Indústria da carne australiana perderá bilhões de dólares até 2030

Por Rafaela Damasceno

A indústria da carne na Austrália prevê uma perda de 3,8 bilhões de dólares (mais de 14 bilhões de reais) até 2030. A mudança se dará principalmente pela crescente consciência e preocupação em relação do bem-estar animal e o meio ambiente.

Vários porcos presos em uma fazenda de criação

Foto: Totally Vegan Buzz

Segundo Totally Vegan Buzz, um líder da indústria pediu a agricultores que desafiem o movimento vegano, em ascensão, dizendo que o movimento ainda é jovem e está se fortalecendo.

“Não podemos definir o que as pessoas escolhem comer”, afirmou Jacqueline Baptista, gestora da Meat and Livestock Australia. “Passamos décadas pensando que a ameaça desapareceria, que seria apenas mais um grupo ativista de esquerda que sumiria, então lidamos com isso de maneira diferente”, disse ela.

Segundo Baptista, parte da indústria ignorou a concorrência vegana, acreditando que iria embora. A outra tática foi tentar uma abordagem agressiva – mas nenhuma das duas coisas funcionou, e a indústria vegana cresce mais a cada dia.

Nos últimos meses, houve um aumento nos protestos veganos contra fazendas e matadouros da Austrália. “Nós realmente temos um problema com as atividades dos ativistas”, concluiu Baptista.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Desmatamento na Amazônia em julho cresceu 278% em relação a 2018

O desmatamento da Amazônia em julho apresenta crescimento de 278% quando comparado ao mesmo mês de 2018. Foram 2.254,8 km² desmatados neste ano e 596,6 km² no ano passado. O desmate registrado em julho equivale a mais de um terço de todo o volume desmatado nos últimos 12 meses, de agosto de 2018 a julho de 2019, período em que 6.833 km² foram desmatados – o número é 33% maior do que o registrado nos 12 meses anteriores.

Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) responsável por fiscalizar o desmatamento.

(Foto: Vinícius Mendonça)

Os dados levam em consideração apenas três categorias de corte de vegetação, como medida para evitar distorções. As categorias, identificadas pelo próprio governo como desmatamento efetivo, são: desmatamento com solo exposto, desmatamento com vegetação e mineração.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), conhecido por promover um desmonte na agenda ambiental, em parceria com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem atacado desde maio os dados divulgados pelo Inpe. Recentemente, Bolsonaro declarou que “maus brasileiros” divulgam números mentirosos sobre a Amazônia.

Os dados, no entanto, são verídicos, e o Inpe é um instituto renomado com credibilidade reconhecida. Além disso, não há “maus brasileiros” entre os que expõe o desmatamento da Amazônia. Pelo contrário, esses são os brasileiros realmente comprometidos com o Brasil e com as riquezas naturais do país. As verdades sobre os fatos, porém, não impediram que Ricardo Galvão fosse exonerado da chefia do órgão.

Para o lugar de Galvão, foi indicado o coronel da reserva da Aeronáutica Darcton Policarpo Damião, que assume o cargo interinamente. Em entrevista à VEJA, o militar afirmou que o Inpe divulgará dados com antecedência ao governo – conforme Bolsonaro havia solicitado, numa tentativa de exigir que qualquer estatística passe pelo crivo presidencial.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Mudanças climáticas são responsáveis pelo aumento de furacões, tempestades e inundações

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

A mudança climática está aumentando o número de furacões, tempestades tropicais e inundações, de acordo com um novo estudo que analisou 120 anos de dados para as pesquisas mais recentes para confirmar uma ligação entre a atividade humana e a dramática ascensão de eventos climáticos extremos.

O aumento das temperaturas não só torna as ondas de calor mais extremas e os incêndios florestais mais prováveis, como também alteram os padrões climáticos, tornando as tempestades mais intensas.

Como parte do estudo, os cientistas analisaram três tempestades na Carolina do Norte nos últimos 20 anos – os furacões Floyd, Matthew e Florence.

Eles descobriram que a probabilidade deles ocorrerem aleatoriamente em um curto período de tempo é de apenas 2%.

“A Carolina do Norte possui uma das zonas de maior impacto de ciclones tropicais do mundo, e temos esses registros cuidadosamente guardados, eles nos mostram que os últimos 20 anos de eventos de precipitação estão fora dos padrões e previsões”, disse o professor Hans Paerl, principal autor do estudo publicado na revista Scientific Reports.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Os cientistas analisaram registros de ciclones tropicais e chuvas associadas às tempestades na costa da Carolina do Norte desde 1898.

