Casal refloresta 600 hectares de área para abrigar 500 espécies sob risco de extinção

Um casal brasileiro reflorestou 600 hectares de área em Minas Gerais para abrigar 500 espécies ameaçadas de extinção. O famoso fotógrafo Sebastião Salgado e sua esposa decidiram plantar as árvores após retornar ao local onde ele viveu na infância e encontrar um cenário de devastação que comprometia a existência de diversos animais.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

“A terra estava tão doente quanto eu – tudo foi destruído. Apenas 0,5% da terra estava coberta de árvores. Então eu e minha esposa tivemos a ideia desafiadora de replantar a floresta. E quando começamos a fazer isso, aos poucos, todos os insetos, pássaros e peixes retornaram; graças ao aumento do número de árvores, eu também renasci como pessoa”, disse Salgado, segundo informações do jornal britânico The Guardian.

Pouco tempo depois, Salgado criou, com o apoio da família, o Instituto Terra e ele e sua esposa plantaram mais de dois milhões de árvores em um período de 20 anos. Segundo o portal Science Insanity, a primeira muda foi plantada em dezembro de 1999. No início, cerca de 24 trabalhadores foram contratados para ajudar no trabalho de reflorestamento. No entanto, logo que a notícia sobre a ação do casal repercutiu, dezenas de pessoas se ofereceram para ajudar de forma voluntária. O casal também recebeu uma doação de 100 mil mudas de árvores.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Com o passar dos anos, as árvores da região começaram a florescer e deram origem a uma floresta densa, que resultou no aumento pluvial da região, além de propiciar um clima ligeiramente mais frio. As informações são do Portal do Animal.

“As florestas são essenciais. Precisamos de árvores nativas para coletarmos os frutos que utilizamos para nos alimentar, assim como os herbívoros. Sem elas, não há ciclo da vida”, disse Salgado. “Precisamos ouvir o que os nativos falam sobre a mãe terra. Extraímos muito da natureza, e precisamos devolver isso de alguma forma. A mãe terra necessita de algum tipo de retorno espiritual. Temo que seremos comprometidos se não olharmos com mais amor para a natureza”, completou.

A área reflorestada pelo casal conta atualmente com 293 espécies de árvores e rejuvenesceu uma área equivalente a 1,5 mil acres de floresta tropical.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Projeto instala casinhas em árvores para proteger o periquito-verde

Casinhas estão sendo colocadas em árvores de praças, parques e áreas verdes de Matão (SP) para proteger e facilitar os ninhos de pássaros da espécie periquito-verde. A ação é uma iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente do município.

Foto: Ananda Porto/ TG

Dez casinhas já foram colocadas na Praça da Abolição e no Parque Ecológico. Mais quatro serão instaladas na nascente piloto do Portal Terra da Saudade. As informações são do G1.

O diretor de saneamento e biólogo Jorge Luiz David explica que a espécie tem menos chances de firmar ninhos e continuar a reprodução devido ao crescimento das cidades e a diminuição das florestas.

“Pelo fato desses animais serem comercializados e terem a taxa de reprodução muito baixa, a implantação desse projeto vem a contribuir com eles, instalando nas praças e parques do nosso município”, disse.

Feitas de madeira, as casinhas foram pensadas para proteger os ninhos. O objetivo é que elas façam a diferença na próxima primavera, época de reprodução da espécie, que começa em setembro.

Foto: Reprodução EPTV

“Na próxima primavera a gente pode fazer o levantamento e certificar os resultados para saber se houve o auxílio das casinhas na reprodução”, explicou.

O biólogo pede que a população não retire as casinhas e não pegue os filhotes dos ninhos para manter em cativeiro.

Durante as vistorias feitas pela equipe responsável pelo projeto, colmeias foram encontradas. Para protegê-las, elas serão removidas e realocadas em áreas afastadas do perímetro urbano, sem prejuízo à natureza.

O projeto recebeu o nome de “Fauna Viva”. Ele integra as ações do Programa Município VerdeAzul (PMVA) e melhora a pontuação da cidade com os cuidados com a flora e a fauna brasileiras.

Pesquisadores descobrem que árvores têm “batimento cardíaco”

Os pesquisadores Zlinszky e Anders Barfod descobriram que as árvores têm uma espécie de “batimento cardíaco”. Segundo eles, os troncos e galhos se contraem e se expandem para levar a água das raízes até as folhas, de forma semelhante ao que é feito pelo nosso coração para bombear sangue para todo o organismo do corpo humano.

