Animais resgatados em Brumadinho (MG) são levados para fazenda

Os animais resgatados em Brumadinho (MG), após rompimento de barragem da Vale, foram levados para uma fazenda e estão recebendo os cuidados necessários. Foram salvos, até quinta-feira (31), 57 animais, entre cães, gatos, aves, bois e cavalos.

Foto: Nathália Bueno/TV Globo

Os resgates foram feitos por equipes do Corpo de Bombeiro, da Defesa Civil e por voluntários da causa animal. Na quinta-feira, um cachorro recebeu os cuidados de veterinários após ser resgatado. Ele foi amparado e teve o pelo escovado após ser encontrado sujo de lama. As informações são do portal G1.

Entre os animais que estão abrigados na fazenda, há uma ninhada de gatos, um cachorro e dezenas de aves, além de um boi, que agora descansa tranquilo em um curral. Ele foi resgatado da lama.

Os responsáveis pelos animais explicam que será feito um banco de imagens para tentar encontrar os tutores. Os animais que ficarem desamparados serão disponibilizados para adoção. De todos os resgatados, três foram adotados até o momento.

Foto: Nathália Bueno/TV Globo

Foto: Nathália Bueno/TV Globo

Empresário e ONG oferecem R$ 3,2 mil por informação sobre autor de matança de animais

Um empresário e uma ONG de proteção animal se uniram e estão oferecendo uma recompensa de R$ 3,2 mil a quem fornecer informações que levem à identificação do responsável por matar animais em Alta Floresta, no Mato Grosso. Desde o dia 10 de janeiro, 29 cachorros e um gato foram mortos. O caso é investigado pela polícia.

Foto: Arquivo pessoal

A entidade arrecadou, através de uma campanha na internet, 1,2 mil para destinar o dinheiro para a recompensa. O valor, no entanto, aumentou quando o empresário Rodolfo Hoffmann, de 53 anos, decidiu contribuir com R$ 2 mil.

“A única voz que os animais têm somos nós. Devemos mobilizar a sociedade para conseguir tirar essa pessoa do nosso meio”, disse o empresário. As informações são do portal G1.

As mortes ocorreram nos bairros Jardim das Flores, Jardim Guaraná, Setor industrial, Setor D, Jardim das Araras e nas proximidades do Cidade Alta.

O empresário conta que ficou comovido com a situação e, por isso, decidiu contribuir. “Tenho animais em casa e vejo o quanto a minha filha os ama e o quanto ela fica triste e preocupada quando eles saem para rua. Depois dessas tragédias, fiquei imaginando a quantidade de crianças sofrendo pela perda dos seus animais. Isso me comoveu”, concluiu.

Protetora do meio ambiente morre em Brumadinho tentando salvar cadelinha

A tragédia de Brumadinho devastou a vida de milhares de pessoas, interrompeu sonhos e lutas. Enquanto bombeiros trabalham incessantemente em busca de corpos, famílias choram a perda de parentes e amigos.

Foto: Bárbara Fereira / O Globo

Não é apenas o sofrimentos do ser humano o que choca nisso tudo. Vítimas do descaso do governo e da Vale, milhares de animais sofreram até a morte soterrados na lama. Enquanto agonizavam esperando socorro, muitos deles foram friamente assassinados a tiros pela polícia.

Os dois lados se misturam em meio a tanta dor. O caso da advogada e secretária municipal de Desenvolvimento Social da cidade mineira, Sirlei Brito Ribeiro, de 47 anos, tem chamado a atenção da cidade em meio ao luto. Ela era defensora do meio ambiente e teve a chance de se salvar da tragédia, mas tentou levar consigo sua cadela e acabou ficando presa na lama de rejeitos.

O velório de Sirlei reuniu centenas de pessoas na Câmara Municipal do município durante a manhã da última quarta-feira(30).

De acordo com o jornal O Globo, Sirlei morava a 500 metros da barragem, na região do Córrego do Feijão, e convivia diariamente com os funcionários da mineradora. Ela costumava fazer abaixo-assinados contra os impactos da mina e estava sempre envolvida na luta pela melhoria de vida da população local. Eduardo Toscano lembra também que ela era muito apegada aos animais e cuidava de vários deles em casa e que militava pelo meio ambiente.

