Fazenda suspeita de disponibilizar animais para farra do boi é fiscalizada

Uma fazenda localizada em Tijucas, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina, foi alvo de fiscalização. A suspeita é que o local seja responsável por disponibilizar animais para serem explorados e maltratados na farra do boi.

Foto: Polícia Militar/Divulgação

A farra do boi é uma prática proibida por lei em Santa Catarina. Apesar disso, ela continua sendo realizada, especialmente durante a Quaresma. Nesse evento, o boi é perseguido e maltratado pelos farristas. As informações são do portal G1.

Na fazenda fiscalizada havia menos bois do que o número registrado no órgão responsável pelo cadastro. Por essa razão, o proprietário do local terá que apresentar os animais ausentes.

Os fiscais estiveram na fazenda após receberem uma denúncia. No local, os brincos de identificação dos bois foram fiscalizados. Caso o dono da propriedade não apresente os animais ausentes, a fazenda será embargada e autuada. O prazo para que os bois sejam apresentados não foi divulgado.

A operação foi feita em conjunto entre a Polícia Militar e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A fazenda que foi alvo da fiscalização está localizada no bairro Terra Nova.

Os órgãos receberam denúncia. No local, a equipe fiscalizou os brincos com a identificação dos animais. Caso o dono da fazenda não apresente os bois ausentes, a propriedade será embargada e autuada. A PM não informou o prazo dado ao proprietário para isso.

Milhares de animais sofrem confinados em megafazendas britânicas

Foto: Millon Dollar Vegan

De acordo com o Bureau of Investigative Journalism, uma megafazenda abriga pelo menos 125.000 galos, 82 mil galinhas, 2,5 mil porcos ou mil vacas.

Instalações maiores abrigam números assustadores – mais de 20 mil porcos ou 2 mil vacas leiteiras confinadas. Quando se trata de galinhas, os números são ainda piores – as duas maiores fazendas industriais têm capacidade para abrigar 1,4 milhão de aves.

Drones de uma organização de direitos animais registraram imagens destes locais e os animais podem ser vistos amontoados e em péssimas condições.

A SHOCKING reality of farming today from Plant Based News on Vimeo.

Bem-estar animal

O CEO da Million Dollar Vegan, Matt Glover, disse que as instalações ‘empanturram’ e ‘deixam que os animais sofram. As informações são do Plant Based News.

“Há um equívoco comum, particularmente no Reino Unido, que fazendas industriais só existem na América ou em outros países”, acrescentou.

“Infelizmente não é esse o caso e estamos vendo um aumento sem precedentes de megafazendas em toda a Grã-Bretanha – onde milhares e milhares de animais são amontoados em galpões e deixados para sofrer, ocultos da visão pública”.

“Houve um aumento de 26% dessas fazendas em todo o nosso campo nos últimos seis anos, mas cada vez mais evidências científicas estão ligando a agricultura animal como uma das principais causas da mudança climática”.

“Devemos agir agora para evitar que essas fazendas de continuar se quisermos ver um futuro para o nosso planeta e minimizar o sofrimento dos animais. A criação de animais é insustentável e é imperativo que todos nós procuremos adotar uma dieta baseada em vegetais para resolver essas questões”.

Investigações

Ativistas pelos direitos animais lutam incessantemente pelo fim da escravidão animal, do abuso e da crueldade praticada dentro de fazendas e matadouros de todo o mundo.

Porcos, galinhas poedeiras e bois são torturados e espancados para serem mortos ou apenas por ‘diversão’.

A Aussie Farms disponibiliza em seu site um banco de dados mais de 14 mil fotos, vídeos e documentos de investigações realizadas na Austrália.

Outras denúncias deste tipo acontecem não só nos Estados Unidos ou no Reino Unido – Itália, Holanda e Brasil estão entre os países que cometem atrocidades contra os animais.
Recentemente, o curta metragem “M6nths” foi lançado e mostra o sofrimento de leitões em fazendas industriais.

Bois são encontrados famintos e vivendo junto a cadáveres de animais em decomposição

As imagens mostram corpos de bois apodrecendo ao lado de animais famintos em condições terríveis dentro de uma fazenda britânica.

Oficiais de bem-estar animal encontraram também 58 carcaças em vários estados de decadência e os animais sobreviventes foram alojados em péssimas condições, sem comida, água ou área seca onde os oficiais do Conselho do Condado de Ceredigion disseram ser o “pior exemplo de negligência que já haviam visto”.

