A protetora Rosane Garrido é um exemplo no cuidado e compaixão com animais em situação de rua em São Paulo. Ela ajudou a resgatar e reabilitar dezenas de cães encontrados em situação de abandono. Estes animais tiveram a oportunidade de ter uma vida nova graças ao carinho e amor de Rosane, mas, infelizmente, um golpe do destino veio atrapalhar esse lindo trabalho voluntário.
Em 2012, ela foi diagnosticada com câncer de mama e enfrentou uma longa batalha pela cura da doença, mas em 2017 ela recebeu o triste diagnóstico de metástase óssea, pulmonar e do fígado, iniciando uma nova luta. Durante todo esse tratamento, ela não esqueceu de ajudar os animais e continuou seu trabalho de resgate e reabilitação.
Atualmente, na chácara onde mora, vivem 28 cães adultos, todos castrados, vacinados e vermifugados. Sofrem com a ausência da tutora que se encontra internada devido ao avanço da doença que a impede de se locomover. Um grupo de pessoas do bem está realizando uma campanha para arrecadar recursos e assim poder organizar e construir canis para preservar a segurança e a integridade dos cãezinhos. Para ajudar com qualquer valor, clique aqui e faça sua doação.
A triste vida dos galgos é fadada ao sofrimento desde o nascimento. Eles são explorados ainda muito pequenos para serem cães de corridas durante sua curta “vida últil”.
Com o desgaste excessivos dos músculos e ossos em competições, os animais sofrem de doenças crônicas após certo tempo em atividade. O destino final é o abandono ou a morte.
Escândalos recentes falam sobre mortes contínuas, uso de drogas nos animais e exportação ilegal.
Foto: PETA
A GREY2K USA, a maior organização sem fins lucrativos de proteção de cães galgo ingleses do mundo, resgatou dezenas deles de um matadouro na China, em junho de 2018.
O sofrimento para alguns animais não acaba quando são “aposentados” e, de alguma forma, ainda são torturados e abusados por pessoas e empresas.
O Hemopet é uma empresa da Califórnia que afirma operar como um banco de sangue canino que “fornece componentes sanguíneos e suprimentos de última geração para transfusões para clínicas veterinárias em todo o país”.
Eles utilizam galgos que foram descartados da indústria de corridas e os “abrigam” em suas instalações, a fim de retirar regularmente seu sangue, que então é vendido para clínicas veterinárias na América do Norte e na Ásia para ajudar animais de domésticos doentes. Segundo eles, eventualmente, os galgos são colocados para adoção e encontram novos tutores.
Foto: PETA
À primeira vista, a missão do Hemopet parece bastante honrosa – mas os defensores do bem-estar animal têm sérias preocupações com o tratamento de cães nessa instalação.
No ano passado, um investigador da PETA ficou disfarçado no Hemopet por três meses e relatou que os galgos foram severamente maltratados e negligenciados.
Foto: PETA
“Os cães latem muito alto e persistentemente, e não há descanso para os animais com barulho constante”, disse Dan Paden, diretor associado de análise de evidências da PETA , ao The Dodo.
“Alguns dos trabalhadores gritavam com os cachorros: ‘Cale a boca, fique quieto, pare’, o que só aumenta o estresse, a ansiedade e o medo daqueles animais.”
“O investigador viu esses cães grandes, sociais e cheios de energia reduzidos a ‘bolsas de sangue’ de quatro patas “, disse Paden.
“Eles são mantidos em gaiolas tão pequenas que mal conseguem ficar de pé, mal conseguem se virar. Quando tentam se deitar, suas costas estão contra um lado da caixa, e dificilmente podem esticar seus quatro membros sem tocar o outro lado da grade.
Foto: PETA
Os cães só foram resgatados por dois motivos, segundo Paden – para doar sangue ou para uma curta caminhada.
“Os cães que foram descartados pela indústria de corridas … e, como todo cão, precisam de uma oportunidade para correr e brincar. Eles são retirados das gaiolas por apenas por cinco minutos e colocados em um caminho concreto como o chamado exercício”, ele disse.
