Artistas lançam campanha contra decreto de Bolsonaro que facilita caça a animais

Artistas do 324 Artes, grupo liderado pela produtora Paula Lavigne, criaram uma campanha contra um decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que tem o objetivo de facilitar a caça a animais silvestres.

Alinne Moraes, em cena do vídeo que será lançado nesta segunda-feira (Foto: Reprodução / 342 Artes)

Bolsonaro pretende assinar o decreto nesta terça-feira (7). A intenção do presidente é estabelecer novas regras para o uso de armas e munição por parte de colecionadores, atiradores e caçadores, conhecidos como “CACs”. As informações são da revista Época.

Em abril, o presidente anunciou que publicaria o decreto. “Vai dar o que falar também. Está prontinho um decreto sobre os CACs. O que é CAC? Colecionador, atirador e caçador. Ouvimos gente na ponta da linha, essas pessoas, ouvimos gente do Exército, [ouvimos] Polícia Federal. Lógico, já houve choque de conflitos, mas democraticamente eu decidi por vocês”, disse Bolsonaro, na época.

O presidente disse ainda que convidará parlamentares integrantes da bancada da segurança pública para o evento de assinatura do decreto no Palácio do Planalto e ressaltou que a medida vai “facilitar e muito” a vida de colecionadores, atiradores e caçadores.

Críticos da postura de Bolsonaro, os artistas resolveram se unir em prol dos animais silvestres. A campanha, que tem como slogan a frase “Diga não à barbárie”, conta com a participação de diversos artistas, dentre eles os atores Alinne Moraes e Bruno Gagliasso.

Dupla explora cães em caça a animais silvestres e é multada em SP

Dois homens foram surpreendidos nesta quarta-feira (1º) em uma área rural de Chavantes (SP) praticando caça a animais silvestres. Segundo a Polícia Ambiental, a dupla explorava uma matilha de cinco cães da raça Foxhound Americano, normalmente explorada para a prática de caça.

Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

Segundo a polícia, os homens e os cães foram avistados no Bairro Irapé, na área rural da cidade, andando pelos corredores de um canavial. Os caçadores tentaram fugir entrando na plantação, mas foram detidos.

Na revista, os policiais encontraram três fisgas (espécie de arpão), um facão e um saco com três filhotes de capivara já mortos, sem as vísceras e as cabeças.

Os dois receberam uma multa no valor de R$ 3 mil e responderão em liberdade por crime ambiental.

Fonte: Assis News

Quase 4 mil caçadores estão inscritos para matar javalis em SC

Estimativas indicam que existam de 1 a 2 javalis por quilômetro quadrado e uma população total de aproximadamente 200 mil animais da espécie em Santa Catarina. Sob a desculpa de controle populacional, 3.868 caçadores estão inscritos no estado para matá-los.

Foto: Pixabay

Tendo os direitos básicos à vida e à integridade física desrespeitados, o javali é atualmente o único animal cuja caça é permitida no Brasil. A permissão para que ele fosse caçado em todo o território nacional passou a vigorar em 2013. No entanto, desde 1995, a caça já era realizada, de forma experimental, no Rio Grande do Sul.

Em março deste ano, uma nova portaria do Ibama informatizou o sistema de autorizações para caçadores, autorizou o uso de armas brancas e armadilhas – com exceção das armadilhas de laço e de dispositivos com acionamneto automático de armas de fogo – e permitiu que cachorros fossem explorados para a caça do javali, colocando esses animais em risco.

As pessoas autorizadas a caçar javali fazem uma inscrição no Cadastro Técnico Federal (CTF), do Ibama, e um registro no Sistema de Informação de Manejo de Fauna (Simaf), também gerido pelo órgão ambiental. As autorizações têm validade máxima de três meses.

A autorização da caça ao javali por si só coloca em risco outras espécies. A queixada e o cateto, por exemplo, são confundidos com os javalis pelos caçadores e acabam sendo mortos. Outros animais são assassinados de forma proposital. Além disso, a permissão para caça pode autorizar a prática até mesmo em unidades de conservação e florestas nacionais, o que ameaça ainda mais a fauna brasileira.

Após matar os javalis, os caçadores devem apresentar relatórios sobre a caçada, que devem ser entregues em até três meses contados a partir da data em que a autorização foi concedida.

História do javali no Brasil

O javali foi trazido ao Brasil no início dos anos 2000 para ser explorado para consumo humano. “De repente tínhamos muitos criadores. Foi aí que a gente contaminou várias áreas. Uma parte de um rebanho escapou, alguém deu um filhote para o vizinho, e assim foi. Não tiveram condições de segurar”, explica o biólogo Carlos Henrique Salvador.

Com a capacidade da espécie de percorrer longas distâncias, reproduzir-se de forma acelerada e se dispersar, o número de javalis aumentou e o animal se espalhou pelo Brasil. Locais que não tinham a presença do javali, receberam o animal após ele ser levado por caçadores que, de maneira cruel, queriam caçá-lo por hobby.

