homem e vaca

Nova iniciativa ajuda pessoas a encontrarem advogados especialistas em direitos animais

Criado pela organização Attorneys for Animals, o Animal Friendly Attorneys Program oferece uma lista de advogados que demonstram um compromisso com os direitos animais em suas vidas pessoais e profissionais.

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Foto: Farm Sanctuary

Alguns dos advogados são veganos ou vegetarianos, o que é indicado por uma folhinha verde ao lado do nome, mas todos prometeram administrar sua prática de uma forma que beneficie os animais. Eles também prometeram seguir e aprofundar a missão da Attorneys for Animals que afirma que “os animais têm um propósito próprio e inerente”.

Beatrice M. Friedlander, presidente da Attorneys for Animals, segue uma dieta sem carne desde 1988 e é vegana desde 2000. Ela falou sobre o novo programa e explicou que ele foi projetado para “clientes preocupados com animais” e poderia ser o primeiro programa do tipo a existir.

Segundo Friedlander, a Attorneys for Animals inspirou-se na morte do leão Cecil, um evento trágico que provocou indignação em todo o mundo. O assassino responsável foi identificado como um dentista de área de Minneapolis, no estado de Minnesota, EUA. Ela lembrou que um membro da organização começou a imaginar como se sentiria se descobrisse que seu próprio dentista havia “cometido um ato tão contrário às suas próprias crenças sendo indiretamente patrocinado por ela”.

Eles então começaram a considerar como as crenças e valores pessoais de um advogado interagem com suas práticas e em como os clientes poderiam usar seu dinheiro para encorajar seus próprios valores.

Os clientes podem acessar e contratar profissionais da lista, independentemente do tipo de serviço que precisarem, as questões jurídicas não precisam envolver animais ou leis relacionadas a animais. Na verdade, os advogados da recém-anunciada lista trabalham em 13 áreas de atuação, incluindo litígios civis, processos criminais, planejamento imobiliário, direito familiar, imigração e direito animal.

Advogados pelos interesses dos animais

O conceito de advogados para animais nasceu no início dos anos 1990, quando a advogada Wanda Nash publicou um anúncio no Michigan Bar Journal buscando “advogados interessados ​​em leis animais”. Cerca de 20 pessoas responderam, incluindo Friedlander, e a Attorneys for Animals foi criada.

“A Attorneys for Animals preencheu essa lacuna para muitos de nós durante um período em que a lei animal era relativamente desconhecida”, acrescentou Friedlander.

Os membros fundadores tinham duas metas principais; a primeira foi formar uma seção de legislação animal em todo o estado no jornal Michigan Bar para aumentar a visibilidade do direito animal. A segunda era coletar e publicar todas as leis relacionadas a animais em Michigan em um só lugar para informar e educar a população, explicou Friedlander. Ambas já foram alcançadas, mas as metas “continuam sendo importantes e relevantes”.

O papel da Attorneys for Animals cresceu bastante desde a sua criação nos anos 90. A organização agora ajuda os legisladores que procuram criar projetos de lei relacionados ao bem-estar animal e oferece uma perspectiva dos direitos animais para a mídia quando necessário.

Aumento do interesse público no bem-estar animal

A Attorneys for Animals também ajuda o público, que, segundo Friedlander, é “sedento por informação” quando se trata de direito animal.

O conselho da organização chegou a tomar uma “decisão estratégica” para incluir defensores de animais que não fossem advogados em sua organização, criando uma categoria de defensores leigos na organização. Programas educacionais são oferecidos aos membros e há alguns anos a Attorney for Animals elegeu seu primeiro membro leigo para o conselho. A organização agora tem um número praticamente igual de advogados/estudantes de direito e defensores leigos. No ano passado, houve uma maior adesão entre defensores leigos do que entre advogados.

Cada vez mais pessoas estão se preocupando com o bem-estar dos animais e com as leis que lhes dizem respeito. Em Nova York, EUA, a Farm Sanctuary está ajudando a promover leis e políticas que apoiam o bem-estar de todos os animais. Como a Attorneys for Animals, a Farm Sanctuary se concentra na educação do público, lançando seu programa educativo “Cultivating Compassion” em algumas cidades norte-americanas, incluindo Nova York, Nova Jersey e Los Angeles.

Em 2019, a Attorneys for Animals continuará seu trabalho na legislação e na educação, realizando mais eventos, nos quais são servidas apenas refeições veganas, e aumentando a visibilidade da causa. Em março, a organização irá realizar um workshop ensinando a maneira mais eficaz de se comunicar com oficiais do governo sobre questões relacionadas a animais.

