Estudo aponta que consumo de carne aumenta os riscos de morte prematura

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

Comer carnes vermelhas e processadas, mesmo em pouca quantidade, pode aumentar o risco de morte prematura, de acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Saúde Loma Linda, na Califórnia (EUA).

O estudo avaliou as mortes de mais de 7 mil homens e mulheres todos adventistas do sétimo dia, nos Estados Unidos e no Canadá, durante um período de 11 anos. A análise incluía uma avaliação da alimentação dessas pessoas por um questionário de frequência alimentar e dados de mortalidade obtidos do National Death Index (Índice de Mortalidade Nacional, na tradução livre).

Os adventistas foram selecionados para o estudo em razão de sua população única: aproximadamente 50% são vegetarianos, e aqueles que consomem carne o fazem em níveis muito baixos, com 90% deles consumindo cerca de 60 gramas ou menos de carne vermelha por dia.

Isso permitiu aos pesquisadores investigar o efeito de baixos níveis de ingestão de carne vermelha e processada em comparação com a ingestão zero em um cenário amplo.

Quase 2.600 das mortes relatadas foram ocasionadas por doenças cardiovasculares, e mais de 1.800 foram mortes relacionadas ao surgimento de um câncer.

O estudo indicou que o consumo total de carne vermelha e processada estava comprovadamente associado aos riscos relativamente maiores de mortes por doenças cardiovasculares.

“Nossas descobertas dão um peso adicional à evidência já sugerida que comer carne vermelha e processada pode impactar negativamente na saúde e na expectativa de vida”, disse o co-autor do estudo Michael Orlich, médico PHD.

As novas descobertas dão suporte a um corpo significativo de pesquisas que afirmam os potenciais efeitos negativos do consumo de carnes vermelhas e/ou processadas.

Virgin Atlantic Airways retira carne bovina, óleo de palma e soja dos cardápios de bordo

Foto: Virgin Atlantic Airways

O empresário Richard Branson, dono da companhia aérea, já se mostrou preocupado com o bem-estar animal e com o planeta algumas vezes e vem direcionando esforços pelas causas.

A mais nova decisão de Branson é remover ingredientes insustentáveis ​​como carne bovina , óleo de palma insustentável e soja dos cardápios de bordo da Virgin Atlantic Airways, uma das maiores do Reino Unido.

A iniciativa faz parte da parceria da empresa com a organização sem fins lucrativos Sustainable Restaurant Association (SRA).

De acordo com o Relatório de Sustentabilidade da Virgin Atlantic 2017 , a parceria com a SRA visa assegurar que todos os 5,5 milhões de refeições atendidas pela Virgin Atlantic atendam aos padrões da empresa em relação a pagamento justo e condições de trabalho para fornecedores e trabalhadores e carne e laticínios de produção humana . Uma atualização do programa de sustentabilidade da empresa no ano passado inclui um foco na remoção de alimentos que contribuem para o desmatamento.

Sob a iniciativa, todas as refeições que atendem aos voos caribenhos da Virgin Atlantic agora usam óleo de colza em vez de palma, economizando um total de 100 toneladas de óleo de palma por ano. A empresa não revelou detalhes específicos sobre como está trabalhando para reduzir o uso de carne bovina e soja.

A agricultura animal é conhecida por ser um dos maiores contribuintes para as emissões globais de gases de efeito estufa.

A soja, que é uma escolha popular para ração animal devido à sua acessibilidade, também contribui para o desmatamento. O USDA indica que 70% da soja cultivada nos EUA é designada para gado, enquanto apenas 15 por cento é usada para alimentação humana. De acordo com o WWF , a produção mundial de soja prejudica alguns dos ecossistemas mais vulneráveis ​​do planeta, como as florestas tropicais da Amazônia e outras regiões da América do Sul.

O óleo de palma também se tornou um ingrediente contencioso nos últimos anos devido a seus efeitos duradouros em países como Indonésia ou Malásia, onde métodos rápidos de produção deixaram animais em extinção, como orangotangos, tigres de Sumatra, elefantes pigmeus e outros sem lares. O óleo de palma também foi listado pelo Departamento do Trabalho dos EUA como uma das indústrias mais exploradoras do trabalho infantil.