Um veterinário chamado a Penffynnon Farm em Ceredigion precisou sacrificar alguns deles devido à gravidade das doenças.

Eles confirmaram que o gado estava passando por sofrimento desnecessário e também que os bois morreram por negligência depois de sucumbir às condições terríveis.

Os dois irmãos que dirigiam a fazenda, David Davies e Evan Meirion Davies receberam penas de 16 semanas de prisão mas elas foram suspensas por 12 meses após admitirem 13 acusações de causar sofrimento desnecessário a um animal.

Eles também estão desqualificados para manter qualquer tipo de animal durante cinco anos e foram condenados a pagar custos ao conselho de 1.500 libras (cerca de 7.500 reais) cada. As informações são do Daily Mail.

O membro do Gabinete responsável pela Proteção Pública, o vereador Gareth Lloyd disse: “Este foi um caso verdadeiramente chocante de negligência que causou sofrimento terrível a tantos animais. Não hesitaremos em agir decisivamente sempre que precisarmos proteger o bem-estar animal”.

Ativistas veganos se despedem de bois em frente a matadouro

A caminho da morte, os animais sentem medo, desespero, dor e solidão. Eles sabem que algo muito ruim está prestes a acontecer e podem apenas esperar.

Em uma tentativa de amenizar esse horror, um grupo de ativistas veganos se despedem dos animais com palavras de amor e carinho que, de mesma forma, entendem que alguém se importa com eles pelo menos por alguns pequenos instantes.

Desde que fundaram o grupo em 2015, 35 cerimônias já foram realizadas como também um contra o massacre, onde os ativistas seguram cartazes que dizem “seu gosto = a morte deles”.

A fundadora do Leicestershire Animal Save, Dina Aherne, disse que seu grupo tem um entendimento com chefes de matadouro que lhes permitem consolar os animais, mantidos dentro de trailers, por dois minutos antes de serem transportados para o matadouro.

Aherne, uma ex-advogada de 28 anos de Leicester, disse: “Queremos que eles se sintam à vontade todas as vezes, porque elas são seres vivos e sagrados”.

“Elas têm uma alma viva e consciência. Nós realmente queremos ajudar a confortá-los. Temos que providenciar e programar com duas semanas de antecedência de quando estaremos no local”.

“Quando chegamos normalmente por volta das oito da manhã, nos reunimos em frente ao matadouro nos dias em que ele fica opera por cerca de três horas. Nós então paramos cada um dos caminhões e temos dois minutos para dizer o último adeus antes de eles irem e colocarem uma arma na cabeça deles”.

“Sussurramos frases para eles como’ sentimos muito ‘,’ nos vemos ‘e’ eu te amo ”.

Aherne disse acreditar que os protestos pacíficos são a melhor maneira de espalhar uma mensagem positiva sobre o veganismo e o bem-estar animal. As informações são do Daily Mail.

Ela acrescentou: “Qualquer movimento social tem diferentes tipos de ação e muitos grupos vegetarianos recorrem à violência. Mas nós concordamos que essa é a melhor maneira é espalhar a mensagem pacificamente”.

“Estou seguindo meu coração e esses animais merecem compaixão e respeito como qualquer outro ser humano”.

O Dr. Toni Shepard, diretor do grupo de campanha de bem-estar animal Animal Equality UK, disse: “O movimento fez muito para atrair a atenção do público e é muito bom que diga às pessoas que os animais estão morrendo de fome por carne”.

“Pode ser certamente estressante para as pessoas, mas para os próprios animais, depende de como isso acontece, pois qualquer ruído alto pode assustá-los.”

O Foyle Food Group possui nove locais em todo o Reino Unido, onde matam e destroem mais de 7.500 bovinos por semana em suas unidades de processamento.

Outro grupo de veganos realizou uma vigília à luz de velas em frente a uma fazenda para lamentar nove perus que haviam sido abatidos para o jantar de Natal em Bristol.

O grupo ficou em silêncio aos portões da St. Werburghs City Farm, em Bristol, e ofereceu tortas veganas a quem passava por lá ao lado de uma placa que dizia: “Eles queriam viver”.

Governo brasileiro diz que começará a exportar bois vivos para a Malásia

Embarque de 27 mil bois em navio no Porto de Santos, SP. Foto: Reprodução/TV Tribuna

Como não se bastassem as recentes e tristes notícias que assolam o país, o Chanceler do governo Bolsonaro, Ernesto Araújo, anunciou em sua conta pessoal no Twitter a abertura do mercado de exportação de bois vivos para a Malásia.