Na natureza, os javalis se reproduziram com os porcos domésticos e os porcos asselvajados, dando origem ao javaporco.

Nota da Redação: o javali, assim como qualquer outro animal, deve ter seu direito à vida resguardado. Autorizar que ele seja covardemente morto é totalmente antiético e injustificável. É preciso que o Brasil avance na defesa dos direitos animais, e não retroceda, como tem feito ao liberar uma nova portaria que facilita a caça ao javali e ainda coloca em risco a vida de cachorros, explorados por caçadores. 

ONG denuncia extermínio de raposas pela caça

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Apesar de ser proibida no bloco de países, a caça à raposa ainda acontece frequentemente e em grande escala na Grã-Bretanha, com dezenas de animais sendo mortos de forma covarde, de acordo com uma instituição voltada para o bem-estar animal.

A Liga Contra Esportes Cruéis (LACS) afirma ter recebido 284 relatos de caçadas e 43 relatos de mortes de raposas causadas pela caças, a partir de novembro, quando a temporada foi aberta, e agora no seu encerramento.

A caça às raposas e a lei

A caça à raposa foi proibida na Inglaterra e no País de Gales sob a Lei de Caça de 2004 e na Escócia sob o Ato de Proteção de Mamíferos Selvagens da Escócia de 2002.

Mas acredita-se que os caçadores ignoram rotineiramente a lei, explorando as lacunas que encontram nela. Por exemplo, eles dizem que estão “caçando trilhas” – ou seja, seguindo uma trilha pré-estabelecida ao invés de um animal vivo – mas ainda estão caçando como antes na verdade.

Por causa disso, os ativistas pelos direitos animais pedem regularmente que a lei seja reforçada. Um debate parlamentar sobre crimes contra a vida selvagem em meados de março, levou ao fortalecimento dos apelos dos parlamentares inter-partidários pelo fortalecimento da Lei de Caça.

Fazendo campanha contra a caça à raposa

Além disso, políticos pró-caça ameaçaram derrubar a proibição estabelecida no passado, com a primeira-ministra Theresa May admitindo no passado que ela é a favor do esporte sangrento, sugerindo que ela pode derrubar a proibição se vencer a eleição com uma grande maioria.

Essa declaração causou um grande protesto público em maio de 2017, com milhares de pessoas tomando as ruas para mostrar seu apoio à proibição da caça às raposas. Falando no evento, o astro de TV Bill Oddie disse: “Este é um dia que pensei que eu nunca veria depois de uma conquista incrível em 2004 – a Lei da Caça. Muitos de nós pensamos ‘ok, evoluímos, agora vamos para outra questão’. O fato de termos que discutir sobre isso novamente é péssimo”, disse o astro.

Depois que May venceu a eleição – mas com uma pequena maioria – a questão parecia ter sido retirada a pauta, com os ativistas agora concentrando seus esforços no fortalecimento da legislação atual.

Matança

“Estes números mostram a triste realidade da imensa matança que ainda está ocorrendo nos campos britânicos pela caça à raposa”, disse Chris Luffingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports.

“Sabemos que esses relatórios são apenas a ponta do iceberg, com caçadas matando raposas indefesas indiscriminadamente em todo o Reino Unido e mentindo sobre suas atividades sanguinárias para encobrir seus crimes”, disse ele.

“No entanto, acredito que a maré está mudando, e os partidos políticos estão reconhecendo a necessidade de levar o bem-estar animal muito mais a sério e criar uma legislação mais forte para proteger a vida selvagem britânica”, acredita Luffingham.

Questão de legislação

Ele acrescentou: “A questão do bem-estar animal nunca foi tão importante para o público e para os partidos políticos como agora e está se tornando um ponto vital para o sucesso eleitoral”.

“Estamos pedindo que a proibição da caça seja reforçada com a introdução de sentenças de prisão para os que são pegos caçando. Precisamos de um impedimento adequado para acabar com as atividades bárbaras da caça e também é imperioso acabar com as brechas que permitem que os caçadores burlem a lei”.

Tecnologia anti-caça que detecta humanos em vez de animais tem ajudado na proteção da vida selvagem

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A tecnologia que reduziu de forma impressionante a caça de rinocerontes em uma reserva caça sul-africana poderá ser usada para ajudar outras espécies ameaçadas em todo o mundo, à medida que os conservacionistas e desenvolvedores do projeto buscam novas formas de deter os caçadores antes que eles consigam chegar até a vida selvagem.

A Dimension Data e a Cisco apresentaram pela primeira vez o resultado de seu esforço conjunto, a Conected Conversation, em 2015. A tecnologia usa uma mistura de sensores, circuito interno de câmeras, biometria e wi-fi para detectar caçadores em uma área remota no noroeste do país (África do Sul), onde há muito pouca comunicação eletrônica disponível.

