Galgos explorados em corridas na Europa são vendidos para China após descartados

Foto: Macau Daily Times

Foto: Macau Daily Times

Nove meses depois do último estádio de corridas de galgos da China fechar suas portas, ativistas pelos direitos animais estão voltando seus esforços para a crueldade e exploração praticada em pelo menos 25 pistas de corridas com esses cães no continente, bem como pelos criadores afiliados a elas.

O Canidrome de Macau (Yat Yuen) fechou suas portas em 20 de julho do ano passado, admitindo a derrota após uma campanha que durou vários anos feita por ativistas locais e internacionais pelos direitos animais para expor o vergonhoso tratamento dado pela empresa aos galgos. O canil e pista de corridas funcionou em Macau durante mais de meio século.

Uma investigação do Sunday Mirror trouxe à luz o submundo escuro em que os galgos aposentados enfrentam quando as lesões ou a velhice os impedem de continuar correndo. Muitos desses cães foram criados e explorados em corridas na Grã-Bretanha e na Irlanda.

Entrevistando ativistas pelos direitos animais e criadores e agentes de corridas, britânicos e irlandeses, de galgos, o Sunday Mirror descobriu que os cães ex-campeões estavam sendo vendidos para centros de reprodução e criação de filhotes (fábricas de filhotes) na China, onde seu esperma é extraído diariamente até que não sejam mais férteis e então são vendidos para o comércio de carne de cachorro.

De acordo com o jornal britânico, “os preços do esperma dos campeões alcançam até 10 mil libras por litro, o que faz com que os machos tenham seus espermatozoides repetidamente extraídos e até congelados para que os criadores possam lucrar com os anos de sucesso dos cães até mesmo depois que eles morrem”.

Pelo menos 40 ex-cães de corrida do Reino Unido e da Irlanda estão atualmente engaiolados na China e costumavam e suspeita-se que sejam usados para abastecer (em esperma e números) cerca de 25 corridas de galgos ilegais atualmente em operação.

Um ativista pelos direitos dos animais, que não foi identificado pelo jornal, disse que os tutores de galgos que vendem seus cães para compradores chineses não estavam cientes da realidade.

“As pessoas pensam em galgos aposentados vivendo uma vida tranquila e confortável em um sofá, mas para esses cães indefesos, a realidade é muito mais brutal”, disse o ativista, citado pelo Sunday Mirror.

“Essas lindas criaturas estão sendo tratadas como uma mercadoria. Depois de correr por uma pista por anos a fio, eles são enviados para um país onde as leis de bem-estar animal são frouxas ou nem existem. Eles são completamente sugados até esvaírem-se”.

As condições dentro das instalações chinesas são sombrias, de acordo com Kerry Lawrence, da ONG de proteção aos galgos, Birmingham Greyhound Protection, que ajuda a coordenar resgates de ex-cães de corrida.

Galgos machos são usados para produzir espermatozóides que serão usados para inseminação artificial ou serão congelados para uso após a morte do animal. Em outros casos, os cães podem ser mantidos em posição de reprodução por horas enquanto seus manipuladores tentam coagi-los a acasalar.

Os métodos são cruéis e desumanos, a abordagem implacável, a falta de cuidado chocante e as circunstâncias sombrias que cercam o processo são assustadoras”, disse Kerry.

De acordo com o Sunday Mirror, alguns treinadores de galgos nos dois países europeus estão ficando mais cautelosos com os compradores chineses depois que vídeos de abuso de animais apareceram online.

O jornal informou que um treinador de cães irlandês tinha parado de vender galgos a um comprador de Hong Kong depois de ver um vídeo de um cachorro de corrida jogado em água fervente.

Embora não haja proibição de exportar os galgos para a China, o órgão regulador da Grã-Bretanha disse que está reprimindo a prática de exportação por razões de bem-estar animal.

Na Irlanda, o Irish Greyhound Board está trabalhando com o governo em uma legislação para proteger os animais e está lançando um banco de dados digital para rastrear os cães de corrida depois que eles deixam o país.

