Após ser privada da liberdade por 8 anos, baleia morre no Sea World

Baleia-piloto Fredi em cativeiro | Foto: Sea World

Baleia-piloto Fredi em cativeiro | Foto: Sea World

A baleia-piloto que foi resgatada e realocada em um parque do SeaWorld após encalhar nas ilhas Florida Keys, no sudeste dos Estados Unidos oito anos atrás, morreu no último final de semana.

Responsáveis pelo SeaWorld Orlando publicaram no blog do parque a informação de que a baleia classifica como NOAA 301, mais conhecida como Fredi, morreu no sábado após uma longa luta contra uma doença infecciosa.

Fredi era parte de um encalhe coletivo de 23 baleias-piloto em 2011 perto de Cudjoe Key, na Flórida. Treze dessas baleias morreram.

Oito baleias, incluindo Fredi, foram inicialmente salvas e resgatadas após o incidente. Fredi foi considerada incapaz de ser libertada de volta à vida selvagem devido à sua pouca idade, então acabou sendo transferida para o Sea World Orlando.

Duas das oito baleias resgatadas foram tratadas e devolvidas à natureza.

“A baleia-piloto, NOAA 301, tinha problemas de saúde desde que foi resgatada”, escreveu o Sea World em seu blog.

“Através de um exame físico e amostras de outros exames de diagnóstico, os veterinários descobriram que ela tinham uma infecção. Apesar dos cuidados recebidos, a sua saúde e qualidade de vida continuaram a diminuir acentuadamente.

O resgate das baleias encalhadas nas ilhas Keys em 2011 levou dois meses para ser concluído

O jornal Orlando Sentinel relata que Fredi foi a segunda baleia morta no parque de Orlando este ano. Kayla, uma orca de 30 anos, morreu de causas desconhecidas em janeiro.

Fredi com outras baleias em cativeiro | Foto: Sea World

Fredi com outras baleias em cativeiro | Foto: Sea World

O SeaWorld tem passado por uma crescente e detalha investigação de ativistas pelos direitos animais nos últimos anos, em parte devido à divulgação do documentário “Blackfish”, que conta a história de uma orca que matou seu treinador no parque temático.

Já é do conhecimento público, graças a essas e outras iniciativas, que manter golfinhos e baleias em cativeiro é prejudicial para esses animais inteligentes.

O Sea World vem tendo quedas contínuas na audiência dos shows, são anos de queda nas vendas de ingressos depois que o documentário “Blackfish” foi lançado, de acordo com o Orlando Sentinel.

Em 2018, o Sea World pagou 5 milhões de dólares em multas para liquidar um S.E.C. processo alegando que a empresa enganou os acionistas sobre o impacto que o “Blackfish” teria em no desempenho financeiro do parque, de acordo com o New York Times.

Austrália se opõe à caça de baleias feita pelo Japão

Foto: Tim Watters/Sea Shepherd Australia/EPA

Foto: Tim Watters/Sea Shepherd Australia/EPA

A frota de navios de caçadores de baleias do Japão chegou ao porto de Shimonoseki no fim de semana com um registro assustador de 333 baleias mortas.

Se a matança feita pelos caçadores japoneses se assemelhar a do ano passado, em que mais de 100 baleias grávidas e 50 delas ainda muito jovens foram mortas, as perdas para a espécies serão imensas. Mas a partir de agora, as coisas parecem estar se movendo para um rumo diferente.

O anúncio feito pelo Japão ano passado, sobre sua saída da Comissão Internacional da Baleia (IWC), significou, entre outros pontos, que os baleeiros provavelmente nunca mais voltariam ao Oceano Antártico. Agora eles só poderão caçar baleias em “suas próprias águas”.

Pela primeira vez em mais de 100 anos, as baleias do Oceano Antártico estão livres da ameaça iminente de uma nação que pretende persegui-las.

A Noruega montou uma estação de caça às baleias na Antártida em 1904 e os baleeiros japoneses têm ido para o sul todo verão desde antes da Segunda Guerra Mundial, juntando-se a dezenas de navios-pesqueiros da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos. O único alívio temporário que as baleias tiveram foi devido a segunda guerra mundial.

Então, não se pode subestimar o peso dessa decisão histórica, tanto para o Japão quanto para as baleias do Oceano Antártico que vivem ao redor da Antártida.

Infelizmente, o governo australiano não poderá descansar nem acreditar que a guerra contra as baleias foi vencida pois com as eleições australianas em maio, dentro de um mês com o próximo governo tomando posse, o Japão voltará para matar baleias em suas próprias águas.

O impacto que isso terá sobre essas espécies migratórias ainda não é claro, mas a crueldade em matar e remover dos mares esses gigantes oceânicos é inquestionável.

Só porque essas mortes estão acontecendo em um hemisfério diferente não significa que isso não seja um problema global, e a posição da Austrália como líder mundial na conservação das baleias agora enfrenta um novo e difícil teste.

O próximo governo australiano precisa deixar claro que quem quer que esteja matando baleias será chamado a prestar contas. O Japão pode ter deixado a IWC, mas não pode escapar à sua responsabilidade internacional de conservarão das populações de baleias.