O objetivo da iniciativa é rastrear pessoas em vez de animais, coletando dados sobre aqueles que entram no perímetro e enviando alertas aos guardas do parque quando uma atividade incomum é detectada.

Atualmente, os rinocerontes brancos estão quase no status de ameaçados, enquanto os rinocerontes-negros já são classificados como ameaçados de extinção, com apenas pouco mais de 5 mil membros da espécie vivos, segundo a World Wildlife Foundation (WWF).

A África do Sul abriga a maioria dos rinocerontes do mundo, que estão sob ameaça constante de caçadores. Os criminosos removem seus chifres e os vendem no mercado paralelo por preços mais altos que o ouro.

O chifre de rinoceronte é procurado por aqueles que acreditam que ele tem poderes medicinais para curar doenças como câncer e ressaca, embora seja o membro seja composto em grande parte por queratina, uma proteína também encontrada nos cabelos e unhas.

O projeto de proteção já foi lançado na Zâmbia, com outro equipamento já pronto para começar o monitoramento no Quênia, mas os conservacionistas por trás da tecnologia agora estão procurando novos locais para expandir mais ainda a tecnologia, com um número grande de interessados da Índia, Nova Zelândia e outros.

“Eu acredito que a tecnologia seja particularmente adequada para a África, onde o que estamos procurando é salvar rinocerontes, elefantes, leões e pangolins, e todas as demais espécies ameaçadas”, disse Bruce Watson, conservacionista e executivo do grupo da Aliança Cisco com a Dimensiona Data.

“Existem cerca de 7 mil espécies ameaçadas em todo o mundo, mas o que vamos fazer agora é pegar a solução e movê-la para a Índia”, afirma Watson.

“Recebemos dois pedidos de parques de proteção aos tigres na Índia, solicitações na para a Ásia, e até tivemos requisições de uma baía na Nova Zelândia para proteger raias, baleias e tubarões.

“Fomos contatados por um parque em Montana nos EUA, que será um imenso parque de pradarias, provavelmente uma das maiores reservas do mundo, para colocar nossa solução tecnológica contra a caça lá também”.

“E depois vamos levar nossa descoberta para a América do Sul, para proteger onças e leões da montanha”.

O projeto tem sido um enorme sucesso para na área de conservação e proteção até agora, não tendo perdido um rinoceronte para a caça desde janeiro de 2017. Em seus dois primeiros anos de operação, a tecnologia conseguiu reduzir a caça na reserva em 96%.

Nacionalmente, a África do Sul também registrou queda na caça, com 508 rinocerontes mortos nos primeiros oito meses de 2018, uma redução de 26% em relação ao mesmo período de 2017.

Além da expansão para proteger outras espécies, a Connected Conservation também está explorando novas soluções para aprimorar seu próprio trabalho, usando aprendizado de máquina (termo original: machine learning), inteligência artificial e sensores mais sofisticados.

“A solução proativa está criando um refúgio seguro para os animais andarem livremente e protegendo a terra contra pessoas mau intencionadas, que fazem parte da fraternidade da caça”, continuou Watson.

“O número de incursões diminuiu de forma acentuada – o número de tiros disparados, o número de cercas de arame cortada em pontos de entrada, todos foram reduzidos.”

No entanto, o conservacionista alertou que os caçadores estão continuamente tentando truques alternativos para entrar na reserva protegida com a nova tecnologia.

“Muitas vezes o que eles fazem é rastejar por uma estrada, por exemplo, usando os cotovelos e joelhos, então você não pode pegar os rastros de sapatos ou pés para interceptar esse estratagema”, disse ele.

“Às vezes eles colocam seus sapatos no sentido errado, então parece que eles estão saindo da reserva, em vez de entrar na reserva.

“Os caçadores também colocam uma garrafa plástica nos pés, para que o sistema pense que é apenas um pequeno antílope cruzando a estrada.”

Watson elogiou o Reino Unido e a família real por sua ajuda sobre o assunto, depois de participar da Conferência sobre o Comércio Ilegal da Vida Selvagem em Londres, no ano passado, com o ministro responsável pelo combate ao tráfico internacional de animais, Mark Field.

Bolsonaro anuncia decreto favorecendo caçadores, atiradores e colecionadores de armas

Foto: Bolsonaro/Facebook

Foto: Bolsonaro/Facebook

Em uma declaração feita ao vivo de seu Facebook, na noite de quinta feira última (11), o presidente Jair Bolsonaro afirmou ter um decreto pronto sobre as atividades de colecionadores de armas, atiradores esportivos e caçadores, os chamados CACs:

“Vai dar o que falar também. Está prontinho um decreto sobre os CACs. O que é CAC? Colecionador, atirador e caçador. Ouvimos gente na ponta da linha, essas pessoas, ouvimos gente do Exército, [ouvimos] Polícia Federal. Lógico, já houve choque de conflitos, mas democraticamente eu decidi por vocês. O decreto deve sair na semana que vem”.

