Campanha de reeleição do primeiro-ministro na Austrália inclui combate a ativistas veganos

Morrison vê o ativismo vegano como uma ameaça ao “sustento dos agropecuaristas e de muitos trabalhadores que, segundo ele, dependem da criação de animais e da indústria de alimentos de origem animal (Fotos: news.com.au)

O primeiro-ministro conservador Scott Morrison, que concorre à reeleição no dia 18 de maio, não nega a sua antipatia por veganos. E segundo a imprensa australiana, isso parece ter se intensificado ainda mais após uma série de protestos na semana passada, quando ativistas veganos foram às ruas de cidades dos estados de Queensland e Victoria pedir que a população se informe mais sobre a realidade dos animais criados para consumo.

Bloqueando temporariamente algumas vias, eles pediam que as pessoas assistissem ao documentário “Dominion”, de Chris Delforce, que mostra a realidade da massiva criação de animais na Austrália. No entanto, as manifestações não agradaram o primeiro-ministro, que as qualificou como uma arbitrariedade e deu aval à polícia para que prendesse os “maiores agitadores”.

O que irritou ainda mais Morrison foi saber que a Aussie Farms, empresa responsável pela produção do documentário “Dominion”, disponibilizou em seu site um banco de dados com mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas na Austrália, além de um mapa interativo que mostra a localização de mais de cinco mil fazendas industriais e matadouros em todo o país.

O objetivo, segundo a Aussie Farms, é mostrar que o sofrimento dos animais criados nesse sistema não se resume a exceções, fatos pontuais. A iniciativa é resultado de um trabalho de oito anos do cineasta e ativista Chris Delforce.

Ao disponibilizar os arquivos envolvendo as fazendas industriais e os matadouros, a intenção da organização também é forçar as empresas a atuarem com transparência, já que a realidade da cadeia de produção de alimentos de origem animal normalmente está bem distante dos consumidores.

“Acreditamos na liberdade de informação como uma ferramenta poderosa na luta contra o abuso e a exploração de animais. Defendemos que os consumidores têm o direito de saber da existência, localização e operações desses negócios”, justificou Delforce.

No entanto, a leitura feita pelo primeiro-ministro está longe de ser a divulgada e defendida por Chris Delforce. Morrisson interpreta o trabalho da Aussie Farms como uma ameaça ao “sustento dos agropecuaristas e de muitos trabalhadores que, segundo ele, dependem da criação de animais e da indústria de alimentos de origem animal”.

O primeiro-ministro afirmou, segundo o 9News, que os fazendeiros estão sendo alvejados da forma mais mercenária por uma organização que só pensa em si mesma e não nos danos reais causados à subsistência de australianos trabalhadores. Na sequência, ele prometeu, valendo-se de sua plataforma de campanha, e caso seja reeleito, introduzir leis proibindo pessoas de “incitarem atividades criminosas contra produtores rurais sob pena de prisão de até 12 meses”.

Por outro lado, para os ativistas veganos australianos essa medida é uma forma que o “governo encontrou de impedir ações que possam expor ao público a cruel realidade vivida pelos animais”; e também inibir o público de conhecê-la de perto sob o risco de alguma penalidade, já que pode não haver clareza no que deve ou não se enquadrar como ameaça ou incitação de atividades criminosas. Além disso, a legislação deve endurecer penalidades contra ativistas que praticam ações diretas.

Na última sexta-feira, as leis de segurança da Austrália já passaram por alterações que podem criminalizar o site da Aussie Farms por publicar endereços de fazendas. Por outro lado, o procurador-geral Christian Porter, destacou, segundo o 9News, que as mudanças não podem penalizar jornalistas e denunciantes que revelarem condutas ilegais na cadeia de produção de alimentos de origem animal.

A iniciativa vegana “Maio Sem Carne” prevê recorde de participantes este ano

No Meat May/Facebook

No Meat May/Facebook

A iniciativa vegana, No Meat May (Maio sem Carne), que agora está em seu sétimo ano consecutivo, deve atrair um número recorde de participantes de todo o mundo.

