Mais de 60 mil focas são por mortas por ano no Canadá

Jonathan Hayward/Shutterstock

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A temporada anual de caça às focas bebês no Canadá corre o risco de continuar em um nível ainda pior uma vez que lobistas tem trabalhado fortemente junto ao governo para que sejam eliminadas as restrições vigentes aos massacres brutais.

O governo canadense permite o extermínio em massa desses animais com o objetivo de comercializar de sua pele. Notícias recentes relatam que novos e intensos lobbies tem ocorrido junto ao primeiro-ministro Justin Trudeau.

A temporada sangrenta tem atraído severas críticas de defensores dos direitos animais, os métodos cruéis usados pelos caçadores para matar as focas incluem empalamento, goles de machados e tiros.

A maioria dos animais mortos são filhotes que tem entre duas semanas e três meses de idade, fotos da ONG The Human Society mostraram os bebês sendo sendo espancados, macerados cruelmente antes de serem arrastados para os barcos de pesca.

Nos últimos cinco anos, mais de 1 milhão de focas foram mortas no país, não satisfeitos, os lobistas trabalham agora pela suspensão das normas protetivas nas licenças comerciais, permitindo a caça em uma reserva natural em Quebec e a liberação para o lançamento de uma caçada comercial em massa em British Columbia, segundo informações do jornal The Independent.

As focas mortas são em sua maioria focas brancas (Pagophilus groenlandicus) e em um grau menor focas cinzentas (Halichoerus grypus). Os números mostram que desde 2002 um número expressivo de mais de 2 milhões de focas brancas foram mortas, sendo que 66.800 apenas em 2016 – isso por menos de mil caçadores ativos.

Stewart Cook/Shutterstock

Stewart Cook/Shutterstock

O número recente de focas mortas apresenta uma queda significativa em relação aos números registrados em meados da década de 2000, com 218 mil focas mortas em 2008, 355 mil em 2006 e 366 mil em 2004.

A razão para a queda no número de animais mortos é a proibição em nível mundial (alcançando 37 países) da venda de peles de focas, o que levou o mercado global desse item ao colapso. Mas os defensores das focas afirmam que a cota de mortes aumenta a cada ano, mesmo com a diminuição da demanda por peles.

Assumindo a frente das acusações contra a caça na Costa Leste do Canadá, dentro e ao redor de Newfoundland, a ONG Humane Society argumenta que a atividade cruel esta sendo até subsidiada pelo governo desde que vários países no mundo proibiram as importações de peles de foca.

A entidade classifica a caça as focas como um ato brutal, economicamente nula e além de ser responsável por dizimar populações inteiras de animais.

Combatendo argumentos dos caçadores, o órgão afirma que, 6 mil pescadores participam do extermínio fora de temporada e isso equivale a apenas um vigésimo de sua renda.

Alguns grupos de lobby da indústria pesqueira tentam afirmar que as focas devem ser mortas para proteger os estoques de peixe, mas nada pode estar mais longe da verdade”, disse a ONG.

A Humane Society afirma que a verdadeira causa do esgotamento dos estoques de peixes na Costa Leste do Canadá é a pesca humana e não a ação das focas.

A Pacific Balance Pinniped Society (Sociedade do Equilíbrio de Pinípedes do Pacífico), um grupo de caçadores de focas, afirma que as águas ao redor de Britsh Columbia são “atormentadas por uma superpopulação” de focas e leões-marinhos, como forma de tentar justificar o sacrifício dos animais.

Os cientistas contestam este argumento e alertam que ele pode até pôr em perigo as baleias, afirmando que uma queda nas populações de focas, que são parte da cadeia alimentar desses cetáceos gigantes, pode impactar na alimentação deles.

Foto: Humane Society Internacional

Foto: Humane Society Internacional

“As focas estão sendo usadas como bode expiatório, assim como as baleias já foram acusadas uma vez pelo declínio da pesca”, disse Hal Whitehead, biólogo marinho de Halifax, Nova Escócia, ao The Guardian.

A Humane Society acusou a tentativa da associação de caçadores de colocar a culpa pela queda do número de peixes nas focas de “uma argumentação conveniente para a indústria pesqueira”. Dessa forma eles desviam a atenção de suas “práticas irresponsáveis e ambientalmente destrutivas que continuam até hoje”.

Relatos mencionam denúncias de filhotes sendo esfolados vivos e sua carne sendo deixada em pilhas para apodrecer, pois há mercado apenas para o óleo extraído das focas e para seus pênis que são tidos como afrodisíaco em algumas partes da Ásia.

