Onze animais silvestres mantidos em cativeiro são salvos em MT

A Polícia Militar resgatou 11 animais silvestres em Araputanga, a 330 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. Os animais eram mantidos em cativeiro. Foram encontrados um filhote de macaco-prego, oito jabutis e duas jiboias em uma residência.

(Foto: Reprodução / Só Notícias)

No local, havia também uma espingarda calibre 24, um rifle calibre 22, com carregador, material para recarga de munições e uma porção média de substância análoga à pasta base de cocaína. Todos os itens foram apreendidos pelos policiais.

Um rapaz de 25 anos foi encontrado na residência. Ele foi autuado em flagrante e multado. As informações são do portal Só Notícias.

Os animais silvestres foram encaminhados para a sede da Companhia da Polícia Militar Ambiental do município de Cáceres. A polícia irá investigar o caso.

Ator João Vicente se posiciona contra cativeiro e tráfico de animais silvestres

O ator João Vicente de Castro usou as redes sociais para se posicionar contra o cativeiro e o tráfico de animais silvestres. Ele publicou uma foto de um ensaio fotográfico contra a exploração e a crueldade animal do qual ele e outros famosos fizeram parte. Na foto, João Vicente aparece preso por cordas.

(Ampara Animal/Divulgação)

“As razões pelas quais os humanos me querem são muitas. Admiram minha beleza, acham que sou diferente, exótico, ‘cool’ ou que trago ‘status’. Mas eu me pergunto: com que direito me domesticaram? Eu quero estar em meu habitat, não dentro da sua casa. Quero exercer meu papel biológico, não virar um bibelô para te satisfazer”, escreveu o ator.

“Você pode justificar dizendo que sua compra é legalizada, mas o que não sabe é que grande parte dos criadores contribuem para o tráfico. Não há como assegurar que eu ou minha mãe não fomos capturados da natureza. Os humanos não querem saber que, a cada dez de nós, nove acabam morrendo na captura ou durante o transporte. Que o tráfico de animais silvestres é o terceiro maior do mundo. Então, se você me admira, deixe-me em paz, na natureza. Aprenda a me observar na natureza, sem me tocar e confinar”, completou.

A legenda da foto é finalizada por João Vicente com a hashtag #sintanapele, que remete ao nome do projeto fotográfico promovido pela ONG AMPARA Animal. O objetivo das fotos é fazer com que as pessoas se coloquem no lugar dos animais.

A publicação de João Vicente já ultrapassa 46 mil curtidas. Os seguidores do ator aplaudiram a iniciativa. “Super impactante quando tentamos nos ver no lugar dos animais”, escreveu um internauta. Outro seguidor lembrou que o único caminho para não colaborar com o sofrimento e a exploração de nenhum animal é se tornar vegano. “Veganismo é a única forma de abolição dos animais”, disse.

Explorado e sob intenso estresse, leão reage violentamente ao interagir com menina

Foto: Pixabay

Zoológicos são exemplos de exploração, dor e sofrimento à vida selvagem. Animais em cativeiro desenvolvem comportamentos anormais ou potencializam os mais agressivos devido ao cruel impacto psicológico que sofrem em ambientes pequenos, sem estímulo, estressantes e sujos.

Às vezes, eles podem ser vistos como dóceis e submissos por trás de paredes de vidro ou pequenos cercados, em outras, exibem sinais de zoocose, como balançar para frente e para trás. O ataque a seres humanos e outras espécies também é bem comum como consequência da frustração e estresse causados nesses ambiente.

O vídeo da reação de um leão ao ser “beijado” por uma menina é claramente o resultado do sofrimento e desespero de animais selvagens presos e explorados por toda a vida.

Nele, a criança é vista pressionando o rosto contra a parede de vidro de um recinto de leões em um zoológico. A princípio, o leão apenas olha para ela. No entanto, rapidamente ele se demostra extremamente irritado com aquilo quando a jovem pressiona os lábios contra o vidro. O leão se levanta em suas patas traseiras e começa a arranhar exasperadamente a parede.

