Pescador corta barriga de filhote de tubarão-martelo e o joga de volta ao mar para morrer

Por Rafaela Damasceno

Ryan Dowling foi testemunha de um assassinato cruel em Queensland, na Austrália. Ele afirma ter visto um pescador rindo enquanto cortava um filhote de tubarão-martelo, espécie ameaçada de extinção, da cauda até a cabeça. Depois, o homem jogou o animal agonizante de volta à água, sabendo que ele morreria.

O pescador segura o tubarão-martelo pequeno em uma das mãos

Foto: Ryan Dowling , Facebook

Ryan disse ao Yahoo News que o ato era assombroso e que não havia motivo algum que pudesse justificá-lo. Ele ainda contou que conseguiu tirar fotos do crime e levará às autoridades.

Ele postou a foto em seu Facebook com a legenda: “Que diabos há de errado com as pessoas atualmente?”. Um outro pescador respondeu que odeia os tubarões quando está pescando, mas que sempre os solta quando se prendem em suas iscas. “É rápido tirá-los do anzol e devolvê-los ao mar”, escreveu ele.

O doutor Leo Guida, da Sociedade Australiana de Conservação Marinha, reconheceu o animal como um tubarão-martelo-recortado. A espécie está ameaçada de extinção e precisa ser extremamente protegida, porque além de tudo ajuda a manter o ecossistema marinho sob controle.

“Os tubarões-martelo-recortados diminuíram aproximadamente 84% nas águas de Queensland”, afirmou ele.

O pequeno filhote de tubarão-martelo é segurado pelo pescador

Foto: Ryan Dowling, Facebook

A espécie, assim como os outros tubarões, é essencial para a saúde da Grande Barreira de Corais, porque mantém a cadeia alimentar regular. A barreira tem mais de dois quilômetros de extensão e é considerada o maior organismo vivo da Terra. Além disso, abriga diversas espécies – entre elas peixes, estrelas-do-mar, moluscos, tartarugas, golfinhos e tubarões.

A pesca é sempre prejudicial ao ecossistema. Ela afeta diretamente na cadeia alimentar dos animais e pode prejudicar permanentemente as vidas marinhas.


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Imagens de drone mostram corpo de elefante mutilado por motosserra

Por Rafaela Damasceno

Os elefantes correm sérios riscos devido ao tráfico do marfim, material presente em suas presas. Nesta semana, seis caçadores foram presos ao serem identificados como os homens (posando sobre o corpo de um elefante) em uma foto encontrada no celular de um deles. O cineasta Justin Sullivan encontrou e fotografou, com um drone, a horrível imagem do elefante assassinado por eles no norte de Botsuana, país africano.

Foto tirada de cima do corpo do elefante desmembrado. Sua tromba está caída, separada do corpo

Foto: Justin Sullivan / Magnus News

“Este animal em específico foi morto de uma forma especialmente brutal”, disse ele. O elefante teve parte de sua cabeça cortada com uma motosserra, para que as presas fossem retiradas. “A foto representa, mais do que a maneira que o elefante está desconectado no momento, o jeito que nós mesmos nos desconectamos desse tipo de situação”, declarou.

Justin mora na Cidade do Cabo, mas estava em Botsuana para um projeto de filme. Ele escutou alguns caçadores falando sobre o corpo, então pediu para ser levado até lá e fotografou o crime na esperança de chamar atenção para o impacto e a crueldade da caça.

Estima-se que cerca de 30 mil elefantes são mortos todos os anos no mundo, com milhões de libras sendo geradas pelo comércio do marfim adquirido através do assassinato. A caça é um problema global, mas é especialmente elevada em Botsuana.

A quantidade de elefantes mortos no país aumentou cerca de 600% de 2014 a 2018. A caça era proibida, então, mas a proibição foi vetada neste ano. Justin afirma que sua foto gerou um debate público, o que ele espera que possa promover resoluções para as atuais crises ecológicas do mundo.

Os caçadores do elefante fotografado foram presos há alguns dias, encontrados pelas autoridades na posse de marfim. Eles tinham fotos que atestavam sua participação no crime. Ainda não se sabe se as imagens encontradas em seus celulares envolviam mais de um assassinato.

Dois traficantes na posse dos marfins

Foto: Eagle Network

A Eagle Network, organização responsável por proteger a vida selvagem, ajudou no rastreamento e captura de todos os envolvidos no grupo de caça. Só em junho, ela auxiliou na prisão de 22 traficantes de animais silvestres em quatro países diferentes.