A fim de evitar danos às peles, a maioria delas é morta com tacos ou “hakapik” – uma ferramenta desenvolvida especialmente para a caça as focas, que tem uma “cabeça” de martelo em uma ponta, usado para esmagar seus crânios de um lado e do outro um gancho para arrastar suas carcaças.

O extermínio vergonhoso desses animais foi amplamente prejudicado pela proibição da importação de peles de foca pela UE. A Índia juntou-se mais recentemente à proibição que une 37 países, incluindo os EUA.

Orelhas de elefante e ossos de leão estão entre os troféus de caça importados para o Reino Unido

Foto: Ton Koene/Alamy

Foto: Ton Koene/Alamy

Ossos de leões, crânios de leopardo e couro de elefante em uma cadeira otomana, estavam entre as partes do corpo de animais ameaçados de extinção importados para o Reino Unido por caçadores de troféus por meio de uma brecha na lei internacional de 2018, de acordo com informações do The Guardian.

O governo está enfrentando novos pedidos de proibição da importação de troféus de caça de espécies ameaçadas de extinção, após 74 partes raras de corpos de animais terem sido legalmente trazidas para o país por caçadores no ano passado, incluindo dentes de hipopótamo, orelhas de elefante e peles de crocodilo.

Ativistas afirmaram que as partes de leões importadas da África do Sul provavelmente vieram de fazendas de leões, lugares onde os animais são criados especificamente para caçadores de troféus e para atender à crescente demanda de ingredientes para remédios tradicionais nos mercados asiáticos.

Dois animais inteiros taxidermizados, quatro crânios e dois tapetes de pele estavam entre as 12 partes de leões africanos importados para o Reino Unido usando a lei de exceção de caça ao troféu firmada na Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora (CITES) em 2018, segundo dados obtidos da Agência de Sanidade Animal e Vegetal, sob um pedido de liberdade de informação.

Um crescente descontentamento público com a caça de troféus no Reino Unido vem sendo observado depois que o vídeo de um caçador americano atirando em um leão macho adormecido no Zimbábue em 2011 surgiu nas redes sociais. O leão, mostrado se contorcendo de dor após o primeiro tiro, precisou ser baleado mais duas vezes.

O governo prometeu banir as importações de troféus de leões por volta de 2017, a menos que a indústria de caça tenha derrubado a lei, mas até então ela não sofreu alterações.

Christine MacSween, diretora executiva da LionAid, disse sobre os novos números divulgados: “O fato desses produtos (partes) de leões todos virem da África do Sul indica fortemente que os caçadores de troféus estão apoiando a indústria de criação desses animais em cativeiro, que foi amplamente condenada em todo o mundo como crueldade animal, além de ser uma prática antiética e moralmente repreensível”.

“Na verdade, foi o ex-jornalista Roger Cook quem expôs essa indústria de criação de leões, criada para satisfazer os caçadores de troféus em 1997, e apesar da repulsa sobre o que foi mostrado pelo Cook Report, 22 anos depois o governo não fez nada para evitar a importação de troféus de caça para o Reino Unido”, lamenta MacSween.

Alguns conservacionistas argumentam que proibir a caça de troféus seria uma distração, já que a grande maioria das espécies ameaçadas e vulneráveis são mortas por caçadores (para tráfico) de vida selvagem. Mais de 50 elefantes são mortos por dia, segundo o WWF.

Couro de elefante, oito presas e quatro pés estavam entre as 28 partes dos corpos de elefantes importadas para o Reino Unido em 2018, de acordo com os números divulgados. Sob regras internacionais, os troféus podem ser trazidos para o bloco de paises, desde que não afetem a sobrevivência de nenhuma espécie. Os dados da Cites não indicam quando os animais foram mortos.

Em uma uma menção aos troféus de elefantes oriundos da Zâmbia, Eduardo Gonçalves, o fundador da Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, disse: “Há um desastre em curso envolvendo a população de elefantes da Zâmbia, que sintetiza a crise que a espécie enfrenta. Na década de 1960, a Zâmbia tinha uma das maiores populações de elefantes na África, estimada em mais de 200 mil animais. Hoje acredita-se que sejam menos de 10 mil..

“Cientistas descobriram que a combinação de caça para abastecer o tráfico e caça de troféus já está superando a taxa reprodutiva de elefantes. Sem uma ação drástica, há o risco de que o elefante africano esteja em um estado de declínio terminal”, diz Gonçalves.

Uma moção inter-partidária exigindo que o governo do Reino Unido suspendesse as importações de troféus foi assinado por mais de 159 deputados.

Respondendo a uma pergunta parlamentar (feita em sessão) sobre as importações de troféus de caça em janeiro, a ministra Thérèse Coffey disse: “O governo leva a conservação das espécies muito a sério”.

