Estudo descobre que uma dieta baseada em vegetais pode melhorar o tratamento do câncer

Por Rafaela Damasceno

Aderir ao veganismo pode prevenir o câncer, segundo cientistas, e também tornar mais eficaz os tratamentos de radioterapia e quimioterapia. Os resultados da pesquisa foram publicados pela revista científica Nature.

Uma tigela cheia de alimentos baseados em vegetais

Foto: iStockphoto

Os pesquisadores deram a cinco mulheres e um homem uma dieta livre de metionina – aminoácido que afeta o metabolismo e é encontrado em carnes, peixes e laticínios – por três semanas. No final do experimento, os níveis da metionina foram reduzidos em 83%.

“Essas descobertas fornecem evidências que a manipulação da dieta pode afetar o metabolismo das células tumorais”, afirmou o líder do estudo, o professor Jason Locasale, especialista em estudo do câncer. Quarenta anos atrás, um estudo afirmou que o câncer depende da metionina para existir e se propagar.

Alimentos com baixo teor de metionina incluem frutas, nozes, vegetais, grãos e feijões – ou seja, alimentos presentes em uma dieta baseada em vegetais.

“O ideal é que a base da alimentação seja de alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras”, declarou Ana Adélia Hordonho, diretora da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição), em entrevista a Uol. “Pelo menos 250 estudos epidemiológicos apontam que 35% das mortes por câncer podem ser prevenidas por modificações alimentares”.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


Governo Bolsonaro libera agrotóxico que mata abelhas e registros de pesticidas chegam a 262 em 2019

Um lote com 51 novos agrotóxicos foi liberado pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) nesta segunda-feira (22), totalizando 262 produtos registrados apenas neste ano. Dentre os pesticidas autorizados está o sulfoxaflor, responsável por exterminar abelhas. A liberação desse veneno, após ele ter sido responsável pela morte de mais de meio bilhão de abelhas em quatro estados brasileiros entre janeiro e março de 2019, quando ainda estava em fase de testes, expõe o descaso do governo com os animais.

Foto: Pixabay

Além dos insetos, outros animais, como pássaros, também sofrem com os efeitos dos pesticidas. A natureza também é prejudicada, tendo o solo e a água contaminados, e a saúde humana é diretamente afetada pelo consumo de vegetais cultivados com agrotóxicos, capazes de gerar doenças graves como o câncer. No entanto, a rapidez com que novos agrotóxicos têm sido liberados demonstra que o Ministério da Agricultura, responsável pelo registro desses produtos, e o presidente Bolsonaro estão mais interessados no lucro gerado pelos pesticidas do que nos efeitos devastadores causados por eles.

Em abril, o sulfoxaflor foi um dos principais assuntos discutidos pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara. A ministra da Agricultura, Teresa Cristina, que é ex-líder da bancada ruralista, participou do debate. Na ocasião, ela explicou que o veneno responsável pela matança de abelhas não estava registrado no Brasil. As informações são da revista Fórum.

“O problema das abelhas é que foi usado um produto chamado Sulfoxaflor. Esse produto não está registrado no Brasil. Esse é o grande problema dessa fila enorme. Esse produto muito provavelmente entrou de maneira ilegal, está sendo usado de maneira errônea e causou a morte das abelhas”, afirmou.

Agora, no entanto, o produto passará a ser usado livremente, o que poderá causar mortes de insetos com respaldo do governo.

Apesar de ser considerado “medianamente tóxico” pela Anvisa, o sulfoxaflor tem, sob certas condições, um impacto negativo sobre as colônias de abelhas e suas capacidades reprodutivas, conforme descobriu um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Londres. A pesquisa concluiu que o pesticida, produzido pela Corteva AgriscienceTM, reduziu em 54% o tamanho das colmeias.

Em 2015, uma decisão da Corte de Apelações de São Francisco, que indicou que a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) falhou em considerar os impactos do sulfoxaflor sobre insetos polinizadores, levou ao cancelamento do registro do produto nos Estados Unidos. No entanto, um ano depois a EPA concedeu novamente o registro, porém com abrangência limitada.