Lançado em 2013 por Ryan Alexander e Guy James Whitworth, um casal de homens criativos e apaixonados querendo fazer o bem – No Meat May começou com trinta de seus amigos todos desistindo de carne durante o mês de maio. Muitos deles são agora colaboradores ativos e parte da equipe do No Meat May.

Com a participação mais do que duplicando de ano para ano, No Meat May é agora uma campanha global com crescimento exponencial, a que milhares de novos participantes se juntam a cada ano. Pesquisas confirmam que 94% das pessoas reduzem ou eliminam a carne permanentemente de suas vidas após a participação no evento..

Os fundadores acreditam que as pessoas precisam apenas de um “trampolim” seguro, informações baseadas em evidências e apoio, para dar esse primeiro passo audacioso. E depois dele, todos os outros vem em consequência.

O movimento fundado na Austrália afirma que as pessoas devem se abster de todos os produtos animais por quatro razões: “Melhorar a saúde pessoal, acabar com a agropecuária industrial, alimentar o mundo e salvar o planeta”.

A evidencia é inegável

O co-fundador da Meat May, Ryan Alexander, disse: “A evidência é inegável que uma alimentação equilibrada e baseada em vegetais é muito mais saudável do que uma alimentação rica em produtos animais. Também sabemos que a pecuária é uma das principais causas da mudança climática, destruição da floresta tropical, extinção de espécies, zonas mortas oceânicas e consumo de escassos recursos hídricos”.

“Se apenas 20% dos australianos participassem do No Meat May, eles juntos salvariam mais de 80 milhões de animais marinhos e terrestres e quase 300 mil toneladas de dióxido de carbono em apenas um mês”.

Dados apontam que dois milhões de australianos atualmente se identificam como vegetarianos – com o país se tornando o terceiro mercado vegano que mais cresce no mundo.

Diversão, prazer e nutrição

O sócio de Alexander, e o segundo co-fundador de No Meat May, Guy James Whitworth, diz que “o ato de comer deve envolver diversão, prazer e nutrição”, afirmando: “Embora nossa mensagem seja inerentemente séria, ninguém quer ser convencido ou ouvir uma “pregação”, e nós acreditamos que a mudança de comportamento deve ser uma aventura excitante e um desafio para se reinventar”.

“Reconhecemos que a maioria das pessoas muda de forma gradual ao longo do tempo e No Meat May fornece um trampolim seguro, informações baseadas em evidências e apoio a esse primeiro passo. Há muitas razões interessantes para envolver e inspirar as pessoas a fazerem a diferença e No Meat May oferece uma maneira prática e divertida para as pessoas experimentarem”.

Protestos na Austrália ajudam a promover o documentário vegano “Dominion”

Ativistas que saíram às ruas esta semana carregavam cartazes convidando os transeuntes a assistirem “Dominion” (Foto: Andrew Henshaw)

Embora os protestos realizados esta semana por ativistas dos direitos animais na Austrália tenham dividido opiniões, o documentarista australiano Chris Delforce tem motivos para comemorar.

Depois de “Earthlings” ou “Terráqueos”, de Shaun Monson, com narração de Joaquin Phoenix, se tornar uma referência mundial em protestos internacionais, os ativistas australianos decidiram usar um filme mais recente e produzido nacionalmente para chamar a atenção para a realidade dos animais criados para consumo.

“Dominion”, que também conta com a produção de Monson, mas é dirigido por Chris Delforce, capitalizou grande parte da atenção nos protestos em Melbourne e em localidades como Bacchus Marsh, Corio, Pakenham e Toowoomba, nos estados de Victoria e Queensland.

O motivo é que os ativistas que saíram às ruas esta semana carregavam cartazes convidando os transeuntes a assistirem “Dominion”, que completou um ano de lançamento.