A declaração representa motivo de preocupação não só para os movimentos ligados à conservação da biodiversidade e contrários à liberação da caça como para todos os defensores dos direitos animais.

O presidente disse ainda que convidará parlamentares integrantes da bancada da segurança pública para o evento de assinatura do decreto no Palácio do Planalto e ressaltou que a medida vai “facilitar e muito” a vida de colecionadores, atiradores e caçadores.

Não foram fornecidos mais detalhes sobre o decreto, o que abre espaço para especulações e apreensão. Já existe um projeto de lei considerado pró-caça que “cria o Estatuto dos CACs, para dispor sobre o exercício das atividades de colecionamento, de tiro desportivo e de caça, em todo o território nacional”, o que deixa margem para a crença de que a declaração do presidente possa ter alguma novidade não divulgada de início e de impacto considerável em relação ao assunto que não estaria presente no projeto de lei 1.019/2019, conhecido como PL Pró-caça.

O PL pró-caça é o 1.019/2019, de autoria do deputado federal Alexandre Leite (DEM/SP). Na proposta do parlamentar, “é direito de todo cidadão brasileiro o exercício das atividades de colecionamento, de tiro desportivo e de caça, de acordo com o disposto nesta Lei e em seus regulamentos” (artigo 3º).

Somando-se a isso há ainda há o fato preocupante de que na campanha em 2018, circulou um vídeo em que Bolsonaro se dizia favorável à caça esportiva para um integrante da Associação Nacional de Caça e Conservação (ANCC). Posteriormente o atual presidente negou ser favorável à caça, alegando que o vídeo foi editado, pois na gravação completa ele estaria falando “somente” de abate de javalis.

Foto: WIKIMEDIA COMMONS

Foto: WIKIMEDIA COMMONS

O que não o isenta do mal-estar causado pela declaração, uma vez que os javalis são tão dignos do direito â vida como qualquer outro animal.

Mas sociedade está reagindo e não pretende aceitar a tudo calada: em 26 de março foi divulgado o Manifesto Contra a Liberação da Caça no Brasil, o texto é uma iniciativa do coletivo de ambientalistas e pesquisadores Aliança Pró Biodiversidade (APB) que elaborou um manifesto contra as tentativas de tornar a caça comercial e esportiva práticas legalizadas no Brasil.

O manifesto já conta com 400 signatários até o momento.

Foto: Vinicius Ribeiro/YouTube

Foto: Vinicius Ribeiro/YouTube

Proibida no Brasil desde 1967, as iniciativas a favor da liberação da caça não param de crescer a sombra do atual governo. Atualmente, quatro projetos de lei pró-caça estão tramitando na Câmara dos Deputados.

A caça nada mais é que é um extermínio de vidas de seres indefesos de forma covarde e predatória por humanos prepotentes. Os animais ficam expostos e ao bel prazer de caçadores armados têm suas vidas arrebatas e seus corpos expostos como motivo de orgulho e vaidade.

Acreditar e apoiar a diversão ao custo da vida de outro ser é um ato cruel e irresponsável que sinaliza de forma clara e inequívoca a que rumo se dirige nossa sociedade.

Lutemos para que esse triste retrato de nosso tempo, que representa um retrocesso, não se consolide.

Clique aqui para conhecer o manifesto “A SOCIEDADE REAGE: NÃO À LIBERAÇÃO DA CAÇA NO BRASIL! “

Ibama autoriza uso de armas brancas e exploração de cães na caça ao javali

O Ibama atualizou as regras para a prática cruel da caça ao javali, única espécie que tem autorização para ser caçada em todo o território nacional. Com a mudança, passa a ser permitido de arma de fogo, facas e armadilhas, além de ter sido autorizada a exploração de cachorros durante a caça. A nova portaria foi publicada no Diário Oficial na última semana.

A nova portaria implementou também o Sistema Integrado de Manejo de Fauna (SIMAF), um sistema eletrônico para recebimento de declarações e relatórios sobre a caça ao javali que, segundo o pesquisador da UNESP de Rio Claro (SP) Felipe Pedrosa, é a principal novidade das novas regras estabelecidas.

Foto: Pixabay

“Antes o processo era o uso de documentação em papel e ida na sede do Ibama mais próxima”, disse. As informações são do portal O Eco.

Pedrosa classifica a exploração de cachorros na caça como “polêmica”, mas a defende, dizendo que trata-se de uma ferramenta portante “que não poderia ser negligenciada ou proibida”, ignorando o fato de que esses cães são explorados ao serem submetidos a treinamentos anti-naturais e forçados a participar de uma prática que coloca suas vidas e sua integridade física em risco, além de causar sofrimento também para os javalis.

