Etiópia planta 350 milhões de árvores para combater a mudança climática

Foto: Reuters

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A Etiópia acaba de bater um recorde mundial na luta contra a mudança climática.
Em um único dia, o país plantou mais de 350 milhões de árvores.

Anteriormente, a Índia detinha o recorde de mais árvores plantadas em um dia, o país atingiu 50 milhões de árvores em 24 horas em 2016.

O sucesso do plantio de árvores na Etiópia foi o resultado de um esforço nacional conjunto contra as mudanças climáticas. A iniciativa nacional Legado Verde – uma campanha do governo por uma Etiópia mais verde, mais limpa e mais amiga do meio ambiente – tem como objetivo que quatro bilhões de árvores sejam plantadas em todo o país até o final do verão.

Foto: Egypttoday

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O governo está incentivando todos os cidadãos a plantar pelo menos 40 mudas de árvores. Até mesmo os escritórios públicos foram fechados em 29 de julho para que os funcionários públicos pudessem participar da campanha.

Uma solução simples?

No mês passado, um estudo revelou o potencial incomparável das árvores no combate às mudanças climáticas. Os cientistas revelaram que o plantio de bilhões de árvores ao redor do mundo é a maneira mais rápida e barata de ganhar mais tempo aos seres humanos para salvar o planeta.

Segundo o professor Tom Crowther, da universidade suíça ETH Zürich, onde o estudo foi realizado, o plantio de árvores é uma solução mais simples do que a maioria,porém mais eficaz, relata o Guardian.

Não envolve convencer o presidente Trump do perigo da mudança climática ou a invenção da tecnologia difundida para sugar o dióxido de carbono do ar. É uma maneira dos indivíduos se envolverem de maneira mais fácil e instantânea. Todos podem plantar uma árvore.

Foto: Livekindly Reprodução

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“As árvores não apenas ajudam a mitigar a mudança climática absorvendo o dióxido de carbono no ar, mas também têm enormes benefícios no combate à desertificação e à degradação da terra, particularmente em países áridos”, disse o Dr. Dan Ridley-Ellis, chefe do centro de ciência e tecnologia da madeira na Edinburgh Napier University, para o Guardian.

Ele continuou: “elas também fornecem comida, abrigo, combustível, forragem (alimento para animais), remédios, materiais e proteção do suprimento de água. Esse feito verdadeiramente impressionante [da Etiópia] não é apenas o simples plantio de árvores, mas parte de um enorme e complicado desafio para levar em conta as necessidades de curto e longo prazo das árvores e das pessoas ”.

“O mantra do engenheiro florestal” a árvore certa no lugar certo “precisa cada vez mais considerar os efeitos da mudança climática”, acrescentou ele, “bem como a dimensão ecológica, social, cultural e econômica envolvidas no processo”.

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Relatório revela que mais de 28 mil espécies estão ameaçadas de extinção

Foto: Sonja Wolters/WAPCA/IUCN

Foto: Sonja Wolters/WAPCA/IUCN

Do topo das árvores às profundezas dos oceanos, a destruição da vida selvagem pela humanidade continua a levar muitas espécies à extinção, é o que revela a última “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) ressaltando que um terço de todas as espécies avaliadas está sob ameaça.

A destruição de habitats e a caça de animais selvagens agora levaram sete espécies de primatas a entrar em declínio, enquanto a pesca levou duas famílias de extraordinários arraias à beira do abismo.

Poluição, barragens e excesso de captação de água doce são responsáveis por graves quedas na vida selvagem fluvial do México ao Japão, enquanto a extração de madeira está devastando o pau-rosa-de-madagascar e a doença está dizimando o olmo americano.

A lista vermelha, realizada pela IUCN, é a avaliação mais respeitada do status das espécies. A lista publicada na quinta-feira acrescenta quase 9 mil novas espécies, elevando o total para 105.732, embora esta seja uma fração dos milhões de espécies que se imagina viver na Terra. Nem uma única espécie foi registrada como tendo melhorado seu status.

Foto: Matt Potenski/IUCN

Foto: Matt Potenski/IUCN

Um exame de referência da saúde do planeta publicado em maio já havia concluído que a civilização humana estava em perigo pelo declínio acelerado dos sistemas naturais de suporte à vida da Terra. As populações de animais silvestres despencaram 60% desde 1970 e as extinções de plantas estão ocorrendo a uma taxa “assustadora”, segundo os cientistas.

“A natureza declinando a taxas sem precedentes na história da humanidade”, disse Jane Smart, diretora do grupo de conservação da biodiversidade da IUCN. Ela acrescentou que medidas decisivas são necessárias para deter o declínio, com a cúpula da convenção de biodiversidade da ONU no próximo ano na China como evento crucial para tomada de ações.