Apesar da ação que bloqueou temporariamente o trânsito em alguns cruzamentos ter deixado algumas pessoas bem irritadas, inclusive o primeiro-ministro Scott Morrison, em menos de dois dias o documentário disponibilizado no YouTube ganhou mais 55 mil visualizações – agora se aproximando de 559 mil.

O que significa que os protestos que incluíam cantos a favor da libertação animal despertaram a curiosidade de um número bem significativo de pessoas. “Dominion” é a continuação do documentário de longa-metragem “Lucent”, de 2014.

“Lucent” se concentra principalmente na indústria australiana da suinocultura, já “Dominion” é bem mais abrangente – mostrando relatos e registros das mais diferentes formas de uso e abuso dos animais.

Com duas horas de duração, o documentário explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. A partir daí, se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

Caso queira assistir, o filme está disponível com legendas em português:

Golfinho em luto carrega seu filho morto pelas águas

Mãe carrega o filhote morto | Foto: Western Australia's Parks and Wildlife/Facebook

Mãe carrega o filhote morto | Foto: Western Australia’s Parks and Wildlife/Facebook

Uma imagem comovente que mostra uma mãe carregando seu filhote golfinho morto pelas águas, surgiu nas redes sociais. Segundo as autoridades marinhas australianas o bebê teria ficado preso em uma armadilha em forma de rede para capturar caranguejo que não foi recolhida por pescadores.

A foto foi tirada em Perth, na Baia de Claremont, na Austrália e foi compartilhada no Facebook pela Departamento de Parques e Vida Selvagem da Austrália Ocidental na terça-feira.

“Uma morte tão triste para um filhote golfinho tão jovem e cheio de vida pela frente”, dizia o post.

A mãe, chamada de Moon, estava nadando e carregando o filhote morto com o bico quando os dois foram avistados pelo Serviço de Parques e Vida Selvagem na segunda-feira, depois do episódio ter sido denunciado por um residente local.

“O bebê golfinho morto foi então libertado da armadilha de caranguejo, mas os oficiais o deixaram na água com a mãe, enquanto ela passa pelo luto ocasionado pela perda recente”.

Oficiais da patrulha marinha libertam o filhote morto| Foto: Western Australia's Parks and Wildlife/Facebook

Oficiais da patrulha marinha libertam o filhote morto| Foto: Western Australia’s Parks and Wildlife/Facebook

Os golfinhos são criaturas altamente inteligentes, com capacidade de percepção e resposta admiráveis, são frequentes os episódios documentados desses animais permanecendo com seus filhotes por um período de tempo após a morte.

Esses animais sencientes, são comprovadamente sensíveis e capazes de amar e sofrer, eles precisam do tempo do luto para superar a perda e voltar a responder normalmente à vida em sociedade.

“Vamos continuar a monitorar o par e remover o filhote quando for apropriado, revela o oficial responsável pelo monitoramento da situação. “Pedimos às pessoas que fiquem bem longe da mãe golfinho e de seu filhote morto durante este tempo”, esclarece ele.

Os usuários das mídias sociais ficaram sensibilizados pela imagem, sendo que algumas pessoas lutavam consigo mesmas para conseguir olhar para a foto, tamanho o seu impacto.

Armadilha de caranguejo que matou o golfinho | Foto: Western Australia's Parks and Wildlife/Facebook

Armadilha de caranguejo que matou o golfinho | Foto: Western Australia’s Parks and Wildlife/Facebook

“Terrível e tão triste. Devemos limpar nosso lixo sempre para que isso não aconteça”, disse uma pessoa em um comentário no post.

“Perda trágica deste bebê! Vergonha de que um ser humano tenha causado essa morte cruel porque eles estavam com preguiça de remover o equipamento do rio! Espero que algo seja feito para evitar outra tragédia”, dizia outro comentário.

“Não, eu não posso nem olhar – é de partir o coração – você pode sentir a dor da mãe só de olhar para a foto. Tão injusto e desnecessário”, concluiu outro usuário.

