Cuidar de animais exige cautela com a saúde mental para não desencadear transtornos psicológicos

O trabalho exercido pelos defensores dos animais e pelos veterinários é exaustivo e, em muitos casos, causador de transtornos psicológicos como a depressão. A empresária e ativista pelos direitos animais Andressa Ciccone, 29 anos, é uma das pessoas que vivenciam a dor que a luta pelos animais traz devido aos tantos casos de maus-tratos, descaso, exploração e morte envolvendo cães, gatos, bois, vacas, galinhas e outros.

Doenças mentais atingem pessoas que cuidam de animais (Foto: Getty Images)

“Muitas vezes, você está de frente a animais que sabe que não tem como salvar e que vão morrer. Você fica de olhos com olhos com aqueles animais. Nossa, isso é muito triste e frustrante. Machuca”, desabafou Andressa. Vegana, ela se considera “ativista independente” e participa há 10 anos de ações como invasões a matadouros de porcos para registrar o horror promovido contra os animais, manifestações contra a exportação de bois vivos e resgate de animais vítimas de abandono e de maus-tratos.

“Pessoas veganas e que lutam pelos animais costumam ser mais sensíveis, empáticas. Como tem muita maldade no mundo, essas coisas afetam muito a gente. Nas transmissões ao vivo que faço, às vezes não consigo falar, de tanto chorar”, contou. As informações são da BBC News Brasil.

“Sabemos que isso afeta, mas o amor fala mais alto. Eles (os animais) precisam da nossa ajuda, não podemos simplesmente cruzar os braços. A força também vem da empatia: não tem nada no mundo que pague salvar vidas”, completou.

Em tratamento para a depressão – doença causada, em parte, pelas experiências vividas no ativismo animalista -, Andressa toma alguns cuidados para suavizar as emoções difíceis de lidar.

Estudos

Os efeitos psicológicos da atuação das pessoas em casos difíceis e tristes envolvendo animais foi tema da convenção anual da Associação Americana de Psicologia, realizada no último fim de semana em Chicago.

Durante o evento, estudos sobre o assunto foram apresentados, como uma revisão de pesquisas feitas e reunidas por Angela Fournier, pesquisadora da Universidade de Bemidji, em Minnesota.

“Pessoas que trabalham com animais ou se voluntariam para isso são muitas vezes motivadas por que veem (isso) como uma missão de vida”, explicou Fournier em um comunicado à imprensa no qual são expostos os riscos para a saúde mental da pessoa, que pode sofrer com problemas como a ansiedade e a depressão.

“A força também vem da empatia: não tem nada no mundo que pague salvar vidas”, afirmou a ativista Andressa Ciccone (Foto: Arquivo pessoal)

“No entanto, elas encaram rotineiramente o sofrimento e a morte de animais, o que pode levar ao burnout (síndrome despertada por um esgotamento físico e mental), à dita fadiga por compaixão e a outras questões de saúde mental”, completou.

“Estudos sugerem que pessoas dedicadas ao bem-estar animal carregam um peso ainda maior do que outras pessoas que trabalham com algum tipo de assistência por conta de particularidades do trabalho com animais, como a possibilidade de sacrifício e o contato com seres que viveram dor e sofrimento, mas não podem comunicar suas necessidades e experiências”, explicou.

A especialista sugere que pacientes e terapeutas busquem estratégias para reenquadrar experiências negativas e para criar uma fronteira saudável entre a vida pessoal e o trabalho ou ativismo.

“Pode ser importante fazer com que o paciente se concentre no quadro geral do quanto estão fazendo a diferença e nos animais que foram salvos, em vez de focar em histórias individuais de crises e perdas”, disse Fournier.

Dentre as estratégias executadas por Andressa para cuidar da própria saúde mental estão: exercícios físicos; pausas no uso das redes sociais, que no seu caso têm muitos pedidos de ajuda e de imagens de animais maltratados; e conversas com outros ativistas e veganos para buscar apoio e compreensão.

Transtornos psicológicos

Dentre os transtornos que a imersão na luta pelos direitos animais pode causar, estão a ansiedade, a fadiga por compaixão, a depressão e o burnout. Entenda, abaixo, o que é cada um deles, de acordo com informações fornecidas pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA e pela Organização Mundial da Saúde.

Compaixão move o cuidado dispensado aos animais (Foto: Pixabay)

Ansiedade: quando sentimentos de apreensão e nervosismo passam a ser frequentes na vida de uma pessoa, eles podem se transformar em um distúrbio. A rotina, situações determinadas – como estarem uma multidão e encontrar um animal -, ou uma imprevisibilidade – muitas vezes relacionada a temores pré-existentes – podem gerar cansaço, mente agitada, palpitações, dificuldades de respirar, suor, rubor e sensação de descontrole.

A ansiedade, segundo classificações internacionais se dividem em vários tipos, como ansiedade generalizada, fobias e transtorno de pânico.

Burnout: Ligada ao mundo do trabalho, essa síndrome pode ser fonte para um estresse crônico que leva à exaustão, distanciamento e sentimentos negativos em relação à função exercida e queda na eficiência.

