Ativista vegana entra na lista da TIMES das pessoas mais influentes em 2019

FABRICE COFFRINI/AFP/Getty Images

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A ativista climática vegana, Greta Thunberg, entrou para a prestigiada lista “Influential People of 2019” da TIME Magazine, por seus esforços exigindo ação política para salvar o meio ambiente.

Maiores comunidades de liderança do mundo

Thunberg, que também foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz, se une a outras pesonalidades que também entraram na lista como a política norte-americana Alexandria Ocasio-Cortez e a primatologista Jane Goodall, que constam entre os 100 nomes selecionados.

“Agora em seu 16º ano, a TIME 100 é muito mais do que uma lista anual das pessoas mais influentes do mundo. É na verdade, entre seus mais de mil ex-participantes, uma das maiores comunidades de liderança do mundo – uma mistura única que abrange governo, negócios, entretenimento, saúde, esportes e ciência “, afirma o site da TIME.

Nós vemos o nosso poder nela

Citada na categoria “líderes”, o perfil de Thunberg, escrito por Emma González, co-fundadora da March for Our Lives, diz: “A mudança climática é a nossa realidade, e jovens ativistas como Greta estão fazendo tudo o que podem contra ela, e exigindo uma mudança”.

“Greta Thunberg viu seu poder em nós, e nós, por sua vez, vemos nosso poder nela. Lutando em seu país natal, a Suécia, por um futuro livre de poluição, degradação ambiental e mudança climática, Greta está inspirando os estudantes e envergonhando adultos apáticos “.

Jovem ativista indicada ao Nobel da paz pede ao papa que ajude no combate à crise climática

A ativista ambiental vegana, Greta Thunberg, pediu ao papa que se juntasse a luta contra a mudança climática ontem.

Thunberg esteve nas manchetes globais nos últimos meses, em função de seus incansáveis esforços em prol do planeta, que incluem encorajar estudantes a participar de manifestações exigindo ação política sobre mudança climática, enquanto entram “em greve” da escola. Sua influência se espalhou para além de sua terra natal, a Suécia, alcançando toda a Europa e ainda mais além.

Em seu último esforço para chamar a atenção para a questão, a adolescente foi à Cidade do Vaticano e compareceu a uma audiência com o papa. Segundo relatos, Thunberg tomou seu lugar na seção VIP na Praça de São Pedro, segurando uma placa – e o Papa Francisco veio vê-la.

Campanha da Páscoa

Thunberg tem feito campanhas na intenção de fazer com que os políticos prestem mais atenção à iminente crise climática – e continuará fazendo lobby durante a Páscoa.

“Agora estou no trem a caminho do Parlamento da União Europeia, do Senado italiano, do Vaticano e da Casa do Parlamento em Londres, durante o feriado de Páscoa”, escreveu ela no Facebook no final de semana.

“E na sexta-feira eu vou participar da greve geral das escolas em Roma. Eu sei que é feriado, mas assim como a crise climática não sai de férias, eu também não”.

Reconhecimento

Os esforços de Thunberg não passaram despercebidos – ela se tornou uma figura comum na grande mídia. Além disso, ela foi nomeada para o Prêmio Nobel da Paz e ganhou o primeiro prestigiado Prêmio Liberté.

A ativista disse que ficou “honrada e muito grata por esta nomeação ao Nobel” depois que seu nome foi apresentado por três parlamentares noruegueses do Partido da Esquerda Socialista, que disseram “o movimento massivo que Greta colocou em ação é uma contribuição muito importante para a paz”. Eles acrescentaram que “as ameaças climáticas são talvez uma das contribuições mais importantes para a guerra e o conflito”.

Ao escrever sobre o prêmio Liberté, recentemente recebido por ela, Thunberg disse: “A crise climática não está apenas ameaçando as condições de vida de bilhões de pessoas. Está realmente ameaçando toda a nossa civilização como a conhecemos. E são os menos responsáveis que são mais afetados”.

Gato do ativista Julian Assange está em segurança, diz WikiLeaks

O WikiLeaks afirmou, no último final de semana, que o gato que era tutelado pelo ativista Julian Assange está “a salvo”. A informação foi dada para esclarecer incertezas quanto ao destino do animal após a prisão do tutor.

