Projeto de lei de proteção às baleias-franca será votado no congresso americano

Foto: Divulgação/WAN

Foto: Divulgação/WAN

A lei de proteção às baleias-franca severamente ameaçadas de extinção (SAVE, na sigla em inglês) foi apresentada ao congresso americano ontem pelos deputados Seth Moulton (Democratas) e John Rutherford (Republicanos) que mesmo de partidos diferentes uniram esforços para realizar esse projeto em conjunto.

Se aprovada, essa legislação proporcionará oportunidade de financiamento sustentável até 2029 para esforços colaborativos entre organizações não-governamentais, líderes do setor e estados, na intenção de implementar os esforços de conservação tão necessários à proteção das baleias-franca do Atlântico Norte.

Baleias da espécie franca do Atlântico Norte atravessa as águas de 14 estados na costa do Atlântico. Infelizmente, é também uma das grandes baleias mais ameaçadas de extinção do mundo. Apenas 420 baleias-franca permanecem na Terra, desse total, menos de 100 são fêmeas reprodutivamente ativas. Infelizmente, pelo menos 20 baleias francas do Atlântico Norte morreram em 2017 e 2018.

“Não temos um minuto a perder: as baleias franca do Atlântico Norte podem se extinguir durante a nossa vida ainda. A pesquisa é urgentemente necessária para entender e diminuir as ameaças que a espécie enfrenta ao longo de sua rota migratória na costa leste”, disse Sara Amundson, presidente do Fundo Legislativo da Humane Society.

As maiores ameaças à sobrevivência das baleias-franca são a presença de equipamentos de pesca e as colisões com navios. As baleias-franca são extremamente vulneráveis a ficarem presas nas linhas de boias verticais utilizadas nas redes-armadilhas de captura de lagostas e caranguejos. O emaranhamento pode levar a afogamento, mobilidade reduzida e, em alguns casos, uma morte longa e dolorosa por inanição.

As baleias franca também colidem com navios, causando mortes ou ferimentos graves, como traumatismos, contusões, cortes por hélices e ossos quebrados.

“Reduzir a probabilidade de choques com embarcações e embaraçamento em redes de pesca é essencial para garantir um futuro para as baleias-franca do Atlântico Norte”, disse Cathy Liss, presidente do Animal Welfare Institute em um comunicado.

Os deputados Moulton e Rutherford foram os reponsáveis pela apresentação do projeto de lei SAVE – Right Whales que agora aguarda votação. Ao fornecer oportunidades de financiamento para esforços inovadores e colaborativos, em proteger as baleias-franca de suas maiores ameaças – enredamentos em equipamentos de pesca e colisões com embarcações – essa legislação ajudará a salvar uma das espécies mais emblemáticas e preciosas do planeta.

Zona marinha de proteção às baleias se estenderá até março

Foto : Anderson Cabot Center for Ocean Life

Baleias franca são consideradas espécies ameaçadas de extinção | Foto : Anderson Cabot Center for Ocean Life

O governo federal norte americano está expandindo uma zona protegida da Nova Inglaterra para tentar proteger as baleias-francas ameaçadas de extinção.

O departamento de Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês) disse ao Washinton Post que uma zona de restrição de velocidade voluntária para embarcações estabelecida em Nantucket foi estendida até 17 de março. A zona foi projetada para proteger um grupo de 10 baleias que foram vistas na área em 1º de março.

Há pouco mais de 400 das baleias restantes. A NOAA está pedindo aos marinheiros para percorrer a área ao sul de Nantucket (evitando a zona das baleias) ou transitar por ela a 10 nós (aproximadamente 18 km/h) ou menos.

A NOAA também usa áreas obrigatórias de restrição de velocidade para proteger as baleias na Baía de Cape Cod, no meio do Atlântico e fora dos estados do sudeste.

Milhares de golfinhos e baleias ainda sofrem em aquários

Em decorrência das muitas limitações impostas, eles desenvolvem precocemente problemas de saúde (Foto: Shutterstock)

Lançado na semana passada na ITB Berlim, uma das maiores feiras de turismo do mundo, o mais recente relatório da organização Proteção Animal Mundial informa que milhares de golfinhos e baleias ainda sofrem em aquários.