A lamentável notícia foi dada por uma nota conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Hoje, o Brasil vive umas de suas maiores tragédias ambientais. Dezenas de pessoas morreram e centenas ainda estão desaparecidas sob a lama de Brumadinho, incontáveis animais também perderam suas vidas pela ganância e irresponsabilidade humana.

Bois e vacas atolados foram mortos friamente a tiros pela polícia e, estranhamente, isso chocou a população. Grande parte destas pessoas, consome carne bovina e financia todas as torturas e crueldades a que esses animais são submetidos durante toda a vida em matadouros e em navios de exportação de carga viva, como estes que em breve partirão do Brasil levando dor e desespero a milhares de criaturas indefesas.

Foto: Renan Fiuza | G1

Amontoados em um ambiente sujo e quente, muitos não chegam ao seu destino. Fezes e urinas, quando retirados, são jogados em alto mais, assim como os cadáveres daqueles que não suportam a jornada. Os dejetos dessas animais têm impacto negativo para a vida marinha, contribuindo para a poluição dos oceanos e, consequentemente, com a morte de milhares de outros animais.

Com a declaração, Ernesto Araújo, se vangloria em dizer que o Brasil reforçará a posição “de um dos maiores líderes mundiais na exportação de proteína animal”.

Este é apenas mais um grande passo para trás dado pelo pais, que tem leis fracas e falhas de proteção animal e do meio ambiente, que explora e destrói a floresta Amazônica com ações criminosas sem precedentes.

A luta contra a exportação de cargas vivas

A polêmica sobre a terrível e cruel prática de exportar animais vivos foi um assusto muito discutido ano passado. Em fevereiro de 2018, mais de 20 mil bois foram transportados em um navio destinado à Turquia.

A embarcação chegou a ficar retida no porto, após intervenção de ativistas e entidades de proteção animal mas, infelizmente a liminar que proibia a partida do navio foi derrubada e eles se foram.

Foto: Divulgação

Após tamanha repercussão, uma lei municipal em Santos, proibindo o tráfego de veículos de transporte de carga viva pelas ruas da cidade, foi aprovada. Mas, em outubro do ano passado, por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou uma decisão individual do ministro Edson Fachin que suspendeu a lei.

 

 

 

 

 

Vacas são levadas pela correnteza e vão parar em praia lotada de crocodilos

O clima na Austrália tem enfrentado mudanças radicais e repentinas. Ondas de calor escaldantes afetam diversas cidades, matam os animais devido à seca e trazem problemas respiratórios. Agora, as fortes chuvas e os alagamentos preocupam a população e as autoridades.

Um rebanho de bois foi levado vivo até uma praia infestada de crocodilos. Acredita-se que o gado tenha sido pego pela correnteza nas águas do rio Daintree e, como resultado, foi levado para a praia de Wonga, no norte de Cairns, no último domingo (27).

Moradores que passaram pelo local ficaram nervosos depois de verem as vacas dentro da água. Alguns animais não resistiram a força da água e acabaram morrendo enterrados na areia.

A costa nordeste de Queensland, sofre sua pior inundação em 118 anos, segundo a Wild Search Australia.

Segundo testemunhas, o rio atingiu alturas espantosas de 12,6 metros, desde a noite anterior (26), e o gado sofreu as consequências desastrosas.

A moradora local, Bec Waters, disse que estava levando seu cachorro para passear na praia quando viu um boi ferido.

“Foi horrível. Tínhamos tido um clima maluco e o gado foi levado para o mar ”, disse ela ao Daily Mail Australia.

Vi um boi sobrevivente preso na lama e ele parecia muito cansado. Consegui ajudá-lo a mover-se em direção a um solo mais sólido e fora da lama escorregadia.

“Ele parecia exausto e deve ter nadado durante horas durante a noite”, acrescentou.

Mais a frente, Waters logo se deparou com outra cena triste enquanto continuava a caminhar pela praia.

“Vi as carcaças de dois bois mortos. Foi horrível e meu cachorro estava ficando louco”, ela disse.

Graças às fotos, que mostraram a marca do gado, os moradores locais conseguiram rastrear os proprietários e alertá-los sobre o trágico incidente.

Ela também contou que estava preocupada com crocodilos que chegavam na praia em uma tentativa de comer os pobres animais tão vulneráveis.