Foto: Peter Nicholls/Reuters

A organização disse ainda que, em meados de outubro de 2018, Assange pediu que seus advogados resgatassem o gato. As informações são do G1.

O gato foi dado a Assange pelos filhos dele em 2016. A ideia era oferecer uma companhia ao ativista na embaixada equatoriana, em Londres, na Inglaterra.

O escritor James Ball disse que o animal foi levado para um abrigo, conforme publicou no Twitter. O escritor disse ainda que se ofereceu para adotar o gato, mas não obteve sucesso na tentativa de adoção.

“Para registro: o gato de Julian Assange foi entregue a um abrigo pela embaixada do Equador tempos atrás, então não esperem uma extradição felina pelas próximas horas”, escreveu.

O WikiLeaks afirmou que espera que Assange e o gato possam se reencontrar quando o ativista estiver em liberdade.

Criado na embaixada equatoriana, gato de Julian Assange teria sido levado para abrigo

Apesar das dúvidas sobre o destino do gato de Julian Assange, preso na manhã desta-quinta (11), o escritor James Ball garante que o animal foi levado para um abrigo de animais.

O gato foi dado a Assange pelos filhos dele em 2016. A ideia era oferecer uma companhia ao ativista na embaixada equatoriana, em Londres, na Inglaterra, segundo a BBC.

Foto: Reprodução/Twitter @EmbassyCat

No entanto, segundo um dos advogados do ativista, Carlos Poveda, Michi, como é chamado o gato, foi retirado da embaixada pela polícia britânica antes que Assange, criador do Wikileaks, fosse preso.

“Pelo menos o gato se salvou. Foi entregue, não sei se a um amigo, mas saiu da embaixada semanas antes”, disse o advogado.

Não há, no entanto, informações concretas sobre a data em que o gato foi retirado do local. Algumas fontes afirmam que a polícia levou o animal em novembro, após a Embaixada do Equador afirmar que não iria mais arcar com os gastos de Michi. Assange teria permitido que o gato fosse levado para que pudesse ter uma vida mais saudável, segundo informações do jornal italiano La Repubblica.

E mesmo havendo dúvidas sobre o paradeiro do gato, inclusive por parte dos advogados de Assange, James Ball assegura que o animal foi levado para um abrigo, conforme publicou no Twitter. O escritor disse ainda que se ofereceu para adotar o gato, mas não obteve sucesso na tentativa de adoção.

“Para registro: o gato de Julian Assange foi entregue a um abrigo pela embaixada do Equador tempos atrás, então não esperem uma extradição felina pelas próximas horas”, escreveu.

Michi tinha perfis no Twitter e no Instagram com o nome “gato da embaixada”. No entanto, desde outubro de 2017 não há atualizações nas redes sociais dele.

Ativistas expõem tortura de animais em uma das fornecedoras da Nestlé

No vídeo com duração de pouco mais de cinco minutos, os animais sofrem os mais diversos tipos de violência física (Foto: Reprodução)

A organização em defesa dos animais Compassion Over Killing (COK) divulgou na semana passada um vídeo da sua mais recente investigação. Na filmagem, os ativistas expõem a crueldade contra animais em um dos laticínios da Martin Farms, na Pensilvânia (EUA). A empresa é uma das fornecedoras de leite das marcas de sorvetes Häagen-Dazs e Edy’s, da gigante Nestlé.

Além de receber golpes em diversas partes dos corpos, os animais são hasteados e enforcados na fazenda leiteira; bezerros têm seus crânios queimados e diversos bovinos são arrastados por máquinas. Para forçar os animais a se moverem mais rápido, alguns funcionários jogam água recém-fervida sobre suas cabeças.

Segundo a Compassion Over Killing, não se trata de um raro episódio na indústria de laticínios. “São práticas representativas de como é a vida dos animais em uma fazenda de gado leiteiro”, informa e acrescenta que se trata de abusos terríveis e inadmissíveis.

