Carne com coliformes fecais leva 12 mil médicos a entrarem com ação contra o governo nos EUA

A entidade aponta que em 2013 já havia solicitado que as fezes encontradas em produtos alimentícios fossem como classificadas como um adulterante | Pixabay

Na última terça-feira, o Comitê Médico pela Medicina Responsável dos Estados Unidos (PCRM), organização sem fins lucrativos que representa 12 mil médicos, entrou com uma ação contra o governo dos EUA após a identificação de coliformes fecais na carne comercializada no país.

O processo aberto no Tribunal do Distrito de Columbia responsabiliza o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) por ignorar as preocupações sobre contaminação fecal.

A entidade aponta que em 14 de março de 2013 já havia solicitado ao Departamento de Agricultura para que qualificasse as fezes encontradas em produtos alimentícios como um adulterante sob a Lei Federal de Inspeção de Carnes e Lei de Inspeção de Produtos Avícolas, o que foi ignorado pelo órgão.

“Embora o USDA implemente uma política de ‘tolerância zero’ para contaminação fecal, essa política aplica-se apenas à contaminação fecal visível. Carne de frango, por exemplo, é aprovada na inspeção desde que as fezes não sejam visíveis a olho nu”, aponta o PCRM.

Na ação, a entidade incluiu depoimento de um inspetor federal que disse que cansou de ver aves descendo pela linha de produção com os intestinos ainda presos. “Uma vez que a ave entre no tanque de resfriamento [um grande tanque de água fria], a contaminação fecal entrará na água e contaminará todas as outras carcaças do resfriador. É por isso que às vezes chamamos de ‘sopa fecal’”, revela o inspetor.

Vaca literalmente dança de felicidade após ser libertada

A senciência animal é um fato comprovado e corroborado por cientistas e autoridades mundiais no assunto desde 2012 com a Convenção de Cambridge.

Isso quer dizer que os animais são capazes de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Tudo.

Mas as imagens falam muito mais à nossa consciência que apenas a teoria e a alegria de Bandit expressa em seus movimentos, saltos, corridas, roladas no chão e lambidas ao seu salvador são incontestavelmente comoventes.

Depois de viver ser amarrado em um estábulo com baias de proporções mínimas durante a maior parte de sua vida, Bandit realiza sua dança em celebração da liberdade mostrando sua gratidão aos seus salvadores do Gut Aiderbichl Sanctuary (lar de 500 animais incluindo vacas, touros e bezerros resgatados).

Presenciar e atestar as emoções em animais é extremamente importante para uma melhor compreensão de suas necessidades e desejos. Como Bandit mostra, ele possui uma forte necessidade (e desejo) de correr livre, saltar, brincar, se jogar no chão e ter a chance de seguir seus próprios instintos naturais.

Ele era um dos milhões de animais destinados a vida cruel e limitada em uma fazenda industrial – mas este vídeo prova que, com expressões de sentimentos intensas e plenas como estas, ele nunca se acostumou em viver acorrentado.

Bandit expressa claramente a felicidade em estar livre e assistir a imagens como estas despertam a necessidade de compaixão por estes seres sencientes obrigados a viver em um ciclo de sofrimento sem fim terminando com a morte ao final.

Ao se recusar a alimentar-se de carne e adotar uma dieta vegana estamos nos recusando a contribuir para que animais como Bandit continuem sendo explorados pela indústria da carne.

Mercado de alternativas à carne deve valer US$ 3 bilhões só nos EUA até 2024

Empresas estão levando a sério fatores como sabor, cor e textura para conquistarem consumidores que não se imaginam sem comer carne (Foto: Beyond Meat/Divulgação)

O mercado de alternativas à carne segue em expansão. De acordo com uma recente pesquisa da Research & Markets, o segmento deve valer US$ 3 bilhões só nos EUA até 2024. Há uma estimativa de crescimento anual de 24% nos próximos cinco anos.

O relatório cita marcas como Beyond Meat, Greenleaf Foods, Hungry Planet, Impossible Foods e Next Level como responsáveis pelo aquecimento do mercado de substitutos da carne. E a justificativa para tal crescimento é o aumento do número de consumidores reduzindo o consumo de alimentos de origem animal ou buscando novas opções baseadas em vegetais.

O diferencial, segundo a Research & Markets, é que as empresas estão levando a sério fatores como sabor, cor e textura para realmente conquistarem consumidores que não se veem abandonando ou substituindo a carne.