“Ela estava em casa com um jardineiro e uma empregada. O jardineiro nos contou que eles ouviram o barulho e viram a lama vindo. Correram. Mas ela voltou. Acreditamos que tenha ido buscar a cachorrinha. Era muito apegada — conta o cunhado de Sirlei, Eduardo Toscano, de 55 anos”.

“A dor é de centenas de pessoas. A revolta também não é só por ela, mas por todos. Sabemos agora é que a Vale é criminosa e é um crime reincidente. Quem sabe dessa vez vejamos uma postura de uma punição efetiva para este crime”, desejou Toscano.

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

O marido de Sirlei é engenheiro e já foi funcionário da Vale. Segundo parentes, após sair do ramo de minérios, ele passou a apoiar a mulher em sua luta. Seja pelos caminhões que colocavam as pessoas do Córrego do Feijão em risco (por conta da velocidade em vias rurais), seja pela poeira que afetava a saúde da população, ou pelo risco iminente de rompimento das barragens. Ela sempre pediu por mudanças efetivas por parte da empresa, mas acabou vítima do “mar de lama” que tanto tentou combater.

O número de animais resgatados em Brumadinho aumentou para 57. A Brigada Animal acolheu 27 cães, 14 pássaros, oito galinhas, dois galos, dois bovinos, dois patos, um gato e um cágado. Todos foram encaminhados para o hospital de campanha, montado em uma fazenda da região.

Dezenas de veterinários e organizações de direitos animais estão em Brumadinho cobrando e fiscalizando o trabalho de resgate. A ativista Luisa Mell tem sido fundamental para a divulgação das informações e da situação dos animais.

 

 

 

 

 

Cerca de 60 animais são resgatados com vida em Brumadinho (MG)

Foto: Reprodução | Facebook

Cerca de 60 animais atingidos pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais, foram salvos com vida por bombeiros e veterinários. Entre os animais resgatados há bois, galinhas e cães.

Após o salvamento, eles são encaminhados para um hospital de campanha estruturado pela Vale, localizado em uma fazenda. No local, há alimento, medicamentos e uma estrutura hospitalar médico-veterinária.

Os resgates estão sendo realizados por bombeiros, veterinários e voluntários.

Sobe para 30 número de animais mortos com sinais de envenenamento em MT

Subiu para 30 o número de animais mortos com sinais de envenenamento em Alta Floresta, no Mato Grosso. Um cachorro foi encontrado morto na segunda-feira (28) e outros dois na terça-feira (29). As mortes começaram a ser registradas no dia 10 de janeiro.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

De acordo com os tutores dos animais, eles não tinham sintomas de doença e, enquanto agonizavam, apresentavam convulsões e uma baba espessa de cor branca saía pela boca. As informações são do portal G1.

Foram confirmadas as mortes de 29 cachorros e de um gato. Porém, o presidente de um grupo de proteção animal, Leir Ribeiro, afirma que o número de animais mortos pode chegar a 40.

“A maioria dos moradores nos informam sobre as mortes e nós vamos até o local para registrar. Mas, apesar disso, muitos não chegam ao nosso conhecimento e nem da polícia, apenas ouvimos a população comentando”, disse Ribeiro.

Um dos cachorros encontrados mortos na terça-feira estava no quintal de casa. O outro morreu na calçada da Avenida Mato Grosso, nas proximidades do bairro Cidade Alta. As outras mortes ocorreram nos bairros Jardim das Flores, Jardim Guaraná, Setor Industrial, Setor D e Jardim das Araras.

“Um deles ingeriu algum alimento e morreu ainda na casa onde mora. Já o outro era da mesma casa, mas ele saiu para a rua, caminhou um pouco e morreu na calçada”, disse o presidente do grupo.

Amostras foram coletadas para exames (Foto: ONG Amamos Animais/ Divulgação)

Um pacote de carne foi encontrado no portão de uma casa por moradores do bairro Jardim das Flores. O produto foi encaminhado à polícia para análise. A tutora de um dos cães encontrados mortos afirmou também ter encontrado uma isca para matar animais no quintal de casa.

Um dos cães mortos no domingo (27) foi encaminhado a uma clínica veterinária, onde teve os órgãos retirados para que um laudo técnico seja feito para confirmar a causa da morte.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que aguarda o resultado das perícias. Nenhum suspeito de cometer os crimes foi identificado até o momento.