O representante da Austrália na IWC, Nick Gales, disse ao Japão na mais recente reunião da comissão no Brasil, que globalmente o país tinha “perdido sua licença social” para matar baleias.

O Japão não vai recuperá-la apenas por deixar o grupo mundial que foi criado para garantir a conservação e gestão da espécie.

O Japão alega que vai caçar as baleias de acordo com os métodos da IWC para calcular os limites de captura “para evitar impactos negativos sobre os recursos dos cetáceos”. Mas a realidade é que o interesse do Japão pela conservação das baleias é falso. Em diversas reuniões da IWC, o Japão bloqueou e se opôs a inúmeras medidas de conservação da espécie, conforme informações do The Guardian.

As baleias enfrentam muitas ameaças e a Austrália tem desempenhado um papel de liderança na condução da agenda de conservação da IWC. Quando os ministros australianos chegam a essas reuniões, eles são tratados como celebridades. É um reconhecimento merecido por duros anos de combate à pesca de baleias. A Austrália levou o Japão e a premissa falsa de seu programa “científico de caça às baleias” para o tribunal internacional de justiça da ONU em 2014 – e venceu.

Na mais recente reunião da IWC, a Austrália esteve novamente na linha de frente bloqueando as tentativas do Japão de reescrever as regras de votação da IWC e encerrar a proibição de 33 anos de duração sobre a caça às baleias.

Mas agora a Austrália precisa garantir que a IWC se torne uma organização capaz de proteger as baleias de todas as outras ameaças que elas enfrentam.

Ameaças que incluem o aumento no transporte marítimo global que coloca mais baleias em risco de colisões e torna os oceanos mais barulhentos; os “enredamentos” acidentais, estima-se que 300 mil cetáceos morrem acidentalmente a cada ano depois de serem apanhados em equipamentos de pesca; e a explosão na exploração offshore de petróleo e gás que expõe as baleias aos efeitos sonoros desorientadores das explorações sísmicas.

A hora é propícia para levar esses esforços a níveis mais altos, pois a urgência se torna imperativa dada a proximidade e tamanho das ameaças.

Mas não são apenas as baleias que precisam ser salvas. A retirada do Japão da comissão ameaça o futuro da própria IWC. Como o país paga a maior taxa de associação, sua saída cria um significativo buraco de 230 mil dólares nas contas financeiras da comissão – ou seja, 8% das taxas que recebe dos governos. Tentativas de usar que esse déficit como desculpa para reduzir os esforços de conservação serão feitas.

Como guardião dos oceanos com a maior biodiversidade do planeta e de áreas marinhas de renome mundial, como a Grande Barreira de Corais, o Recife Ningaloo e a Grande Baía Australiana, a Austrália construiu uma reputação de líder global em conservação marinha.

Mas essa liderança tem sofrido ameaças. Principal atração turística do país, a Grande Barreira de Corais, tem lutado para sobreviver ao aquecimento global, enquanto a política climática do governo tem se deteriorado.

O governo australiano excluiu cerca de 35 milhões de hectares de zonas de proteção da sua rede de parques marinhos. O número de tubarões em Queensland despencou em três quartos, enquanto as autoridades resistiam em aderir aos esforços globais para proteger essas espécies marinhas.

O próximo governo do país enfrentará o desafio do retorno do Japão à caça de baleias. O mundo todo espera que o pais se erga em defesa da espécie mais uma vez. Porém, a Austrália também tem assuntos ambientais internos para colocar em dia.

Saída do Japão da IWC

O Japão saiu da Comissão Internacional das Baleias (IWC) para poder retomar a caça comercial do animal em julho de 2019. O anúncio da saída foi feito em dezembro de 2018, três meses após a IWC se opor à petição do país asiático para retomar a atividade.

O secretário-chefe do gabinete, Yoshihide Suga, disse que a caça será limitada às águas territoriais do Japão e à sua zona econômica exclusiva ao longo da costa do país e que o Japão interromperá suas expedições anuais para os oceanos Antártico e Pacífico Noroeste.

Com a decisão, o Japão se torna a terceira nação a praticar abertamente a caça, junto da Islândia e Noruega.

“Lamentavelmente, chegamos a uma decisão de que é impossível na IWC buscar a coexistência de estados com visões diferentes”, disse Suga.

Suga disse também que a IWC tem sido dominada por ambientalistas e que o Japão está desapontado com seus esforços para administrar as populações de baleias, embora a IWC tenha um mandato para a conservação de baleias e o desenvolvimento da indústria baleeira.

A decisão não foi bem recebida pela comunidade internacional. A Austrália disse estar “extremamente desapontada”, e a Nova Zelândia lamentou a retomada da “ultrapassada e desnecessária” matança de baleias. No entanto, o ministro das Relações Exteriores da Austrália e Nova Zelândia, Winston Peters, saudou a retirada do Japão do oceano sul.

O grupo ambientalista Greenpeace também condenou a decisão e contestou a opinião do Japão de que as populações de baleias se recuperam, dizendo que a vida oceânica está sendo ameaçada pela poluição e pela pesca excessiva. As informações são do Daily Mail.