“Parcerias estratégicas são vitais para expansões no mercado de carne baseada em vegetais nos EUA”, aponta o relatório. Outro diferencial desse mercado é que as opções vegetais são consideradas mais saudáveis do que as oferecidas pela indústria convencional de carnes.

“O crescente número de lojas que vendem produtos orgânicos ou naturais baseados em vegetais têm ganhado imensa popularidade e impulsionado as vendas desse segmento [de alternativas à carne]”, aponta a Research & Markets. Hoje em dia, grandes redes como a Walmart estão despontando entre as mais interessadas nesse tipo de produto nos EUA.

Beyond Meat está prestes a abrir capital na bolsa de valores

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

O CEO e fundador da marca vegana Beyond Meat, Ethan Brown, escreveu uma carta à Securities and Exchange Commission dos Estados Unidos que acompanha o prospecto atualizado da empresa, submetido a uma Oferta Pública Inicial (IPO) na bolsa de valores.

O registro de informações mais recente, apresentado na semana passada, inclui as informações financeiras necessárias, avaliações e projeções (e todas essas métricas estão pendentes), mas vem acompanhada de um elemento humano fornecido pela carta pessoal tocante de Brown

Suas palavras falam da evolução da humanidade de uma forma que abrange os 12 mil anos de nossas lutas pela busca de alimentos até nossa batalha atual pelos direitos animais, contra os maus-tratos e abusos sofridos por estes seres-não humanos, a degradação ambiental e as epidemias de saúde de amplo alcance.

Brown esta na verdade “vendendo” a imagem de sua empresa para fechar o acordo do IPO; ele está oferecendo uma análise pungente da humanidade do ponto de vista de um agente de mudança. Como as palavras escritas aqui não podem fazer jus a ao teor completo da carta, clique aqui para ler o texto integral.

O testemunho de Brown é uma pequena parte de um insight maior, uma tomada coletiva de consciência de nosso tempo, que desponta de vários locais ao mesmo tempo, e também de uma companhia que ambiciona ser um dos mais importantes agentes da mudança de uma era, onde a tecnologia permite por fim ao sofrimento desses seres sencientes explorados há tanto tempo pela humanidade.

Mulher adota bode que seria morto para consumo e salva a vida dele

A moradora de Perequê-Mirim, em Ubatuba (SP), Silvana Cordeiro, teve uma surpresa na noite da última terça-feira (2): um bode entrou no banheiro de sua casa. O caso viralizou nas redes sociais. Ela contou ao Tribuna de Jundiaí que até localizou o tutor e tentou devolver, mas o animal retornou à sua residência.

Foto: Arquivo Pessoal

“Postei em um grupo no Facebook e minha vizinha localizou o tutor do bode. Um homem simples, humilde, da roça, quando chegou no meu portão disse na maior naturalidade: ‘matei o outro e só não matei esse ainda porque está magro, mas vou engordar para vender a carne’”.

Silvana conta que o homem tentou levar o bode no dia seguinte, mas o animal se arrastava e não queria ir de jeito nenhum. Em um descuido, o bode retornou para a residência da Silvana. “Ele não queria morrer e eu não podia deixar. Então, decidi comprar”, disse.

Silvana, que é mãe de seis filhos, estudante de educação física e enfrentou um câncer no ovário durante quatro anos – agora em fase de remissão – pegou o dinheiro que estava guardando para comprar a peruca que usaria em sua formatura e comprou o animal.

Foto: Arquivo Pessoal

“Ele disse que queria 250 reais, mas eu só tinha 180 reais. Sugeri parcelar, ele aceitou. Logo termino de pagar o bodinho”, afirma Silvana.

Para ela, o bode, batizado como “Meia-Noite”, por causa do horário que apareceu em sua casa, trouxe sorte. Após a repercussão da história, ela recebeu a doação de várias perucas. “Estou muito feliz, ele me trouxe sorte! O bode não queria morrer, eu lutei tanto pra não morrer, não é justo deixá-lo morrer assim”, afirmou, emocionada.

Silvana, que recebeu o apoio da família, diz que vai adaptar sua casa para o Meia-Noite, que já fez amizade com seus gatos e cachorros. “Estou pesquisando o que ele come, como dorme, qual é o melhor local para deixar ele confortável. Ele é uma benção”, concluiu.