A lista vermelha destaca a situação dos peixes-espada e dos gigantes peixes-viola ou peixes-guitarra, eles são agora as famílias de peixes marinhos mais ameaçadas do mundo, com todas menos uma das 16 espécies criticamente ameaçadas – o que significa que elas estão a um passo da extinção.

A pesca intensificada e não regulamentada é a culpada, com as arraias geralmente capturadas “não intencionalmente”, sendo o alvo da pesca outra espécie.

Entre as sete espécies de primatas que estão mais perto da extinção, seis estão na África Ocidental, onde o desmatamento e a caça por carne são abundantes.

Atualmente, restam apenas 2 mil macacos-roloway (Cercopithecus roloway) na Costa do Marfim e em Gana, o que significa que sua população é precariamente pequena. Seu tamanho corporal relativamente grande e o valor de sua carne e pele fizeram deles um dos alvos preferidos dos caçadores.

Foto: Chong Chen/IUCN

Foto: Chong Chen/IUCN

A busca incansável da humanidade por água doce, particularmente para a agricultura, está tendo um impacto especialmente grande sobre a vida selvagem dos rios e dos lagos.

A atualização da lista vermelha revela que mais da metade dos peixes de água doce no Japão e mais de um terço no México estão agora ameaçados de extinção. Pesquisas recentes descobriram que dois terços dos grandes rios do mundo não fluem mais livremente.

“A perda dessas espécies de peixes de água doce poderia ter efeitos secundários em ecossistemas inteiros”, disse William Darwall, chefe da unidade de biodiversidade de água doce da IUCN.

A atualização da lista vermelha também incluiu 500 espécies de peixes ósseos de profundidade, como peixes-lanterna bioluminescentes, que enfrentam ameaças potenciais pela pesca profunda, perfuração de petróleo e gás e mineração no fundo do mar. O caracol é o primeiro molusco que vive nas fontes hidrotermais profundas a ser adicionado à lista e é avaliado como ameaçado de extinção.

A IUCN tem novas avaliações para a maioria das árvores da floresta seca em Madagascar, incluindo 23 espécies de jacarandá e palissandro, e descobre que 90% estão ameaçadas. Sua madeira é valorizada na construção de móveis e é o produto selvagem ilegal mais traficado do mundo. O olmo americano entrou na lista vermelha pela primeira vez como ameaçado. A árvore, que já foi comum, diminuiu ao longo de décadas devido a um patógeno fúngico invasivo, doença dos olmos holandeses.

“As doenças invasivas, juntamente com a poluição do ar e a mudança climática, dizimaram populações numerosas de espécies de árvores norte-americanas que antes ofereciam alimentos abundantes para a fauna nativa, assim como a beleza paisagem”, disse Healy Hamilton, da NatureServe, uma rede de cientistas da biodiversidade.

Os fungos são uma presença crescente na lista, com a atualização revelando que pelo menos 15 espécies que crescem tradicionalmente no campo de muitos países europeus estão agora ameaçadas de extinção. O fungo red waxcap (Hygrocybe coccínea), encontrado no Reino Unido e na Alemanha, é aquele que mais sofreu com as pastagens semi-naturais sendo convertidas em agricultura intensiva.

Outras espécies adicionadas incluem o rato-de-vidoeiro-húngaro (Sicista trizona), agora extinto em 98% comparado a sua antiga variedade devido à agricultura intensiva, e o sapo-de-poça do Lago Oku (Xenopus longipes), antes o sapo mais abundante no Lago Oku nos Camarões mas possivelmente extinto devido a um fungo devastador que tem amatado anfíbios em todo o mundo.

“A perda de espécies e a mudança climática são os dois grandes desafios que a humanidade enfrenta neste século”, disse Lee Hannah, da Conservation International. A lista vermelha aborda ambos, disse ele, ao incluir a ameaça do aquecimento global na avaliação do risco de extinção. “Os resultados são claros, devemos agir agora em ambos.”

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Preservar as florestas é vital para a sobrevivência do planeta

Foto: Pixabay

No dia 17 de julho é celebrado o dia de Proteção às Florestas no Brasil. A data foi criada com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da preservação das florestas para a manutenção da temperatura do planeta e a sobrevivência de todos os seres vivos.

O Brasil abriga uma das florestas mais importantes do mundo, a Floresta Amazônica. Lar ancestral e alvo da exploração humana desde os primórdios da colonização, a Amazônia agora sofre irremediavelmente o custo pela ganância humana e a destruição do meio ambiente.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão que fiscaliza os níveis de desmatamento, a Amazônia perde 19 hectares de florestas por hora. A política de retrocesso ambiental no governo anual visa continuamente expandir estes números. As previsões são apocalípticas.

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Um estudo realizado pelo Observatório do Clima aponta que até 2050 a Amazônia terá perdido pelo menos metade de toda a sua floresta. Isso representa a extinção de milhões de espécies de árvores, plantas e animais e a qualidade de vida de todo o planeta.