Eles descobriram que seis dos sete maiores furacões, tempestades tropicais e inundações ocorreram nos últimos 20 anos. Essa freqüência é provavelmente causada pelo “aumento da capacidade de transporte de umidade dos ciclones tropicais devido ao aquecimento do clima”, segundo o estudo.

Assim como mais tempestades, a Carolina do Norte também experimentou níveis sem precedentes de chuvas desde o final dos anos 90. A longo prazo, também houve um aumento na precipitação de tempestades tropicais nos últimos 120 anos.

Isso é cada vez mais problemático, já que o estado abriga mais de 10,3 milhões de pessoas e a mudança climática já está causando um impacto devastador na vida das pessoas.

“O preço que estamos pagando é que estamos tendo que lidar com níveis crescentes de inundações catastróficas”, disse o professor Paerl, do Instituto de Ciências Marinhas da Universidade da Carolina do Norte.

“As bacias hidrográficas costeiras estão tendo que absorver mais chuva. Vamos voltar ao furacão Floyd em 1999, que inundou metade da planície costeira da Carolina do Norte. Então, tivemos o furacão Matthew em 2016. Recentemente, tivemos o furacão Florence em 2018. Esses eventos estão causando uma enorme quantidade de sofrimento humano, danos econômicos e ecológicos ”.

O aumento da precipitação resulta em mais escoamento para águas costeiras e estuários. Isso resulta em perdas de matéria orgânica e nutrientes da erosão do solo, o que por sua vez, resulta em danos às florações de algas.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

“Nós somos em parte responsáveis pelo que está acontecendo no contexto das emissões provenientes da combustão de combustíveis fósseis que estão levando ao aquecimento global”, disse Paerl. “O oceano é um enorme reservatório que está absorvendo calor e vendo mais evaporação. Com mais evaporação vem mais chuvas.

No final do ano passado, pesquisas descobriram que eventos climáticos extremos custam bilhões de dólares nos últimos 12 meses.

O relatório da Christian Aid identificou 10 dos desastres naturais mais caros que ocorreram em 2018, todos os quais custaram pelo menos 1 bilhão de dólares cada.

Os custos estabelecidos para esses eventos tendem a ser subestimados, já que muitas vezes incluíam apenas perdas seguradas e não levavam em conta os custos de longo prazo para a produtividade.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Denúncias de maus-tratos a animais no AM aumentam 110% no início de 2019

Os casos de violência e abandono de animais no Amazonas tiveram aumento de 110% de janeiro a março deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. No início deste ano foram registrados 84 casos de maus-tratos contra animais em delegacias da Polícia Civil.

Foto: ONG SOS Animais Primavera do Leste

Neste ano, 126 inquéritos foram instaurados e estão em investigação pela Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema). Em 2018, foram registradas 156 ocorrências de maus-tratos que geraram 171 inquéritos policiais. Só entre janeiro e março, foram 40 ocorrências.

Para a titular da Dema, delegada Carla Biaggi, o aumento também reflete maior engajamento da sociedade no combate à violência contra os animais. “As pessoas agora já estão sabendo onde denunciar e como denunciar, e passam a vir até a Dema para registrar o boletim de ocorrência”, disse.

São características de maus-tratos a animais abandonar, espancar, manter preso permanentemente em correntes, manter em locais pequenos e anti-higiênicos, não abrigar do sol, chuva e frio ou, até mesmo, explorar o animal em shows, explica a delegada.

De acordo com o artigo 32 da Lei 9.605/98, quem abusar, maltratar, ferir ou mutilar animais pode ser preso por um período de três meses a um ano, além de ter que pagar uma multa. A penalidade é aumentada se a violência resultar na morte do animal.

“Quem presenciar a prática de maus-tratos a animais deve procurar a Delegacia do Meio Ambiente trazendo provas que podem ser fotos, vídeos ou testemunhas. É importante comparecer a Delegacia para registrar o boletim de ocorrência porque só assim poderemos dar início às investigações. Se a pessoa não quiser se identificar, preservamos sua identidade”, recomenda a delegada Biaggi.

Fonte: G1


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA!


Caça a animais silvestres aumenta durante o inverno

Apesar da caça de animais silvestres ser proibida em território brasileiro desde 1967 por meio da Lei de Proteção à Fauna (Lei 5.197/67), a prática ainda é muito comum pelo Brasil e cada bioma e cada espécie revela ter um nível de ameaça diferente. As motivações para realização desta atividade variam desde o consumo humano, em geral quando se tratam de mamíferos ou aves, até capturas para manutenção em cativeiro.