Foto: Pixabay

A principal diferença entre o que o coração e as árvores fazem é a frequência do “batimento cardíaco”. A árvore tem um “batimento” a cada duas horas ou mais e, ao invés de regular a pressão sanguínea, esse “batimento” serve para regular a pressão da água. As informações são do Portal Raízes.

Para chegar ao resultado do estudo, os pesquisadores usaram um scanner a laser terrestre que monitorou 22 espécies de árvores e documentou a forma como o topo dessas árvores se transformou. Os cientistas tiveram o cuidado de realizar as medições em estufas à noite para descartar o sol e o vento como fatores nas mudanças do formato das árvores.

Em várias árvores estudadas, os galhos subiam e desciam cerca de um centímetro a cada duas horas. O movimento, para os pesquisadores, é uma indicação clara de que as árvores bombeiam água das raízes para as folhas.

Os pesquisadores não sabem ainda, porém, de que forma esse “bombeamento” funciona. A sugestão deles é que o tronco aperte a água, empurrando-a através do xilema – um sistema de tecido vegetal formado por células mortas, rígidas e lignificadas que conduzem a seiva e sustentam a plana, cuja principal função é transportar água e nutrientes.

Dia Internacional das Florestas: preservar as árvores é garantir a sobrevivência do planeta

Foto: Pixabay

As florestas são as responsáveis pelo equilíbrio do nosso planeta. Elas purificam o ar, regulam a temperatura, abrigam a maior parte da biodiversidade de fauna e flora do mundo e protegem o solo contra erosões e outros danos. Cerca de 90% de todas as espécies terrestres de seres vivos podem ser encontradas em florestas.

Para destacar e conscientizar a sociedade sobre a importância das flores, em 1971, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) sugeriu a criação do “Dia Mundial da Floresta”. A data escolhida foi 21 de março, dia que marca a chegada da Primavera no Hemisfério Norte.

Em 2012, a Organização das Nações Unidas (ONU) alterou o nome da data para “Dia Internacional das Florestas”, para reforçar o compromisso de todos os países pela preservação das florestas e garantia da sobrevivência do planeta. Um dos principais obstáculo para a proteção das árvores e florestas é o desmatamento.

Com o objetivo de impedir que a florestas sejam destruídas de forma irreversível, a ONU fez hoje o desafio de comemorar o Dia Internacional das Florestas com o tema “Florestas e Educação”. A ideia é inspirar cidades e países a criarem eventos focados na educação ambiental para a preservação das florestas e recriar uma conexão entre seres humanos e natureza.

Para o chefe da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, a data é uma ótima oportunidade para educar a população sobre a importância da preservação da natureza. “As florestas ajudam a manter o ar, o solo, a água e as pessoas saudáveis. E elas desempenham um papel vital no combate a alguns dos maiores desafios que enfrentamos, tais como a luta contra as mudanças climáticas e a erradicação da fome”, acredita.

Ele acrescenta ainda que a educação ambiental é fundamental na formação dos jovens. “A educação é um passo crítico para proteger os recursos naturais para as gerações futuras. É essencial que as crianças aprendam sobre as florestas desde cedo”, conclui.

Austrália vai plantar um bilhão de árvores para combater aquecimento global

Para cumprir as metas climáticas estabelecidas pelo Acordo de Paris e colaborar com o combate ao aquecimento global, a Austrália anunciou que irá plantar um bilhão de árvores. O projeto será executado até 2050.

(Foto: Pixabay)

A medida pode remover mais de 16 milhões de toneladas de gases do efeito estufa por ano e é vista como um exemplo para muitos outros países que não estão cumprindo o acordo.

De acordo com um estudo feito pela ETH Zurich, na Suíça, uma ampla campanha de plantio de árvores em todo o mundo poderia reduzir significativamente os índices de dióxido de carbono na atmosfera, podendo anular até uma década de emissões.

O pesquisador Thomas Crowther, da ETH Zurich, afirma que as árvores são “nossa arma mais poderosa na luta contra as mudanças climáticas”.

Crowther e seus colegas pesquisadores consideram que a Terra conseguiria suportar o plantio de 1,2 trilhão de árvores, em parques, bosques e terras abandonadas de todo o planeta. Essa meta, caso alcançada, superaria qualquer outro método de combate às mudanças climáticas.

“É uma coisa bonita porque todos podem se envolver”, disse Crowther ao The Independent. “As árvores literalmente tornam as pessoas mais felizes em ambientes urbanos, melhoram a qualidade do ar, a qualidade da água, a qualidade dos alimentos, o serviço ecossistêmico, é uma coisa tão fácil e possível”, finalizou.