De acordo com o levantamento, os problemas na exploração desses animais como entretenimento vão desde instalações inadequadas a maus-tratos físicos e psicológicos.

O relatório também aponta que na natureza animais como baleias e golfinhos nadam de 50 a 225 km por dia, e mergulham centenas de metros de profundidade, o que é impossível em aquários, e como consequência isso afeta a saúde dos animais.

Em decorrência das muitas limitações impostas, baleias e golfinhos desenvolvem precocemente problemas de saúde que incluem estresse extremo, comportamentos neuróticos e níveis anormais de agressividade; e isso independe de terem sido retirados da natureza ou criados em cativeiro.

Golfinhos nariz-de-garrafa, por exemplo, têm seis vezes mais chances de morrer após serem capturados na natureza e transportados de um local a outro. O que também tem gerado preocupação é que nos últimos quatro anos o número de parques temáticos aquáticos aumentou de 39 para 76 na China.

O relatório “O problema dos mamíferos marinhos em cativeiro” conclui que orcas e golfinhos não devem ser exibidos em parques e aquários. Em São Paulo, o vereador Reginaldo Tripoli (PV) protocolou recentemente na Câmara Municipal um projeto de lei que visa proibir a instalação de novos aquários na cidade.

Rússia ordena a libertação de 100 baleias após pressão de Leonardo DiCaprio

Cerca de 90 baleias beluga eram mantidas em condições cruéis | Foto: The Siberian TImes

Cerca de 90 baleias beluga eram mantidas em condições cruéis | Foto: The Siberian TImes

Autoridades russas ordenaram a libertação de 100 baleias orca e beluga que viviam em cativeiro após a pressão de Leonardo DiCaprio.

Fotos mostrando os animais imensos e majestosos, sendo mantidos presos em espaços apertados e pequenos na costa do pacífico na Rússia, se tornaram alvo de uma onda de críticas desde que apareceram pela primeira vez ano passado.

Dúzias de baleias orcas e beluga mantidas em cativeiros apertados em Nakhodka, Russia | Foto: AFP/Getty Images

Dúzias de baleias orcas e beluga mantidas em cativeiros apertados em Nakhodka, Russia | Foto: AFP/Getty Images

O Kremlin informou que cinco filhotes de morsas, 11 orcas e 90 filhotes de belugas foram mantidos em condições cruéis por proprietários que planejavam vendê-los a aquários chineses.

O serviço federal de segurança da Rússia, FSB, fez acusações formais contra quatro companhias por infração das leis de pesca do pais.

Contudo, as baleias ainda estão presas no cativeiro que foi batizado de “prisão de baleias” em Nakhodka (Rússia) enquanto as autoridades tentam seguir o protocolo para libertá-las.

O porta-voz do Kremelin, Dmitry Peskov disse semana passada que o presidente Valdimir Putin entrou no caso para cuidar pessoalmente do assunto.

“Estamos fazendo tudo que podemos”, disse o ministro da ecologia do país Dmitry Kobylkin, na quinta-feira.
“Ninguém está se colocando de forma contrária a libertação das orcas, mas o mais importante de tudo é libertá-las da forma certa”, ele disse.

O ator de Hollywood, Leonardo DiCarprio, já havia postado no Twitter uma convocação aos seus 19 milhões de seguidores para assinar uma petição online pela libertação dos animais.

“Por favor assinem essa petição e se juntem a mim em defesa das baleias e contra a captura desumana de orcas e belugas na Rússia, ele escreveu em 26 de fevereiro.

Desde então a petição recebeu mais de 900 mil assinaturas.

Semana passada, o presidente Putin ordenou que os ministérios da agricultura e meio ambiente “determinassem o destino” dos mamíferos marinhos até sexta-feira primeiro de março.