“A declaração do Japão está fora de sintonia com a comunidade internacional e menos ainda com a proteção necessária para o futuro dos nossos oceanos e dessas criaturas majestosas”.

“O governo do Japão precisa urgentemente agir para conservar os ecossistemas marinhos, em vez de retomar a caça”, disse Sam Annesley, diretor executivo do Greenpeace Japan, em um comunicado.

Diplomacia

A decisão do Japão, causou estranheza por se tratar de uma ação unilateral, sendo que o país não costuma adotar medidas assim em sua diplomacia.

Em setembro de 2018, o Brasil sediou a 67ª reunião anual da IWC, ocasião na qual a petição do Japão para retomar a caça foi rejeitada por 41 votos contra 27.

Segundo o Estadão, o vice-ministro japonês da Pesca, Masaaki Taniai, lamentou o resultado da votação e disse que a possibilidade de abandonar a IWC seria uma última opção.

Tecnicamente, o país asiático nunca deixou de caçar baleias, já que se aproveitava de uma falha a moratória de 1986 que autoriza a captura dos animais para investigações científicas. Mas a carne das baleias, de um jeito ou de outro, acabava nas peixarias.

Projeto que proíbe golfinhos e baleias de serem mantidos em cativeiro a um passo de ser aprovado

Qila uma baleia beluga que vive no Quário de Vancouver | Foto: Jonathan Hayward/Canadian Press

Qila uma baleia beluga que vive no Quário de Vancouver | Foto: Jonathan Hayward/Canadian Press

Um projeto de lei que prevê a proibição do cativeiro de baleias e golfinhos no Canadá passou no Comitê de Pesca da Câmara do Comuns (Parlamento canadense) nesta terça-feira e está pronto para ir a um debate final e votação.

Quase quatro anos depois da legislação ter sido introduzida pela primeira vez no Parlamento, o Comitê de Pesca do parlamento passou adiante a lei proibindo o cativeiro de baleias e golfinhos no Canadá.

O projeto chamado de S-203, patrocinado inicialmente pelo senador liberal Wilfred Moore em 2015, proíbe manter e criar cetáceos em cativeiro por meio de emendas ao Código Penal – tudo menos o final de uma prática que já foi um marco na experiência com parques temáticos no país.

O projeto de lei foi aprovado pelo Comitê, sem alterações, na terça-feira, com o apoio dos parlamentares liberais e do NDP.

Uma emenda à legislação, por menor que seja, efetivamente teria afetado a movimentação do projeto de lei nos últimos dias do parlamento, já que uma lei modificada teria de ser enviada de volta ao Senado para outra votação final. O projeto de lei enfrentou uma resistência sem precedentes de alguns senadores conservadores na Câmara Vermelha e restam apenas oito semanas de espera nessa etapa.

O voto da comissão – e o contínuo apoio ao projeto pelo governo liberal – são uma vitória para os ativistas dos direitos animais responsáveis pela conscientização do dano que reapresenta para a espécie, manter essas criaturas altamente inteligentes em tanques de concreto, alertando que esta é uma forma cruel e perversa de entretenimento.

Foto: Darryl Dyck/Canadian Press

Foto: Darryl Dyck/Canadian Press

“O projeto de lei é simples e direto. Ele se apoia no argumento de que colocar essas belas criaturas nos tanques e cativeiros em que elas são mantidas é intrinsecamente cruel”, disse o senador independente Murray Sinclair, ex-juiz que ajudou a impulsionar o projeto de lei através do parlamento.

Se for aprovado pelo parlamento, o projeto permitirá a aplicação de multas de até 200 mil dólares em parques e aquários que violarem as definições de crueldade contra animais do Código Penal.

Camille Labchuk, diretora executiva da Animal Justice, um grupo de defesa dos direitos animais que há muito apoia o projeto, disse que embora a legislação ainda esteja enfrentando uma crise de tempo parlamentar (proximidade de eleições), ela está confiante de que tem votos suficientes para aprovar a lei quando ela chegar a votação final.

“Estou muito feliz que os liberais tenham resistido à pressão para acabar com a lei. Acho que a razão pela qual eles foram convencidos a salvar essa legislação foi o poder de ação dos canadenses que contataram esses políticos em massa”, disse ela em entrevista à CBC News.

“Provavelmente mais de 20 mil e-mails e telefonemas foram feitos nos dias que antecederam a votação. Essa proibição é algo que os canadenses em todo o país realmente desejam. Eles assistiram Blackfish e The Cove, e entenderam que baleias e golfinhos não devem mais ser mantidos em cativeiros – os que estão livres na natureza viajam longas distâncias, mergulham profundamente, vivem em estruturas familiares complexas e desfrutam de uma qualidade de vida muito melhor do que a miséria e a esterilidade de viver em um tanque”, disse Labchuk.

O parque Marineland em Niagara Falls, Ontário, tem sido um forte oponente ao projeto, usando como desculpa para manter os animais presos, a alegação de que caso a lei seja aprovada, ela ameaçaria os esforços de conservação nos parques temáticos onde esses animais estão em exibição. O parque também tentou usar o frágil argumento de que o projeto ameaçaria o emprego de centenas de moradores locais durante os meses de verão.