As florestas têm um grande poder de cura, resiliência e regeneração, mas há limites. No dia 29 de julho o planeta entrará no que os cientistas estão chamando de “cheque especial”. A partir desta data, a humanidade consumirá mais do que o planeta consegue repor.

A previsão foi feita pela Global Footprint Network, que afirma que o mundo está em seu momento mais crítico do ponto de vista ecológico e diversas lideranças governamentais estão se afastando do debate sobre estratégias para a preservação do meio ambiente.

Recentemente a revista Science publicou uma pesquisa norte-americana que revelou que o fim do desmatamento e o plantio de árvores é a forma mais efetiva de controle das mudanças climáticas, preservação do solo e proteção da biodiversidade.

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Nem todas as ações precisam partir de pontos de ação macros, todos nós enquanto habitantes deste planeta podemos colaborar adotando medidas simples como abrir mão do consumo de carne, usar produtos feitos com madeiras de reflorestamento e realizar o descarte consciente do lixo.

Ser parte da mudança do mundo que se deseja construir é fundamental para transformações verdadeiras e profunda, como disse o escritor e conservacionista John Muir: “O caminho mais claro para o Universo é através de uma floresta selvagem”.

Estudo revela que o plantio de árvores é a solução mais efetiva no combate à mudança climática

Foto: sharegoodstuffs

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O plantio de bilhões de hectares de árvores em uma área do tamanho dos EUA pode ser a “solução mais eficaz para combater a mudança climática até hoje”, dizem os pesquisadores.

Um estudo descobriu que há potencial extra para o plantio de mais 900 milhões de hectares (2,2 bilhões de acres) de árvores em áreas que naturalmente seriam de bosques e florestas.

À medida que crescem e amadurecem, as árvores podem absorver e armazenar 205 bilhões de toneladas de carbono, segundo a análise publicada na revista Science.

Se a maior desse carbono parte provêm da atmosfera, as árvores poderiam absorver cerca de dois terços dos 300 bilhões de toneladas extras de carbono que estão na atmosfera por causa da atividade humana desde a revolução industrial.

Em seu estudo, os cientistas suíços do Laboratório Crowther ressaltam que “a restauração global de árvores é a solução mais eficaz para a mudança climática até o momento”.

No entanto, outros especialistas afirmaram que o estudo superestimou a quantidade de carbono que essa restauração florestal poderia tirar da atmosfera, e que o foco deveria ser a eliminação das emissões de combustíveis fósseis.

O professor Tom Crowther, autor principal do estudo, disse: “Todos nós sabíamos que a restauração das florestas poderia desempenhar um papel no combate às mudanças climáticas, mas não tínhamos conhecimento científico do impacto que isso poderia causar.

“Nosso estudo mostra claramente que a restauração florestal é a melhor solução disponível atualmente e fornece evidências concretas para justificar o investimento.

“No entanto, levará décadas para novas florestas amadurecerem e atingirem esse potencial”.

“É de vital importância que protejamos as florestas que existem hoje, busquemos outras soluções climáticas e continuemos a eliminar os combustíveis fósseis de nossas economias para evitar mudanças climáticas perigosas.”

Só no Reino Unido, estima-se que 4,6 milhões de hectares de cobertura florestal poderiam ser criados, em grande parte em terras de pastagens que poderiam continuar a alimentar bois e vacas, ao mesmo tempo em que armazenam carbono, dizem os pesquisadores.

A análise utilizou quase 80 mil imagens de satélite de alta resolução de áreas protegidas para avaliar os níveis naturais de cobertura de árvores em áreas que vão desde a tundra do Ártico à savana, mata aberta e florestas densas.

O Laboratório Crowther descobriu que as florestas poderiam ser reaproveitadas em 1,7 a 1,8 bilhão de hectares de terra em áreas com baixa atividade humana que atualmente não são usadas como terras urbanas ou agrícolas, adicionando 900 milhões de hectares de cobertura florestal.

O estudo conduzido pelo Dr. Jean-François Bastin também sugere que há mais potencial para replantio de árvores em terras agrícolas e áreas urbanas.

Os pesquisadores estimam que 700 milhões de hectares de cobertura florestal poderiam ser adicionados através de árvores da cidade e “agroflorestamento” – por exemplo, plantar linhas de macieiras através de plantações só no Reino Unido.

Comentando o estudo, o professor Simon Lewis, da University College London, disse que a estimativa de que as florestas extras poderiam armazenar 200 bilhões de toneladas de carbono era “muito alta”.

Ele acrescentou: “Novas florestas podem desempenhar um papel na limpeza de algumas emissões residuais de carbono, mas a única maneira de estabilizar o clima é que as emissões de gases de efeito estufa cheguem a zero, o que significa cortes drásticos nas emissões de combustíveis fósseis e desmatamento”.

