maycon é acusado ainda de intolerância religiosa, assim como Paula. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Rio instaurou um inquérito e, de acordo com a polícia, as “investigações estão sob sigilo”. Na edição desta quinta-feira, 14, Tiago Leifert comunicou ao público que “os vídeos contendo as falas consideradas ofensivas foram enviados às autoridades competentes e estão em avaliação”. Segundo ele, dependendo do parecer, a direção tomará as devidas providências.

No mês passado, Maycon contou no programa que perdeu a virgindade ao estuprar um animal. Outra declaração dele rendeu até uma campanha de Tatá Werneck e Luisa Mell para eliminá-lo do reality. O participante disse: “Já viu gato? Você coloca um adesivo do lado aqui no gato e ele fica andando assim… Nunca fez isso? Já amarrou bombinha no rabo dele?”. Diante da resposta negativa dos colegas, afirmou que “não tiveram infância”.

Já durante a festa na madrugada do último dia 10, o participante, ao ver Gabriela e Rodrigo dançando juntos, garantiu ter sentido um arrepio. “Começaram a tocar umas músicas esquisitas. Eu olhei para os dois e eles estavam com um sincronismo legal. Achei legal, juro por Deus, mas aí de repente eu comecei a olhar e comecei a escutar uns negócios: ‘Não faça igual a eles'”, disse. Esta semana, o perfil do rapaz no Instagram, administrado pela família e por amigos, exibiu um pedido de desculpas pelas declarações.

Paula também foi criticada nas redes sociais após comentários racistas. Ao relatar a história de uma amiga esfaqueada, relembrou: “E aí eu pensei que ia chegar um faveladão lá, mas, quando eu vi, o cara era branquinho, morou não sei quanto tempo na Austrália ou no Canadá, não sei”.

Fonte: IBahia

Livro infantil relembra a importância do respeito aos animais

“Ação, diversão, momentos de suspense, reflexão e emoção”, isso é o que Josie Oliveira promete trazer para o público em seu primeiro livro, “As Aventuras de Nikko – A Fuga”. Tendo como inspiração seu mascote da vida real, a obra, que tem lançamento previsto para o final de março pela Editora Novo Século, traz a história de um cachorro, Nikko, que mesmo tendo uma vida luxuosa, sonha em conhecer melhor a sua cidade, o Rio de Janeiro e viver novas experiências.

(Foto: Divulgação)

Para realizar seu desejo, Nikko arma um plano para fugir da casa onde vive. A partir da sua fuga, Nikko vive momentos únicos, repletos de diversão, confusão, aprendizado e passa a colecionar novas histórias e amizades. Para Josie, o livro vai além da literatura:

“A história tem comédia, romance, suspense, papo sério quando os cachorros abordam temas importantes como o cuidado com os animais, o preconceito, a ausência dos pais na vida dos filhos e outros assuntos tão pertinentes nos dias atuais. A arte literária nos faz refletir, questionar, emocionar, entreter e pode ser um prestador de serviço.”

Para a autora, a história tem muitos pontos que poderão também envolver facilmente os adultos. “Através do livro eu quis transmitir valores que julgo essenciais. A importância da amizade, da educação na formação não só acadêmica, mas na construção da vida de uma pessoa. O respeito às diferenças, a empatia, o zelo aos animais. E os laços criados através do amor”.

A ideia de Josie em escrever uma história sobre animais veio de sua paixão por eles, antes mesmo de se tornar “mãe” de um cachorrinho. “Eu amo os animais, são seres puros, muitas vezes indefesos e vemos vários casos de maus-tratos, abandono. O livro vem de um esqueleto que escrevi no ano 2000, mas deixei arquivado. Com o tempo fiz cursos para escritores, oficinas literárias e numa conversa com uma profissional, ela viu potencial na história. Com mais bagagem cultural e criando um cachorro, atualizei a história, acrescentei mais personagens, cenários e assim, nasceu As Aventuras de Nikko – A Fuga.”

Fonte: O Dia

Homem constrói casinhas para animais abandonados no RS

O que era para ser apenas um favor para a diretora de uma escola do bairro Granja Esperança, em Cachoeirinha (RS), acabou se transformando em uma atividade rotineira para o eletricista autônomo Felipe Hilário Meireles, de 50 anos. A professora pediu a doação de uma casinha para um cão adotado, e ele prontamente atendeu à necessidade.

Depois disso, surgiram outros pedidos, e ele mesmo passou a ver com os olhos da solidariedade os cães abandonados. E Felipe começou a construir mais casinhas que entrega para quem adota estes animais. Até o começo desta semana, já foram 70 casinhas entregues para servir de abrigo.