Ano passado, um gorila de Silverback também atacou o vidro de um zoológico de Nebraska depois que uma menina brincou em seu peito. Estes animais vivem em inegáveis ​​estados de aflição. Eles podem não agir assim durante 24 horas por dia mas, em momentos como esses, fica evidente o tamanho do desespero que sentem por estarem aprisionados.

A pequena jovem do vídeo talvez ainda não seja capaz de entender tudo o que um zoológico é na verdade, pois nasceu em uma sociedade sem compaixão, gananciosa e egoísta, onde as viagens a locais como estes são organizadas por escolas e pelos próprios pais incapazes de enxergar a relação distorcida e injusta entre humanos e animais.

 

 

 

Morre Kayla, mais uma orca em cativeiro do SeaWorld

Os escândalos envolvendo o SeaWorld são comuns ao longo dos anos. Mortes dos animais e de treinadores, denúncias de maus-tratos e protestos fizeram a popularidade do parque despencar e, em 2016, eles afirmaram que encerrariam o programa de orcas em cativeiros, mantendo apenas aquelas já existentes.

Morte misteriosa: a orca Kayla adoeceu no sábado (26) e morreu ontem (28).

Mortes prematuras têm ocorrido com frequência e forma suspeita. Tilikum, Kasatka e Kyara, neta de Tilikum, morreram supostamente de infecções pulmonares e os registros para o NMFS (obrigatórios quando as orcas morrem) não foram emitidos.

Infelizmente, ontem mais uma orca morreu no SeaWorld da Flórida, dois dias depois de adoecer. Kayla tinha apenas 30 anos e nasceu em cativeiro.

Kayla, na foto, morreu durante a madrugada, por volta das 12h15.

A morte dela continua sendo um mistério, já que as autoridades do SeaWorld dizem que a causa não será conhecida até que uma autópsia seja realizada.

Segundo eles, Kayla começou a mostrar sinais de desconforto no sábado, e os veterinários começaram a tratá-la com base no que encontraram em um exame físico.

Funcionários do parque dizem que sua condição piorou no domingo e ela não resistiu, morrendo por volta das 12h15 da madrugada de ontem (28).

Hipocritamente, o parque escreveu sobre a morte da orca: “Toda a família do SeaWorld está profundamente entristecida com a perda. Embora hoje seja um dia difícil para todos nós no SeaWorld, Kayla inspirou gerações de convidados e funcionários a se preocuparem e aprenderem mais sobre essa incrível espécie.”

Não existe preocupação com estes animais uma vez que, cruelmente, eles são retirados da natureza ou reproduzidos em cativeiros. Pela ganância humana eles são explorados por toda a vida em tanques minúsculos, forçados a realizar truques com privação de comida e estressados por multidões gritando e aplaudindo os terríveis espetáculos.

Especialistas disseram que morrer aos 30 anos é “não normal”, já que as orcas vivem na natureza em média 50 anos mas podem atingir 80 ou 90.

“É possível que as outras orcas possam ser afetadas socialmente por sua morte “, disse o SeaWorld em comunicado. “No entanto, não prevemos nenhum problema de saúde física entre as outras orcas.”

Kayla foi a segunda orca mais velha nascida em cativeiro, a Dra. Naomi Rose, uma cientista de mamíferos marinhos do Animal Welfare Institute, disse ao Orlando Sentinel.

Para uma orca, “30 é primordial da vida”, disse Rose. “É como ser uma mulher de 30 anos de idade. Morrer aos 30 anos não é normal”. As informações são do Daily Mail.

A idade média orcas na natureza é de 50 anos depois de sobreviverem aos primeiros seis meses de vida, quando estão mais vulneráveis. No entanto, sabe-se que as orcas vivem até 80 ou 90 anos de idade.

Kayla estava entre as últimas orcas no parque SeaWorld, em Orlando, bem como nos parques na Califórnia e no Texas.

Ainda existem tem 20 orcas em seus parques. Agora, são cinco em Orlando, cinco em San Antonio e dez em San Diego.