Depressão: Trata-se de um estado contínuo de incômodo e perda de interesse por coisas da vida, afetando questões básicas do dia a dia, como dormir, comer e se relacionar.

Estimativas indicam que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofram de depressão atualmente, o que representa um aumento de 18% entre 2005 e 2015. A World Mental Health Survey realizou uma pesquisa em 17 países e revelou, em 2012, que 1 a cada 20 pessoas, em média, relatou ter tido depressão em algum momento do ano anterior.

Entre os tipos de depressão estão: a distimia, pós-parto e depressão psicótica. Episódios e sintomas depressivos também fazem parte do transtorno bipolar. Além disso, ansiedade e depressão se associam.

Fadiga por compaixão: Apesar de não estar consolidada na literatura científica ou em classificações internacionais, essa denominação é defendida por pesquisadores norte-americanos como Charles Figley, especialista em trauma.

A fadiga de compaixão seria uma combinação entre características do burnout com o trauma “vicárioou secundário”, que nada mais é do que o momento em que uma pessoa se sensibiliza com o testemunho ou narrativa de dor alheia, como profissionais da saúde ou agentes da Justiça.

Incidência de suicídio entre veterinários é alta

Estimativas de vários países já mostraram que veterinários têm uma propensão maior ao suicídio. Um estudo publicado no periódico Journal of the American Veterinary Medical Association revelou que, nos Estados Unidos, a incidência de suicídio entre veterinários foi de 2 a 35, vezes maior, entre 1979 e 2015, do que na população norte-americana em geral.

Uma monografia apresentada em 2012 por Tatiana Guimarães, então graduanda orientada pelo sociólogo Ignacio Cano, estudou dados sobre suicídio em profissões que, na literatura científica mundial, tendem a apresentar maior incidência. Dentre elas, os veterinários, que registraram incidência duas vezes maior na comparação com a população brasileira em geral.

“Mais pesquisas estão sendo feitas para compreender melhor por que os veterinários podem ter este risco aumentado, mas uma combinação de traços de personalidade, demandas profissionais e o ambiente de aprendizado da veterinária podem contribuir”, explicou a veterinária Katherine Goldberg durante a convenção da Associação Americana de Psicologia.

Ajuda a animais abandonados pode afetar saúde mental do protetor , ativista ou veterinário quando cuidados não são tomados (Foto: Pixabay)

Essa maior propensão ao suicídio entre os profissionais da medicina veterinária também pode ser explicada pelo contato frequente com o sacrifício de animais; o acesso a fármacos; uma rotina intensa de trabalho, muitas vezes sem remuneração e benefícios à altura das expectativas do profissional.

Especializado no atendimento a animais em estado crítico, o médico veterinário intensivista Rodrigo Cardoso Rabelo estuda e escreve sobre saúde mental na medicina veterinária e implementa ações na Intensivet, clínica na qual ele atende em Brasília.

Dentre as ações, estão a aplicação periódica de um formulário que pode detectar o burnout e que, segundo o veterinário, tem três indicadores principais: realização profissional; despersonalização (distanciamento que o profissional mantém do paciente); e esgotamento emocional.

Segundo Rabelo, ao se debruçar sobre as respostas dos formulários é possível concluir que o esgotamento tende a pesar mais entre os veterinários brasileiros.

“O veterinário lida não só com os animais, mas com seu tutor (humano). Diferente dos europeus e americanos, nós brasileiros, latinos, temos uma relação muito mais próxima da família e dos animais. Às vezes deixamos a parte profissional e financeira de lado, de tanto que nos envolvemos emocionalmente. Isso fica difícil em uma rotina diária, considerando o volume de pacientes que a gente recebe”, explicou.

“Eu mesmo cheguei a um nível de estresse muito alto. O luto que via no consultório acabava se refletindo em um medo de perder pessoas queridas em casa. Somente neste ano, perdi amigos (veterinários) neste tipo de situação (suicídio)”, relatou.

“Hoje, reduzi o número de pacientes, inclusive para prestar um atendimento de melhor qualidade a eles e também para estar bem comigo mesmo”, completou.

Para o veterinário, alguns cuidados com a saúde mental podem ser tomados por aqueles que cuidam de animais. Rabelo recomenda evitar jornadas longas de trabalho e prezar por intervalos; realizar uma rotatividade de funções no trabalho; praticar exercícios físicos; ter uma alimentação e hidratação equilibradas; manter um hobby e apoio emocional, como em terapias e práticas espirituais; conversar com pessoas próximas e colegas; e reduzir o uso de celular e redes sociais.


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Greta Thunberg viaja para a América de maneira sustentável

Por Rafaela Damasceno

A ambientalista Greta Thunberg está levando seu ativismo climático até os Estados Unidos, viajando em um iate ecologicamente correto (que não emite gás carbônico na atmosfera). A sueca, de apenas 16 anos, dispensou os aviões poluentes e está a bordo do barco que gera eletricidade através de painéis solares e turbinas submarinas, sem poluir o ar.

