Jane Goodall completa 85 anos

Jane Goodall é considerada uma das mais importantes primatólogas do nosso tempo (Foto: Hector Retamal/AFP/Getty Images)

Considerada uma das mais importantes primatólogas do nosso tempo, a britânica Jane Goodall, que também é etóloga e antropóloga, completou ontem, dia 3, 85 anos, e fez um apelo para que a humanidade faça escolhas sustentáveis que permitam reparar os danos causados pela humanidade ao meio ambiente e aos animais.

Jane revolucionou os estudos sobre primatas na década de 1960, contribuindo principalmente para o reconhecimento da capacidade de aprendizagem social e raciocínio de chimpanzés e babuínos. O seu primeiro grande trabalho como cientista foi na Tanzânia, onde realizou uma pesquisa de campo com primatas nas florestas de Gombe e descobriu que eles são capazes de fabricar e utilizar ferramentas.

A senhora Goodall adotou uma abordagem diferenciada ao imergir no habitat dos animais e tratá-los como indivíduos, com nomes e personalidades. Em 1977, ela fundou o Instituto Jane Goodall, que deu início a projetos de conservação na Tanzânia. Hoje a instituição já está presente em cem países e promove a capacitação e o engajamento de jovens em ações em benefício do meio ambiente e dos animais.

“Parei de comer carne há 50 anos, quando olhei a costeleta de porco em meu prato e pensei: isso representa medo, dor e morte. Feito, me tornei vegetariana instantaneamente”, contou Jane Goodall em artigo publicado em seu site no dia 28 de abril de 2018. Para a primatóloga, um grande e nobre motivo para não consumirmos carne é a contrariedade à exploração animal, a rejeição ao sofrimento imposto arbitrariamente aos seres não humanos.

Ela citou como outra importante razão o impacto causado pela produção de carne ao meio ambiente – incluindo a contribuição às mudanças climáticas. “A maioria das pessoas não percebe a indescritível crueldade sofrida pelos animais […]. E aqueles que sabem, não se importam. As pessoas me dizem que os animais são criados para tornarem-se comida – como se isso significasse que eles não são mais seres sensíveis. Outros me pedem para não falar sobre isso, porque eles ‘amam os animais e são muito sensíveis’ – [pedem isso] para que possam comer porcos, bois e vacas sem sentirem culpa”, lamentou.

Em 14 de janeiro de 2016, Jane Goodall concedeu uma entrevista ao Democracy Now, e disse que assim como não comeria seu cachorro, não seria capaz de comer a carne de outros animais. “Sou vegetariana porque, você sabe, respeito os animais. Sei que todos eles são indivíduos”, declarou e acrescentou que porcos são animais mais inteligentes do que muitos cães. Jane destacou que vê com estranheza quando alguém diz que não acredita que o mundo está passando por mudanças climáticas em decorrência da displicência humana em relação aos animais e ao meio ambiente.

“Esse vasto impacto está sendo causado pela agropecuária. E a fim de alimentar bilhões e bilhões de bois, vacas, porcos, frangos, galinhas. Mesmo que você não se importe com a crueldade, mesmo que se recuse a admitir que esses indivíduos têm sentimentos, que sentem dor e têm emoções, você tem que admitir que grandes florestas são destruídas para cultivar grãos para alimentá-los. A pecuária está transformando florestas em pasto”, reclamou em entrevista ao Democracy Now.

No artigo publicado no dia 28 de abril, a primatóloga citou as secas causadas pelas mudanças climáticas na África Subsaariana. Relatou que a região está se tornando um deserto com grandes áreas suscetíveis à erosão:

“Quantidades enormes de água estão sendo desperdiçadas para transformar a proteína vegetal em proteína animal. […] Os aquíferos subterrâneos também estão diminuindo e se tornando poluídos, e frequentemente por causa do escoamento de produtos químicos agrícolas ou por causa das ‘lagoas’ de resíduos produzidos pelos próprios animais [criados para consumo]. Precisamos considerar a grande quantidade de metano gerada pelo sistema digestivo dos animais, especialmente os bovinos – um gás com efeito estufa muito mais potente do que o CO2. As grandes quantidades de combustíveis fósseis utilizados para manter toda a produção industrial de carne estão aumentando absurdamente os gases do efeito estufa.”