“A importação de troféus de caça de espécies ameaçadas para o Reino Unido já está sujeita a controles rígidos. Uma licença só será emitida se não for demonstrado nenhum impacto negativo sobre a sobrevivência de espécies ameaçadas. Isto significa que as importações de certas espécies e de certos países são atualmente proibidas porque são consideradas insustentáveis”, comentou ela.

“Pretendemos realizar uma mesa redonda com organizações de todos os lados do debate, a fim de obter uma melhor compreensão das questões, bem como considerar qualquer aconselhamento científico”, concluiu a ministra.

Leopardo é resgatado após ficar preso em armadilha dentada

Foto: Wildlife SOS

Foto: Wildlife SOS

Um leopardo do sexo masculino, de três anos de idade, encontra-se em recuperação após ter sido resgatado no início desta semana no que a ONG Wildlife SOS chama de “uma das mais piores ameaças humanas à vida selvagem, a armadilha dentada”.

Dispositivos cruéis usados para capturar ou imobilizar animais, armadilhas dentadas são dispositivos de caça cruéis que causam indiscriminadamente ferimentos graves e morte a qualquer ser senciente que seja pego por elas. Conforme informações do site WAN, até mesmo crianças e animais domésticos, como cães e gatos, já foram vítimas desses equipamentos desumanas.

“Os animais capturados nessas armadilhas muitas vezes lutam por horas, em alguns casos até dias antes de sucumbirem à sede, fome, estrangulamento, lesões internas e até predação de outros animais carnívoros”, escreveu em seu site a Wildlife SOS, que participou do resgate bem sucedido do leopardo. Informando ainda que o leopardo, neste caso, foi encontrado preso em uma armadilha dentada de aço, colocada por caçadores em Jeur Haibati Village, localizado no distrito de Ahmendnagar, em Maharashtra, na Índia.

Foto: Wildlife SOS

Foto: Wildlife SOS

Depois de receber um pedido de ajuda do Departamento Florestal de Maharashtra, que busca conscientizar e educar a população sobre a ilegalidade de tais delitos e para com a caça, eles enviaram uma equipe de quatro membros equipados com redes de proteção, equipamentos de contenção e caixa de resgate.

O membro dianteiro esquerdo do leopardo ficou preso na armadilha dentada na tentativa de se libertar da dolorosa mandíbula de aço presa em perna, o leopardo começou a se descontrolar entre pulos e gritos que foram ouvidos no campo agrícola vizinho, conforme informações da Wildlife SOS divulgadas em seu site, o que atraiu uma multidão de espectadores que se juntou em torno da área, aumentando ainda mais o desespero do animal.

Depois que oficiais do Departamento Florestal e a equipe do Centro de Resgate de Leopardos Manikdoh Rescue Center executaram medidas de segurança pública isolando a área, o veterinário da Wildlife SOS, Dr. Ajay Deshmukh, conseguiu imobilizar cuidadosamente o enorme felino, aplicando uma injeção sedativa a uma distância segura.

A organização explicou que a rápida remoção da armadilha dentada foi essencial para evitar mais danos ao membro dianteiro do animal. A ferida foi desinfetada e a equipe administrou tratamento tópico ao local juntamente com analgésicos e medicação anti-inflamatória.

Desta vez o felino, que será solto na natureza quando estiver devidamente curado, não sofreu danos internos, e o ferimento em seu membro dianteiro foi considerada pequeno.

A prática cruel e desumana do uso de armadilhas deve ser erradicada antes que mais animais inocentes, ou pessoas, terminem feridos ou mortos.

Queda na população de elefantes do Zimbábue preocupa grupos de proteção aos animais

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

Elefantes no Zimbábue | Foto: Alamy

A população de elefantes do Zimbábue na África do Sul, caiu cerca de 10% nos últimos 8 anos segundo informações do Zambezi Elephant Fund (ZEF).

Em um comunicado divulgado na semana passada para marcar o Dia Mundial da Vida Selvagem, o ZEF, que foi formado em 2015 para combater ativamente a caça no Vale do Zambeze, declarou que os elefantes estavam agora sob crescente ameaça

“O Zimbábue abriga a segunda maior população de elefantes africanos do mundo e, ainda assim, a população total de elefantes do Zimbábue diminuiu em 10% desde o censo de 2011 realizado pela fundação Paul G. Allen do Great Elephant Census.

No Vale do Zambeze, os elefantes africanos, entre outras espécies, estão seriamente ameaçados pela caça. Nos últimos 13 anos, 60% dos elefantes do Vale do Zambeze foram mortos”, dizia parte do comunicado.

