Prefeito de BH veta projeto que proíbe venda de cães e gatos na rua

Foto: Pixabay

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, vetou proposição de lei que proíbe a venda de animais domésticos, como cachorros, gatos e pássaros, em ruas, praças e parques de Belo Horizonte. O veto, publicado nesta terça-feira (15) no Diário Oficial do Município (DOM), foi justificado devido a “vícios legais e constitucionais” uma vez que “interfere diretamente na estrutura das secretarias municipais, especialmente no que tange às novas competências fiscalizatórias e sancionatórias”.

Atualmente, é comum observar a comercialização de animais domésticos em caixotes próximos à Feira Hippie de Belo Horizonte, montada aos domingos na avenida Afonso Pena, no centro da cidade.

Ao barrar a proposição, entretanto, o prefeito destaca que a medida “não têm como objetivo discutir a relevância do tema, que envolve tanto questões éticas contra abusos de animais quanto questões de saúde pública”. O veto de Kalil será analisado a partir de fevereiro pelos vereadores da capital, que podem mantê-lo ou derrubá-lo em plenário.

De autoria do vereador Osvaldo Lopes (PHS), a proposição de lei 64/18 – criada a partir do projeto de lei 253/217 – proíbe a venda de animais domésticos em locais públicos, como ruas, praças e parques da cidade.

O vereador defende que a comercialização só poderia ocorrer em canis, gatis ou criadouros regularmente registrados. Além disso, tais estabelecimentos devem seguir certas regras, como fornecer ao comprador documento de certificação da identificação do animal, atestado de saúde emitido pelo veterinário que indicasse a presença de castração, cartão que comprove a vacinação contra doenças comuns a esses animais como raiva.

A proposição de lei alega ainda que tais estabelecimentos devem fornecer “orientações sobre guarda responsável, respeitando as diretrizes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SMMA – sobre as informações básicas de alimentação, de higiene, de cuidados médicos, entre outras”.

A reportagem entrou em contato com o vereador por meio de telefone e e-mail para comentar o veto do prefeito e aguarda retorno.

Fonte: O Tempo 

Morador de rua com 18 cães e 16 gatos é despejado de ponte em que mora há 10 anos

Um morador de rua, de 59 anos, recebeu uma ordem de “despejo” da Prefeitura de Goiânia, para que ele deixe, em até cinco dias, a ponte em que mora há 10 anos. José Antônio Ananias vive no lugar junto com 18 cães e 16 gatos que ele adotou ao longo dos anos. O homem afirma que não sai do local sem ter um lar para onde possa levar seus animais, que ele considera sua “família”.

“É a minha família. Minha família humana um pouco está no cemitério, o restante está espalhado pelo Brasil. Minha família aqui são meus gatos, minhas, capivaras, meus peixes, meus cachorros. Eu vivo de doação, catando latinha”.

“Se não arrumar um lugar para mim que não caiba meus animais, eu não vou”, disse Ananias.

A ponte em que Ananias mora fica na Avenida 24 de outubro, sobre o Córrego Cascavel, no Setor Campinas, e é às margens do afluente que mora Ananias. Ele improvisou uma morada com colchões, pedaços de madeira, um varal onde ele estende suas roupas após lavar no rio e várias caixas de papelão, onde moram seus animais.

Ele conta que notou, há alguns meses, que percebeu que um buraco começou a se formar em uma das colunas de sustentação da ponte. A partir disto, resolveu montar uma “casa provisória”, junto com os animais, debaixo de uma árvore no Parque Campininha das Flores, ao lado da ponte.

De acordo com a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), o órgão foi acionado por moradores da região que reclamaram de poluição do local, que teria sido constatado pela agência. Os vizinhos disseram também que o animal do morador estaria avançando nas pessoas.

O médico veterinário Cesmar, que atende de forma voluntária todos os 34 animais de Ananias, afirma que todos os animais estão saudáveis e a maioria deles estão castrados. Disse ainda que alguns estão em tratamento para combater doenças, mas nenhum deles oferece risco à comunidade.

“Hoje, se você puder olhar, mediante as condições em que o senhor Ananias, vive, que ele tem, a saúde dos animais em geral está boa. Eles estão todos em tratamento, boa parte já foi castrada. A gente espera o fim deste tratamento para poder castrar os que ainda não foram. Fazemos tudo de graça com ajuda de parceiros para garantir qualidade de vida para estes animais”, disse o médico.