Perrine Odier, a coordenadora de uma ONG parceira da Eagle (PALF), disse que os caçadores estavam orgulhosos dos assassinatos e felizes em matar animais tão grandes e majestosos.

“Espero que a justiça condene os criminosos com a pena máxima, e que isso os impeça de continuar com estas atividades devastadoras”, declarou ela.


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Peixe espadarte é torturado e morre ao ser atacado por banhistas na Grécia

Por Rafaela Damasceno

Inicialmente confundido com um tubarão, um espadarte (peixe que pode atingir até 4,5 metros e um peso de 540 kg) foi atacado por banhistas na praia de Chalkida, na Grécia. Desesperado e claramente assustado, ele tentou fugir e nadar para longe, mas foi puxado pela cauda diversas vezes enquanto várias pessoas observavam, gravavam e riam. Alguns lançaram objetos em sua direção.

Acredita-se que o espadarte tenha nadado até águas tão rasas para pôr ovos. De acordo com a WWF (World Wide Fund for Nature), pescadores estão capturando muitos espadartes novos que não chegaram a se reproduzir.

Os espadartes são muito populares em pratos de frutos do mar e por isso são pescados há décadas. Eles costumam ser encontrados em todo o mundo, nos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, assim como no mar Mediterrâneo.

Um espadarte nadando no mar

Foto: Franco Banfi/Getty Images

Com o aumento da pesca, o número de espadartes está diminuindo cada vez mais.  Eles são capturados antes de ter uma chance de procriar.

No vídeo divulgado pelo site Daily Mail, é possível perceber que o grupo que persegue o animal parece encarar aquilo como um jogo. Eles riem, agarram, puxam, batem, como se ali não estivesse uma criatura viva.

Ninguém fez nada para impedir a perseguição cruel.

Jovem é detido após matar gato, esquartejá-lo e postar caso na internet

Um jovem de 17 anos foi detido pela Polícia Militar após matar um gato, esquartejá-lo e publicar o caso na internet. O crime ocorreu na cidade de Bom Despacho, em Minas Gerais.

Foto: Reprodução / Diário da Amazônia

As imagens mostram o adolescente sufocando o gato e depois esquartejando-o. Ao divulgar o vídeo, ele confessou o crime. “Asfixiei meu gato, abri ele, tirei todos os órgãos e comi o coração dele. Sim, eu sou psicopata”, afirmou.

A mãe do rapaz confirmou que ele cometeu o crime. Segundo ela, o jovem faz tratamento psiquiátrico, toma medicação controlada e é dependente químico. As informações são do Diário da Amazônia.

O delegado Rodrigo Noronha, responsável pelo caso, disse que o rapaz precisa de tratamento especializado. De acordo com ele, um inquérito foi instaurado. O delegado afirmou ainda que espera decisão do Judiciário sobre uma possibilidade de internação compulsória do jovem em um hospital psiquiátrico.

Na internet, o caso gerou comoção. “Estudos comprovam que muitos assassinos possuem histórico de maus-tratos a animais”, disse uma internauta. “Pode ter certeza que ele tem coragem de fazer com um ser humano”, disse outra.

o ator fantasiado segurando o pequeno leitão pela perna

Homem mata porco e come sua perna em uma performance teatral na Índia

Um ator matou um porco ao vivo no palco e comeu parte de sua coxa durante uma peça folclórica na Índia. O homem, que fazia o papel de um “demônio”, pegou o jovem leitão branco, matou-o e deu mordidas nas suas patas traseiras.

o ator fantasiado segurando o pequeno leitão pela perna

Foto: Daily Mail

No início da cena no distrito de Ganjam, em Odisha, o ator arrastou o animal ainda vivo ao redor do palco usando uma corda amarrada nas patas traseiras. Ele então segurou nas costas do porco e cortou o animal para mostrar o sangue jorrando de seu corpo.

Vestindo um traje tradicional de jatra completo com uma máscara colorida, caneleiras e braceletes, bem como dentes pintados em sua barriga nua, o ator então levantou o porco para comê-lo.

Depois de roer a carcaça de porco cru, o homem virou-se para a multidão e marchou ao redor do palco enquanto a música tradicional tocava ao fundo. Ele então voltou a dar mais duas mordidas, afundando seus dentes no animal que pendia de uma corda.