Greta Thunberg olhando para o lado

Foto: Greta Thunberg

Greta fez discursos durante a maior parte do ano, responsabilizando governos e corporações pela crise climática e inspirando milhares de crianças ao redor do mundo a protestar em favor do meio ambiente. Nos Estados Unidos, pretende continuar pregando sua mensagem de apoio ao planeta.

“Ainda temos uma janela de tempo quando as coisas estão em nossas mãos”, escreveu em seu Instagram. “Mas a janela está se fechando rápido. É por isso que decidi fazer essa viagem agora”.

Durante sua visita à América do Norte, a ambientalista participará de uma reunião organizada por António Guterres, secretário-geral da ONU; também irá a protestos climáticos em Nova York. Viajará para o Chile, onde a conferência climática anual da ONU será organizada e visitará outros países da América do Norte.

Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, é conhecido por negar a crise climática. Ele também afirmou que a crise é falsa, inventada pela China, e que turbinas eólicas poderiam causar câncer.

Greta, segundo a ABC, disse que não pretende falar com o presidente. “Ele obviamente não ouve a ciência e os cientistas. Então como eu, uma criança sem educação apropriada, poderia convencê-lo?”, indagou à Associated Press. Com sua viagem, a ambientalista espera ser ouvida pelo restante da América.

O iate ecologicamente correto não é acessível para todas as pessoas, e Greta reconhece que nem todos podem escolher transportes alternativos. Mas enfatizou que os aviões precisam se adaptar ao planeta, emitindo menos poluentes. “Só estou dizendo que precisa ser mais fácil ser neutro em relação ao clima”, concluiu.


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Atriz Kim Basinger protesta contra consumo de carne de cachorro na Coreia do Sul

Um ativista pelos direitos animais segura um filhote morto em frente ao Parlamento da Coreia do Sul, na capital Seul, na sexta-feira (12), pedindo o fim da indústria de carne de cachorro.

Foto: Reprodução / CNN

A poucos metros de distância, um grupo de criadores de cães come carne de cães explorados para consumo, alegando que é sua tradição e sustento.

Dezenas de policiais separam essas duas faces nitidamente contrastantes da Coreia do Sul – imagens evocativas de uma prática de décadas de exploração de cães para consumo humano.

No protesto, a atriz norte-americana Kim Basinger se juntou a ativistas do grupo de direitos animais Last Laise for Animals (LCA) para lutar contra o comércio de carne de cachorro no chamado “dia da carne de cachorro” ou “Boknal”, data em que a carne era tradicionalmente consumida no país.

Durante décadas, a Coréia do Sul enfrentou críticas sobre o tratamento dado aos animais e sobre o costume do país de consumir carne de cachorro. Ativistas dos direitos animais sul-coreanos têm estado na vanguarda da tentativa de encerrar o comércio.

Agora, está sendo proposto um projeto de lei que quer proibir a matança de cães para consumo.

Foto: Reprodução / CNN

Segurando um corpo de cachorro morto para as câmeras, Basinger disse: “às vezes as imagens falam mais de 1.000 palavras do que as nossas vozes”. Basinger há muito faz campanha pelos direitos animais, mas esta é sua primeira vez na Coreia do Sul. Ela foi ao país para somar forças para pressionar os legisladores a angariar apoio ao projeto.

“Eu acho que o governo vai ter que não fechar os olhos e realmente chegar a soluções como esta”, disse ela. “A Coréia do Sul vai ser a líder disso, será conhecida por isso”, completou.

O deputado sul-coreano Pyo Chang-won está fazendo pressão para aprovar o projeto de lei que tornaria ilegal o assassinato de cães e gatos, mas ele reconhece que só tem apoio da minoria na Assembléia Nacional.

Foto: Reprodução / CNN

Pyo disse que tem o apoio do Presidente Moon Jae-in – que é conhecido por ser um amante de cães e adotou um cão de abrigo quando chegou ao poder -, mas afirmou que essa não é uma política oficial do partido de Moon e, por isso, os legisladores podem tomar decisões individuais.

“Muitos dos congressistas estão em áreas rurais onde existem fazendas de cães e eles estão sob pressão para não falar sobre o projeto, para não apoiar a lei e não permitir que a lei chegue à mesa”, disse ele à CNN.

Basinger se reuniu com legisladores e governadores locais na esperança de levar o projeto adiante. Chris DeRose, fundador da LCA, dirigiu-se a ele na sexta-feira (12) declarando que “a Coreia do Sul não está mais sozinha, isso é um movimento global”. As declarações foram abafadas pelo campo adversário e o parlamento recebeu críticas de agricultores favoráveis à matança de cães.

Foto: Reprodução / CNN

A Humane Society International (HIS) disse que em 2016 cerca de 2 milhões de cães estavam sendo mantidos em cerca de 17 mil instalações na Coréia do Sul, mas houve mudanças desde então. No ano passado, o maior matadouro de cães do país foi fechado por autoridades locais em Taepyeong, em uma cidade satélite de Seul. De acordo com a HIS, milhares de cães foram mortos por eletrocussão a cada ano nesta instalação e seus restos mortais foram vendidos para consumo.