Os galgos também não têm conforto e estímulo dentro de suas gaiolas. No máximo, eles podem ter um cobertor fino e um único brinquedo, disse Paden. Este confinamento terrível deixou muitos dos cães com problemas de saúde.
“A testemunha viu uma quantidade enorme de cães com de perda de pelos, calos e até bolsões de líquido acumulados nos membros desses animais”, disse Paden. “O veterinário que consultamos disse que todos esses problemas são os efeitos do confinamento constante em superfícies duras.”
Foto: PETA
Apesar de serem negligenciados por seus cuidadores, a maioria dos cães no Hemopet é desesperada por atenção, de acordo com Paden. Eles abanavam o rabo com força quando alguém se aproximava de seu canil – tanto que machucavam e quebravam as pontas de suas caudas. As informações são do The Dodo.
Estar preso em gaiolas era apenas um elemento da miséria dos cães – outro era o próprio processo de coleta do material. Os cães doam sangue a cada 10 ou 14 dias, e muitos ficaram doentes como resultado, de acordo com Paden.
Foto: PETA
“Muitos dos cães estavam à beira da anemia e com falta de glóbulos vermelhos”, disse Paden.
“Os cães ficavam letárgicos e apáticos após as retiradas e eram colocados de volta suas gaiolas sem monitoramento, o que é uma atitude perigosa e irresponsável. Sangramentos e hematomas no pescoço nos cães após a coleta de sangue é muito comum. ”
O sangue doado de cães são muito importantes para salvar vidas em clínicas veterinárias – alguns donos até mesmo oferecem seus animai como doadores, mas a forma como o Hemopet opera é extremamente controversa.
Nenhum dos cães é isento da coleta de sangue, inclusive aqueles doentes com condições como o lúpus. Tirar sangue de um cão doente não é apenas perigoso para esse cachorro em particular – também é perigoso para o cão que recebe o sangue, apontou Paden.
Mesmo vendendo sangue de cachorro por um alto preço, o Hemopet está registrado como uma organização sem fins lucrativos nos EUA, o que intrigou os defensores do bem-estar animal.
Foto: PETA
“Na verdade, fizemos uma queixa ao procurador-geral da Califórnia, pedindo-lhes para investigar, perguntando por que essa empresa tem status de instituição de caridade”, disse Paden.
“Encontramos discrepâncias muito grandes entre o que o Hemopet afirma em seu site e a verdadeira realidade dos animais – há falhas no exercício, na criação e nos cuidados dos animais”.
Paden também está preocupado com a afirmação do Hemopet de que é um centro legítimo de resgate e adoção.
“O investigador viu inúmeros cães que tinhas um cartaz sobre sua caixa, que dizia ‘indo para casa’, o que supostamente indicava que esses cães haviam sido adotados”, disse Paden.
“Mas aqueles cães ficavam naquelas gaiolas e continuvam sendo sangrados por mais três ou quatro semanas. Eles não iam para casa porque Hemopet precisava encontrar outro cachorro para substituí-lo na fila de sangue.”
“Foi uma experiência reveladora e também muito dolorosa para a testemunha”, acrescentou Paden.
O The Dodo revelou que entrou em contato com o Hemopet e que um porta-voz enviou uma declaração dizendo que a PETA “transmitiu informações infundadas sobre os serviços do Hemopet e dos bancos de sangue animal”.
A empresa enfatizou seu status de instituição de caridade e alegou ser uma “instalação exemplar” que leva em conta o bem-estar de seus cães.
“Nossos cães são atendidos por mais de 40 pessoas e voluntários adicionais que, direta e regularmente, andam e brincam com eles”, disse o porta-voz do Hemopet.
“Há uma escassez nacional de sangue seguro e compatível com o sangue para animais de companhia e de trabalho. Se não fosse pelos serviços de banco de sangue animal do Hemopet, inúmeros pacientes com necessidade de transfusões sofrerão e alguns morrerão”.
Enquanto o sangue é muitas vezes necessário para ajudar os animais de estimação doentes, Paden acredita que existem formas mais éticas de obter esse sangue.