Um vegetariano pode evitar morte de até 582 animais por ano, diz estudo

Um estudo concluiu que um vegetariano pode evitar a morte de até 582 animais por ano. A pesquisa foi feita pelo professor da Universidade de Drexel, nos Estados Unidos, Harish Sethu, que é PhD em Engenharia Elétrica, e foi divulgada pelo site Counting Animals.

(Foto: Pixabay)

Para chegar ao resultado do estudo, o professor traçou o número de animais mortos pela indústria alimentícia nos Estados Unidos e o comparou com o tamanho da população durante o período analisado. Ele também dividiu o número de animais mortos pelo número de pessoas que consomem carne para garantir resultados mais realistas. O resultado variou entre 371 e 582, sendo que a maior parte corresponde a animais marinhos. As informações são do portal Terra.

O número de mortes sofre aumento devido aos animais mortos acidentalmente durante a pesca, além dos que são criados para alimentar outros animais em cativeiro e os que estão presentes na composição de produtos, como farinha e óleo de peixe.

O professor concluiu, então, que um vegetariano pode salvar pelo menos um animal por dia. O estudo, no entanto, não representa todos os animais mortos, já que não leva em consideração os que perdem a vida na indústria de ovos, leite e peles e os que são mortos para outros fins além do consumo.

Harish lembrou ainda que os animais criados pela pecuária precisam de alimentar de grãos, o que provoca um elevado número de mortes de outras espécies em monoculturas. Neste sentido, o consumo de carne se mostra ineficiente e gerador de um ciclo vicioso inerente, já que o cultivo de vegetais para alimentar animais que, depois, serão mortos, é muito maior do que o necessário para o consumo direto da população.

Quantos animais morreram em Brumadinho?

As pessoas estão acostumadas a não ver importância no que não é humano, e a Vale deveria agradecer por isso (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia/Futura Press)

Talvez para a Vale um alívio seja o fato de que jamais saberemos realmente quantas vidas foram ceifadas em consequência do rompimento da barragem do Córrego do Feijão em Brumadinho, Minas Gerais, na sexta-feira. Só a área atingida pela lama equivale a 300 campos de futebol. As estimativas de mortes de pessoas estão sendo atualizadas diariamente, mas as de animais jamais serão. Não há qualquer possibilidade de nos aproximarmos de um número real de vítimas. Vertebrados, invertebrados, animais que vivem na terra, na água.

Talvez a Vale, que já comprometeu a mata atlântica da região e impactou na vida selvagem, tenha contribuído para aproximar alguma ou algumas pequenas espécies do risco de extinção, espécies que normalmente passam despercebidas pela desatenção humana. Mas é apenas uma reflexão. Afinal, nunca saberemos. E isso é benéfico para a mineradora, principalmente porque vivemos em uma sociedade em que a vida não humana é subvalorizada.

As pessoas estão acostumadas a não ver importância no que não é humano, e a Vale deveria agradecer por isso. O retrato desse crime ambiental, e suas consequências para os animais, e que chega à população, é baseado em imagens de alguns cães e gatos enlameados sendo resgatados; de alguns bovinos atolados. E quando alguém diz que naquela situação não há muito a ser feito, muita gente não vê problema em sacrificar “alguns animais”. Estão tão anestesiados por considerarem bois e vacas como fontes de alimentos que executá-los não parece algo a se lamentar.

Honestamente, se eu estivesse atolado, impossibilitado de sair de um local por minhas próprias forças, e de repente alguém dissesse que, porque quebrei algumas costelas ou as pernas, talvez o melhor a se fazer seja me matar, eu seria tomado por desespero inenarrável. Dizem que alguns animais são pesados demais e nessa situação o “melhor é sacrificar”. Isso me preocupa, porque fico imaginando se fosse eu naquela situação e de repente alguém dissesse que dependendo do meu peso pode ser que eu deva ser abatido, “porque o resgate seria impossível” ou “não haveria recursos o suficiente” para tal tarefa.