José Antônio Ananias mora há 10 anos debaixo de ponte com cachorros e gatos, em Goiânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O que diz o poder público?

A ordem para que o homem deixe o local, conforme informou a Amma, foi expedida depois que a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) teria oferecido um abrigo para ele, mas o mesmo não teria, segundo o órgão, aceito. A partir de então, a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil Seção Goiás (OAB-GO) passou a acompanhar o caso.

“Em acordo, ontem, a gente conseguiu este prazo, de 5 dias, que se esgota segunda-feira. Se não encontrarmos um local para que ele seja encaminhado com seus animais, nós podemos presenciar uma situação aqui de desastre, então, enquanto Comissão de Direitos Humanos, nós estamos acompanhando, estamos fazendo tratativas com a Defensoria Pública para ver qual encaminhamento que pode ser dado, de forma que o estado possa garantir os direitos a este senhor que é totalmente carente”, disse a advogada Natasha Gomes Moreira Abreu.

Em nota à TV Anhanguera, a Semas informou que, conforme relatado, já ofereceu ajuda a José Antônio para levá-lo a um dos abrigos da Prefeitura de Goiânia, mas ele teria rejeitado. “Vale lembrar que as equipes de abordagem social não podem obrigar a pessoa em situação de rua a aceitar qualquer encaminhamento”, diz a posicionamento.

Em relação ao problema na ponte que o morador de rua relatou, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra) informou que monitora diariamente as pontes da capital, incluindo citada. Disse que a estrutura da 24 de Outubro não representa nenhum risco para as pessoas que circulam pelo o local.

Ponte onde o José Antônio Ananias mora, no Setor Campinas, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Fonte: G1

40 cães e quase 20 gatos sobrevivem a um grave acidente de carro

Um grave acidente aconteceu, no último domingo (13) em uma estrada de Indiana, nos Estados Unidos. Duas mulheres estavam voltando de um resgate no Alabama quando a van que uma delas dirigia saiu da pista escorregadia e capotou.


Gwen Kochan e Dyana Gold, estavam voltando para casa do Alabama com 40 cães e quase 20 gatos para o Foster Rescue de Frosty,em Beaver Dam.

Elas disseram que estavam preocupados com a segurança uma da outra, mas a parte mais assustadora era a saúde dos animais. Após uma hora de espera após o acidente, Gold e Kochan finalmente puderam verificar os cães e gatos, e para seu alívio, todos os animais estavam bem.

Voluntários de resgate de animais de Indiana e Wisconsin ajudaram na retiradas de todos animais de dentro da van e no transporte deles até o abrigo.

Gold disse que a resposta e ajuda que viu das outras pessoas mudou sua vida.

“Por mais que não quiséssemos que o acidente acontecesse, em retrospecto, porque estamos todos bem e todos os animais estão seguros, pode ter sido a melhor coisa que já aconteceu por causa da comoção das pessoas com os animais”, disse ela.

Segundo o Channel 3000, Gold e Kochan também disseram que a experiência foi gratificante por causa da ajuda que todos foram capazes de oferecer aos animais.

“Eu acho que o que mais tocou foi ver em que condições os animais vivem no Alabama”, disse Kochan. “Há muita necessidade de lares, curas e esperança para esses cães e gatos que simplesmente não têm o que nossos animais domésticos daqui possuem”.

Por causa disso, Gold e Kochan disseram que fariam a viagem novamente para o Foster Rescue, da Frosty, que as duas mulheres disseram amar.

Eles contaram também que por causa do acidente, a organização sem fins lucrativos precisa de ajuda para substituir a van e as gaiolas danificadas, além dos recursos normais necessários para ajudar seus animais.

Pelo menos 15 cães são achados mortos e moradores denunciam envenenamento à polícia

Polícia suspeita que as mortes não tenham ligação com tentativas de furto às residências e que o crime tenha sido cometido por maldade.

Moradores do Bairro Jardim das Flores, em Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, prestaram queixa à polícia pela morte de aproximadamente 15 cães supostamente por envenenamento.

A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação. Segundo os investigadores, ainda não há pistas dos suspeitos. A polícia suspeita que não há denúncias de que mortes tenham ligação com tentativas de furto às residências e que o crime teria sido cometido por maldade.

De acordo com um morador da cidade, alguns animais mortos tinham tutores, os quais permitiam que eles ficassem na rua, e outros viviam em situação de abandono. Em um dos casos, o cão foi morto no quintal da casa.