Além desses apontamentos e críticas, há muito tempo Jane Goodall qualifica a dieta vegetariana como mais benéfica para a saúde. Costuma citar a si mesma como exemplo, argumentando que assim que parou de se alimentar de animais, imediatamente sentiu-se melhor e mais leve. “Muitas pessoas me disseram o mesmo”, afirmou em seu artigo. Ao abordar os malefícios do consumo de carne, a senhora Goodall apresentou como referência os estudos da Harvard Medical School e do Science Daily – que relacionou o alto consumo de carne na atualidade com o aumento da obesidade:

“Alguns dos hormônios e outros suplementos alimentares dados aos animais para aumentar a taxa de crescimento podem ter impacto sobre nós. Os antibióticos agora são fornecidos regularmente para manterem vivos os animais [criados para consumo] em condições de lotação e depressão. Inevitavelmente, as bactérias estão se tornando mais resistentes, e pessoas têm morrido em decorrência de simples infecções que não responderam aos antibióticos usados para curá-las.”

Jane Goodall defende que há muitas razões para uma pessoa se tornar vegetariana ou vegana, e sempre que possível pede encarecidamente para que reflitam a respeito: “Continuo pedindo que as pessoas considerem o que essa escolha realmente significa em um nível moral para os animais e o meio ambiente. É a escolha de mudar nossas vidas, o que por sua vez trará enormes benefícios para toda a humanidade e todas as outras criaturas com quem compartilhamos a nossa casa.”

Saiba Mais

Jane Goodall nasceu em Londres, na Inglaterra, em 3 de abril de 1934. Ao longo de sua carreira, recebeu dezenas de prêmios, títulos e homenagens.

“Sou vegano pela vida toda”, diz Moby

Foto: Instagram

Moby tem sido um defensor ativo dos direitos animais por mais de três décadas e diz que nunca fará nada que possa contribuir para o sofrimento de um animal.

A declaração foi feita em meio a uma série de YouTubers abandonando o movimento e voltando a comer animais, incluindo Rawvana, Tim Shieff e Bonny Rebecca.

“Muitas notícias ultimamente sobre alguns influenciadores confusos abandonando o veganismo“, escreveu Moby no Instagram .

“Eu sou vegano há 31 anos, e sou vegano por toda a vida, não importa o que. Eu não faria, não poderia, não farei qualquer coisa que possa causar ou contribuir para o sofrimento de um animal.”

“Minha vida não tem mais ou menos significado que a vida de qualquer animal, em qualquer lugar.”

Fãs veganos

O post de Moby encorajou um número de seus fãs a compartilhar suas próprias experiências e compromissos.

“Sou vegano há cinco anos e meio e tenho ótima saúde”, escreveu um.

“Essas pessoas deixaram de ser veganas mas minha única preocupação é com as vítimas reais, e eu quero respeitar suas vidas e sua liberdade, e é por isso que eu nunca vou voltar. Eu também sou um vegano para a vida” afirmou outro.

“Farei 26 anos sendo vegano em setembro. Continuo forte, ativo todos os dias. A melhor decisão que já tomei na minha vida, mãos para baixo”, acrescentou outro.

O ativismo de Moby

No início do ana, o músico anunciou o lançamento de seu livro de memórias chamada “Then It Fell Apart”. O livro será lançado em maio – exatamente 20 anos após a estréia de seu álbum mais famoso, “Play”. Todo o lucro obtido com a venda dos livros irá ajudar organizações defensoras dos direitos animais.

Em junho do ano passado, Moby anunciou sua aposentadoria da turnê para se dedicar à política e ao ativismo pelos direitos animais. Desde então, ele pôs à venda sua propriedade de 1,3 milhão de dólares, e todo o dinheiro será enviado para instituições de caridade.

Moby também abriu uma loja online onde exibiu seu equipamento musical e sua coleção pessoal de discos para levantar fundos em apoio ao grupo de médicos veganos Physicians Committee for Responsible Medicine.

Além disso, Moby anunciou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos. Ele aproveitou a publicação para criticar os antigos e o atual presidente do país, além de pedir que os eleitores tenham consciência na hora do voto.

“Sou completamente desqualificado (mas isso não impediu Trump ou George W. Bush)”, escreveu em seu texto no Instagram. Ele também afirmou que não fará campanha eleitoral ou arrecadará fundos.