No entanto, os cetáceos existentes serão salvaguardados pelo projeto, o que significa que o parque pode manter todos os animais que possui atualmente.

Foto: John Raoux/Associated Press

Foto: John Raoux/Associated Press

De acordo com dados fornecidos pelo Departamento de Pesca e Oceanos, a Marineland possui cerca de 61 cetáceos: 55 baleias-beluga, cinco golfinhos-nariz-de-garrafa e uma orca. O Vancouver Aquarium tem apenas um desses mamíferos.

“Marineland tem baleias belugas suficientes para continuar por mais 30 anos, então nenhum trabalho será perdido como resultado disso no futuro imediato”, disse Sinclair.

“Essa lei é necessária porque, a longo prazo, nossa sociedade ficará muito melhor se começarmos a tratar outras criaturas da mesma forma que nós mesmos sentimos que devemos ser tratados”, concluiu o senador.

A esperança de muitos ativistas é que alguns ou todos os mamíferos atualmente em cativeiro sejam “aposentados” eventualmente e sejam transferidos para um santuário à beira-mar em Nova Escócia.

Andrew Burns, advogado de Marineland, argumentou que o projeto de lei é inconstitucional e sinalizou potenciais problemas legais que o parque pode enfrentar quando um cetáceo atualmente grávido der à luz depois que a lei – que proíbe o nascimento – for aprovada.

Rússia anuncia libertação de 100 baleias após protestos internacionais

Após o clamor internacional que recaiu sobre o que veio a ser conhecido como a “cadeia de baleias” da Rússia, autoridades anunciaram que quase 100 baleias serão libertadas de sua prisão gelada.

Mas o Kremlin avisou que a liberação das 11 orcas e 87 baleias belugas é um processo que deve levar anos.

Grupos de bem-estar animal afirmam que as baleias estão sendo mantidas em condições precárias e cruéis com a intenção de serem vendidas a aquários e compradores chineses.

Segundo o Telegraph, do Reino Unido, uma única orca pode chegar a custar 8,4 milhões de dólares.

A “cadeia de baleias” está localizada perto do Mar de Okhotsk, no extremo leste da Rússia, a 7 mil quilômetros a leste de Moscou.

O explorador francês e fundador da Sociedade do Futuro do Oceano, Jean-Michel Cousteau, disse que, com a ajuda de especialistas, cada baleia é agora conhecida e esforços serão feitos para readaptar cada uma delas “para que sejam liberadas naturalmente no meio ambiente”.

“A maioria, se não todas, se pudermos liberá-las, elas serão soltas onde foram capturadas. Assim, elas podem ser reconectadas, assim esperamos, não apenas com a mesma espécie, mas potencialmente com parte da família, do grupo ou dos amigos anteriores à captura”, disse Cousteau.

“Não é fácil, mas vai acontecer, espero que para a maioria deles.

“Esse é nosso objetivo, para cada um de nós, libertá-las. E isso pode levar anos. Ainda não sabemos.”

De acordo com o ministro de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Rússia, Dmitry Kobylkin, seria “impossível” liberar os animais durante o inverno.

“Nós passamos, por um momento muito difícil, no inverno. Durante esse período, foi impossível liberar os animais, teríamos perdido todos eles”, disse ele.

“Agora que com a chegada do verão é o momento ideal para este trabalho pode ser feito, e ele deve ser feito”, afirma ele.

De acordo com uma moratória mundial sobre a caça comercial de baleias, as baleias podem ser capturadas apenas para fins científicos e educacionais.

O Greenpeace exigiu a liberação de todas as orcas e belugas.

“Estes animais fascinantes sofrem severamente em cativeiro, devido à impossibilidade de viajar pelos oceanos, praticando seu comportamento natural, a falta de alimento natural e também porque estão sob forte estresse social, pois foram retirados de seu habitat natural, grupos sociais e familiares “, disse o Greenpeace.

Washington quer proibir excursões para observação de baleias

Foto: Getty Images

Durante todo o verão, as orcas do noroeste do pacífico são perseguidas por barcos lotados de turistas para observá-las – o que é uma grande ameaça.

O ruído da embarcação atrapalha os sinais de ecolocalização que as baleias usam para encontrar comida e a presença de barcos as distrai da alimentação.

Um estudo mostrou que as orcas perdem até 25% de seu tempo de exploração quando as embarcações estão por perto. Com o declínio do salmão chinook, sua principal fonte de alimento, essa perda é completamente insustentável.

Para resolver esse problema é preciso manter os barcos mais afastados das baleias, reduzindo-os e mantendo-os fora das principais áreas de forrageamento. Mais importante ainda, é necessário proibir temporariamente a observação de baleias na população pelos próximos três anos, quando a Fisheries and Oceans Canada espera que o retorno do salmão chinook. Juntamente com outras medidas, uma suspensão temporária é um passo responsável que também foi recomendado por uma força-tarefa norte-americana. As informações são do Vancouver Sun.

