Proposta prevê liberação do aumento de porcos mortos nas fazendas de criação

Foto: Adobe
As instalações e fazendas de criação de porcos nos Estados Unidos preparam-se para exceder o número de porcos que podem ser legalmente mortos por hora sob uma nova proposta de regulamentação.
O governo federal tem recebido as demandas de fazendas de criação em larga escala de porcos para reduzir o número de inspeções e remover os “limites de velocidade” possibilitando a morte de mais porcos por hora.
Atualmente, as fazendas e matadouros não podem exceder 1.106 porcos mortos por hora, pois os inspetores devem examinar os corpos dos animais e remover quaisquer peças que possam causar danos aos consumidores.
Os defensores da nova proposta argumentam que os porcos criados para o mercado de carne têm cerca de seis meses de idade e pesam 250 e são “geralmente saudáveis”, por isso não precisariam de inspeção.
Eles disseram ao New York Times que: “A eliminação das velocidades máximas acrescentaria flexibilidade aos cronogramas de produção das fábricas e aos níveis de pessoal”.
“Paradoxo”
Preocupações têm sido levantadas, particularmente sobre os efeitos que o aumento de velocidade poderia ter sobre os trabalhadores e a saúde pública, com pessoas argumentando que a nova proposta está “agindo para o benefício financeiro dos gigantes do processamento de carne”.

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“O fato de que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) seja responsável pela segurança alimentar é um paradoxo”, disse Deborah Berkowitz, ex-oficial sênior da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional.
“Os USDA sempre esteve ali para promover a indústria. Seu foco principal é aumentar os lucros do setor de frigoríficos e aves que eles regulam”.
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