No início deste mês, o mercado de carne de cachorro Gupo, na cidade de Busan, uma das maiores do sul do país, foi fechado com a ajuda de seu prefeito, Oh Seo-don. Ele disse publicamente aos moradores de Busan: “Acho que vocês são pessoas que têm uma filosofia de respeitar a vida. Sem essa filosofia, isso nunca poderia ser feito”.

Para aqueles que apoiam a indústria de carne de cachorro, esses fechamentos geram grande preocupação.

Fonte: CNN


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Miley Cyrus faz discurso apaixonado em prol do meio ambiente

Foto: NME/Carolina Faruolo

Foto: NME/Carolina Faruolo

No final do Festival Tinderbox em Odense, na Dinamarca, no mês passado, a artista responsável pelo album “She Is Coming” falou sobre a poluição dos oceanos em um apelo explícito à ação imediata e ao ativismo.

“Todos vocês sabem o quanto é importante que todos vocês se envolvam na política”, disse Cyrus. “A juventude, esta geração, nós somos a última esperança neste planeta moribundo. Ele está implorando para que nós limpemos os oceanos”.

Sua mensagem pró-ambiente foi recebida com aplausos da multidão, relata a iHeart Radio.

A estrela pop de 26 anos de idade continuou: “Eu não aceito que haja mais lixo na água do que animais vivos que merecem por direito estar lá, que não têm mais para onde ir. E pelo jeito, nós não temos nenhum outro lugar para ir também! Não há planeta B, então não fique sem fazer nada!”.

O estado dos oceanos

Cyrus está certa – não há “Planeta B.” A poluição dos oceanos chegou à linha de frente das mensagens dos ambientalistas. Estima-se que haja bilhões de quilos de lixo na água, colocando em risco a vida das aves marinhas e da vida marinha em geral, que ingerem ou se emaranham no lixo. O Centro para a Diversidade Biológica estima que o lixo plástico superará os peixes até 2050.

Enquanto as proibições de plástico de uso único se tornaram um símbolo da preservação dos oceanos, estima-se que as redes de pesca, e não os canudos, constituam 50% do lixo.

Miley ativista

Cyrus segue uma alimentação vegana, então o peixe está fora de seu prato. A fashionista frequentemente fala sobre os animais quando fala sobre suas escolhas de guarda-roupa.

“Eu quero trazer uma mensagem, que é o veganismo, e que não tem que existir nenhuma forma de tortura para fazer uma moda fabulosa”, disse ela no ano passado no Met Gala, onde a cantora usou um vestido da designer de moda sustentável Stella McCartney e sapatos personalizados MINK.

Garantir que suas escolhas de roupas tenham impacto mínimo no planeta é muito importante para ela.

“Escolher viver como uma ativista vegana sustentável significa usar mais vintage (menos desperdício; usando as roupas por mais tempo)”, disse ela em entrevista à Vanity Fair.

“Brincando com os mais novos materiais ecológicos e tecnologia, e fazendo peças veganas personalizadas com alguns dos meus designers favoritos.”

Durante seu show de Glastonbury 2019 no mês passado, Cyrus usou botas veganas feitas sob medida pela Bradley Kenneth, misturadas com calças de vinil, uma regata branca e acessórios vintage.

Cyrus também fala regularmente sobre outras questões sociais, como lacunas salariais e discriminação contra a comunidade queer. A cantora refere-se a si mesma como “gender fluid”(identidade de gênero em que o gênero varia) e é pansexual. Falando sobre seu casamento com o ator vegano Liam Hemsworth, ela disse à Vanity Fair: “Estamos nos redefinindo, para sermos francos, parece estranho para as pessoas que uma pessoa queer (livre de definições de gênero) como eu eu esteja em um relacionamento hetero. Uma grande parte do meu orgulho e minha identidade é ser uma pessoa queer”.

O videoclipe recente da estrela vegana, “Mother Daughter”, mostra pessoas de diferentes tamanhos, habilidades, cores, formas e expressões de gênero.

O discurso do Tinderbox Festival de Cyrus incluía uma mensagem adicional:

“Disseram-me nos bastidores que eu poderia ofender algumas pessoas chamando meu país de lixo”, acrescentando: “Meus amigos que são gays, se sentem inseguros para andar na rua”.

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Príncipe William diz que é preciso colocar traficantes de animais silvestres na prisão

Por David Arioch

“Embora tenhamos feito progressos, ainda estamos apenas tocando a superfície” (Foto: UFW)

Na semana passada, durante reunião da United For Wildlife, uma coalização formada por seis organizações que atuam em defesa da vida selvagem, o príncipe William foi convidado a comentar sobre o cenário atual do tráfico de animais silvestres.

Diante da plateia, ele declarou que é preciso fazer o possível para colocar traficantes de animais atrás das grades. A discussão girou em torno do comércio de partes de animais silvestres com as mais diversas finalidades.

William, que disse estar engajado na causa, também pediu mais apoio do setor privado para ajudar a combater o tráfico de animais. “Embora tenhamos feito progressos, ainda estamos apenas tocando a superfície”.