Classificação

Dos 51 agrotóxicos liberados nesta segunda-feira, 7 são produtos formulados – isso é, aqueles que chegam às lojas e podem ser comprados pelos agricultores. O princípio ativo sulfoxaflor está em 6 desses produtos.

Os outros 44 herbicidas são produtos equivalentes, ou seja, genéricos de princípios ativos já autorizados no Brasil. De acordo com informações do G1, 18 deles são para produtos técnicos de uso industrial e outros 26 são produtos formulados, sendo quatro de origem microbiológica.

Entre os pesticidas liberados há também um que tem como base o florpirauxifen-benzil, princípio ativo que já havia sido aprovado em junho pelo governo.

“Podemos produzir sem agrotóxicos”

 A ONG Greenpeace, que defende o meio ambiente, criticou a liberação dos novos agrotóxicos devido ao impacto negativo que esses produtos causam na natureza e na saúde humana.

“Podemos produzir sem agrotóxicos, em equilíbrio com o meio ambiente e respeitando a saúde das pessoas. Porém, as decisões do governo no tema ignoram isso e colocam o povo brasileiro em risco. Isso é inaceitável”, afirma Iran Magno, da campanha de Alimentação e Agricultura do Greenpeace.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. Doe agora.


Sobrevivente de câncer reencontra cão que foi roubado dela há três anos

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

Um cão leal finalmente encontra sua tutora amada que nunca parou de procurar por ele, embora Semper tenha desaparecido há três anos.

E a história de como eles conseguiram se encontrar novamente além de real, é épica.

O cão da raça husky siberiano entrou pela primeira vez na vida de Kameroun Mares no momento em que ela mais precisava de amor e companheirismo.

Mares estava fazendo tratamento para leucemia linfoblástica aguda. Foi logo após a quimioterapia no verão de 2013 que ela conheceu o jovem cão e decidiu torná-lo parte de sua família.

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

Ela o batizou de Semper Fidelis – “Sempre fiel” em latim – e o chamava de Semper.
“Ele sempre foi fiel a mim”, disse Mares ao The Dodo. Mas, por mais fiel que Semper fosse, algo ainda conseguiu separar Mares de seu amado cão.

Em 2016, Mares teve que ir para a Califórnia (ela morava na Flórida) para tratamentos médicos adicionais e sua colega de quarto na época concordou em cuidar de Semper. Mas Mares recebeu um telefonema da amiga que ela nunca esperava. “Ela me disse que ele havia desaparecido”, conta Mares.

Quando ela voltou, procurou por toda parte por Semper. Mesmo quando ela teve que se mudar para a Califórnia no final daquele ano, ela continuou contatando abrigos na Flórida procurando incansavelmente por ele.

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

“Durante um ano, continuei procurando mesmo morando na Califórnia, postando em sites de animais perdidos, ligando para as 15 clínicas veterinárias onde eu costumava levá-lo quando morava lá, ligando para ONGs, abrigos”, disse Mares. “[Eu] postei informações sobre ele no Facebook, fóruns de cães perdidos, páginas e grupos. Todos os dias eu esperava por um telefonema de alguém falando que o encontrou. Seu microchip estava registrado em meu nome desde que ele tinha 3 meses, eu ainda não tinha notícia alguma. Eu estava preocupada com ele, e sentia muito sua falta”.

Foi quando Mares decidiu pedir ajuda. Ela contratou uma investigadora particular, Ana Campos, para ajudar a rastrear seu amado cão.

“Ela comprou uma inscrição vitalícia no AKC Reunite (registro de microship)”, disse Campos ao The Dodo.

Foto: Ana Campos

Foto: Ana Campos

“Um ano depois, alguém sugeriu que ela checasse seu chip AKC Reunite novamente.

Então ela foi para a Humane Society em maio de 2017 e eles verificaram on-line. Foi quando ela descobriu que um ano antes, em 11 de abril de 2016, uma mulher adicionou seu nome ao chip de Semper”.

Aparentemente, a outra empresa de chips não verificou se um proprietário já estava registrado no chip de Semper. Campos descobriu que alguém havia colocado Semper na Craigslist à venda por 200 dólares e é por isso que ele nunca apareceu, apesar de toda a busca de Mares.