Não consigo ignorar que a objetificação dos animais é vantajosa para a Vale porque reduz responsabilidades; até porque sua reação é baseada na comoção. Não creio que a mineradora será cobrada legalmente pela morte de tantos animais que jamais quantificaremos. Milhares? Não saberemos. No Brasil é provável que a Vale não seja responsabilizada nem mesmo por crime ambiental. E daqui a algum tempo, quando as pessoas começarem a esquecer das vítimas humanas, menos ainda se lembrarão das não humanas.

Homem ‘salva’ a vida do bicho de pelúcia do seu cachorro e vira sensação nas redes sociais

Um homem se tornou sensação nas mídias sociais depois que sua filha revelou que ele “salvou” a vida do querido bicho de pelúcia de seu cachorro.

Foto: Twitter | Reprodução

Michaella postou em seu perfil no Twitter trechos da conversa entre sua família, na qual seu pai compartilhou fotos do urso de pelúcia encontrado no quintal, depois de “ressuscitá-lo” e ter aplicado soro intravenoso.

“O brinquedo do meu cachorro foi deixado do lado de fora de casa e meu pai fez questão de salvá-lo,” Michaella escreveu em seu post, junto com as imagens dos trechos da conversa.

“Eu tenho notícias tristes: encontrei um dos bebês de Lucky do lado de fora,” disse o pai de Michaella em uma mensagem para a família, compartilhando uma foto do urso encharcado que estava deitado ao lado de um meio-fio.

O urso estava claramente em estado crítico, e enquanto o pai temia que o brinquedo “pudesse ter falecido”, ele não estava disposto a deixar o ursinho morrer sem lutar.

“Eu senti um pulso fraco. Estou fazendo RCR (reanimação cardiorrespiratória),” continuou ele, para a diversão de sua filha. “Eu salvei sua vida.”

Se a história não era fofa o suficiente, o pai de Michaella postou uma foto emocionante de Lucky e do outro cachorro da família, deitados ao lado do urso, que está na cama “tomando soro”.

“Onde você conseguiu essa coisa?” Michaella perguntou, levando seu pai a responder: “Ele não é uma ‘coisa’! Eu salvei a sua vida.”

Michaella esclareceu que ela se referia à “coisa do braço”, com uma cruz vermelha, que seu pai se orgulhava de ter inventado. “Eu que fiz”, ele respondeu.

O post de Michaella recebeu mais de 163 mil retweets e mais de 600 mil curtidas, com muitas pessoas elogiando a atitude de seu pai.

“Isso é tão puro e adorável”, uma pessoa comentou. “Deus abençoe seu pai.”

“Esses cães parecem pais preocupados no hospital esperando por notícias sobre o filho”, acrescentou alguém.

Outra pessoa nos comentários compartilhou uma foto de sua mãe consertando um dos bichos de pelúcia de seu cão, e disse que ela “sempre costura os bichos de pelúcia dos seus cachorros, e eles os tratam com tanto cuidado, como se tivessem acabado de voltar de uma cirurgia.”

Prefeitura de Boa Vista (RR) sacrifica mais de 400 animais e vira alvo da Justiça

A Prefeitura de Boa Vista, em Roraima, através da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses, sacrificou 443 animais, entre cachorros e gatos. Os animais foram resgatados de situações de abandono e maus-tratos. São 344 cães e 99 gatos.

Em 2015, 109 cachorros e 44 gatos foram mortos. No ano seguinte, foram 57 cães e 25 gatos. Já em 2017, 95 cachorros e 16 gatos foram submetidos ao procedimento de morte induzida. No ano passado, foram 83 cachorros e 14 gatos, segundo informações do Diário Oficial do Município de Boa Vista. As informações são do portal Roraima 1.

Foto: Tiago Vianna

O Ministério Público Estadual, através da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, afirmou que o relatório com o número de mortes não é suficiente, diante das obrigações que a prefeitura precisa cumprir após o MP ingressar na Justiça com ação civil pública contra o município em 2013.

A ação judicial foi impetrada após investigação, segundo o promotor de justiça de defesa do Meio Ambiente, Zedequias de Oliveira Júnior. “A investigação foi feita mediante uma denúncia que tratava sobre possível realização de eutanásia em animais sadios no Centro de Zoonoses, procedimento esse que estaria ocorrendo sem o aval do Conselho Regional de Medicina Veterinária”, disse.