“Há um número crescente de escolas de veterinária, que operam bancos de sangue comunitários bem-sucedidos, onde os animais, sejam cães ou gatos, vivem em casa com a família e, a cada três ou quatro meses, o guardião os leva até a clínica, ou até mesmo uma clínica móvel, e um técnico veterinário ou veterinário vai tirar sangue de animal com a finalidade de doá-lo”, disse Paden.
“Em troca disso, os animais recebem frequentemente cuidados veterinários gratuitos e, é claro, o animal chega em casa no final do dia, como um doador de sangue humano faria, e não apenas é jogado de volta em um ambiente não natural e estressante.”
Outra alternativa é que os veterinários peçam aos clientes que doem sangue de seus animais domésticos para ajudar outros animais em necessidade.
Quem vê o catador de matérias recicláveis Emerson Carneiro andando pelas ruas da capital de Belo Horizonte com um carrinho de compras rodeado de cães e gatos pode imaginar o quanto ele ama os animais. Mas, por trás da cena que comove há uma triste constatação: o homem carrega os bichinhos para cima e para baixo para impedir que eles sejam mortos.
Foto: Alexandra Silva
A história de Emerson viralizou pelas redes sociais por conta de um post feito no Facebook, na última sexta-feira (18), pela vendedora e ativista pelos direitos animais Alexandra Silva, de 44 anos. A publicação conta que o catador vive no aglomerado da Barragem Santa Lúcia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, e que passou a carregar os animais para que eles não sejam mortos por lá. Ele já chegou a resgatar mais de 20 animais e os encaminha para adoção.
Ao BHAZ, Alexandra contou que a ideia da publicação é reunir o máximo de ajuda possível para o catador e os animais acolhidos por ele. “Montamos um grupo com interessados em ajudar, ele diz que tem que carregar os cachorros e gatos para que não sejam mortos. Alguns já foram. É uma situação muito triste”, explica.
“Estamos nos articulando para começar a fazer arrecadações de ração e outros itens para os animais, mas também queremos ajudar o Emerson. Já temos uma veterinária voluntária que vai auxiliar nas castrações, mas toda ajuda é bem-vinda”, conta. “Eu me vi nessa história dele, é muito comovente, a gente sabe que precisa fazer algo e só faz. É um anjo”, pondera.
Segundo Alexandra, ela e uma amiga, Ana Luisa, deveriam se encontrar com o catador ontem (20) para discutir os próximos passos para ajudá-lo a lidar melhor com os animais. “Quem quiser ajudar pode nos contactar pelos telefones, no WhatsApp e no Facebook. É incrível ver o nível de apego dos animais com ele, precisamos ajudar”, afirma.
Quem quiser ajudar, ou fazer parte do grupo que articula auxílio para o catador, pode fazer contato por meio dos telefones (31) 99682-9085 e (31) 9 9522-5474, ou ainda pelo Facebook.
Tem gente que acha que cachorro é gente. Para o bem ou para o mal. No caso, muitos acreditam que nós adoramos o verão, que gostamos de tomar sol e de passear debaixo de uma “lua” de meio dia. Mas, nesse calorão dos infernos que tem feito, nós que somos peludos queremos mesmo é, literalmente, sombra e água fresca. Até porque, o verão envolve riscos sérios para a saúde dos cães. Desde as patinhas, que podem sofrer queimaduras quando em contato com o chão ou asfalto quentes, até a chamada hipertermia, o aumento da temperatura do corpo do animal.
Foto: @chandon_ogoldenretriever
A hipertermia é um quadro grave, muito mais comum do que se imagina. Os cães não transpiram como as pessoas, não produzem suor. Eles fazem o controle de temperatura pela respiração bucal. Se estiver muito quente, essa troca fica prejudicada. Neste caso, não há redução da temperatura corporal ao nível adequado, explica a veterinária Rosilane da Silva Santos, do Hospital Veterinário HPet. “A possibilidade de um estresse térmico que eleve sua temperatura até 40, 41 graus, aumenta bastante. Aí ele pode sofrer uma convulsão ou desmaio”, diz Rosilane, especialista em clínica médica de cães e gatos. Passear à sombra e em horários com temperatura amena é o mais indicado.