Finalmente, no outro dia, Semper se reuniu com Mares – e tanto o cachorro quanto Mares ficaram emocionados. Mares começou a chorar de alegria e Semper ficou tão excitado que não conseguia parar de pular.

“Ser capaz de desempenhar um papel nesta reunião tão bonita e estar presente nesse momento foi um dos melhores dias da minha vida”, disse Campos.

Semper está se acomodando muito bem em sua família, fazendo longas caminhadas em torno de seu novo bairro na Califórnia e se divertindo com Mares (cujo câncer está felizmente em remissão).

“Ele ainda se lembra de seus comandos e truques que eu ensinei a ele”, disse Mares.

“Meu favorito especial é o comando ‘vá para casa’ … digo-lhe: ‘Semper, vá para casa. Onde está a casa? Vá para casa'”. E Semper encontra a porta exata.

“Eu o vejo como uma extensão de mim e do meu coração”, disse Mares. “Estou feliz por tê-lo de volta em meus braços”.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Instituto Americano de Pesquisas sobre o Câncer passa a servir refeições veganas aos pacientes

Foto: VegNews

Foto: VegNews

O Instituto Americano de Pesquisa sobre o Câncer (AICR) recentemente fez uma parceria com a marca de kits de refeições veganas MamaSezz para criar pacotes de refeições veganas que ajudam a prevenir e tratar o câncer.

Segundo a co-fundadora da empresa responsável pelas refeições, Meg Donahue, os pacientes receberão pratos com ingredientes selecionados e balanceados, montados especialmente para reforçar e proteger o sistema imunológico.

“Este é o padrão ouro das refeições à base de vegetais: saborosas, frescas, prontas para consumo, entregue à sua porta.” Cada pacote inclui um plano alimentar de sete dias, receitas e ingredientes para pratos como grãos de lentilha com quinoa, grão-de-bico com ervas e açafrão-da-índia e ensopado marroquino.

AICR trabalhou em conjunto com a empresa MamaSezz para criar as refeições depois de lançar seu relatório “Dieta, Nutrição, Atividade Física e Câncer: Uma Perspectiva Global”, uma revisão da pesquisa de prevenção do câncer que aponta para uma alimentação baseada em vegetais para uma saúde ideal.

“Seguir o pacote de recomendações de dieta, exercícios e estilo de vida [do relatório publicado] é a melhor maneira de reduzir suas chances de contrair câncer”, disse a Diretora de Programas Nutricionais da AICR, Alice Bender, MS, RDN.

“Fazer mudanças no estilo de vida exige algum esforço, mas as recompensas podem mudar a vida de uma pessoa”.

Os pacotes de refeições estarão disponíveis para pedidos on-line por meio da MamaSezz e a empresa doará 10% dos recursos das refeições do AICR para ajudar a financiar os esforços de pesquisa sobre o câncer do instituto.

Cientista, pesquisadora e vítima da doença conta como venceu o câncer mudando a alimentação

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de vegetais.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Cachorro não larga a almofada impressa com a foto de seu irmão que morreu

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

Por 10 longos e felizes anos, Spencer e Rocky foram amigos inseparáveis.

De fato, o maior prazer dos companheiros peludos era simplesmente estar perto um do outro.

“Eles nunca tinham passado uma noite separados”, disse Beth Fisher, tutora dos cães, ao The Dodo.

“Rocky e Spencer dormiam na mesma cama, comiam da mesma tigela e sempre caminhavam juntos, lado a lado, quando saíam pra passear”.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

Infelizmente, no entanto, o tempo feliz que os companheiros de quatro patas passaram juntos havia chegado ao fim.

Durante uma visita ao veterinário para identificar uma doença que o cão de pelos claros, Rocky, tinha desenvolvido, um grande tumor cancerígeno foi encontrado crescendo dentro dele.

A descoberta trágica, feita tarde demais para o tratamento, deixando apenas uma opção para acabar com o sofrimento do pobre cão.

“Rocky teve que ser morto por indução naquele dia”, disse Fisher.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

“Foi difícil processar a morte repentina de Rocky, mas não podemos imaginar o quão difícil deve ter sido para Spencer ter perdido seu irmãozinho”.