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Relatório revela que a civilização humana pode chegar ao fim em 2050

Foto: Maja Hitij/Getty Images

Foto: Maja Hitij/Getty Images

A civilização humana como a conhecemos pode já ter entrado em suas últimas décadas, adverte um novo e preocupante relatório que analisa o provável futuro da habitabilidade do planeta.

Os impactos cada vez mais severos e graves da crise climática, combinados com a falta de ação para enfrentá-la, estão empurrando o planeta para uma situação cada vez mais caótica que pode sobrecarregar as sociedades em todo o mundo, afirmam os autores do relatório.

O artigo, produzido pelo think tank de Melbourne, o Breakthrough National Center for Climate Restoration, é apresentado pelo ex-chefe das Forças de Defesa Australianas e pelo almirante aposentado da Marinha australiana, Chris Barrie.

Em sua introdução, ele diz que os autores do relatório “revelaram a verdade nua e crua sobre a situação limite em que os humanos e o nosso planeta estão, apresentando um quadro perturbador da possibilidade real de que a vida humana na Terra possa estar em extinção, da maneira mais horrível, segundo o Independent.

O documento argumenta que “a mudança climática representa agora uma ameaça existencial de curto e médio prazo para a civilização humana”, e pede uma reavaliação na forma como os governos respondem a cenários climáticos estimados para levarem as projeções das piores possibilidades mais a sério.

O relatório também argumenta que os impactos nocivos da crise do clima, como a crescente escassez de alimentos e água, serão um catalisador das instabilidades sócio-políticas existentes para acelerar a desordem e o conflito nas próximas três décadas.

Para preparar-se para esse impacto, o relatório pede uma revisão na gestão de risco dos países “que precisa ser fundamentalmente diferente da prática convencional”.

“Ela (gestão de risco) teria que se concentrar nas possibilidades sem precedentes dos piores cenários possíveis, em vez de avaliar as probabilidades “do meio do caminho” com base na experiência histórica da humanidade”.

A pesquisa foi de autoria de David Spratt, diretor de pesquisa da Breakthrough, e Ian Dunlop, ex-executivo da indústria internacional de petróleo, gás e carvão, que trabalhou para a Royal Dutch Shell e foi presidente da Australian Coal Association.

O artigo oferece o que eles dizem ser um cenário plausível que fornece “um vislumbre de um mundo de caos total”.

Com base na falta de uma ação global significativa para extinguir rapidamente todas as emissões de gases de efeito estufa na próxima década, os autores esboçam um cenário em que as emissões globais atingem o pico em 2030.

Neste caso, usando vários estudos existentes, eles apresentam uma hipótese em que as temperaturas globais médias podem chegar a 3ºC acima dos níveis pré-industriais até 2050.

O efeito disso seria perceber o cenário “Terra pós efeito-estufa”, no qual o planeta estaria caminhando para pelo menos outro grau de aquecimento.

O gelo do mar em efeito reflexivo derreteria, aquecendo mais os oceanos e elevando os níveis do mar rapidamente. Haveria “perda generalizada de permafrost (pergelissolo, tipo de solo encontrado no Ártico) e seca com perda florestal (ressecamento das árvores até a morte) da Amazônia em larga escala”.

O artigo diz: “A desestabilização do Jet Stream (correntes de ar sinuosas, estreitas e de fluxo rápido nas atmosferas de alguns planetas, incluindo a Terra) afetou significativamente a intensidade e distribuição geográfica das monções da Ásia e da África Ocidental e, juntamente com a desaceleração adicional da corrente do Golfo, está interferindo nos sistemas de suporte à vida na Europa.

“A América do Norte sofrerá (neste cenário) de extremos climáticos devastadores, o que inclui incêndios florestais, ondas de calor, secas e inundações. As monções de verão na China teriam fracassado, e a água fluirá para os grandes rios da Ásia que serão severamente reduzidos pela perda de mais de um terço da camada de gelo do Himalaia.

“A perda glacial chegará a 70% nos Andes e a chuva no México e na América Central cairá pela metade.” Este cenário também colocaria o mundo no caminho para 5ºC de aquecimento até 2100.

O documento observa que os cientistas já alertaram que o aquecimento da 4°C é incompatível com uma comunidade global organizada, seria devastador para a maioria dos ecossistemas e tem uma alta probabilidade de não ser estável. O Banco Mundial disse que o planeta pode estar “além da adaptação” a tais condições.

“Mesmo para o 2°C do aquecimento, mais de um bilhão de pessoas podem precisar ser realocadas e em cenários de alto impacto, a escala de destruição está além da nossa capacidade de projeção, com uma alta probabilidade de civilização humana chegar ao fim”, afirma o estudo.