Ele lembrou também que desde que a coalização foi formalizada 52 investigações foram conduzidas pela United For Wildlife, culminando na prisão de 10 traficantes – o que William ressaltou como positivo.

Polêmica envolvendo caça de aves na Escócia

Em agosto do ano passado, o príncipe William se envolveu em uma polêmica quando ele e a duquesa Kate Middleton, levaram o príncipe George, de cinco anos, para participar de uma caçada de perdizes no Castelo de Balmoral, na Escócia.

A iniciativa gerou repercussão no Reino Unido e dividiu opiniões, considerando que, embora a caça seja considerada pela família real como uma atividade tradicional, a prática transmite para uma criança a ideia de que está tudo bem em matar algumas espécies de animais, mesmo que elas não representem qualquer ameaça.

Além dos pais, o garoto também estava em companhia da Rainha Elizabeth, do príncipe Charles e de outros membros da família real.

Segundo uma pesquisa encomendada pela League Against Cruel Sports e pela Animal Aid, 69% dos britânicos são contra a caça esportiva de aves, que em período de temporada culmina na morte diária de mais de 100 mil animais.

A prática, considerada cruel e desnecessária, estimula a criação anual de mais de 35 milhões de faisões e perdizes. Muitos desses animais são soltos na natureza para serem mortos por “esporte”.

“Embora haja alegações de que as aves são comidas, um grande número delas é descartada ou incinerada, porque há pouca demanda por carne de caça”, informa Chris Lufingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports.

Penguin vai publicar livro baseado em discursos da vegana e ativista pelo clima Greta Thunberg

Por David Arioch

A sueca de 16 anos terá um livro com uma seleção de 11 dos seus mais importantes discursos feitos desde agosto de 2018 (Fotos: Penguin Books/Reuters)

A tradicional editora britânica Penguin Books anunciou esta semana que vai publicar um livro baseado em discursos da vegana e ativista pelo clima Greta Thunberg. A sueca de 16 anos terá um livro com uma seleção de 11 dos seus mais importantes discursos feitos desde agosto de 2018.

Publicado em edição popular em brochura, o livro que já recebeu o título “No One is Too Small to Make a Difference”, em referência ao discurso que Greta fez em Katowice, na Polônia, na Conferência do Clima da ONU do ano passado, será lançado no dia 6 de junho e poderá ser adquirido por 2,99 libras esterlinas, o equivalente a 15,4 reais.

Sobre a justificativa para o lançamento, a Penguin classifica a jovem ativista como “a voz de um geração que enfrenta a catástrofe climática” e que tem motivado muitos jovens em todo o mundo.

“Sua mensagem é tão urgente e tão essencial que estamos trabalhando para disponibilizá-la para tantos leitores quanto pudermos, e o mais rápido que pudermos. Este pequeno livro documentará um momento extraordinário e sem precedentes em nossa história e convidará você a participar da luta pela justiça climática: acordar, divulgar e fazer a diferença”, destaca a editora.

Greta Thunberg entrou recentemente para a lista da revista Time de cem pessoas mais influentes de 2019. “Greta viu seu poder em nós e nós vimos o nosso poder nela. Lutando em seu país de origem, a Suécia, por um futuro livre de poluição, degradação ambiental e mudanças climáticas, Greta está inspirando os estudantes e envergonhando adultos apáticos”, justifica a Time.

Aos 16 anos, Greta, que no mês passado pediu o apoio do Papa Francisco na luta contra as mudanças climáticas, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho à frente dos projetos Youth Strike for Climate e Fridays for Future, que visam conscientizar autoridades do mundo todo sobre a importância de se combater as mudanças climáticas. Ela começou esse trabalho sozinha em agosto do ano passado, e desde então tem inspirado muitos no mundo todo.

Dia Mundial da Medicina Veterinária: profissionais salvam vidas após desastres

Hoje, 29 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Medicina Veterinária. A profissão remete inicialmente a especialistas atendendo animais em clínicas, mas o trabalho desses profissionais, no entanto, não se restringe apenas a esses estabelecimentos. A atuação dos médicos veterinários é essencial, por exemplo, após desastres.

Vaca fica presa à lama em Brumadinho. Foto: Mauro Pimentel/AFP

Em Brumadinho (MG), assim como ocorreu em Mariana (MG) anos antes, o trabalho dos médicos veterinários foi primordial para que vidas pudessem ser salvas. Enquanto o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil concentram esforços na busca por pessoas, os médicos veterinários se deslocam até o local da tragédia, frequentemente de forma voluntária, para prestar auxílio aos animais, domésticos e silvestres, afetados.

Muitos animais foram encontrados em meio à lama em Brumadinho, que atingiu a cidade após o rompimento de uma barragem, configurando um grave crime ambiental. Sem condições de sair do local por conta própria, eles só puderam ser salvos graças à dedicação não só de voluntários da proteção animal, como também de veterinários.