Os operadores

A indústria diz que para eliminar essa perturbação basta aplicar um limite de velocidade próximo às baleias, argumentando que isso ajudaria a reduzir o ruído. Mas o barulho não é o único problema dos observatórios. A presença dos barcos pode mudar o comportamento das baleias. No caso de berçários, se estressadas com a movimentação, mães e filhotes abandonam a área.

Eles também alegam que a frota de observação de baleias é essencial para a fiscalização na água, proporcionando uma distância de visão para os outros velejadores, mas na verdade a frota serve como um imã para outras embarcações, criando grande parte do tráfego.

Anos de monitoramento já mostraram que a melhor maneira de garantir um bom comportamento do navegador em torno das orcas é colocar uma coação na água. A presença de um barco de patrulha do Estado de Washington reduziu as violações dos navegadores em 60 a 90%.

Em 2010, o governo dos EUA propôs um santuário de orcas na costa oeste da ilha de San Juan e os os operadores lutaram para impedi-lo. Eles conseguiram.

Felizmente, nem todo operador assume a mesma posição. Alguns se comprometeram a não observar os moradores do sul, mas são abafados por outros oposto.

O governo deve agir para salvar as orcas e também para mostrar a verdade por trás da observação.

As pessoas querem ver baleias selvagens porque lhes é prometido respeito. Se os operadores não recuarem e deixarem as baleias procurarem o salmão sem serem perturbadas, seus clientes perceberão e isso afetará diretamente a indústria com a redução na procura dos serviços de observação.

Celebridades pedem a Vladimir Putin que liberte baleias em cativeiro

Kate Mara. Foto: Don Flood

A atriz vegana Kate Mara é uma das muitas celebridades que assinaram uma carta a Vladimir Putin solicitando a libertação de 90 baleias belugas e 11 orcas mantidas em cativeiro em Srednyaya Bay.

Kate se uniu a uma série de outras celebridades apoiadoras da PETA, incluindo Mark Ruffalo, Maisie Williams, Hayden Panettiere, Edward Norton e Adrian Grenier para assinar uma carta enviada pela organização de apoio à defesa dos direitos humanos Earth Island Institute. As informações são do Plant Based News.

Recentemente, autoridades russas acusaram quatro empresas por confinar belugas e orcas em minúsculos recintos lotados, apelidados de “cadeias de baleias”, na costa do Pacífico.
É ilegal na Rússia capturar cetáceos, exceto para fins científicos e educacionais; as empresas que capturaram essas baleias reivindicaram um propósito educacional. Belugas valem milhares de dólares em parques marinhos na China , enquanto orcas valem milhões.

Acredita-se que muitas das belugas e todas as orcas, mantidas em cativeiro desde o verão, seriam vendidas para aquários chineses e algumas das belugas para instalações russas.

A denúncia gerou revolta pública e apelos de celebridades. Após a pressão, Putin ordenou uma avaliação de todas as opções, incluindo a liberação dos animais, mas não houve nenhuma mudança ou ação significativa até o momento.

Dúzias de baleias orcas e beluga mantidas em cativeiros apertados em Nakhodka, Russia | Foto: AFP/Getty Images

O governo

Putin já tomou medidas para bloquear a exportação dos animais em outros países, o que a PETA elogiou, dizendo que “baleias e golfinhos não lidam bem com o cativeiro”.

A PETA também elogiou os passos dados pelo governo russo em bloquear novas permissões de captura para 2019. Ele diz que “apoia a iniciativa russa de implementar uma proibição permanente da captura de orcas russas e baleias belugas”.

“Gostaríamos de pedir-lhe para tomar várias medidas importantes para o bem-estar das baleias remanescentes nas canetas do mar…e devolver as orcas e as baleias beluga ao Mar de Okhotsk quando viável”, diz a carta.

“O mundo está esperando por um final feliz.”

Estudo científico condena a exploração de baleias e golfinhos em cativeiro

Foto: Reprodução/WAN

Foto: Reprodução/WAN

De acordo com um relatório produzido pelo Animal Welfare Institute (AWI) e WorldAnimal Protection (WAP) a situação dos mamíferos marinhos em cativeiro esta mudando, mas operações de captura ao vivo, shows itinerantes com golfinhos, mares poluídos e mortes de animais desnecessárias continuam a manchar a indústria exploratória desses animais em todo o mundo, especialmente na Ásia.

A quinta edição do relatório “O Caso Contra Mamíferos Marinhos em Cativeiro”, divulgada na conferência da ITB em Berlim (Alemanha), pretende ser material de referência para aqueles que desejam entender porque é inaceitável confinar e explorar mamíferos marinhos em exibições públicas e entretenimento.

Citando evidências científicas sólidas e argumentos éticos, o relatório de 156 páginas investiga a realidade dos bastidores de zoológicos, aquários e parques temáticos marinhos que exibem esses animais, que apesar de garantirem a “segurança e conforto” das instalações, não fornecem informações essenciais ou mesmo precisas a respeito dos recursos de conservação ou educacionais. Mamíferos marinhos sofrem problemas de saúde física e mental como consequência do confinamento em tanques pequenos. A falta de avaliação científica aprofundada e rigorosa sobre o bem-estar desses animais em cativeiro usados nessas operações é uma questão de preocupação global.