Os autores dizem que “o mundo está completamente despreparado para encarar, e menos ainda, lidar com as conseqüências de uma mudança climática catastrófica”, mas também apresentam recomendações políticas que poderiam ajudar a mitigar os piores efeitos.

“Para reduzir esse risco e proteger a civilização humana, uma enorme mobilização global de recursos é necessária na próxima década para construir um sistema industrial de emissões zero e preparar a restauração para um clima seguro.

“Isso seria semelhante em escala à mobilização emergencial realizada na Segunda Guerra Mundial”.

O almirante Barrie acrescentou: “Um futuro previsto no “juízo final” não é inevitável. Mas sem uma tomada de ação drástica e imediata, nossos prospectos são os piores. Nós devemos agir coletivamente. Precisamos de uma liderança forte e determinada no governo, nos negócios e em nossas comunidades para garantir um futuro sustentável para toda a humanidade”.

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Refugiado do Sudão do Sul se dedica a plantar árvores para o bem das próximas gerações

Por David Arioch

“A primeira vez que vim, existiam muitas árvores. A segunda vez, de alguma forma, tinham menos. Da terceira vez, árvores estavam escassas” (Foto: Acnur)

Aos 32 anos, Bidal Abraham já teve que fugir de sua casa no Sudão do Sul três vezes. Em cada uma delas, conseguiu chegar de forma segura ao país vizinho, Uganda. E nas viagens, notou que havia cada vez menos árvores no caminho.

“A primeira vez que vim, existiam muitas árvores. A segunda vez, de alguma forma, tinham menos. Da terceira vez, árvores estavam escassas”, diz.

Bidal não podia parar a guerra que deixou para trás, mas podia plantar árvores e cuidar da terra que o recebeu, assim como seus colegas refugiados.

“Plantar árvores é importante porque árvores são vida. Elas podem fornecer sombra para nós e para os animais e mais oxigênio para o ar que respiramos. Cortamos árvores para fazer lenha e é importante que plantemos constantemente para que, se algum dia voltarmos para o Sudão do Sul, podemos deixar esse local como o encontramos”, explica.

À medida em que as árvores crescem, elas amenizam a mudança climática ao absorver dióxido de carbono do ar, armazenando carbono nas árvores e no solo e liberando oxigênio na atmosfera. Uma árvore pode absorver mais de 21 quilos de dióxido de carbono por ano e pode sequestrar uma tonelada de dióxido de carbono no momento em que atinge 40 anos de idade.

“Precisamos plantar árvores para substituir as que cortamos para carvão e para construir nossos abrigos. Eu sempre falo com as pessoas [sobre plantar árvores]. Se você fala com 100 pessoas em um dia, as que captam a mensagem positivamente são poucas. Mas não desistimos, nós continuamos”, enfatiza.

A fuga mais recente de Bidal ocorreu em maio de 2018, quando os combates irromperam em sua cidade natal, Yei. Ele cruzou a fronteira com sua esposa grávida e sua filha e se estabeleceu em um pequeno terreno em Omugo Extension, uma área de 5,4 quilômetros quadrados que abriga cerca de 30 mil refugiados na região norte do Nilo, no norte da Uganda. Uma vez coberto de árvores e mato, o assentamento agora é usado em grande parte para residências e áreas agrícolas.

Atualmente, Uganda abriga 1,2 milhão de refugiados. Eles têm acesso à terra para que possam construir uma casa e cultivar os próprios alimentos. Tanto os refugiados quanto a comunidade local usam lenha para as necessidades cotidianas, como cozinhar. Além disso, centenas de milhares de novos refugiados precisam de madeira para construir abrigos. As atividades afetaram o meio ambiente e a tensão sobre os recursos naturais estava aumentando.

“Há algumas pessoas na comunidade que apenas vão até o mato e cortam árvores. A comunidade que nos acolheu se sente preocupada e às vezes nos confrontamos”, pontua.

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e seus parceiros encorajam os refugiados a plantar mudas de árvores no perímetro de suas terras. Algumas serão cortados, mas outros sobreviverão à medida que formas alternativas de energia se tornarem mais disponíveis para os refugiados e as comunidades de acolhida.

“Sem árvores não haverá paz”, explica Asiku Dalili, um oficial de projeto da Iniciativa Rural para o Empoderamento da Comunidade (Rice) que trabalha com o Acnur para implementar atividades de reflorestamento e reduzir as tensões decorrentes da competição por recursos.

“Mesmo antes dos refugiados, já haviam desafios ambientais aqui e a comunidade estava lidando com muitos problemas”, informa Asiku, acrescentando que havia problemas como as queimadas, o desflorestamento e a venda de carvão:

“Porque eles precisam sobreviver, você não pode persegui-los, eles precisam usar a lenha, eles precisam usar o solo, eles precisam usar os recursos hídricos.”