Veterinária Rosilane Santos alerta para os riscos da hipertermia. Foto: Divulgação
A hidratação é fundamental. Aliás, uma água geladinha vai bem. Por isso, sigam o exemplo do artista plástico e militar da reserva Luís Fernando Sousa, 50 anos. Ele só passeia com seu bulldog, o Saravá, em horários em que o sol ainda não tá tão retado. “Sempre quando o sol estiver mais frio. Bem cedo pela manhã ou depois das 16h30. Sempre levo água, de preferência gelada. Conhecer o cão é muito importante”, afirma Luís Fernando. “Observo como ele está durante a atividade e sempre que noto alguma alteração na condição física faço uma pausa para hidratar. Se for o caso dou uma molhada nele”, ensina.
A veterinária Luciana Maron chama a atenção para os chamados cães braquicéfalicos, que têm os focinhos achatados (pugs, bulldogs, boxers e shi tzus, por exemplo), que são mais sensíveis ao calor. “Naturalmente, eles têm uma dificuldade respiratória maior. Por isso é complicado passear com sol quente ou leva-los para a praia em horários de temperatura elevada, mesmo com sombreiro”, alerta Luciana, que é proprietária da Vila Cani. O veterinário Gilian Macário lembra também do risco de usar focinheiras quando está calor, porque mantém a boca do cachorro fechada. “A respiração é a forma que eles têm de regular a temperatura do corpo. Eles não suam para resfriar a temperatura corporal. Então, focinheira é proibida”, alerta.
Coxins
No caso dos coxins, que ficam debaixo das nossas patinhas, é preciso tomar cuidado também. Mais uma vez, não somos gente. E, diferente do que algumas pessoas pensam, os coxins são apenas um pouco mais resistentes que a pele humana. Apesar da camada de queratina mais espessa, nossas patinhas podem, sim, sofrer graves queimaduras. A medida da sola do pé humano pode ser uma boa referência para o tutor. “Tem que ter bom senso. Então, tem que fazer o teste com a mão ou com a sola do pé”, afirma a veterinária Carolina Trinchão.
A jornalista Fernanda Varela, tutora dos beagles Giggs e Wiki (@irmaosbeagles), prefere passear em áreas de grama no verão. Se não for possível, sempre faz o teste da mão ou sola do pé. “Faço o teste no chão antes de passear, coloco a palma da mão ou pé cerca de cinco segundos para ver se tá tranquilo. Isso quando, por algum motivo, não consigo sair cedo ou não temos possibilidade de passear na grama”, diz Fernanda, que tá sempre ofertando um picolézinho de frutas para seus “filhos”. Há quem use sapatinhos caninos para proteger os coxins. Mas, como explica uma veterinária na tabela abaixo, eles devem ser usados com moderação porque podem piorar o problema.
Giggs se delicia com os picolés ofertados por sua tutora. Foto: Divulgação
Há também um grupo de doenças que se intensificam no verão, como as doenças de pele que vão desde as dermatites até o próprio câncer. Após um banho de mar, é preciso dar banho com água doce e shampoo para cães. Os animais de pele mais rosadas devem usar protetor solar em áreas despigmentadas, como o focinho e a barriga.
Os carrapatos também se reproduzem em maior número no verão. Assim como no restante do ano, mas especialmente nessa época, é preciso estar com o carrapaticida em dia para evitar doenças como erliquiose e babesia. Especialista em oftalmologia, Carolina Trinchão faz uma observação em relação a inflamações que podem atingir os olhos devido o contato com a areia ou água do mar. “Eles adoram esfregar o rosto na areia. É importante depois de ir à praia lavar os olhos com soro fisiológico”.