“Mamíferos marinhos simplesmente não podem ser mantidos em cativeiro”, disse a dra. Naomi Rose, principal autora do relatório e cientista especializada em mamíferos marinhos da AWI, em um comunicado. “Quase todas as espécies de mamíferos marinhos são predadores de grande alcance e o melhor que esta indústria exploratória faz por eles são tanques de concreto ou pequenos currais marítimos cercados”.

A quinta edição deste relatório – produzido pela primeira vez em 1995 – é especialmente oportuna considerando o recente anúncio feito pelo Dolphinaris Arizona de que encerraria seu show com golfinhos depois que quatro golfinhos morreram em menos de 18 meses. Desde a publicação da última edição em 2009, a controvérsia sobre os mamíferos marinhos em cativeiro se intensificou, em grande parte devido a documentários de alto impacto como “The Cove” e “Blackfish”, garantindo que cada nova proposta para construção de um dolphinário em todo o mundo terá que lidar com maior escrutínio e ceticismo.

“Uma vida em cativeiro para mamíferos marinhos, como os golfinhos, é tão contrária ao seu ambiente natural – que simplesmente não pode ser chamada de vida”, disse Nick Stewart, líder global da campanha sobre turismo na vida selvagem na World Animal Protection. “Os turistas e a indústria global de viagens criam e fornecem demanda por instalações com mamíferos marinhos em cativeiro existentes e novas, e é por isso que escolhemos lançar o relatório em um dos maiores shows de viagens do mundo. Os argumentos e evidências do sofrimento estão aqui em linguagem simples para as empresas de viagens verem”, declara ele.

Outros pontos em destaque do relatório:

• Embora esteja ocorrendo uma mudança de paradigma, com muitos países proibindo a exibição ou criação de cetáceos para entretenimento, ou proibindo e restringindo o comércio de cetáceos vivos, a captura ao vivo de mamíferos marinhos na natureza, particularmente os cetáceos, continua. Os pontos altos de captura em 2019 são a Rússia (belugas e orcas) e o Japão (várias espécies de golfinhos). O principal mercado hoje é a China, onde o número de parques temáticos de vida marinha saltou de 39 em 2015 para 76 no início de 2019.

• Considera-se que os cativeiros marinhos (cercados) de golfinhos na Ásia e no Caribe correm um risco extremo de serem atingidos por furacões e tsunamis. Sua construção também degrada o habitat da costa, destruindo mangues e danificando os recifes de corais. Várias instalações desse tipo foram severamente danificadas durante a temporada de furacões de 2017 no Caribe.

A principal preocupação em relação aos mamíferos marinhos mantidos em cativeiro é a natureza artificial e estéril do ambiente, particularmente a quantidade de espaço fornecido. Na natureza, os cetáceos podem viajar 40-100 milhas por dia cerca de (64 a 160 km), atingir velocidades de 30 milhas por hora (cerca de 48km/h) e mergulhar centenas de metros de profundidade. Mesmo nas maiores instalações, os cetáceos recebem menos de um décimo de milionésimo de 1% do seu habitat natural. Um estudo de 2014 descobriu que uma orca macho em cativeiro passou quase 70% do seu tempo totalmente imóvel. No entanto, os padrões globais para o tamanho do cativeiro não foram revisados ou melhorados.

• As condições inadequadas em que são mantidos os mamíferos marinhos em cativeiro dão origem a uma infinidade de impactos negativos sobre o seu bem-estar. A maioria deles é um predador de larga escala – o confinamento em pequenos tanques ou cercados os leva ao estresse, o que, por sua vez, leva a vários problemas de saúde, comportamentos neuróticos e níveis anormais de agressividade.

• Golfinhos nariz-de-garrafa enfrentam um aumento seis vezes maior no risco de mortalidade imediatamente após sua captura na natureza e transferência entre as instalações. As taxas anuais de mortalidade de orcas diminuíram ao longo dos anos, mas ainda não correspondem as populações saudáveis na natureza.

• A preocupação com a segurança e o bem-estar dos golfinhos tem levado várias empresas de turismo, incluindo o TripAdvisor e a Virgin Holidays, a acabar ou restringir a promoção de atrações envolvendo nado com golfinhos. Esses animais belos, inteligentes e únicos jamais vão se adaptar ao cativeiro e mantê-los dessa forma é um crime contra a natureza.

Campanha pede a liberdade de baleias em cativeiro

Foto: PETA/Divulgação

Foto: PETA/Divulgação

Bem a tempo das multidões que chegam com a primavera, um caminhão enorme da PETA percorre a cidade americana de San Diego na Califórnia, sede do Sea World, dando a ilusão de que está transportando uma orca apática em um tanque apertado, para incentivar as pessoas a não irem ao famoso parque de shows, onde os mamíferos marinhos que deveriam estar livres, nadando até 140 milhas por dia no oceano, são mantidos prisioneiros em caixas de concreto apertadas.

