China anuncia fim do uso de animais em testes de cosméticos

A China anunciou que os testes de cosméticos pós-venda no país não vão mais incluir animais

O anúncio – feito pela Associação Nacional de Produtos Médicos da Província de Gansu – encerra o teste de cosméticos pós-comercialização com uso de animais para todos os produtos importados e para os produzidos internamente.

A organização internacional de bem-estar animal Cruelty Free International (CFI) aplaude a notícia como um “passo importante” para acabar com os testes em animais em todo o mundo.

No passado, a China era conhecida por testar produtos nacionais e internacionais em animais, depois de terem chegado ao mercado.

“Esta garantia das autoridades chinesas de que testes pós-venda em animais não são agora uma prática aceitável é um enorme passo na direção certa, além de uma notícia muito muito bem-vinda”, disse Michelle Thew, presidente-executiva da CFI, em um comunicado.

Ela acrescentou que, embora isso não significa que as empresas de cosméticos possam importar para a China imediatamente e serem declaradas livres de crueldade, a organização está “encantada” com o progresso do país.

“Esperamos que isso abra o caminho para a mudança completa da legislação atual, que irá beneficiar empresas livres de crueldade, o consumidor chinês, além de milhares de animais ”, continuou Thew.

A China tem dado passos em direção oposta aos testes com animais em cosméticos há algum tempo.

Em outubro de 2018, o Instituto Nacional de Controle de Alimentos e Medicamentos anunciou que estava pesquisando “alternativas viáveis” para testes com animais em cosméticos, observando que o desenvolvimento e a pesquisa de métodos livres de crueldade eram uma das principais prioridades da organização.

Um futuro com cosméticos livres de crueldade parece cada vez mais real na proporção que mais e mais países tomam medidas para proibir essa prática.

No início deste ano, a Austrália aprovou um projeto de lei que proibia completamente os testes com animais em cosméticos.

De acordo com a nova lei, a Austrália não vai mais considerar os resultados de testes em animais como evidência da segurança de um produto.

Isso significa que todas as marcas de cosméticos no país são obrigadas a mostrar a eficácia e segurança de seus produtos sem o uso de animais.

O movimento foi elogiado pela ONG que atua pelo bem-estar animal Humane Society International. Hannah Stuart, gerente de campanha da ONG, disse que “Esta proibição reflete tanto a tendência global de acabar com a crueldade dos cosméticos quanto a vontade do público australiano, que se opõe ao uso de animais no desenvolvimento de cosméticos”.

Nota da Redação: em Ciência, a exploração de animais para testes científicos é empregado basicamente em três situações:

Situação 1: quando os animais são usados para o desenvolvimento de um ingrediente ou produto, o objetivo é averiguar a eficiência de um dado ingrediente ou produto, a sua segurança, a sua performance físico-química, cinética e outras propriedades que podem tornar o ingrediente interessante na pesquisa e no comércio.

Situação 2: uma vez desenvolvido um ingrediente ou um produto, testá-lo antes de submetê-lo ao crivo de agências regulatórias de um país, de um estado ou de uma cidade. Normalmente, o poder público exige que os produtos, os ingredientes, colocados em circulação passem por algumas comprovações, supostas comprovações, de segurança sanitária, segurança cosmética e segurança farmacêutica.

Situação 3: diante do risco ou suspeita de que um determinado produto possa estar causando mal ao seu público consumidor, por exemplo, no caso de surto de reações alérgicas em pessoas que estão usando determinado batom, esse produto é recolhido e submetido a testes de segurança sanitária, cosmética e farmacêutica, para averiguar se esse surto alérgico é decorrente do uso de determinado batom, seja pelo produto propriamente dito ou pelo consumo de seus ingredientes.

Essa terceira situação é normalmente utilizada em casos excêntricos, quando existem indicativos que algo de errado está acontecendo junto ao consumidor. Na China, a situação é diferente, porque eles fazem esse tipo de averiguação mesmo que não haja nenhum indicativo de mal-estar ou qualquer anomalia do uso de um determinado produto. É esse tipo de prática, essa retirada de lotes dos produtos em circulação que já foram testados, que a prática que a Associação Nacional de Produtos Médicos da Província de Gansu, na China, anunciou que provavelmente será abolida num futuro próximo. Obviamente isso precisa ser regulamentado, precisa ser instituído na forma de lei, mas é esse tipo de mudança que a China anunciou no que fiz respeito ao uso de animais em testes cosméticos.

