Calor escaldante da Austrália continua mantando milhares de morcegos

A ANDA noticiou recentemente que, apenas dois dias, uma onda de calor no norte da Austrália dizimou quase um terço dos morcegos da espécie raposa-voadora-de-óculos (Pteropus conspicillatus) do país. Os animais não conseguiram sobreviver às temperaturas, que passaram de 42°C.

Agora, mais de 2.000 “raposas voadoras” morreram em Victoria, pela onda de calor extremo e o governo do estado declarou uma emergência natural.

Na terça-feira, o Departamento de Meio Ambiente, Terra, Água e Planejamento (DEWLP) confirmou que cerca de 1.400 das espécies nativas morreram perto de Bairnsdale, na costa sudeste do estado. Outros 900 animais foram encontrados mortos em uma colônia de Gippsland perto de Maffra, leste de Melbourne. As informações são do Daily Mail.

Os animais morreram quando, na maior parte de Victoria, quando a temperatura ultrapassou os 40°C, na última sexta-feira(25).

Alguns morcegos que sobreviveram ao calor foram levados para um centro de reabilitação animais selvagens.

Cavalos selvagens também são afetados

Não são apenas os morcegos gigantes que estão morrendo devido às temperaturas escaldantes na Austrália.

Semana passada, dezenas de cavalos selvagens foram encontrados mortos dentro de um poço seco, no Território do Norte. Acredita-se que eles foram até lá em busca de água, mas como não a encontraram, não tiveram pra onde ir e morreram no local.

 

 

Seca na Austrália: coala segura a mão de homem que lhe deu uma garrafa d’água

A onda de calor que afeta a Austrália está prejudicando a vida de muitos animais, inclusive causando a morte de alguns deles, como morcegos e cavalos selvagens.

Adelaide, a capital do estado da Austrália Meridional, já registrou este mês 47.7°C, quebrando o recorde anterior de 46.1°C que foi estabelecido em janeiro de 1939.

Um vídeo recente capturou o momento em que um coala segurou a mão de um homem enquanto ele lhe dava água em uma garrafa.

Imagens do homem preocupado com a situação em Adelaide ajudando o coala com sede foram postadas na mídia social na última sexta-feira – um dia após temperaturas recordes atingirem a cidade. As informações são do Daily Mail.

O minúsculo coala pode ser visto agarrando a mão dele enquanto ele leva a água até sua boca. O animal sedento pode tomou a água rapidamente.

“Meu coração derrete … meu próprio coala resgatado”, dizia o post.

O vídeo que encantou a internet teve mais de 48.000 visualizações em menos de uma hora.

“Oh que lindo! E é por isso que deixo potes de água por toda parte. O coala está segurando sua mão, deus te ama”, uma pessoa disse.

“Apenas lindo, obrigado a essa pessoa de bom coração”, disse outro.

“Tão tocante! Amei como o coala segurou sua mão”.

 

 

Vacas são levadas pela correnteza e vão parar em praia lotada de crocodilos

O clima na Austrália tem enfrentado mudanças radicais e repentinas. Ondas de calor escaldantes afetam diversas cidades, matam os animais devido à seca e trazem problemas respiratórios. Agora, as fortes chuvas e os alagamentos preocupam a população e as autoridades.

Um rebanho de bois foi levado vivo até uma praia infestada de crocodilos. Acredita-se que o gado tenha sido pego pela correnteza nas águas do rio Daintree e, como resultado, foi levado para a praia de Wonga, no norte de Cairns, no último domingo (27).

Moradores que passaram pelo local ficaram nervosos depois de verem as vacas dentro da água. Alguns animais não resistiram a força da água e acabaram morrendo enterrados na areia.

A costa nordeste de Queensland, sofre sua pior inundação em 118 anos, segundo a Wild Search Australia.

Segundo testemunhas, o rio atingiu alturas espantosas de 12,6 metros, desde a noite anterior (26), e o gado sofreu as consequências desastrosas.

A moradora local, Bec Waters, disse que estava levando seu cachorro para passear na praia quando viu um boi ferido.

“Foi horrível. Tínhamos tido um clima maluco e o gado foi levado para o mar ”, disse ela ao Daily Mail Australia.

Vi um boi sobrevivente preso na lama e ele parecia muito cansado. Consegui ajudá-lo a mover-se em direção a um solo mais sólido e fora da lama escorregadia.

“Ele parecia exausto e deve ter nadado durante horas durante a noite”, acrescentou.