Spencer estava de coração partido, sofrendo muito – e demonstrou isso.

“Desde que Rocky faleceu, Spencer tem se levantado durante a noite para vagar pela casa procurando por seu irmão”, disse Fisher. “E então ele começa a chorar porque não consegue encontrá-lo”.

As cinzas de Rocky foram colocadas em uma prateleira acima de onde ele e seu irmão dormiam, para manter o par próximo. Mas era evidente que Spencer precisava de algo mais para ajudá-lo a lidar com o luto da perda.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

Então, o pai de Fisher teve uma excelente ideia e providenciou a realização dela imediatamente: um travesseiro para Spencer com o rosto sorridente de Rocky impresso nele.

Imediatamente, o presente significativo e original deixou Spencer à vontade com ele.

O travesseiro que homenageia Rocky parece ter ajudado a preencher o vazio que sua morte havia deixado no coração de Spencer.

“Spencer está se aconchegando no travesseiro desde que ele chegou, levando-o do sofá para sua cama”, disse Fisher. “Ele parece muito mais decidido agora, ele tem algo para se aconchegar, igual fazia com o irmão”.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

O cão de luto não dorme mais sozinho.

Nada, claro, pode trazer Rocky de volta completamente. Embora Spencer, que já está envelhecendo, adormeça, é reconfortante saber que seu melhor amigo ainda está ao seu lado em espírito.

Do jeito que ele sempre foi em vida.

Foto: Beth Fisher

Foto: Beth Fisher

“Eu não acho que Spencer algum dia vai superar o falecimento de Rocky, mas espero que ele possa aprender a continuar sem ele”, disse Fisher, acrescentando que o caminho a ser seguido pelo cão, é uma estrada que ele nunca terá que enfrentar sozinho.

“Esperamos que Spencer consiga conforto em seu novo travesseiro e receba forças de todo o amor e carinho que ele recebe de sua família”.

Cadela vai a hospital visitar crianças com câncer no Rio de Janeiro

Uma cadelinha da raça golden retriever é a mais nova integrante da ala pediátrica do Inca (Instituto Nacional do Câncer) no Rio. Com apenas 10 meses de idade, Hope (que significa esperança em inglês) tem a tarefa de espalhar alegria, carinho e oferecer mais conforto aos pequenos pacientes que lutam contra diversos tipos de câncer.

Foto: Reprodução / UOL

Hope começou a frequentar o local há quatro semanas. Ainda em adaptação, a cadelinha visita os pequenos pacientes uma vez por semana durante uma hora, todas as sextas-feiras. A ideia é ampliar as visitas para dois dias na semana.

Com o colete que funciona como um jaleco hospitalar, crachá e coleira, a cadelinha e o adestrador André Luiz Moreira passam de quarto em quarto para brincar com os pacientes.

Durante a visita, as crianças fazem carinho, conversam e sorriem para a nova “médica” do hospital. Alguns já ficam ansiosos esperando o próximo dia de visita. Outros, choram quando Hope precisa ir embora.

Nos corredores do hospital, a cadelinha virou uma espécie de celebridade. Famílias e funcionários se revezam para tirar fotos com ela.

A diretora da unidade, localizada na praça da Cruz Vermelha, na região central da cidade, precisou reservar um horário na agenda para conhecer a nova ‘profissional’.

Com a Hope, a gente para de falar de doença, diz médica

Hope integra o primeiro projeto de terapia assistida por animais no INCA e as visitas dela tem como objetivo tornar o ambiente mais leve e aconchegante para os pacientes em tratamento.

O projeto foi idealizado pela médica oncologista Bianca Santana, que não recebe nenhum tipo de apoio do governo para colocá-lo em prática. Segundo ela, em menos de um mês, os resultados já superaram as expectativas.

“O clima ficou muito bom. Ficou mais leve. Quando ela vem a gente para de falar de doença, a gente passa a falar de cachorro”, diz Santana.

“No primeiro dia que ela veio com criança, ela não passou da porta de entrada. As crianças atacaram e ela ficou ali, deitou”, recorda a médica. “Você esquece um pouco que está no hospital. Parece que está mais perto de casa e esse é o objetivo, que as crianças se sintam mais em casa do que no hospital, porque elas passam mais tempo aqui e com a gente do que com as próprias famílias”, completa.