Cachorro coberto de lama é resgatado em Brumadinho. Foto: Rodney Costa/DPA/Getty Images

Um dos animais resgatados na cidade mineira foi uma cadela que recebeu o nome de Laminha. Encontrada assustada, escondida embaixo de um caminhão, ela foi resgatada por uma equipe da World Animal Protection. De acordo com a organização, “foi preciso muita paciência para conquistar sua confiança e atrair ela para fora”. Camila Flores, uma voluntária da proteção animal que se uniu à entidade nas ações de resgate, foi quem conseguiu salvar Laminha.

“Os animais estão entre os mais vulneráveis ​​em desastres. Eles não podem falar, nem pedir ajuda”, disse a gerente de programas veterinários da organização, Rosangela Ribeiro. “Quando Laminha finalmente foi resgatada, pude ver o alívio nos olhos da Camila!”, completou. A cadela foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários.

Laminha foi levada a um abrigo e recebeu os cuidados necessários. Foto: World Animal Protection

Vítimas de um ciclone

Na África, no mês de março, não foi diferente. Profissionais da World Animal Protection também prestaram socorro a animais após a passagem do ciclone Idai, que atingiu Moçambique, Malawi e Zimbábue. Segundo a organização, mais de 200 mil animais, de diferentes espécies, foram vítimas do desastre natural.

Criança segura um frango depois da evacuação do distrito de Buzi, em Beira, Moçambique. Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

No site oficial da World Animal Protection, há a informação de que “muitas pessoas não tiveram escolha senão fugir e deixar tudo para trás, inclusive seus animais, que ficaram abandonados à própria sorte. Os que conseguiram sobreviver estão doentes, feridos e morrendo de fome”.

A organização lembrou ainda que o ciclone representa um risco aos animais de contaminação por doenças, que podem ser fatais. Em entrevista concedida à entidade, o médico veterinário do do governo da região sul do Malawi, Dr. Edwin Nkhulungo, explicou que “as inundações podem ter um efeito prolongado nos animais, especialmente no que diz respeito à incidência de doenças”. Esses animais estão sujeitos também a doenças pulmonares e a podridão de casco.

Moçambique, depois da passagem do ciclone Idai. Foto: Adrien Barbier/AFP.

Tanto este caso registrado na África, quanto os que ocorreram no Brasil, apesar de terem causas diferentes, tem em comum o risco que representam para a vida dos animais, tão negligenciados pela sociedade. A ação rápida dos veterinários, portanto, é fundamental. O Dia Mundial da Medicina Veterinária, portanto, deve ser visto como uma justa homenagem a esses profissionais que se dedicam a salvar vidas, seja dentro de uma clínica ou após uma tragédia ou crime ambiental.

Esse ativista costmava te desafiar, agora ele está indo atrás do seu paladar

Foto: Jo-Anne McArthur

Foto: Jo-Anne McArthur

*Traduzido por Eliane Arakaki

Bruce Friedrich passou décadas tentando persuadir as pessoas a parar de comer carne. Quando ele viu isso não estava funcionando, ele colocou seu foco em criar alternativas melhores.

Bruce Friedrich costumava ser o cara que invadia desfiles de moda para espalhar sangue falso nas modelos que usavam casacos de pele. Isso quando ele não estava distribuindo panfletos nos campus da universidades ou criando vídeos para expor a terrível realidade da produção de carne.

Mas ele percebeu em um certo ponto que seu ativismo não estava atingindo o objetivo – Levando menos pessoas a matar, comer e usar animais.

“Tentamos convencer o mundo a se tornar vegano e isso não funcionou”, disse Friedrich em uma entrevista recente.

Hoje em dia, ele espera que o capitalismo possa funcionar onde o ativismo e a persuasão não alcançaram.

A organização fundada por Friedrich em 2015, o Good Food Institute, está no centro de uma nova indústria que busca alternativas à carne que não percam em sabor ou preço. Sua organização, sediada em Washington, faz de tudo, desde a criação de fundos de capital de risco até a realização de parcerias entre investidores e startups.

O trabalho transformou Friedrich, de 49 anos, em um porta-voz das pessoas que perceberam que fazer os outros se sentirem mal em comer carne não os faz consumir menos.

“Você pode ficar azul de tanto falar com as pessoas sobre como os animais sofrem”, disse Suzy Welch, ativista pelos direitos animais e escritora. “Então Bruce veio e disse: ‘Pode haver uma alternativa’”.

Welch e seu marido, Jack Welch, ex-executivo-chefe da General Electric, conheceram Friedrich em 2015. Desde então, o casal se tornou financiador do Good Food Institute, e eles confiaram nele para avaliar as cerca de meia dúzia de empresas nas quais eles investiram dinheiro.

Há sinais iniciais de que a estratégia de Friedrich está avançando. Empresas como a Impossible Foods e a Beyond Meat estão se tornando marcas fortes. As vendas de alternativas a carne aumentaram 22% no ano passado e 18% no ano anterior, segundo a Euromonitor International.

Mas também estão transformando a organização do Sr. Friedrich em um saco de pancadas. O Instituto Good Food tem enfrentado fazendeiros que criam de bois e vacas, que têm promovido legislações de nível estadual que criariam dificuldades para que as startups comercializassem suas proteínas alternativas para os comedores de carne.