A normativa estabelece que a exploração de cães deve ser vedada de maus-tratos, que o javali deve ser morto rapidamente “sem que provoque sofrimento desnecessário aos animais”. No entanto, vídeos divulgados na internet que mostram cachorros mordendo javalis, sob ordem de caçadores, demonstram que a crueldade animal é intrínseca a essa prática e que, portanto, os animais sofrem e sentem dor.

As novas regras estabelecem que os cães usem um colete peitoral, com identificação do responsável, que deve portar atestado de saúde dos animais emitido por veterinário e carteira de vacinação atualizada. O caçador poderá ser punido nos termos da Lei de Crimes Ambientais caso não cumpra essas exigências.

A exploração de cachorros, no entanto, não foi autorizada de forma definitiva. O Ibama disse que irá reavaliar a autorização em um período de até dois anos para definir se os caçadores poderão continuar explorando cães, conforme prevê o Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali no Brasil.

Enquanto o Ibama caminha na contramão dos direitos animais, autorizando a exploração de cães e promovendo mais sofrimento aos javalis, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados aprovou, em 31 de março, um projeto de lei que criminaliza a prática de explorar cachorros em caçadas. A proposta será analisada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça para depois seguir para o plenário da Câmara e, em seguida, para o Senado.

Nota da Redação: a caça ao javali, que já é permitida no Brasil há bastante tempo, é por si só uma prática extremamente cruel e que atenta contra os direitos animais. No entanto, as novas regras são ainda mais cruéis, já que autorizam o uso de armas de fogo e facas, que causarão ainda mais sofrimento aos javalis, e permitem que cachorros sejam explorados, o que os insere em uma situação em que eles são forçados a realizar uma atividade anti-natural que os coloca em risco. O fato dessas normas terem sido regulamentadas pelo Ibama, um órgão que se diz defensor do meio ambiente e que deveria zelar pela vida e integridade física dos animais, torna o caso ainda mais alarmante e inaceitável. É preciso que órgãos e governantes atuem em consenso em prol da proteção animal, garantindo o direito à vida a todos os seres, não o contrário.

Conheça os dez animais mais ameaçados de extinção pelo apetite humano

Foto: Alamy

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Vítimas de caçadores movidos pela demanda do tráfico internacional, seja por status, decoração ou alimentação, e da extensão de algumas atividades humanas, como enredamentos, tráfego intenso fluvial e perda de habitat, aqui estão alguns dos animais que mais correm risco de extinção.

Se há um único prato que simboliza a disposição dos humanos em comer outros animais, fora da existência, é a espécie de ave conhecida como Sombria (Emberiza hortulana).

Tradicionalmente, esse pássaro canoro pequenino, valorizado desde os tempos romanos, é devorado inteiro, em uma só mordida, com a cabeça escondida debaixo de um guardanapo para ocultar a vergonha em cometer o ato brutal. Embora, afogada em tempero e frita, essa “delicadeza” não passa de um crime contra a natureza.

Na França, onde a caça de sombrias foi banida desde 1999, 30 mil aves ainda são capturadas a cada ano, segundo o RSPB; eles chegam a custar 150 euros cada. Apesar dos esforços de conservação, o número de sombrias caiu 84% entre 1980 e 2012.

No entanto, a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) lista a ave como “uma espécie de menor preocupação”. Existem muitos animais que estão em perigo muito maior, de acordo com o Prof. David Macdonald da Universidade de Oxford, que relatou em 2016 que os nossos hábitos culinários ameaçam 301 espécies de mamíferos terrestres com extinção.

Aqui estão 10 das criaturas que estão em maior risco de extinção, com base no estudo do professor Macdonald, com base em informações da Marine Conservation Society (MCS), lista vermelha da IUCN de espécies ameaçadas e do programa de conservação Edge of Existence da Zoological Society of London (ZSL).

Salamandra gigante chinesa

Antigamente encontrada no centro, no sudoeste e no sul da China, o maior anfíbio do mundo teve uma queda em sua população de 80% desde 1960, de acordo com Olivia Couchman, da ZSL.

Apesar de estar protegida sob o apêndice Cites I (o mais alto nível de proteção dado pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres), os espécimes supostamente chegam a valer mais de 1.500 dólares no mercado paralelo, onde são valorizados tanto quanto iguaria gastronômica quanto pelas suas propriedades medicinais (crenças da medicina chinesa).

Em 2015, o Washington Post noticiou que repórteres disfarçados de um jornal chinês, haviam flagrado 14 policiais comendo a salamandra durante um jantar em um restaurante de frutos do mar em Shenzen (China).