O ZEF, que trabalha em colaboração com a Departamento de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue, ONGs e setor privado na luta contra a caça de elefantes, acrescentou que permanecerá empenhado em colaborar com outras organizações anti-caça.

“Nós do ZEF reafirmamos nosso compromisso de trabalhar com as autoridades locais, bem como em uma colaboração ampla em grupo com parceiros ligados a causa, para assegurar a proteção e preservação a longo prazo do Vale do Zambeze, seus habitats e sua vida selvagem”, declarou a instituição.

A entidade declara que dada a importância dos elefantes, não apenas como uma espécie-chave para a sobrevivência e biodiversidade dos ecossistemas da África, mas símbolo e identidade do país, é vital que sejam tomadas medidas urgentes para garantir a proteção dessas criaturas inteligentes.

Embora os resultados alcançados até aqui sejam significativos e as realizações desde que o grupo foi criado não tenham sido poucas, a entidade pede a ajuda a todos os que se comprometem com a preservação da vida selvagem para se associarem ao grupo na luta contra a caça na região. “Em apenas oito anos, uma perda de 10% do número total de elefantes, é uma perda significativa, estamos solicitando o apoio do Departamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue e reforçando os esforços de várias organizações parceiras no sentido de proteger essa espécie.

“Há, no entanto, mais do que estamos fazendo, e ainda muito mais que podemos fazer e para isso precisamos mobilizar pessoas”, disse Richard Maasdorp coordenador do grupo de proteção aos elefantes

Mais de 50 mil galgos são mortos de forma cruel na Espanha após o fim da temporada de caça

Galgo resgatado de um poço | Foto: Guardia Civil Espanhola

Galgo resgatado de um poço | Foto: Guardia Civil Espanhola

Milhares de galgos estão enfrentando mortes terríveis após serem jogados em poços, amarrados aos trilhos de trens ou abandonados em estradas movimentadas com o fim da temporada de caça espanhola se aproximando.

Seres humanos egoístas descartam os cães para não terem que arcar com os gastos que o animal daria se continuasse vivo após o termino da temporada.

Ativistas pelos direitos animais estimam que a Espanha tenha em torno de 200 mil tutores de galgos registrados, cada um com até dez cães, e que até 50 mil galgos são abandonados ao final de cada temporada de caça.

ONGS lutam para absorver o afluxo de cães abandonados, muitos dos quais são deixados para se virarem sozinhos ou para serem enviados a abrigos que matam cães.

Outros são deixados para morrer em poços profundos, com donos cruéis fechando a entrada para que não haja chance de escapar.

Anna Clements que lidera a campanha para salvar os galgos, disse: “Este é o segredinho sujo da Espanha e algo que os turistas raramente veem”.

“Estamos esperando a chegada de milhões de cães abandonados mas, nem nós, nem outras ONGS podemos dar conta de tudo. Não podemos salvar a todos”, desabafa ela.

“Eles são descartados brutalmente quando deixam de ser úteis, das piores formas possíveis, um deles foi salvo de dentro de um poço quando uma pessoa que passava pelo local ouviu seus ganidos, a abertura do poço estava fechada com madeira”, conta ela.

Além de usados para caça, os galgos são colocados para fazer a “corrida da lebre”, em que dois cães competem para pegar uma lebre em campo aberto.

Cães com desempenho insatisfatório ou que não aderem a um código específico de caça são vistos como uma vergonha para os donos, o que os leva a serem descartados com selvageria.

Galgos são classificados como “animais de trabalho” e não entram na legislação que protege animais domésticos.

Geralmente eles são mantidos em porões escuros pela maior parte do dia e são muito mal alimentados para que quando saírem à caça eles estejam desesperados pela presa. Apesar de inglesa, Anna vive em Barcelona com seu marido, que é veterinário, e juntos eles dirigem uma ONG, a SOS Galgos.

“Os que tem sorte são encontrados e tem uma chance, os outros são deixados para morrer, na maioria das vezes sozinhos, sofrendo de dores excruciantes”, declara ela.

Os galgos são animais naturalmente calmos, amáveis e gentis mas são privados de todo amor e não sabem lidar com isso. Aqueles que sobrevivem ficam profundamente traumatizados e com problemas de confiança, mas Anna conta que a ONG, mesmo assim, consegue encontrar lares para eles, para que possam viver a vida que merecem.