No vídeo com duração de pouco mais de cinco minutos, vacas são esfaqueadas e abandonadas sangrando. Alguns animais também são pisoteados. Em sua defesa, a Martin Farms divulgou um comunicado informando que ficou “chocada” com a revelação, e declarou que vai assumir total responsabilidade pelas atividades em seus laticínios.

“Estamos desapontados que essas ações não foram imediatamente trazidas à nossa atenção”, frisou e acrescentou que todos os funcionários que aparecem no vídeo foram demitidos.

Já a Nestlé alegou que rompeu contrato com a Martin Farms. No entanto, a COK destacou que enquanto a população continuar consumindo leite de vaca e derivados, situações como essa se repetirão; e o problema subsiste no fato de que pouco do que os animais vivem na indústria de laticínios chega aos olhos do público.

Ex-diretor de zoo é julgado por tentar matar ativista pelos direitos animais

“Joe Exotic” foi preso em Oklahoma em setembro passado, acusado de contratar um homem para matar a ativista Carole Baskin, de 57 anos, em 2017.

A razão por trás do ódio de Maldonado por Baskin seriam as frequentes denúncias que ela fazia contra o ex-tratador por crueldade contra animais. Maldonado operava um zoológico em Wynnewood, Oklahoma.

De acordo com os promotores federais, Maldonado, contratou um homem para matar Baskin em novembro de 2017. Ele supostamente pagou 3 mil dólares (cerca de 12 mil reais) ao matador anônimo para ir até a Flórida e rastrear os passos de Baskin.

Uma segunda tentativa de matá-la foi feita em dezembro de 2017, segundo as autoridades. Nesse caso, ele inadvertidamente contratou um agente do FBI disfarçado para concretizar o assassinato.

Ele também é acusado de matar cinco tigres em outubro de 2017 e vender e oferecer-se para vender filhotes de tigre em violação à Lei de Espécies em Perigo. As informações são do Daily Mail.

Carole, que administra o Big Cat Rescue, na Flórida, juntamente com seu marido, dizem que ele arranca filhotes de tigre de suas mães e os mantém em condições abismais.

Carole Baskin

Ameaças

Maldonado, que dirigiu o Wynnewood Zoo, fez ameaças diretas contra Baskin em vídeos divulgados nas redes sociais. Em um deles, ele atirou em uma boneca e disse: “Quero saber por que Carole Baskin nunca me viu cara a cara.”

“É assim que estou cansado disso”, ele disse.

Em outro, ele ameaçou: “Para Carole e todas as suas amigas que estão assistindo lá fora, se antes você achou por um minuto eu era louco, eu sou o dono do animal exótico mais perigoso deste planeta agora. E antes de me derrubar, acredito que você vai parar de respirar.”

Provas

Em 2013, Baskin recebeu 1 milhão de dólares (cerca de 4 milhões de reais) após processar “Joe Exotic” por renomear seu negócio Big Cat Rescue Entertainment.

Foi em retaliação por Baskin denunciar Maldonado e uma rede de shoppings em todo o país por permitir que ele viajasse com filhotes de tigre e montasse zoológicos improvisados.

Em vídeos do Facebook, ele anunciava visitas ao zoológico oferecendo aos clientes a oportunidade de brincar com os tigres e deitar-se com eles por 16 dólares (cerca de 60 reais).

Em um vídeo postado no site de seu negócio, ele é filmado atirando em vários tigres machos com dardos tranquilizantes depois que eles brigaram por umafêmea em seu recinto. Antes de atirar neles com o dardo, ele disparou uma pistola para assustá-los.

Penas

Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão e ter que pagar uma multa de 500 mil dólares (cerca de 2 milhões de reais). Ele se declara inocente.

Seu advogado afirmou na segunda-feira que Maldonado foi criado e que ele nunca teve intenção de matar Baskin.

Dois jovens chineses lutam pela proteção dos elefantes

Foto: VCG Photo/Reprodução

Foto: VCG Photo/Reprodução

Dois jovens chineses abraçaram a missão de proteger os elefantes. Um deles é Zhang Chaodao, diretor de Black Elephant, um documentário de 9 minutos que revela o treinamento e tratamento desumanos que sofrem elefantes na Tailândia. Zhang conta que nunca vai esquecer a visão e os sons que experimentou durante um encontro no país.