Quando Friedrich escreveu um ensaio para o The Wall Street Journal, elogiando o conglomerado de alimentos Tyson por sua adoção de proteínas vegetais, ele foi denunciado por amantes da carne por vender “tolices hipócritas” e foi acusado por veganos por promover alimentos processados de uma empresa que ainda mata animais.

“Não os parabenize!”, dizia um comentário em tom de crítica destinado ao Sr. Friedrich.

Agora ele passa mais tempo refletindo sobre os comentários dos comedores de carne do que sobre seus antigos aliados, os veganos.

“Eu não me importo muito se vegetarianos ou veganos são favoráveis”, disse ele.

“Não queremos que as pessoas pensem de maneira diferente sobre sua comida. Queremos mudar a comida”.

Os anos de ativismo

O Sr. Friedrich foi criado em Norman, Oklahoma (EUA), onde seu pai era professor universitário. Ele não tinha muito contato com animais ou com a agricultura, a não ser pela viagem ocasional de pesca com seus avós, da qual ele se recorda com algum pesar.

Ele foi um ativista desde cedo, mas sua questão de escolha foi inicialmente a pobreza. No Grinnell College, em Iowa, ele dirigiu a filial local de uma organização focada na pobreza mundial. Depois de se formar, mudou-se para Washington, D.C., e passou seis anos vivendo no abrigo católico Catholic Worker, onde recebia um salário de 5 dólares por semana e usava roupas vindas das doações de que outros residentes que não as queriam mais.

Enquanto hoje ele anda todo penteado e bem barbeado, naquela época ele tinha a aparência hippie do “visual Jesus” – cabelo comprido e barba espessa.

O Sr. Friedrich cresceu luterano e se converteu ao catolicismo enquanto vivia no abrigo, seu ativismo foi em parte resultado de sua fé. Ao contrário de alguns ativistas, ele disse, ele não é motivado por nenhum apego sentimental ou emocional a outras criaturas.

Ele se tornou vegano depois de ler o livro “Dieta para um Pequeno Planeta”, e decidiu dedicar sua vida à causa enquanto vivia no abrigo e leu o livro “O Cristianismo e o Direito Animal”.

“Eu não tinha uma afinidade especial com os animais”, disse ele. “Eu tenho um temperamento muito alemão, baseado em lógica, para o bem e para o mal”.

O Sr. Friedrich conseguiu um emprego na People for the Ethical Treatment for Animals (PETA) e se casou com outra líder da organização. Eles tiveram um filho, que agora está grande.

Durante seus quase 15 anos na PETA, ele se tornou o líder de campanhas públicas. Ele foi responsável por algumas das campanhas mais importantes da organização, incluindo a Kentucky Fried Cruelty, a Wicked Wendy’s e a Murder King, que destacaram o tratamento de animais atendidos por cadeias de fast food.

O Sr. Friedrich costumava estar nas linhas de frente. Ele foi preso pelos incidentes com sangue falso na Fashion Week. Ele também tirou a roupa e correu na frente do Palácio de Buckingham, com o site GoVeg.Com pintado em seu corpo, pouco antes da chegada do presidente George W. Bush.

Mas o provocador não era dogmático. Os colegas de Friedrich disseram que ele estava disposto a jogar suas velhas ideias e estratégias ao mar, mesmo quando isso significasse uma parceria com antigos oponentes.

Durante a chamada campanha McCruelty, Friedrich passou de demonstrar o lado de fora do McDonald’s (com as refeições infelizes falsas, cheias de galinhas de plástico ensanguentadas) para negociador direto com a empresa e até elogiá-la quando melhorou as condições de vida de suas galinhas poedeiras.

“Ele sempre teve essa capacidade de ver amigos e aliados em potencial, onde outros só viam inimigos”, disse Milo Runkle, que começou como voluntário na PETA com o Friedrich e fundou a Mercy for Animals.

Friedrich sempre achou que a batalha seria vencida por meio da persuasão às pessoas pararem de comer carne. Muitos dos vídeos e documentários que ele fez foram focados em vencer os consumidores, como o pequeno documentário “Meet Your Meat”, narrado por Alec Baldwin.

“Eu realmente pensei que só precisávamos educar as pessoas sobre o fato de que não há diferença moral entre comer um animal doméstico e comer um animal de fazenda”, disse ele. “Por um bom tempo, eu falei sobre a inevitabilidade da nossa vitória, puramente através da educação.”

Mas o consumo per capita de carne nos Estados Unidos continuou subindo. Em partes do mundo que crescem mais rapidamente, como a China e o Brasil, o aumento foi ainda mais acentuado.

Lobby, Pesquisa, Divulgação

O Sr. Friedrich deu um tempo da PETA em 2009 e passou dois anos lecionando inglês e educação cívica em uma escola de ensino médio em Baltimore.

Esses anos coincidiram com a criação de start-ups que queriam enfrentar a indústria da carne. A Beyond Meat foi fundada em 2009 e a Impossible Foods começou em 2011. Antes, já haviam hambúrgueres vegetarianos, mas as novas empresas se concentravam na criação de produtos com sabor suficiente para atrair carnívoros.