O ato foi realizado na frente de uma grande multidão, que registrou a cena em seus telefones. A apresentação bizarra foi filmada durante uma performance de jatra, que é um teatro folclórico tradicional popular em muitos estados da Índia.

Artistas folclóricos que se apresentam no palco encontram diversas maneiras de incrementar seus shows, mas não chegam ao ponto de realizar tamanha crueldade contra um animal.

No entanto, os ativistas pelos direitos dos animais em Odisha encerraram o ritual e estão tentando rastrear o criminoso.

Subhendu Mallik, secretário-geral da Snake Helpline, Bhubaneswar, disse que “os oficiais devem prender este homem e os organizadores da exposição por violar as leis de bem-estar animal. Eles também devem se certificar de que tais eventos sejam fortemente desencorajados.”

Os jatras – que se originaram em Bengala Ocidental – são geralmente peças épicas de quatro horas de duração, precedidas por um concerto musical com duração de uma hora, usado para atrair o público.

As peças são geralmente realizadas ao ar livre em grandes palcos cercados por todos os lados por membros da platéia, com uma passarela saindo do palco.

Os Jatras normalmente apresentam performances de alta energia, música alta, iluminação forte, adereços extravagantes e trajes elaborados.

Enquanto a Jatra é uma forma de arte em declínio, em 2005, estimava-se que seria uma indústria de 21 milhões de dólares por ano, com 55 trupes baseados apenas no antigo distrito de Jatra, em Calcutá.

Quatro cães são roubados e envenenados por chinês para serem comidos no banquete de ano novo

Foto: Pearl Video / Reprodução

Foto: Pearl Video / Reprodução

O ano novo chinês, que cai em 05 de fevereiro este ano, chega fazendo mais vítimas indefesas. Embora a maioria do povo chinês não coma carne de cachorro e este costume retrógrado e cruel ainda persista em apenas algumas províncias remotas do país, ele ainda é responsável pela morte de cerca de 10 milhões de animais anualmente.

O crime mais recente foi na cidade de Lujiang na província Anhui, no extremo leste da China. Após denúncias de moradores sobre o desaparecimento de cães sob sua tutela, policiais iniciaram uma investigação que culminou com a prisão de um homem em 21 de janeiro último, ainda não identificado, acusado de roubar e envenenar quatro cães.

O homem foi encontrado escondido em uma vala ao lado do cadáver de um cão. Após ser questionado pelo policial ele tentou disfarçar e fingiu-se de bêbado, afirmando que havia caído na vala por acidente.

Após uma busca pelas redondezas os policiais encontraram os outros três corpos dos cães e o criminoso, confrontado pelas evidências, confessou os assassinatos. Segundo a polícia de Lujiang ele teria roubado os cães, matando-os envenenados.

Quando questionado sobre o motivo do crime, o homem alegou que “sentiu um desejo súbito e incontrolável de comer carne de cachorro nas comemorações da chegada do ano novo”, enquanto bebia com seus amigos e após isso teria saído em busca de suas presas.

Foto: Pearl Video / Reprodução

Foto: Pearl Video / Reprodução

Cabe ressaltar que todos os quatro animais mortos possuíam uma família, um lar, e foram roubados de suas casas para ser cruelmente assassinados em nome de um costume cruel e absurdo.

O criminoso permanece sob custódia da polícia segundo informações da mídia local.

O grotesco festival de carne de cachorro Yulin, realizado anualmente no sul da China, na província de Guangxi é palco de crueldades e horrores ilimitados.

Milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes locais.

Infelizmente em outros países asiáticos, como Vietnã e Coréia do Sul, ainda persiste o inexplicável ato de comer carne de cachorro.

A matança brutal de quatro cavalos selvagens

Cavalos selvagens existem desde a pré-história mas evoluíram ao longo do tempo com a influência do homem sobre eles e a mistura de outras raças de cavalos domesticados. Atualmente, pesquisadores afirmam que existe uma última espécie sobrevivente de cavalo selvagem, sendo o cavalo de Przewalski.

Os mais próximos destes animais são os cavalos que “andam” livremente nas planícies, chamados de “Garranos”, mas estes possuem “tutores”.

Duas das éguas mortas no corredor de desparasitação. Foto: Associação de gandeiros do Monte da Groba.

Quatro desses animais em extinção foram encontrados mortos em um corredor com golpes na cabeça, ao sul de Vigo, na região noroeste da Espanha, na Galícia.