Time de futebol arrecada ração e água para animais de Brumadinho (MG)

O Cruzeiro Esporte Clube e o Instituto 5 Estrelas estão arrecadando ração e água para os animais afetados pelo rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG). Os pontos de arrecadação estão na cidade de Belo Horizonte.

Cão resgatado em Brumadinho (Foto: Alexandre Guzanshe/EM)

A água será destinada, também, às pessoas da cidade. O time de futebol já havia anunciado, no sábado, a doação de R$ 50 mil para atender as necessidades básicas dos moradores de Brumadinho. No mesmo dia, o Instituto 5 Estrelas doou R$ 20 mil. As informações são do portal Super Esportes.

Antes do último jogo de domingo (27), entre Cruzeiro e Atlético, foram coletados itens como água mineral, alimentos não perecíveis e alimentos prontos para consumo que não exijam preparo.

Em Belo Horizonte, há quatro pontos de coleta de ração e água. São eles:

  • Sede Administrativa do Cruzeiro: Rua dos Timbiras 2903
  • Sede Social Clube Barro Preto: Rua dos Guajajaras, 1722, Barro Preto.
  • Sede Social Campestre: Rua das Canárias, 254, Pampulha.
  • Comunidade Evangélica Nova Vida: Avenida Clóvis Salgado, 401, Bandeirantes.

Defesa Civil diz não ter autorizado morte de animais a tiros em Brumadinho (MG)

A Defesa Civil de Minas Gerais emitiu um comunicado, nesta terça-feira (29), por meio do qual informou que “em nenhum momento” autorizou que animais ilhados ou presos à lama em Brumadinho (MG), em decorrência de rompimento de uma barragem da Vale, fossem mortos “aleatoriamente” ou através de métodos que estejam “em desacordo com as normas”.

Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

O órgão afirmou que os animais encontrados vivos estão recebendo alimentação, água e cuidados para que sobrevivam até que seja possível resgatá-los, mas que há outros que “não reúnem condições para resgate com vida em decorrência do estado e características do local do desastre”. De acordo com a Defesa Civil, “para esses casos, uma equipe de veterinários está apta a realizar a eutanásia por meio de injeção letal”. As informações são do UOL.

O sacrifício é, segundo o órgão, utilizado em “casos extremos” e apenas veterinários estão autorizados a realizar o procedimento “quando é constatado que as condições de bem-estar e saúde dos animais encontram-se irreversivelmente comprometidas e sem possibilidade de recuperação”.

O tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros, afirmou que, via de regra, o sacrifício é feito por meio de injeção letal, “mas, evidentemente, outras situações específicas devem ser analisadas considerando as dificuldades de acesso que a gente tem em alguns locais”. Segundo ele, 26 animais já foram resgatados.

“Os animais resgatados com vida estão sendo encaminhados para um sítio próximo ao local, onde recebem tratamento, alimentação, medicamentos e todo o aporte necessário por uma equipe de veterinários”, afirmou a Defesa Civil.

Para a ativista Luisa Mell, a Vale “faz pouco caso dos animais” e atrapalha o trabalho das ONGs de proteção animal.

Animais são resgatados após maus-tratos em Porto Feliz (SP)

Animais foram resgatados na tarde de segunda-feira (28), no bairro Campo Largo, em Porto Feliz, no interior de São Paulo. Submetidos a maus-tratos, os animais foram encontrados em um galpão próximo da Rodovia Marechal Rondon.

Foto: Priscila Mota/TV TEM

No local, que é uma antiga fábrica de cerâmica, foram encontrados cerca de 18 carneiros, patos, galinhas e perus. Ao chegar no galpão, a fiscalização encontrou também ossos de animais mortos. As informações são do portal G1.

Três pessoas foram detidas. Encaminhadas à delegacia, elas prestaram depoimento. O proprietário do local, que não foi localizado, já foi autuado por acumular materiais na propriedade.

O caso de maus-tratos foi registrado na delegacia de Porto Feliz e os animais foram levados para a Zoonoses.

Animais mortos a tiros em Brumadinho reafirmam o pouco valor que damos ao que não é humano

Não há como negar que quando se trata de vidas não humanas escolhe-se sempre o caminho mais fácil e mais barato (Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo)

Ontem e hoje, vários meios de comunicação do Brasil repercutiram que animais ilhados, presos na lama ou feridos estão sendo executados por agentes a bordo de um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Brumadinho, Minas Gerais. A justificativa é que pouco pode ser feito por esses animais, então resta apenas matá-los.