Foto: Reprodução / UOL

Para os funcionários do INCA já é possível observar os benefícios da presença da Hope nos pacientes.

“Em momentos delicados de medicação, de dor, só em falar na Hope já faz com que as crianças se distraiam e fiquem mais animadas. É impressionante”, disse uma enfermeira da pediatria.

Já a Chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica, Sima Ferman, diz acreditar no sucesso do projeto.

“Nossa linha toda de trabalho aqui é atenção integral à criança, então uma preocupação que nós temos ao longo dos anos não é só oferecer o tratamento oncológico, mas cuidar da criança no ponto emocional e social. Então várias atividades são feitas para melhorar a estadia da criança aqui, e fazer com que o tempo dela no hospital seja mais ameno. Hoje temos vários projetos neste sentido e a Hope veio coroar”, afirma.

Rotina inclui atenção especial com higiene

Nos dias de visita ao Inca, Hope toma banho e corta as unhas. Ela chega de carro ao hospital. Na unidade, passa por um processo de higienização das patinhas e escova os dentes.

Vacinas e medicações especiais fazem parte da vida de Hope com frequência. O custo é de cerca R$ 1.400 mensais que saem do bolso da própria médica, que conta ainda com a parceira do adestrador.

Apesar de tanta responsabilidade, Hope também tem momentos de lazer. Ela costuma brincar no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, na zona norte do Rio, na companhia de Moreira.

Para ele, o contato entre a cadelinha e os pacientes tem sido mais que positivo.

“Tem situações que você fica maravilhado, tem criança que olha e abre aquele sorrisão, fica completamente apaixonada. Os pais também ficam na aquela euforia, querem tirar foto com a cachorra e com o filho. Ela [a Hope] vem para tentar tirar um pouquinho de sofrimento. Todo mundo quer saber que dia ela vai voltar.”

Moreira recorda também com orgulho do primeiro dia de Hope no Inca.

“Ela deitou entre sete e oito crianças juntas mexendo nela, fazendo carinho. A gente faz um exercício que geralmente as pessoas falam ‘morto e vivo’, no caso dela é relaxa! Aí, ela dá aquela deitadinha de lado para receber o carinho.”

Lei garante animais em hospitais

Foi aprovada neste ano pela Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), em março deste ano, uma lei que permite a presença de animais domésticos em hospitais públicos e privados do Rio.

A lei é de autoria do vereador Luiz Carlos Ramos Filho (Podemos), também presidente da Comissão de Defesa dos Animais. De acordo com a ela, os animais podem permanecer nas unidades de saúde por período pré-determinado e sob condições prévias respeitando os critérios definidos pelos hospitais.

Fonte: UOL

Pequenas quantidades de carne vermelha e processada podem aumentar risco de câncer

Um estudo recente da Universidade de Oxford, no Reino Unido, financiado pela Cancer Research UK, organização britânica dedicada a combater o câncer, concluiu que mesmo o consumo de pequenas quantidades de carne vermelha e processada – como uma fatia diária de bacon – pode aumentar o risco de câncer de intestino.

O alerta sobre os riscos da ingestão de carne vermelha e processada já havia sido feito anteriormente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As informações são da BBC.

GETTY IMAGES

Informações de quase meio milhão de pessoas cadastradas no UK Biobank, banco de dados de saúde do Reino Unido, foram analisadas pelos pesquisadores em um período de seis anos. Dessas pessoas, 2.609 desenvolverem câncer de intestino.

Segundo os pesquisadores, comer três fatias de bacon por dia, ao invés de uma, pode aumentar o risco de câncer de intestino em 20%. O estudo concluiu que para cada 10 mil pessoas que consumiram 21 gramas de carne vermelha e processada diariamente, 40 tiveram câncer de intestino. Das que ingeriram 76 gramas, 48 desenvolveram a doença.

Uma fatia de presunto ou bacon tem aproximadamente 23 gramas de carne processada, segundo o sistema de saúde público do Reino Unido (NHS, na sigla em inglês).