Outro morador, Ashton Davenport, também postou uma imagem de outras vacas ainda presas na água na praia.

Juntamente com a foto surpreendente, ele escreveu: “Os bois estão sendo levadas para Wonga Beach e outras praias vizinhas da Daintree !! Continuam vivos”

“Pegamos um boi marrom na água e depois um rebanho de 4 e eles se juntara. HÁ há um grupo de 5 vacas perambulando por aí na praia ou no matagal”, acrescentou.

A chuva no norte de Queensland causou enchentes e deslizamentos de terra, com algumas áreas recebendo mais de 400mm de chuva em menos de um dia.

Um aviso foi emitido para os moradores de Douglas Shire, que vivem nas proximidades do rio. O nível do rio Daintree agora está caindo, mas especialistas alertaram que as condições climáticas ainda continuarão.

 

 

Caminhão tomba e mais de 40 bois morrem no interior de SP

Quarenta e sete bois morreram após um caminhão tombar no entroncamento do dispositivo de acesso da Rodovia Euclides da Cunha (SP-320), no quilômetro 579, em Jales, no interior de São Paulo.

(Foto: Rádio Assunção)

Apenas sete bois sobreviveram ao acidente envolvendo a carreta que transportava 50 animais. O caso aconteceu no último domingo (20). As informações são do portal Região Noroeste.

O condutor do veículo afirmou à polícia, segundo informações do Jornal do Povo da Rádio Assunção FM, que perdeu o controle da direção do caminhão ao fazer o retorno em sentido a Janelas, o que resultou no tombamento.

Com o acidente, alguns animais ficaram presos às ferragens. Um guincho foi utilizado para retirar os bois do local. O caminhão foi retirado do local horas depois com o apoio de equipes do Departamento de Estradas e Rodagens (DER).

Fazendeiros torturam bois com coleiras de choque elétricos

As crueldades na indústria da carne e a rotina aterrorizante infligida aos animais diariamente já são conhecidas. Mas parece que a maldade humana não tem limites.

Agricultores do Território do Norte, na Austrália, estão sendo acusados pelos ativistas da PETA de torturar os animais com uso das coleiras de choque elétrico para que eles não desgarrem.

Infelizmente, a tecnologia tornou-se legal no território, na última segunda-feira (14) e a ministra da Indústria Primária, Nicole Manison, divulgou uma isenção ao ato de bem-estar animal que permitiria aos agricultores o uso dos colares por um ano se tivessem uma licença.

Ashley Manicaros, chefe-executivo da Associação de Criadores do Território do Norte, disse que os colares são uma ferramenta útil para impedir que o gado ande por estradas sem proteção, onde eles são um perigo para as pessoas e para eles mesmos.

“Por causa da vastidão do Território do Norte, a capacidade de mover, rastrear e controlar o gado é vital”, disse ele.

Os colares eShepard são movidos a energia solar e funcionam com tecnologia GPS. Se um animal vagueia fora de uma linha de cerca virtual, o eShepard envia um aviso de áudio e, em seguida, um choque elétrico ‘suave’ no indefeso animal. As informações são do Daily Mail.

A PETA se referiu à tecnologia como “dispositivos de tortura” e disse que “algumas pessoas” as compararam a causar dor equivalente a “uma facada no pescoço”.

O fabricante do produto diz que é muito mais seguro do que cercas elétricas.

“O eShepherd é muito mais seguro do que cercas elétricas porque os animais não estarão  sujeitos a tomarem choques descontrolados, o que aconteceria caso ficassem presos nas cercas”, diz o site da empresa.

Seja qual for a “solução” para manter o gado dentro do pasto, sendo criado até o momento abate, ela é cruel e desumana para eles. O confinamento traz consequências irreversíveis para a saúde física e mental destes animais, que após tanto sofrimento são mortos para o consumo humano.

 

Brasil matou mais de 30 milhões de vacas, bois e bezerros para consumo em 2018

O Brasil matou mais de 30 milhões de bois, vacas e bezerros para consumo em 2018. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só no terceiro trimestre do ano passado foram mortos 8,2 milhões de animais.

Foto: Getty Images

Isso não é surpreendente? Considerando que todos esses animais são criados simplesmente para serem reduzidos a alimentos e produtos – destituídos de qualquer direito em não sofrer ou morrer. A quantidade de bois, vacas e bezerros que matamos ao longo de um ano demanda uma área equivalente a países inteiros.

Fonte: Vegazeta