 

 

Empresa descumpre promessa de encerrar vendas para parques com cativeiros

Protestos, revelações e episódios lamentáveis com orcas e outros animais marinhos em cativeiros aumentada a consciência das pessoas em relação a estes animais.

Baleia Beluga.  Foto: Shutterstock.com

Desde o sucesso do documentário “Blackfish”, em 2013, o SeaWorld tem sido criticado por negligenciar o bem-estar animal. O parque está saindo da moda e a venda de ingressos caiu. Infelizmente, outras empresas continuam lucrando com a exploração destes animais

A Thomas Cook, um dos principais grupos de viagens de lazer do mundo, foi a primeira empresa de viagens internacionais a anunciar a eliminação das vendas para destinos que lucram com orcas em cativeiro. Apesar disto, a empresa continua a apoiar a terrível indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em parceria com investidores que exploram belugas e golfinhos.

A Fosun, uma empresa de investimentos chinesa, possui 11% das ações da empresa de viagens Thomas Cook, construiu um resort de luxo chamado Atlantis Sanya, localizado na ilha de Hainan, na China . As informações são do World Animals News.

Foto: Depositphotos

O resort abriu suas portas em maio de 2018 e tem duas atrações marinhas no local para clientes: o Aquário de Câmaras Perdidas, que abriga  baleias belugas e é gratuito para todos os hóspedes do hotel; e por uma taxa extra, os clientes podem nadar com golfinhos, no Dolphin Cay .

Além de viver em um ambiente antinatural, onde eles são usados ​​para entretenimento, a maneira como esses cetáceos foram tirados de suas casas e famílias também é trágica. As baleias beluga foram capturadas na Rússia, e os golfinhos nariz-de- garrafa e brancos foram tirados em uma caçada em Taiji, no Japão, uma área conhecida pela morte em massa de golfinhos do filme, The Cove .

Enquanto a Thomas Cook está abandonando as instalações do SeaWorld e do Loro Parque, está promovendo  simultaneamente  a indústria de parques marinhos na China através de sua parceria com a Fosun.

 

O desafio para se conter o comércio tráfico de aves no Brasil

O Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres. Isto aconteceu em 1967, e foi o jeito que o governo da época encontrou para romper o abuso depois de décadas de exploração intensiva que causou a extinção de muitas espécies, sobretudo de aves.

Foto: Pixabay

Pouco antes da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, um único comerciante londrino importou 400 mil beija-flores e 360 mil outras aves do Brasil. Em 1932, cerca de 25 mil beija-flores foram caçados no Estado do Pará e enviados para a Itália para enfeitar caixas de chocolate.

Centenas de milhares de aves vivas foram depois exportadas como animais domésticos em toda a América do Sul após meados da década de 1950, depois que as conexões das companhias aéreas comerciais, principalmente através de Miami, estavam regularmente disponíveis.

O Brasil tornou-se o primeiro país da América do Sul a proibir, por lei, o comércio de animais silvestres. — Foto: Unsplash

Bem, mas isto é história, e está bem contada no novo estudo sobre comércio de aves da América Latina produzido pela ONG Traffic, que trabalha no contexto da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável com apoio do WWF. O relatório é extenso, chama-se “Bird’s-eye view: Lessons from 50 years of bird trade regulation & conservation in Amazon countries” (“Vista Aérea: Lições dos 50 anos de regulamentação e conservação do comércio de aves nos países da Amazônia”, em tradução livre) e traz um panorama sobre o comércio de aves no Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname e as ameaças à conservação representada pelo excessivo comércio internacional de espécies.

De 30 a 35 mil aves são confiscadas anualmente, diz o estudo. — Foto: Unsplash

A boa notícia para o Brasil é que temos uma lei — e que, por causa dela, aquele abuso cometido no passado deu uma estancada. Um turismo com base em observação de pássaros no Brasil, Equador e Colômbia dá incentivo econômico e força para coibir os predadores. Mas, assim como há lei, há quem transgrida a lei. E o comércio clandestino de aves é, hoje, um enorme desafio para se manter nossas espécies — ou, pelo menos, o que restou delas.