A descoberta aconteceu quando Modesto Domínguez chegou no sábado, às 19h, na propriedade.

Uma das éguas ainda respirava e seu crânio estava afundado como os outros três companheiros mortos, mas seu sofrimento se arrastou desde quinta-feira, o dia em que os fazendeiros locais suspeitavam que os assassinatos aconteceram.

Os quatro cavalos foram levados para um corredor de vermifugação para gado, um após o outro, junto com outros cinco que conseguiram sobreviver.

O serviço de proteção à natureza da Guarda Civil, Seprona, abriu uma investigação na última segunda-feira (21) para encontrar os culpados do ataque às espécies ameaçadas de mil anos de idade.

Garranos são pôneis que pertencem à família do cavalo ibérico. Eles são autorizados a correr livremente, mas são de propriedade de pessoas na área.

As éguas pertenciam a quatro pessoas diferentes de diferentes municípios da região, e se o assassinato era uma questão de acerto de contas, não está claro por que tais medidas foram tomadas.

Foto: Associação de gandeiros do Monte da Groba.

Os pecuaristas asseguraram que estes animais, embora particularmente territoriais, não incomodavam ninguém. Eles vivem no alto das montanhas, em uma área muito remota conhecida como O Areeiro (Viladesuso, Oia), onde apenas um ciclista ocasional passa.

Para chegar ao local onde o corredor onde foram assassinados é preciso atravessar uma estrada não pavimentada de um quilômetro, e encurralar cavalos selvagens nesse local requer experiência. As informações são do Daily Mail.

“Quando cheguei, já estava anoitecendo e havia chuva e neve”, explicou Domínguez, presidente da Associação do Cavalo do Monte da Groba. Abri a porta e os cinco animais que estavam vivos escaparam. No momento, estamos procurando saber como eles estão, porque não sabemos se eles também foram espancados”.

Enquanto oficiais da Guarda Civil e veterinários, enviados pelo governo regional galego, pegavam amostras da cena macabra, os fazendeiros apontaram que o poderia ter sido usado como arma contra os animais era quase certamente uma barra de ferro, encontrada ao lado da área onde as éguas morreram.

Eles acreditam que a intenção era matar todos os nove, mas algum ruído, ou alguma outra circunstância impediu que isso fosse feito.

Foto: Associação de gandeiros do Monte da Groba.

Isso machuca a todos nós”, acrescentou Perez.

“Conflitos entre gado e tutores de cavalos não existem, e eles não incomodam ninguém. Sabíamos que eles estavam por perto, mas não causaram nenhum dano, não foram para áreas habitadas e ninguém os viu ”.

Ainda segundo ele, o ataque é “ inexplicável ”,“ não pode ser qualquer outra coisa além do trabalho de um psicopata … para danificar nossa  herança viva: estes animais são tão importantes para a preservação desta montanha, onde não tivemos incêndios desde 2006”.

Foto: Associação de gandeiros do Monte da Groba.

Microchips

No sábado, após ter libertado os cavalos sobreviventes e descoberto os cadáveres, Modesto Domínguez chamou todos os donos de cavalos do Monte Groba e escaneou os microchips dos animais mortos para identificá-los. Todas as éguas mortas tinham um, devido a um decreto de 2012 emitido pelo Departamento de Meio Ambiente Rural, uma medida que foi fortemente contestada pelos proprietários de cavalos selvagens na Galícia, que argumentaram que a despesa seria muito grande.

De acordo com o decreto, cavalos selvagens capturados e não identificados por um dispositivo eletrônico ou reclamados por seus tutores poderiam ser enviados diretamente para o matadouro. O conflito evoluiu para uma longa batalha legal com o último apelo de duas associações de pecuária que chegaram ao Tribunal de Direitos Humanos em Estrasburgo em setembro passado.

Serafín González, cientista do Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha (CSIC) e presidente da Sociedade Galega de História Natural (SGHN), diz que o microchip obrigatório dos cavalos Garrano, uma espécie em risco de extinção depois de habitar as montanhas da península do norte por 20.000 anos, levou a uma redução drástica em seus números nos últimos seis anos. Antes do decreto, havia cerca de 1.300 cavalos vivendo nas montanhas Groba, mas hoje existem apenas cerca de 700.

