Ativista é espancada por comerciantes de carne de cachorro ao tentar salvar os animais

Foto: AFP/Getty Images

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Uma ativista chinesa foi hospitalizada após comerciantes de carne de cachorro a terem atacado e espancado quando ela tentou salvar centenas de cães de seus depósitos que seria mortos para o festival bárbaro de Yulin na China.

Du Yufeng, fundadora do Bo Ai Animal Protection Center, conta ter sido atingida na cabeça e no corpo todo por comerciantes de carne de cachorro que impediram que ela e outros ativistas dos direitos animais libertassem os cães de seu depósito.

Relatos afirmam que os cães estavam a caminho dos matadouros para o festival anual de carne de cachorro de Yulin, que começou dia 21 de junho.

As fontes do Daily Mail em Yulin afirmaram que o festival deste ano foi mais moderado do que os dos anos anteriores, com muitas barracas vazias vistas nos mercados.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

No entanto, é observado que mais barracas de comida do que o normal são vistas após o anoitecer.

A ativista Du disse que foi agredida no final de maio enquanto tentava resgatar cerca de 300 cães – muitos dos quais eram animais domésticos roubados – de um grupo de comerciantes de carne na cidade de Lugu, na província de Sichuan, no sudoeste da China.

Ela e outras duas ativistas foram atacadas pelos comerciantes depois de um impasse de dois dias.

Du disse que um de seus parceiros, que tem quase 60 anos de idade, teve duas costelas fraturadas enquanto ela estava se sentindo tonta e ainda estava hospitalizada quase um mês depois.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Ela também acusou os funcionários da cidade de Xichuang, que supervisiona Lugu, de conspirar (mediante propina) com comerciantes de carne, impedindo os ativistas de fotografar e resgatar os cães.

O grupo de bem-estar animal não salvou os cachorros que foram secretamente mortos pela autoridade local de quarentena de animais em 30 de maio em uma tentativa de eliminar evidências, afirmou Du.

Relatos afirmam que a província montanhosa de Sichuan é hoje o ponto de parada mais popular para os comerciantes de carne manter, vender e distribuir cães capturados, muitos dos quais acabariam em Yulin, na província de Guangxi, sul da China.

Em uma carta aberta ao governo de Sichuan, Du confessou que não conseguia dormir à noite, sabendo que caminhões carregados de cachorros espremidos em pequenas jaulas de galinha eram transportados todos dias pelas estradas rumo à morte.

“Eles estão prestes a chegar ao portão do inferno e serão espancados até a morte, escaldados em água fervente, queimados e esfolados vivos. Eles ficam tão aterrorizados”, escreveu ela.

Foto: AFP/Getty Images

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Ela pediu ao governo de Sichuan que puna os comerciantes de carne de cachorro.
Todos os anos, milhares de cães são cruelmente mortos, esfolados e cozidos com maçaricos antes de serem comidos pelos habitantes de Yulin durante o festival que é realizado no solstício de verão.

Um morador de Yulin, que afirma ser amante de cães, disse ao Daily Mail que viu pessoas jantando ao ar livre – presumivelmente comendo pratos de carne de cachorro – na Meilin Avenue, uma das ruas de restaurantes da cidade.

Mas o morador, conhecido como Kenny, explicou que comer cachorros era uma tradição apenas entre as gerações mais velhas.

Ele disse que os jovens de Yulin se recusam a comer cachorros e até começaram a adotar animais domésticos.

Embora o festival de carne de cachorro Yulin tenha deixado o mundo em estado de choque, a maioria das pessoas na China não come de fato cães.

Foto: AFP/Getty Images

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Os animais são tipicamente consumidos por uma minoria de residentes no norte da China, perto da península coreana e da Mongólia, bem como no sul da China, perto do Vietnã.

Claire Bass, diretora executiva da Humane Society International (HSI), ONG que atua em defesa dos direitos animais, disse: “O comércio de carne de cachorro na China representa, antes de tudo, atos de crime e crueldade”.

‘O festival de Yulin é um pequeno mas angustiante exemplo de um comércio indescritivelmente bárbaro dirigido por ladrões de cães e comerciantes criminosos.

“Esses ladrões e vendedores roubam rotineiramente animais domésticos em plena luz do dia usando dardos venenosos e cordas, desafiam as leis de saúde pública e da segurança, e causam um sofrimento horrível aos animais, tudo por uma carne que a maioria das pessoas na China não consome.”

Os parceiros chineses da organização salvaram 62 cães destinados a serem mortos em um matadouro no Yulin dias antes do festival.

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

Foto: Bo Ai Animal Protection Centre

A atriz britânica a atriz Judi Dench e a violinista Vanessa-Mae enviaram nesta semana mensagens sinceras de apoio – por meio da HSI – aos ativistas chineses que lutam apaixonadamente para encerrar o evento anual.

“Não posso imaginar o sofrimento daqueles pobres cães, e espero muito que um dia, em breve, esse comércio cruel termine”, disse a atriz Judi Dench.

Uma petição de 1,5 milhão de assinaturas foi entregue à Embaixada da China no Reino Unido ontem pela HSI junto com outro grupo de bem-estar animal Care2.

Estima-se que 10 milhões de cães são mortos por sua carne na China anualmente.

No ano passado, a Humane Society International, organização de bem-estar animal, resgatou 136 cães de três matadouros subterrâneos perto de Yulin, antes do início do festival que dura de três dias.

Foto: EPA

Foto: EPA

Eles disseram que os trabalhadores dos frigoríficos e matadouros matam cerca de 50 cães todos os dias para consumo humano.