O Golden Retriever Chandon (@chandon_ogoldenretriever) adora ir à praia. Por isso, sua tutora, a farmacêutica Camila Pimentel, 28 anos, está atenta à hidratação. “Golden é uma raça bastante calorenta. Tô sempre dando água gelada e molhando a cabecinha dele. Dou água de coco também”. Para refrescar um pouco mais, ela também realiza o chamado trimming, espécie de tosa. Mas, mesmo neste caso, é preciso ter cuidado. Em algumas raças, como o próprio Golden, o pelo costuma ser um protetor natural. “Funcionam como elemento compensatório. Na melhor das intenções, os tutores podem estar causando um desequilíbrio. Os pelos funcionam como antitérmico tanto pra frio quanto para calor. Por isso, não pode exagerar na tosa”, explica a veterinária Rosilane Santos.
Veja os principais riscos:
– Hipertermia
O que é: Os sinais são claros. Os cães ficam muito ofegantes, a saliva fica espessa e a coloração da gengiva também altera, ficando avermelhada e até roxeada. Em casos mais graves, o animal pode ter uma síncope e desmaiar.
Como evitar: Não faça passeios em horários de sol forte. O ideal, pela manhã, é que seja até 9h30. Pela tarde, só a partir das 17h. Em caso de crise, é necessário levar imediatamente ao veterinário. No carro, mantenha sempre o ar-condicionado ligado. “Tive a situação de um paciente que morreu porque uma pessoa que ele contratou para fazer uma viagem com o animal foi almoçar e deixou o cachorro dentro do carro. Infelizmente veio a óbito”, lamenta a veterinária Luciana Maron.
O que fazer se acontecer: Tente resfriar o corpo do animal com água. Molhe axilas, virilha e nuca. Envolva ele em uma camisa ou toalha molhada para ajudar na troca de calor. Tire o bichinho da fonte de calor imediatamente e coloque em um lugar frio, de preferência um ar-condicionado.
– Queimaduras nas patinhas
O que é: Temperatura do chão pode causar queimaduras graves nos coxins, chegando a deixar a pata do animal em carne viva.
Como evitar: Fazer passeios em horários que o chão está mais frio ou optar por caminhar na grama. Há alguns apetrechos que podem ser usados, como sapatinhos apropriados para cachorro. Mas, neste caso, é preciso usar com moderação. “O sapatinho pode esquentar ainda mais e criar uma dermatite. Não pode deixar muito tempo. O ideal mesmo é escolher o melhor horário para passear”, insiste Rosilane. Além disso, o material pode causar problemas de pele no cão.
O que fazer se acontecer: Evitar contato do animal com o solo e levar ao veterinário. Não envolver com ataduras.
Doenças mais comuns no verão
Doença do carrapato: A erliquiose (erlichiose) e a babesiose são transmitidas pelo carrapato, que se alojam no corpo do animal e se alimentam do seu sangue. Pode ser uma doença fatal se não for tratada.
Como evitar: Manter o carrapaticida em dia e realizar exames periódicos como hemograma e sorologia.
Doenças de pele
Dermatites e câncer de pele
Como evitar: No caso das dermatites é preciso dar banhos com água doce (principalmente depois de ir para a praia) e secar bastante o animal.
Leishmaniose: Como costumamos viajar muito no verão, é preciso estar atento a regiões endêmicas de leishmaniose, como o Litoral Norte, por exemplo. Trata-se de uma doença perigosíssima, sem cura, que mata na maioria dos casos.
Como evitar: Usar coleira repelente e fazer vacinação contra leishmania. Consulte seu veterinário.
Verminoses: O contato com areia de praia e a grama expõe os cães às verminoses.
Como evitar: Estar mais atento à vermifugação do animal, que, na maioria dos medicamentos, é feita a cada três meses.
Dicas de hidratação:
– Ofereça água durante os passeios
– Ofereça gelo para os animais (cuidado pra não colar na língua. Basta passar na água ou derreter um pouco na mão)
– Faça picolé de fruta (sem açúcar! E consulte as frutas que cães podem comer. Uva e carambola, por exemplo, são tóxicas para eles)
– Compre uma água de coco e divida com seu “filho”
– Use protetor solar no focinho e barriga dos bichinhos
Mais um caso de maus tratos revoltou a comunidade de Bento Gonçalves na terça-feira passada (15).