Fonte: Tribuna de Jundiaí

Estudo de Harvard aponta 90 benefícios da agricultura celular

Foto: Alexander Raths

Foto: Alexander Raths

Um novo estudo realizado pela universidade de Harvard intitulado “90 razões para considerar a agricultura celular” foi desenvolvido para apontar uma lista abrangente de vantagens encontradas em investir no desenvolvimento de carnes a base de células.

A pesquisa se refere a agricultura celular, método desenvolvido cientificamente, com utilização de tecnologia avançada, em que são cultivadas células de carne em laboratório, sem necessidade de crueldade ou morte de nenhuma animal.

O estudo aponta que “a agricultura celular tem o potencial de influenciar nos problemas da saúde pública, do meio ambiente e dos direitos humanos/animais em uma escala notável, colocando a descoberta em uma classe sem precedentes verdadeiramente capaz de revolucionar o mundo”.

O estudo considera os benefícios para a saúde oferecidos pela carne cultivada em laboratório, tais como: eliminar a necessidade de antibióticos, reduzir o risco de contaminação e possibilidade de alergias, bem como fornecer proteínas para a população mundial, que permanece em crescente aumento.

Os benefícios ambientais da agricultura celular também são mencionados: ela usa significativamente menos terra e água, emite uma fração mínima de gases de efeito estufa e diminui a poluição quando comparada à agricultura tradicional.

Muitos aspectos dos direitos humanos e animais são mencionados no estudo, como a injustiça e o trabalho escravo dos trabalhadores, o sofrimento dos animais, o perigo para as espécies ameaçadas devido à perda e poluição do habitat e a perda contínua de biodiversidade, todas questões que seriam impactadas com uma mudança para a produção de carne baseada em células.

As razões citadas no estudo também mencionam as vantagens financeiras da indústria de agricultura celular. Uma produção mais controlada pode não apenas economizar dinheiro, mas também reduzir o desperdício, fornecer uma qualidade consistente do produto e, com o reduzido impacto ambiental, evitar os impostos sobre o carbono.

Carne com vidro moído é jogada em quintal de casa e cão fica ferido

Um pedaço de carne com vidro moído foi jogado no quintal de uma casa na Vila Diva, em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo. A suspeita dos moradores da residência é de que alguém queira matar os cachorros que vivem no local.

Foto: Reprodução / O Liberal

Um dos animais da casa comeu uma parte da carne na segunda-feira (1º) e, em seguida, gemeu de dor. Os tutores socorreram o cachorro, que não permitia que os tutores colocassem a mão na boca dele, que estava ferida. O cão será levado a uma clínica veterinária, mas passa bem. As informações são do portal O Liberal.

Um boletim de ocorrência foi registrado pela família. A tutora do animal conta que ouviu o cão chorar de dor e foi verificar o que estava acontecendo, quando encontrou a carne jogada no chão, com vidro moído. Segundo ela, o animal vomitou pouco tempo depois de comer um pedaço da carne.

Um dos tutores do animal, o advogado Jorge Tertulino Gama, de 46 anos, contou que tem três cachorros em casa e que acredita que a carne tenha sido jogada no quintal por algum vizinho.

“Infelizmente tem pessoas que são os verdadeiros animais”, disse. “Uma crueldade dessa aí, dar algo que vai fazer o cachorro sofrer, ter dor. Não tem o que fazer depois. Vai fazer que cirurgia?”, lamentou Gama.

O pedaço de carne foi congelado e está guardado para servir de prova sobre o crime, que será investigado pela Polícia Civil.

Britânicos estão dispostos a mudar estilo de vida para combater mudanças climáticas

Foto: Stock

Não é a toa que o Reino Unido é ‘líder mundial’ no veganismo, de acordo com especialistas. Os britânicos estão muito a frente na difusão movimento pelo mundo. Seja pela população, pelas opções no mercado ou pela tecnologia, ele tem sido um verdadeiro defensor da causa animal e do futuro do planeta.

Legislações já propuseram o fim de gaiolas em granjas e a proibição de pele animal, existe site de empregos para candidatos e recrutadores veganos e supermercados prometeram eliminar totalmente o plástico até 2023. Tantas medidas e avanços inspiram outros países e milhões de pessoas em todo o mundo.