Foto: Pixabay

Em regiões onde o clima é mais frio, a caça de animais silvestres aumenta no inverno. Segundo dados do Batalhão de Polícia Ambiental do Paraná – Força Verde (BP Amb FV), da Polícia Militar do Paraná, o número de apreensões de armadilhas para a fauna em todo o Estado cresceu de 761 entre junho e setembro de 2017 para 1.220 apreendidas no mesmo período de 2018. O aumento representa um crescimento de 60%. Outro indício que comprova que a caça é mais intensa durante os meses mais frios do ano é o número de armas de fogo apreendidas pelo Batalhão. Apenas durante o inverno de 2018, foram mais de 130 armas e 2.344 munições apreendidas.

Alguns fatores contribuem para esse aumento. De acordo com o capitão BP Amb FV, Álvaro Gruntowski, o inverno é uma época em que o alimento é mais escasso na floresta, por isso o animal acaba se expondo mais para conseguir se alimentar e é facilmente atraído pelas “cevas”, alimentos deixados em local estratégico para atrair o animal. A estação também coincide com o período reprodutivo de muitas espécies, deixando-as ainda mais vulneráveis. “Mas o principal fator é a temperatura mais amena e diminuição das chuvas, o que torna o deslocamento do caçador mais fácil e confortável dentro da floresta”, ressalta Gruntowski.

O coordenador das reservas da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Reginaldo Ferreira, instituição que é proprietária de três Reservas Naturais no litoral do Paraná – das Águas, Guaricica e Papagaio-de-cara-roxa –, conta que algumas armadilhas utilizadas pelos caçadores também podem representar risco para quem transita por estas áreas naturais e para os policiais do BP Amb FV, como é o caso do “trabuco” ou armadilha de carreiro, que consiste em uma arma de fogo instalada com um dispositivo que é acionado quando o animal passa pela trilha.

“Nossas atividades incluem o monitoramento dessas áreas, em parceria com o Batalhão, para prevenir ilícitos ambientais como desmatamentos, a caça ou captura de animais silvestres, corte de palmito nativo ou qualquer outra atividade ilegal dentro dessas áreas. Infelizmente, ainda sofremos muito com a caça na região, o que representa uma ameaça não apenas para os animais, mas para quem anda pela mata também”, explica Reginaldo.

Fonte: Diário dos Campos


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Aumento de vagas em abrigos para pessoas em situação de rua com animais é aprovado em Florianópolis (SC)

A Câmara Municipal de Florianópolis, em Santa Catarina, aprovou nesta segunda-feira (3) uma emenda, de autoria da vereadora Maria da Graça Dutra (MDB), que aumenta de 10% para 20% o número de vagas em abrigos para pessoas em situação de rua acompanhadas de animais.

Foto: Douglas Crispim

A proposta aprovada é uma emenda a um projeto de lei de autoria do Executivo Municipal, que trata da política de atendimento à população em situação de rua, que também foi aprovado. As informações são do portal ND+.

De acordo com dados oficiais, existem aproximadamente 750 pessoas em situação de rua em Florianópolis. Delas, 462 estão cadastradas na prefeitura.

Muitas dessas pessoas vivem na companhia de animais, principalmente cães. Devido aos laços criados entre elas e os cachorros, é comum que o convite para ficar em um abrigo seja negado quando não é possível levar os animais junto. Com a permissão para encaminhar os cachorros para o abrigo, há pessoas em situação de rua que passam a procurar por esse serviço.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Dezenove hectares de floresta são desmatados por hora na Amazônia

O Brasil registrou recorde de desmatamento na Região Amazônica em 2018, superando os números registrados em toda a história do país. A situação, no entanto, só tem piorado. Se desde agosto a devastação atingia, em média, 52 hectares por dia, dados mais recentes indicam que os primeiros 15 dias de maio foram os piores no mês em uma década, tendo sido registrada a destruição de 19 hectares de floresta por hora, em média. O número é o dobro do que foi registrado no mesmo período em 2018.

Foto: VINICIUS MENDONCA – IBAMA

Em uma quinzena, 6.880 hectares de floresta preservada foram perdidos, o que equivale a quase 7 mil campos de futebol. O volume está próximo do desmatamento registrado na soma de todos os nove meses anteriores, entre agosto de 2018 e abril de 2019, quando 8.200 hectares foram destruídos. As informações são do O Estado de S. Paulo.