Dois cães foram encontrados com os focinhos amarrados com fita em uma casa no Loteamento Vinhedos. O proprietário do imóvel foi autuado e irá responder criminalmente por maus-tratos aos animais.
Foto: Divulgação Notícias de Bento
De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente, Claudiomiro Dias, o caso foi descoberto na manhã do dia15, na Rua Luiz Zorzi, no Loteamento Vinhedos. Ainda na segunda-feira, 14, a secretaria havia recebido denúncias de que os maus tratos vinham acontecendo. Os fiscais da secretaria foram até o local e encontraram dois animais com os focinhos amarrados com fita crepe.
Segundo o secretário, não havia ninguém no local. Mesmo assim, foi deixada uma notificação de autuação ao proprietário. O tutor dos cães terá 72 horas para ir até a Secretaria Municipal do Meio Ambiente para dar explicações sobre o fato. Além disso, será feito um boletim de ocorrência policial e ele irá responder pelo crime de maus-tratos aos animais.
Maus-tratos e abandonos acontecem diariamente em Bento Gonçalves
O secretário Claudiomiro Dias destaca que, infelizmente, este é um caso até brando de maus tratos ocorrido na cidade. Diariamente, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente recebe denúncias de violência contra animais e também vários casos de abandono. Dias relembra que há alguns dias, funcionários da Secretaria do Meio Ambiente conseguiram salvar um cachorro que ficou mais de uma semana trancado dentro de uma garagem no bairro Zatt.
“Chegamos ao local a tempo de salvá-lo. Ele estava desnutrido, com fome e sede, rodeado por fezes”, destaca o secretário.
Em muitos casos, os tutores de animais abandonam seus cães em matas, deixando-os amarrados e a própria sorte, sem comida e água. A maioria é encontrada, mas, em muitos casos, eles acabam morrendo abandonados e sem que ninguém saiba.
O secretário do Meio Ambiente espera que com a criação do Conselho Municipal do Bem-estar Animal as coisas mudem um pouco. Ele destaca principalmente a questão de atendimento a animais feridos ou atropelados que precisam de cirurgia.
“Muitas vezes nós da secretaria fazemos uma vaquinha para pagar o tratamento dos animais nas clínicas. O mesmo trabalho, em escala muito maior, é feito pelas ONGs da cidade. Se tivéssemos um fundo de reserva para auxiliar seria interessante, pois os casos não param de acontecer, cada dia mais”, finaliza Claudiomiro Dias.
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), revogou nesta quarta-feira (16) a ordem interna que proibia servidores dos cemitérios municipais de alimentar e dar abrigo a animais abandonados.
Cachorro abandonado no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo
A determinação tinha sido publicada na última terça-feira (15) no Diário Oficial do Município.
Quatro cachorros foram resgatados na tarde desta quinta-feira (17) em condições de maus-tratos em uma casa localizada no bairro Cem Braças, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos do Rio.
Animais foram resgatados muito magros na tarde desta quinta-feira (17) em Armação dos Búzios, no RJ — Foto: Flávia Quinhõnes/arquivo pessoal
Na noite de terça-feira (15), parte do mesmo imóvel pegou fogo e uma menina de três anos morreu asfixiada durante o incêndio.
Uma voluntária que trabalha em uma ONG em Cabo Frio disse ao G1 que havia ficado comovida com uma reportagem exibida no RJ2, que contava o caso e mostrava cachorros em péssimas condições no imóvel e decidiu tomar providências.
“É muito complicado entender como um ser humano é capaz de deixar animais em condições precárias de maus-tratos. Havia muitas fezes no quintal, muita sujeira. Os cachorros estavam debaixo do sol quente”, conta Flávia Quinhõnes, voluntária que ajudou no resgate.
Animais resgatados em Búzios, RJ, estavam cheios de carrapatos — Foto: Flávia Quinhõnes/arquivo pessoal
Segundo relatos da Flávia, os quatros animais estavam magros e com muitos carrapatos. Um deles está internado em uma clínica veterinária.
A voluntária lembra ainda que o imóvel foi utilizado como uma espécie de lar temporário para um cachorro no ano passado.