Realmente não há nenhuma outra solução? Será que os animais afetados pelo rompimento da barragem do Córrego do Feijão, e que já foram mortos a tiros não tinham nenhuma chance de salvação ou de, em último caso, serem eutanasiados? No domingo, o Ministério Público de Minas Gerais cobrou da Vale um plano de resgate de animais. Se os animais estão sendo mortos, isso deixa claro que não há um plano de resgate.

Veterinários, ativistas e outros voluntários que se deslocaram a Brumadinho, percorrendo centenas e até milhares de quilômetros, têm reclamado que o acesso aos animais tem sido não apenas dificultado, mas proibido. Se há pessoas dispostas a ajudar por que não aproveitar essa disponibilidade? Ainda que haja animais em áreas sensíveis ou que o acesso só possa ser permitido por via aérea, isso não significa que todos estejam na mesma situação ou que ninguém possa contribuir de alguma forma.

Desde domingo há reclamações sobre a falta de boa vontade da Vale e do poder público em disponibilizar aeronaves para ajudar no resgate de animais. A primeira reclamação partiu do deputado estadual Noraldino Junior e ontem da ativista Luisa Mell. E eles não são os únicos. Muita gente tem se queixado a respeito. No entanto, para matar os animais a tiros há helicópteros disponíveis.

Não há como negar que quando se trata de vidas não humanas escolhe-se sempre o caminho mais fácil e mais barato. Não há uma cobrança mais enfática de uma atitude por parte da Vale. Prova disso é que muitos jornais divulgaram que o Ministério Público recomendou ou sugeriu que a Vale resgate os animais. Recomendar ou sugerir, embora seja a prerrogativa do MP, não ajuda muito quando falamos de vidas, não de coisas inanimadas como objetos.

Infelizmente ainda vivemos em uma sociedade que qualifica os animais como alimentos, produtos, mão de obra, transporte, entretenimento, meios para um fim. Reconhecemos que eles existem e estão vivos, mas nem por isso atribuímos um valor mais do que superficial às suas vidas. Situações como essa descortinam a nossa hipocrisia. Afinal, é apenas mais uma comprovação de que os tratamos como sujeitos menores, substituíveis e mesmo insignificantes.

Os animais merecem que suas vidas sejam interrompidas a tiros? Os colocamos em situações lamentáveis que surgem em decorrência da nossa presunção, displicência, ganância e egotismo. Ainda assim, achamos justo e misericordioso matá-los a tiros, como se suas vidas não fossem tão importantes para eles como as nossas são importantes para nós. Nem assassinos em série são mortos dessa forma por iniciativa do Estado.

Proposta de lei pode transformar crueldade contra animais em crime nacional

Dois membros da Câmara dos Representantes dos EUA reintroduziram na semana passada uma lei que tornaria os atos maliciosos de crueldade contra animais em um crime nacional. Uma pessoa condenada pelo crime pode sofrer uma multa ou até sete anos de prisão, ou ambos.

Foto: Pixabay

O projeto, conhecido como a Preventing Animal Cruel and Torture (PACT), é co-patrocinado pelo democrata Ted Deutch e pelo republicano Vern Buchanan. O PACT irá criminalizar “espancar, queimar, afogar, sufocar e empalar animais”. A medida também abordaria a bestialidade e outras tentativas de exploração sexual de animais.

Deutch twittou : “Vamos fazer isso. É uma política bipartidária de bom senso que protegerá nossos animais”.

Seu colega no Congresso, Buchanan, também disse que proteger os animais contra a crueldade é uma “prioridade máxima” para ele.

“A tortura de animais inocentes é abominável e deve ser punida em toda a extensão da lei”, ele twittou.

A legislação contém exceções para a caça, cuidados veterinários e ações necessárias para proteger a vida ou a propriedade de uma séria ameaça de um animal.

O Fundo Legislativo da Humane Society apoia a medida, observando que, embora a maioria dos estados considere certos atos de crueldade contra animais como crime, algumas penalidades ainda são consideradas contravenções.

O projeto captou 284 co-patrocinadores bipartidários e mais de 200 endossos policiais na sessão anterior do Congresso, de acordo com o grupo. No entanto, o ex-presidente do Comitê Judiciário, Bob Goodlatte (R-Va.), impediu o que o projeto chegasse ao plenário para uma votação. Agora que Goodlatte não está mais no Congresso, os defensores da medida estão mais otimistas sobre as chances de ser aprovado desta vez.

Uma lei anterior para proteger os animais, a Animal Crush Video Prohibition Act, foi aprovada em 2010 e proibiu a produção de vídeos macabros com abuso de animais.