Mais a frente, Waters logo se deparou com outra cena triste enquanto continuava a caminhar pela praia.

“Vi as carcaças de dois bois mortos. Foi horrível e meu cachorro estava ficando louco”, ela disse.

Graças às fotos, que mostraram a marca do gado, os moradores locais conseguiram rastrear os proprietários e alertá-los sobre o trágico incidente.

Ela também contou que estava preocupada com crocodilos que chegavam na praia em uma tentativa de comer os pobres animais tão vulneráveis.

Outro morador, Ashton Davenport, também postou uma imagem de outras vacas ainda presas na água na praia.

Juntamente com a foto surpreendente, ele escreveu: “Os bois estão sendo levadas para Wonga Beach e outras praias vizinhas da Daintree !! Continuam vivos”

“Pegamos um boi marrom na água e depois um rebanho de 4 e eles se juntara. HÁ há um grupo de 5 vacas perambulando por aí na praia ou no matagal”, acrescentou.

A chuva no norte de Queensland causou enchentes e deslizamentos de terra, com algumas áreas recebendo mais de 400mm de chuva em menos de um dia.

Um aviso foi emitido para os moradores de Douglas Shire, que vivem nas proximidades do rio. O nível do rio Daintree agora está caindo, mas especialistas alertaram que as condições climáticas ainda continuarão.

 

 

Onda de calor na Austrália bate novo recorde:  49.5°C registrados no sul do país

Adelaide registrou 47.7°C de calor na tarde da quinta-feira, quebrando o recorde anterior de 46.1°C que foi estabelecido em janeiro de 1939.

Uma temperatura ainda mais alta de 49,5°C foi medida ao norte da cidade em meio a alertas de calor extremo no estado do sul da Austrália.

Meteorologistas esperam que as temperaturas comecem a cair na sexta-feira (25) com possíveis tempestades em Adelaide.

Milhares de australianos foram à praia para se refrescar nas ondas e muitos outros foram aos shopping centers para ficar longe das temperaturas escaldantes.

A onda de calor trouxe cortes de energia, provocou temores de incêndios florestais devastadores e enquanto dezenas de pessoas precisaram de tratamento de emergência para doenças relacionadas ao calor.

No Red Lion Hotel, no sul da Austrália, os pubs davam uma cerveja grátis para cada um de seus fregueses, enquanto a temperatura permanecia acima 45°C.

As autoridades de saúde emitiram advertência pública para evitar o contato com centenas de morcegos estressados ​​pelo calor em áreas de parques.

“Com a mudança climática bem e verdadeiramente sobre nós, estamos preocupados  que essas emergências ocorram com frequência cada vez maior e ninguém está realmente preparado para responder a elas”, disse David Ross, diretor do órgão representativo indígena do Conselho Central da Terra.

De acordo com o Daily Mail, as temperaturas também estão testando os serviços municipais, com os ônibus da SunCity sendo forçados a cortar seus serviços e os passageiros precisam recorrer a bondes ou trens para chegar em casa.

Os serviços de emergência estão em alerta, pois mais de 13 distritos estão sob ameaça de possíveis incêndios florestais.

Enquanto isso, no estado da ilha da Tasmânia, as autoridades continuaram a combater as chamas.

A onda de calor começou na semana passada e as cidades australianas estão entre os lugares mais quentes da Terra.

Cerca de um milhão de peixes foram encontrados mortos na semana passada ao longo das margens de um grande sistema fluvial no leste da Austrália, devastado pela seca.

 

 

animais mortos

Milhares de animais são assassinados por adoecerem devido à onda de calor extremo

Cerca de 2.500 camelos foram mortos a tiros na região de Goldfields, na Austrália Ocidental, quando chegaram do deserto de Gibson para se reunir em torno de fontes de água. E mais de 100 animais poderão ser mortos na Austrália Central por adoecerem devido à onda de calor extremo que tem se prolongado no país.

animais mortos

Foto: Ralph Turner

O Conselho Central da Austrália está consultando uma comunidade remota sobre a realização de um assassinato em massa de 120 cavalos, cabras e burros na Austrália central. O Conselho diz que matará os animais porque eles estão com “graves problemas de saúde e não podem ser transportados”.

Imagens chocantes mostraram 40 cavalos mortos no poço seco de Apwerte Uyerreme. Mais de 50 cavalos encontrados no mesmo local foram assassinados na última sexta-feira (18).

animal morto

Foto: Ralph Turner

“Cavalos e outros animais selvagens estão morrendo de sede e fome porque muitas fontes confiáveis ​​de água, como Apwerte Uyerreme, secaram na atual onda de calor”, disse o conselho na quinta-feira (24).