“Eu sempre tive muitos animais em minha casa. Por isso, no ano passado, fiz uma publicação na rede social pedindo um lar temporário para um cachorro que havia encontrado na rua. Essa uruguaia da casa que pegou fogo na última terça chegou a pegar o animal. Eu ajudava dando ração e dinheiro para a criação do bichinho, mas em menos de um mês, quando fui fazer uma visita, percebi que o cachorro estava pior do que quando deixei lá”, desabafa a voluntária.
Flávia disse também que pegou o animal de volta e tentou cuidar dos outros cachorros que estavam na casa, mas uma equipe que trabalha com animais abandonados em Búzios ficou responsável pela ação. O G1 tenta contato com a Prefeitura para saber o que foi feito com os animais.
Doação dos animais
Os quatro animais resgatados nesta quinta-feira estão passando por uma série de exames e, segundo a voluntária, assim que estiverem saudáveis, estarão disponíveis para a adoção.
A ONG que está ajudando os animais fica localizada no bairro Monte Alegre, em Cabo Frio, e para aqueles que possam ajudar com doações de rações e medicamentos, o telefone para contato é o (22) 99234-6611.
Agora ficou fácil para os animais gastarem energia! Nestas férias de verão, os tutores terão um espaço dedicado exclusivamente para a diversão dos cachorros, o ParkDog. O evento, além de ser gratuito, serve para cães de todos os tamanhos.
Foto: Cristiano Sergio
Foto: Cristiano Sérgio
O projeto conta também com uma programação de palestras e oficinas que traz assuntos variados do universo canino. Entre os temas estão: Socialização; Estimulação Mental; e Alimentação Natural.
Para uma convivência sadia, algumas regras foram estabelecidas para o melhor funcionamento do lugar. Os animais que demostrarem agressividade ou serem antissociais, as fêmeas no cio e filhotes com menos de 6 meses não poderão desfrutar do espaço.
Foto: Cristiano Sérgio
Além disso, é indispensável a apresentação da carteira de vacinação (óctupla e antirrábica) e o documento do controle de pulgas e carrapatos, os tutores também serão responsáveis por manter os animais com coleira e guia.
A gerente de marketing Natália Vaz garante que a ideia é que as pessoas utilizem o espaço com respeito e responsabilidade.
Foto: Cristiano Sérgio
Serviço
ParkDog. Parkshopping, 1º Piso, próximo à Entrada C. A partir de 17 de janeiro 2019 (duração indeterminada). Segunda a sábado, das 10h às 22h / domingos e feriados: das 14h às 20h. Número máximo de cães no local: 10. Permanência máxima no espaço: 30 minutos. Entrada gratuita.
Pensando em ajudar na qualidade de vida de cães e gatos, o grupo “Amor por Patas” lançou a campanha Troco Solidário. O objetivo é arrecadar dinheiro para a castração de animais em Macapá de forma mais barata.
Caixinha de doação da campanha Troco Solidário, em Macapá — Foto: Victor Vidigal/G1
As caixinhas da campanha estão em dois estabelecimentos da capital. O interessado pode deixar uma doação de qualquer quantia ao realizar uma compra nos locais.
Ao final de cada mês o dinheiro é recolhido e destinado para a castração de um animal pertencente a um membro do grupo que não tem condição de pagar pelo serviço. Esses animais podem ser domésticos ou pego na rua para ser cuidado pelos participantes.
A professora Léia Brito é uma das coordenadoras da proposta. Ela diz que a castração tem diversos benefícios aos cães e gatos, como prevenção de doenças, aumento na longevidade e melhoria no comportamento
“A castração aumenta a vida do animal em 30%, evita que ele adquira câncer, tumores ou doenças sexualmente transmissível . Outro benefício é a diminuição do aumento da população canina e felina. São mais de 10 milhões de animais abandonados no Brasil”, destacou a professora, de 30 anos.
Outra forma que o grupo encontrou de angariar fundos para realizar as castrações é realizando venda de produtos que vão desde comidas (doces, salgados e sucos) até a venda de roupas (promovendo bazares pela capital).