Mas a organização explicou que a influência e o tamanho do festival foram reduzidos nos últimos anos graças aos protestos do público.

Embora a China tenha leis para salvaguardar a fauna silvestre e terrestre, atualmente falta legislação para proteger o bem-estar animal ou para evitar a crueldade contra os animais.
Em setembro de 2009, ativistas pelos direitos animais e especialistas jurídicos começaram a circular um projeto de lei sobre a proteção dos animais.

E em 2010, um projeto de Lei sobre a Prevenção da Crueldade contra os Animais foi submetido ao Conselho de Estado para sua consideração.

O esboço propõe uma multa de até 6.000 yuans (cerca de 900 dólares) e duas semanas de detenção para os culpados de crueldade contra animais, segundo o jornal China Daily.

No entanto, até este dia, nenhum progresso foi feito.

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Primeira mulher eleita presidente da Eslováquia é ativista ambiental

Foto: Petr David Josek/AP

Foto: Petr David Josek/AP

A primeira mulher presidente da Eslováquia, Zuzana Čaputová, advogada e ativista ambiental, foi empossada no sábado, prometendo combater a impunidade e restaurar a justiça em um país amplamente afetado pela corrupção política em larga escala.

“Ofereço minha experiência, emoção e ativismo. Ofereço minha mente, meu coração e minhas mãos”, disse ela em sua cerimônia de posse.

“Eu quero ser a voz daqueles que não são ouvidos”.

Čaputová, advogada e novata na política, além da primeira mulher é também a pessoa mais jovem a ser presidente da Eslováquia. Ela é às vezes chamada de “Erin Brokovich da Eslováquia” por sua luta de uma década para fechar um aterro sanitário tóxico em sua cidade natal, o que ela conseguiu fazer, ganhando o Prêmio Goldman de 2016 para o meio ambiente.

Foto: Goldman Prize

Foto: Goldman Prize

Em um país católico romano conservador, Čaputová, mãe divorciada de dois filhos, apóia os direitos LGBT e o acesso aos cuidados de saúde reprodutiva.

“Sob a constituição, as pessoas são livres e iguais em dignidade e em direitos, o que significa que ninguém é tão irrelevante para ter seus direitos comprometidos, e ninguém é poderoso para se posicionar acima da lei”, disse ela em seu discurso de posse.

Embora o papel presidencial na Eslováquia seja principalmente cerimonial – o primeiro-ministro supervisiona a maioria dos assuntos do país – Čaputová tem poderes de bloqueio, é comandante-chefe das forças armadas e pode nomear os principais juízes.

Čaputová assume a presidência após o assassinato do jornalista Ján Kuciak, 27 anos, e de sua noiva, Martina Kušnírová, que foram encontrados mortos a tiros na casa que dividiram no ano passado. Kuciak cobriu histórias de evasão fiscal para o site de notícias Aktuality.sk, onde sua última peça foi publicada em 9 de fevereiro de 2018. Ele relatou principalmente casos de fraude envolvendo empresários com conexões políticas, incluindo líderes partidários do governo na época.

O escândalo levou à demissão do primeiro-ministro Robert Fico no ano passado. E o assassinato de Kuciak levou a um enorme protesto na Eslováquia, onde dezenas de milhares de pessoas foram às ruas para protestar contra a corrupção do governo.

Foto: Vladimir Simicek/AFP

Foto: Vladimir Simicek/AFP

Čaputová fez campanha em uma plataforma anticorrupção e foi eleita vice-presidente da Progressive Slovakia, um partido liberal estabelecido há apenas dois anos, que então não tinha cadeiras no parlamento, fazendo com que ela ganhasse depois de um segundo turno ainda mais notável.

Sua eleição contrastou com a mudança européia em direção a partidos populistas e nacionalistas.

“Eu vejo um forte apelo por mudanças nesta eleição após os trágicos acontecimentos da última primavera e uma reação pública muito forte”, disse Čaputová após sua vitória na eleição presidencial em março, referindo-se ao assassinato de Kuciak. “Estamos numa encruzilhada entre a perda e a renovação da confiança pública, também em termos da orientação da política externa da Eslováquia”.

Em seu discurso de posse, Čaputová sugeriu que os funcionários que não combatessem a corrupção deveriam ser removidos de seus cargos. Ela prometeu tornar o sistema de justiça mais igualitário para todos.

Sua presidência pode representar um ponto decisivo para a Eslováquia, que se classificou em 83 dos 149 países no Relatório Global sobre Intervalo de Gênero de 2018, atribuindo uma pontuação muito baixa à participação das mulheres na política.

Presidente de ONG joga e esfrega um bolo de aniversário no rosto de um leão

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

O curdo Blend Brifkani, que esfregou o bolo de aniversário no rosto do leão, pediu desculpas publicamente depois que o vídeo do incidente cruel provocou fúria na internet. O leão viveria em cativeiro como animal doméstico de Brifkani segundos informações do Daily Mail.

No vídeo, que foi amplamente divulgado no Twitter, um grupo de homens é visto ajoelhado ao lado do leão.

O grupo, que fala curdo nas filmagens, parece estar posando para uma foto ao lado de um bolo de aniversário para a câmera.

Mas um dos homens do grupo, Brifkani, então joga e esfrega agressivamente o bolo no rosto do leão, enquanto os outros ao seu redor riem da cena de violência.

O erorme felino, pego de surpresa com a agressão, salta em seguida assustado e tenta se afastar do grupo, enquanto balança a cabeça e usa as patas para tentar tirar os pedaços do bolo de si.