Richard Branson e o bem-estar animal

Recentemente, o milionário investiu em carne de laboratório pelo bem-estar animal e pelo planeta.

Branson foi um dos primeiros investidores da Memphis Meats ao lado de Bill Gates e empresas multinacionais de carnes, incluindo a Tyson Foods e a Cargill.

“Acredito que daqui a 30 anos não precisaremos mais matar nenhum animal e que toda a carne será limpa ou vegetal, terá o mesmo sabor e será muito mais saudável para todos” , disse Branson em um post no Site da Virgin em 2017 após o investimento na Memphis Meats.

“Eu sei que desistir de carne bovina (ou outras carnes) não é o caminho para todos, então eu tenho apoiado a busca para encontrar uma maneira sustentável de alimentar a população do mundo sem um impacto negativo contínuo sobre o meio ambiente”, escreveu ele.

“O sistema alimentar de carne limpa é seguro, bom para o planeta e para os animais e satisfaz os consumidores. Na escala Memphis Meats, espera-se uma conversão muito melhor de calorias; use muito menos água e terra; produzir menos gases de efeito estufa e ser mais barato do que a produção convencional de carne. E é um enorme passo em frente para o bem-estar animal”. As informações são do LiveKindly.

 

 

Startup americana lança ração para animais domésticos feita de “carne limpa”

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Uma startup pioneira em tecnologia anuncia o lançamento de alimentos para animais domésticos, cultivados em laboratório, no início do ano que vem.

O primeiro produto da Because Animals Inc. serão biscoitos para gatos feito de carne cultivada de camundongos. A empresa afirma que a carne será totalmente desenvolvida cientificamente em laboratório, sem matar nenhum animal.

A classificação “Carne Limpa” não define um produto vegano, pois usa células animais, embora alguns veganos apóiem a iniciativa devido ao seu potencial para reduzir a morte de animais.

A startup diz que é motivada pela criação de carne cultivada em laboratório porque “evita o sofrimento de animais de criação”.

Além disso, a empresa afirma que a comida será mais segura para os animais domésticos, na medida em que todos os anos a Food and Drug Administration, órgão responsável pela regulação de normas de segurança alimentar e médica nos EUA (FDA, na sigla em inglês), pede a retirada de alimentos para animais domésticos das prateleiras devido à contaminação química e bacteriana – associada à agropecuária industrial – e ao uso de carne morta, contaminada ou proveniente de animais doentes.

Líquido Fetal bovino

O Fetal Bovine Serum (Líquido Fetal Bovino), ou FBS, é um material controverso, uma vez que que provém do sangue de um feto bovino, e é usado para criar algumas carnes de laboratório.

De acordo com a Because Animals Inc, eles não usam esse ingrediente em seus produtos.

A empresa diz que “desenvolveu uma fórmula própria que fornece os nutrientes e os fatores de crescimento necessários para o desenvolvimento do tecido da carne de rato, tudo sem a exigência de FBS”.

Companhia de comida para animais com carne limpa

“O que torna a carne limpa produzida por nossa empresa especial e diferente das demais é o fato de que a cultivamos sem ingredientes animais”, disse Shannon Falconer, diretora executiva da Because Animals, em um comunicado enviado à Plant Based News.

“No momento, o padrão na indústria de carne limpa é cultivar tecido celular usando soro de outro animal – geralmente líquido bovino fetal.

“A Bacause Animals está mudando isso criando alimentos ultra-nutritivos que fornecem todos os benefícios nutricionais da proteína animal tradicional, mas com ingredientes que não usam animais, oferecendo um produto que além de proteger cães e gatos, protege as pessoas e o planeta”, concluiu ela

Cem ativistas veganos ocupam fazenda de criação de animais em Queensland

Foto: Meat The Victims/Instagram

Foto: Meat The Victims/Instagram

Chapéu: Austrália

Título: Cem ativistas veganos ocupam fazenda de criação de animais em Queensland

Olho: Em protesto contra a morte e exploração de centenas de vacas e bois pela indústria de criação, os ativistas defendem o direito que possuem os animais tanto a vida como a liberdade

Mais de cem ativistas veganos ocuparam uma fazenda de criação de animais australiana, usando roupas pretas com os dizeres “meat the victims”, numa troca de palavras entre o verbo conhecer em inglês “meet” e a palavra carne “meat”, resultando na frase com a mensagem “conheça as vítimas”. Enquanto isso, outros 50 ativistas protestavam do lado de fora das instalações da propriedade.