Foram registradas duas denúncias. De acordo com os denunciantes, os animais não apresentavam sintomas de doença e foram encontrados mortos.

Eles contaram à polícia que a forma como todos os cães foram mortos é semelhante. Os animais tinham uma baba espessa e branca na boca. Por isso, existe a suspeita de envenenamento.

Fonte: G1

Menino de 7 anos, que já salvou mais de 1.000 cães, recebe doação para continuar seus resgates

Roman McConn, de apenas 7 anos, resgatou mais de 1.350 cães desde os 4 anos. Além de resgatar, ele ajuda na organização dos transportes e faz vídeos com animais no abrigo para encorajar as pessoas a adotá-los.

Foto: Reprodução | Divulgação

O jovem é o mentor do Projeto Freedom Ride, uma instituição que impede cães de serem sacrificados e os encaminha para novos lares, nos Estados Unidos.

Roman e sua mãe, Jennifer McConn, tiveram a ideia para o projeto depois que eles adotaram Luna, em 2015. Ela seria sacrificada em um abrigo no Texas, nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução | Divulgação

Roman também faz vídeos no abrigo mostrando os cachorros em busca de potenciais donos, explicando suas raças, idade e porque eles precisam ser adotados.

Roman tem três cães, Luna, Ru e Zion e foi premiado no “Kid of the Year” da ASPCA de 2018 em novembro do ano passado.

Foto: Reprodução | Divulgação

“Eu não acho que os cães devam estar em um abrigo”, disse ele em um vídeo da ASPCA postado no YouTube.

A doação

A repercussão da linda trajetória de Roman lhe rendeu um convite para participar do “The Ellen DeGeneres Show” em Hollywood.

Durante a gravação, ela apresentou Roman com US $ 20.000 para a organização. McConn disse que a doação, possibilitada pela Cheerios, cobrirá o custo de dois transportes. O grande transporte em fevereiro custará cerca de US $ 15.000, enquanto o menor em março será de US $ 5.000.

Serviço de proteção aos animais atendeu 130 cães e gatos em 6 meses

A Diretoria de Proteção e Bem-Estar Animal da Secretaria do Meio-Ambiente (SEMA) de Maringá atendeu 130 cães e gatos abandonados desde junho de 2018. Só em dezembro do ano passado, 28 animais foram resgatados.

Foto: Prefeitura de Maringá

Além dos resgates, a diretoria realizou 205 exames em laboratórios e 30 cirurgias, com a parceria de Organizações Não Governamentais (ONGs) e protetores independentes. De acordo com a SEMA, em 2018, 570 cães e gatos foram adotados.

Fonte: Massa News

Participantes de quadro do ‘Caldeirão do Huck’ doarão prêmio para ajudar cães deficientes

O The Wall deste sábado, 12/1, foi emocionante. André e João Lúcio têm o projeto voluntário Reciclando Patas em Goiânia em que fazem cadeiras de rodas para cachorros com dificuldade de mobilidade.

Foto: TV Globo

Apaixonados pelos animais, eles revelaram que utilizarão todo o dinheiro do prêmio, R$156.696, no projeto. André sempre se emocionava ao falar dos seus animais e os internautas também ficaram comovidos com a história nas redes sociais.

“O bem pra gente vai vir de outro jeito. Esse dinheiro vai todo para o projeto”, revelou André.

Foto: TV Globo

Foram três rodadas. Na primeira rodada, André e João disputaram juntos no palco e somaram R$15.725. Na segunda e na terceira rodada, João ficou no isolamento respondendo as perguntas e ele recebeu um contrato, que ele poderia assinar ou rasgar. Caso assinasse, eles levariam o valor de R$15.725 mais R$3.000 de cada resposta correta. Caso rasgasse, eles levariam o dinheiro que André levou no duelo contra a parede, que foi R$156.696.

Foto: TV Globo

“Cachorro não tem dinheiro para pagar cadeira de rodas. Teve uma vez que uma pessoa disse que precisava comprar uma cadeira de rodas para um cachorro. No dia que eu fui entregar a cadeira, eu soube que ela matou o cachorro para não ter que gastar com o animal. Isso doeu muito em mim”, diz André, emocionado.