Levados ao governo, os dados foram confirmados. De acordo com dados do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que fiscaliza ações de desmatamento, uma das regiões mais devastadas é a Floresta do Jamanxim, que sofre, historicamente, com saques de madeira a partir da BR-163. A região perdeu 3.100 hectares. Os números do levantamento feito pelo Deter se referem ao desmatamento registrado em unidades de conservação, ou seja, florestas protegidas que são administradas e fiscalizadas por órgãos como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio).

As medições oficiais costumam ser feitas de agosto a julho do ano seguinte. No período encerrado em julho de 2018, 20.200 hectares de desmatamento foram registrado na região, batendo um recorde histórico. No ciclo atual, aberto em agosto de 2018 e levando em consideração os primeiros 15 dias de maio, o acumulado chega a 15 mil hectares, havendo a possibilidade de, ao final de julho de 2019, ser batido um novo recorde.

O ministro do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles, culpou os governos anteriores pelo desmatamento, ignorando as responsabilidades que o próprio governo tem sob o desmatamento, já que está no poder desde janeiro e poderia já ter tomado medidas favoráveis ao meio ambiente – mas fez o contrário, como provam os retrocessos cometidos na área ambiental em 100 dias de governo. O Ibama e o ICMBio, por sua vez, não responderam aos questionamentos feitos sobre o tema.

De acordo com técnicos do governo, o grande volume de desmatamento em duas semanas pode ter ligação com a meteorologia, isso porque, segundo eles, março e abril são meses muito chuvosos e a maior incidência de nuvens dificulta o uso de satélites. Com o final das chuvas, o céu se abre e a área captada aumenta. Porém, ainda de acordo com os técnicos, as taxas de devastação se referem exclusivamente ao desmatamento registrado em 2019 e a questão climática vale para os anos anteriores, que registraram números menores.

Fiscalização

Apesar da fiscalização continuar a ser realizada neste ano por agentes do Ibama e do ICMBio na Amazônia, dados obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo mostram que o número de multas diminuiu. O Ibama emitiu 850 multas entre 1º de janeiro e 15 de maio deste ano, 35% menos do que o registrado no mesmo período de 2018, quando 1.290 multas foram aplicadas. Já o ICMBio aplicou, entre 1º de janeiro e 15 de maio de 2019, 317 multas, praticamente metade do que foi aplicado no mesmo intervalo de 2018.

O MMA não comentou a redução. Ela pode, no entanto, ter relação com o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que tem criticado regulamente o que ele chama de “indústria de multas”. Ambientalistas discordam do presidente e reforçam que as multas são aplicadas corretamente para punir crimes ambientais.

Em janeiro, o Ministério do Meio Ambiente colocou fim ao Departamento de Florestas e Combate ao Desmatamento, que funcionava dentro da pasta desde 2007, com 15 servidores. O órgão era ligado à Secretaria de Mudanças do Clima e Floresta, que também foi desmontada. Com o fim dela, os funcionários foram realocados. O caso também não foi comentado pelo MMA.

Antecessor de Salles rebate argumento

O argumento de Salles sobre os dados relacionados ao desmatamento registrado em 2019 foi rebatido pelo antecessor dele no Ministério do Meio Ambiente.

“Não há surpresa nessas informações. Há tristeza. Quando um governo resolve desmoralizar os agentes do Ibama, desmontar o ICMBio e acabar com as unidades de conservação, ele só está dando o sinal verde para o desmatamento”, disse Sarney Filho, hoje secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal. “Como diminuir os índices, se os instrumentos criados para combater esses crimes estão sendo desmontados pelo discurso e pela ação concreta do governo?”, completou.

Fila de multas

Multas que já tramitaram pela área técnica e administrativa e que já receberam justificativas dos autuados estão paradas no ICMBio. Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, 254 autos de infração emitidos por agentes do órgão estão prontos para serem homologados pelo presidente do ICMBio, para que a cobrança dos valores seja feita.

Neste ano, a chefia do órgão não homologou nenhuma multa, conforme estabelece o regimento interno. As cobranças prontas para serem aplicadas já alcançam o valor de R$ R$ 146,2 milhões, que o órgão poderia receber. Ao ser procurado, o ICMBio não apresentou justificativas para a situação. Assim como o MMA, que também não se manifestou. Desde que assumiu o posto no ministério, Salles tem trocado todos os cargos de liderança do ICMBio e nomeado militares.