O estudo mostra que, em média, 30 a 35 mil aves são confiscadas anualmente, muitas delas destinadas a “competições de canto de pássaros”, onde os espectadores apostam dinheiro nos resultados de quantas músicas ou frases um pássaro cantará em um determinado período de tempo. Para nossa sorte — de pessoas que se sentem felizes em ouvir cantos de pássaros sem precisar engaiolá-los — este número não variou significativamente nos últimos 15 anos. Assim mesmo, diz o estudo, a indústria que produz gaiolas, alimentos e outros requisitos para a manutenção de aves no Brasil é um negócio multimilionário que gera cerca de 300 mil empregos diretos e indiretos. Há sempre alguém que se beneficia.

A indústria que produz gaiolas, alimentos e outros requisitos para a manutenção de aves no Brasil é um negócio multimilionário. — Foto: Pixabay

Autor do estudo, o especialista Ortiz-von Halle afirma que o comércio ilegal internacional de aves sul-americanas foi reduzido ao seu nível mais baixo em décadas. No entanto, isso aconteceu “principalmente porque as espécies de aves mais procuradas pelos colecionadores já existem na maioria dos países consumidores”. Ou seja, a exploração foi tanta que tem espécies nativas que deixaram de ser.

“As complexidades do comércio de aves têm sido subestimadas. Para garantir um futuro para as espécies cada vez mais ameaçadas da região, precisamos de estratégias integradas que busquem urgentemente impedir ou reverter a destruição de habitats e melhorar a fiscalização, complementados com incentivos econômicos para a geração local de renda através do turismo e uso sustentável dos recursos naturais. Isso oferece o melhor caminho para a notável avifauna da América do Sul”, disse ele.

A Lei de Proteção à Fauna, assinada no regime militar no dia 3 de janeiro de 1967, o que mudou o status da vida selvagem, pelo menos perante a lei. — Foto: Unsplash

Para entender melhor o que ele quer dizer com “complexidades”, vamos à história que Ortiz Von-Halle conta — cenas de antes da lei que coibiu o abuso e que podem ilustrar a trajetória dos desafios que temos ainda hoje:

Até o Canal de Panamá ser aberto, em 1914, todos os navios que retornavam para a costa leste dos EUA ou Europa, do lado do Pacífico da América do Norte e do Sul, paravam nos portos brasileiros. Isto facilitou o envio de muitas mercadorias, incluindo aves vivas, penas e suas peles secas, e levou milhares de papagaios, tucanos e primatas de muitas espécies para Nova York e para o mercado europeu.

Só em 1964, numa única fazenda do Amapá, 60 mil patos foram mortos. — Foto: Unsplash

Com a ajuda do ornitólogo Helmut Sick, que tem mais de 200 trabalhos publicados sobre o tema, o autor do estudo descobriu que, só em 1964 — e numa única fazenda no Amapá —, 60 mil patos foram mortos. Entre 1930 e 1940, fotos guardadas pelo especialista mostram caçadores fazendo pose ao lado de centenas de carcaças de uma espécie de pato que era característica de Londrina e que hoje não existe mais. Por volta de 1914, na região do Rio Negro, um comerciante empregou 80 homens com o objetivo de caçar e matar garças. Tudo isso abastecia o mercado de penas e peles nos séculos XIX e XX: para um quilo de plumas, 300 mil teriam que ser mortos.

Durante a Primeira Guerra Mundial, foram importados 400 mil beija-flores e 360 mil outras espécies de aves.

E veio a Lei de Proteção à Fauna, assinada no regime militar no dia 3 de janeiro de 1967, o que mudou o status da vida selvagem, pelo menos perante a lei.

“… Não pode ser considerado um direito do cidadão, ou negligenciado indulgentemente, a destruição de elementos vitais do equilíbrio biológico. A caça pode ser permitida como esporte, mas nunca como fonte barata para uma indústria extrativa. A vida selvagem é mais do que o patrimônio do Estado: é um elemento para o bem-estar dos homens e da biosfera ”, diz o texto da lei.