“A gente fabrica e doa cadeira de rodas para animais. Sempre fui amante de cachorros. O projeto começou do nada. Apareceu uma protetora procurando uma cadeira de rodas para uma cachorrinha e na hora que ela andou foi uma emoção muito grande”, continuou.

Fonte: GShow

Cuidados nos primeiros dias do filhote garantem boa saúde por toda a vida

A chegada de um filhote em casa desperta diferentes sensações, como a descoberta da nova relação e de comportamentos apresentados pelo animal nos primeiros dias de vida. Mais do que prazerosa, no entanto, convivência entre animal doméstico e tutor deve ser cautelosa, caracterizada por cuidados especiais com o recém-nascido.

Foto: Getty Images

O primeiro passo é buscar orientação profissional assim que o filhote, seja cão ou gato, chegar ao lar oficial – após dois meses, quando é feito o desmame. Médica veterinária, pós-graduada em clínica de pequenos animais, Talita Izidório Simões Teixeira diz que uma das principais condutas refere-se à oferta de água e comida.

“É importante que a ração seja própria para filhotes e de excelente qualidade, super premium. Para os cães, o ideal é oferecê-la em diferentes momentos do dia para evitar crises de hipoglicemia. Já os gatos devem ter ração sempre disponível”, detalha.

Vacina e vermífugo

Ficar de olho no calendário de vacinas e na vermifugação do animal também é fundamental para garantir a boa saúde do animal por toda a vida.

Para evitar esquecimento das doses e reforços, a dica é buscar orientação profissional. Além de vacinados, gatos, por exemplo, devem ser testados para FIV e FeLV, doenças exclusivas de felinos. Quanto antes, melhor, diz a veterinária Sandra Matoso, do Life Hospital Veterinário.

Até que a imunização seja concluída, a regra, para as duas espécies, é manter o animal em casa. “Não é frescura! Até que estejam completamente protegidos, não devem passear, nem ir ao banho e tosa. Nos primeiros meses, doenças virais, protegidas por vacina e de fácil transmissão são muito graves”, reforça.

Castração divide especialistas, mas deve ocorrer precocemente para prevenir doenças

Recomendada por médicos veterinários, benéfica para a saúde dos animais, a castração divide opiniões de especialistas, mas é uma das condutas que mais requerem atenção nos primeiros meses de vida de cães e gatos. Alguns profissionais defendem que a medida ajuda a prevenir doenças como o câncer; outros recomendam esperar pelo menos até o primeiro cio do animal.

Médica veterinária em Belo Horizonte, Perla Lembi explica que há linhas de estudo divergentes sobre o assunto. Segundo ela, no entanto, é fundamental que o tutor seja orientado por um profissional para, então, definir a melhor conduta.

“Nas fêmeas, o foco da castração precoce é evitar doenças uterinas e até neoplasias mamárias. Já para os machos, recomendamos que seja mais tardia, após 1 ano, quando os órgãos sexuais já se desenvolveram”, detalha.

Vigilância 24 horas

Acompanhar de perto a rotina do filhote também é imprescindível nos primeiros meses do animal no novo lar. Monitorar a exploração da casa nova, bem como restringir o acesso do filhote a áreas externas, por exemplo, ajuda a evitar acidentes muitas vezes fatais.

Que o diga a gerente Suelen Ribeiro Carvalho, de 36 anos. Tutora de Marreta, buldogue francês de 7 meses, ela passou um susto recentemente depois que o cão foi atropelado dentro de casa.

Veterinária no Life Hospital Veterinário, em BH, Sandra Matoso diz que a vigilância deve ser parecida com a que se tem com bebês. “É a mesma coisa de uma casa com criança. É preciso ser vigilante no dia a dia”, reforça.

Fonte: Hoje em Dia

Centenas de cães e gatos são cruelmente assassinados para consumo de carne nos mercados indonésios

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Os cães selecionados pelos compradores são laçados pelo comerciante e pendurados pelo pescoço | Foto: Rupert Imhoff

Cães são animais com inteligência social, empáticos e capazes de compreender situações de perigo, sofrimento e ameaça.

Diversos lares pelo mundo contam com a presença de um cão doméstico como membro da família e sabem, por experiência própria, como eles são capazes de compreender e responder a estímulos.

De posse desse conhecimento fica mais fácil, embora não menos assustador, imaginarmos como esses animais não humanos se sentem ao serem sequestrados de suas casas, raptados na rua, colocados em gaiolas sem água ou comida, exibidos em um mercado, laçados pelo pescoço quando selecionados por compradores, espancados até quase a morte e finalmente queimados com um maçarico ainda vivos, enquanto agonizam e se debatem.