A denúncia, segundo o promotor, indicava também que os procedimentos adotados para tirar a vida dos animais não eram adequados. “Além da ocorrência de maus-tratos, dentre outras situações que estavam ocorrendo lá [no Centro de Zoonoses], ficou configurado irregularidades no que diz respeito aos cuidados com os animais”, ressaltou.

“A investigação teve todo um trâmite, e depois chamei o Município de Boa Vista para resolver de maneira amigável, por meio de um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta], mas não teve interesse”, completou.

A investigação realizada pela 2ª Titularidade da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente concluiu que o Centro de Zoonoses não tinha estrutura física adequada para separação de animais sadios, aptos para adoção, dos que estavam doentes e que a unidade não possui nenhum controle formal acerca da entrada e saída dos animais ou registros quanto aos critérios adotados para sacrifício de animais – como laudos, prontuários ou pareceres que justifiquem o procedimento de morte induzida.

Dentre outras irregularidades encontradas, está a ausência de profissionais qualificados para realizar o sacrifício de animais.

Diante do resultado da investigação e da recusa da administração municipal em resolver o problema por meio de um TAC, o Ministério Público ajuizou a ação civil pública. “A 2ª Vara de Fazenda Pública julgou improcedente a ação civil pública. Então entramos com uma apelação cível no Tribunal de Justiça contra essa sentença e o TJ recentemente reformulou a decisão do juiz da 2ª Vara e determinou a condenação integral da prefeitura, com base no que pedimos na ação”, informou o promotor.

“Estamos entrando com ação de execução para fazer valer exatamente aquilo que o TJ condenou. Ou seja, a Prefeitura de Boa Vista terá que cumprir com várias obrigações que foram determinadas pelo Tribunal de Justiça. A ação foi agora chancelada pelo TJ, ou seja, os desembargadores concordaram com a nossa tese”, frisou.

Ficou determinado, com o resultado da ação civil pública, que a Prefeitura de Boa Vista deve designar, em um prazo de 30 dias, contados a partir de 23 de janeiro de 2019, ao menos um médico veterinário, qualificado e cadastrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), concursado ou contratado, para responder às intervenções sanitárias e ficar responsável pela unidade durante o expediente regular do CCZ.

Além disso, a decisão judicial determinou também que deve ser providenciado, em 120 dias, o condicionamento adequado dos animais resgatados, separando os que devem ficar em observação, os que serão submetidos a eventual sacrifício tecnicamente aprovado, os que podem estar saudáveis, em tratamento, os adultos dos filhotes, os de raça diversa e os que podem ser disponibilizados à adoção. A medida poderá ser atestada por certidão ou declaração do CRMV.

Atriz Thaila Ayala critica morte a tiros de animais em Brumadinho (MG)

A atriz Thaila Ayala criticou a decisão da Vale de matar a tiros animais ilhados ou presos à lama em Brumadinho (MG), após rompimento de uma barragem da empresa.

(FOTO: Reprodução/Instagram)

“Assassina! Pelo amor de Deus. Ajudem, seus monstros! Caos: não há outro termo para descrever o que ocorre em Brumadinho com as pessoas e animais. Ontem, vários boatos de tiros disparados dos helicópteros em animais corriam por toda a cidade”, escreveu.

Thaila afirmou que gostaria de acreditar que a notícia de que os animais foram mortos a tiros era falsa, mas não era. “Do alto de helicópteros, animais estão sendo baleados. Sem precisão de tiro, após dias sofrendo, muitos podem estar agora caídos, baleados e vivos agonizando”, continuou.

A atriz lembrou ainda que profissionais que trabalham como atiradores evitam atirar à distância por saber dos riscos dessa ação. “Até snippers profissionais evitam o uso de helicóptero para tiros a distância quando podem, justamente pela falta de precisão causada pelo movimento e deslocamento do ar causado pela hélice. Mas em Brumadinho, parece que tanto faz”, disse.

“Nos acusam de estarmos ‘destruindo provas’ por tentarmos salvar vidas. Um grupo que sempre tem opinião sobre tudo, mas quase sempre está detrás de uma mesa apontando o dedo. De onde deveria haver apoio, vem críticas. No meio de tudo isso, os únicos inocentes: os animais.”, concluiu.