A sociedade de proteção animal argumenta que, ao aprovar o decreto de 2012, o “governo galego regional ignorou as exceções de identificação obrigatória que a Comissão Europeia fez para cavalos que vivem em situações selvagens ou semi-selvagens. As prefeituras podem decidir colocar Garranos nas montanhas, sem chips, para leilões públicos ou enviá-los para o matadouro”.

 

família de ursos

Caçadores matam família de ursos e são condenados a apenas três meses de prisão

A dupla de criminosos do Alasca, EUA, que assassinaram brutalmente uma ursa e seus dois filhotes recém-nascidos, foi condenada e cumprirá uma mísera pena de três meses de prisão, além do pagamento de multa.

família de ursos

Foto: Getty Images

Andrew Renner foi condenado por oito acusações, incluindo assassinato e transporte de ursos, e foi sentenciado a três meses de prisão. Ele também pagará uma multa de 9 mil dólares pelo furto de sua propriedade confiscada pelo governo, incluindo um barco, uma picape, dois fuzis, duas pistolas, dois celulares e dois conjuntos de esquis usados ​​no crime.

Seu filho, Owen Renner, foi condenado por quatro acusações. Ele foi condenado a 30 dias de prisão e prestará serviço comunitário.

De acordo com documentos da promotoria, o crime aconteceu em abril de 2018, quando os Renner invadiram uma toca de ursos e assassinaram brutalmente a ursa na frente de seus filhotes, que gritavam. Em seguida, eles mataram os dois filhotes. Os criminosos esquartejaram a ursa e esconderam os pedaços de seu corpo em sacos de lixo. Dois dias depois, eles retornaram à cena do crime para destruir as provas e levar os corpos dos filhotes.

A Humane Society dos Estados Unidos mostrou indignação com o caso dos Renner e com a mínima sentença que receberam. A organização luta para proibir a prática cruel que infelizmente ainda é permitida no Alasca e em outros estados norte-americanos.

cachorro poodle assustado embaixo da cama

Homem mata três cães dentro de casa em MS; dois foram adotados há três meses

Um homem de 18 anos foi ouvido e liberado pela polícia na última sexta-feira (11) após confessar ter matado três cães com uma faca dentro de casa em Rio Brilhante, a 150 km de Campo Grande.

cachorro poodle assustado embaixo da cama

Foto: Getty Images

O cunhado do homem chamou a polícia na noite desta quinta-feira (10), e relatou que ele estava embriagado quando atacou os próprios cachorros. De acordo com a polícia, ao chegarem ao local, No momento da busca, o jovem não estava na residência.

Na manhã desta sexta-feira (11), ele se apresentou à delegacia da cidade. O criminoso disse em depoimento que ingeriu bebida alcoólica e não se lembra do momento do crime; “Quando percebi, já tinha feito”, disse.

O caso foi registrado como prática de abuso e maus-tratos, além de mutilação de animais domésticos. O G1 entrou em contato com a Delegacia de Rio Brilhante para consultar sobre a pena aplicada, mas as ligações não foram atendidas. O delegado Marco Antônio Balsanini, responsável pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista (Decat) de Campo Grande, explicou que o jovem foi liberado porque o crime de maus-tratos a animais é considerado “de menor potencial ofensivo”, e neste caso, não cabe prisão:

“Ao apresentar-se na delegacia, o suspeito assina um termo de compromisso para que apresente-se quando for intimado pelo juizado. O inquérito não é gerado na delegacia. O crime vai tornar-se um processo que não corre na justiça comum, mas no Juizado Especial Criminal”, afirma.

Cães foram adotados em ONG

De acordo com a Associação de Proteção aos Animais de Rio Brilhante, dois dos cães tinham em torno de quatro meses, e foram adotados pelo jovem e seu companheiro há pouco mais de três meses. A presidente da ONG, Elisa Mara, disse ao G1 que está revoltada por ter confiado a vida dos animais ao jovem:

“Os cachorrinhos foram deixados dentro de um balde em frente ao nosso abrigo, nós tratamos, cuidamos deles, para agora serem mortos dessa forma Isso é muito triste, muito revoltante”, declara.

Ela também comentou sobre o fato do agressor ser liberado: ”Precisamos mudar essa legislação para que pessoas como essa não cometam esse tipo de crime e não sejam presas, nem sequer punidas de alguma forma. São animais, são vidas. Vamos continuar acompanhando esse caso de perto”, finaliza.

Fonte: G1