Esturjão beluga

Foto: lapandr/Getty Images/iStockphoto

Foto: lapandr/Getty Images/iStockphoto

Esses peixes antigos e gigantescos (que podem chegar a pesar até uma tonelada e meia) podiam ser encontrados desde a Rússia central até a Itália e o norte do Irã, mas a intensa pesca realizada tendo a espécie como alvo – impulsionada pela demanda por sua carne e ovas (caviar) – mais o efeito devastador do tráfego intenso de navios nos rios durante os seus padrões migratórios de desova, reduziram sua presença a apenas dois rios, o Ural e o Danúbio, e as bacias que alimentam, o Cáspio e o Mar Negro, respectivamente.

Como diz Jean-Luc Solandt, do MCS, esta espécie é uma das que “definitivamente pode se tornar extinta em uma geração”. Com o caviar Beluga chegando a valores altíssimos por quilo, é fácil entender por que a superexploração continua sendo um problema. E o beluga não é o único esturjão em apuros: das 27 espécies, a IUCN coloca outras 15 na mesma faixa de criticamente ameaçada.

Pangolim

Foto: Alamy

Foto: Alamy

Desde 2000, acredita-se que mais de um milhão de pangolins, o mamífero selvagem mais traficado do mundo, tenha sido morto por sua carne e osso, e principalmente por suas escamas (usadas na medicina tradicional chinesa).

Quando todas as oito espécies de pangolim entraram para o apêndice I da CITES em 2016, todos na convenção da entidade aplaudiram. No entanto, como ressalta Dan Challender, da Universidade de Oxford, as apreensões alarmantes continuam ocorrendo: 8,3 toneladas de escamas, totalizando 13.800 pangolins, em Hong Kong em janeiro, na interceptação de um embarque da Nigéria destinado ao Vietnã; 30 toneladas de animais vivos e congelados e partes do corpo na Malásia em fevereiro.

Como as espécies asiáticas, particularmente as sunda e as chinesas, não são mais comercialmente viáveis para os traficantes porque restaram tão poucas, a demanda local está sendo suprida pelo comércio intercontinental.

Paul De Ornellas, o principal assessor de vida selvagem do WWF do Reino Unido, descreve isso como “um continente que suga a vida selvagem de outro”.

Tubarão-anjo

Foto: BIOSPHOTO/Alamy Stock Photo

Foto: BIOSPHOTO/Alamy Stock Photo

O MCS diz que esta espécie está “a um passo da extinção” na natureza. Seu alcance – que até meados do século XX se estendia da Noruega e Irlanda até o Marrocos e o Mar Negro – sofreu uma queda de 80% e foi declarado extinto no Mar do Norte. Este peixe sedentário que fica no fundo do mar é mais ameaçado pela pesca de arrasto que tem como alvo outras espécies, onde ele acaba sendo capturado acidentalmente.

Tartaruga-gigante gigante do Yangtze (Tartaruga do rio Vermelho)

Uma vez encontrada em extensas populações no Vietnã e na China, esta espécie está agora reduzida a apenas quatro indivíduos conhecidos, graças ao apetite local por sua carne e ovos.

Com dois machos em diferentes lagos vietnamitas e o outro par em um programa de reprodução em cativeiro chinês ainda mal sucedido (o macho tem um pênis danificado, de acordo com o New Yorker), Couchman diz que seria surpreendente se a espécie conseguisse sobreviver.

A situação desta tartaruga de água doce remete a da população de tartarugas no geral: depois dos primatas, eles são o segundo animal mais ameaçado dos principais grupos de vertebrados do mundo.

Gorila da planície oriental ou Gorila de Grauer

Encontrado nas montanhas do leste da República Democrática do Congo, no noroeste de Ruanda e no sudoeste de Uganda, este gorila é particularmente vulnerável à caça por sua carne, associada a campos de mineração ilegais.

Enquanto as outras subespécies de gorilas orientais – como o gorila da montanha – são os únicos grandes primatas que tem aumento em seus números, as populações das planícies do leste estão em constante declínio.

Embora a violência na região tenha impossibilitado a contabilidade exata, estima-se que sua população tenha caído 77% em uma única geração, para 3.800 indivíduos, de acordo com a lista da Edge of Existence.

Enguia europeia

Foto: PicturePartners/Getty Images/iStockphoto

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Estes misteriosos peixes migram do Atlântico (acredita-se que sejam gerados no Mar dos Sargaços) para águas frescas e costeiras para crescer, depois voltam para o oceano para se reproduzir.

Embora pouco se entenda sobre qualquer processo, as enguias juvenis (chamadas de vidro por sua transparência) e maduras (da cor prata ou amarelas) têm sido excessivamente exploradas, a ponto de os números da espécie terem caído pela metade desde a década de 1960. A exploração excessiva é apenas uma das muitas ameaças que as enguias enfrentam, o MCS pede aos humanos que “evitem comer enguias europeias em qualquer fase do seu ciclo de vida”.