O Conselho planeja obter a permissão dos fazendeiros para matar todos os animais doentes. Mas até agora não disse nada sobre providenciar cuidados veterinários que estes animais obviamente precisam. Eles são vistos meros objetos que podem ser restituídos, e correm risco de vida nas mãos do Conselho.

Segundo a Goldfields Nullarbor Rangelands Biosecurity Association (GNRBA), mais de 25 mil camelos selvagens foram assassinados em terras não alocadas entre 2011 e 2013. A associação fornece descontos para fazendeiros que desejam comprar munição e também financia “abates aéreos”, aviões que despejam elementos tóxicos no ar, matando centenas, ou até milhares de animais de uma vez.

Dezenas de cavalos selvagens morrem por causa do calor escaldante

Temperaturas escaldantes foram culpadas por desencadear a morte em massa de dezenas de cavalos selvagens que foram encontrados em um poço seco.

Ralph Turner, um artista de Arrernte e oficial de engajamento de atividades, encontrou na semana passada os cavalos em Deep Hole, cerca de 20 km a nordeste de Santa Teresa, no Território do Norte, Austrália,

As fotos chocantes, postadas no Facebook, mostram cerca de duas dúzias de cavalos parcialmente decompostos espalhados dentro no poço,  informou a ABC News .

Turner fez a descoberta sombria durante uma viagem ao local para avaliar como a onda de calor do “Centro Vermelho” afetou os níveis de água. As informações são do Daily Mail.

“Eu não pude acreditar que algo assim aconteceu aqui, a primeira vez”, disse Turner.

O Red Centre tem chegado a alguns dos seus dias mais quentes ultimamente, com um recorde de 12 dias com temperaturas acima dos 42°C.

A cerca de 80 quilômetros de Santa Teresa, o aeroporto de Alice Spring registrou na última terça-feira (22) o maior número de dias acima de 42°C desde que a estação meteorológica foi inaugurada em 1940.

Temperaturas escaldantes foram responsabilizadas pelo desencadeamento da morte em massa dos animais.

O mentor de mídia de Santa Teresa, Rohan Smyth, disse que os cavalos podem ter morrido como resultado da desidratação severa, devido ao clima extremo que a comunidade experimentou recentemente.

“Os cavalos selvagens foram até lá procurando por água, que normalmente estaria lá. Então, basicamente, eles simplesmente não tinham mais para onde ir”, disse Smyth.

Ele acrescentou que os moradores de Santa Teresa estão profundamente preocupados com o bem-estar dos cavalos pela forte ligação que eles têm com os animais.

“Eles são animais selvagens, então, têm um impacto do meio ambiente”, disse ele.

 

 

 

Austrália oferece ajuda a nações do Pacífico no combate à mudança climática

As preocupações com o aquecimento global e suas terríveis consequências para o planeta estão cada vez maiores à medida que pouco e lentamente os governos trabalham para retardar o problema. Alguns deles inclusive manifestam interesse de abandonar o acordo climático de Paris, como Estados Unidos e Brasil.

Scott Morrison e sua esposa Jenny chegam a Port Vila, Vanuatu. Foto: AAP

Outros, como a Austrália, mostram interesse em cooperar com o futuro incerto do planeta.

O primeiro-ministro Scott Morrison é o primeiro líder australiano a visitar Vanuatu, na Oceania, desde 1990. Em um encontro com o primeiro-ministro Charlot Salwai em Port Vila, na última quarta-feira (9), ele prometeu ajudar Vanuatu e outras nações do Pacífico a lidar com os efeitos da mudança climática para que possam seu estilo de vida.

“Estamos muito comprometidos com os recursos no Pacífico para gerar programas que possam lidar com os impactos da mudança climática aqui”, disse Morrison no início de uma reunião com autoridades.

Segundo o The New Daily, Morrison disse também que a Austrália trabalharia diretamente com as nações do Pacífico para enfrentar as mudanças climáticas.

“Em vez de passar por agências internacionais com fundos como esse, acreditamos que podemos fazer isso da melhor forma como parceiros”, disse ele.

O Sr. Salwai agardeceu a oportunidade de falar sobre segurança, infraestrutura e economia, como o programa de trabalhadores sazonais e o esquema de trabalho do Pacífico na agenda.

Morrison disse que a Austrália está trabalhando duro para garantir oportunidades para jovens trabalhadores do Pacífico obterem treinamento e habilidades futuras.

