Investigação expõe crueldade e maus-tratos na indústria de exploração de cavalos

Foto: PETA

Foto: PETA

Restaurantes que servem carne de cavalo não são novidade na Coréia do Sul, que tem esse tipo de estabelecimento tanto em variedade como em quantidade, mas agora o país ambiciona explorar esses animais indefesos de novas maneiras investindo pesado para se tornar um dos grandes participantes das corridas de cavalos internacionais. Os coreanos apostam mais de 8 bilhões de dólares por ano em corridas.

Assim como nos Estados Unidos, as corridas ocorrem principalmente em pistas de terra, assim sendo, a Korea Racing Authority (KRA,a sigla em inglês) importa centenas de cavalos americanos a cada ano para corridas e reprodução e criação de animais. Enquanto reproduz agressivamente os animais e traz sangue novo para “melhorar” os resultados das corridas sul-coreanas, o KRA descarta aqueles cavalos que se machucam ou que não conseguem vencer.

Restaurante de carne de cavalo | Foto: PETA

Restaurante de carne de cavalo | Foto: PETA

Um oficial da KRA afirmou em 2018 que dos 1.600 cavalos “aposentados” da indústria de corrida a cada ano, apenas 50 (ou cerca de 3%) são considerados adequados para outros usos “equestres”.

Para onde vai todo o resto? Carne de cavalo é vendida em restaurantes e mercearias, e gordura de cavalo ou “óleo” é usado em produtos de beleza. Os investigadores da PETA viajaram para Jeju, na Coréia do Sul, para expor o destino desses cavalos e seus descendentes.

Sentenças de morte

Os investigadores da PETA testemunharam filmagens de cavalos no maior matadouro de cavalos da Coreia do Sul em nove datas diferentes, entre abril de 2018 e fevereiro de 2019 e foram capazes de identificar 22 cavalos de corrida de raça pura.

Instalaçao destina à morte de cavalos | Foto: PETA

Instalação destina à morte de cavalos | Foto: PETA

Um deles nasceu nos EUA, 19 tiveram pais americanos e 11 tiveram mães americanas. Suas idades variavam de quase 2 anos a 13 anos de idade quando foram mortos, com uma idade media de 4 anos entre os cavalos assassinados.

Seungja Yechan – Celebre o vencedor e coma o perdedor

Seungja Yechan significa “louvado seja o vencedor” em coreano – é o nome dado e que serve de pouco consolo para este filho da lenda americana Medaglia d’Oro, filmado no matadouro de Nonghyup em 8 de maio de 2018.

Marcas em seus ombros alertaram os investigadores sobre sua identidade. Os registros mostram que ele correu quatro vezes e foi eliminado de sua quinta corrida.

Ao contrário das meias-irmãs Rachel Alexandra e Songbird, que ganharam 3,5 milhões e 4,69 milhões de dólares, respectivamente, Seungja Yechan não ganhou um centavo (a menos que você conte os 17 dólares por quilo cobrado por sua carne no supermercado).

Foto: PETA

Foto: PETA

Disfarçada de esporte apenas mais uma indústria de morte por carne

Como parte integrante do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais (MAFRA), o KRA tenta ganhar o respeito mundial para Coréia do Sul como um sério país de corrida, ao mesmo tempo em que apoia o consumo de carne de cavalo.

O presidente da KRA afirmou em 2012: “Ao contrário de outros animais criados principalmente para comida, os cavalos podem atender a múltiplos propósitos. […]a carne é boa e vamos trabalhar em maneiras de encorajar as pessoas a comê-la no futuro”.

Um plano anual para fortalecer a indústria de equinos incluía a promoção de “carne de cavalo, cosméticos e outros produtos comerciais”.

Uma autoridade disse: “A criação de cavalos criará empregos, como treinadores de cavalos e veterinários. A carne de cavalo e outros produtos feitos a partir de cavalos estarão mais prontamente disponíveis ”.

Alguns dos cavalos que chegavam ao matadouro pareciam ter saído direto da pista; um deles, Cape Magic, chegou numa manhã de segunda-feira com uma grande atadura na perna. Registros mostraram que ele havia corrido na sexta-feira em Busan – e ele foi morto menos de 72 horas depois de terminar o dinheiro.

Outros cavalos nomeados de “puro-sangue” que a ONG viu no matadouro estavam sujos, magros, cobertos de lama, com os pelos emaranhados, ou doentes e abatidos. Depois de ver o filhote de 4 anos de idade Winning Design chegar em mau estado, os investigadores visitaram a fazenda da qual ela tinha acabado de vir.

De propriedade de uma família que também opera um restaurante de carne de cavalo, a fazenda confinou dúzias de cavalos todos sujos e desgrenhados em pequenas baias e barracas cheias de esterco.