Mais uma morte causada pela irresponsabilidade humana, que inadvertidamente invade os oceanos para saquear e roubar a vida marinha. Não contentes em capturar os caranguejos indefesos, deixam a armadilha pra trás, causando com isso um rastro maior ainda de morte e dor, iniciado por sua insensatez assassina.

Centenas de ativistas pelos direitos animais protestaram ontem na Austrália

Os manifestantes convidavam os transeuntes a assistirem ao documentário “Dominion” (Foto: AFP)

Ontem, centenas de ativistas percorreram as ruas de Melbourne, na Austrália, e de mais algumas cidades do estado de Victoria, protestando contra a exploração animal e cantando: “O que queremos? Libertação animal – agora!”

Em Melbourne, a movimentação começou por volta das 5h30 e bloqueou um importante cruzamento da cidade, nas imediações da Estação Flinders Street. A polícia foi enviada para intervir e 38 pessoas acabaram presas, incluindo três adolescentes.

Os manifestantes seguravam cartazes informando que se tratava de um protesto pacífico e de uma emergência para alertar sobre a realidade dos animais explorados para consumo. Entre os detidos estavam desde garotos de 15 anos até senhoras com mais de 70 anos. Durante a prisão de alguns manifestantes, alguns transeuntes celebraram, segundo o news.com.au

Um homem debochou em sua conta no Twitter, declarando que estava saindo para comer uma salada no café da manhã, mas em vez disso, depois que viu os veganos tomando as ruas de Melbourne, optou por um hambúrguer com uma quantidade extra de bacon.

Em tom sensacionalista, alguns veículos da mídia australiana classificaram o evento como um exemplo de como o “ativismo vegano está causando o caos no país.” Em referência aos protestos, que foram além de Melbourne, o primeiro-ministro Scott Morrison declarou que os “criminosos de colarinho verde” devem enfrentar a “força da lei”. Também os chamou de “criminosos anti-australianos”.

Os manifestantes convidavam os transeuntes a assistirem ao documentário “Dominion”, que tem aproximadamente duas horas de duração e explora seis facetas primárias da relação humana com os animais – animais de companhia, vida selvagem, pesquisa científica, entretenimento, vestuário e alimentos. O filme se propõe a questionar a moralidade e a validade do nosso domínio sobre o reino animal.

Apesar das críticas, não houve registros de violência por parte dos manifestantes, mas apenas discursos e interferências pontuais no tráfego. Protestos também estão planejados para serem realizados em Sydney, Brisbane e Hobart nos próximos dias, mas os locais não foram divulgados para evitar ações que possam prejudicar as mobilizações.

Onda de calor ameaça golfinho do Indo-Pacífico, alertam cientistas

Um grupo de cientistas alertou que uma onda de calor marinha em 2011 reduziu a taxa de natalidade e sobrevivência do golfinho do Indo-Pacífico na baía de Shark, na costa oeste da Austrália, ou seja, isso poderia colocar a longo prazo em risco a existência nessa região de um dos animais mais inteligentes do mundo, conforme um artigo publicado na revista científica Current Biology.

Foto: AFP 2019 / Toshifumi KITAMURA

No início de 2011, uma onda de calor marinha produziu uma massa de água quente que elevou as temperaturas das costas ocidentais da Austrália em quatro graus centígrados acima da média. O número destes cetáceos diminui em 12%, enquanto a quantidade de crias por fêmea também foi reduzida devido ao fenômeno natural ocorrido há oito anos.

Com isso, é possível notar que a onda de calor foi devastadora e que ela afetou negativamente as pradarias marinhas e as populações de peixes.

“Nossos resultados sugerem que os fenômenos meteorológicos extremos podem ser demasiadamente prejudiciais […] o que gera um impacto negativo a nível de população”, afirmou Simon Allen, pesquisador associado da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol (Reino Unido) e coautor do artigo.