O responsável pela ação e tutor do leão é também chefe da Organização de Cooperação dos Países Curdos – uma ONG local.

Usuários do Twitter descrevem Brifkani como um cantor muito rico que se tornou ativista e sua página no Instagram apresenta dezenas de fotos de si mesmo posando com seu leão como animal doméstico.

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

Um dos vídeos do perfil mostra o leão com suas garras removidas.

Brifkani mencionou o vídeo do bolo na legenda de outro post no Instagram dizendo que jamais pretendia intencionalmente abusar do leão, que ele descreve como seu “melhor amigo”.

“As imagens mostram emoções puras que me levaram a um exagero descontrolado a atitude foi a o resultado da excitação que eu senti enquanto celebrava o aniversário dele”, escreveu ele.

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

“Quando encontrei Leo no deserto, ele estava sozinho, pequeno, fraco e sem a mãe. Se ele tivesse caído nas mãos erradas, ele não teria conseguido sobreviver. Eu forneci a ele uma casa segura, um bom ambiente, cuidados veterinários e tudo o que fosse necessário para manter a saúde do leão até que ele crescesse”.

“O meu plano nunca foi mantê-lo em cativeiro, mas sim criá-lo até que ele estivesse bem o bastante e tivesse idade suficiente para ser solto na natureza novamente”.

“Eu admito que foi errado jogar o bolo no rosto do leão, deixei minhas emoções e minha excitação tomarem conta de mim e peço desculpas àqueles que ofendi com isso”.

Foto: blend_brifkani/Instagram

Foto: blend_brifkani/Instagram

“Eu não sou um agressor de animais, estou constantemente trabalhando em projetos que mostram como os animais são importantes para mim, especialmente Leo e o quanto eu me importo com o bem-estar dele. Garanto a vocês que Leo está a salvo e logo voltará à vida selvagem”.

O vídeo, que teria sido filmado em Erbil – a capital do Curdistão iraquiano – por garotos ricos de Erbil, foi visto mais de 860 mil vezes no Twitter e provocou milhares de comentários furiosos.

O comediante Ricky Gervais comentou: “Sujeira, imundice sem valor”.

Outro usuário do Twitter, Adam Yeend, escreveu: “A absoluta ignorância repugnante e a crueldade do homem para tirar proveito da inocência e vulnerabilidade de outro ser são um sinal absoluto de fraqueza”.

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Músico e produtor Simon Cowell defende os animais e adota o veganismo

Foto: Getty Images

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O músico, produtor e juiz do programa American Idol, Simon Cowell, tem dado passos significantes em defesa dos animais.

Cowell que disse recentemente em um entrevista ao The Sun que estava se tornando vegano em comemoração ao seu aniversário de 60 anos (em outubro), conta que abandonou a carne, os laticínios, o trigo e açúcar e alega que sua nova dieta o tornou mais bonito – dizendo “Eu ganharia uma nota oito [numa escala de 10] e agora eu sou um 11!”.

O músico revela que graças a sua alimentação tem se sentido mais disposto e ainda perdeu 10 kg desde que mudou seus hábitos alimentares.

Mas não é só na alimentação que o produtor e executivo tem agido em prol dos animais, ano passado Cowell doou 49 mil dólares para a Humane Society International (HSI) para salvar 200 cães de uma fazenda de carne de cachorro sul-coreana.

A HSI disse que os cães estavam amontoados em gaiolas minúsculas e imundas. Alguns eram animais domésticos e ainda usavam coleiras.

Os cães financiados por Cowell chegaram a St. Catharines no início de outubro.

“Estamos orgulhosos por fazer parte da parceria com a Humane Society International e Simon Cowell, e temos o prazer de ajudar esses cães que certamente merecem casas amorosas”, disse o diretor executivo da ONG Kevin Strooband.

“A generosa doação de Simon significa muito para nós e dá um enorme impulso ao nosso apelo para fechar esta horrenda fazenda de carnes de cães”, disse a diretora-executiva da HSI UK, Claire Bass, em um comunicado.

“Mais de 200 cães estão definhando nas condições mais terríveis imagináveis, mas temos uma chance real de salvá-los.”

Uma vez que tenham sido apanhados na fazenda, os cães serão levados para o Canadá e adotados em novas casas. Ms Bass diz que é um pequeno passo no caminho para fechar toda a indústria.

“Com todas as fazendas de cães que fechamos e todos os criadores que ajudamos a mudar para um negócio mais lucrativo e humano, estamos mostrando ao governo sul-coreano que é possível acabar com esse comércio cruel”.

“Esses pobres cães tiveram as piores vidas até agora, então estamos desesperados para tirá-los daquelas terríveis gaiolas e mostrar-lhes amor, camas macias e braços amorosos pela primeira vez em suas vidas.”

De acordo com a HIS, os criadores sul-coreanos normalmente criam 2,5 milhões de cães por ano para comer. Mas a carne de cachorro diminuiu em popularidade nos últimos anos. A carne é mais frequentemente consumida durante os meses de verão em uma sopa chamada bosintang, que a crença popular acredita aumentar a resistência.

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Ex-funcionária de matadouro conta porque virou vegana e ativista pelos direitos animais

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

O trabalho no matadouro quase destruiu a vida de Susana | Foto: Livekindly/Reprodução

A ex-funcionária de um matadouro Susana Soto costumava matar galinhas para ganhar a vida, mas agora ela mudou totalmente e luta pelos direitos animais.

Originalmente na Cidade do México, Soto era funcionária de matadouro que matou “milhares de frangos”. Agora, uma ativista em defesa dos direitos animais, ela usa “todas as oportunidades para falar em apoio aos que são abusados”.