Moby pediu que os eleitores se atentem aos problemas que devem ser discutidos nos próximos governos. Ele citou os subsídios governamentais às indústrias que “envenenam as pessoas”, como a do tabaco, da pecuária e a produção de óleo.

Apresentadora vegana Lucy Watson crítica ferozmente corridas de cavalos no Twitter

Livekindly/Reprodução

Livekindly/Reprodução

A estrela do programa Made In Chelsea, que se tornou empreendedora vegana recentemente, pediu a seus seguidores que não apoiarem a atividade cruel

A celebridade vegana, Lucy Watson, criticou violentamente as corridas de cavalos nas mídias sociais, acusando o número de mortes de animais que continua aumentando.

A personalidade da TV, que recentemente lançou uma série de refeições veganas prontas no Waitrose (cadeia de supermercados britânica), retweetou a notícia de outro cavalo que morreu no Festival de Cheltenham (Inglaterra), escrevendo: “Por favor, não apoiem corridas de cavalo”.

Explorados como produtos

Respondendo a um usuário do Twitter que sugeriu que cavalos não existiriam se não fosse pelas corridas de cavalo, Watson respondeu: “Com certeza eles prefeririam não existir a serem usados produtos para que as pessoas ganhem dinheiro”.

A estrela também deixou claro que não apoia mais o polo esportivo, após muitas pessoas nos comentários terem tentado criticá-la por ser “inconsistente”.

O usuário do Twitter, Lewis Thompson, argumentou: “Veja o quanto Bryony Frost ama Frodon e quanto esse cavalo é adorado e é cuidado, Então me diga que eles deveriam bani-lo”.

Ao que Watson respondeu prontamente: “Você chuta e chicoteia as pessoas que ama? Põe suas vidas em perigo por dinheiro?”

Pressionados até o limite

Sir Erec é o terceiro cavalo de corrida a ser morto em Cheltenham em 2019, após sua perna “literalmente ter se partido em duas” durante uma corrida.

A organização que atua em defesa dos direitos animais, PETA, disse: “Os cavalos criados para a satisfazer a ganância e a necessidade de velocidade da competição, são pressionados além de suas capacidades naturais e forçados a correr a um ritmo alucinante”.

“Aqueles que não sofrem ferimentos horríveis quando caem de cara na pista podem sofrer ataques cardíacos, sangrar pelos seus pulmões ou desenvolver ferimentos internos e úlceras dolorosos além de uma série de outros problemas de saúde que só existem por serem pressionados além de seus limites para entretenimento humano”

Instagram bloqueia conta da ativista mirim Genesis Butler

No ano passado, a ativista mirim conseguiu fundar a Genesis for Animals, a sua própria organização para ajudar santuários de animais (Foto: Genesis Butler/Instagram)

O Instagram bloqueou esta semana a conta da ativista vegana Genesis Butler, estrela da campanha “The Million Dollar Vegan”, da organização Veganuary. Na campanha, Genesis pede ao Papa Francisco para se abster do consumo de alimentos de origem animal durante a Quaresma. Caso ele aceite, a Fundação Blue Horizon vai doar um milhão de dólares para uma instituição de caridade de escolha do papa.

Se por um lado, a iniciativa trouxe bastante visibilidade positiva para a campanha e também para Genesis. Por outro lado, atraiu atenção para o fato de que a ativista mirim tem apenas 12 anos. Como é preciso que o usuário tenha pelo menos 13 anos para utilizar o Instagram, de acordo com as normas da mídia social, Genesis teve sua conta bloqueada. Mas o seu trabalho continua sendo promovido por outros meios, inclusive a campanha “The Million Dollar Vegan”.

No ano passado, a ativista mirim conseguiu fundar a Genesis for Animals, a sua própria organização para ajudar santuários de animais que não estão conseguindo custear despesas com cuidados veterinários e gerais, alimentação, abrigo e transporte.

“Escolhi o nome Genesis for Animals porque meu nome significa um novo começo e quero ajudar a dar aos animais um novo começo. Agora estou começando a arrecadar fundos para santuários e abrigos de todo o país”, anunciou em novembro do ano passado no Instagram. As doações para a Genesis for Animals são dedutíveis do imposto de renda. Genesis se tornou vegana aos seis anos e, desde então, ganhou dois prêmios por seu ativismo em prol dos animais.