(Foto: Reprodução / Portal Seguinte)

Natural de Porto Alegre e morador na própria Granja desde 1987, ele é casado com a dona de casa Kézia Meireles, de 32 anos, uma pernambucana engajada no projeto social tocado pelo marido. O casal tem dois filhos, de dois e quatro anos. O mais velho já está sendo incentivado a participar da boa ação.

“De vez em quando ele pega um pincel e ajuda a pintar”, conta Felipe, sobre o filho mais velho.

Para a região

As casinhas para cachorros começaram a ser construídas em setembro do ano passado para um cão comunitário do CAIC Neusa Goulart, a pedido da diretora. A doação foi divulgada na rede social Facebook e, daí, surgiram novos pedidos.

“Agora eu faço as casinhas principalmente para associações que cuidam dos animais, protetores… Já entreguei destas casinhas também em Gravataí, Alvorada e até para São Leopoldo”, conta, com orgulho.

Quando a reportagem do portal “Seguinte” esteve no endereço de Felipe, ele estava com a casinha numero 69 pronta para ser entregue. Nesta semana, ele mandou foto para a redação dizendo que a número 70 já tinha sido construída e já tinha até dono.

Doações

Felipe dedica boa parte do seu tempo para fazer as casinhas. Mas, além da construção propriamente, ele tem que buscar o material que recebe como doação. Vale tudo. Até laterais de móveis que não vão ser mais usados, tábuas, telhas, tinta, pincéis, pregos, serra… As doações, preferencialmente, que sejam levadas até a casa dele. Ele não tem carro para buscar.

E Felipe ainda produz as casinhas nos tamanhos pequeno, grande e extra grande. “É que tem cachorro de todo tamanho, daí já aproveito o que chega aqui de material”, explica.

Onde doar

Pessoas interessadas em fazer a doação de material para confecção das casinhas para cachorros, podem entregar pessoalmente para o eletricista Felipe Meireles, no endereço rua Darci José Pacheco, 12, bairro Granja Esperança, Cachoeirinha, ou telefonar/enviar mensagem via aplicativo WhatsApp para o número 51 982649549. O contato pode ser feito ainda através do Facebook.

Fonte: Seguinte

Patrulha Ambiental resgata 90 animais silvestres na primeira quinzena do ano

O ator Bruno Gagliasso movimentou as redes sociais semana passada ao devolver uma preguiça-de-três-dedos ao meio ambiente com a ajuda de membros do Instituto Vida Livre. O animal foi solto em São Conrado.

Foto: Divulgação/O Globo

Somente na primeira quinzena deste ano, 90 animais silvestres foram resgatados pela Patrulha Ambiental. Em 2018, foram mais de mil, de diferentes espécies, entre gambás, cobras, gaviões, jacarés, capivaras, corujas, urubus, maritacas e micos.

Os animais recolhidos sem ferimentos são reinseridos no habitat natural mais próximo do local de resgate. Já quando estão feridos ou debilitados, segundo a Patrulha Ambiental, eles são levados para tratamento veterinário no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, da Estácio de Sá, em Vargem Pequena, para, em seguida, serem soltos na natureza. Os bairros com maior número de resgates são Barra, Recreio, Jacarepaguá, Vargens, Campo Grande e Guaratiba. Mas há registro de animais encontrados na Zona Sul.

Na equipe do Instituto Vida Livre, além do presidente, há duas veterinárias, mas, assim como Bruno Gagliasso, vários outros apoiadores ajudam no trabalho da ONG.

O ator, aliás, é dono de uma área de soltura na Região Serrana do Rio.

Foto: Divulgação/Guarda Municipal

— Já cuidamos de alguns animais, que foram levados para a propriedade dele. No caso da preguiça, optamos por soltá-la no bairro de São Conrado mesmo, porque é onde ela foi encontrada e porque lá tem uma área mais protegida, numa mata, onde a deixamos — explica Seba.

O animal estava debilitado quando foi encontrado por uma moradora, no último dia 31.

— Fazia muito calor nesse dia, e a preguiça estava se arrastando no chão, tentando subir numa árvore praticamente sem forças. Quando entraram em contato conosco, fomos imediatamente ao local para ver como estava a saúde do animal e o levamos para a clínica veterinária de uma profissional da nossa equipe, que fica no município de Maricá, para ser cuidado — lembra Roched Seba, presidente do Instituto Vida Livre.

Em alguns casos, de acordo com Seba, o animal também pode ser tratado pelo instituto no próprio meio ambiente.