Susana conta que podia ver o medo nos olhos das aves, o clima no ambiente era pesado e triste. Todos os funcionários se sentiam mal trabalhando ali.

Em um vídeo no Facebook, Soto conta sua história. Ela explica que não foi apenas o abuso de animais – que incluia pendurar as aves de cabeça para baixo para que eles não pudessem lutar quando chegasse a hora de cortar seus pescoços – o que tornou o trabalho insuportável.

Violência contra os animais gera violência contra humanos, o que Soto explica que foi o caso com o proprietário do matadouro, que abusava diariamente da esposa dele com agressões verbais e físicas. Percebendo o impacto que o trabalho teve em sua filha, os pais de Soto recomendaram que ela se mudasse para a Califórnia.

Soto agora vive com seus filhos, a quem ela ensina o poder da compaixão e faz campanha por “um mundo melhor [para eles]”.

Mudança radical na indústria agropecuária

Soto não está sozinha em virar as costas à agricultura animal. Muitos pecuaristas, criadores e trabalhadores da indústria de animais estão optando por sair do ramo; há até um site inteiro dedicado a contar histórias da vida real daqueles que escolheram um estilo de vida mais ético.

A organização de defesa dos animais Free From Harm publica uma seção separada em seu site chamada “Sowing Change”. Ela apresenta perfis sobre os agricultores que costumavam dirigir ou trabalhar em fazendas de carne e laticínios, mas agora optam por cultivar somente as lavouras. O site observam que “[os perfis] são provas cheias de esperança de que mesmo aqueles que mais perdem ao renunciar à exploração animal são capazes de uma enorme mudança de opinião”.

Abraçando um futuro vegano

Independentemente de terem rejeitado totalmente a indústria de carne e laticínios ou não, muitos agricultores reconhecem que a demanda do consumidor por mais alimentos à base de vegetais está crescendo.

Recentemente, uma votação na Oxford Farming Conference revelou que 40% dos agricultores acreditam que a comida vegana é o futuro.

O produtor de leite irlandês Darragh McCullough é particularmente vocal sobre a inovação na indústria agrícola. Em um editorial para o Irish Independent, ele escreveu: “Eu não tenho tempo para a comunidade agrícola se interessar pelo veganismo”.

Ele acrescentou: “qualquer um que ignora os enormes problemas enfrentados pela pecuária não deveria estar no gado. As forças combinadas da mudança climática, do bem-estar animal e das preocupações com a saúde sobre os altos níveis de consumo de carne são impossíveis de evitar ”.

Morre aos 97 anos a estrela do cinema e ativista pelos direitos animais, Doris Day

Foto: NBC News

Foto: NBC News

Com mais de 39 filmes em seu nome, a atriz era celebrada por crítica e público sendo considerada por diversas vezes uma das poucas mulheres classificadas entre as maiores bilheterias do início dos anos 60. Indiscutivelmente, o auge da carreira de Day foi estrelar em “Pillow Talk”, no Brasil lançado como “Confidências à meia noite” ao lado de Rock Hudson, em 1959.

A atriz morreu em sua casa em Carmel Valley, Califórnia, cercada por amigos próximos. Day “estava em excelente estado de saúde física para a sua idade, até recentemente contrair um caso grave de pneumonia”, disse a sua fundação em um comunicado à Associated Press.

"Seja gentil com os animais o eu te mato", dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

“Seja gentil com os animais o eu te mato”, dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

O diretor Michael Curtiz, que dirigiu a atriz em muitos filmes atribuía o tremendo sucesso de Day à sua personalidade forte e carismática. Ele disse a ela no início de sua carreira: “Você tem uma personalidade muito forte”, não importa o que você faça na tela, não importa que tipo de papel você represente, sempre será você, o que quero dizer é que Doris Day sempre vai brilhar através do filme. Isso fará de você uma estrela grande e importante”.

E foi o que aconteceu.

Doris Day também fez sucesso no mundo da música com 31 álbuns lançados durante sua carreira e chegou a ganhar um grammy em 2008 pelo conjunto da obra.

Mas não foi só na telas de cinema e nas canções que gravou que Doris Day deixou um legado impressionante e único.

Ativista incansável

Amante e defensora dos animais pela vida toda, Doris reconheceu que a comunidade de bem-estar animal na década de 1970 era uma área de atuação extremamente carente, e que através de sua própria organização e status de celebridade ela poderia fazer a diferença para os animais. Quando ela iniciou seu trabalho com os animais, a atriz se concentrou em encontrar casas para os muitos cães e gatos que estavam sendo mortos simplesmente porque não tinham lares.

Em 1978 ela criou a Fundação de Animais Doris Day (DDAF), uma instituição sem fins lucrativos com a missão simples e claro, que continua até os dias de hoje: ajudar animais e as pessoas que os amam. Por meio de doação de subsídios, a DDAF financia outras organizações nos Estados Unidos que cuidam e protegem diretamente os animais.

Seus esforços em corrigir o problema pela base resultaram no fato de Dóris resgatar pessoalmente centenas de animais de Doris ao longo dos anos. Além de abrigar animais em sua própria casa, Doris e a DDPF estavam alugando um espaço maior para o canil, providenciando cuidados veterinários e encontrando lares para o crescente número de animais de estimação desabrigados com a ajuda de uma equipe dedicada de voluntários.