Agora, uma pesquisa recente revelou que mais da metade dos britânicos estão dispostos a mudar seus estilos de vida para combater as mudanças climáticas.

De acordo com o estudo feito com de 3 mil pessoas, conduzido pela Modular Classrooms, 57% da população britânica está disposta a comer menos carne e reduzir a frequência com que dirige seus carros para ajudar a salvar o meio ambiente.

Foto: Stock

Como mostrado em um mapa interativo, certas áreas do país estão mais preocupadas com questões ambientais. No País de Gales, 66% estão dispostos a fazer mudanças significativas no estilo de vida; na Escócia, são 65%; e no sudeste, são 60%. Em Londres, 55% das pessoas estão preparadas para fazer mudanças, o que é 2% abaixo da média nacional. No sudoeste, são 51%.

De acordo com o Yorkshire Post, uma das partes mais “promissoras” do estudo é que 78% dos pais acreditam que seus filhos devem ser educados sobre questões ambientais e de sustentabilidade.

No Sudeste, as pessoas acreditam que essa educação deve começar por volta dos 11 anos, no Sudoeste, com 5 anos, mas para o resto do país, os pais acreditam que as crianças devem começar a aprender a cuidar do planeta a partir de 3 anos. As informações são do LiveKindly.

O estudo constatou que 54% dos pais acreditam que um edifício sustentável é o fator mais importante a considerar ao escolher uma escola ambientalmente consciente, 22% acham que a eficiência energética é a mais importante, 20% acham que as latas de reciclagem são o fator mais importante, e 4% acreditam que as opções de comida vegetariana e vegana são cruciais.

“É encorajador ver que muitas pessoas estão dispostas a fazer mudanças em suas vidas para resguardar não apenas seu futuro, mas o futuro de seus filhos”, disse Mark Brown, da Modular Classrooms, em um comunicado.

“Todos podemos fazer o nosso trabalho e o que as crianças aprendem na sala de aula terá um grande impacto”.

Pesquisadores usam blocos de Lego para ajudar a produzir carne de laboratório

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

Cientistas da Universidade Estadual da Pensilvânia e da Universidade do Alabama estão experimentando o uso de blocos de Lego para criar uma tecnologia útil para a crescente indústria da carne sem morte (também conhecida como “carne de laboratório” ou “carne à base de células”).

Os pesquisadores usam os Legos como blocos de construção em dispositivos que requerem eletricidade para transformar amidos – derivados do milho – em estruturas que podem ser usadas como sistemas de suporte (ou “andaimes”) para o crescimento de células animais, um mecanismo necessário para transformar células musculares em um pedaço de carne real.

Gregory Ziegler, professor e diretor de estudos de pós-graduação do Departamento de Ciência de Alimentos da Universidade Estadual da Pensilvânia, explicou que a equipe usou blocos de Lego porque além deles serem baratos e não reagem aos líquidos usados no processo.

“A ideia é que poderíamos fazer um bom andaime comestível e limpo para nossa carne limpa”, disse Ziegler. No início deste mês, pesquisadores da Universidade de Bath revelaram que conseguiram cultivar com sucesso células de carne usando lâminas de grama como andaimes, um movimento que elimina o animal da equação ao alimentar a grama diretamente para as células.

Startup desenvolve em laboratório carne de camarões, caranguejos e lagostas

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

A Shiok Meats, uma startup de tecnologia de alimentos com sede em Cingapura, tem como objetivo acabar o consumo da vida oceânica na região com carne de frutos do mar cultivados em laboratório.

Os fundadores Sandhya Sriram e Ka Yi Ling, ambos cientistas especializados em células-tronco, criaram e desenvolveram carne de crustáceos em laboratório, onde um pequeno número de células animais é usado para cultivar a carne.

“Escolhemos começar com camarão porque é um animal mais fácil de lidar do que caranguejos e lagostas”, disse Shriram ao site MediaCrunch.

A empresa recentemente levantou capital de base para financiar seu projeto de desenvolvimento de camarão moído (o tipo que seria encontrado em bolinhos) e produziu a carne a um custo de aproximadamente 2.27 dólares por libra.

A Shiok Meats planeja estrear seus primeiros produtos daqui três a cinco anos na região Ásia-Pacífico, onde a indústria de camarões é extremamente cruel para os animais, para o oceano e para um parte da população que, de acordo com um relatório da Associated Press, continua sendo vítimas de trabalho escravo na região.