O primeiro-ministro australiano viajará a Fiji na quinta-feira para mais reuniões sobre segurança, infraestrutura e economia.

Chris Bowen, front-office do Partido Trabalhista, disse que Morrison e o governo haviam ignorado o Pacífico por muito tempo, então era realmente importante que ele visitasse as nações insulares.

 

A onda de calor que matou um terço dos morcegos-raposas da Austrália

Muitos animais foram encontrados mortos em Cairns, cidade em Queensland — Foto: David White

Em apenas dois dias, uma onda de calor no norte da Austrália dizimou quase um terço dos morcegos da espécie raposa-voadora-de-óculos (Pteropus conspicillatus) do país, segundo pesquisadores.

Os animais, que também são chamados na região de morcegos-da-fruta-de-óculos, não conseguiram sobreviver às temperaturas, que passaram de 42°C.

Na cidade de Cairns, moradores viram os morcegos caindo das árvores em seus quintais e piscinas.

Equipes de salvamento encontraram os animais em pequenos grupos, geralmente em galhos de árvores mais próximos do solo.

“Era muito deprimente”, disse um socorrista, David White, à BBC.

‘Proporções bíblicas’

Pesquisadores da Universidade de Western Sidney estimam que 23 mil morcegos da espécie tenham morrido durante a onda de calor, que atingiu a região em 26 e 27 de novembro.

Eles chegaram a esse número depois de analisar contagens feitas por equipes de salvamento que visitaram, logo após a onda de calor, sete locais onde havia colônias de raposas-voadoras-de-óculos.

O pesquisador chefe da equipe, Justin Welbergen, acredita que a “escala bíblica” das mortes pode ser até maior – chegando a 30 mil animais. Isto porque alguns dos locais em que os morcegos geralmente são encontrados não foram incluídos.

Em toda a Austrália, o número de representantes da espécie não passava de 75 mil antes da onda de calor, segundo estimativas oficiais.

A raposa-voadora-de-óculos – cujo nome se deve à pelagem mais clara em torno dos olhos – também é encontrada na Papua-Nova Guiné, na Indonésia e nas Ilhas Salomão.

Na Austrália, a espécie só é encontrada em uma pequena área de floresta tropical na região norte do país, onde ajuda a polinizar as árvores nativas.

Welbergen diz que cerca de 10 mil morcegos de outra espécie próxima – a raposa-voadora-negra – também não resistiram ao calor.

Não é incomum que raposas-voadoras morram quando a temperatura passa de 42°C, segundo os pesquisadores. Na onda de calor de novembro, Cairns atingiu sua maior temperatura já registrada, de 42,6°C.

 

Batalha pela proteção

Há tempos que os especialistas alertam para os riscos à sobrevivência da raposa-voadora-de-óculos.

A população destes animais diminuiu pela metade nos últimos dez anos, diz David Westcott, que chefia o Programa Nacional de Monitoramento da Raposa-Voadora, do governo australiano.

No passado, mortes em massa deste tipo de morcego eram associadas a ciclones. Mas, nos últimos anos, as ondas de calor se tornaram um perigo maior, afirma Westcott.

“Estamos muito preocupados. É um declínio populacional massivo para uma espécie que não está sob pressão significativa de nenhum outro fator, tirando os eventos climáticos”, disse ele à BBC.

Mesmo antes da onda de calor de novembro, ambientalistas já estavam pressionando o governo da Austrália para revisar a classificação da espécie, de “vulnerável” para “em risco” – uma mudança que poderia fortalecer a luta pela conservação destes animais.

Globalmente, a espécie é classificada como “pouco preocupante” pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza).

Alguns especialistas temem que a falta de simpatia do público em geral pelos morcegos enfraqueça o trabalho de preservação. Esta aversão geralmente está relacionada ao medo de contrair doenças dos morcegos aos barulhos que algumas espécies produzem nas cidades.

Esta semana, durante uma onda de calor no Estado australiano da Nova Gales do Sul, a autoridades alertaram os moradores para que não se aproximassem dos morcegos, por causa da possibilidade de ataques.

“Eles são vistos como ‘ratos com asas’, então qualquer iniciativa de conservação é difícil”, diz Westcott. “Pode apostar que teve gente feliz em ver os morcegos morrendo na onda de calor”.

Fonte: G1

Fazendeiros torturam bois com coleiras de choque elétricos

As crueldades na indústria da carne e a rotina aterrorizante infligida aos animais diariamente já são conhecidas. Mas parece que a maldade humana não tem limites.