Foto: lifewithcats

Foto: lifewithcats

Conhecida carinhosamente por alguns como “A apanhadora de cães de Beverly Hills”, Doris costumava encontrar cães indesejados abandonados no portão de sua casa. Não era incomum para ela bater nas portas dos vizinhos em uma tentativa de reunir os cães perdidos aos tutores ou verificar se aqueles que estavam em novas casas estavam indo bem e recebendo o devido cuidado e atenção.

Uma estrela foi citada como tendo dito: “Todos nós adotamos pelo menos um dos animais de Doris Day. Se você visse Doris na rua ou no estúdio, é provável que você acabasse com um gato ou cachorro desabrigado que ela estava procurando adotantes. Ela carregava fotos dos animais que precisavam de lares, e então ela realmente vinha inspecionar na sua casa para se certificar de que você estava à altura da tarefa”.

Expansão e movimento

Apesar do grande número de animais que Doris e DDPF estavam resgatando, a estrela sabia que isso não era suficiente, e que abordar a causa raiz da superpopulação de animais sem teto através de castração era a solução. Para complementar a Doris Day Pet Foundation, ela formou a Doris Day Animal League em 1987, uma organização nacional de lobby sem fins lucrativos, cuja missão primordial é reduzir a dor e o sofrimento de animais não humanos através de iniciativas legislativas, educação e programas para desenvolver e fazer cumprir os estatutos e regulamentos que protegem os animais.

Foto: SONY MUSIC/PA

Foto: SONY MUSIC/PA

Em 1995, Doris e DDAL fundaram a Spay Day USA (Dia da Castração). Agora conhecido como Dia Mundial da Castração e sob os auspícios da Humane Society dos Estados Unidos, este evento anual atingiu proporções globais e ajudou a esterilizar e neutralizar mais de 1,5 milhões de animais nos primeiros 15 anos desde o início. Em 2007, a Doris Day Animal League fundiu-se com a Humane Society dos Estados Unidos para uma voz legislativa ainda maior em Washington o que permitiu uma atuação nas leis d eproteção aos animais e na liberação de fundos e dinanciamentos para demais ONGs menores.

Além de ajudar várias organizações com por meio de vários programas, como castração, despesas com veterinários, programas para cães idosos, despesas com alimentos para animais domésticos, reabilitação de animais selvagens e recursos educacionais, alguns dos financiamentos de projetos “herdados” da DDAF incluem:

  • Dia Mundial da Castração,
  • Doris Day Equine Center (Centro de apoio a equinos) localizado no Rancho Beleza Negra em Cleveland Amory em Murchison, Texas (EUA),
  • Programa Duffy Day Life Saving (dando uma segunda chance para animais mais velhos e feridos que podem enfrentar a eutanásia),
  • Bolsa de estudos em veterinária “Doris Day/Terry Melcher” na faculdade UC Davis School of Veterinary Medicina e muitos outros.

Campanhas de castração, acolhimento e adoção, bolsa de estudos veterinários, atuação política, distribução de financiamento, projetos de apoio com ração e atendimento de saúde e dedicação intensa a causa animal fazem de Dóris Day muito mais que uma estrela de cinema inesquecível: um ser humano altruísta e que fez a diferença pelos animais.

Ativista de 97 anos que frequenta academia todos os dias atribui ao veganismo sua vitalidade

Natasha Brenner atribui ao veganismo sua energia e disposição | Foto: Livekindly/Reprodução

Natasha Brenner atribui ao veganismo sua energia e disposição | Foto: Livekindly/Reprodução

A nonagenária ativista vegana, Natasha Brenner, também defensora ativa dos direitos animais frequenta à academia todos os dias como parte de sua rotina de longevidade.

Em um recente entrevista ao canal de televisão da Fox 5 New York, Brenner discutiu sua rotina diária de exercícios físicos e seu ativismo.

Seus exercícios incluem remo para os braços e circuitos com pesos para as pernas, embora seu médico tenha pedido recentemente que ela baixasse os pesos de 60 para 40 libras.

Dieta vegana e envelhecimento

Mas Brenner diz que o verdadeiro segredo de sua vitalidade e disposição que a leva todos os dias até a academia é em sua alimentação vegana. E ela não esta errada.

Um crescente corpo de pesquisadores vinculou a alimentação vegana ao aumento da longevidade. Um estudo publicado no mês passado descobriu que pessoas que consumiam uma alimentação predominantemente vegana tinham menos probabilidade de desenvolver certos tipos de doenças crônicas.

“Como previsto, os veganos obtiveram as maiores pontuações em termos de marcadores bioativos que impedem a doença. Fitoquímicos (compostos nas plantas), incluindo carotenóides, isoflavonas e enterolactona, eram mais altos entre os vegetarianos e mais altos entre os veganos ”, observou o estudo da Universidade de Loma Linda, que conduziu a pesquisa. “Os veganos também tinham os níveis mais altos de ômega-3 total, atribuíveis a maiores quantidades de ácido alfa-linolênico e os menores níveis de ácidos graxos saturados”.

Um estudo de 2016 também encontrou uma conexão direta entre a alimentação vegana e um aumento da expectativa de vida.

“Um aumento de 3% nas calorias da proteína vegetal reduziu o risco de morte em 10%. A cifra sobe para 12% para o risco de morrer de doença cardíaca ”, relatou o Independent. “Por outro lado, aumentar em 10% a participação de proteína animal em sua dieta levou a um risco de morte de duas por cento maior por todas as causas. Isso aumentou para uma chance oito por cento maior de morrer de doença cardíaca ”.

Veganismo pelos animais

Dados recentem apontam que um número crescente de idosos está se tornando ativista pelos animais.