Fonte: Vegazeta

Chefe de cozinha se torna ativista vegana após descobrir a verdade sobre a pecuária

Foto: DXE

“Como gerente de cozinha da Chipotle, nunca imaginei descobrir que eu estava alimentando o público com uma mentira.

Falei orgulhosamente com os clientes e treinei novos funcionários, repetindo respeitosamente os discursos corporativos sobre nossa ‘comida com integridade’.

Então eu vi uma investigação feita pela Direct Action Everywhere (DxE) de uma fazenda de ovos ‘humanitária’ da Whole Foods. Ativistas encontraram galinhas doentes, feridas e famintas espremidas em galpões industriais imundos.

Minha confiança em nosso marketing humano começou a se desfazer. Comecei a questionar nossas próprias afirmações sobre o bem-estar animal, que eram muito semelhantes às usadas pela Whole Foods”.

Foto: DXE

A investigação

“Tudo começou com um rótulo “Bell & Evans” em uma caixa de frango. Inspirado pela investigação da Direct Action Everywhere, acompanhei a cadeia de suprimentos até um matadouro da Bell & Evans.

Pesquisando cidades vizinhas, eu identifiquei o fornecimento de fazendas e tirei fotos do lado de fora dos celeiros, onde nenhum animal estava presente – e os enviei para o DxE.

Eu sabia que, com o treinamento de DxE, eu também poderia entrar e expor a verdade às massas. Logo me vi em minha primeira Animal Liberation Conference (ALC), um evento anual organizado pelo DxE para treinar ativistas em resgate aberto, construção de comunidades e muito mais”.

Descobrindo a realidade das criações

Foto: DXE

“Foi lá que ganhei as habilidades para entrar em uma das fazendas e descobrir que, como a Whole Foods, a Chipotle estavam mentindo para seus clientes. Com uma câmera e um rouba de biossegurança, entrei na fazenda Bell & Evans para documentar milhares de aves amontoadas, muitos dos quais tinham ferimentos como a perna esticada, na qual os filhotes são incapazes de suportar o peso de seus corpos que crescem rapidamente.

Vi que a Chipotle estava lucrando com o mesmo abuso de animais que outras empresas e comprando das mesmas fazendas convencionais.

Corporações como Chipotle  e Whole Foods aproveitam os consumidores compassivos que não querem apoiar a crueldade contra os animais. Eles não estão apenas torturando animais, mas também mentindo sobre isso para o público e ganhando bilhões no processo.

Um movimento crescente

Mais pessoas apaixonadas estão enxergando além do que é mostrado. O vídeo investigativo DxE que eu vi atingiu a milhares de pessoas  e, agora, eu estou em destaque no vídeo de resgate aberto mais visto do DxE com mais de 4,6 milhões de visualizações.

Outros ex-gerentes da rede entraram em contato comigo depois da minha investigação, dizendo que também deixaram a Chipotle, sentindo-se traídos por suas mentiras. A mesma compaixão inerente das pessoas comuns que a empresa explora é, na verdade, nosso maior trunfo em desafiar a Big Ag.

Foto: DXE

O engano da indústria é continuamente exposto à medida que o poder do movimento pelos direitos animais está em ascensão. Continuaremos a agir diretamente em todos os lugares, expondo a violência e inspirando o crescimento em um movimento com o poder de transformar lugares de violência em lugares de paz.

Minha esperança é que minha história tenha desempenhado algum papel no fim do mito humano e da indústria massiva de violência que tão desesperadamente se baseia nela. Devemos continuar sem medo de agir para expor a verdade, inspirando as massas a libertar os mais vulneráveis ​​entre nós, nunca comprometendo a verdadeira demanda por “comida com integridade”.  As informações são do Plant Based News.

 

 

 

A marcha mundial pelos direitos animais está de volta em 2019

Foto: Surge

Desde sua criação, em 2016, o movimento registrou um aumento impressionante de 400% no número de participantes. A expectativa para a 2019 é grande e promete “unir a comunidade vegana globalmente”

O site da organização explica que a marcha quer também “inspirar os veganos a falarem pelos animais no dia a dia e se tornarem mais ativos em suas comunidades”.

A marcha de Londres já tem mais de 2.000 pessoas confirmadas no evento pelo Facebook, que acontecerá no dia 17 de agosto, das 12h às 16h.