O fedor de fezes predominava no ambiente. Um cavalo magro parecia gravemente doente – ela tinha um olho ulcerado, perda de pelo generalizada e feridas pelo corpo todo.

No matadouro, os investigadores da ONG ficaram chocados ao ver trabalhadores batendo nos cavalos com paus para fazê-los virar e sair dos caminhões e passar pela porta. Os cavalos se amontoavam, claramente em pânico, enquanto os homens os golpeavam, inclusive no rosto.

Embora toda morte de animais realizada por humanos seja total e inquestionavelmente condenável, como a sociedade pratica esse método cruel de alimentação e consumo, foram criados meios catalogados legalmente para que isso seja feito de forma a não causar mais sofrimento aos animais do que a prática em si.

O especialista em mortes comerciais de animais, Dr. Temple Grandin, assistiu ao filme e concluiu: “O manuseio dos cavalos durante a descarga do caminhão não é aceitável. Acertar um cavalo no rosto é abusivo. É óbvio que as pessoas que descarregavam os cavalos nunca tinham tido treinamento algum para realizar essa atividade”.

No interior do matadouro, os trabalhadores empurravam os cavalos até as rampas e pra dentro de uma caixa de morte destinada à bois e vacas. Um funcionário da Agência de Quarentena de Animais e Plantas disse ao jornal The Korea Observer: “Nós matamos os cavalos com o mesmo martelo que usamos para as vacas. As coisas podem ficar um pouco confusas se não desmaiarem no primeiro golpe”.

No entanto, além das óbvias diferenças anatômicas, os cavalos também são geralmente mais nervosos e ansiosos e podem se afastar quando uma arma vem na direção de sua cabeça. Cavalos inadequadamente contidos tornam muito difícil para o matador administrar um tiro certeiro.

Foto: PETA

Foto: PETA

Pior ainda, muitos dos cavalos chegaram aos pares, e o investigador viu a égua Royal Oak levar um tiro na frente de sua companheira, Air Blade, que teve que vê-la sendo jogada no ar pelo impacto.

Essa prática viola a Lei de Proteção Animal Coreana, e a PETA e um grupo de proteção animal coreano apresentaram uma queixa sobre isso e sobre os espancamentos ao Ministério Público do Distrito na cidade de Jeju.

A ambição irrefreável da KRA de elevar a qualidade das corridas sul-coreanas levou a entidade a importar mais de 3.600 cavalos americanos para corridas e reprodução nos últimos 10 anos. Na enorme instalação de criação do órgão e nas demais fazendas particulares em todo o país, cavalos machos são tratados como máquinas de sêmen, feitas para montar éguas várias vezes por dia na época de reprodução.

As éguas são amarradas, lavadas, tem a cauda presa no alto, lubrificadas e levadas a uma mesa especial de reprodução que as prende pelo peito. Os trabalhadores prendem as éguas pela boca com cordas torcidas pertadas firmemente para mantê-los no lugar.

Foto: PETA

Foto: PETA

Outros prendem botas de contenção nos pés traseiros das éguas, para que não possam ferir os cavalos chutando. Lesões parecem ser comuns.

Alguns maus-tratos denunciados pelos investigadores do PETA:

• A égua Catch Me Later, cujo pé traseiro esquerdo estava tão ferido que ela não podia colocar seu peso sobre ele para que os trabalhadores pudessem colocar uma bota de contenção em seu outro pé, ainda foi forçada a suportar o peso de um cavalo imenso chamado Coronel John durante a reprodução. Ela mancou terrivelmente quando os funcionários do local a levaram para fora do galpão de criação.

• O olho direito do cavalo Sadamu Patek estava inchado de uma maneira absurda, ulcerado e lacrimejando.

• A laminite (doença do pé) da égua Annika Queen era tão grave que ela mal conseguia andar, mas seus exploradores a fizeram amamentar um segundo potro além do dela. (Por causa de sua claudicação, ela não foi capaz de empurrar o outro potro)

Um gerente da fazenda disse que ela seria enviada para a morte quando não fosse mais necessária para amamentação.

Reflexão

Os horrores divulgados nessa matéria são responsabilidade de toda a humanidade e não apenas de um país. Nossas crenças especistas fazem com que acreditemos que a humanidade é superior aos animais e que por isso pode dispor deles como bem entender.

Animais são vidas, companheiros de planeta, tão dignos de respeito, amor e respeito como qualquer ser humano.

O sofrimento desses animais fica mais difícil ainda de aceitar e imaginar uma vez que sua senciencia foi comprovada pela Declaração de Cambridge em 2012, onde especialistas do mundo todo, em diversas áreas da ciência e medicina atestaram a capacidade desses seres de sentir, sofrer, alegrar, criar laços e compreender e responder ao mundo ao seu redor.