Allen enfatizou que as ondas de calor geralmente estão relacionadas com a mudança climática, o futuro do “ecossistema em geral” está em risco a longo prazo.

Além disso, o estudo examinou informações demográficas de mais de 5.000 indivíduos deste tipo de golfinho entre 2007 e 2017, sendo que os pesquisadores especificaram que a diminuição da espécie causada pela onda de calor afetou diretamente a alimentação das crias do golfinho do Indo-Pacífico e os expondo aos predadores, já que seus progenitores ficavam mais tempo longe em busca de alimentos, o que contribuiu para o aumento da mortalidade das crias deste animal.

Fonte: Sputnik News

Criadores exploram e vendem cangurus, kookaburras e outros símbolos australianos por milhares de dólares

Os animais nativos mais emblemáticos da Austrália estão sendo negociados por criadores americanos que os vendem como animais domésticos por milhares de dólares.

A repercussão do terrível comércio de animais nativos surgiu depois que os australianos ficaram chocados com um kookaburra chamado “Thunder” sendo vendido em uma gaiola em uma loja de animais em Virginia Beach por 1.200 dólares (cerca de 5 mil reais).

Infelizmente, Thunder é apenas a ponta do comércio crescente de animais nativos australianos nos EUA.

Uma pesquisa rápida em sites de animais domésticos nos EUA revela que cangurus, wallabies, planadores de açúcar e emas estão disponíveis – por um preço. Um criador divulgou online de seis cangurus albinos 45 mil dólares (cerca de 175 mil reais).

Jeff, que mora no estado de Nova York e cria emus, disse ao Daily Mail na quinta-feira (28) que entendia completamente a popularidade dos animais nativos da Austrália – especialmente os cangurus.

“Quem não gostaria de um?” ele disse.

“Eles são fofos e fofinhos quando são bebês – não há nada como ter um canguru, as pessoas enlouquecem quando o veem.”

Ele disse que viu uma pessoa passeando com seu canguru em uma loja dentro um carrinho de compras para o deleite de outros compradores.

Chris, que cria lorikeets, disse ao Daily Mail Australia que ela estava confusa sobre o motivo pelo qual os australianos ficaram tão indignados ao saber que um kookaburra estava à venda, e alega que animais australianos nativos foram legalmente enviados para zoológicos nos Estados Unidos na década de 1970, e esses zoos passaram o excedente para os criadores – o que significa que não é ilegal para os criadores americanos venderem os animais.

De acordo com a lei australiana, os animais nativos não podem ser retirados do país, mas Chris disse que não acredita que “Thunder” tenha sido obtido ilegalmente, pois conhece seu criador – um homem idoso que está no mercado há décadas. A loja de animais também negou que o Thunder fosse contrabandeado para o país.

Anúncios em lojas de animais online mostram que os animais australianos estão à venda em todos os EUA, com preços que atingem mais de alguns milhares de dólares.

Casais de baby emus são vendidos online de 500 a 979 dólares (cerca de 2 a 4 mil reais), com um site oferecendo até mesmo o envio de aves nativas australianas para qualquer lugar dos EUA via avião.

O petauro-do-açúcar é outro animal faz sucesso entre os americanos, com os marsupiais sendo criados para uso doméstico por mais de uma década nos Estados Unidos. As informações são do Daily Mail.

O pet shop onde está “Thunder” disse em um comunicado postado em sua conta do Facebook que não há qualquer irregularidade da parte deles, mas explicaram com detalhes de onde o kookaburra veio.

Vídeo revela animais sendo queimados e tendo corações arrancados ainda vivos

As imagens registradas por um convidado da matança mostram alguns homens matando cruelmente animais em uma propriedade na Austrália.

Eles usam maçaricos e cortam os corações de ovelhas e cabras enquanto ainda estão vivas.

Emma Hurst do Animal Justice Party disse ao Daily Mail Australia que o denunciante entrou em contato com ela após ser convidado para entrar e ficar horrorizado com o que viu.