Agricultores do Território do Norte, na Austrália, estão sendo acusados pelos ativistas da PETA de torturar os animais com uso das coleiras de choque elétrico para que eles não desgarrem.

Infelizmente, a tecnologia tornou-se legal no território, na última segunda-feira (14) e a ministra da Indústria Primária, Nicole Manison, divulgou uma isenção ao ato de bem-estar animal que permitiria aos agricultores o uso dos colares por um ano se tivessem uma licença.

Ashley Manicaros, chefe-executivo da Associação de Criadores do Território do Norte, disse que os colares são uma ferramenta útil para impedir que o gado ande por estradas sem proteção, onde eles são um perigo para as pessoas e para eles mesmos.

“Por causa da vastidão do Território do Norte, a capacidade de mover, rastrear e controlar o gado é vital”, disse ele.

Os colares eShepard são movidos a energia solar e funcionam com tecnologia GPS. Se um animal vagueia fora de uma linha de cerca virtual, o eShepard envia um aviso de áudio e, em seguida, um choque elétrico ‘suave’ no indefeso animal. As informações são do Daily Mail.

A PETA se referiu à tecnologia como “dispositivos de tortura” e disse que “algumas pessoas” as compararam a causar dor equivalente a “uma facada no pescoço”.

O fabricante do produto diz que é muito mais seguro do que cercas elétricas.

“O eShepherd é muito mais seguro do que cercas elétricas porque os animais não estarão  sujeitos a tomarem choques descontrolados, o que aconteceria caso ficassem presos nas cercas”, diz o site da empresa.

Seja qual for a “solução” para manter o gado dentro do pasto, sendo criado até o momento abate, ela é cruel e desumana para eles. O confinamento traz consequências irreversíveis para a saúde física e mental destes animais, que após tanto sofrimento são mortos para o consumo humano.

 

Mais de 13 milhões de animais são explorados para fins científicos

Estatísticas revelam que mais de 13 milhões de animais foram explorados em pesquisas científicas, testes e estudos em Queensland, Austrália, durante todo o ano de 2018. Isso foi um aumento de 194% em relação ao ano anterior, quando foi calculado um total de 4,52 milhões de animais explorados.

galinhas

Foto: Getty Images

Segundo o relatório anual do Comitê de Ética Animal da Austrália, aves domésticas como galinhas e patos compunham o maior grupo de animais explorados para fins científicos no período entre 2017 e 2018, com mais de 12 milhões, seguidos por quase meio milhão de “outros mamíferos nativos”, que incluíam raposas voadoras e bandicoots, uma espécie de marsupial australiano.

Tartarugas, bois, cangurus, coelhos, cães, baleias e golfinhos, gambás, porcos, gatos, coalas, ratos e vombates também foram explorados.

Dos 154 projetos científicos do ano passado, quase 70% envolveram “intervenção consciente sem anestesia”, 3,2% envolveram animais inconscientes sem recuperação, enquanto 1,9% tiveram a morte dos animais como ponto final.

Isso significa que a morte do animal era uma medida deliberada da coleta de dados, e poderia incluir testes de toxicidade ou estudos de doenças nos quais se planejava que os animais morreriam.

“Inconsciente sem recuperação” poderia envolver o ensino de técnicas cirúrgicas em animais vivos e anestesiados que não poderiam se recuperar após o procedimento, ou animais assassinados para uso científico posterior, como ratos e sapos para dissecação.

O detalhamento completo de quantos indivíduos estavam envolvidos em cada categoria de projeto não foi fornecido pelo comitê.

Mais da metade dos projetos eram estudos ambientais; um em cada quatro eram para a “manutenção e melhoria de espécies ou saúde e bem-estar humanos”; 10% dos projetos tinham intenção “educativa”; 3,2% eram para a “compreensão da biologia humana ou animal”; e 5,8% para melhorar a gestão ou produção animal.

A diretora-executiva da Humane Research Australia, Helen Marston, disse que sua organização queria que a pesquisa com animais fosse eliminada, já que algumas das coisas às quais os animais foram expostos eram “verdadeiramente horrendas”.

“Além da óbvia crueldade em explorar os animais envolvidos como ferramentas de pesquisa, isso não é relevante para a medicina humana, pegar dados de um animal e os usar para correlacionar com os humanos”, disse ela.

“Existem tantas alternativas que são mais humanas e mais específicas, e precisamos abandonar esses métodos retrógrados de pesquisa.”