Crimes como esses permanecem condenados ao mesmo silêncio com que suas vítimas inocentes e indefesas padecem sem escapatória.

Abrigo para cavalos em São Roque (SP) precisa de ajuda para a construção de cocheiras

Por David Arioch

“Todos os animais foram resgatados de situação de maus-tratos” (Foto: Abraço Animal/Divulgação)

Situado em São Roque (SP), o abrigo para cavalos Abraço Animal está precisando de ajuda para a construção de cocheiras. A situação é considerada urgente porque o sítio fica no sopé de uma montanha e durante o inverno a temperatura chega a dois graus.

“Todos os animais foram resgatados de situação de maus-tratos, e para termos condições de realizar mais resgates as cocheiras são essenciais para abrigar os animais nos dias frios. No inverno, a temperatura lá é baixíssima, e isso é muito perigoso para eles, até porque muitos animais estão debilitados”, informa Diana Galesso, corresponsável pelo abrigo.

Além de problemas físicos, os cavalos resgatados pela Abraço Animal após uma vida de exploração também apresentam graves problemas emocionais, o que exige um cuidado ainda maior. “Muitos são deixados à beira da morte, soltos pelas ruas e estradas após anos de trabalho duro e exploração. Sabendo que poucas pessoas têm condições de resgatá-los, resolvemos fundar a Abraço Animal”, explica Karina Somaggio, fundadora e responsável pelo abrigo.

O que também reforça a urgência da ajuda é que no inverno duas éguas vão dar à luz. “Além de muito frio, lá também é muito úmido por causa da proximidade com nascentes e córregos. Por isso precisamos de ajuda para dar mais confortos a esses cavalos que já sofreram tanto”, justificam.

Atualmente a Abraço Animal está arrecadando recursos para construir baias, incluindo uma para primeiros socorros/maternidade, e três currais – para equinos idosos, jovens e um touro. Para facilitar a arrecadação, a ONG criou uma campanha no site Vakinha. O abrigo se coloca à disposição para quem quiser conhecer de perto o trabalho realizado com os animais resgatados.

Para contribuir, clique aqui. 

Morre aos 97 anos a estrela do cinema e ativista pelos direitos animais, Doris Day

Foto: NBC News

Foto: NBC News

Com mais de 39 filmes em seu nome, a atriz era celebrada por crítica e público sendo considerada por diversas vezes uma das poucas mulheres classificadas entre as maiores bilheterias do início dos anos 60. Indiscutivelmente, o auge da carreira de Day foi estrelar em “Pillow Talk”, no Brasil lançado como “Confidências à meia noite” ao lado de Rock Hudson, em 1959.

A atriz morreu em sua casa em Carmel Valley, Califórnia, cercada por amigos próximos. Day “estava em excelente estado de saúde física para a sua idade, até recentemente contrair um caso grave de pneumonia”, disse a sua fundação em um comunicado à Associated Press.

"Seja gentil com os animais o eu te mato", dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

“Seja gentil com os animais o eu te mato”, dizeres da camiseta de Doris Day | Foto: Pinterest

O diretor Michael Curtiz, que dirigiu a atriz em muitos filmes atribuía o tremendo sucesso de Day à sua personalidade forte e carismática. Ele disse a ela no início de sua carreira: “Você tem uma personalidade muito forte”, não importa o que você faça na tela, não importa que tipo de papel você represente, sempre será você, o que quero dizer é que Doris Day sempre vai brilhar através do filme. Isso fará de você uma estrela grande e importante”.

E foi o que aconteceu.

Doris Day também fez sucesso no mundo da música com 31 álbuns lançados durante sua carreira e chegou a ganhar um grammy em 2008 pelo conjunto da obra.

Mas não foi só na telas de cinema e nas canções que gravou que Doris Day deixou um legado impressionante e único.

Ativista incansável

Amante e defensora dos animais pela vida toda, Doris reconheceu que a comunidade de bem-estar animal na década de 1970 era uma área de atuação extremamente carente, e que através de sua própria organização e status de celebridade ela poderia fazer a diferença para os animais. Quando ela iniciou seu trabalho com os animais, a atriz se concentrou em encontrar casas para os muitos cães e gatos que estavam sendo mortos simplesmente porque não tinham lares.

Em 1978 ela criou a Fundação de Animais Doris Day (DDAF), uma instituição sem fins lucrativos com a missão simples e claro, que continua até os dias de hoje: ajudar animais e as pessoas que os amam. Por meio de doação de subsídios, a DDAF financia outras organizações nos Estados Unidos que cuidam e protegem diretamente os animais.