“Ele diz que você pode entrar se for convidado e comprar uma ovelha lá, e é mais barato que uma loja, mas você tem que matar o animal sozinho”.

“As pessoas não sabem como fazer isso, então estão usando maçaricos ou cortando corações.”

Hurst afirma que ela entrou em contato com a RSPCA em relação ao assunto em fevereiro, mas não recebeu resposta.

A propriedade só foi invadida e fechada sob o Food Act NSW por violações de biossegurança e saúde após contato com o Departamento de Indústrias Primárias.

“Foi horrível, absolutamente horrível, para dizer o mínimo”, disseram.

“Essas matanças realmente destacam a necessidade de uma agência de proteção animal dentro do governo”, disse ela.

“Enviámos isso para a RSPCA em fevereiro e não obtivemos resposta – a única resposta que recebemos foi da autoridade de alimentos, mas não sabemos se o aspecto de crueldade contra animais está sendo investigado”.

Ela acrescentou dizendo que a crueldade com os animais também pode indicar a probabilidade de cometer atos de crueldade contra um ser humano.

“A suposta crueldade ocorrida em Cobbitty é inimaginável”, disse ela.

“Ouvimos relatos de que as pessoas cortam o coração de uma ovelha enquanto ela ainda estava viva, aterrorizada e tentando escapar.”

“Qualquer pessoa que queira causar esse tipo de dor e sofrimento a um animal mostra um estado psicológico preocupante e é um perigo para outros animais e para toda a comunidade”.

O Daily Mail Australia informa que tentou contato com o proprietário da local, mas ele se recusou a falar

Estudo denuncia a morte de um milhão de cangurus

Um estudo experimental de ração para cangurus em Victoria (Austrália) descobriu que atiradores estão matando mais animais para aumentar seu lucro. O programa foi cercado por acusações de fraude e suborno, de acordo com um relatório do governo.

A legislação deste país permite que o cidadão comum, em posse de uma licença concedida pelo governo, possa matar os cangurus e até paga por isso. Alguns deles se tornam “assassinos profissionais” desses animais.

A desculpa usada para o extermínio dos seres sencientes é a contenção da superpopulação da espécie. A morte se torna a escolha mais fácil e simples quando demais alternativas compassivas estão na mesa.

O resultado do estudo realizado pelo governo, leva a crer que essa premissa perigosa abre espaço para fraudes, suborno e demais crimes envolvendo ambição humana. A que preço for.

Foi constatado um aumento de 250% no número de cangurus mortos em Victoria, desde o início do teste, em 2014. Um milhão morreu por causa do programa.

O relatório do Departamento de Meio Ambiente, Terra, Água e Planejamento foi liberado sob a diretriz de liberdade de informação para a Sociedade Australiana de Cangurus.

“Atiradores estavam matando mais cangurus para maximizar os lucros e davam preferência a cangurus do gênero masculinas pois quanto maior a carcaça mais dinheiro por ela”, dizia o relatório.

“O atual escopo do projeto é insuficiente para gerenciar os riscos associados ao estudo”, diz o relatório.

O relatório alertou ainda para os excessos que estão ocorrendo, como atiradores subornando proprietários de terra para ter acesso aos cangurus e agricultores cometendo fraudes e fornecendo informações falsas e enganosas sobre os pedidos enviados (de atiradores). Em um dos casos as autoridades já deram início aos trâmites legais para execução do processo.

Ainda de acordo com o relatório, os custos para o governo, que administra o teste, superaram os benefícios calculados durante o período experimental. Supostamente pelas fraudes.

A presidente da Sociedade Australiana de Cangurus, Nikki Sutterby, disse que quase metade dos cangurus de Victoria foi eliminada desde o início do teste, há apenas cinco anos.

“Centenas de milhares de cangurus indefesos foram brutalmente mortos ou deixados órfãos como resultado deste teste”, disse Sutterby.