Os ativistas, que se intitulavam “abolicionistas animais”, descobriram três vacas que haviam sido mortas quando entraram no Lemontree Feedlot (fazenda) em Queensland.

O fazendeiro e dono da propriedade, David McNamee, foi filmado gritando aos manifestantes: “Não vá em frente seus f*******! Isso é ridículo”, e “Saiam do meu país seus f******”.

McNamee também se defendeu argumentando que as vacas foram “baleadas compassivamente” – fazendo com que um ativista respondesse no ato “como você atira compassivamente em uma vaca?”.

Assumindo responsabilidade

A ativista vegana e criadora do movimento Meat The Victims, Leah Doellinger, escreveu no Instagram: “Meat the Victims está nos lembrando que as vítimas estão lá apenas por causa de nossas escolhas, então precisamos assumir a responsabilidade por essa verdade, de quem nós somos, e o que estamos representando.

“É tão simples como certo e errado. Não há nada que desculpe o fato de que outros seres sofram à nossa mercê.”

Não há forma compassiva de matar alguém

Doellinger acrescentou: “A mensagem que estamos querendo passar é simples: os animais estão aqui conosco, não para nós. A vida dos animais é um direito deles e o que está acontecendo com eles é uma violência injusta e desnecessária”.

“Não há maneira compassiva de explorar e matar alguém”, sentenciou ela.

O Lemontree Feedlot foi contatado para comentar, segundo o site Plant Based News, mas não deu resposta.

Quem come carne pode estar consumindo o dobro de resíduos agrotóxicos

Não há obrigatoriedade de não dar-lhes alimentos contaminados com agroquímicos (Foto: Getty)

Pesticidas, herbicidas e fungicidas são um problema, isso é inegável, e precisamos discutir a respeito. Você já considerou que a carne é proveniente de um animal alimentado com vegetais contaminados com agrotóxicos? A indústria precisa apenas garantir que esses animais sejam alimentados para que um objetivo seja alcançado, que é a produção de carne.

Porém, não há obrigatoriedade de não dar-lhes alimentos contaminados com agroquímicos. Até porque eles vão morrer precocemente para depois irem para o seu prato. Também podemos considerar a seguinte reflexão:

“Se no Brasil os vegetais destinados ao consumo humano estão contaminados com agrotóxicos proibidos em outros países, o que será que não é possível encontrar na alimentação de animais criados para consumo?”

Ou seja, criaturas sem direitos qualificadas pela legislação como semoventes ou bens móveis. Realmente a carne que chega à sua casa pode facilmente estar contaminada pela bioacumulação de resíduos de pesticidas.

E a contaminação pode ocorrer de várias formas, e não apenas por meio da nutrição animal, mas também pela aplicação direta de agroquímicos nos animais e também no ambiente em que vivem. Quem já viu uma revoada de insetos perto do gado, sabe que isso não é tão incomum.

Segundo o artigo “Resíduos de agrotóxicos em produtos de origem animal”, publicado na Acta Veterinaria Brasilica, entre os maiores problemas da atualidade estão os pesticidas organoclorados, organofosforados e carbamatos encontrados em produtos de origem animal por bioacumulação.

E esses pesticidas podem trazer consequências como lesões nos rins, fígado, cérebro, coração, medula óssea e DNA; este último com potencial para causar câncer.

Basicamente, isso significa que quando alguém diz em tom satírico que um vegano ou vegetariano consome mais agrotóxicos por se alimentar de vegetais, e não de carne, isso não faz sentido se quem faz tal afirmação tem uma dieta rica em alimentos de origem animal.

Ademais, quem come carne, não come só carne, não é mesmo? Afinal, cereais, leguminosas, etc, também são fontes vegetais. Então quem consome carne pode estar consumindo o dobro de resíduos agrotóxicos em relação a quem não come.