Seus esforços em corrigir o problema pela base resultaram no fato de Dóris resgatar pessoalmente centenas de animais de Doris ao longo dos anos. Além de abrigar animais em sua própria casa, Doris e a DDPF estavam alugando um espaço maior para o canil, providenciando cuidados veterinários e encontrando lares para o crescente número de animais de estimação desabrigados com a ajuda de uma equipe dedicada de voluntários.

Foto: lifewithcats

Foto: lifewithcats

Conhecida carinhosamente por alguns como “A apanhadora de cães de Beverly Hills”, Doris costumava encontrar cães indesejados abandonados no portão de sua casa. Não era incomum para ela bater nas portas dos vizinhos em uma tentativa de reunir os cães perdidos aos tutores ou verificar se aqueles que estavam em novas casas estavam indo bem e recebendo o devido cuidado e atenção.

Uma estrela foi citada como tendo dito: “Todos nós adotamos pelo menos um dos animais de Doris Day. Se você visse Doris na rua ou no estúdio, é provável que você acabasse com um gato ou cachorro desabrigado que ela estava procurando adotantes. Ela carregava fotos dos animais que precisavam de lares, e então ela realmente vinha inspecionar na sua casa para se certificar de que você estava à altura da tarefa”.

Expansão e movimento

Apesar do grande número de animais que Doris e DDPF estavam resgatando, a estrela sabia que isso não era suficiente, e que abordar a causa raiz da superpopulação de animais sem teto através de castração era a solução. Para complementar a Doris Day Pet Foundation, ela formou a Doris Day Animal League em 1987, uma organização nacional de lobby sem fins lucrativos, cuja missão primordial é reduzir a dor e o sofrimento de animais não humanos através de iniciativas legislativas, educação e programas para desenvolver e fazer cumprir os estatutos e regulamentos que protegem os animais.

Foto: SONY MUSIC/PA

Foto: SONY MUSIC/PA

Em 1995, Doris e DDAL fundaram a Spay Day USA (Dia da Castração). Agora conhecido como Dia Mundial da Castração e sob os auspícios da Humane Society dos Estados Unidos, este evento anual atingiu proporções globais e ajudou a esterilizar e neutralizar mais de 1,5 milhões de animais nos primeiros 15 anos desde o início. Em 2007, a Doris Day Animal League fundiu-se com a Humane Society dos Estados Unidos para uma voz legislativa ainda maior em Washington o que permitiu uma atuação nas leis d eproteção aos animais e na liberação de fundos e dinanciamentos para demais ONGs menores.

Além de ajudar várias organizações com por meio de vários programas, como castração, despesas com veterinários, programas para cães idosos, despesas com alimentos para animais domésticos, reabilitação de animais selvagens e recursos educacionais, alguns dos financiamentos de projetos “herdados” da DDAF incluem:

  • Dia Mundial da Castração,
  • Doris Day Equine Center (Centro de apoio a equinos) localizado no Rancho Beleza Negra em Cleveland Amory em Murchison, Texas (EUA),
  • Programa Duffy Day Life Saving (dando uma segunda chance para animais mais velhos e feridos que podem enfrentar a eutanásia),
  • Bolsa de estudos em veterinária “Doris Day/Terry Melcher” na faculdade UC Davis School of Veterinary Medicina e muitos outros.

Campanhas de castração, acolhimento e adoção, bolsa de estudos veterinários, atuação política, distribução de financiamento, projetos de apoio com ração e atendimento de saúde e dedicação intensa a causa animal fazem de Dóris Day muito mais que uma estrela de cinema inesquecível: um ser humano altruísta e que fez a diferença pelos animais.

Evento fantasia cavalos para transformá-los em unicórnios

No intuito de atrair crianças (e ganhar dinheiro às custas dos animais) com uma experiência “única e mágica”, um empresário inglês criou uma turnê (Unicorn Land) da Unicorn Dream, que viaja com cavalos fantasiados unicórnios, pintando suas crinas de várias cores e colocando um “corno” em suas testas.

A aberração em forma de evento passa a mensagem que as criaturas míticas são reais e de uma só vez consegue explorar e abusar de animais e passar a mensagem errada às crianças: de que animais são brinquedos e podem ser “usados” como quiserem.

Crianças e pais são convidados a participar da oportunidade especial de conhecer unicórnios coloridos da “vida real” – mas nem todos estão felizes com isso. A Unicorn Land oferece aos visitantes a oportunidade de tocar, dar um passeio e tirar fotos com as criaturas míticas por um preço entre 48 e 168 dólares.

Muitos pais indiferentes ao nem-estar animal disseram que “mal podem esperar” para a turnê com os animais chegar em sua cidade, porém outros mais conscientes e compassivos afirmaram que isso é “cruel” e “humilhante”: pintar a crina de um cavalo e prender um cone em sua cabeça vendendo-os como produtos.

