Polícia investiga denúncia de agressão que teria levado cão a perder a visão
A Polícia Civil está investigando uma denúncia de agressão contra um cachorro que perdeu a visão de um dos olhos em Governador Valadares, no estado de Minas Gerais. Logan, como passou a ser chamado, foi resgatado por protetores independentes, que registraram um boletim de ocorrência alegando maus-tratos.

Foto: Cristiano Dias/Inter TV dos Vales
“As pessoas nos relataram que um homem estava dentro de um carro e parecia discutir com uma mulher. Exaltado, ele saiu do carro e começou a agredir o cachorro com chutes. A agressão foi tão violenta que o globo ocular do cachorro saiu do lugar”, afirma ao G1 a protetora Ailza Chavier. O possível agressor não foi identificado.
Logan permanece internado, sem previsão de alta. “Ele teve uma lesão muito séria no globo ocular, um deslocamento. Ele perdeu a visão nesse olho, mas já está bem melhor com os remédios. Assim que estiver melhor vamos arrumar um lar para ele”, diz a veterinária Patrícia Zanini.
A polícia trabalha com duas possíveis versões para o caso: atropelamento e agressão. “Esse cachorro ficava aqui pelas ruas e no domingo ele foi atropelado por um carro que passou um pouco mais rápido. O cachorro estava atravessando a rua”, explica o ambulante Álvaro Bezerra.
A polícia, agora, inicia uma investigação e polícia busca ouvir mais testemunhas para descobrir o que, de fato, aconteceu. “Maus-tratos contra animais é crime. Se for enquadrado nesse caso, o responsável pode ser preso. Quem viu o que aconteceu no domingo pode entrar em contato com a polícia; o sigilo é garantido. A ajuda da população é fundamental para conseguirmos resolver esse caso”, diz o tenente Lucas de Castro.
O Conselho Municipal de Proteção Animal de Governador Valadares pediu que o caso seja solucionado rapidamente. “É muito triste ver que um animal indefeso, e que não faz mal a ninguém, sofra esse tipo de agressão. Nós vamos continuar trabalhando para melhorar o bem-estar dos animais e lutar para que eles tenham qualidade de vida”, afirma Rosângela Villas Boas, presidente do Conselho.
