Haverá também marchas realizadas em Berlim, Copenhague e Varsóvia em agosto, cobrindo mais de 25 cidades.

Pelo fim da opressão animal

De acordo com o Plant Based News, a Surge diz que aqueles que participam da marcha estão “exigindo o fim de toda opressão animal”.

“250.000 pessoas completaram recentemente o Veganuary, então com esses números, nós realmente acreditamos que a marcha será maior e melhor do que nunca”.

Foto: Surge

No ano passado, foram arrecadadas £ 2.558,90 para o Retreat Animal Rescue e para a Friend Animal Rescue, com a venda camisetas e moletons.

Ativismo mundo afora

A maior marcha pelos direitos animais no mundo foi registrada em Israel, onde de 30 mil pessoas foram às ruas para exigir justiça e compaixão por todos os animais, sejam eles explorados pela indústria de alimentos como os selvagens e domésticos.

A ANDA noticiou quando milhares de manifestantes se reuniram no centro de Tel Aviv, em Israel, em setembro de 2017, para protestar pelo fim da crueldade contra animais.

Shira Hertzanu, chefe de comunicação da ONG Anonymous for Animal Rights e organizadora do evento, explicou que se esforçou para unir grupos de proteção animal e todo o trabalho empenhado foi direcionado para reunir um número recorde de participantes.

“Esta é a maior marcha pelos direitos animais da história. Estimamos a participação de 30 mil pessoas exigindo justiça e compaixão por todos os animais, sejam eles explorados pela indústria de alimentos, como os selvagens ou domésticos. Todas as pessoas que participaram são bondosas e que não querem que os animais sofram”.

 

 

 

 

Atriz de Game of Thrones se posiciona contra a exploração de elefantes

A atriz vegana Nathalie Emmanuel, conhecida por seu papel como Missandei na popular série da HBO “Game of Thrones”, se manifestou contra os maus-tratos aos elefantes explorados em passeios turísticos.

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Foto: Getty Images

Durante uma viagem ao sul da Tailândia, Emmanuel visitou o Phuket Elephant Sanctuary. Escrevendo sobre a experiência em sua conta no Instagram, a atriz britânica notou que o santuário é certificado como ético, com turistas apenas autorizados a observar de longe os animais que vagam livremente e alimentá-los de uma distância segura.

No entanto, isso não é típico de muitos “santuários” na Tailândia e em outros países da Ásia, que permitem que os turistas se aproximem e se familiarizem com os elefantes, usem anzóis para controlá-los e também passeiem montados nos elefantes.

O santuário de Phuket incentiva a compaixão a todos os animais, proporcionando aos seus visitantes refeições predominantemente veganas, de acordo com Emmanuel. “Porque aqui eles ‘comem o que os elefantes comem’”, explicou ela. Ela pediu aos turistas na Tailândia que considerassem o bem-estar dos animais quando viajassem pelo país, acrescentando hashtags como “#NOtoelephantriding” e “#Stopanimalabuse ” ao seu post.

A verdade sobre os ‘passeios de elefante’

Emmanuel não é a primeira celebridade a falar sobre o bem-estar dos elefantes na Ásia. No ano passado, a atriz de “Harry Potter” Evanna Lynch viajou para a Índia com o jornal The Sun. A atriz teve como objetivo conscientizar a população sobre o tratamento dos elefantes que são explorados para passeios turísticos no país.

Lynch testemunhou o abuso de elefantes morrendo de sede forçados a ficar no calor. Eles foram espancados, maltratados e enjaulados, e alguns tinham feridas abertas.

Segundo a organização de direitos animais PETA, os animais também são separados de suas famílias quando capturados e depois espancados “até que seus espíritos sejam destruídos”. Após esses eventos, os animais frequentemente sofrem de transtorno de estresse pós-traumático.

Tribunal veta a proibição de investigações secretas em fazendas industriais e matadouros

O Tribunal Distrital dos EUA derrubou a lei Ag-Mord de Iowa, na última quinta-feira (10), sustentando que a proibição de investigações secretas em fazendas industriais e matadouros viola a Primeira Emenda.