— Quando o quadro de saúde não é tão grave, evitamos levar o animal para a clínica para não afastá-lo de seu habitat natural — diz.

Na clínica, a preguiça macho passou por hidratação, tomou glicose, foi alimentada com folhagens e teve o sangue colhido. O animal ficou internado no local por apenas seis dias. O período curto, de acordo com Roched, foi para evitar outro problema.

Foto: Divulgação/O Globo

— As preguiças costumam sucumbir ao cativeiro. Então, para evitar estresse do animal por ficar longe do seu habitat, ficamos apenas o tempo necessário com ele — conta.

Batizada de Dorival, agora a preguiça é mais um caso, entre muitos, de animal atendido com sucesso pelo instituto.

— Damos nomes aos animais que atendemos, mas não é para transformá-los em pets e, sim, porque preferimos desse jeito. É melhor do que chamá-los de P1, P2, P3, por exemplo — diz Roched.

Para entrar em contato com a ONG, basta mandar mensagem para o direct do Instagram do instituto. Além dele, a Patrulha Ambiental, da prefeitura, também faz resgate de animais silvestres, por meio do telefone 1746.

Fonte: O Globo

Falta de ética: Petz revendia cães de canil envolvido com maus-tratos

Documentos encontrados no canil Céu Azul, em Piedade (SP), onde mais de 1,5 mil cachorros eram mantidos em situação de maus-tratos, comprovam que os animais eram revendidos pela loja Petz. Um prontuário que estava no local registrava, inclusive, a devolução de filhotes ao criador, demonstrando que os animais eram tratados como objetos que quando não serviam para ser vendidos, eram devolvidos.

(Foto: Reprodução / Instagram / @luisamell)

No perfil da Petz no Instagram, foi publicada uma resposta vazia que dizia que os criadores que revendem animais para a empresa “são visitados regularmente por veterinários especialistas que seguem rigoroso procedimentos para garantir o bem-estar animal”. O argumento, porém, foi derrubado pela descoberta dos cães mantidos em condições deploráveis no canil.

A ONG Anjos de Rua, de Campinas (SP), afirmou, através de rede social, já ter presenciado “a loja fechando e filhotes sendo guardados em caixa de transporte para passar a noite e serem expostos nas vitrines no dia seguinte”. A entidade pediu ainda boicote à Petz. “Não sejam clientes de um local que mantém mortes, sofrimento, dor, tortura! Não ajudem a financiar tamanha barbaridade! Não compre em locais que fazem venda de filhotes e de uma vez por todas: parem de comprar vidas!”, escreveu a ONG.

(Foto: Reprodução / Instagram / @luisamell)

Pronunciamento da Petz

O presidente da Petz, Sergio Zimerman, tornou público o pronunciamento da empresa através de um vídeo divulgado nas redes sociais. Nele, Zimerman diz ter a intenção de “compartilhar toda a minha indignação com as cenas horríveis, chocantes, que vimos com o criador de Piedade na data de ontem”.

Ele disse ainda que nunca havia sido “constatada uma situação irregular nesse canil, mas a verdade é que alguma coisa deu errado, alguma coisa falhou”. Após pedir desculpas, Zimerman afirmou que os processos referentes aos criadores serão revisitados e que “se nós não tivermos mais condições de assegurar que isso não ocorra mais, nós tomaremos a decisão de não vendermos mais filhotes nas nossas lojas”.

(Foto: Reprodução / Facebook)

Na legenda do vídeo, a empresa informa que tomou a decisão de “não receber filhotes em nossas lojas até que todos os criadores sejam novamente visitados e todos os processos revisados”.

O posicionamento da empresa, porém, não agradou os internautas, que esperavam que a loja decidisse parar de financiar a perversa indústria de criação de animais para comercialização. “Vocês ainda cogitam continuar com as vendas? Sério mesmo? Vocês ainda acreditam que animais possam ser vendidos? Vocês são péssimos!”, escreveu uma usuária do Facebook. “Não vendam mais animais. Não existe criador bom”, disse outra.

Nota da Redação: é necessário que lojas como a Petz se conscientizem e parem de colaborar com a perversa indústria de criação de animais para venda. Com o crescimento da defesa dos direitos animais, vivido atualmente em todo o mundo, a sociedade tem cobrado cada vez mais que animais deixem de ser tratados como mercadorias e tenham reconhecido o status de sujeitos de direito. Para isso, é urgente que as empresas optem por trabalhar exclusivamente com a adoção de animais resgatados do abandono e dos maus-tratos, sem financiar a exploração, o sofrimento e a morte de seres sencientes. 