No mês passado, um decreto de 2008 foi alterado por Bolsonaro. O decreto dispunha sobre crimes ambientais e, com a mudança, passa a existir “núcleos de conciliação” para discutir as multas ambientais aplicadas pelos órgãos. A alteração também modifica o programa de conversão de multas em projetos de restauração florestal, que vinha sendo realizado pelo Ibama.

O governo justificou a mudança do decreto dizendo que “a conciliação deve ser estimulada pela administração pública federal ambiental (…) com vistas a encerrar os processos administrativos federais relativos à apuração de infrações administrativas por condutas e atividades lesivas ao meio ambiente”. Com a nova regra, o autuado poderá, após ser notificado da multa, participar de uma audiência de conciliação, caso queira, com dia e horário marcados, para discutir a aplicação da multa. Na prática, a ação diminui o número de multas aplicadas e abre margem para que mais crimes ambientais ocorram.

Bolsonaro foi multado em 2012 pelo Ibama por pescar em área protegida em Angra dos Reis (RJ). A multa nunca foi paga e, após ele se tornar presidente, foi anulada. O agente responsável por aplicar a penalidade também foi exonerado, sob ordem do presidente.

Derretimento da Antártica é seis vezes maior do que há 40 anos

Um dos mais abrangentes estudos sobre mudanças climáticas na Antártica, feito pela Nasa, concluiu que o derretimento de gelo no continente é seis vezes maior do que era há 40 anos. Para a elaboração da pesquisa, foram usadas fotos aéreas, dados de satélites e modelos climáticos da década de 1970 em todas as regiões da Antártica.

Foto: Pixabayde olho

O derretimento do gelo já elevou o nível do mar no local em 1,4 centímetro desde 1979. Caso a situação se mantenha desta forma, o aquecimento poderá ser responsável por um aumento ainda maior futuramente. As informações são do O Globo.

Entre 1979 e 1990, segundo o estudo, o continente perdeu, em média, aproximadamente 40 bilhões de toneladas de gelo por ano. Entre 2009 e 2017, foram perdidas cerca de 252 bilhões de toneladas por ano, o que fez com que o nível dos mares subisse 3,6 milímetros a cada década.

“Nós estamos falando apenas da ponta do iceberg. Enquanto a massa de gelo da Antártica continuar a derreter, o nível do oceano deverá aumentar vários metros nos próximos séculos”, disse Eric Rigton, professor da Universidade da Califórnia, em Irvine, e autor do estudo publicado na Nature Geoscience.

A pesquisa permitiu ainda entender a confusão que levou alguns céticos das mudanças climáticas a acreditarem que o gelo da Antártica estaria aumentando, ao invés de diminuindo, como mostraram os pesquisadores. A confusão se deu devido a alguns estudos anteriores que sugeriram que a cobertura de gelo tem aumentado no leste do continente com rapidez suficiente para anular as perdas da região oeste mais visíveis, especialmente na extensão do gelo marinho. A última pesquisa indica uma contribuição significante para o aumento do nível do mar por parte de uma perda de gelo no leste do continente, mas recomenda a execução de outros estudos sobre os fatores que geram esse impacto.

“A área da Terra Wilkies, no leste da Antártica, sempre foi, no geral, um importante participante na perda de massas, mesmo nos anos 1980, como a nossa pesquisa mostrou. Essa região é provavelmente mais sensível ao clima do que tradicionalmente se supõe e isso é importante saber, uma vez que tem mais gelo do que o oeste e a península da Antártica juntos”, diz Rignot.

De acordo com os pesquisadores, não foi encontrada nenhuma mudança significativa na queda de neve no continente, mas foi constatado que o aquecimento do mar tem impulsionado uma perda de gelo acelerada, aumentando as taxas de derretimento das geleiras ao redor das bordas dos continentes.

“Na medida em que o aquecimento do clima e o esgotamento do ozônio enviam mais calor para esses setores, eles seguirão contribuindo para o aumento do nível do mar na Antártica nas próximas décadas”, explica.

Sequestros de cachorros aumentam 110,8% em São Paulo

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) registrou um aumento de 110,8% no sequestro de cachorros na cidade de São Paulo entre 2017 e 2018. Foram 137 casos no ano passado, contra 65 no retrasado. A maior parte dos animais foram levados de residências.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Uma das vítimas foi Pierre, um buldogue francês de 10 anos que foi levado por criminosos que invadiram a casa onde ele vivia no final de 2018. “Não sumiu um palito da casa, só o Pierre”, disse sua tutora, a advogada Daniela Costa e Silva. As informações são do G1.