Lewis Hamilton se manifesta contra a matança de baleias na Islândia

Lewis Hamilton incluiu a hashtag que pede que a matança de baleias seja interrompida na Islândia (Fotos: Getty/EuObserver)

O piloto Lewis Hamilton compartilhou ontem, com seus 9,7 milhões de seguidores no Instagram, uma crítica à matança de baleias de autoria da Oceanic Preservation Society. No texto é destacado que após um hiato de dois anos, o governo islandês decidiu desafiar a moratória da Comissão Baleeira Internacional e já sancionou o abate de 238 baleias-comuns para atender ao mercado de suplementos alimentares e de produtos para a saúde.

“Como os maiores mamíferos marinhos, as baleias desempenham um papel fundamental na manutenção de nossos oceanos. Elas previnem a superpopulação de espécies, regulam os sistemas alimentares e combatem as mudanças climáticas”, informa a postagem.

Segundo o texto divulgado pelo piloto, a matança de baleias não é benéfica nem para a economia, já que o turismo de observação de baleias tem gerado pelo menos 20 milhões de dólares à Islândia, um valor muito superior ao do comércio de carne de baleia:

“Um em cada cinco turistas paga pelo privilégio de passar o tempo com as mais de 20 espécies de baleias que vivem na região, tonando a Islândia o principal destino de observação de baleias.” Lewis Hamilton também incluiu a hashtag que pede que a matança de baleias seja interrompida na Islândia.

Primeiro santuário para baleias será inaugurado na Islândia

Foto: Sea Life Trust

Empresas como o SeaWorld e o Dolphinaris Arizona usam a falta de santuários para os cetáceos para legitimar a prisão perpétua de baleiras e golfinhos em tanques de concreto e a exploração destes animais para entretenimento humano. No entanto, com o desenvolvimento de pelo menos dois santuários atualmente em andamento, esse falso pretexto não poderá mais ser usado

Ainda este ano, a Islândia sediará o primeiro santuário de águas abertas para as baleias beluga, como parte de um projeto liderado pelo The Sea Life Trust, em parceria com a Whale and Dolphin Conservation. A nova instalação de 32.000 metros quadrados abrigará duas baleias belugas de 12 anos que estavam sendo mantidas em cativeiro na China.  Little Grey e Little White Beluga em breve farão a viagem para sua nova casa, onde terão a oportunidade de viver no oceano pelo resto de suas vidas. As informações são do World Animal News.

Cetáceos em cativeiros

Inúmeros casos de maus-tratos e mortes são frequentemente noticiados em locais como SeaWorld e o Dolphinaris Arizona, onde baleias e golfinhos são explorados e treinados em minúsculas piscinas altamente cloradas para “divertir e educar” seres humanos, com privação de alimentos e castigos.

Doentes e depressivos, eles não atingem a metade de sua idade média e morrem subitamente.

Em menos de dois anos, quatro golfinhos morreram no Dolphinaris Arizona e no SeaWorld não é diferente – orcas perdem suas vidas de forma triste e repentina sem nunca terem conhecido a liberdade.

As instalações aquáticas afirmam que é perigoso libertar cetáceos cativos de volta à vida selvagem mas não há nada mais prejudicial – tanto física quanto psicologicamente – do que mantê-los em cativeiro até a morte.

Islândia autoriza a caça de mais de duas mil baleias nos próximos cinco anos

WDC: “A decisão do governo islandês de continuar a matar baleias é moralmente repugnante, além de economicamente inviável” (Acervo: Iceland Monitor)

O Ministério da Pesca da Islândia anunciou esta semana que os baleeiros estão autorizados a caçarem 2080 baleias nos próximos cinco anos, mesmo com a queda no consumo global de carne de baleia e a redução de apoio político. Agora, os islandeses poderão matar 209 baleias-comuns e 217 baleias-anãs por ano até 2023.

O ministro da Pesca, Kristjan Thor Juliusson, alega que esses números são sustentáveis e baseados em pesquisas científicas. Por outro lado, o anúncio não inspirou muita confiança, considerando que no último verão a Islândia autorizou até a morte de baleias grávidas.

Em defesa da caça às baleias, o governo afirma que as populações de baleias antes ameaçadas agora estão se recuperando. Também cita uma pesquisa apresentada por um economista ligado ao Partido da Independência, que diz que a caça tem trazido benefícios à economia islandesa.