Naturalista David Attenborough perdeu o apetite por carne ‘pela situação do planeta’

Foto: Ian West |PA

O apresentador de televisão e historiador natural, David Attenborough,já afirmou em um vídeo que “precisamos começar a fazer mudanças sérias para combater as mudanças climáticas”, acrescentando que “aqueles que aqueles estão na zona de conforto – e especialmente pessoas em partes mais ricas –  muitas vezes não são afetados pelos efeitos do aquecimento global, causados ​​por uma série de indústrias, incluindo a pecuária.”

Reflexões sobre os impactos do consumo de carne no planeta levaram o naturalista a perder o apetite pela carne.

Falando à revista Radio Times, ele pediu que as pessoas ajam de maneira mais responsável ao fazer escolhas sobre comida.

“Acima de tudo, temos que ter uma coisa em mente – cada bocado de comida e cada sopro de ar que tomamos depende de um planeta saudável” , disse ele.

“E a única coisa que podemos fazer é parar o desperdício. Não desperdice comida. Não desperdice energia. Eles são preciosos e não podemos viver sem eles. Todos nós somos consumidores dessas coisas e devemos agir com responsabilidade”, afirmou o executivo de 92 anos, dizendo ainda que “talvez, ao fazer isso, possamos desfazer os danos que estamos causando.”

Quando questionado sobre se as pessoas deveriam reduzir sua ingestão de carne, Attenborough respondeu: “Bem, não podemos continuar a comer carne no ritmo em que estivemos”.

“Eu não tenho sido um vegetariano doutrinário ou vegano, mas não tenho mais o mesmo apetite por carne. Por quê? Não tenho certeza. Eu acho subconscientemente talvez seja por causa do estado do planeta”, disse ele. As informações são do LiveKindly.

Colaborações de David 

A série de TV “Nosso Planeta” – feita em colaboração com o World Wildlife Fund (WWF) foi narrada por Attenborough e destaca tanto a beleza quanto as lutas do mundo nas questões como mudança climática, sobrepesca e desmatamento.

A carne e a produção de laticínios são os principais propulsores desses problemas, bem como a escassez de água, a extinção de espécies, o aumento do nível do mar e a poluição. Recentemente, as Nações Unidas afirmaram que o combate ao consumo de carne é o problema mais urgente do mundo , e a pesquisa da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriu que a melhor ação individual que uma pessoa pode tomar para ajudar o planeta é adotar uma dieta vegana.

Agora, ele apresentará um novo documentário da BBC sobre mudança climática.

No ano passado, a BBC chamou a mudança climática de “a maior ameaça da humanidade em milhares de anos” na cerimônia de abertura da conferência da ONU sobre o tema.

Agora, o documentário inédito mostrará imagens que revelam o impacto que o aquecimento global já teve. Attenborough diz que as condições mudaram “muito mais rápido” do que ele jamais imaginou.

De acordo com a BBC, o filme oferece “uma explicação inflexível sobre o que os níveis perigosos de mudança climática poderiam significar para as populações humanas.”

A diretora de conteúdo Charlotte Moore disse: “Há uma verdadeira fome do público para descobrir mais sobre a mudança climática e entender os fatos.

Campanha pede o fim do comércio de carne de cães e gatos na China e Coreia do Sul

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

A ONG que atua em defesa direitos animais, Lady Freethinker (LFT, na sigla em inglês), com sede em Los Angeles, lançou uma campanha de conscientização na Coreia do Sul e China pedindo à população destes países que não consuma cães ou gatos e em lugar disso, os tratem como se fossem membros da família.

A campanha dá continuidade aos esforços incessantes da ONG para impedir o comércio de carne de cachorro e gato em países asiáticos.

A primeira leva de anúncios foi introduzida nos ônibus em Gimpo, na Coreia do Sul, no final do ano passado. Este mês, os anúncios começaram a ser veiculados dia 10 de fevereiro na cidade de Xita, nos pontos de ônibus do distrito de Shenyang, na China, uma área conhecida por possuir diversos restaurantes de carne de cães.