Pica-paus que vivem em São Paulo correm risco de extinção

Primeiro foram as ararinhas-azuis. Agora são os pica-paus que estão ameaçados de extinção no Brasil, sobretudo na cidade de São Paulo, uma selva de pedra que destina cada vez menos espaço para essas aves.

Foto: Rudimar Narciso

Elas têm como habitat as frondosas árvores, com troncos circundados por grossas camadas de cascas, como os jacarandás, que estão desaparecendo da cena urbana.

O ornitólogo Dalgas Frisch, com 88 anos, 81 deles dedicados aos pássaros brasileiros, está empenhado em salvar os pica-paus desse lento e gradual processo de desaparecimento em São Paulo. Como Dalgas mora ao lado da Reserva Ecológica do Morumbi, uma mata com 24 hectares no coração de São Paulo, ao lado do Palácio dos Bandeirantes, ele percebeu que os pica-paus, antes abundantes na região, estão rareando. Por isso, há dois anos começou a estudar o fenômeno, acompanhando o dia a dia desses pássaros, com fotografias e filmagens. Afinal, no México os pica-paus já estão praticamente extintos, tanto em função do desmatamento como pelo fato de que os moradores acreditavam que suas penas tinham propriedades medicinais (a fumaça com a queima das plumagens ajudava mulheres a suportar as dores do parto).

Mas, em São Paulo, a ameaça maior vem da Prefeitura, segundo ele. Os funcionários de parques e jardins vêm dedetizando com inseticidas as árvores para matar cupins e esse veneno é letal para esse tipo de pássaro, que têm por hábito perfurar as árvores com o bico para encontrar insetos que os alimentam ou até mesmo a fazer seus ninhos nos buracos “cavados” por eles nos troncos. Além disso, a Prefeitura vem substituindo os Jacarandás por plantas de textura lisa, onde os pássaros não conseguem se “segurar” para poder furar as árvores. Ele garante que vai procurar o prefeito Bruno Covas para expor o problema.

Dalgas acabou descobrindo uma coisa também importante para a sobrevida dos pica-paus. “Como esses pássaros fixam as patinhas nas árvores para fazer os furos com os potentes bicos, eles usam as asas e caudas, chamadas tecnicamente de remiges e retrizes, para se apoiar nas árvores. Mas as asas e caudas acabam ficando grudadas pela resina absorvida das plantas. Se elas não se livram das resinas, não conseguem apoio para a fixação às plantas em novas operações, e podem morrer”, diz o ornitólogo. Dalgas percebeu que esses pássaros necessitam banhar-se para retirar a resina das asas com bastante frequência. Recomenda que moradores em áreas habitadas pelos pica-paus implantem recipientes com água para permitir o acesso dos pássaros ao banho diário, hábito que já adota em sua casa no Morumbi.

Um estudo completo sobre essa constatação está sendo preparado para publicação na revista Nature, no Reino Unido. “Ainda podemos salvar o pica-pau paulistano da extinção”, resume Dalgas. A dedicação a esse estudo foi tamanha que Dalgas caiu, em junho último, de uma enorme escada que ele instalou para fotografar de perto os pica-paus que observa no Morumbi. Resultado: fraturou o crânio e ficou dois meses internado no Hospital Albert Einstein, entre a vida e a morte.

Sobre Dalgas Frisch

Dalgas é uma referência mundial para a ornitologia brasileira. Nascido em São Paulo, embora filho de dinamarquês, ele acaba de receber o título de cidadão da Dinamarca pelos relevantes serviços em prol da preservação da fauna e flora, inclusive da Amazônia, principalmente por ter contribuído para a demarcação do Parque do Tumucumaque, com 10 milhões de hectares, encravado entre as florestas amazônicas do Brasil, Suriname e Guiana Francesa, uma área maior do que o território de Portugal (9,2 milhões de hectares).

Foi nessas florestas, inclusive, no Acre, que o ornitólogo fotografou e gravou o som dos sete cantos do Uirapuru, um pássaro que só vive na Amazônia (ver box em anexo). Só ele, em todo o mundo, conseguiu essa façanha. Mas quem acha que o velho Dalgas aposentou-se e que só vive das glórias do passado, não imagina do que ele é capaz para manter o sangue de pássaros correndo em suas veias. Ele é praticamente um homem pássaro.

Fonte: IstoÉ