Mas para Brenner, que se tornou vegana duas décadas atrás, é tanto para os animais quanto para os benefícios para a saúde. Ela e seu falecido marido começaram a participar de protestos e logo se tornaram ativistas falando de animais sempre que podiam. Eles finalmente deixaram sua casa em Long Island (EUA) e se mudaram para Manhattan para participar de mais protestos.

“Por que animais?” Brenner foi questionada por Fox. “Porque eles não podem falar por si mesmos”, concluiu ela.

Carne vermelha pode acelerar envelhecimento

Um estudo divulgado pelo site irlandês Irish Examiner mostra que o consumo de carne vermelha e uma alimentação deficiente em frutas e vegetais pode acelerar o envelhecimento biológico do corpo e potencializar outros problemas de saúde.

Os pesquisadores descobriram que a carne vermelha provoca um aumento nos níveis de fósforo sérico no organismo. Isso aliado a uma alimentação não balanceada acelera o envelhecimento biológico do corpo.

O artigo menciona que altos níveis de fosfato devido à alimentação já haviam sido associados a maior risco de mortalidade, envelhecimento vascular precoce e nefropatias, e essa relação entre altos níveis de fósforo sérico e complicações renais, principalmente em homens também foi identificada por este novo estudo conduzido pela Universidade de Glasgow.

Este não é o primeiro estudo científico que mostra que produtos de origem animal fazem mal à saúde. Um artigo no Quartz mostra que a indústria da carne não apenas mata bilhões de animais e destrói o planeta, como também é responsável pelo aumento do risco de desenvolvimento de câncer e problemas cardíacos em humanos.

Resumindo, uma dieta vegetariana faz bem à nossa saúde ao mesmo tempo em que salva a vida de milhares de animais e ainda ajuda o planeta.

Acusações contra ativista que libertou leitão de uma fazenda no Canadá são retiradas

Por David Arioch

“As fazendas familiares não são mais adoráveis empreendimentos. São grandes galpões brancos abarrotados de animais” (Foto: DxE Ontario)

Membro da organização Direct Action Everywhere (DxE), a ativista vegana Jenny McQueen teve uma surpresa quando chegou a um tribunal de Ontário, no Canadá, esta semana para participar de uma audiência em que ela era acusada de invasão de propriedade e danos materiais – todas as acusações foram retiradas.

“Embora seja uma vitória para o ativismo animal, não é uma vitória tão grande para os porcos e para todos os animais no Canadá e em todo o mundo que estão confinados atrás dos muros das fazendas industriais”, comentou Jenny, segundo a CTV News.

A ação foi ajuizada depois que Jenny entrou em uma propriedade da Adare Pork, ao norte de Lucan, descrevendo as más e cruéis condições em que vivem os porcos. No vídeo, a ativista do DxE Ontario liberta um dos leitões da propriedade, em um ato simbólico pela libertação animal.

“As fazendas familiares não são mais adoráveis empreendimentos. São grandes galpões brancos abarrotados de animais”, diz Jenny McQueen no vídeo. Antes de partir, ela e outros ativistas deixaram flores na entrada da fazenda.

A conhecida ativista canadense Anita Krajnc também foi ao tribunal apoiar Jenny, assim como mais de uma dúzia de pessoas. “O público tem muito poder. Eles são consumidores, por isso, se começarem a consumir alimentos à base de vegetais, não estarão contribuindo com o sofrimento”, disse Anita.

A gerente de comunicações da Ontario Pork, entidade que representa os produtores de porcos de Ontário, Stacey Ash, declarou que, para quem valoriza a propriedade privada, é inadmissível que um processo como esse não tenha ido adiante. Também defendeu que a organização preza por altos padrões de criação de animais.

Por outro lado, o advogado da ativista Jenny McQueen, Gary Grill, revelou à CTV News que os ativistas dos direitos animais vão continuar sacrificando suas vidas e suas liberdades para que a mensagem chegue ao público em geral – já que o objetivo é mudar a mente das pessoas. E a mídia social tem um grande papel nesse trabalho porque permite que os ativistas publiquem e transmitam suas ações.

Policial muda de lado e passa a ser ativista em defesa dos direitos animais

O ex-policial e ativista ao lado de sua esposa | ARLEN REDEKOP / PNG

O ex-policial e ativista ao lado de sua esposa | ARLEN REDEKOP / PNG

Na aposentadoria, o cabo veterano da polícia mudou seu foco e passou a defender os direitos animais, que agora o colocam regularmente do outro lado das linhas de frente de protesto e, ocasionalmente, atrás de uma máscara de Guy Fawkes, símbolo de rebelião e luta, muito utilizado em manifestações por ativistas.

Na última década, Moskaluk, de 56 anos, era porta-voz para o público do departamento de polícia de British Columbia no Canadá -Distrito Sudeste da RCMP. Ele se aposentou em 30 de janeiro de 2019, depois de mais de 33 anos servindo na força policial.

No domingo, ele se juntou a ativistas dos direitos animais em um protesto em uma fazenda de porcos em Abbotsford cidade no Canadá, onde vestiu uma camiseta “Meat the Victims” e usou suas habilidades e antecedentes para se relacionar com a mídia e a polícia e ajudar a garantir a segurança dos animais e dos manifestantes fora da fazenda.

Protestantes se reuniram na Fazenda Excelsior Hog depois que a PETA divulgou um vídeo na semana passada que afirmava ter sido filmado lá. As imagens mostram filhotes de porcos mortos entre os animais vivos, assim como porcos adultos com deformações tumores e ferimentos.