Conheça os três principais países que estão aderindo ao veganismo

 Foto: ZHANG GUO RONG / CHINA DAILY

Foto: ZHANG GUO RONG / CHINA DAILY

Quais os países mais veganos do mundo? Comunidades pesquisadas nos EUA, na Índia e na China descobriram que as populações estão adotando uma alimentação baseada em vegetais pela saúde, meio ambiente e ética.

Novas pesquisas revelaram que populações nos EUA, na China e na Índia provavelmente adotam novos métodos de produção de carne, como carne vegana e baseada em células.

Segundo a pesquisa 63% dos indianos responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais | Foto: AFP

Segundo a pesquisa 63% dos indianos responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais | Foto: AFP

A pesquisa realizada com 3 mil pessoas foi conduzida pela Universidade de Bath, o Centro de Prioridades de Longo Prazo e o Good Food Institute (GFI), uma organização sem fins lucrativos que promove o avanço da agricultura baseada em vegetais e agricultura celular (cultivo de carne em laboratório), foi publicada recentemente na revista Sustainable Food Systems (Sistemas de Alimentação Sustentável, na tradução livre).

Quais são as populações “mais veganas”?

O estudo perguntou aos participantes das três nações mais populosas do mundo – EUA, China e Índia – suas opiniões e sentimentos sobre carne feita a base de vegetais e carne limpa. A Ásia carregava muitas expectativa por parte dos pesquisadores por ser uma região importante, extremamente populosa, já que o consumo de carne deve subir nos próximos anos.

Uma taxa de 62% dos entrevistados na China e 63% na Índia responderam que estão “muito ou extremamente propensos a comprar regularmente carne à base de vegetais”. Os EUA ficaram atrás com apenas 33%. Os entrevistados estavam menos interessados em carne limpa (desenvolvida em laboratório): 30% para os EUA, 59% para a China e 49% para a Índia.

Comida vegana nos EUA, Índia e China

A GFI (Good Foods Institute) concluiu que os três países apresentam “um forte interesse do consumidor” em carne feita a base de vegetais e carne limpa, mas o estudo observa que os recrutados para o questionário na China e na Índia eram de comunidades “desproporcionalmente urbanas, de alta renda e com boa educação”.

Os participantes em todos os países mostraram-se mais confortáveis com a ideia de comida vegana quando é algo já familiar a eles. Os hambúrgueres à base de vegetais estão impulsionando as vendas em restaurantes nos EUA; a marca Right Treat, com sede em Hong Kong, produz o Omnipork, uma versão vegana da proteína chinesa popular; a startup indiana de alimentos Good Dot faz carnes sem animais versáteis o suficiente para serem usadas em uma grande variedade de receitas.

Um percentual de 30% dos americanos entrevistados no estudo se mostrou interessado em experimentar a carne limpa | Foto: PETA

Um percentual de 30% dos americanos entrevistados no estudo se mostrou interessado em experimentar a carne limpa | Foto: PETA

A presença de carne limpa também está crescendo nos três países. Memphis Meats, Blue Nalu e JUST nos EUA; Dao Foods International, na China; e a GFI e o Instituto de Tecnologia Química deverão abrir uma instalação de produção e pesquisa de carne limpa em Mumbai no próximo ano.

O apelo vegano

O que está impulsionando a maior aceitação da tecnologia vegana e de novos alimentos?

Os entrevistados entre os chineses vêem a carne vegana como mais saudável do que a versão tradicional e muitos esperam que a carne limpa tenha um valor nutricional mais alto que a de origem animal.

Aqueles a favor da carne sem animais na Índia estavam mais preocupados com a sustentabilidade e a ética da produção de carne.

Nos EUA, 91% dos interessados em carne vegana eram onívoros, enquanto a carne limpa era mais atraente para indivíduos com “alto apego ao sabor carne”.

O estudo revela como o marketing para comercialização de carne vegana em diferentes países será essencial ao sucesso da empreitada, de acordo com a GFI.

Médico joga água fervente em cão para puni-lo por defecar em seu quarto

Foto: Weibo

Foto: Weibo

Chapéu: Crueldade

Título: Médico joga água fervente em cão para puní-lo por defecar em seu quarto

Olho: O residente, conhecido como Cheng, filmou o ato de covardia e compartilhou em uma rede social chinesa

Imagens perturbadoras mostram um homem derramando água fervente sobre um cachorro indefeso preso dentro de uma gaiola provocaram indignação geral na China.