Um usuário do Facebook escreveu: “Isso é terrível”, enquanto outro os chamava de “pobres criaturas “. Uma pessoa insistiu: “Os cavalos não deveriam ser usados para entretenimento”. Outro escreveu: “48 dólares por uma hora não é um dia fora”. os unicórnios são criaturas míticas (não existem), mantenham-nos assim, parem de brincar com cavalos e enganar as pessoas.

Outros ainda zombaram da ideia dos “unicórnios reais” e disseram: “Bem, eles não são reais, não é mesmo? O que eu vejo são cavalos com casquinhas de sorvete na cabeça [sic]”. Mas o CEO da Unicorn Dream, Stafford Carrington, disse ao jornal Metro que os “unicórnios” são “muito bem cuidados” por seu tutor que tem 10 anos de experiência na execução de tais eventos.

Ele alegou que a tintura de cabelo é orgânica e não causa prejuízo à saúde sos animais, além de ser facilmente lavada, e seus unicórnios não são “diferentes dos cavalos de adestramento ou dos saltadores”. Carrington disse ao Metro: “Sua segurança e seu bem-estar são fundamentais para nós. Os unicórnios parecem amar a atenção que recebem, eles são muito felizes”.

Iludido pelo que quer ver, talvez por uma ambição cega, esse empresário fecha os olhos para o fato de que os animais estão ali de forma forçada, tintas e chifres artificiais são antinaturais e esses cavalos nasceram para ser livres e não escravizados por interesses humanos ambiciosos e fúteis.

A organização que atua pelos direitos animais, PETA, disse ao Metro que fantasiar animais envia a mensagem errada para as crianças e os cavalos podem ser “facilmente assustados” em um ambiente de festa.

A diretora da instituição, Elisa Allen, disse: “Embora isso não seja a pior coisa que as pessoas estão fazendo com os animais, eventos com unicórnios ensinam as crianças a ver cavalos como brinquedos ou objetos de festa, em vez de animais inteligentes e complexos que devem ser apreciados por sua beleza natural”

A PETA orienta os pais a optarem por atividades livres de animais – como um castelo inflável ou pintura facial para as crianças.

Carrington tenta se defender dizendo que eles só permitem grupos de até três crianças por animal e que os eventos são pré-agendados para dar aos animais um descanso adequado entre eles.

Os organizadores da turnê dizem que distribuem 500 ingressos gratuitos para crianças com doenças terminais e realiza eventos sem fins lucrativos com instituições de caridade para levar os “unicórnios” a hospitais e escolas.

A turnê da Unicorn Land vai passar por várias cidades britânicas, vendendo a imagem de unicórnios falsos s diversas família, explorando seus corpos e ganhando dinheiro em cima dos animais.

O empresário finaliza se defendendo: “Eu não entendo porque as pessoas ficam com tanta raiva. Nós fizemos isso porque nós realmente queríamos ver as crianças sorrirem”.

Há muitas maneiras de se fazer uma criança sorrir, entre elas ensinar aos pequenos o valor e o respeito a cada vida que habita o planeta. Assim como os humanos, os animais são capazes de sentir, amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor. Eles não são inferiores ao ser humano como o especismo quer fazer a sociedade crer. Eles são iguais.

E iguais merecedores do mesmo respeito, dignidade e amor que crinas pintadas e chifres de plásticos, para servir de enfeite de foto e engodo mítico, os privam totalmente.

Mais de 6 cavalos foram baleados e outros 5 morreram em Valença (RJ)

Mais de seis cavalos foram baleados e outros cinco foram mortos nos primeiros meses deste ano em Valença, no Rio de Janeiro. A série de atentados contra cavalos, promovida por um atirador ainda desconhecido, demonstra um aumento nos casos de maus-tratos a animais no município.

Foto: Reprodução / RJTV

Uma égua foi a única a conseguir sobreviver após sofrer com violência na cidade. Resgatada, ela foi socorrida pela Faculdade de Veterinária após ser baleada e teve que passar por cirurgia para retirada da bala, que estava alojada em uma das pernas.

Os casos dos cincos cavalos assassinados a tiros ocorreram em menos de uma semana. “A pessoa que está atirando, com certeza sabe atirar, porque está visando cavidades fundamentais para a vida do animal, torácica, abdominal, são órgãos vitais e que uma vez perfurados, não tem como salvar o animal”, explicou ao G1 o veterinário Junio Marcos.

Testemunhas relatam que os tiros são disparados por pessoas que passam em automóveis tarde da noite ou durante a madrugada. O alvo do agressor são cavalos que, apesar de terem tutores, são mantidos soltos e, em alguns casos, até andam por avenidas movimentadas.