“Eu estive em ambos os lados das linhas de protesto, e dado o que vi ontem acho que não poderíamos ter pedido um cenário muito melhor para realizar o que queríamos fazer, que era essencialmente puxar o véu que cobria as atrocidades praticadas por uma indústria que é representada por esta fazenda, para mostrar ao público as condições em que esses animais estão sendo criados antes de serem mortos”, disse Moskaluk.

O ativismo de Moskaluk não veio da noite para o dia.

Sua esposa, Sheanne, 55, mudou para uma alimentação baseada em vegetais, em 2011, depois de pesquisar um suplemento de musculação para o filho e aprender sobre alguns riscos à saúde em consumir carne e laticínios.

Em 2013, aos 51 anos de idade, Moskaluk foi diagnosticado com câncer renal no estágio 4 e o médico disse que ele poderia morrer dentro de alguns meses. Naquele dia, ele também completou sua mudança definitiva para uma alimentação baseada em vegetais.

O ativista duas semanas antes de se aposentar | COURTESY DAN MOSKALUK / PNG

O ativista duas semanas antes de se aposentar | COURTESY DAN MOSKALUK / PNG

Ela conta que a mudança ajudou-a a perder mais de 50kg. Já ele diz acreditar que a mudança foi um fator-chave em sua recuperação e o policial aposentado está livre do câncer desde 2015.

O casal Naramata, casados desde 1989, participou de um documentário de 2016 chamado “Eating You Alive”, que explora o impacto de uma alimentação baseada em vegetais e alimentos integrais em condições crônicas de saúde.

Conhecidos como os “Indian Rock Vegans” nas mídias sociais, eles também compartilharam sua história com milhares de pessoas através de seus posts e como palestrantes voluntários em festivais e conferências.

Mas pouco se sabia sobre o ativismo deles na raiz.

Moskaluk disse que há “três portas” pelas quais uma pessoa normalmente entra no estilo de vida vegano: saúde, direitos animais ou preocupações ambientais.

Ele e sua esposa gravitaram em direção ao movimento como “cidadãos preocupados”, mas em pouco tempo começaram a estudar o impacto da indústria de alimentos na exploração animal e na mudança climática, disse ele.

Enquanto se recuperava do câncer, Moskaluk passava seus dias em seu iPad lendo sobre o veganismo e encontrando pessoas que pensavam da mesma maneira online.

Eventualmente, o casal conectou-se com uma rede de Britsh Columbia de ativistas dos direitos animais.

Em 10 de junho de 2017, eles fizeram parte da Marcha de Vancouver para Fechar Todos os Matadouros, sua primeira vez fazendo ativismo pessoalmente. Moskaluk, ainda membro da polícia, sentiu-se obrigado a falar no evento e pediu a um organizador dois minutos para compartilhar sua história com centenas de pessoas que estavam do lado de de fora da Vancouver Art Gallery.

“Como policial, eu só estive do lado de lá da linha de protesto, agindo em defesa da segurança e da ordem pública”, disse ele. “Avançando para 2017 e eu estou lá com esse grupo de ativistas nesses degraus, e todos nós sabemos o que isso simboliza. Foi um discurso bastante emotivo que eu dei e me senti muito bem”.

Depois ele agradeceu aos policiais de Vancouver que estavam fazendo a guarda do evento um deles o reconheceu e sabia de sua história, ele disse.

Os Moskaluks são agora membros do grupo Okanagan do The Save Movement, que trabalha para “aumentar a conscientização sobre a situação dos animais de criação, para ajudar as pessoas a se tornarem veganas e para construir um movimento de justiça animal popular e que que atinja as massas”.

O casal participa do “Cubo da Verdade” com o grupo pró-vegano Anonymous for the Voiceless. O grupo ativista de rua, que mantém uma postura abolicionista contra a exploração animal, faz campanha pacífica enquanto usa máscaras de Guy Fawkes e exibe vídeos de matadouros ao público.

Os Moskaluks juntaram-se às “vigílias” fora dos matadouros em toda a América do Norte, onde os ativistas param os caminhões de entrega para confortar os animais dentro. Eles fotografam, filmam e dão água aos animais, muitas vezes com a cooperação de motoristas, operadores de matadouros e policiais, disse ele.

“Não é para atrasar, desligar ou causar tristeza à operação, mas apenas para transmitir dois minutos de amor e compaixão a um animal que está prestes a entrar em um matadouro e a ser morto”, disse Moskaluk.

Os movimentos a que eles se juntaram não são agressivos e não são do tipo que empurram suas mensagens goela abaixo das pessoas, disse ele.

“Não se trata de violência”, disse ele. “Na verdade, o que todos vêem e sabem é que vivemos em uma sociedade de violência normalizada. O que estamos tentando alcançar é conscientizar as pessoas de que precisamos viver em uma sociedade de não-violência normalizada – e que a não-violência começa no seu prato”.

Mas ele reconhece que pode ser surpreendente para alguns membros do público e também da polícia saber de suas atividades recentes.

Moskaluk estava na linha de frente dos protestos da APEC em 1997 durante o infame “Sgt. Pepper “, onde um policial montado foi flagrado em vídeo jogando spray de pimenta em estudantes que faziam parte da manifestação

Ele tem visto a polícia no seu melhor e pior em protestos, mas está preocupado que os manifestantes dos direitos animais sejam tratados de forma diferente dos outros grupos, com algum preconceito e desdém, disse ele.

Ele reconhece que os ativistas podem ir longe demais.

Mas um policial deve ocupar a linha de protesto? Moskaluk fez isso por 19 meses.

Ele foi verdadeiro e transparente com a polícia sobre isso, ele disse.