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

Foto: Divulgação/PM

Enchentes na Austrália matam cerca de 500 mil animais

Embora as chuvas tenham chegado ao fim, ainda é possível encontrar centenas de carcaças de gado abandonadas e queimando ao sol (Acervo: The Guardian)

As enchentes que começaram a atingir o norte do estado de Queensland no final do mês passado mataram cerca de 500 mil bois e vacas na Austrália, segundo a rede de TV australiana Seven News, afiliada da CNN.

Embora a chuva e o vento tenham chegado ao fim, ainda é possível encontrar muitas carcaças de gado abandonadas e queimando ao sol. Além dos animais mortos, outros estão prestes a morrer em decorrência de uma forte pneumonia desencadeada pela chuva intensa.

Arrastados pela enchente e pelo vento, alguns corpos continuam pendurados em árvores, cercas, pontes e linhas de trem. A fazendeira Rachel Anderson relatou à Seven News que encontraram animais mortos e amontoados em um canto. Alguns morreram após serem atropelados pelos próprios companheiros na hora do desespero pela sobrevivência.

“São imagens difíceis de ver”, declarou Rachel. Há animais que sobreviveram, mas que agora estão em áreas consideradas inacessíveis – o que significa que o resgate pode depender prioritariamente de uma avaliação de “custo-benefício”, o que é muito comum quando se trata de animais criados para consumo.

Fonte: Vegazeta

Prefeitura de Abre Campo (MG) recolhe cachorros e os abandona em lixão

A Prefeitura de Abre Campo, em Minas Gerais, recolheu cachorros em situação de rua e os abandonou em um lixão que fica a cerca de três quilômetros do centro do município. O caso revoltou moradores da cidade. Imagens mostram os cachorros amarrados em um caminhão e, depois, solto em meio ao lixo. Há também um vídeo de uma moradora chorando ao saber que um cachorro comunitário que vivia no bairro tinha sido levado.

(Foto: Cão Sem Dono / Divulgação)

“No último dia 12 de fevereiro começou a circular no Whatsapp fotos que denunciam maus-tratos e animais jogados no lixão e fomos apurar e descobrimos que era em Abre Campo, quando entramos em contato com o órgão responsável pelo recolhimento dos animais, nos foi informado que um dos cães havia mordido alguém e por isso foi buscado, mas não faz sentido, vocês resgata um animal da rua e joga no lixo?”, contestou Vicente Define, diretor da Cão Sem Dono, ONG de proteção animal que denunciou o caso.

Vicente esteve no lixão e, segundo ele, as condições são ruins e os maus-tratos são nítidos. “Os animais estão no meio do lixo, outros estão amarrados em um local fechado, sem água e sem comida”, contou. As informações são do portal O Tempo.

A ação da prefeitura é fruto da falta de campanhas de castração, segundo o diretor da entidade. Ele afirma que o caso se repete em outras cidades do país. “As prefeituras não implantam uma campanha de castração para evitar que mais animais nasçam e sejam abandonados na rua”, criticou Vicente, que fez um apelo para que a administração municipal resgate os animais levados para o lixão e os disponibilize para adoção.

“Precisam resgatar esses animais e façam eventos de adoção. E que a prefeitura peça apoio da população para que esses animais consigam ter um lar. São cerca de 20 animais que a gente espera que tenha um destino mais digno do que o lixo”, ressaltou.

(Foto: Cão Sem Dono / Divulgação)

Na internet, a Prefeitura de Abre Campo foi duramente criticada. “Como uma prefeitura faz isso com os animais? Isso é um exemplo de péssima gestão de um prefeito. Claramente despreparado para o cargo pois se tem coragem de fazer isso imagina o que mais não deve fazer. Queremos respostas sobre os animais. São vidas. Isso é crime”, escreveu uma internauta.

A denúncia sobre o caso foi compartilhada em rede social pela professora e ativista pelos direitos animais Duda Salabet, que foi candidata ao Senado pelo PSOL nas eleições de 2018. O deputado Osvaldo Lopes também se pronunciou. Ele afirmou que fez um pedido no Ministério Público para que o caso seja investigado e que entrou em contato com o prefeito de Abre Campo, Márcio Nogueira (PT), mas não obteve retorno.

A prefeitura emitiu nota por meio da qual negou maus-tratos aos animais. Disse ainda que os cachorros foram encaminhados para uma área específica da usina de compostagem da cidade devido a incidentes nos quais esses animais morderam moradores do município. A administração municipal disse que os cães serão submetidos a exames e que rechaça toda e qualquer forma de agressão a animais.