O homem, que trabalha no centro de queimaduras de um hospital, filmou a si mesmo abusando do cão e enviou o vídeo para uma rede social chinesa “para se mostrar”.

Ele estava punindo seu cão da raça shiba inu, chamado “Morango”, porque o animal havia defecado ao lado de sua cama, em seu quarto, segundo relatos.

O criminoso, conhecido por seu sobrenome Chen, trabalha no Hospital Afiliado da Universidade de Nantong, na cidade de Nantong, no leste da China, como residente.

Ele também é aluno de mestrado na Faculdade de Medicina da Universidade de Nantong.

Um porta-voz da universidade disse ao jornal chinês The Paper que o incidente ocorreu na noite de quarta-feira no apartamento de Chen.

O porta-voz afirmou ainda que Chen queria punir Morango porque o cachorro havia defecado em seu quarto

A princípio Chen puniu o cachorro ordenando que ficasse junto à parede.

No entanto, os dentes do cachorro acidentalmente tocaram a mão de Chen. Temendo que Morango fosse mordê-lo, o tutor colocou o cão indefeso em uma gaiola antes de escaldá-lo com uma chaleira cheia de água fervente.

Ele filmou todo o processo antes de compartilhar as imagens no aplicativo chinês WeChat.

Imagens chocantes mostram o cachorrinho ganindo de dor ao ser penalizado.

Foto: Weibo

Foto: Weibo

O homem também compartilhou um vídeo dele espancando o cachorro com uma vara de ferro.

Chen afirmou que ele correu e jogou água fria sobre o cachorro depois. Ele disse que o cachorro foi ferido, mas sua condição não era fatal.

O vídeo atraiu uma enxurrada de críticas nas mídias sociais.

Defensores de animais invadiram a casa de Chen ontem à noite para confrontar o cruel tutor de Morango.

Autoridades da Universidade de Nantong e da polícia também vieram ao local.

Morango foi entregue em custódia aos defensores dos animais para ser tratado, o ato foi testemunhado por policiais.

Chen é descrito como uma pessoa “introvertida e calada”. O porta-voz da universidade disse ao The Paper que o aluno havia expressado arrependimento por seu comportamento.

A universidade sugeriu que os pais do residente procurassem tratamento médico para ele.

O estudante teria sido suspenso da universidade até que o progresso do tratamento e internação hospitalar em andamento fosse reportado para análise.

Autoridades de Cingapura interceptam rota de tráfico de escamas de pangolim

Foto: Maria Diekmann

Foto: Maria Diekmann

No início da semana, o Conselho de Parques Nacionais (NParks) e a Alfândega de Cingapura apreendeu 12,9 toneladas de escamas de pangolim em um carregamento que seguia para o Vietnã vindo da Nigéria.

O pangolim é o animal mais traficado do mundo justamente pelo preço que suas escamas alcançam no mercado paralelo. A espécie encontra-se severamente ameaçada de extinção.

Segundo informações da BBC News mais de 100 mil pangolins são mortos por ano por traficantes em busca de suas escamas para revender na China e no Vietnã.

Nesses dois países, a carne dos pangolins é considerada uma iguaria, e suas escamas são muito procuradas por causa de uma crença popular de que teriam propriedades medicinais.

Já não existem mais pangolins em grandes áreas do Sudeste da Ásia, então o alvo agora tem sido os pangolins da África. Todas as oito espécies do mamífero estão ameaçadas de extinção.

As escamas apreendidas estavam escondidas em 230 sacos usados para transportador carne bovina congelada, as escamas de pangolim são estimadas 38,7 milhões de dólares.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

A remessa também incluía 177 kg de marfim de elefante cortado e esculpido, avaliado em aproximadamente 88.500 mil dólares

Usar embalagens de carne congelada para esconder escamas de pangolim está se tornando comum entre os contrabandistas de vida selvagem. Recentemente, em fevereiro, trinta toneladas de pangolins embalados junto com em carne congelada foram encontradas em Sabah, na Malásia.