Quase todos os fundadores dessas empresas contam – como o Friedrich – que chegaram ao negócio depois de perceber que os esforços para impedir as pessoas de comer animais não estavam funcionando.

Pat Brown, o fundador da Impossible Foods e ex-professor da Universidade de Stanford, decidiu formar sua empresa depois de organizar uma conferência sobre os problemas criados pela pecuária e perceber o pouco impacto que o evento teve.

“Toda a educação e toda a consciência do problema, e a preocupação com o problema, não resolvem o problema”, disse ele. “Só precisamos entregar o mesmo valor aos consumidores, mas usar uma tecnologia melhor para produzi-lo”.

Friedrich passou a considerar então fundar sua própria empresa de alimentos. Mas ele decidiu que faria mais diferença criando uma organização sem fins lucrativos que fornecesse um conjunto de recursos compartilhados para todas as empresas do setor.

O Good Food Institute, que Friedrich fundou com 540 mil dólares da Mercy for Animals, tem 65 funcionários e departamentos separados para lobby, pesquisa científica e engajamento corporativo.

Até agora, as empresas de carnes de origem vegetal tiveram mais sucesso, mas o Good Food Institute também está investindo recursos significativos para ajudar as empresas que querem cultivar células de carne em laboratórios.

A ideia é criar tantas alternativas à carne quanto possível, e Friedrich está usando todas as ferramentas à sua disposição, desde a incubadora de novas empresas até a criação de fundos de capital de risco, dois dos quais vieram do Good Food Institute.

Um dos grandes empreendedores do Vale do Silício, Paul Graham, que fundou a Y Combinator, escreveu recentemente no Twitter que acreditava que as start-ups levariam “a uma rápida transformação da carne em algum momento”.

Mas Graham disse que previu efeito colateral que seria um grande golpe para nas fazendas familiares e criaria mais desigualdade econômica.

Os substitutos da carne serão criados por novas empresas, startups o que significa mais “Bezoses”, disse ele, referindo-se ao fundador da Amazon, Jeff Bezos.

Friedrich discorda. Ele acredita que um movimento em direção a uma dieta vegana ajudaria as fazendas menores em detrimento dos grandes conglomerados de carne. Mas a mudança “tem que acontecer”, disse ele.

“Precisamos mudar a carne, porque não vamos mudar a natureza humana”, disse ele.

Polícia exige que homem devolva bezerro que seria enviado ao matadouro

Warden lamentou que a polícia em vez de reconhecer que o animal merece um tratamento mais digno prefere enviá-lo para a morte (Foto: DxE)

A polícia australiana está exigindo que James Warden, um ativista vegano do grupo Direct Action Everywhere (DxE) devolva um bezerro “que ele furtou” esta semana, evitando que fosse abatido em um matadouro na região sudoeste do país.

Warden, que desenvolveu uma relação afetuosa com o animal, disse em publicação do DxE que tirou “Theo” de uma fazenda onde bezerros são criados e vendidos para a indústria da carne porque percebeu que o animal estava doente e precisando de atendimento médico de emergência.

O ativista, que se recusa a devolvê-lo, ainda que isso tenha implicações legais, lamentou que a polícia em vez de reconhecer que o animal merece um tratamento mais digno prefere enviá-lo para a morte.

Ativistas nus protestam contra a mudança climática  

Membros do ‘Extinction Rebellion‘ interromperam um debate do Brexit, na última segunda-feira(01). Os ativistas estavam nus e exibiam mensagens pintadas em seus corpos.

Entre os 20 manifestantes na galeria pública, estava Mark Ovland, um professor budista de 36 anos de Devon, que anteriormente era um dos chamados “Totnes Two”, depois de se colar à porta de uma conferência da indústria do petróleo no início deste ano, a ativista Rosa Van Kesteren, uma estudante de doutorado de Bristol, Van Kesteren, que estudou práticas alimentares na Universidade de Coventry, foi anteriormente uma das três mulheres multadas por se despir no lançamento de uma aeronave que rodava com biocombustíveis em 2013 e Oliver Baines, de 68 anos, que foi CEO de uma instituição de caridade chamada Cornwall Rural Community Charity.

Além deles, Iggy Fox, 24 anos, bióloga de vida selvagem de Londres,  Eveline Utterdahl, blogueira de Gotemburgo, na Suécia, e Isla Macleod, de Bruton, Somerset, também participaram da manisfestação.

A ‘Extinction Rebellion’, que se descreve como um grupo de ação direta não-violenta e desobediência civil, disse que o protesto foi uma tentativa de chamar a atenção dos políticos para a “crise climática e ecológica”. As informações são do Daily Mail.

Os parlamentares foram vistos dando uma olhada no protesto e o porta-voz John Bercow afirmou que o debate sobre a segunda etapa das alternativas do Brexit prosseguiria apesar do protesto.

A Scotland Yard disse que oficiais foram enviados em uma tentativa de “negociar” com os ativistas, antes de acrescentar: “12 prisões foram feitas por indignar a decência pública.”