Maria de Francia, que perdeu em abril o irmão de 25 anos, que morreu após desviar de um cavalo enquanto dirigia uma moto, condena a atitude do atirador e afirma que há outras soluções para evitar acidentes com animais. “A questão é você querer ter responsabilidade enquanto tutor e que as autoridades e o município tome uma atitude em relação a isso, porque realmente a minha perda é irreparável mas eu espero sim de fato, que seja tomada uma atitude”, disse Maria.

A Prefeitura de Valença afirmou, através de nota, que a Guarda Municipal é acionada após a denúncia ser feita para que medidas sejam tomadas. Casos de maus-tratos a animais devem ser denunciados no município pelo telefone 2452-8650. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela RJ-145, onde alguns dos crimes foram registrados, não se pronunciou sobre os casos.

Concurso promovido por ONG ajuda cavalos resgatados a encontrarem um lar

Foto: World Animal News/Reprodução

Foto: World Animal News/Reprodução

A ASPCA (Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais) anunciou na última sexta-feira (26), os participantes de seu concurso anual “Help a Horse Home: ASPCA Equine Adoption Challenge” (Ajude um cavalo a encontrar um lar, um desafio da ASPCA para a adoção de equinos, na tradução livre).

Mais de 170 organizações de 41 estados mais Porto Rico estão participando da competição nacional que envolve resgates, abrigos e santuários de eqüinos, criada para promover e aumentar a adoção de cavalos, éguas, burros e equinos em geral.

O desafio deste ano foi expandido para incluir um grande prêmio, oito prêmios por categoria e três prêmios de mídia social, totalizando 150 mil dólares. Os participantes serão colocados em uma das quatro divisões com base no número de adoções que completaram durante o período do desafio no ano passado e para todo o ano de 2018.

“O Desafio Help a Horse Home oferece uma maneira eficaz de alcançar os inexplorados adotantes de equinos que nossa pesquisa sugere estarem por aí”, disse a Dra. Emily Weiss, vice-presidente de Bem-estar Equino da ASPCA em um comunicado. “A ASPCA dedica-se a apoiar os muitos grupos em todo o país que trabalham para ajudar mais cavalos a encontrar lares amorosos, e estamos entusiasmados em ver que ideias inovadoras e bem estruturadas as organizações de equinos criaram para ajudar a salvar mais vidas de cavalos”.

A ASPCA anunciou recentemente uma parceria bem sucedida com a Zoetis US LLC para reduzir os custos médicos para os grupos que participam do concurso. A Zoetis doará sua nova vacina CORE EQ Innovator para cada eqüino adotado durante o período de duração do desafio, dois meses, totalizando algo em torno de 1.500 vacinas.

Os participantes também são convidados a promover e divulgar os animais em sua custódia no My Right Horse, um novo site de listagem de adoção criado pela The Right Horse Initiative para equinos em busca de um lar.

Em 2018, as organizações equinas conseguiram adoção para mais de mil cavalos durante o período de dois meses do concurso, provando que há mais lares disponíveis para esses animais do que se imagina.

Para aproveitar o sucesso do concurso de 2018, o desafio de 2019 foi reinventado e renomeado— Ajude um Cavalos a Encontrar um Lar: O Desafio de Adoção de Equinos da ASPCA, recebeu 150 mil dólares em subsídios disponíveis para resgates, abrigos e refúgios equinos que garantem um aumento maior de adoções em comparação ao ano anterior.

Qualquer organização ou agência governamental sediada nos EUA, capaz de receber fundos e cumprir uma missão de proteção ou bem-estar animal que adote cavalos ou outros equinos, é elegível para participar.

O Desafio Ajude um Cavalo a Encontrar um Lar começou na sexta-feira, dia 26 de abril – uma data escolhida por sua importância para a longa história de proteção aos cavalos da ASPCA.

Em 1866, Henry Bergh, fundador da instituição impediu que um motorista de carroças batesse em seu cavalo, resultando na primeira prisão bem-sucedida por maus-tratos aos cavalos em 26 de abril daquele ano.

Todos os anos, a ONG organiza uma competição nacional para elevar e reconhecer o trabalho de resgate equino que ajuda os cavalos em situação de risco, que foram vítimas de abuso, negligenciados ou que se encontram desabrigados.

Torcedores de times de futebol são presos por agressão a cavalos

Até agora sete torcedores do Vasco e Botafogo foram presos pela Polícia Civil por agredirem cavalos e agentes da PM. Imagens obtidas pela TV Band mostram que os suspeitos agridem a cavalaria com pedras, garrafas e diversos objetos. Os animais ficaram feridos.