O Acnur também apoia viveiros de árvores dentro dos campos, a distribuição de mudas para refugiados e comunidades de acolhida e a educação sobre os benefícios do reflorestamento.

Além disso, o Acnur está trabalhando com o governo de Uganda para produzir 8,4 milhões de mudas de árvores este ano e restaurar centenas de hectares de árvores dentro de reservas e plantações.

Mais de 1,1 milhão de árvores foram plantadas em quatro campos na região do Nilo Ocidental desde 2017, mas apenas 55% sobreviveram ao clima severo e à condições variáveis do solo.

Todas as manhãs, Bidal rega as pequenas mudas que plantou em torno de sua casa e se orgulha de vê-las crescer. Sua paixão é importante.

“Me lembro que da segunda vez que estive em Uganda, encontrei as árvores que eu mesmo plantei. Alguém está vivendo lá agora, essa é a sua casa”, comenta com satisfação.


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Xingu registra desmatamento recorde com 13 milhões de árvores derrubadas

Um monitoramento feito pela Rede Xingu +, que recebeu o nome de Sirad X, concluiu que 13.865 hectares foram desmatados na região do Xingu que pertence ao estado do Mato Grosso. Desses, 78% foram destruídos ilegalmente, o que corresponde a 11 mil hectares ou aproximadamente 13 milhões de árvores.

“O alto percentual de desmatamento ilícito expressa a ineficácia dos instrumentos existentes de combate ao crime ambiental. Esse quadro pode piorar com a chegada da estação da seca, quando os números de desmatamento tendem a crescer”, alerta Ricardo Abad, especialista em sensoriamento remoto do Instituto Socioambiental (ISA).

Há municípios do estado de Mato Grosso, como Canarana, Cláudia, Gaúcha do Norte, Peixoto de Azevedo e Querência, que a taxa de desmatamento feito na ilegalidade atingiu 100% durante o período analisado. Na cidade de Feliz Natal, 68% de mata foi desmatada ilegalmente, mas o município foi o que mais desmatou em área: 1.572 hectares. As informações são do portal oficial do Instituto Socioambiental.

Ao ser questionada sobre os motivos que levam ao desmatamento ilegal, Ana Valdiones, analista do Instituto Centro de Vida (ICV), afirmou que “a percepção do risco que é muito baixa”. Segundo o ICV, 85% do desmatamento na parte amazônica do Mato Grosso, no ano de 2018, foi realizado de forma ilegal. As altas taxas são explicadas, também, pela morosidade no processo de regularização ambiental e pela falta de políticas públicas estaduais, segundo Valdiones. “No geral a ilegalidade continua presente. Sempre foi e continua presente”, lamentou.

Outros dados, apresentados pela Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA-MT), indicam que 98% das áreas desmatadas entre 2015 e 2016 no estado não tinham autorização para o desmate e que, entre 2016 e 2017, a taxa foi de 94%. Até o fechamento da reportagem, a SEMA não se pronunciou sobre o caso.

Apesar dos altos números relacionados a desmatamento ilegal, as autuações feitas pelo Ibama caíram 35% quando comparadas ao período de janeiro a maio de 2018.

No mês de março, foi registrado um aumento de 461% no desmatamento feito em Unidades de Conservação na bacia do Xingu, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. A Floresta Nacional (Flona) de Altamira, de jurisdição federal, foi alvo de um aumento de 550% no desmatamento em abril, com o desmate de 242 hectares devido a garimpo ilegal.

“É preocupante que, em um momento em que o desmatamento ilegal avança, a atuação do instituto fiscalizador seja reduzida. A fiscalização e responsabilização são etapas essenciais no combate às atividades ilegais”, comentou Abad.

Valdiones afirma que é preciso haver mais transparência nos dados sobre desmatamento ilegal e a promoção de iniciativas de adequação ambiental no estado. “A transparência, aliada ao uso e produção de informações a partir desses dados públicos, deixa claro quem é quem. Fica claro quem tem passivo [ambiental]”, apontou.

As áreas protegidas da região também estão em risco. Em março e abril, o desmatamento na bacia do Xingu aumentou em 156%, quando comparado aos dois primeiros meses do ano. Foram desmatados 21.495 hectares. Desse total, 19% ocorreu em áreas protegidas, isso é, terras indígenas e unidades de conservação.

A biodiversidade do Xingu, que tem uma área de 51 milhões de hectares, com 31 terras indígenas e 21 unidades de conservação, é singular e de grande importância. No entanto, o avanço do desmatamento, da grilagem, do garimpo, do roubo de madeira e da contaminação da flora por agrotóxicos ameaça a região, que abrange mais de 60 municípios do Pará e do Mato Grosso.

Desmatamento no Rio Grande do Sul

O desmatamento não se restringe ao Mato Grosso. No Sul, o pampa gaúcho está ameaçado. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), coletados por dois satélites, mostram que, em 2016, 43,7% da vegetação nativa foi desmatada e apenas 47,3% foi preservada. Os outros 9% representam a hidrografia da região.