Colobus vermelho

Foto: Nature Picture Library/Alamy Stock Photo/Alamy Stock Photo

Foto: Nature Picture Library/Alamy Stock Photo/Alamy Stock Photo

Christoph Schwitzer, da Bristol Zoological Society, diz que este grupo de espécies de macacos – que são atualmente 18 – é um excelente exemplo de grandes primatas sendo caçados até a extinção “porque eles dão uma boa refeição em família”.

Eles são encontrados em toda a África subsaariana, onde a degradação do habitat, a construção de rodovias e a comercialização de carne proveniente da caça, causar com efeitos devastadores aos animais. Uma das espécies, o colobus vermelho de Miss Waldron, já esta extinta, não tendo sido vista em estado selvagem desde 1978, enquanto o mais recentemente descoberto, o colobus vermelho do delta do Níger, está prestes a desaparecer nos próximos cinco anos.

Indri ou babakoto

Os lêmures de Madagascar – entre os quais o indri em preto e branco é o maior – são o grupo de primatas mais ameaçado do mundo: 105 das 111 espécies e subespécies conhecidas da ilha estão ameaçadas de extinção.

Embora a degradação do habitat devido à agricultura de corte e queimadas tenha sido um problema (com hábitos alimentares humanos representando uma ameaça indireta), nos últimos 15 anos foi revelado um aumento alarmante na caça a esse animais por subsistência e comércio (demanda causada por restaurantes locais, segundo Schwitzer.

Essa nova ameaça está ligada à crise política e econômica da ilha. Como Couchman mesmo descreve, “as pessoas estão morrendo de fome”.

Saola

Eles podem parecer antílopes, mas esses grandes mamíferos que habitam a floresta, encontrados nas Montanhas Annamite, ao longo da fronteira entre o Laos e o Vietnã, estão mais relacionados com as populações de bois selvagens e os búfalos.

A ciência ocidental só ficou sabendo de sua existência no início dos anos 90, quando chifres foram encontrados nas casas de caçadores vietnamitas.

Pouco ainda é conhecido sobre eles hoje, incluindo quantos ainda restam. A lista da Edge of Existence diz que pode ser de apenas 30.

Para De Ornellas, o saola está ligado à “síndrome da floresta vazia”, uma preocupação real nesta região do sudeste da Ásia, onde quase todos os grandes animais foram caçados para alimentação local.

França é acusada de falhar na proteção de pássaros ameaçados de extinção

Foto: Alamy

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Ativistas em defesa dos direitos animais vão apresentar uma queixa oficial à União Europeia, acusando a França de falhar em proteger espécies de pássaros ameaçadas de extinção.

A Liga para a Proteção das Aves (LPO) francesa está usando o 40ª aniversário da “medida diretiva de aves” estabelecida pela UE, que proíbe a morte “massiva” de aves, para denunciar o que considera métodos cruéis e ilegais de extermínio das espécies.

Estes métodos incluem os adesivos cobertos de cal e colocados em árvores ou arbustos para capturar pássaros quando eles pousam, e armadilhas que esmagam os pássaros com pedras pesadas e forcas.

O LPO diz que foi forçada a agir depois que o governo francês recusou-se a responder a suas queixas e o conselho estadual aprovou o uso de armadilhas com cola, afirmando que o método era o mais tradicional e que não havia outro método satisfatório para aprisionar as aves.

As armadilhas de pedra (que esmagam os pássaros), que estiveram banidas por mais de um século, foram legalizadas na França em 2005 e também são consideradas extremamente cruéis, já que muitas vezes as aves agonizam por horas.

Diversas espécies de pássaros ameaçadas são vítimas frequentes de caçadores franceses, apesar de um declínio em certas espécies. A LPO denuncia que as proteções as aves são frequentemente ignoradas.

Kim Dallet, porta-voz da LPO, disse que a Liga apresentou várias queixas ao governo francês sobre a caça de aves e extermínio de espécies ameaçadas, mas muitas vezes sem resposta.

“Para marcar o aniversário da medida diretiva da UE, estamos levando as queixas para o nível europeu, com isso, esperamos forçar o governo francês a responder e respeitar a diretiva”, disse ela.

Ela acrescentou: “Temos espécies de aves em situações frágeis em termos de conservação que ainda estão sendo caçadas na França, o que é absolutamente contra a diretiva”.

“Eu não sei porque as pessoas caçam na França, talvez porque o pais tenha uma tradição de caça. Mas a situação tem que evoluir”.

Dois relatórios divulgados por pesquisadores franceses no ano passado descobriram que o número de aves nas áreas rurais havia caído um terço em 15 anos, em parte por causa da agricultura industrial e do “uso maciço de pesticidas”.