Foto: Roger Allen

Foto: Roger Allen

“Os responsáveis pela caça costumavam pendurar os cachorros de pontes, mas isso acontece menos agora porque eles perceberam o quanto esse ato reflete mal neles próprios, mas eles ainda são abandonados regularmente em postos de gasolina, ao lado das estradas movimentadas e houve um caso no ano passado em que alguém amarrou 20 cães a um linha férrea e todos foram mortos quando o trem passou”, desabafa ela.

Anna explica que como essa é uma tradição antiga que persiste em áreas rurais, muitas pessoas tem medo de denunciar. Esta crueldade é escondida dos turistas mas o governo está demorando muito em tomar uma atitude porque o lobby da caça é muito poderoso.

O cão resgatado do poço perto de Toledo, a cerca de 100 quilômetros a sudoeste da capital Madri, vive agora com uma família em Barcelona.

Outro cão abandonado por um caçador, Naldo, foi adotado por Julie Marshall, de Birmingham.

“Turistas britânicos que descobriram a verdade sobre situação dos galgos tem sido muito gentis e generosos com a causa”, acrescenta Anna.

“Mas nós precisamos de mais fundos para salvar esses belos animais, movê-los para canis apropriados e então coloca-los para adoção para que encontrem famílias que os amem de verdade”.

Ana conta que nunca se acostumou, mesmo vendo o mesmo filme de horror todos os anos, com o nível de crueldade infligido a esses cães e sabe que sem a ajuda das ONGS, eles vão morrer.

O trabalho que Ana e as demais ONG fazem é apenas tratar as consequências do ato. A resposta correta seria a proibição completa de caçadas com galgos.

“Esses caçadores são a minoria da população espanhola e eles estão destruindo a reputação a reputação do país”, desabafa ela.

“Mais e mais pessoas estão ficando indignadas com essa prática brutal e as escolas estão começando a educar as próximas gerações sobre o bem estar animal. Mas nós estamos agora no final da temporada de caça que é exatamente o início da temporada de extermínio dos galgos e isso é trágico”, conclui ela.

Caçador de raposas atira em drone que filmava a ação

As imagens registradas por Harry Blackhurst, de 31 anos, mostram uma equipe de pelo menos quatro homens tentando desenterrar uma raposa que ele acredita ter sido ilegalmente caçada.

Blackhurst disse: “Não podíamos acreditar. Nunca houve um incidente como este com um drone sendo abatido”.

O consultor de recrutamento, acredita que os caçadores usaram armas de fogo para esconder as atividades.

“Eu acho que vale a pena mencionar a seriedade do crime que eles cometeram. Isso causou pelo menos 500 libras (cerda de 2.500 reais) em danos. Mas, felizmente, consegui obter as imagens e o drone de volta”.

A equipe  Hunt Saboteurs Association tinha sido alertada sobre a caçada e decidiu rastrear suas atividades, preocupada que eles estivessem caçando raposas.

No Reino Unido, a caça à raposa é ilegal desde 2004 mas os sabotadores afirmam que muitas caçadas organizadas ainda perseguem estes animais.

“Somos uma organização voluntária e uma substituição virá do dinheiro que foi doado. Já encomendamos um novo e esperamos que conserte o outro, mas ainda não estamos fazendo nada caso a polícia precise de provas.”

Harry alega que eles relataram o incidente para a polícia junto com um ataque no final da tarde, os quais ele alega que a polícia não compareceu.

“Tentamos impedir que os caçadores matem a vida selvagem e, se não podemos fazer isso, monitoramos a atividade ilegal deles para denunciá-la”.

“Todo esse incidente aconteceu às 13h. A caçada não parou até as 17h. Durante aquele tempo todo eles continuaram caçando e a polícia não apareceu”. Ais informações são do Daily Mail.

A polícia de Kent alega que ambos os assuntos estão atualmente sob investigação após receber dois relatórios no mesmo dia.

Um porta-voz da polícia disse: “A polícia foi contatada pouco antes das 14 horas de sábado, 23 de fevereiro de 2019, após um relatório de que um drone havia sido danificado na Ilha de Sheppey.

Por volta das 4 da tarde do mesmo dia, a polícia de Kent recebeu um relatório adicional de que um homem havia sido agredido.
“Diz-se que a vítima foi empurrada no incidente. Ambos os assuntos estão sob investigação e as investigações estão em andamento”.

Um porta-voz do Ashford Valley Tickham Hunt disse: “O Ashford Valley Tickham Hunt realiza atividades legais de caça para cumprir a Lei de Caça de 2004”.

“Nós, é claro, ajudaremos a polícia, caso haja uma investigação após quaisquer alegações sobre nossas atividades de caça.”
O uso de drones

A tecnologia dos sendo usada como tentativa de impedir a caça e também para monitorar a vida selvagem.