Um dos seis biomas brasileiros, o pampa é restrito ao Rio Grande do Sul. E de acordo com Daniel Hanke, professor da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), que conduz uma pesquisa sobre o tema, a biodiversidade da região é imensa.

“Ao modificar um sistema que estava em equilíbrio, com os organismos trabalhando todos juntos, destruindo a vegetação, retira-se o alimento de muitos animais e o refúgio de várias espécies com funções ecológicas específicas”, explicou Hanke.

O estudo do Inpe ainda não aponta a causa do desmatamento. Hanke, no entanto, afirma que, enquanto a plantação de arroz está estabilizada e a de milho tem decrescido, o plantio de soja vem ganhando espaço. O grão é majoritariamente produzido no Brasil para alimentar animais explorados e mortos para consumo humano.

“Quando se suprime a vegetação para introduzir uma monocultura de soja, não se troca só uma planta por outra. O que se troca é um sistema que evoluiu ecologicamente para o equilíbrio por uma única vegetação”, explicou o pesquisador.

O levantamento do Inpe mostrou ainda que a maior área preserva pertence à Área de Proteção Ambiental (APA) Ibirapuitã, que foi criada em 1992 por meio de decreto federal. Outras porções preservadas, em meio a áreas desmatadas, também foram registradas.

“Essas ilhas no meio de um mar de soja aumentam a fragilidade do pampa porque a supressão começa pelas bordas. Um campo nativo de 20 hectares é menos resistente à pressão lateral do que um campo nativo de mil hectares”, comentou Hanke.

Com o desmatamento, novas estradas entre os campos são criadas. Nelas, circulam caminhões que espalham sementes do capim-annoni, que é considerado uma praga. O crescimento desse tipo de planta era controlado, no passado, por animais gigantes da pré-história, que foram extintos. Cerca de oito mil anos após a extinção deles, bois e cavalos foram trazidos ao Brasil pelos colonizadores, conforme explicam os pesquisadores Rafael Cabral Cruz, da Unipampa, e Demétrio Luis Guadagnin, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no trabalho Uma Pequena História Ambiental do Pampa, de 2010.

De acordo com Ranke, a vegetação do pampa e os bois convivem em equilíbrio, ao contrário do que acontece na Amazônia, em que grandes áreas são desmatadas para a criação de bois que, depois, serão mortos para consumo. “No pampa, não há efeitos negativos na presença desse animal. Pelo contrário, ela é desejável”, disse Hanke.

No entanto, ultimamente tem sido registrada uma queda no número de bois no pampa, o que reforça a percepção de que a soja tem tomado conta do bioma.


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Orangotango grávida é fotografada em cima da última árvore que restou em pé na floresta

Foto: Press People

Foto: Press People

Uma orangotango do sexo feminino grávida, exausta e faminta se agarra a uma árvore solitária bem acima do que costumava ser uma floresta tropical intocada há milênios – até que tratores gigantes a invadiram e destruíram em dias.

Boon-Mee estava fraca e assustada demais para deixar o tronco de árvore onde procurara refúgio enquanto as máquinas destruíam sua casa na floresta em Bornéu, relata o jornal Sunday People.

Suas condições significavam que ela não conseguiria procurar alimentos – condenando a si mesma e seu bebê a uma morte agonizante.

Boon-Mee parecia condenada a compartilhar o destino de muitos orangotangos na Indonésia, onde as plantações de dendê estão destruindo os habitats tropicais dos primatas em Bornéu e Sumatra.

Foto: Press People

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Centenas de macacos são abatidos todos os anos com armas e facões na busca por lucros que as empresas realizam ao destruir as florestas de dendê para extrair o óleo de palma.

Mas, na verdade, Boon-Mee teve sorte porque, no caso dela, os donos das plantações pertencem a um grupo de conservação e relataram seu caso a uma entidade beneficente International Animal Rescue.

Uma equipe do IAR – apoiada por oficiais florestais locais – saiu em seu resgate e passou horas lutando sobre árvores caídas, muitas vezes tendo que usar máscaras porque os tocos tinham sido incendiados e ainda estavam queimando.

Quando finalmente chegaram ao local, encontraram não apenas Boon-Mee, mas outros três orangotangos.

Charanya teve um bebê e estava procurando desesperadamente por comida. Kalaya estava semi-consciente e com os peitos cheios de leite, levando a equipe a pensar que ela tinha acabado de ter um bebê, que provavelmente morreu ou foi tirado dela para ser vendido como animal doméstico.

Enquanto isso, Boon-Mee estava sobrevivendo com suas últimas forças.

O oficial da IAR, Lis Key, disse: “É de cortar o coração ver o estado terrível desses animais, já que seu habitat é destruído pela indústria de dendê – eles ficam fracos pela fome.