Na semana em que ele se aposentou, no entanto, a força enviou uma nota informativa aos policiais sobre a escalada do ativismo pelos direitos animais na província, particularmente no Okanagan, disse ele. Isso fez com que seus ex-colegas soubessem de um “membro regular recém-aposentado” se organizando com um dos grupos.

“Participamos de uma ampla variedade de ativismo e exercemos nosso direito legal e constitucional de fazer isso”, disse Moskaluk. “Eu não me conduzi de nenhuma maneira ilegal ou cometi delitos criminais, e estamos fortemente envolvidos neste ativismo para avançar e não retroceder.”

Moskaluk disse que recentemente começou a fazer apresentações informais a outros ativistas. Ele ensina como o Código Penal pode ser aplicado a eles, mas também sobre como a polícia deve se comportar durante um protesto.

“Minha observação e opinião humilde é que nossas forças policiais não têm uma visão de todo o espectro dos movimentos de ativismo pelos direitos animais”, disse Moskaluk.

“Eles estão baseando-o (suas estratégias) em duas coisas – o que viram no passado distante, porque era isso que era mais coberto pelas notícias – Animal Liberation Front, décadas atrás. Já faz um tempo desde que vimos pessoas quebrando um laboratório de testes em animais ou incendiando uma instalação”

Moskaluk disse que o ativismo de sua esposa é compassivo e baseado no amor.

Eles não têm má vontade em relação aos agricultores e pecuaristas, mas acreditam que eles devem ser encorajados e apoiados a se mudar para a agricultura baseada em vegetais, disse ele.

O ativista vê o sucesso dos restaurantes de Vancouver, Heirloom, Meet e The Acorn, a popularidade do Beyond Meat Burger em A & W, e os seguidores e frequentadores maciços de locais veganos como Erin Ireland como provas concretas de que as dietas baseadas em vegetais não são mais uma moda passageira”.

Moskaluk e sua esposa planejam continuar seu trabalho de divulgação e ativismo, para que outros possam ser encorajados a conhecer e considerar como a ingestão de produtos animais afeta o mundo ao seu redor.

“Queremos deixar um planeta para nossos filhos e seus filhos”, disse ele.

“Temos um período de tempo muito curto para mudar as coisas, considerando a ameaça existencial que enfrentamos com a mudança climática e o meio ambiente”, conclui ele.

Prisões passam a servir refeições veganas após presidiário dizer que passou fome

Foto: Courtesy IDOC

Foto: Courtesy IDOC

O Departamento de Justiça da Austrália Ocidental confirmou recentemente que refeições veganas seriam oferecidas nas prisões. Atriui-se a adoção da medida À divulgação das declarações de um ativista vegano de que ele teria passado fome na prisão devido à falta de comida vegana.

“Quando for solicitado que atendam a necessidades culturais, religiosas ou outras necessidades especiais estabelecidas e estejam de acordo com as diretrizes da refeição especial, alimentos dietéticos especiais devem ser fornecidos sempre que possível”, disse uma porta-voz do Departamento de Justiça ao The Weekly Times.

“Isso inclui refeições especiais para aqueles que se alimentam de forma vegetariana ou vegana.” O anúncio foi feito depois que o ativista vegano James Warden foi enviado para a Prisão Hakea em Canning Vale por dois dias, durante os quais ele afirma não ter tido condições de comer pois a prisão não forneceu qualquer opção vegana.

“Alguns deles apenas disseram ‘vá e comam um pouco de carne’ e esse tipo de coisa”, disse Warden ao Seven News.

“A experiência que tive não foi nem de longe tão ruim quanto o que os animais estão passando. Eles estão sofrendo diariamente e eu só tive que aguentar 48 horas sob custódia”, disse o ativista.

Warden é acusado de roubar um porco morto e um bezerro de duas fazendas diferentes no oeste da Austrália.

Semana passada, ele compareceu ao Tribunal de Perth, sob a acusação de dois delitos de roubo agravado, duas acusações de roubo e três acusações de invasão, em relação aos incidentes ocorridos entre agosto e novembro de 2018.

Warden, que não conseguiu o dinheiro para a fiança, foi preso por dois dias.

Ele foi posteriormente ordenado pelo tribunal a ficar longe de qualquer fazenda de gado e se reportar à polícia diariamente.

Warden tem retorno programado ao tribunal na próxima semana.

A prisão de James Warden

Sem dinheiro para a fiança, o ativista vegano James Warden, do grupo Direct Action Everywhere (DxE) passou dois dias preso na Prisão de Hakea, em Perth, na Austrália, depois de “furtar” dois bezerros para que não fossem abatidos.

No final de semana, Warden, que também é acusado de furtar um leitão morto de uma fazenda, concedeu uma entrevista a repórter Elle Georgiou, do 7NEWS e disse que preferiu passar 48 horas sem comer, já que não lhe ofereceram nenhuma opção de refeição sem ingredientes de origem animal. “Alguns deles simplesmente disseram: “Vá lá e coma algum pedaço de carne’”, relatou.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Apesar disso, Warden declarou que a experiência que ele teve na prisão por fazer o que considera certo não chega nem perto da realidade diária de sofrimento dos animais criados para consumo. “Eu acho que é importante que a sociedade passe por mudanças e reconheça a ética animal”, disse ao 7News.

James Warden também deixou claro que a experiência na prisão não vai desmotivá-lo a continuar atuando em defesa dos animais, ainda que ele já tenha recebido muitas ameaças de morte, segundo o Nine News. O ativista deve comparecer novamente ao tribunal no próximo mês.