Reprodução / Band News FM Rio

Ao todo, 10 pessoas são alvos de mandado de prisão nesta operação da Polícia Civil. Os presos vão responder por associação criminosa, provocação de tumulto e dano ao patrimônio. De acordo com o Delegado Roberto Ramos, os suspeitos foram classificados como um grupo paramilitar. Havia lutadores entre eles, e quando eles espancavam torcedores rivais, roubavam camisas e exibiam como troféus.

A ação criminosa aconteceu no dia 17 de fevereiro, quando Vasco e Fluminense se enfrentaram pelo Campeonato Carioca. Os clubes disputavam na justiça um dos setores do Maracanã e do lado de fora do estádio foram registradas várias cenas de confusão.

Ainda segundo o delegado, a Fúria Jovem, torcida organizada do Botafogo é aliada ao Vasco e apoiou os torcedores cruzmaltinos nas agressões. Os presos foram encaminhados para a delegacia da Praça da Bandeira, na Zona Norte. Materiais de torcidas organizadas também foram apreendidos.

Nota da Redação: a ANDA repudia a exploração de cavalos feita pela polícia, que submete os animais a risco e os obriga a realizar atividades anti-naturais para a espécie. Cavalos existem por propósitos próprios e não devem ser vistos como objetos a serviço das pessoas.

Fonte: Band News FM Rio

Investigação secreta mostra animais sendo violentamente surrados no Egito

Foto: PETA

Foto: PETA

Uma investigação secreta conduzida pela PETA revelou que os animais explorados nos principais destinos turísticos do Egito, incluindo a Grande Pirâmide de Gizé, Saqqara e Luxor são”espancados até sangrar” por manipuladores.

Agora, a PETA Asia, responsável pelas imagens, pede a proibição do uso de animais para transporte e locomoção em pontos turísticos do país.

De acordo com a ONG, cavalos e camelos são explorados diariamente pela indústria do turismo em locais de enorme influxo de turistas, são usados para transportar os visitantes em suas costas ou em carruagens.

A PETA relata que as condições em que os animais são explorados são terríveis – com os cavalos e camelos trabalhando sem parar “sob sol e calor escaldantes, sem sombra, comida ou água”.

Animais espancados

A ONG ressalta que o vídeo mostra os exploradores responsáveis pelos animais em Gizé batendo violentamente em um cavalo que havia caído exausto enquanto era forçado a puxar uma carruagem, homens e crianças são vistos também “gritando e batendo violentamente em camelos com paus” até seus rostos ficarem ensanguentados no Mercado de Camelos Birqash.

A PETA Asia escreveu para a ministra do Turismo do país, Rania Al-Mashat, pedindo ao Egito que utilize meios de transportes modernos como veículos elétricos, em vez de animais, para transportar as pessoas.

Vergonhoso

“É vergonhoso que animais exaustos e visivelmente abatidos sejam espancados e chicoteados para fazer passeios sem fim no calor, mesmo quando suas pernas vergam de tanto cansaço e chegam a entrar em colapso”, disse a diretora da PETA, Elisa Allen, em um comunicado enviado ao Plant Based News.

“A PETA está pedindo ao Ministério do Turismo egípcio que substitua esses animais maltratados por veículos, como os riquixás elétricos, para que os turistas possam apreciar a rica história do país sem apoiar a crueldade contra os animais”.

A ONG acrescenta: “Uma vez que os camelos vendidos no mercado Birqash não são mais capazes de fazer passeios em torno das pirâmides de Gizé e Saqqara, eles são devolvidos ao mercado e enviados para serem mortos”.

Transporte elétrico em pontos turísticos

Há um precedente para as investigações da PETA que levaram a esse resultado ja esperado; após a investigação realizada pela ONG em Petra, o príncipe filantropo e vegano, Khaled Bin Alwaleed, revelou seu real papel nos planos de restauração de um importante sítio arqueológico na Jordânia, que envolviam preservar a história dos seres humanos e proteger os animais.

O Parque Arqueológico de Petra – declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985 – atrai centenas de milhares de pessoas todos os anos. Muitas pessoas montam animais, incluindo burros, camelos, mulas e cavalos ao longo dos degraus do parque até o mosteiro do local. Isso está danificando os degraus e causando sofrimento aos animais.

Através de sua empresa KBW-Ventures, o Príncipe Khaled deu assistência específica para reconstruir as escadas, construir um santuário para os animais se mudarem e fornecer veículos personalizados para o local que será entregue aos moradores locais. Além disso, estações de carregamento solar serão doadas, assim os veículos serão 100% livres e sem despesas também.