Fonte: CBN NEWS

De helicóptero, agentes matam a tiros animais presos à lama em MG

Um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez voos rasantes ontem, segunda-feira (28), em uma região atingida pela lama, após rompimento de barragem da Vale, no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), para que um agente armado com um fuzil pudesse atirar em animais e matá-los. Os policiais buscavam animais ilhados, presos na lama ou feridos.

Foto: Telmo Ferreira/Framephoto/Estadão Conteúdo

Foram mais de 20 disparos. Os animais mortos estavam em uma área próxima ao local em que mais de 20 brigadistas tentavam abrir um ônibus, com vítimas dentro, que estava coberto pela lama.

Muitos animais foram afetados pelo crime ambiental. Ao longo de todo trecho da cidade de Brumadinho, é possível encontrar bois ilhados ou com os corpos atolados à lama.

A decisão de matar os animais foi confirmada pelo chefe da Defesa Civil de Minas Gerais, o coronel Evandro Geraldo Borges. “O que vamos fazer? Deixar o animal sofrendo? Estamos sim, com equipe em campo executando esse trabalho, mas essa decisão só é tomada nos casos em que não há outra opção”, disse. “Não tem jeito. Tem animal preso, outro com perna quebrada. Temos de fazer escolhas, de retirar as pessoas, ir atrás de sobreviventes. Tudo que está sendo feito foi pensado. É isso”, completou.

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal afirmou que os tiros foram dados seguindo protocolos de segurança, “a pedido e sob a coordenação de uma veterinária, integrante do Conselho de Veterinária de Minas Gerais e supervisionado pelo comando das operações de resgate”.

O coronel lembrou que há outra parte da equipe empenhada em socorrer animais “em condições de serem retirados” da lama. Um deles é o boi Resistente. O animal recebeu esse nome, dado pelos agentes, por lutar pela vida apesar das circunstâncias. O boi recebeu feno e água. Nesta terça-feira (29), ele deve ser sedado para que seja retirado, com vida, do local.

Para a Dra. Vânia Fátima de Plaza Nunes, médica veterinária do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, a opção de atirar nos animais se deve à impossibilidade de sacrificá-los de outra forma. “Pra você fazer uma injeção letal, você tem que ter acesso a um vaso. Em geral, a gente faz a administração da medicação na carótida e aí tem diferentes protocolos para fazer o sacrifício. Numa situação de risco, com o animal sofrendo, o tiro feito no local certo e da forma correta vai fazer com que o animal morra imediatamente. É por isso que existem estudos, em diferentes locais, para trabalhar esse tipo de questão. Os protocolos internacionais para sacrifício de animais em situações emergenciais e de risco oferecem essa possibilidade sim. Isso não é uma prática que começou agora e nem é uma irresponsabilidade”, afirmou.

 

Nota da Redação: a decisão da Vale e das autoridades públicas de sacrificar animais atirando contra eles, de dentro de um helicóptero, ao alegar não haver condições de salvá-los, evidencia a forma como a vida animal está sendo desvalorizada em Brumadinho. A atitude da empresa descumpre decisões do Ministério Público e do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que, em atendimento a um pedido do deputado Noraldino Júniro (PSC), determinaram que os animais fossem resgatados e não mortos. A explicação, dada por médicos veterinários, de que sacrificar animais através de tiros de armas de fogo faz parte de um protocolo para situações emergenciais não minimiza a crueldade desse ato. Diante disso, a ANDA registra um posicionamento abolicionista favorável à vida e, portanto, espera que a Vale aja de forma ética, resgatando os demais animais. 

 

Veterinários resgatam animais de casas evacuadas em Brumadinho (MG)

Médicos veterinários resgataram animais de casas evacuadas no Parque da Cachoeira, em Brumadinho (MG). O resgate foi feito após os moradores dos imóveis saírem do local devido ao risco de rompimento de uma nova barragem da Vale.

(Foto: Renan Damasceno/EM/D.A.Press)

Os animais de pequeno porte foram encaminhados para um posto em Brumadinho, de onde seguirão para uma fazenda disponibilizada pela Vale. As informações são do Correio Braziliense.

De acordo com a médica veterinária Carla Sássi, que trabalhou nos resgates, foram salvos cachorros, gatos e animais de grande porte, como vacas e cavalos.

Um grupo de voluntários da Brigada Animal, do Conselho Regional de Medicina Veterinária, que atua em desastres desde 2011, estava, até a noite do último domingo (27), aguardando liberação do Corpo de Bombeiros para tentar salvar animais que foram atingidos pela lama após o rompimento da barragem.