Isso tudo na frente de todos os demais cães, o que os deixa aterrorizados e cientes do que os aguarda.

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Após espancados, os animais são queimados, muitas vezes ainda vivos por um maçarico | Foto: Rupert Imhoff

Essa é a rotina do mercado de Tomohon, na ilha indonésia de Sulawesi. Quem denuncia o ato cruel e hediondo é Rupert Imhoff, pesquisador da Fundação Bob Irwin para a Vida Selvagem e Conservação de Espécies, que viajou até o norte de Sulawesi após ter conhecimento da denúncia.

Rupert descreve o fedor de pele carbonizada, que flutua pela “seção de carne” do mercado, como insuportável. “Moscas voam em torno das carcaças de cães, gatos, porcos e cobras que estão espalhadas pelo chão sujo de sangue”, descreve ele.

Imagens feitas pelos pesquisador mostram os cães apavorados se encolhendo para evitar o laço manejado pelo funcionário do mercado que entra pela jaula de metal em que eles ficam presos.

Um companheiro é puxado pelo pescoço após “enlaçado” e leva fortes pancadas na cabeça até ficar imóvel no chão.

O cachorro parece morto, mas imagens capturadas ainda esta semana, mostram o animal se debatendo freneticamente enquanto o trabalhador do mercado o queima com um maçarico até a morte.

Este cão estava entre os “centenas de milhares” de animais abandonados e em situação de rua que são mortos todos os anos para abastecer o comércio de carne de cachorro na Indonésia, denunciam diversos grupos de proteção animal.

O pesquisador constatou que além dos cães, outros animais domésticos, como gatos e coelhos – e animais selvagens também, como morcegos, ratos da selva, porcos e cobras – estavam à venda no mercado e passavam pela mesma crueldade.

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

Além de cães e gatos, outros animais partilham do mesmo destino cruel no mercado de Tomohon | Foto: Rupert Imhoff

O Jornal Daily Mail afirma ter tido acesso a imagens perturbadoras que mostram funcionários do mercado abrindo uma gata grávida que tinha dois gatinhos por nascer dentro dela.

Muitos cães que acabam nesses mercados são animais abandonados, em situação de rua e até animais domésticos que são sequestrados. Ladrões de cachorros usam motocicletas para roubar os cães. Eles os prendem pelo pescoço, puxam para si rapidamente e se afastam em alta velocidade, afirmam grupos de direitos dos animais.

Alguns cães também são capturados enquanto passeiam com seus tutores pela rua, e outros (mais raramente) são ainda comprados de aldeões pobres por “alguns dólares”.

Cães indonésios em situação de rua, na maioria das vezes não fogem dos ladrões de cães pois estão acostumados às pessoas que os alimentam regularmente e não os ferem.

Eles não vêem motivo para fugir.

Após capturados eles são amarrados e amontoados com os demais em gaiolas de arame que são transportadas para Tomohon ainda de madrugada, antes que o mercado abra às 6 da manhã.

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Cães trancafiados em gaiolas de arame permanecem sem comida ou água a espera de serem mortos | Foto: Rupert Imhoff

Os caçadores chegam a amarrar os membros dos cães por trás de suas costas – o que pode deslocar seus ombros – e prendem suas bocas para que não possam morder.

Os animais que Rupert viu estavam visivelmente angustiados quando chegaram ao mercado por volta do amanhecer, eles estavam famintos e sedentos.

Um por um, eles eram laçados pelo pescoço, arrastados para fora da gaiola e golpeados na cabeça enquanto estava, suspensos pelo pescoço.

Enquanto os outros cães observavam aterrorizados, o funcionário joga o animal no chão e queima-o com um maçarico.

Rupert notou que alguns cães se contorciam freneticamente enquanto as chamas devoravam seus corpos, porém o pesquisador não sabe dizer com certeza se isso acontecia porque estavam vivos ou se seria a reação do cadáver ao calor intenso.

Um comerciante local contou a ele que muitas vezes os animais estão vivos – mas inconscientes – quando são queimados.

O número exato de cães e gatos mortos no comércio de carne do país não é claro, mas a Rede de Apoio a Jacarta afirma que mais de 200 mil são mortos a cada ano.