Algumas pessoas, realmente fazem a diferença quando assim o desejam. Cada um pode desempenhar um papel em defesa dos direitos animais. Ao recusar-se a fazer passeios sobre animais e alimentar essa indústria cruel de turismo, seja em que país for, ou envolvendo qualquer outra forma de exploração

Cantor Willie Nelson já resgatou mais de 70 cavalos que seriam enviados para o matadouro

Willie Nelson: “Meus cavalos são provavelmente os cavalos mais sortudos do mundo” (Foto: Getty Images)

Em recente entrevista ao canal Ksat (12), afiliada da ABC nos Estados Unidos, o cantor e compositor de música country Willie Nelson, de 85 anos, contou que já resgatou mais de 70 cavalos que seriam enviados para o matadouro. Hoje os animais vivem em seu rancho Luck, no Texas, praticamente um santuário para cavalos.

“Meus cavalos são provavelmente os cavalos mais sortudos do mundo. Eles são alimentados à mão duas vezes por dia, e a última coisa que eles provavelmente se recordam [dessa época] é que estavam a caminho do matadouro, então [hoje] eles são cavalos felizes”, declarou.

Willie Nelson se considera um amante dos cavalos e diz que isso pode ser percebido em algumas de suas músicas. Nos Estados Unidos, além de sua carreira na música country, ele é conhecido como poeta, ativista e um dos maiores defensores da legalização da maconha. Em 2015, Nelson lançou no mercado a sua própria marca – Willie’s Reserve.

Número elevado de mortes em torneio de corridas de cavalos causa indignação

Foto meramente ilustrativa - Grand Nacional/Express.uk

Foto meramente ilustrativa – Grand Nacional/Express.uk

A cruel e assassina corrida de cavalos mais tradicional da Grã-Bretanha, Grand National, provocou indignação geral após um cavalo ter sido filmado caindo ao vivo logo no início da corrida, após a passagem da primeira cerca. O animal foi sacrificado em virtude dos ferimentos.

O cavalo chamado de Up for Review, pode ser visto se debatendo no chão durante o acontecimento, o pobre animal acabou sendo morto após a queda- tornando-se o primeiro cavalo a morrer na principal corrida pela disputa do Grand National desde 2012.

No entanto, dois outros cavalos também foram mortos no hipódromo dia 05 de abril, durante o “festival” de três dias de Aintree.

Imagem ilustrativa do Gran National | Foto: Colin Lane

Imagem ilustrativa do Gran National | Foto: Colin Lane

O acidente foi flagrado pela rede de televisão ITV, que transmitia o evento ao vivo, mais tarde a emissora passou um replay da corrida da segunda barreira em diante para evitar mostrar a queda do cavalo Up for Review novamente.

O comediante das celebridades, Ricky Gervais, foi um dos muitos nomes famosos a falar sobre o incidente, twittando: “Por que você apostaria com a vida de um cavalo por diversão?” Finalizando com a hashtag #BetTheyDie (pode apostar que eles morrem, na tradução livre)

Uma corrida de pessoas gananciosas e insensíveis

A organização de defesa dos direitos animais, PETA, afirma que com 4,5 milhas de extensão, a corrida do Grand National é uma das mais longas e perigosas do mundo – e é exatamente esse fator de alto risco que a torna famosa.

“Esse tipo de carnificina é precisamente o motivo pelo qual as pessoas estão se afastando das corridas de cavalos. Não é uma competição de reis, como se costumava dizer – é uma corrida de pessoas gananciosas e insensíveis cuja ética não se ajusta ao nosso entendimento contemporâneo da sensibilidade e inteligência dos cavalos”, declara a ONG.

Foto: ABC News

Foto: ABC News

“Esses animais não merecem ser tratados como brinquedos de corda e depois descartados após colapsos, quedas ou no final de suas vidas. O Grand National é uma vergonha nacional, mas a ITV ainda está transmitindo esse espetáculo antiético e de mau gosto”.

Um “esporte” bárbaro

A ITV Racing postou um vídeo alegando que o cavalo Up for Review havia sofrido uma “lesão fatal” e adicionou: “Este é um esporte e uma competição que tem uma “porta de fuga” para o desespero. Ele parte corações, mas também cria lendas”.

O tweet recebeu críticas severas de pessoas que acusam a corrida de ser um “esporte bárbaro” que “precisa ser banido” urgentemente.

Desde que o Grand National começou, 84 cavalos foram mortos. Em média, 200 cavalos morrem na pista a cada ano.

Praticamente um antro de execuções, onde os cavalos, que são seres sencientes, capazes de amar, sofrer e compreender o mundo ao seu redor, são chicoteados e chutados covardemente em seus ventres, até vomitar sangue pela boca e caírem exaustos ou vitimados pela velocidade absurda a que são obrigados a correr. Tombos nessa velocidade costumam ser fatais ou causadores de danos irreversíveis

A espetacularização do sofrimento de animais indefesos para entreter e alimentar a ganacia desse público doente apenas expõe uma das maiores vergonhas da raça humana: a necessidade sádica de ferir para se divertir. Alienadamente.