Criados em cooperação com a Save Korean Dogs, os anúncios coreanos da LFT já foram vistos por milhares de pessoas com mensagens traduzidas para o coreano como “Cães não são comida, são família” e “Por favor, não me coma”.

Enquanto isso, os anúncios colocados nas paradas de ônibus chinesas, que começaram a ser veiculados esta semana, mostram uma família em um momento de carinho com um cachorro, com a mensagem em chinês: “Cães são família, não comida”.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Há cerca de 17 mil fazendas de carne de cães em toda a Coreia do Sul, com cerca de dois milhões desses animais mortos para consumo humano a cada ano. A Coreia do Sul o único país do mundo com fazendas de cães em escala industrial, onde os animais são alojados em condições insalubres, sem comida, água ou cuidados veterinários adequados.

A China possui um mercado paralelo de carne de cães e gatos, em expansão, matando aproximadamente 10 milhões de cães e quatro milhões de gatos anualmente. Gangues criminosas raptam os cães de suas famílias ou os acertam nas ruas com dardos envenenados, depois enfiam os animais indefesos em gaiolas apertadas e os transportam, às vezes por vários dias, sem comida ou água, para restaurantes e matadouros.

Tanto na China quanto na Coreia, muitos dos cães são enforcados, incendiados vivos ou eletrocutados em função da crença absurda e ignorante de que a tortura torna a carne mais saborosa ou aumenta a virilidade de quem a consome.

A campanha de 2019 segue a cruzada iniciada ano passado que incluía o patrocínio de um anúncio de ônibus em Jeonju, Coreia do Sul, que pedia às pessoas que não matassem ou comessem cachorros.

Com a pressão mundial dos ativistas pedindo o fim da matança e do consumo da carne de cães, a mudança pode não esta longe. Em novembro do ano passado, o maior matadouro da Coreia do Sul foi fechado, aumentando a lista crescente de fazendas de carne e instalações de abate que deixaram de funcionar.

Além de espalhar anúncios por estes países, a ONG trabalha diretamente com equipes de resgate na China e na Coreia do Sul, ajudando no fornecimento de comida, abrigo e cuidados veterinários para cães e gatos resgatados do comércio de carnes. Somente em 2018, foram resgatados 24 cães do Yulin Dog Meat Festival, da China, sem mencionar que a contribuição para o atendimento de outras centenas de animais é fundamental.

A LFT e diversas outras ONGS e ativistas continuarão fazendo campanhas, coletando petições e unindo esforços em todo o mundo até que o comércio cruel e desumano de carne de cães e gatos termine.

Indústria da carne realiza conferência sobre o mercado de alternativas vegetais na Holanda

Evento deve reunir apenas empresas que estão investindo ou pretendem investir no mercado de substitutos da carne e de outros alimentos de origem animal (Foto: The Vegetarian Butcher)

Uma conferência internacional vai ser realizada na Holanda no dia 26 de junho para discutir sobre o mercado de alternativas vegetais. Mas o que surpreende é que o evento não está sendo organizado pelo mercado vegano holandês, mas sim pela indústria da carne, que está de olho no crescimento da demanda por produtos de origem vegetal.

Uma iniciativa da GlobalMeat News, um dos maiores sites de notícias da indústria da carne, a conferência deve reunir apenas empresas que estão investindo ou pretendem investir no mercado de substitutos da carne e de outros alimentos de origem animal.

A fundadora da empresa alimentícia vegana VBites, Heather Mills, vai fazer o discurso de abertura do evento que conta também com palestras como “Sucessos da indústria de proteínas baseadas em vegetais”. Entre os palestrantes está David Welch, do Good Food Institute (GFI).

“Estamos satisfeitos em apresentar nossa nova e empolgante conferência que destacará os mais recentes desenvolvimentos e barreiras do mercado de proteínas baseadas em vegetais que segue em rápida expansão”, informa o site da Plant Protein Conference, que vai ser sediada no Hotel Marriott em Amsterdã.

Empresa anuncia produção de proteína vegana mais barata que a carne de origem animal

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A fabricante de carne à base de vegetais, Beyond Meat, revelou planos para tornar sua proteína vegana mais barata que produtos de origem animal.