O presidente francês, Emmanuel Macron, participou de uma caçada durante as comemorações do seu 40º aniversário no Château de Chambord em dezembro de 2017. “A caça é uma vantagem maravilhosa para a biodiversidade, desenvolvimento do nosso território rural e uma atividade popular para salvaguardar”, disse ele

O site Chasseurs de France twittou uma foto de Macron com caçadores, dizendo que ele havia “elogiado a contribuição da caça à natureza”.

Com posicionamentos especistas e irresponsáveis como estes sendo emitidos pelas autoridades responsáveis ,que deveriam ser as mais preocupadas em proteger as espécies, não se admira que a vida de tantas aves no país estejam ameaçadas de extinção.

Nota da Redação: toda e cada vida é preciosa, pássaros são livres e jamais devem ser capturados ou mortos para serem comidos como alimentos. Qualquer atividade ou procedimento que ameace a vida ou cause qualquer sofrimento aos animais é contrário ao que que acredita a ANDA.

Cientistas alertam para o aumento do número de elefantes nascendo sem as presas

Foto: Bored Panda/Reprodução

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Há diversos itens de colecionador, raros e exclusivos, cobiçados por milionários do mundo todo, muitos deles pagariam qualquer preço para possuí-los: carros, quadros, joias, entre outros bens materiais. Infelizmente, o custo de alguns desses itens cobiçados têm um preço maior do que aparentam, alguns chegam a custar a vida de um animal indefeso.

O marfim sempre foi considerado símbolo de status e poder aquisitivo. Esculturas de arte feitas com o material alcançam valores altíssimos. Existe até uma crença popular ignorante de que ele possa curar numerosas doenças (como o câncer) e tenha o poder de aumentar a virilidade e a força.

A morte de elefantes por suas presas tem ocorrido há muitos anos. Esta prática já ameaça a sobrevivência de elefantes africanos e asiáticos. Segundo o The Elephant Census (entidade filantrópica que estuda e protege os elefantes) esses animais podem estar extintos nos próximos cinco anos se a taxa de extermínio da espécie se mantiver nos mesmo níveis que agora.

Foto: Bored Panda/Reprodução

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Presas de elefante têm sido alvo de caçadores ávidos por dinheiro ao longo da história, feitas de marfim e de difícil acesso são consideradas um dos artigos mais valiosos no mercado paralelo, e mesmo que matar esses animais inocentes pelo material de suas presas seja estritamente ilegal, ainda há uma enorme demanda por ele em muitos países ao redor do mundo, o que alimenta esse comércio cruel.

Ainda que o tráfico nacional e internacional de marfim seja estritamente ilegal, ele continua acontecendo.

Porém um novo movimento da natureza pode estar mudando o rumo dos acontecimentos.

Recentemente cientistas do Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique (África), notaram um fenômeno que vem acontecendo com os elefantes. Segundo a National Geographic, a maioria dos elefantes idosos que sobreviveram à guerra civil e à caça eram elefantes nascidos sem presas.

Agora, os pesquisadores descobriram que um terço dos elefantes em Moçambique não têm presas, ou seja, estão nascendo sem elas.

Foto: Bored Panda/Reprodução

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Costumava haver apenas cerca de 4% de elefantes nascidos sem presas no território, mas esse tipo de animal raramente é morto, desta forma, eles estão se reproduzindo rapidamente e suas populações estão crescendo.

Depois que a notícia sobre os elefantes sem presa se espalhou, muitos classificaram o fenômeno como a forma da mãe natureza de lutar contra o extermínio dos animais.

Com o aumento do número de elefantes nascendo sem presas, esse tipo de mudança pode acabar, de uma forma natural, com o tráfico cruel e desumano de marfim. No entanto, tudo na natureza funciona em conjunto e o efeito borboleta dessa mudança pode causar alterações em todo o ecossistema.

Mesmo que agora os cientistas não tenham notado nenhuma mudança significativa na maneira como os elefantes se comportam sem as presas, esses “dentes superdesenvolvidos” são muito importantes, além de serem usados pelos elefantes para conseguir comida em seu cotidiano.

De acordo com a National Geographic, há uma espécie de lagartos, que normalmente vive em árvores, que costuma ser espantada pelos elefantes (com as presas em função da altura, para se alimentar das folhas), então se o número de elefantes nascidos sem presas crescer, isso também pode afetar outras populações de animais.

Alguns especialistas argumentaram que a espécie poderia estar “evoluindo” para sobreviver.

Mas outros, com uma visão diversa, rapidamente entraram em cena para explicar que esse tipo de mudança não pode ser considerada evolução, pois é o resultado de uma atividade humana cruel e irresponsável que pode levar diversos outros problemas em nosso ecossistema.

Assim sendo caracteriza-se mais uma ocasião em que a interferência humana afeta o planeta de forma inesperada e imprevisível. Consequências e possíveis efeitos só poderão ser consistentemente avaliados com o tempo, mas uma coisa é certa, o novo “tipo” de elefantes que esta nascendo, não será alvo dos caçadores mercenários.