Foto: Pixabay

O Animal Legal Defence Fund, em 2017, liderou uma coalizão de grupos de defesa animal, ambiental e comunitária, desafiando a constitucionalidade da lei. Tribunais federais da mesma forma derrubaram as leis Ag-Gag em Idaho e Utah como inconstitucionais.

A lei Ag-Gag de Iowa criminaliza investigações secretas em uma ampla gama de instalações de animais, incluindo fazendas industriais, fábricas de filhotes e matadouros, impedindo que os defensores exponham a crueldade e o meio ambiente, os direitos dos trabalhadores e as violações de segurança alimentar. A lei alcançou seu objetivo de suprimir investigações secretas – nenhuma investigação foi realizada desde a aprovação da lei em 2012.

“As leis da Ag-Gag são uma tentativa perniciosa das indústrias de exploração animal de esconder algumas das piores formas de abuso de animais nos Estados Unidos”, diz o diretor executivo do Animal Legal Defense Fund, Stephen Wells. “A vitória de hoje deixa claro que o governo não pode proteger essas indústrias em detrimento de nossos direitos constitucionais.” As informações são do The Poultry Site.

Foto: Pixabay

Por mais de um século, o público contou com investigações secretas para expor práticas cruéis e ilegais em fazendas industriais e matadouros. Nenhuma lei federal governa a condição em que os animais de criação são criados e as leis que tratam do assassinato e do transporte são frouxamente aplicadas. Investigações secretas são a principal via pela qual o público recebe informações sobre operações de pecuária. Iowa é o maior produtor de suínos criados para carne e galinhas criadas para ovos nos Estados Unidos, o que torna extremamente importante que as investigações não sejam suprimidas.

O Animal Legal Defense Fund é a organização de defesa legal proeminente do país para animais e liderou coalizões para derrubar as leis Ag-Gag em Idaho e Utah. Litígios contra a lei Ag-Gag da Carolina do Norte estão em andamento.

Foto: Pixabay

Os autores do processo são o Animal Legal Defense Fund, Iowa Citizens for Community Improvement, Beverly Benji, People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) e o Center for Food Safety. Eles são representados pelo Animal Legal Defense Fund, pela American Civil Liberties Union (ACLU) de Iowa, pela Public Justice e pelo Law Office de Matthew Strugar.

Ativistas pelos direitos animais protestam contra a posse de Bolsonaro

Ativistas pelos direitos animais da Toronto Climate Save and Extinction Rebellion bloquearam ontem (01) o tráfego em um dos principais cruzamentos de Toronto para protestar contra novo presidente do Brasil e suas propostas de políticas ambientais.

Ativistas de direitos animais protestaram contra  Jair Bolsonaro, novo presidente do Brasil, em Toronto.  Foto: Jenny Henry

Cerca de 50 pessoas participaram do protesto no cruzamento das ruas Bay e Bloor em frente ao consulado brasileiro. Os ativistas levaram cartazes dizendo “se torne vegano ou morreremos”.

Anita Krajnc, organizadora do protesto e co-fundadora do Save Movement, disse: “desafiamos o presidente Bolsonaro a se inscrever no Veganuary” – uma instituição de caridade que inspira as pessoas a experimentarem a dieta vegana durante o mês de janeiro.

Os protestos foram realizados em solidariedade ao que acontece no Brasil e em quase uma dezena de cidades ao redor do mundo, incluindo Ottawa, Oslo e Melbourne, disse Kranjc acrescentando que muitos dos que participaram do protesto eram da comunidade de língua portuguesa de Toronto.

Os planos ambientais do capitão reformado do Exército dispararam o alarme entre comunidades indígenas e ambientalistas sobre o destino da Floresta Amazônica. Bolsonaro prometeu reverter o cumprimento das leis ambientais e expandir a mineração, a exploração madeireira e a pecuária na maior floresta tropical do mundo, que abrange nove países e abriga 30 milhões de pessoas.

Foto: Evaristo SA | AFP

O Brasil também negou sediar a cúpula deste ano das Nações Unidas sobre mudança climática e o novo ministro da agricultura se referiu à agência de proteção ambiental do Brasil como uma indústria de multas.

Kranjc disse que ela e outros ativistas começaram a planejar o protesto assim que souberam dos planos de Bolsonaro para a Amazônia, que seria um desastre para o mundo.

Kranjc disse que a agropecuária representa uma das principais ameaças para o futuro da Amazônia.