A marca – popular entre veganos e vegetarianos, mas especialmente entre os comedores de carne – planeja investir massivamente na cadeia de produção de proteína vegetal para criar produtos que rivalizem com suas adversárias de origem animal, quando se trata de preço.

O fundador e CEO da empresa, Ethan Brown, disse à Forbes: “Temos a ambição de fazer parte da geração que separa a carne dos animais, como fatores independentes”, acrescentando que “não há razão para que a proteína vegetal não seja mais barata que a carne”.

A empresa lançou recentemente seu novo Beyond Beef Ground Mince na exposição de produtos naturais Expo West em Anaheim, Califórnia (EUA). A ação marcou a conclusão de um dos principais objetivos da empresa desde o lançamento de seu Beyond Burger, um hambúrguer feito à base de plantas em maio de 2016.

Apesar das alegações da indústria de carnes de que as opções feitas a partir de vegetais não contêm os mesmos nutrientes que a proteína animal, a Beyond Meat mostrou que seus produtos fornecem o mesmo sim, se não até mais. Sua Beyond Beef Ground Mince contém 20 gramas de proteína por porção – mais que carne bovina – e 25% menos gordura saturada com menos de 6 gramas por porção.

Foto: Beyond Meat/Instagram

Foto: Beyond Meat/Instagram

Beyond Beef é também isento de glúten, sem soja, feito a partir de ingredientes não OGM (sem transgênicos), e livre de antibióticos e hormônios frequentemente encontrados em produtos feitos de carne proveniente da criação de animais em nível industrial.

Brown disse em um comunicado: “Estamos focados em criar um produto que permita aos consumidores desfrutar de todos os benefícios e da flexibilidade que a carne moída permite e ainda contribuir para a saúde humana, ambiental e o bem-estar animal”

*A ascensão da carne vegana*

A Beyond Meat não é a única empresa que oferece aos consumidores opções saudáveis e a base em plantas. A Impossible Foods, sediada nos EUA, também tem a missão de transformar de vez a indústria de alimentos, com seus hambúrgueres carnívoros “sangrantes”, semelhantes aos da Beyond Meat.

Um relatório publicado no ano passado pelo Ministério das Indústrias Primárias (MPI, na sigla em inglês) da Nova Zelândia disse que 80% das pessoas que comeram um Impossíble Burguer (hambúrguer vegano produzido pela Impossible Foods) gostaram e 30% disseram que o comeriam novamente.

O relatório afirma que “estes produtos são a linha de frente de empresas que estão inovando e melhorando significativamente os produtos de substituição de carne”. O estudo também reconheceu que o aumento na popularidade da carne feita a base de vegetais pode ser em função de seu reduzido impacto ambiental.

De acordo com o site Mercy For Animals, ao apresentar seu IPO (abertura de capital na bolsa de valores), a Beyond Meat tornou-se a primeira empresa de carne vegana a ser uma empresa de capital aberto.

Conheça oito razões para adotar o veganismo e combater a crise da água

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Foto: Truth or Drought/Reprodução

Assegurar o fornecimento de água é um dos maiores desafios que o planeta enfrenta, por isso o Dia Mundial da Água é a oportunidade ideal para enfrentar uma das maiores causas de utilização da água – produção de carne, laticínios e ovos. Foi pensando nisso que a ONG Humane Society Internacional (HSI), desenvolveu uma lista de oito motivos que mostram a importância de uma alimentação a base de vegetais para reduzir os danos que a indústria de criação de animais causa ao planeta.

Com mais de 83 bilhões de animais criados e mortos para a indústria alimentícia mundial a cada ano, a agricultura animal em escala industrial afeta nosso meio ambiente de maneiras extremamente prejudiciais.

Não é apenas uma das principais causas da a mudança climática e do desmatamento, mas também é responsável pelo uso de grandes quantidades de água.

Pesquisas mostram que mudar para uma dieta mais rica em vegetais e legumes pode reduzir a pegada hídrica de um indivíduo ao meio, então ao reduzir ou substituir a carne, os laticínios e os ovos por alimentos à base de vegetais mais “água-amigáveis”, todos podemos ajudar a preservar a água do mundo todo.