Segundo a Cancer Research UK, 5,4 mil dos 41.804 casos de câncer de intestino registrados anualmente no Reino Unido poderiam ser evitados se carne processada não fosse consumida de nenhuma maneira. No entanto, de acordo com a Public Health England, agência vinculada ao serviço de saúde britânico, muitas pessoas comem carne vermelha e processada em excesso. Para os especialistas, esse grupo deve reduzir o consumo.

Além das substâncias químicas adicionadas à carne processada, o preparado de alimentos em alta temperatura também pode gerar substâncias cancerígenas. Além disso, em relação à carne vermelha, há indícios de que a quebra das proteínas responsáveis pela coloração vermelha da carne pode danificar o intestino.

De acordo com o professor Gunter Kuhnle, da Universidade de Reading, no Reino Unido, “os resultados confirmam descobertas anteriores de que o consumo de ambos, carne vermelha e processada, aumenta o risco de câncer colorretal”.

“O aumento de aproximadamente 20% no risco pelo acréscimo de 50g no consumo de carne vermelha e processada está de acordo com o que foi relatado anteriormente e confirma essas descobertas”, afirmou. “O estudo também mostra que a fibra alimentar reduz o risco de câncer colorretal. Um aumento no consumo de fibras, como mostrado neste estudo, seria consideravelmente mais benéfico”, completou.

GETTY IMAGES

Palestra aborda uso da homeopatia como aliada no tratamento do câncer em animais

Foto: Pixabay

Tratamentos homeopáticos são alternativas cada vez mais utilizadas por tutores e médicos veterinários em quadros de câncer em animais domésticos. Eles ajudam a controlar o aumento de tumores e metástases sem os inconvenientes efeitos colaterais da medicação alopática.

No entanto, o acompanhamento de um especialista e o bom senso dos tutores é fundamental e é isso que a palestra “Uma Esperança além do câncer” quer discutir no próximo dia 28, no Nature Dog House, em SP.

O evento é uma oportunidade incrível de aprender dicas para tutores manterem a calma após o disgnóstico de câncer com a ativista em defesa dos direitos animais Luli Sarraf e sobre medicina veterinária integrativa e homeopatia com o veterinário Dr. Aloisio Cunha de Carvalho, conhecido internacionalmente pelo seu trabalho com tratamentos a base de Viscum album.

Serão apenas 40 vagas e o investimento é R$40. Todo valor arrecado será revertido para a construção do Centro Veterinário da ONG Natureza em Forma. Para se inscrever clique aqui.

Chega ao Brasil medicação específica para tratar câncer em cães

Foto: Pixabay

O mês de abril é marcado pelo Dia Mundial de Combate ao Câncer, celebrado no último dia 08. A data foi criada pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) com objetivo de conscientizar a população global sobre a segunda principal causa de morte em seres humanos. No entanto, essa doença silenciosa, que se caracteriza pelo crescimento desordenado de células, também afeta os animais, principalmente cães.

Dados apontam que em países desenvolvidos o câncer é a principal causa de morte em cachorros. No Brasil, não há dados concretos, mas tudo aponta que as estimativas caminham para a mesma direção e um dos principais fatores associados é o aumento da longevidade dos animais. Vacinas, rações de boa qualidade e tratamentos alternativos aumentaram a expectativa de vida dos cães, que com a idade mais avançada sofrem com a redução da capacidade imunológica.

As causas podem ser muitas e inclusive combinação de fatores como mutações genéticas, poluição, exposição ao fumo e dietas. Há teorias também que associam o câncer em animais a fatores emocionais como medo, estresse e luto. Entender o porquê da doença não é fácil e após receber o disgnóstico, muitos tutores se sentem perdidos e ansiosos para o futuro. Tumores, exames, quimioterapia, cirurgias e uma gama de medicações e tratamentos passam a fazer parte da rotina de cães e tutores afetados pela doença.

Um estudo realizado no Reino Unido aponta que um a cada quatro cães pode desenvolver câncer. Não há dados oficiais no Brasil, mas entre os tipos de tumores diagnosticados com mais frequência estão os mamários, hematopoiéticos (linfomas e leucemias) e de pele (mastocitoma). Segundo informações do Estadão, também há crescimento de registros de tumores hepáticos, de bexiga e pulmonares. Estudos na área crescem e com eles a maior precisão e rapidez de diagnóstico, permitindo que o tratamento tenha mais chance de eficácia.