“Os pangolins são traficados particularmente por suas escamas”, observou a NParks em um post na sua página no Facebook. “Assim, apesar de estarmos tristes com a morte desnecessária de aproximadamente 17 mil pangolins, ficamos felizes que essas escalas não chegarão ao seu destino final, interrompendo assim esse comércio”.

Cingapura faz parte da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) e está comprometida com os esforços internacionais para coibir o comércio ilegal de vida selvagem. Elefantes e pangolins são espécies protegidas sob a legislação da CITES. O comércio internacional de marfim de elefante e pangolim é proibido pelas regras da CITES.

“O governo de Cingapura adota uma postura de tolerância zero quanto ao uso do país como canal para contrabandear espécies ameaçadas e suas partes e derivados”, disse o departamento de alfândega em um comunicado em seu site. “Nossas agências continuarão colaborando e mantendo a vigilância para enfrentar o comércio ilegal de vida selvagem”.

Sob a Lei de Espécies Ameaçadas, a pena máxima para importação, exportação e reexportação ilegal de animais selvagens é uma multa de até 500 mil dólares e/ou 2 anos de prisão.

As mesmas penalidades aplicam-se ao trânsito ou transbordo de espécies ilegais de animais selvagens, incluindo suas partes e derivados delas.

China aceita dois métodos de testes sem uso de animais para a regulamentação de cosméticos

Novas alternativas substituem testes de irritação dos olhos e da pele dos animais (Foto: Getty Images)

Embora a China seja o maior mercado de cosméticos do mundo, inúmeras marcas internacionais sempre se recusaram a entrar nesse mercado por causa da exigência da realização de testes em animais. No entanto, ainda que não na proporção ideal, a realidade está mudando.

A organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) anunciou esta semana que a Administração Nacional de Produtos Médicos da China aceitou dois métodos de testes sem o uso de animais para a regulamentação de cosméticos.

No entanto, isso não significa que a China já está abdicando da realização de testes em animais na indústria cosmética, mas sim que com essas alternativas já é possível diminuir o número de vítimas na realização de testes.

Os novos métodos serão colocados em prática a partir de 1º de janeiro de 2020 e prometem diminuir o uso de animais em testes de irritação dos olhos e da pele. “Pouparão inúmeros animais da agonia de ter substâncias gotejadas em seus olhos e esfregadas em sua pele”, avalia a PETA.

A inclusão desses métodos alternativos é resultado de uma parceria do Instituto Zhejiang com o Instituto de Ciências in Vitro (IIVS), dos Estados Unidos, que desde 2016 está qualificando cientistas chineses para desenvolverem testes com células e tecidos criados artificialmente que possam vir a substituir completamente os testes em animais.

“Nenhum animal deve ser envenenado ou ficar cego por causa de um produto ou por qualquer outro motivo. Ao comprar apenas produtos livres de crueldade, você pode poupar coelhos, porquinhos-da-índia, camundongos e outros animais sensíveis de uma vida inteira de sofrimento e morte”, enfatiza a PETA.

Empresa de biotecnologia chinesa cria colágeno à base de levedura

Imagem: Jland Biotech

O colágeno é uma classe de proteínas formadas por aminoácidos no organismo humano. Ele representa até 30% do total de proteínas. A substância é produzida pelo próprio corpo, mas pode ser ingerida para que haja suplementação.

Tradicionalmente derivado de produtos animais, predominantemente vacas ou peixes, ele tem a função de manter as células unidas e é o principal componente proteico de órgãos como a pele, cartilagens e ossos.

Felizmente, após 10 anos de pesquisa e desenvolvimento, a Jland Biotech criou uma versão livre de animais do colágeno tipo 3 usando a tecnologia de fermentação de levedura.

Serene Yuan, porta-voz da empresa, disse à Cosmetics Design Asia que o Reallagen passou por vários testes rigorosos e os resultados mostraram que as propriedades anti-envelhecimento superam o colágeno derivado de animais em 200%.

“Em cosméticos , as pessoas estão procurando ingredientes livres de animais. Nosso colágeno segue essa tendência. É seguro para veganos e pode ser usado para produtos halal. Acreditamos que é o futuro”, explicou Yuan.