“É um conforto mínimo que desta vez, em vez de persegui-los ou matá-los, como costumam fazer, a empresa fez a coisa certa e nos contatou”, disse Key.

Boon-Mee foi o mais complicado dos primatas a ser resgatado porque ela estava fraca demais para descer da árvore.

No final, os socorristas a tranquilizaram com um dardo e a pegaram em uma rede.

Os três adultos e o bebê foram levados para um refúgio da vida selvagem, onde Boon-Mee teve seu bebê protegida e tranquila. Ela passa bem e parto correu normalmente.

Todos os orangotangos tiveram a saúde restabelecida e depois foram liberados na selva em outra parte da floresta. Lis disse: “Apesar da condição em que estavam, eles realmente tiveram sorte em terem sido resgatados”.

“O pior é que existem centenas de orangotangos que não terão tanta sorte por causa das terríveis condições em que são forçados a tentar sobreviver”.

Especialistas temem que existam apenas 40 mil orangotangos na natureza – um número chocante se considerados que representam 20 mil a menos de apenas uma década atrás.

E o IAR avisa que o desmatamento para extração do óleo de palma é a causa número um de tantas mortes.

Foto: Press People

Foto: Press People

O óleo é usado em até metade de todos os alimentos processados, é cada vez mais usado como biocombustível e é um ingrediente-chave em itens como xampus e cosméticos.

Lis disse: “Há muitas alternativas para o óleo, mas nenhuma é tão barata”.

E os compradores muitas vezes não percebem o quanto isso é usado, porque podem ser citados nas embalagens e rótulos dos produtos como “óleo vegetal”.

Mas o plano da UE para introduzir novas regras de rotulagem começa a vigorar no próximo ano.

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Colheitas de azeitonas no Mediterrâneo matam milhões de aves canoras anualmente

Foto: Plant Based News/Reprodução

Foto: Plant Based News/Reprodução

A colheita de azeitonas no Mediterrâneo, que vai de outubro a janeiro, está matando milhões de pássaros anualmente, de acordo com pesquisadores.

É relatado que na comunidade autônoma da Andaluzia, na Espanha, 2,6 milhões de aves são mortas pela pelos tratores usados para colher as azeitonas – que são “aspiradas” das oliveiras, enquanto o maquinário coleta as frutas.

De acordo com o The Independent, quando a colheita ocorre à noite – “a luz vinda das máquinas deslumbra e desorienta as aves”, resultando em um número “catastrófico” de mortes, chegando a 100 aves mortas em cada passagem de trator na colheita.

Sugados para a morte

A pesquisadora-chefe do Centro de Pesquisa em Biodiversidade e Recursos Genéticos, Vanessa Mata, disse ao The Independent: “A máquina funciona perfeitamente bem se usada durante o dia, já que as aves são capazes de ver e escapar enquanto eles (tratores) estão operando.

“No entanto, durante a noite eles usam luzes muito fortes que confundem os pássaros e os levam à sua morte, uma vez que são sugados pelo trator.”

Tomando uma atitude

As aves – incluindo robins, verdelhões e outras espécies britânicas – estão legalmente protegidas, mas as autoridades ainda não estão proibindo a colheita anual.

Mata acrescentou: “Os governos locais e as comunidades locais, nacionais e internacionais precisam urgentemente avaliar o impacto da prática e tomar medidas para acabar com ela.”

Órgão dos EUA pede cuidado com ninhos de beija-flor durante poda a árvores

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (FWS, na sigla em inglês), órgão federal que zela pelos animais silvestres e habitats deles, fez um alerta sobre os ninhos de beija-flor que são feitos pelas aves em árvores e arbustos.

Foto: Pixabay

Por serem animais pequenos, que na vida adulta podem ter de 6 a 20 centímetros e pesar de 1,5 a 20 gramas, conforme a espécie, o beija-flor não precisa fazer um ninho robusto para por os ovos. Por isso, essas aves costumam construir ninhos feitos com teia de aranha e saliva, que são frágeis, têm cerca de 3 a 4 centímetros de raio, e podem ser facilmente destruídos.

Devido a essa delicadeza, é comum que os ninhos sejam derrubados e desfeitos de forma acidental, especialmente durante a prática da poda de árvores de arbustos. As informações são do portal Almanaque SOS.

Preocupado com essa realidade, o órgão decidiu publicar um comunicado, nas redes sociais, pedindo mais cuidado aos norte-americanos durante a poda.

“Ovos de beija-flor são minúsculos, do tamanho de jujubas! Por favor, lembre-se de verificar cuidadosamente se há ninhos antes de aparar árvores e arbustos nesta primavera”, diz a publicação.

O cuidado simples, de verificar se há ninhos no local antes de fazer a poda, é primordial para a preservação da espécie.