Os drones são aliados dos animais silvestres na África. Isso porque esses equipamentos têm servido para vigiar os animais, protegendo-os de caçadores.

Com o uso da vigilância através destes equipamentos, as chances de sobrevivência dos animais aumenta em até 80%. O dado é apresentado no filme “A Guardian”. O curta-metragem, de 90 segundos de duração, utiliza imagens feitas por um drone para mostrar como essa tecnologia auxilia no combate à caça.

Elefante é morto por caçadores em reserva natural no Camboja

Um elefante foi morto por caçadores em uma reserva natural do Camboja. O animal estava com a cauda e as presas cortadas, segundo as autoridades do país, que é um dos maiores centros de tráfico de animais do mundo. O elefante asiático integra a lista de espécies em risco de extinção da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Autoridades examinam o cadáver de um elefante no leste do Camboja, em data não divulgada – Ministério do Meio Ambiente do Camboja/AFP

De acordo com Neth Pheaktra, porta-voz do Ministério do Meio Ambiente, o elefante, que era macho, tinha “um impacto de bala abaixo do olho direito”. As autoridades trabalham para identificar os caçadores.

O corpo do animal, morto há dez dias, foi encontrado no domingo (24) em uma reserva na província de Mondulkiri. As informações são da AFP.

Os elefantes são caçados na Ásia principalmente por causa das presas, mas também devido aos pelos da cauda, considerados amuletos e usados na fabricação de joias. Somado à caça, o desmatamento fez com que a população de elefantes caísse drasticamente no Camboja, onde vivem atualmente apenas 400 animais da espécie, de acordo com a ONG Mondulkiri Project.

Produtos fabricados a partir de escamas de pangolim e chifres de rinoceronte são muito procurados no Vietnã e na China, onde são usados na medicina tradicional. Pelo Camboja, esses produtos são transportados. A escolha pelo país se dá pela dificuldade que os traficantes encontram na vizinha Tailândia, que exerce uma repressão mais severa contra o tráfico.

Em dezembro de 2018, mais de mil presas de elefante foram encontradas por autoridades em um contêiner procedente de Moçambique.

Quênia anuncia pena de morte aos caçadores de animais em extinção

Com menos mil rinocerontes negros na natureza e menos de 30 mil elefantes ambas as espécies estão em risco | Foto: Global March for Elephants

Com menos mil rinocerontes negros na natureza e menos de 30 mil elefantes ambas as espécies estão em risco | Foto: Global March for Elephants

No Quênia convive uma gama variada e rica de animais que vão desde elefantes, rinocerontes, girafas, até leopardos e chitas. Os dois primeiros estão entre os mais ameaçados em função de suas presas e chifres os tornarem alvos perseguidos incansavelmente por caçadores.

No país é ilegal matar animais em extinção, a Lei de Conservação da Vida Selvagem, criada em 2013, prevê uma sentença de prisão perpétua e multa de 200 mil dólares (aproximadamente 700 mil reais) para infratores, porém as mortes continuam acontecendo dia a dia.

Najib Balala, secretário de gabinete do Ministério do Turismo do país, declara que “as punições vigentes não tem conseguido o resultado esperado, ou seja, deter os caçadores”, o que resultou no anúncio de uma sentença bem mais dura aos infratores: a pena de morte. A medida gerou elogios daqueles que pediam por uma medida com impacto suficiente para salvar essas espécies de extinção, mas também críticas dos que são contra pena de morte.

A caça entrou em declínio no Quênia graças ao aumento da atenção dada a este assunto e aos esforços dedicados à aplicação da lei de proteção à vida selvagem. Em comparação com 2012 e 2013, a caça de rinocerontes na área diminuiu em 85% e a caça de elefantes em 78%. Mesmo com essa melhora, os animais ainda estão em perigo.

O número de rinocerontes negros no Quênia está abaixo de mil, enquanto a população de elefantes gira em torno de 34 mil animais. Em 2017, nove rinocerontes e 69 elefantes foram mortos por caçadores, o que já é suficiente para “virtualmente cancelar a taxa de crescimento da população em geral”, segundo a Save the Rhino (Salve os Rinocerontes, na tradução livre).

Os elefantes infelizmente são um dos alvos mais procurados pelos caçadores, pois suas presas de marfim são utilizadas em jóias, peças de decoração, estatuetas religiosas e outros objetos no Extremo Oriente.

Segundo a African Wildlife Foundation (AWF), até 70% do marfim traficado termina na China, onde é vendido por até mil dólares s libra (450 gramas). A China adotou uma proibição ao comércio de marfim que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2018, mas os mercados negros ainda resistem.