O letreiro escrito sobre a imagem extremamente realista alerta:

“Nadadeiras atrofiadas, dentes quebrados, cativeiro minúsculo. Prisioneiro do Sea World. Não vá!”

“O corpo e a mente complexos e capazes que as orcas possuem desmoronam quando elas são forçadas a nadar em círculos intermináveis, dia após dia, nos tanques apertados do Sea World”, diz Tracy Reiman, vice-presidente executivo da PETA.

“A imagem da orca, extremamente real utilizada pela PETA na campanha, chamará a atenção para o profundo sofrimento que esses animais enfrentam em cativeiro e, espera-se que inspire as pessoas a evitar o Sea World até que eles parem de manter orcas e outros animais em cativeiro”, diz ele.

“Os animais não são nossos para que os usemos como entretenimento”, diz uma parte do lema da PETA, essa visão se opõe ao especismo, doutrina supremacista e dominante no planeta, que vê o homem ser superior aos animais, podendo assim dispor deles como bem entende.

Na natureza, as orcas podem viajar até 140 milhas por dia em bandos que tem estruturas familiares.

Mas no Sea World, eles nadam sem propósito dando pequenas voltas, em águas cheia de substâncias químicas, dentro de tanques estéreis que, para elas, são do tamanho de uma banheira.

Muitos desses cetáceos têm os dentes severamente danificados, na maioria das vezes causados por roer as barras de metal dos tanques devido ao estresse (zoocose).

Mais de 40 orcas – incluindo Kayla de 30 anos – morreram sob os cuidados do Sea World, de causas como trauma grave, gangrena intestinal e insuficiência cardiovascular crônica.

Nenhuma delas sequer chegou perto da expectativa de vida máxima da espécie na natureza.

A PETA vem pedindo há muito tempo ao Sea World que desenvolva santuários para as orcas, destacando que o National Aquarium atualmente está construindo um santuário de golfinhos e que um parque marinho na China tem planos de transferir duas baleias para um santuário de águas abertas na Islândia.

Diversas organizações e empresas – incluindo Miami Dolphins, STA Travel e JetBlue, Southwest e United Airlines – encerraram suas ligações com o Sea World.

Aumenta o número de baleias-jubarte mortas ao longo da costa do Atlântico

Foto: Seanscott/Getty Images

Foto: Seanscott/Getty Images

Pesquisadores especialistas em baleias afirmam que o número de encalhes desses mamíferos, ao longo da costa do Atlântico, apresentando sinais de choque com navios e emaranhamento em equipamentos de pesca, é o maior já visto.

De janeiro de 2016 até o início de fevereiro de 2019, o departamento de Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) registrou 88 baleias-jubarte encalhadas. Os estados de Nova York, Virgínia e Massachusetts estão no topo da lista.

Esses números são mais que o dobro do número de baleias encalhadas entre 2013 e 2016.

Este aumento expressivo levou a NOAA a declarar um “evento incomum de mortalidade” em abril de 2017 para as jubartes da costa americana do Maine à Flórida. Quase dois anos depois, a declaração ainda permanece.

O evento de mortalidade incomum é uma designação de situação (criado em 2003), que se declarado permite que a NOAA redirecione recursos destinados a evitar futuros encalhes.

Mas, logo após o anúncio de abril de 2017, as perguntas eram numerosas: Havia mais baleias da água dos canais de navegação ou mais navios? A temperatura da água atraindo as presas (alimento) para mais perto da costa e por consequência as baleias? O barulho do oceano estaria desorientando as baleias?

Naquela época os oficiais da NOAA afirmaram que não possível “saber com certeza” a razão pois os dados eram muito recentes. A causa dos três últimos eventos de mortalidade permanecem “indeterminados” até hoje.

Mas, três anos após a primeira jubarte aparecer morta na costa de da praia de Virginia, em janeiro de 2016, cientistas acreditam que o que poderia estar matando as baleias suas dois fatores: “redes de pesca (emaranhamento) e choques com embarcações”, disse Alexander Costidis, coordenador de estudos do Virginia Beach ao National Geografic. Ambos consequência da ação humana.

A equipe de Costidis investiga todas as baleias mortas no estado e, quando possível, realiza necropsias ou autópsias nos animais.

Os pesquisadores procuram por marcas de ferimentos feitos por hélices, abrasões e sinais de traumatismos e contusões, como ossos quebrados ou fraturas, para tentar determinar o que pode ter causado a morte daquela baleia.

Ainda assim, muitas poderiam ter sido atingidas depois que morreram. E algumas baleias, diz o cientista, apresentam cicatrizes de feridas curadas, sugerindo que sobreviveram a uma colisão de navio ou a um emaranhamento em algum equipamento de pesca.

Se possível, a equipe também realiza testes para avaliar o estado de saúde geral do mamífero, verifica a exposição a agentes patógenos e também examina o conteúdo do estômago da baleia. Os pesquisadores também procuram por sinais de doença.

Evitar choques com embarcações requer tanto uma compreensão mais profunda da biologia das baleias quanto uma maior conscientização das baleias de pessoas que pilotam navios.