Ela apontou para um estudo de 2014 que descobriu que atiradores profissionais, em alguns casos, tinham sido flagrados puxando cangurus por suas patas traseiras, enquanto os jogavam contra pedras, batiam em suas cabeças e os decapitavam sem misericórdia.

O departamento de meio ambiente insistiu que fez alterações no programa, incluindo protocolos de relatórios mais frequentes em relação ao número de canguru mortos e uma repressão às marcas remanescentes nas propriedades.

“O objetivo do programa é reduzir o número de cangurus com controle, independentemente do julgamento”, disse o representante do departamento.

Ele afirmou ainda que “o número de mortes de cangurus motivou mudanças no cumprimento, monitoramento e educação do programa e que fossem resolvidos os problemas que surgiram na avaliação e desempenho do mesmo”.

O programa de testes continua até o final deste mês.

População de golfinhos está sendo dizimada na Austrália

Foto: Marianna Boorman

As mortes dos filhotes têm provocando preocupações de que toda a população possa desaparecer.

Nos últimos dois anos, 11 dos 13 bebês nascidos no rio Port morreram – alguns deles atropelados por barcos.

Mike Bossley, da Sociedade de Conservação de Baleias e Golfinhos, disse à ABC Radio Adelaide que um filhote chamado Merlin foi encontrado morto no último domingo (17). Ele foi o quarto jovem golfinho a morrer na área perto de Port Adelaide neste verão. Na semana passada, um filhote chamado Sparkle também foi encontrado sem vida.

No dia 3 deste mês, um bebê com apenas um dia de vida foi encontrado morto por uma hemorragia grave, mas os cientistas não acreditam que ele foi atingido por um barco, porque não haviam feridas na parte exterior de seu corpo. Ele foi o terceiro filhote de ‘Ripple’ a morrer entre 2015 e 2019. As informações são do ABC News.

Foto: Marianna Boorman

Cath Kemper, cientista pesquisadora do South Australian Museum, disse que muito pouco se sabe sobre problemas de parto em golfinhos e que investigações são necessárias para confirmar a causa da morte.

Alerta
“Se essa taxa de mortalidade dos filhotes continuar, eventualmente a população vai desaparecer e isso é realmente triste para os golfinhos e para as pessoas que os amam”, disse Bossley.

“É também uma questão econômica bastante significativa, porque há muito turismo construído em torno dos golfinhos e eles se tornaram um verdadeiro ponto de venda para Port Adelaide localmente e até mesmo internacionalmente.”

Cerca de 50 golfinhos vivem no rio Port, que leva ao porto interno de Adelaide.

O Dr. Bossley disse que os golfinhos foram atraídos para Port Adelaide, apesar de seus perigos, porque era uma área de reprodução de peixes e era protegido de tubarões.

Medida emergencial

O governo da Austrália do Sul planeja introduzir um limite de velocidade de 7 nós dentro de parte do Santuário de Golfinhos de Adelaide.

Em novembro, o Ministro dos Transportes, Stephan Knoll, anunciou que seu departamento introduziria o limite na maior parte do Barker Inlet, a leste do Rio Port, a maioria dos quais atualmente não tem limite de velocidade. O mesmo limite já está em vigor no rio do Porto.

Foto: Sue Holman

Knoll, disse à ABC que os regulamentos para introduzir o limite de velocidade serão introduzidos nas próximas semanas.

O Dr. Bossley disse que a velocidade do barco era uma das poucas ameaças aos golfinhos que poderiam ser consertadas.

“Algumas das outras ameaças são doença e poluição e assim por diante, que são muito difíceis de mitigar, mas certamente a velocidade do barco é algo que o governo pode facilmente fazer, o que ajudaria a situação”, disse ele.

Em janeiro, a Autoridade de Proteção Ambiental (EPA) aprovou a Flinders Ports para dragar o rio Port para ampliar o canal de navegação. O trabalho deve começar em junho.