“Com outro colágeno, você não saberá a fonte além de que é de peixe provavelmente. Mas podemos garantir a você segurança devido à nossa qualidade consistente.”

Ela acrescentou: “a compatibilidade é muito boa, pode passar por qualquer formulação que eu possa lhe garantir”.

O Reallagen também é adequado para a produção em massa, de acordo com Yuan.

Os produtos da Jland Biotech incluem um pó Reallagen, líquido e bolas de colágeno Reallagen, que contêm 35% da substância. De acordo com a Cosmetics Design Asia, essas bolas podem ser compradas e combinadas com ingredientes como o ácido hialurônico.

Desque que chegou ao mercado, há dois anos, o Reallagen tem uma alta demanda.

“Nos últimos dois anos, o negócio se desenvolveu muito rapidamente”, disse Yuan.

“Já temos distribuidores em todo o mundo apenas a partir de um ano de promoção ativa. Também estabelecemos um escritório de vendas na Europa e temos contatos com grandes empresas.” As informações são do LiveKindly.

Colágeno vegano

A Jland Biotech não é a única no mercado. Ano passado, a Geltor recebeu o prêmio de “Inovação da Beleza do Ano” da CEW por seu produto de colágeno vegano, N-Collage.

O prêmio é um dos maiores da indústria de beleza e cosméticos. A Geltor foi escolhida entre seis semi-finalistas por sua contribuição para inovar e revolucionar o mercado de cosméticos.

Elefante solitário caminha sem rumo por ruas da China

Imagem: Euro News

Um vídeo publicado pela Euro News, no domingo (24), mostra um elefante asiático vagando assustado pelas ruas da cidade de Meng’a, na província de Yunnan, no sudoeste da China. Alguns pedestres e comerciantes correm de um lado para o outros, enquanto outros param para ver o mamífero gigante passar.

Segundo o site, o animal teria sido rejeitado em sua manada por outro macho e foi obrigado a seguir outro caminho, completamente sozinho.

As imagens foram registradas por um drone usado pela estação florestal local. Pessoas e carros foram retirados de seu caminho e os funcionários da estação tentaram guiá-lo de volta para a floresta, mas não conseguiram.

A polícia local e os bombeiros tiveram que intervir e o mamífero foi retirado do centro da cidade e levado em segurança para a floresta após 30 minutos de trabalhos.

Apesar de alguns veículos terem sido danificados, ninguém ficou ferido e o elefante também não teve maiores problemas.

Quinze cães explorados em corridas morrem e outros 517 são salvos na China

Dos 532 cachorros da raça galgo, explorados em corridas, que foram abandonados pela Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen), na China, 15 morreram e 517 foram resgatados nesta terça-feira (26) pela Sociedade de Animais de Macau (Anima) oito meses após o fechamento do estabelecimento que realizava as corridas.

Foto: Pixabay

“Ao final do dia, terão sido realojados 517 galgos, 15 morreram. (…) Foi uma operação super rápida para este tamanho”, afirmou Albano Martins, enquanto o resgate dos animais era realizado. As informações são do portal Expresso.

Os cães foram abandonados em julho de 2018. Em setembro, por não ter apresentado um plano de realojamento desses animais dentro de um prazo estabelecido, a Yat Yuen foi multada em 2,7 milhões de euros e a Anima recebeu autorização para “gerir todo o processo”.

“Não foi fácil, mas tínhamos uma rede montada internacional e essa rede internacional ajudou-nos muito, nós apenas tivemos que liderar o processo localmente, com os nossos parceiros do Instituto para os Assuntos Municipais [IAM] e da Yat Yuen”, disse Martins.

Cem organizações internacionais participaram do processo de realojamento e adoção dos cães. Todas elas condenam a exploração e a crueldade imposta aos cachorros durante as corridas e apontam a taxa de mortalidade a qual eles estavam sujeitos.

Para Martins, o processo “foi rápido” porque a Yat Yuen colaborou. “Vamos esquecer a guerra do passado”, disse ele ao afirmar que “a Yat Yuen garantiu as viagens” e todos os custos operacionais, fazendo com que o restante se tornasse apenas “uma questão de planificação”. Ao todo, a Yat Yuen desembolsou 7,6 milhões de euros durante todo o processo.