Os chifres de rinoceronte também são muito procurados por caçadores, pois crendices populares pregam de forma ignorante que eles teriam o poder de curar impotência, febre, câncer, ressaca e outras condições médicas.

Na realidade tudo isso não passam de crenças vazias, eles não curam nada disso, são feitos de queratina, mesmo material das unhas humanas. Chifres de rinocerontes são vendidos por cerca de 30 mil dólares (aproximadamente 100 mil reais) a libra (450 gramas). De acordo com AWF no ritmo de mortes que vêm acontecendo por caçadores, elefantes, rinocerontes e outras espécies da vida selvagem estarão extintos em algumas décadas.

Ajuda da Tecnologia

A caça na África é resultado de sindicatos do crime organizado, que “usam tecnologia de ponta e armas de alta potência para rastrear e matar muitos animais sem serem detectados”, afirma a AWF.

Óculos de visão noturna, lançadores de granadas e AK-47 , GPS e helicópteros de baixa altitude são todos equipamentos utilizados na matança.

Em um esforço único para revidar essas ofensivas, além de fazer da caça um crime punível com pena de morte, o Serviço de Prteção à Vida Selvagem do Quênia (KWS) planeja aumentar também o número de promotores dos crimes contra a vida selvagem.

Atualmente, apenas dois procuradores são responsáveis pelo país todo. Mas projetos anunciados prevêm que o número seja aumentado para 14, permitindo assim que os criminosos sejam apropriadamente processados. A medida sófoi possível graças a uma colaboração entre o Ministério Público do Quênia e a organização de conservação da vida selvahem Space for Giants (Espaço para os Gigantes, na tradução livre).

“Agora não só o KWS pode pegar os caçadores que exterminam a vida selvagem do Quênia, como será possível garantir que esses criminosos sejam condenados pelas leis do país”, disse Max Graham, da Space for Giants.

“Um guarda no exercício de sua função não deveria jamais ter que experimentar a frustração de confrontar um caçador preso por ele uma semana antes, andando livre novamente por causa de uma absolvição. Este é um passo crítico na batalha contra o comércio ilegal da vida selvagem”, desabafa ele.

Alguns animais, como os rinocerontes negros, estão tão criticamente ameaçados que as populações restantes foram enviadas para santuários, sob a proteção de guardas florestais armados.

Alguns guardas quenianos já estão trabalhando equipados com tecnologia avançada, como câmeras infravermelhas e térmicas, tanto portáteis quanto equipadas aos seus carros. As câmeras permitem que eles identifiquem caçadores e animais pelo calor de seus corpos a quase duas milhas de distância.

“No passado, nunca teríamos encontrado essas pessoas”, afirma Brian Heath, ativista e diretor do grupo de conservação em prol da vida selvagem Mara Conservancy. “Agora os caçadores estão dizendo por aí que não vale a pena sair à caça, porque a chance de ser pego está ficando cada vez maior.

Estas medidas se tornaram um grande obstáculo a ação dos criminosos”. Em outras áreas, como na África do Sul, onde vivem a maioria dos rinocerontes, eles foram transportados de avião das áreas propensas à caça para locais mais seguros, como o Botsuana.

Qual o futuro dos rinocerontes e elefantes ameaçados de extinção? 

Outra ameaça para os rinos e elefantes além da caça, é a perda de habitat. Estimativas apontam que estas espécies e outros herbívoros de grande porte, como os hipopótamos, estão em apenas 20% dos números que um dia já representaram na África.

Estas espécies requerem grandes extensões de terra para habitar e tem dificuldade em sobreviver em áreas fragmentadas. Mas seus habitats estão sendo destruídos pela ocupação humana incluindo contração de rodovias, áreas ocupadas para pecuária, cultivo de alimentos, etc..

Como seria o mundo sem elefantes e rinocerontes? O melhor seria nem ter que passar por isso, mas esta seria uma perda devastadora, já que ambas as espécies fornecem benefícios valiosos para o meio ambiente. Os elefantes, por exemplo, dispersam sementes em suas fezes enquanto viajam por longas distâncias, e os rinocerontes pastam em grandes quantidades de grama, ajudando a mantê-las curtas e facilitando o acesso aos alimentos a impalas, gnus e zebras.

Através de sua urina e fezes, elefantes e rinocerontes também deixam fontes de nutrientes concentrados no meio ambiente, beneficiando toda a paisagem.

Quanto ao que o futuro reserva, muitos estão esperançosos de que a posição do Quênia contra a caça transformará o país em um líder global de conservação no continente, ajudando a salvar essas espécies magníficas.

As informações acima foram consultadas nos sites The Independent e The Health Pet.