A NOAA decretou um protocolo de restrição de velocidade pelas embarcações para proteger espécies específicas de baleias, como a ameaçada de extinção baleia-franca do Atlântico Norte, que também serviria para proteger outras baleias.

A NOAA exige que 65 pés ou mais percorram 10 nós ou menos em determinados locais, chamados de áreas de gerenciamento sazonais. Uma dessas áreas é a boca da Baía de Chesapeake.

“A prevenção é realmente difícil. Primeiro de tudo, a baleia precisa detectar o navio. Então tem que entendê-lo como uma ameaça para a partir daí tomar medidas apropriadas ”, diz Barco.

As baleias certamente podem ouvir os navios, diz Doug Nowacek, professor de tecnologia da conservação marinha na Duke University, mas outros fatores podem estar envolvidos. Nowacek, que estuda o comportamento e a ecologia acústica de baleias e golfinhos, diz que os animais podem se distrair com a alimentação ou com o zumbido constante do tráfego marítimo.

Foi iniciada uma discussão em relação aos avisos acústicos que os navios poderiam emitir, algo parecido com apitos para assustar veados nas estradas usados por motoristas, mas Nowacek diz que “há pouca garantia de que eles funcionariam”.

“Beleias são os maiores animais no oceano. Uma jubarte adulta não tem medo real de nada, então por que deveria ter algum motivo para dar ouvidos a um som novo e alto e entendê-lo como um aviso?”

Rob DiGiovanni, fundador da Atlantic Marine Conservation Society, uma organização de voluntários de Long Island que estuda os encalhes, diz que fonte de alimento preferida das baleias, fica perto dos canais de navegação costeira dos navios. Esses canais se tornaram “paradas de descanso”, segundo DiGiovanni, onde as baleias param e reabastecem.

Costidis acredita que o único remédio imediato para a situação seria diminuir o tráfego de embarcações, mas essa não é um alternativa realista, “mas reduzi-los poderia ajudar” declara ele.

“Até certo ponto”, diz ele, “o intenso tráfego marítimo provavelmente nunca será compatível com a vida das baleias que nadam próximo à costa”.

Japoneses preferem observar baleias a comer sua carne

Foto: Pixabay

O Japão tem sido algo de muitas críticas desde que anunciou sua saída da Comissão Baleeira Internacional para retomar a caça comercias dos mamíferos, mas grande parte população parece não concordar com a matança.

Pesquisadores do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal (IFAW), uma organização de conservação e bem-estar animal, de Massachusetts (USA), revelaram novos dados que mostram que os cidadãos japoneses preferem a observação à carne de baleia.

A indústria de observação de baleias do Japão surgiu durante a década de 1980, mas vem ganhando força nos últimos anos. Durante o período de sete anos que terminou em 2015, o último ano em que o IFAW tem estatísticas, o número de observadores de baleias aumentou em mais de 40 mil. A ONG estima que cerca de dois terços das pessoas que vão para o mar com binóculos são cidadãos japoneses e não estrangeiros.

Mas o aumento do número de observadores de baleias é prejudicial. O turismo de observação embarcado é um dos piores meios de perturbação da vida marinha, principalmente dos berçários de baleias. Quando há uma fonte de molestamento, mães e filhotes abandonam a área, o que coloca em risco a preservação das espécies.

Baleias sentem o mundo através do som e o barulho dos motores das embarcações os afetam diretamente. As operadoras de turismo não respeitam limites de distância e chegam a colocar os barcos em cima dos animais.

A caça no Japão

Depois de anos de negação pública, o Japão retirou-se da Comissão Baleeira Internacional (IWC) para poder continuar suas operações comerciais de caça às baleias. A decisão é uma jogada que o grupo de conservação Sea Shepherd vê como uma vitória, praticamente eliminando a caça às baleias no Oceano Antártico.

“Desde 2002, a Sea Shepherd liderou inúmeras operações de caça japonesa ilegal, salvando mais de 6 mil baleias”, escreveu o grupo em um comunicado.

O Oceano Antártico ao redor da Antártida é um santuário de baleias internacionalmente estabelecido que proíbe a caça comercial de baleias; O Japão explorou uma brecha que permitia a caça às baleias para pesquisa. Agora, sua saída da IWC sinaliza o fim da caça às baleias nas águas do sul.

“Estamos muito satisfeitos em ver o fim da caça às baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico”, disse o fundador da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson .

“Em breve teremos um Santuário de Baleias do Atlântico Sul e vamos continuar nos opondo às três nações restantes, Noruega, Japão e Islândia”.

“A caça à baleia como indústria legal terminou. Tudo o que resta é limpar os piratas.”

“O Japão nunca parou a caça comercial. Eles se esconderam por trás da desculpa da chamada caça científica desde 1987”, explica Watson.

“Eles continuaram a caça comercial apesar da decisão do Tribunal Internacional de Justiça de que não há justificativa legal para a chamada ‘caça científica’. Agora não pode haver fachada, o Japão juntou-se à Noruega e à Islândia em seu desafio aberto à lei internacional de conservação. Todas as três nações são nações baleeiras piratas.”