“De repente, o elefante não queria mais obedecer”, disse ele. “O mahout (treinador de elefantes) novamente usou seu ankus (ferramenta de metal em forma de gancho) para dominá-lo. Então ouvimos o som da pele do animal sendo dilacerada pelo instrumento de tortura. Nesse momento o elefante subitamente começou a enlouquecer. Ele fazia um som que nunca poderíamos imaginar em nossas vidas.”

Segundo Zhang a Tailândia é o destino turístico mais procurado pelo povo chinês. “Muitos chineses vão para lá todos os anos, e em suas listas de atrações, a primeira coisa é montar elefantes ou assistir a um show de elefantes. Gostaria que mais chineses soubessem o que acontece de verdade com esses animais”, diz ele

O documentário produzido por Zhang já foi assistido online milhões de vezes desde seu lançamento em 2017. Ele pede aos turistas que parem de montar e assistir a shows com elefantes, em vez disso, se quiserem realmente ver esses animais que vão a santuários. É preciso conscientização para fazer viagens com mais responsabilidade.

“Como consumidor, você muda o que compra, tem o poder da escolha, com essa mudança, você também muda o sistema pouco a pouco”, disse ele.

Em 2017, três agências de viagens chinesas anunciaram que deixariam de vender pacotes de passeio de elefante e shows com performances desses animais.

Enquanto Zhang exorta os consumidores chineses a usar seu poder para aumentar o bem-estar dos elefantes, Huang Hongxiang, outro jovem chinês, colocou sua vida em grande perigo, indo disfarçado para a África na intenção de expor os traficantes de marfim.

Foto: VCG Photo/Reprodução

Foto: VCG Photo/Reprodução

Huang Hongxiang, é ativista pela proteção da vida selvagem, ele se envolveu em uma investigação secreta para expor o crime de tráfico que tem levado a morte centenas de elefantes. “Muitas vezes eu uso uma câmera escondida, e se certas pessoas me encontrassem com isso, eu estaria em sérios problemas”

Huang foi destaque no documentário de 2016 The Ivory Game. Ele fingiu ser um comprador de marfim chinês e enganou um comerciante de Uganda, levando-o direto para uma armadilha policial.

“Quando a polícia apareceu, eu era a pessoa mais próxima desse criminoso. Então, quem sabe o que poderia acontecer? Quem sabe se ele tinha uma arma ou uma faca, ou o que ele poderia fazer”, disse ele.

Foto: VCG Photo/Reprodução

Foto: VCG Photo/Reprodução

O documentário trouxe muita exposição a Huang, o que significa que ele nunca mais vai poder se disfarçar, muitos sabem quem ele é. Mas o ativista disse que há uma razão para ter ido a público.

Huang disse: “Há um milhão de pessoas na China que poderiam fazer o mesmo que eu. Mas por que até agora relativamente poucos chineses fazem esse tipo de coisa ou assumem um papel em defesa da vida selvagem? Por que quando você vai visitar uma ONG internacional de conservação da vida selvagem você vê muitos brancos e negros, alguns sul-americanos, mas você não vê muitos chineses?”.

A China proibiu todo o comércio de marfim e atividades ligadas a utilização do material no final de 2017. O ato foi saudado como um passo gigantesco para salvar os elefantes da extinção.

Huang e Zhang compartilham a mesma missão e mandam a mesma mensagem: Proteja os elefantes e deixe-os viver livremente.

Ativista vegano que libertou milhares de animais lança livro sobre a sua trajetória

Em setembro de 1998, Young e Samuel foram indiciados por interferência no comércio interestadual e por terrorismo (Fotos: Divulgação)

Recentemente o ativista vegano Peter Daniel Young, conhecido por libertar milhares de animais na década de 1990, lançou o livro “Liberate: Stories and Lessons on Animal Liberation Above the Law”, editado pela organização Animal Liberation Front (ALF) e publicado pela Warcry Communications. Entre os assuntos abordados estão a trajetória do autor na invasões de fazendas de peles e laboratórios que realizam testes em animais, pesquisas sobre alvos da ALF e histórias de fuga ao ser caçado pelo FBI.