“Se Bolsonaro fosse vegano, ele não pensaria em cortar a preciosa Floresta Amazônica”, disse ela.

Jair Bolsonaro e a caça

Antes de ser eleito, Bolsonaro causou revolta ao se referir à caça como um “esporte saudável”. Em um vídeo, ele aparece ao lado de um filiado à Associação Nacional de Caça e Conservação defendendo a prática no Brasil e sinalizando sua liberação, caso fosse eleito.

Em outro trecho da gravação, Bolsonaro fala que javalis – apenas nos locais em que se configurem como pragas – sejam, mediante a caça, controlados a fim de impedir que estes animais destruam lavouras e a matem outras espécies da fauna e até mesmo pessoas.

Ativistas são obrigados a devolver animais resgatados de uma fazenda

O Gippy Goat Café, de onde os animais foram tirados, alega que o grupo não identificado invadiu a fazenda em Victoria, três dias antes do Natal, apenas pra chamar atenção e roubaram quatro animais da fazenda.

De acordo com o Paul Cornelissen, gerente da fazenda, disse que o sequestro das cabras privou dois filhotes do leite materno.

Foto: Reprodução | Facebook

Os ativistas foram capturados pela CCTV, supostamente, sequestrando três cabras e um cordeiro – apesar de os responsáveis negarem qualquer maltrato aos animais. Mas o grupo insiste que o protesto aconteceu porque eles acreditam que os animais estavam sendo explorados.

O sargento da polícia de Victoria, Dean Waddell, disse no dia da ação,  que os ativistas poderiam enfrentar acusações de roubo e crueldade contra animais.

Desde então, a polícia encontrou um cordeiro e uma cabra em uma residência de Koo Wee Rup, onde foram encontrados usando fraldas humanas, segundo relatos.

Duas mulheres foram acusadas em conexão com o incidente e os policiais de Victoria devem ainda fazer outras prisões.

As mulheres deverão comparecer ao Tribunal de Magistrados Morwell em 18 de fevereiro.

Os ativistas insistem que o protesto aconteceu porque eles acreditam que os animais estavam sendo explorados – uma acusação que Gippy Goat Café nega veementemente.

Em um comunicado divulgado ao Facebook, uma ativista vegana, que supostamente participou do incidente, detalhou o suposto sequestro e explicou os motivos do grupo.

Ela escreveu que o alegado incidente “não violento” no café Gippy Goat foi para “chamar a atenção para os animais sendo explorados na instalação”.

Ela continuou explicando que o grupo quer que os animais sejam tratados com “respeito e dignidade”.

“Queríamos remover a venda moral da sociedade e alcançar as pessoas por meio dessa ação para enviar uma mensagem poderosa; a paz começa conosco.

“Estamos tentando criar um mundo onde outros animais sejam vistos como indivíduos, tratados com respeito e dignidade, por quem eles são”, escreveu ela.

“Não estamos pedindo por gaiolas maiores ou melhores condições. Estamos exigindo o fim da mercantilização dos animais, não o que eles podem nos dar”.

Ela assinou sua declaração prometendo continuar a tomar uma posição pelos direitos animais.

“Estamos assumindo uma posição moral em relação a outros animais, e prometemos continuar a fazê-lo até que a indústria prejudicial aos animais seja permanentemente fechada e até que a liberação total dos animais seja alcançada”, escreveu ela. As informações são do Daily Mail.

Em resposta às acusações, o Gippy Goat Café levou a sua própria página de mídia social para negar qualquer mal feito.

“Esse grupo de criminosos faz afirmações falsas sobre o bem-estar animal para justificar esse tipo de comportamento e procura apenas ganhar atenção para si”, dizia o post.

“Esta é a segunda vez em seis meses que esses grupos cometeram seus atos descarados em nós.”

Combatendo as alegações de que os animais estavam sendo mal cuidados, outro post na página da empresa no Facebook continuou: “Temos veterinários qualificados na equipe que são responsáveis ​​por assegurar o melhor atendimento humanitário a todas as cabras e outros animais”.

Foto: Reprodução | Facebook

A empresa confirmou que dois dos animais desaparecidos tinham sido devolvidos: “Estamos muito felizes em informar que o cordeiro chamado Leah e a corça de leite chamada Angel pelos ativistas foram localizados e retornaram.”