Porém, uma pesquisa da Universidade da Islândia aponta que o turismo de observação de baleias trouxe o equivalente a 3,2 bilhões de coroas (98,2 milhões de reais) contra 1,7 bilhão da caça às baleias.

“A decisão do governo islandês de continuar a matar baleias – que estão entre os seres mais pacíficos e inteligentes do planeta – é moralmente repugnante, além de economicamente inviável”, criticou Vanessa Williams-Gray, da organização Whale and Dolphin Conservation (WDC) ao The Independent.

Vale lembrar que no ano passado, durante o Encontro Anual da Comissão Baleeira Internacional em Florianópolis, países como Islândia, Japão e Noruega fizeram oposição à manutenção da moratória de proibição da caça baleeira. O Japão anunciou a sua saída da comissão no final de 2018.

Número de animais marinhos mortos pela poluição plástica bate triste recorde

Um selo com um frisbee verde em volta do pescoço tomado em Horsey Beach, Norfolk, Inglaterra, em outubro do ano passado.

Segundo a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA), o número de animais mortos ou feridos por lixo plástico não para de cresce e atingiu a maior alta de todos os tempos. Focas, baleias, golfinhos e cisnes estão entre as vítimas dos resíduos plásticos.

A caridade de proteção animal foi convocada em 579 incidentes envolvendo lixo plástico no ano passado.

Animais que vivem no mar, rios ou lagos – onde grande parte do lixo plástico do Reino Unido acaba foram as mais afetadas. De acordo com a instituição, o aumento de ferimentos e mortes pelo lixo plástico cresceu quatro vezes. As informações são do Daily Mail.

A ANDA já mostrou diversos casos de animais, incluindo focas e baleias feridas ou mortas em consequência da poluição nos oceanos.

Golfinho morte e preso por um pedaçõ plástico, em Porthkidney Sands, na Inglaterra.

O chefe da vida selvagem da RSPCA, Adam Grogan, disse: “Todos os anos, a RSPCA lida com um número crescente de mamíferos, aves e répteis que se emaranharam ou que foram afetados de alguma forma pelo plástico descartado.

“Focas são feridas profundamente causadas por plásticos que cortam seus pescoços. Cisnes e gansos presos em linhas de pesca ou redes, o plástico está claramente tendo um impacto crescente no bem-estar animal”.

“Nossos dados mais recentes infelizmente refletem a crise mais ampla de lixo que está causando em todo o mundo e a ação é urgentemente necessária. Cabe a cada um de nós fazer a nossa contra isso”.

As focas são criaturas curiosas que nadam para investigar frisbees na água e, às vezes, acabam com eles presos em suas cabeças. Elas podem viver por meses com esses brinquedos cortando sua carne.

A RSPCA está apoiando a campanha “Great British Spring Clean da Keep Britain Tidy” para enfrentar esta terrível realidade.

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SeaWorld anuncia que servirá refeições veganas em evento anual

O SeaWorld Orlando acaba de anunciar detalhes de seu Seven Seas Food Festival, um evento anual realizado pela empresa que reúne várias bandas e culinárias. De acordo com o site, serão servidas refeições veganas aos visitantes do festival.

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Foto: Getty Images

O Seven Seas Food Festival deste ano incluirá pratos veganos como tostadas de abacate, barras de cereais e bebidas alcoólicas veganas. Até mesmo a popular marca de alimentos veganos Impossible Foods venderá seus produtos no evento.

O SeaWorld é conhecido por sua extrema negligência e abuso aos animais, mantendo-os em cativeiros minúsculos, isolados de outros animais, negando-lhes cuidados médicos e forçando-os a realizar truques para o entretenimento humano. Os animais dos parques SeaWorld exibem sinais de estresse severo, como nadar em pequenos círculos repetitivos e tentar morder as paredes do cativeiro.

Inúmeros animais morreram nas instalações do SeaWorld, muitos prematuramente, como a orca de três meses de idade chamada Kyara, bem como outras baleias, pinguins, ursos polares, golfinhos e tubarões.