Um Centro Internacional de Realojamento de Galgos havia sido prometido por Angela Leong, então administradora da Yat Yuen, que pertencia à Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (SJM), fundada pelo magnata do jogo Stanley Ho. A ideia pioneira, no entanto, não seguiu adiante.

“Foi uma vitória da Anima, que passou a ser [uma organização] considerada a nível mundial”, afirmou Martins. Segundo ele, a entidade levou oito anos para conseguir acabar com as corridas feitas pela Yat Yuen “e apenas seis meses para realojar [os galgos] todos”.

O governo de Macau havia dado, em 2016, dois anos de prazo para a Yat Yuen mudar a localização do estabelecimento onde as corridas eram realizadas e para melhorar as condições dos galgos explorados nos eventos ou o local seria fechado.

Em 2016, o Governo de Macau deu dois anos ao canídromo da cidade para mudar de localização e melhorar as condições dos cães usados nas corridas ou, em última instância, encerrar a pista, considerada por organizações internacionais uma das piores do mundo.

Para o presidente da IAM, José Tavares, “a Anima esforçou-se, em pouco meses resolveu [o problema] e isso é obra. São 500 e tal cães adotados em meio ano, isso eu acho que nunca aconteceu em lado nenhum”.

Os espaços e instalações usados para as corridas serão, agora, devolvidos pelo IAM aos Serviços de Finanças de Macau. O terreno, porém, já está reservado para fins educativos e deve ser ocupado por quatro escolas.

Dos 517 galgos resgatados, 307 serão enviados aos Estados Unidos, 60 para a Itália, 70 para o Reino Unido, 15 para a França, 5 para a Alemanha e 26 para Hong Kong, segundo o IAM. Outros 23 ficaram sob a responsabilidade da Anima, sendo que 19 deles ficarão em lares temporários para, depois, serem enviados à Austrália.

Campanha pede o fim do comércio de carne de cães e gatos na China e Coreia do Sul

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

A ONG que atua em defesa direitos animais, Lady Freethinker (LFT, na sigla em inglês), com sede em Los Angeles, lançou uma campanha de conscientização na Coreia do Sul e China pedindo à população destes países que não consuma cães ou gatos e em lugar disso, os tratem como se fossem membros da família.

A campanha dá continuidade aos esforços incessantes da ONG para impedir o comércio de carne de cachorro e gato em países asiáticos.

A primeira leva de anúncios foi introduzida nos ônibus em Gimpo, na Coreia do Sul, no final do ano passado. Este mês, os anúncios começaram a ser veiculados dia 10 de fevereiro na cidade de Xita, nos pontos de ônibus do distrito de Shenyang, na China, uma área conhecida por possuir diversos restaurantes de carne de cães.

Criados em cooperação com a Save Korean Dogs, os anúncios coreanos da LFT já foram vistos por milhares de pessoas com mensagens traduzidas para o coreano como “Cães não são comida, são família” e “Por favor, não me coma”.

Enquanto isso, os anúncios colocados nas paradas de ônibus chinesas, que começaram a ser veiculados esta semana, mostram uma família em um momento de carinho com um cachorro, com a mensagem em chinês: “Cães são família, não comida”.

Foto: WAN/Reprodução

Foto: WAN/Reprodução

Há cerca de 17 mil fazendas de carne de cães em toda a Coreia do Sul, com cerca de dois milhões desses animais mortos para consumo humano a cada ano. A Coreia do Sul o único país do mundo com fazendas de cães em escala industrial, onde os animais são alojados em condições insalubres, sem comida, água ou cuidados veterinários adequados.

A China possui um mercado paralelo de carne de cães e gatos, em expansão, matando aproximadamente 10 milhões de cães e quatro milhões de gatos anualmente. Gangues criminosas raptam os cães de suas famílias ou os acertam nas ruas com dardos envenenados, depois enfiam os animais indefesos em gaiolas apertadas e os transportam, às vezes por vários dias, sem comida ou água, para restaurantes e matadouros.