Durante a Primeira Guerra Mundial, foram importados 400 mil beija-flores e 360 mil outras espécies de aves. — Foto: Pixabay

Foi com a Constituição de 1988 que a destruição da vida selvagem através da caça por lucro ou esporte foi banida. A solução foi a reprodução em cativeiro, “considerada uma alternativa sensível à conservação para exploração comercial da fauna nativa”. Assim, o último programa legal de caça ao pato no Estado do Rio Grande do Sul foi declarado inconstitucional e fechado em 2008.

Na ilegalidade, o contrabando tem causado baixas em nossa biodiversidade, o que, como se sabe, colabora sensivelmente para acelerar o processo das mudanças climáticas. Entre Brasil e Portugal, por exemplo, países que têm uma ligação com mais de 60 voos diretos por semana, é uma farra. Em vez de levarem as aves vivas, os marginais descobriram ser possível contrabandear ovos, atividade que começou por volta de 2002, segundo o estudo, já que papagaios e tucanos vivos, enviados sedados, costumavam chegar mortos a seu destino.

“Os ovos são transportados amarrados aos corpos dos passageiros para manter a temperatura de incubação durante o voo de 10 a 14 horas. Eles são embalados em papel de seda dentro da meia-calça feminina ou vão enrolados na cintura da pessoa”.
Organizações não governamentais têm sido importantes, junto com o Ibama e o ICMBio, para conter o desatino. Na conclusão de seu estudo de caso sobre as aves do Brasil, o autor diz que é um desafio muito grande tentar conter o contrabando ou mesmo o uso indevido de aves porque existe, entre outras coisas, uma falta de informação sobre a preciosidade desses animais para o planeta.

Foi com a Constituição de 1988 que a destruição da vida selvagem através da caça por lucro ou esporte foi banida. — Foto: Unsplash

“A estratégia para estancar os criadores comerciais parece estar tendo algum efeito, já que seus números continuam diminuindo, mas as centenas de milhares de amadores representam um desafio maior. A posse habitual de espécies de aves nativas como animais de companhia é muito difundida. A consciência ambiental geral aumentou em certos setores do Brasil, que constitui 70% da população. Mas a população rural e suburbana mais ampla ainda carece dos níveis de educação, motivação e conscientização. A pobreza sempre empurrará as pessoas para capturar a vida selvagem em busca de lucro ou de maneira oportunista para acessar alimentos ou outros bens”, conclui ele.

Vale para refletir.

Fonte: G1

GMP resgata 37 animais silvestres em cativeiro na região central de Palmas

A Inspetoria Ambiental da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) resgatou na última quinta-feira (17), 37 espécimes de animais silvestres, em situação de cativeiro, em uma residência na Arso 102, região central da capital.

Foto: GPM Palmas

A descoberta do cativeiro aconteceu após denúncias de focos de dengue na residência que estaria abandonada. Agentes de Endemia em conjunto com a GMP entraram no local com o auxílio de um chaveiro. Os animais foram encontrados em estado de abandono e maus-tratos.

A equipe ambiental da GMP resgatou 11 aves e 26 animais silvestres. Entre as espécies recuperadas estão araras-canindé, periquitos australianos e porcos-da-índia. O chefe da Inspetoria Ambiental, Carlos Lima, explica que a criação de animais silvestres sem a devida autorização pelos órgãos competentes é crime e o valor da multa é de R$ 500 reais podendo chegar até R$2.000 mil por animal.

“Realizamos o auto de infração no valor de R$ 21 mil, e estamos em busca dos responsáveis pela guarda ilegal dos animais, que serão indiciados por crime ambiental”, completou o chefe da inspetoria. Os animais resgatados foram encaminhados para o Centro de Fauna, do Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins).

SeaWolrd fecha última atração que homenageava a orca “Shamu”

Shamu foi uma orca criada e explorada em cativeiro durante anos pelo SeaWorld. A baleia foi capturada quando tinha apenas 3 anos de idade.