As castrações são feitas em uma clínica parceira do projeto. O serviço, que custa entre R$ 400 e R$ 500, acaba saindo por R$ 200 com o desconto oferecido.
O animal que vai receber a cirurgia é escolhido por meio de sorteio feito entre os membros, em um grupo de rede social. Para ser contemplado com o serviço o animal precisa estar saudável, sem a presença de doenças ou pragas. Por isso é importante ele estar em um lar, recebendo cuidados.
Grupo também realiza venda de comida para angariar fundos para as castrações — Foto: Léia Brito/Amor por Patas
O “Amor por Patas” existe há um ano e conta com 30 membros cadastrados. Nesse período já foram realizadas 31 castrações de cães e gatos.
Os interessados em fazer parte do grupo e ter direito as castrações pode entrar em contato com a coordenação, pelo telefone 98113-2592.
Locais de doação
Fisio + Fisioterapia e Pilates (Avenida Desidério Antônio Coelho, 511 A, Trem, Macapá)
A principal instituição beneficente dos direitos animais é acusada de matar secretamente cães para abrir espaço para outros cães e garantir um fluxo constante de doações.
As acusações vêm de membros da própria equipe da Coexistência de Direitos Animais na Terra (CARE), que disse que a líder da instituição de caridade, Park So-yeon, foi quem ordenou a morte dos 230 cães por causa da escassez de espaço no abrigo.
O número equivalia a cerca de um quarto dos animais que o grupo resgatou no período, segundo o jornal Hankyoreh.
“Apenas 10% dos cães estavam sofrendo de doenças incuráveis e a maioria foi morta por causa de seu grande tamanho”, disse um funcionário da CARE.
Os animais mortos foram listados como adotados. A organização afirma há muito tempo nos apelos que não mata cães, mesmo que eles não encontrem novos donos.
Durante anos, a Coexistência de Direitos dos Animais na Terra (CARE) liderou campanhas para resgatar caninos de fazendas de cães em todo o país, acumulando cerca de 23.000 membros e cerca de dois bilhões de won (£ 1.4 milhões) em doações anuais.
Em um comunicado, Park disse que um “pequeno número” de sacrifícios foi “inevitável” desde 2015 devido a um “aumento nos pedidos de missões de resgate“.
Ela disse que geralmente apenas cães particularmente agressivos, ou aqueles com doenças incuráveis, seriam sacrificados, e isso só aconteceria em último caso.
Os membros da equipe da CARE organizaram um protesto nos escritórios da organização no fim de semana passado, exigindo a renúncia de Park.
A indústria da carne
Embora ainda existam cerca de 3.000 fazendas de cães em toda a Coreia do Sul, a ingestão da carne está diminuindo rapidamente.
Durante décadas, a Coreia do Sul enfrentou críticas sobre o tratamento dado aos animais e sobre o costume atual do país de consumir carne de cachorro.
Grupos internacionais de defesa dos direitos dos animais trabalharam para resgatar cães de fazendas na Coréia do Sul e realocá-los no exterior, inclusive nos EUA, no Reino Unido e no Canadá. Segundo a Humane Society International (HSI), cerca de 1.600 cães foram resgatados de 13 fazendas na Coréia do Sul desde 2015, ano em que a organização começou a campanha.
Aconteceu no Brasil
Em uma decisão histórica, em 2017, a justiça brasileira condenou uma mulher a mais de 17 anos de reclusão por crimes de maus-tratos a animais.
Dalva Lina da Silva, de 48 anos, mora na Vila Mariana, em São Paulo, e era conhecida como uma protetora de animais.
A mulher resgatava os animais e, aparentemente, encontrava adotantes de uma forma tão rápida que a ONG Adote um Gatinho desconfiou de que alguma coisa estava errada e contratou um detetive particular.
A investigação descobriu o que Dalva matava os animais e os colocava em sacos de lixo do lado de fora de sua casa.
De acordo com perícia realizada nos corpos dos cães e gatos, que tinham várias perfurações na região do peito, a mulher injetava uma droga no coração dos animais.