Há também ensaios sobre estratégias de libertação de animais de fazendas, realidade prisional para ativistas dos direitos animais, guia do fora da lei para a cultura de segurança, “As Sete Leis da Militância” e lições e táticas de ação da Animal Liberation Front.

Em entrevista concedida à revista “No Compromise”, Peter Young relatou que se tornou vegano em 1994, influenciado por bandas veganas do cenário straight edge como Vegan Reich, Earth Crisis e Raid, e também por uma experiência que teve ao visitar um matadouro de frangos no Distrito Internacional de Chinatown, em Seattle.

Young participou pela primeira vez de uma ação direta no outono de 1997, quando ele e seu amigo Justin Samuel partiram de Washington para o Meio-Oeste, em direção à Flórida, com o objetivo de libertar animais aprisionados em fazendas de peles. Só em outubro daquele ano, eles libertaram pelo menos oito mil martas e raposas de seis fazendas nos estados de Iowa, Dakota do Sul e Wisconsin, além de destruírem registros de reprodução mantidos em cada fazenda.

Em setembro de 1998, Young e Samuel foram indiciados por interferência no comércio interestadual e por terrorismo. Em decorrência dessas ações, Peter Young sofreu perseguição do FBI por mais de sete anos. Em 21 de março de 2005, Young foi localizado e preso em San Jose, na Califórnia. Em setembro do mesmo ano, se declarou culpado de conspiração por libertar martas de seis fazendas de peles.

Os promotores argumentaram que Young havia agido em nome da Animal Liberation Front, mas o advogado de defesa negou isso. O ativista dos direitos animais teve de cumprir pena de dois anos em uma prisão federal e realizar 360 horas de serviço comunitário em uma instituição de caridade “para beneficiar humanos e nenhuma outra espécie”.

Também foi condenado a pagar US$ 254 mil de restituição e a a cumprir um ano de liberdade condicional. Antes do anúncio da condenação, Peter Young disse aos proprietários das fazendas de peles em que os animais foram libertados que tudo que fez foi a experiência mais gratificante de sua vida. Young ganhou a liberdade em 1º de fevereiro de 2007, e desde então participou de turnês da banda Earth Crisis, divulgando os direitos animais e o veganismo. Além disso, atualmente ministra palestras em conferências nos Estados Unidos e na Europa.

Saiba Mais

O livro está disponível na Amazon por menos de US$ 10.

Peter Daniel Young participou dos filmes “Bold Native” e dos documentários “Skin Trade”, “Edge: The Movie” e “Speciesism: The Movie”, sobre os direitos animais. Ele também é o idealizador do grupo Voice of the Voiceless, atual Animal Liberation Frontline.

Ativista que salvou filhote de urso de armadilha é sentenciada a 15 dias de prisão

Momento em que Catherine e Mark libertam o filhote de urso | Foto: Bear Group

Momento em que Catherine e Mark libertam o filhote de urso | Foto: Bear Group

Catherine McCartney, 50 anos, ativista pelos direitos animais, admitiu ter tomado a decisão de libertar o animal e deu um depoimento onde afirma que faria tudo de novo caso fosse necessário.

Ela mantém sua posição e planeja recorrer da sentença, que foi dada na terça-feira última pelo Juiz da Corte Municipal James Devine, New Jersey (EUA), onde se deu o “crime”.

“Esses animais são inocentes e eu tomei a decisão consciente e moral de libertar o urso para que ele pudesse correr de volta para sua mãe, porque era a coisa certa a se fazer”, defende a ativista

Catherine não mede esforços quando se trata de agir em defesa dos animais, e foi em função de suas condenações anteriores: prisões por ação em protestos de caça de urso em 2016, 2017 e 2018 – ela recebeu a condenação desse tempo na cadeia.

Ano passado, em outubro, ela já havia sido condenada aos 15 dias de prisão, porém foi autorizada a participar do programa do Programa de Assistência Trabalhista do Xerife (SLAP), como forma de cumprir pena, pelo mesmo juiz.