Segundo informações, a mãe de Shamu foi morta por baleeiros e a jovem orca se recusou a sair do lado dela. Então ela foi capturada e vendida para o SeaWorld San Diego, onde foi privada de comida para aprender truques e treinada para se tornar a primeira orca do parque.

Ela foi usada em shows até um incidente em 1971 no qual uma funcionária do parque foi instruída a montar nas costas do animal para uma campanha publicitária.

Foto: Jeff Kraus | Flickr

Refletindo o estresse a que era submetida e as precárias condições de sua minúscula piscina, Shamu, mordeu a perna Annette Eckis e foi aposentada dos shows. A triste realidade da orca não serviu de exemplo ao parque, que capturou dezenas de animais para serem exploradas como ela.

A pobre orca foi escravizada no SeaWorld por seis anos depois de sua captura em 1963, morrendo em 1971 por uma infecção uterina. Desde então, seu nome foi dado a shows do parque e a outras orcas como uma “homenagem”.

A última atração que levava o nome de Shamu. Foto: Divulgação

Esta semana, o SeaWolrd em San Antônio, no Texas, anunciou que a montanha-russa com tema Shamu foi fechada. As informações são do Live Kindly.

De acordo com Orlando Weekly, a atração será reaberta antes da temporada de 2019 e renomeado como “Box Car Derby da Super Grover”.

As orcas em cativeiro do SeaWorld

Desde o sucesso do documentário “Blackfish”, em 2013, onde instrutores e ex-funcionários do parque se uniram para revelar a triste verdade das vidas das orcas cativas, o SeaWorld tem sido criticado por negligenciar o bem-estar animal. Por causa disso, o parque está saindo da moda entre os visitante, com a venda de ingressos e os lucros  caindo.

O filme mostra a triste história de Tilikum, outra orca criada em cativeiro, que matou sua treinadora, como consequência do estresse causado pelo confinamento e exploração.

Apesar de encerrar seu programa de criação de orcas em 2016, o parque ainda mantém 21 orcas cativas ao lado de vários outros animais, incluindo pinguins, focas e golfinhos.

Ativistas, celebridades e membros do público pedem incessantemente para que as orcas sejam transferidas para um santuário marítimo, encerrando suas apresentações para sempre.

A personal trainer das estrelas Kathy Kaehler recentemente se juntou à organização de direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) para mostrar uma rotina de exercícios simulada para orcas. Com movimentos como nadar em círculos minúsculos, gritando para o seu bebê, rangendo os dentes e flutuando indiferente, o vídeo destaca o quão pequeno são os tanques no parque e como as orcas podem ficar deprimidas.

“Até que o SeaWorld envie os animais para um santuário à beira-mar, é isso que todas as orcas de lá fazem… bem, além disso, elas morrem muito mais cedo do que na natureza”.

 

o tigre branco deitado comendo lama em seu cativeiro

Tigre branco come terra por não ser alimentado em zoo

Um tigre branco estava tão desnutrido que teve que comer terra em seu cativeiro em um zoológico na China, alegou um visitante, que se identificou como Wang. Ele disse estar chocado ao ver o tigre branco tão magro, uma espécie ameaçada de extinção, em uma recente viagem ao zoológico de Wuhan, no centro da China.

o tigre branco deitado comendo lama em seu cativeiro

Foto: Weibo | Reprodução

Wang acrescentou que não havia comida no chão, mas o tigre continuou lambendo o solo e até começou a mastigá-lo em sua boca. O zoológico negou as acusações, alegando que o tigre é saudável.

Chocado com a cena, o Sr. Wang gravou um vídeo e o postou na plataforma de mídia social chinesa Weibo. O post disse: “[O tigre] é tão magro que parece um pedaço de lenha e está com tanta fome que tem que comer lama.”

O post instou as autoridades de Wuhan a prestar atenção ao assunto. Wang disse que não viu nenhum alimento no recinto do tigre quando ele visitou. Ele condenou a equipe do zoológico pelo mau tratamento ao animal.