Bombeiros fazem voo para procurar animais em Brumadinho (MG)

O Corpo de Bombeiros iniciou, na manhã desta segunda-feira (28), um voo de helicóptero para procurar animais atingidos pela lama ou ilhados após o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG).

Foto: Mauro Pimentel/AFP

Os trabalhos de busca e resgate de animais contam com a participação da médica veterinária Carla Sassi, da coordenação de campo da Comissão de Desastres do Conselho de Medicina Veterinária do Estado de Minas Gerais. As informações são do Diário de Pernambuco.

Segundo a profissional, quatro equipes estão em campo fazendo buscas pelos animais. Sassi lembrou ainda do caso da vaca que foi sacrificada. De acordo com a veterinária, a demora da Vale para autorizar o resgate do animal fez com que a vaca entrasse em sofrimento. Por essa razão e devido à dificuldade para retirar o animal da lama, optou-se pelo sacrifício. A morte foi acompanhada por médicos veterinários.

“Ela foi sacrificada da forma mais ética possível, não era o que queríamos, mas é o que podíamos fazer por ela enquanto médicas veterinárias. Antes de realizar o sacrifício, só nos restou pedir perdão a ela. Ela descansou”, disse.

Fiocruz lança pós-graduação pioneira na substituição do uso de animais em laboratórios

Foto: Pixabay

A Fiocruz acaba de criar o primeiro curso de pós-graduação lato sensu em Métodos Alternativos ao Uso de Animais de Laboratório. A especialização, realizada em parceria da Fiocruz com o Centro Brasileiro de Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM), é pioneira no estudo de novos métodos científicos que não utilizem animais. O objetivo com o curso é formar profissionais capacitados a desenvolver, divulgar e aplicar procedimentos em pesquisa e ensino que substituam ou reduzam o uso de animais na ciência.

“O novo curso será de importância estratégica para a Fiocruz, pois estaremos na vanguarda dessa modalidade, proporcionando pesquisas que utilizam essas novas metodologias e que têm se mostrado extremamente promissoras na substituição de animais de laboratório, colaborando para a ‘redução’, ‘substituição’ e ‘refinamento’ no uso de animais, conhecido como ‘princípio dos 3R’s’ — um compromisso da comunidade científica mundial”, avalia a vice-diretora de ensino e pesquisa do Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz), Fátima Fandinho. A unidade é responsável pela produção de biomodelos, entre eles, animais de laboratórios, sangue e hemoderivados.

Nas últimas duas décadas, a Fundação vem centrando esforços na busca por métodos que reduzam ou substituam o uso de animais em pesquisas. Em 2016, criou o mestrado profissional em Ciência em Animais de Laboratório, curso que preconiza o bem-estar animal e o refinamento de técnicas para diminuir o uso desses biomodelos em pesquisas científicas.

No entanto, segundo o pesquisador da Fiocruz e coordenador do BraCVAM, Octavio Presgrave, até hoje a maior parte da formação em métodos alternativos acontece por meio de cursos avulsos ou limita-se a disciplinas específicas de cursos de pós-graduação. “O pioneirismo dessa especialização é focar exclusivamente no tema dos métodos alternativos, visando fortalecer a pesquisa e mostrar o potencial do Brasil nesta área”, ressalta Presgrave, que coordena a nova pós-graduação em parceria com a pesquisadora Etinete Gonçalves, coordenadora de ensino do ICTB/Fiocruz.

A pós-graduação lato sensu em Métodos Alternativos ao Uso de Animais de Laboratório é voltada para profissionais graduados nas áreas das ciências da saúde e agrárias. Contará com disciplinas de ciência em animais de laboratório, métodos alternativos na experimentação e na educação, boas práticas em laboratório, biossegurança e cultivo celular, metodologia de pesquisa, legislação e bioética, entre outras.

“É um curso pioneiro no Brasil, e ainda desconhecemos a existência de uma especialização como essa em outros países. Também haverá foco na área educacional, visando a substituir o uso de animais em graduações de medicina veterinária, biologia e zootecnia”, destaca Etinete.

O curso terá carga horária total de 480h, duração de 12 meses e aulas durante uma semana a cada mês, no Instituto de Ciência e Tecnologia em Biomodelos (ICTB/Fiocruz), no campus Manguinhos, Rio de Janeiro. As inscrições acontecem de 6 a 31/5 e as aulas estão previstas para iniciarem em agosto deste ano. O edital para inscrição será divulgado nos próximos meses em http://www.ictb.fiocruz.br. Em caso de dúvidas ou esclarecimentos adicionais, contate a coordenação de ensino pelo e-mail ensino.ictb@fiocruz.br ou telefone (21) 3194-8452.

Fonte: O Girassol