Além dos tratamentos padrões, que na maioria das vezes são vistos com desconfiança devido aos efeitos colaterais danosos e intensos, agora cães e tutores têm um novo aliado. O medicamento Palladia teve sua venda liberada no Brasil e significa um grande avanço para a medicina veterinária no país. O fármaco é atualmente a única terapia antiangiogênica e antiproliferativa especificamente desenvolvida para o tratamento do câncer em cães.

Uma das grandes vantagens do medicamento é seu menor índice de efeitos colaterais em relação à quimioterapia. O Palladia inibe a tirosina quinase bloqueando a atividade de vários receptores em células cancerosas e vasos sanguíneos. É indicado para o tratamento de cães com mastocitomas cutâneos recorrentes (de graus II ou III). Ele também se mostrou eficiente em pacientes em estágio terminal, que ganharam sobrevida de até seis meses.

O tratamento à base de Palladia não é associado à cura, e sim a uma maior expectativa e melhor qualidade de vida. O fármaco é distribuído pela multinacional Pfizer.

Outras alternativas

Muitos tutores buscam outras formas de tratar seus cãezinhos com câncer motivando a crescente procura por tratamentos holísticos, alternativos e naturais. O caso mais conhecido no país, registrado em SP, e noticiado exclusivamente pela ANDA, é o da cadelinha Luna. Diagnosticada em 2017 com um mieloma múltiplo, câncer raríssimo na medula óssea, a cachorrinha foi submetida a um tratamento multidisciplinar envolvendo dietas balanceadas e um tratamento hemopático à base da planta viscum album.

Luna não só teve todos os sintomas regredidos, como foi considerada curada. Sendo o primeiro caso na história da Medicina Veterinária em todo o mundo. O caso da cachorrinha chamou atenção de vários países e em breve mudará a literatura veterinária. Relembre lendo aqui.

Demônios da Tasmânia resistem ao câncer e afastam o risco de extinção

Há três décadas, um câncer fatal transmissível ceifou a população de demônios da Tasmânia – apenas 15% das criaturas sobreviveram. A doença se espalha pela picada de um indivíduo infectado, geralmente durante o acasalamento ou em outras situações.

A boa notícia é que esses carnívoros estão se adaptando à doença com uma alta velocidade, dando nova esperança à sua sobrevivência.

Segundo os cientistas, os famosos demônios – agora com uma população entre  15 e 18 mil indivíduos, possuem uma resposta imunológica. As informações são do Daily Mail.

A doença ainda é quase sempre fatal, e uma segunda cepa está sendo investigada, mas anticorpos foram detectados em animais infectados pela primeira vez e mais de duas dúzias contraíram o câncer e sobreviveram.

“Nós vimos animais que não estão contraindo a doença. Temos visto animais que, mesmo que contraiam a doença, sobrevivem por muito mais tempo”, disse Rodrigo Hamede, da Universidade da Tasmânia.

“Também estamos vendo um pequeno número de animais que conseguiram regredir tumores – em outras palavras, curar-se do câncer.”

Chris Coupland é o guardião sênior do “Devils @ Cradle”, um refúgio que permite que os turistas vejam os animais ​​de perto e que também serve para manter uma população segura – a espécie de Ark.

Ele conta que, agora, os demônios estão se acasalando em uma idade mais jovem e que as fêmeas estão no cio mais de uma vez por ano, o que é muito promissor para o crescimento do número de indivíduos. Além disso, os sobreviventes se tornaram sexualmente ativos em uma idade mais precoce.

“Atualmente, eles parecem estar se reproduzindo com um ano de idade, enquanto historicamente eram dois.”

Juntas, essas tendências estão ajudando o número da população a se estabilizar.

Os diabos ainda estão listados como ameaçados na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), na extremidade superior da classificação de conservação animal, mas a surpreendente taxa de adaptação dos diabos à doença é motivo de otimismo e pode fornecer pistas sobre o tratamento do câncer humano. As informações são do Daily Mail.