Em resposta, o zoológico alegou que o tigre estava comendo migalhas de comida do chão, e disse que eles o haviam alimentado com um frango inteiro. O zoológico acrescentou que o tigre tinha sete anos e pesava cerca de 120 quilos. Insistiu que era saudável e tinha um bom apetite. O peso médio de um tigre de Bengala adulto é de 249 quilos, segundo a WWF.

Um porta-voz do zoológico disse ao Beijing Youth Daily que o zoológico tinha comida suficiente para o tigre, mas o tigre “não pode comer muito.”

“Por não se movimentar muito, se comer demais, ficará muito gordo”, disse o porta-voz. “Se uma pessoa ficar gorda, ela ficará doente. É o mesmo para os animais.”

Os tigres brancos sempre foram extremamente raros na natureza. Eles são tigres de Bengala, que estão listados como “ameaçados” pela WWF. Os tigres brancos de bengala são brancos por causa de uma anomalia genética.

Um filhote de tigre branco só pode nascer quando ambos os pais carregam o gene raro, que aparece naturalmente cerca de uma vez em 10 mil nascimentos, de acordo com Animal Corner. A fascinante característica da espécie infelizmente a tornou muito procurada por circos e zoológicos, o que prejudicou ainda mais a quantidade existente de tigres brancos no mundo.

Nota da Redação: zoológicos e outros estabelecimentos que mantêm animais em cativeiro devem ser completamente extintos. Casos como este servem para revelar a crueldade escondida atrás desses lugares. É preciso entender e respeitar os direitos animais, pois eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos. As pessoas podem obter alguns minutos de entretenimento, mas para eles é uma vida inteira de exploração e abusos condenados pelo egoísmo humano.

Mais um aquário de golfinhos está prestes a ser construído nos Estados Unidos

Os planos para a construção de uma nova instalação para exploração de golfinhos, na Costa do Golfo dos Estados Unidos, estão em andamento. Se aprovados, os animais viverão em sofrimento nos pequenos e solitários tanques de concreto até o fim de suas vidas.

Foto: Divulgação | Sea World Califórnia

O “Bama Bayou” é um projeto de 300 milhões de dólares que visa a reconstrução de uma grande propriedade em Orange Beach, no Alabama . O projeto está atualmente sendo considerado pelo Orange Park City Council e incluirá um centro de convenções, um parque aquático, hotéis e uma “experiência” com mamíferos marinhos. As informações são do World Animals News.

Os aquários de golfinhos em cativeiro são nada mais do que prisões deprimentes para os animais e, além do sofrimento causado a eles, ensinam as pessoas incorretamente sobre como devem interagir com eles. Nenhum animal merece ser aprisionado e impedido de viver em paz no seu habitat.

Foto: Pixabay

Nestas instalações, os golfinhos são frequentemente remediados com drogas antidepressivas e são mantidos com fome perpétua, a fim de obrigá-los a realizar truques semelhantes aos de circos para o público humano. Na natureza, os golfinhos podem viver mais de 50 anos, mas em cativeiro, a expectativa de vida pode ser metade disso. Os golfinhos são cronicamente estressados, sofrem problemas de pele e podem vivem mentalmente exaustos, o que pode levar à autoagressão.

Documentários como Blackfish e The Cove destacam o sofrimento ao longo da vida que os cetáceos enfrentam em cativeiro e a luta contra a indústria de mamíferos marinhos em cativeiro em todo o mundo.

O SeaWorld, líder global da indústria de mamíferos marinhos em cativeiro, concordou em eliminar progressivamente a prática e interromper as performances circenses das atrações.

Foto: Pixabay

Possivelmente à luz destes desenvolvimentos recentes, Rachel Carbary, diretora executiva da Empty the Tanks , disse em um comunicado: “Parece que a prefeitura também é cautelosa sobre a questão de ter golfinhos em cativeiro na comunidade”, depois que ela falou com o Orange Beach City Council sobre o projeto Bama Bayou.

A organização internacional de proteção animal In defense of Animals criou uma campanha para tentar deter a concretização dos planos do Bama Bayou e impedir que mais animais sejam capturados e privados da liberdade para servirem como entretenimento humano.