 

Decisão do governo da Zâmbia permite que 2 mil hipopótamos sejam mortos por caçadores de troféu

Caçadores de troféu posam ao lado de hipopótamos assassinados | Foto: Facebook / Exposing Trophy Hunters

Caçadores de troféu posam ao lado de hipopótamos assassinados | Foto: Facebook / Exposing Trophy Hunters

Defensores dos direitos animais se revoltaram contra a decisão do governo da Zâmbia (África) em permitir que caçadores de troféus matassem 2 mil hipopótamos, em um ato classificado de “abate de contenção”, por cinco anos.

O governo anunciou o plano para eliminação de 400 animais em 2016, o motivo alegado, foi o potencial risco de um surto de antraz.

As autoridades da Zâmbia inicialmente cederam à comoção causada pela decisão e teriam supostamente desistido do projeto, mas uma denúncia da fundação Born Free (nascidos livres, na tradução livre) de apoio e proteção à vida selvagem, alertou que a matança foi secretamente reiniciada sob a alcunha de “ferramenta de gerenciamento da vida selvagem”.

A matança estaria sendo promovida por empresas de caça troféu, que por sua vez, ofereceriam pacotes de “caçadas de contingência” a seus clientes.

Uma das empresas que vende esse tipo de pacote de caça, localizada na África do Sul oferecia uma expedição de seis noites na Zâmbia, com cinco hipopótamos por caçador, a 10.500 libras (em torno de 50 mil reais).

Outra empresa Sul Africana oferece em seu site uma caçada ao troféu com hipopótamos por 7.500 euros (em torno de 31 mil reais).

A fundação Born Free afirmou em seu site que o Departamento de Parques Nacionais e Vida Selvagem da Zâmbia (DNPW, na sigla em inglês) não forneceu nenhuma evidência comprovando a existência de superpopulação de hipopótamos.

Eles escreveram que o DNPW não forneceu “evidências científicas de que uma matança indiscriminada de hipopótamos, impediria um futuro surto de antraz”.

Ao contrário do que alegam as autoridades zambianas, a ONG – que se opõe a matança de qualquer animal por esporte ou prazer – afirma que “evidências científicas sugerem que o sacrifício de hipopótamos estimula a reprodução e acaba aumentando ainda mais a população, criando assim um ciclo vicioso de morte e destruição”.

Foto: African Sky Hunting

Foto: African Sky Hunting

“Nós contestamos as afirmações das autoridades de que há evidencias que suportem a necessidade dessa matança”, diz a Born Free.

A fundação defende que hipopótamos são valiosos demais como parte do ecossistema nativo e também parte do inacreditável turismo da vida selvagem na Zâmbia para serem mortos dessa forma.

Um site caça ao troféu ensina seus possíveis clientes como “derrubar um hipopótamo”, falando ainda que isso pode ser “extremamente excitante”.

O Fundo Mundial para Natureza descreve o hipopótamo como uma espécie “vulnerável”.

O número de hipopótamos selvagens na África está sob pressão crescente, com um máximo estimado de apenas 130 mil animais, de acordo com a Born Free.

família de ursos

Caçadores matam família de ursos e são condenados a apenas três meses de prisão

A dupla de criminosos do Alasca, EUA, que assassinaram brutalmente uma ursa e seus dois filhotes recém-nascidos, foi condenada e cumprirá uma mísera pena de três meses de prisão, além do pagamento de multa.

família de ursos

Foto: Getty Images

Andrew Renner foi condenado por oito acusações, incluindo assassinato e transporte de ursos, e foi sentenciado a três meses de prisão. Ele também pagará uma multa de 9 mil dólares pelo furto de sua propriedade confiscada pelo governo, incluindo um barco, uma picape, dois fuzis, duas pistolas, dois celulares e dois conjuntos de esquis usados ​​no crime.

Seu filho, Owen Renner, foi condenado por quatro acusações. Ele foi condenado a 30 dias de prisão e prestará serviço comunitário.

De acordo com documentos da promotoria, o crime aconteceu em abril de 2018, quando os Renner invadiram uma toca de ursos e assassinaram brutalmente a ursa na frente de seus filhotes, que gritavam. Em seguida, eles mataram os dois filhotes. Os criminosos esquartejaram a ursa e esconderam os pedaços de seu corpo em sacos de lixo. Dois dias depois, eles retornaram à cena do crime para destruir as provas e levar os corpos dos filhotes.

A Humane Society dos Estados Unidos mostrou indignação com o caso dos Renner e com a mínima sentença que receberam. A organização luta para proibir a prática cruel que infelizmente ainda é permitida no Alasca e em outros estados norte-americanos.