Após o lançamento do famoso documentário “Blackfish”, que expôs a crueldade e os casos de maus-tratos que ocorrem no parque, as vendas de ingressos do SeaWorld caíram em 175,9 milhões de dólares. Várias organizações, incluindo o Animal Welfare Insitute e a Whale and Dolphin Conservation, entraram com uma ação judicial contra a falta de relatórios da necropsia da orca no SeaWorld, que devem detalhar a causa da morte dos animais. Além disso, o parque foi forçado a pagar 5 milhões de dólares depois de ter sido acusado de fraude contra seus investidores, mentindo sobre o real impacto que o documentário “Blackfish” teve sobre seus índices de visitantes e receita.

A exposição das práticas do parque temático levou várias organizações a cortar os laços com o SeaWorld, como a empresa de viagens Thomas Cook, o clube automotivo AAA Arizona e as grandes companhias aéreas WestJet e Air Canada.

Nota da Redação: o veganismo não é apenas uma dieta, mas um princípio a ser seguido. Ser vegano é uma questão política, é dar voz aos que não podem falar por si próprios. Nenhum vegano pode apoiar esse tipo de estabelecimento, onde ocorre a exploração de animais para o entretenimento humano, além dos graves casos de maus-tratos frequentemente noticiados.

Japão se prepara para retomar a caça de baleias em 1° de julho

No final do ano passado, o Japão chocou o mundo ao anunciar que estava deixando a Comissão Internacional das Baleias (IWC) para poder retomar a caça comercial de baleias. A saída formal acontecerá no dia 30 de junho de 2019.

O Japão voltará a caçar no dia 1° de junho de 2019.

Agora, os baleeiros japoneses já discutem planos para retomar a caça comercial ao longo da costa nordeste em 1º de julho, pela primeira vez em três décadas.

A Agência de Pesca disse que os baleeiros em seis cidades da costa do Pacífico, incluindo Taiji, conhecida por caçadas a golfinhos, devem trazer cinco navios para formar uma frota conjunta como Japão a partir de 1º de julho, um dia após o Japão se retirar formalmente da IWC. As informações são Daily Mail.

Taiji está liderando o esforço como uma cidade tradicional de caça e contribuirá com um navio para a frota que irá capturar as baleias minke. Locais exatos e planos das caçadas serão decididos com base nos resultados das operações de pesquisa planejadas até o final de junho, disse Shigeki Takaya, funcionário da Agência de Pesca encarregado da caça às baleias.

 

De acordo com a emissora nacional do Japão, a NHK, as terríveis caçadas começarão em Hachinohe, no norte do Japão, ou Kushiro, um dos principais centros baleeiros mais ao norte, na ilha de Hokkaido.

Cada navio seguirá para o sul até Chiba, perto de Tóquio, fazendo diversas paradas ao longo da costa antes de voltar a Kushiro para mais caçadas no final do ano, disse a NHK.

O Japão não caçara na Antártida, onde conduziu o que chamou de caça de “pesquisa” desde que a IWC impôs a moratória nos anos 80. O Japão chegou a capturar até 1.200 baleias na Antártida, mas esse número foi reduzido à medida que os protestos internacionais aumentavam e o consumo de carne de baleia caiu no país.

Baleia é descarregada no porto de Kushiro após uma caça com propósitos científicos Foto: Kyodo News.

O Japão caça baleias há séculos, mas sua expedição à Antártida começou depois que a ocupação americana do pós-guerra, em 1946, a aprovou para obter proteína da carne de baleia como alternativa mais barata para outras carnes.

Hoje, lamentavelmente, legisladores conservadores, incluindo o primeiro-ministro Shinzo Abe, promovem as baleias não apenas como uma iguaria, mas como uma herança cultural do Japão.

Autoridades de pesca dizem que o Japão consome anualmente cerca de 5.000 toneladas de carne de baleia da pesquisa, principalmente por japoneses mais velhos que buscam uma refeição nostálgica. Críticos dizem que duvidam que a caça comercial seja uma indústria sustentável, porque os japoneses mais jovens não veem estes animais como alimentos.