Tanto na China quanto na Coreia, muitos dos cães são enforcados, incendiados vivos ou eletrocutados em função da crença absurda e ignorante de que a tortura torna a carne mais saborosa ou aumenta a virilidade de quem a consome.

A campanha de 2019 segue a cruzada iniciada ano passado que incluía o patrocínio de um anúncio de ônibus em Jeonju, Coreia do Sul, que pedia às pessoas que não matassem ou comessem cachorros.

Com a pressão mundial dos ativistas pedindo o fim da matança e do consumo da carne de cães, a mudança pode não esta longe. Em novembro do ano passado, o maior matadouro da Coreia do Sul foi fechado, aumentando a lista crescente de fazendas de carne e instalações de abate que deixaram de funcionar.

Além de espalhar anúncios por estes países, a ONG trabalha diretamente com equipes de resgate na China e na Coreia do Sul, ajudando no fornecimento de comida, abrigo e cuidados veterinários para cães e gatos resgatados do comércio de carnes. Somente em 2018, foram resgatados 24 cães do Yulin Dog Meat Festival, da China, sem mencionar que a contribuição para o atendimento de outras centenas de animais é fundamental.

A LFT e diversas outras ONGS e ativistas continuarão fazendo campanhas, coletando petições e unindo esforços em todo o mundo até que o comércio cruel e desumano de carne de cães e gatos termine.

Tutor treina cãozinho com sobrancelhas tatuadas a posar com cigarro na boca

A maldade e ganância humana não tem limites. Por dinheiro ou fama, as pessoas são capazes de causar medo, dor e sofrimento a animais indefesos.

No sudoeste da China as imagens de um cãozinho apavorado, de pé apoiado em suas patas traseiras, com um cigarro na boca e sobrancelhas negras tatuadas provocou revolta na internet

O tutor do animais, que mora em Guiyang, na província de Guizhou, disse que sua filha gastou 150 yuans (cerca de 90 reais) para tatuar as sobrancelhas no chihuahua.

Segundo o homem, o pobre cachorro, chamado Laifu (“bênção” em chinês) se tornou uma atração em sua vizinhança devido à sua aparência “fofa”.

As imagens foram divulgadas pelo site de notícias “Pera” sendo forçado a realizar o ‘truque’ para uma multidão tirar fotos.

“Fique parado, não se mexa ou olhe ao redor”, diz o homem, de sobrenome Hu, dando instruções ao animal.

“Vamos, segure isso (o cigarro) para tirar uma foto”, disse ele ao cãozinho.

Segundo relatos do próprio tutor, o cão é treinado há mais de oito anos e sempre foi “muito bem comportado”. Claramente, o animal é coagido e obedece ordens por medo.

Após o vídeo viralizar, os usuários da rede criticaram severamente e acusaram o homem de abusar do animal. As informações são do Daily Mail.

“Um pobre cão. O que o dono estava pensando?”, escreveu um perfil no microblogging Weibo.

“Que homem doente”, disse outra pessoa.

“Você não consegue ver? Isso é totalmente abuso de animais”, comenta um usuário.

“Isso não é nada engraçado. O pobre cachorro está sofrendo!” acrecenta outra pessoa.

Outros casos

No mês passado, um tutor de Wuhan, na província de Hubei, também gerou polêmica nas redes sociais após pintar sobrancelhas pretas em seu Golden Retriever com tintura humana para cabelo. O produto contém substâncias químicas que podem irritar a pele, causa feridas ou até mesmo causar a morte do animal.

Outro caso que também revoltou a internet foi o de uma mulher em Nanjing, na província de Jiangsu, que levou sua gata ao veterinário para realizar uma operação de duas pálpebras, ou blefaroplastia asiática, onde um sulco é acrescentado às pálpebras do animal.

Embora a China possua legislação que proteja a fauna silvestre e terrestre, atualmente falta legislação que proteja o bem-estar animal ou evite a crueldade contra animais.

Em setembro de 2009, ativistas dos direitos dos animais e especialistas jurídicos começaram a distribuir um projeto de lei sobre a proteção dos animais e em 2010, um projeto de lei sobre a prevenção da crueldade aos animais para consideração do Conselho de Estado, de acordo com os direitos humanos na China. -organização governamental com sede em Nova York.