McCartney e Mark Nagelhout, de 43 anos, receberam três intimações em outubro, após ajudarem o filhote de urso a escapar de uma armadilha em que ficou preso no condomínio Great Gorge Village.

Duas armadilhas de urso haviam sido colocadas dentro do condomínio pelo departamento de polícia de Nova Jérsei após dois moradores reclamarem que um urso os havia ameaçado.

O porta voz do departamento, Larry Hajna, admitiu que o urso que foi pego na armadilha era jovem demais para ser o urso descrito pelos moradores nos incidentes anteriores.

Ativistas da comunidade apelidaram o urso travesso de “urso da mamãe”.

Tanto Catherine quanto Mark se declararam culpados por obstrução da lei e por impedir a captura legal de um membro vida selvagem.

No tribunal, Catherine afirmou que as lixeiras do condomínio não eram feitas à prova de urso, ou seja de acordo com as medidas de proteção cabíveis, normalmente utilizadas para afastar os animais. Ela alegou que isso permitiu que os ursos se aproximassem ainda mais do condomínio.

Mark não foi condenado à prisão pois esta foi sua primeira infração, mas ambos foram multados em 1,316 dólares (aproximadamente 5 mil reais) de taxa.

“Acreditamos que as penalidades são extremamente altas e entraremos com recurso”, disse Doris Lin, advogada do grupo de anticaça ao urso, Bear Group. Ela representa os dois clientes. “O urso era um filhote e estava chorando, creio que muitas pessoas compassivas teriam feito a mesma coisa”, declara ela.

Catherine McCartney | Foto: Facebook

Catherine McCartney | Foto: Facebook

As armadilhas para ursos têm cerca de um metro de diâmetro e são acionadas quando o animal puxa uma isca. Uma porta então se fecha atrás do urso prendendo o animal e selando seu destino a morte certa.

Numa sociedade em que prendemos àqueles que salvam vidas, acusando-os de crime, cobrando multas pelo ato de libertar um animal jovem e indefeso e impondo sobre eles o peso de um sistema penal faz-se gritante o contraste formado  enquanto caçadores assassinos matam protegidos pela éfigide da lei tranquilos em meio os habitats desses animais.

Tão gritante quanto impossível de ser ignorado.

Ativista publica carta aberta sobre crueldade dos passeios com elefantes

Abbas Mvungi é um ativista tanzaniano e fundador da Friends & Protectors of Wildlife Organization (FP Wildlife), uma organização que utiliza a educação para sensibilizar crianças e adultos sobre a importância da conservação da vida selvagem. No site, denunciam os problemas da caça na Tanzânia, a qual já eliminou cerca de 60% dos elefantes do país.

(Foto: Reprodução / Grito Silenciado Blogspot)

Numa tentativa de sensibilizar os turistas, Mvungi publicou uma carta aberta sobre a crueldade dos passeios com elefantes. Atualmente, ele está angariando fundos para a realização de um documentário sobre a caça. Interessados em colaborar podem fazer uma doação clicando aqui.

Confira a carta na íntegra:

“Queridos turistas,

Os elefantes não vos querem nas suas costas. Eles querem estar na selva, derrubando árvores e brincando nos rios. Isto é o que não vos dizem quando vocês vão montar um elefante. Para fazê-los carregar turistas, o que é algo totalmente contra o seu instinto, os seus espíritos precisam de ser quebrados.

(Foto: Reprodução / Grito Silenciado Blogspot)

Para isso, os bebês elefantes são torturados por cerca de três dias seguidos, num processo chamado Phajaan ou Crush – porque, basicamente, a tortura esmagará o espírito dos animais. Eles são amarrados, espancados, golpeados com anzóis e deixados com fome até que os seus olhos fiquem sem brilho e sem vida e deixem de resistir. Agora, o elefante está treinado e pronto para se submeter à vontade dos seus tutores e transportar turistas.

Vocês ainda querem ir lá e pagar por esta atividade turística cruel? Espero que não. Por favor, não montem elefantes! E, por favor, façam com que os vossos amigos e familiares saibam para não apoiar esta prática cruel.

Por Abbas Mvungi”

Fonte: Grito Silenciado Blogspot