Embora o consumo de carne de cachorro seja legal no país, um “número crescente” de indonésios vêm se mostrando indignado com a maneira cruel com que os animais são tratados.

A maioria dos indonésios são muçulmanos, eles consideram os animais ‘haram’ – ou seja impuros – mas muitas comunidades menores do país comem carne de cachorro como um prato festivo.

Famílias vão a esses mercados na intenção de comprar um cachorro para comemoração de aniversários, casamentos ou outra ocasião especial.

Rupert viu pessoas de todas as idades, de jovens a casais de meia-idade e até idosos, escolhendo animais para comprar, e em seguida assistindo sua morte calmamente enquanto aguardavam para levá-los para casa.

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Compradoras escolhem e aguardam morte do cão escolhido | Foto: Rupert Imhoff

Os comerciantes de carne vendem quase todos os cães e gatos que expõem, eles cobram cerca de 250.000 rúpias indonésias, cerca de 61 reais por animal, embora os clientes tenham a opção de pedir apenas uma parte específica.

Um dos pratos de mau gosto utilizando carne de cachorro chamado “rica-rica”, é infelizmente servido a turistas na ilha de Bali.

Rupert passou anos investigando e expondo a crueldade animal ao redor do mundo e é com pesar que ele confessa que o massacre do mercado Indonésio o chocou de maneira única. Ele descreve o episódio como um dos “atos mais violentos” que ele já testemunhou.

“Havia uma completa falta de empatia e compaixão pelos animais”, afirma ele.

O pesquisador conta que os cães gritavam de terror quando o comerciante os enlaçava dentro da gaiola e continuavam gritando até ficarem inconscientes: “Cães são animais inteligentes que anseiam por companhia, então era muito perturbador ver comerciantes de carne matando os escolhidos à vista dos demais que permaneciam engaiolados a metros de distância.”

Rupert confessa que chegou a pensar em comprar todos e libertá-los: “Mas sozinho apenas com uma moto para transportá-los, e sem recursos, não haveria nenhuma maneira realista de garantir sua proteção. Sem planejamento adequado e ajuda extra, eles simplesmente voltariam às mãos dos comerciantes de carne de cachorro.”

Esse costume indonésio, cruel e injustificável, de comer de carne de cachorro está associado à cultura Minahasa do norte de Sulawesi e aos Bataks do norte de Sumatra, onde é praticado em ocasiões especiais como casamentos e Natal.

É com dificuldade de compreensão que encaramos o fato de que pessoas celebrem momentos de alegria e união com crueldade, morte e destruição de outros seres, que assim como os humanos, são capazes de sentir, sofrer e amar.

cachorrinha de cadeira de rodas

SEMA fecha parceria com ONG e vai pagar alimentação de 160 cães por dois meses

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (SEMA) vai pagar a alimentação de 160 cães por dois meses. Os animais estão sob a responsabilidade da Organização Não Governamental Associação Protetora Dignidade Animal, que enfrenta dificuldades.

cachorrinha de cadeira de rodas

Foto: Dignidade Animal

Na justificativa de ausência de chamamento público assinada pelo secretário de Meio Ambiente, Ederlei Alckamim, consta a argumentação de que a “emergência se justifica pelo fato de a Associação não reunir condições financeiras satisfatórias, onde os animais estão na iminência de sofrer privações, especialmente, quanto à alimentação”.

Também é destacada a argumentação de que os 160 cães foram capturados nas ruas de Maringá pela associação e são mantidos até a adoção, período em que a entidade se torna a responsável pelos cuidados diários e médico-veterinário dos animais.

Assinado na quarta-feira (9/1), o documento tem prazo de cinco dias para ser questionado. Não há previsão na justificativa de ausência de chamamento público do valor que a SEMA vai desembolsar para garantir a alimentação dos cães.

Alckamim também argumenta que “é de responsabilidade do Poder Público o dever de garantir os direitos fundamentais sociais do meio ambiente equilibrado, onde vale destacar que aqui restam incluídas tanto a proteção dos animais contra as práticas de maus-tratos quanto à saúde pública”.

A ONG Dignidade Animal é uma das entidades que faz o trabalho de recolhimento e proteção dos animais abandonados na cidade. Outras associações que fazem o trabalho são a Pelos Protegidos, Anjos dos Animais, Salvando Vidas e tem a Sociedade Protetora dos Animais de Maringá.

Fonte: Maringá Post