O cachorro ficou desaparecido durante 15 dias e foi encontrado graças a uma campanha feita na internet. O animal já estava com um novo tutor, que aceitou devolvê-lo. Os criminosos não foram identificados.

Os casos de cachorros levados dos tutores na rua ou de dentro de carros são minoria quando comparados aos ocorridos em residências, mas sofreram um aumento de 227%, passando de 15 em 2017 para 49 em 2018.

Para tentar proteger os animais, tutores tem recorrido ao microchip, que é colocado no cão e guarda informações sobre ele e a família que o tutela. O equipamento tem o tamanho de um grão de arroz e custa, em média, cerca de R$ 200. De acordo com uma clínica veterinária, a adesão ao chip cresceu 20% desde o começo de 2019.

O microchip é utilizado para facilitar a identificação do cão. “O veterinário passa o leitor e ele é capaz de identificar de quem é aquele animalzinho”, disse a veterinária Fernanda Fragata.

Além do chip, outras formas de tentar proteger o animal são: não deixá-lo em local visível, aos olhos da rua; evitar passear de noite e em ruas mal iluminadas; dar preferência a locais mais movimentados; organizar saídas em grupo.

De acordo com a SPP, no último ano as polícias Civil e Militar reduziram em 3% o número de sequestros de animais em todo o estado de São Paulo e combateu maus-tratos e canis clandestinos.

Relatório mostra aumento do consumo de proteína em 20% com a Ásia no topo na lista

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Grãos estão entre as maiores fontes de proteína | Foto: Divulgação

Um relatório encomendado pela Food Innovation Australia Limited (FIAL), demonstra que a Ásia é o líder no aumento mundial do consumo de proteína, com a China e a Índia como os principais intervenientes.

Os pesquisadores afirmam que, em 2018, as proteínas de origem vegetal foram responsáveis por 66% do suprimento global de consumo de proteína, e os vegetais devem continuar sendo a fonte dominante até 2025.

O relatório mostra que a demanda global por proteína deve aumentar cerca de 20% de 2018 a 2025, com o crescimento da população levando a 80% desse crescimento.

Em média, estima-se que cada pessoa em todo o mundo consome 26 kg de proteína por ano em média em 2018, e espera-se que aumente em 27% para 33 kg em 2025.

Foto: Myfitnesspal

Foto: Myfitnesspal

A Ásia apareceu como uma força dominante no aumento da demanda de proteína; o consumo global de proteínas aumentou 40% entre 2000 e 2018 e mais de 50% deste aumento foi impulsionado pela Ásia, significativamente pela China e Índia.

“A China é um mercado-chave de proteína para se concentrar: ocupa o primeiro lugar globalmente tanto em volume quanto em valor e [por si só está previsto que] representa 35% do valor de mercado mundial de proteína em 2025”.

O consumo de proteína na China deverá aumentar de 58 milhões de toneladas em 2018 para 70 milhões de toneladas em 2025. Durante esses anos, a China estará contribuindo com 31% do aumento global total.

Na Índia, o consumo de proteína deve chegar a 38 milhões de toneladas em 2025, ante 30 milhões de toneladas em 2018, contribuindo com 16% como um todo para o aumento global.

Proteína vegana

O mercado de produtos de proteína vegana terá uma taxa de crescimento anual de quase nove por cento até 2023, de acordo com relatórios.

A avaliação Mercado Global de Produtos de Proteína de Base Vegetal 2019-2023, atribui este grande salto à crescente base populacional vegana mundial e à diversidade de escolhas dentro do setor.

Setor em ascensão

De acordo com o relatório: “A crescente conscientização sobre os benefícios de saúde das dietas veganas está estimulando o crescimento da população. As dietas veganas contêm antioxidantes, fibras e compostos vegetais benéficos e são ricos em folato, potássio, magnésio e vitaminas A, C, e E.

De acordo com o Plant based News, a avaliação acrescenta também que os fabricantes de proteínas veganas estão lançando produtos com menor teor de gordura e calorias. “Isso vai atender às demandasde mudanças dos consumidores”.

“Lançamentos bem-sucedidos de novos produtos não apenas ajudarão essas empresas a aumentar suas participações de mercado, mas também aumentarão seu fluxo de receita.”