Oito motivos para adotar uma alimentação baseada em vegetais em nome do Dia Mundial da Água:

1. A agropecuária (animais e plantas) é responsável por cerca de 70% da água utilizada no mundo hoje, até 92% da água doce, com quase um terço disso relacionado à pecuária e ao cultivo de plantações que alimentam esses animais.

2. A maior parte do volume total de água utilizada na pecuária (98%) refere-se à pegada hídrica dos alimentos para animais. Cerca de um terço dos grãos e 80% da soja do mundo são fornecidos aos animais que criados para alimentação.

3. A criação intensiva de animais pode causar uma grave poluição da água, como a eutrofização, uma quantidade excessiva de algas na água causada pelo escoamento de fezes de animais e restos de comida, muitas vezes levando à morte de peixes e outros animais aquáticos.

4. Em média, são necessários entre 15 mil e 20 mil litros de água para produzir um quilo de carne bovina, que requer cerca de 3 mil litros de água para produzir um hambúrguer de 200g – o equivalente a 30 x 5 minutos de chuva. (1 hambúrguer de carne de 200g = 30 banhos de chuveiro de 5 minutos).

5. 96% dos peixes consumidos na Europa provêm da criação de peixes de água doce, mas a grande quantidade de excremento de peixe e restos de comida desses animais ficam depositadas no leito das lagoas cria o ambiente perfeito para a produção dos gases metano que contribuem para efeito de estufa.

6. Uma dieta sem carne pode reduzir nossa pegada hídrica pela metade. Estudos mostram que uma dieta saudável sem carne reduz nossa pegada hídrica em até 55%.

7. A Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente diz que os hambúrgueres à base de vegetais requerem entre 75% a 99% menos água; de 93% a 95% menos terra; e geram de 87% a 90% menos emissões de carbono que os hambúrgueres de carne bovina.

8. “Um estilo de vida vegano é provavelmente a maior maneira de reduzir seu impacto sobre o planeta Terra, não apenas em relação aos gases de efeito estufa, mas a acidificação global, a eutrofização, o uso da terra e o uso da água. Isso tem um impacto muito maior do que reduzir seus voos ou comprar um carro elétrico”, disse Joseph Poore, da Universidade de Oxford, que liderou a análise mais abrangente dos danos que a agropecuária faz ao planeta.

“Com bilhões de pessoas em todo o mundo lutando para lidar com a escassez severa de água, é obrigação de toda a humanidade procurar reduzir sua pegada hídrica. Uma das maneiras mais efetivas de economizar água é reduzir ou substituir a carne e os laticínios por produtos à base de vegetais”, disse Kitty Block, presidente da HSI, em um comunicado.

“A enorme quantidade de água usada pela agricultura animal para cultivar ração animal, hidratar bilhões de animais, desinfetar equipamentos de abate e processar produtos de origem animal estão contribuindo para a escassez de água em nosso planeta. Além do prejuízo ao bem-estar animal e dos benefícios para a saúde humana ao cortar a carne da alimentação, proteger os escassos recursos do planeta é uma razão mais do que convincente para mudar para uma dieta à base de vegetais pelo o Dia Mundial da Água”, disse Kitty.

Outros benefícios vêm da redução ou substituição de carne e laticínios em nossa dieta. Vários estudos indicam que uma dieta rica em vegetais e legumes traz benefícios consideráveis para a saúde.

A Organização Mundial da Saúde estima que a obesidade mundial triplicou desde 1975, com mais de 1,9 bilhões de adultos acima do peso e 381 milhões de crianças com sobrepeso ou obesidade.

Estudos mostram que pessoas que consomem menos produtos de origem animal têm taxas menores de obesidade, pressão alta, diabetes, artrite e câncer. Substituir a carne, o leite e os ovos produzidos pela agricultura industrial também beneficia animais de criação, bilhões dos quais passam a vida inteira em gaiolas ou caixotes, onde são incapazes de se exercitar, exibindo comportamentos não-naturais e muitas vezes não conseguem nem se virar por causa da falta de espaço.