É um pequeno passo, talvez seja um passo que não faz muito sentido para a comunidade ocidental, haja vista que nós brasileiros não fazemos isso, salvo em casos excepcionais de verificação de reações alérgicas ou inflamatória diante do consumo de algum produto, mas como na China isso é feito tradicionalmente, a abolição dessa prática em um país onde existe 1,2 bilhões de consumidores é significativa.

O ocidente pode achar um pouco estranho que essa prática seja feita na China, mas, como estamos falando de um país gigantesco, isso significa que muitos animais a menos serão usados nesse tipo de procedimento. É esse pequeno avanço para o ocidente, mas um grande passo para o oriente que deve ser comunicado e aplaudido.

Empresas de produção de carne vegana atraem investidores na Ásia

Foto: South China Morning Post

Foto: South China Morning Post

O empresário de Hong Kong David Yeung está incentivando as pessoas a comer menos carne para ajudar a salvar o planeta. O problema é que muitas pessoas adoram carne, especialmente carne de porco.

Yeung acredita que há algo que possa convencê-los – um substituto de carne que, segundo ele, pareça, cheire e tenha o mesmo gosto da “coisa real”.

Os chefs começaram a usar o produto desenvolvido pelo empresário, o Omnipork, para preparar bolinhos de carne para sopa em Xangai, uma carne de porco alternativa com sabor agridoce, assim como macarrão, gyozas e almôndegas.

“De veganos a comedores de carne, profissionais a chefs caseiros, todos ficaram impressionados com a versatilidade, aplicabilidade e a facilidade de uso da Omnipork em todos os tipos de cozinha.

“Eles ressaltam o fato de que o produto lhes permite fazer alguns dos pratos caseiros mais comuns da Ásia”, diz Yeung, um dos investidores do empreendimento que levantou 2,5 milhões de dólares para desenvolver um substituto de carne de porco em 2016.

A carne de porco responde por quase 40% do consumo global de carne, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). A China é atualmente o maior mercado de carne de porco do mundo, representando cerca de metade da demanda global, de acordo com um relatório de 2017 do DBS Bank.

A FAO projeta que países asiáticos como China, Filipinas, Tailândia e Vietnã continuarão a aumentar o consumo de carne de porco per capita.

O vegetarianismo já se estabeleceu há muito tempo na Ásia, e a “culinária do templo” apresenta carne vegana feita de glúten de trigo e preparada especialmente para se parecer com peixe, camarão e carne. Para muitos não-veganos ou não-vegetarianos que apreciam a carne de origem animal, no entanto, carne vegana é apenas carne falsa. Muitos nem tocam no prato.

Defensor do meio ambiente, Yeung, 42, co-fundador e CEO da empresa Green Monday (Segunda-feira Verde, na tradução livre), diz que seu produto substituto da carne de porco é feito com cogumelos shiitake, proteína de soja, proteína de ervilha e arroz, para obter uma textura e um sabor mais robustos.

Ele faz parte de uma nova onda de empreendedores e investidores da Ásia que estão em uma corrida de tecnologia X preço, para criar substitutos de carne capazes de convencer os consumidores a mudar para alternativas desenvolvidas com base em plantas.

Nos últimos seis anos, eles lançaram substitutos de carne, frango, porco e frutos do mar que podem ser transformados em tudo, de hambúrgueres a filé de peixe e arroz de frango Hainanese.

Seus esforços levam em conta as preocupações com segurança alimentar, meio ambiente, surtos de doenças em animais, como a gripe aviária e a peste suína africana, e questões sobre como alimentar a crescente população mundial.

Um relatório recente, publicado na revista médica The Lancet, diz que a adoção de uma alimentação com mais alimentos à base de vegetais e menos alimentos de origem animal “melhora a saúde e evitará danos potencialmente catastróficos ao planeta”.

Michelle Teodoro, analista de ciência alimentar e nutrição da empresa de pesquisa de mercado, Mintel, com sede em Londres, afirma que a tendência da carne à base de vegetais está acontecendo em um momento em que as pessoas também estão preocupadas com o impacto ambiental de criar e comer animais e com os maus-tratos aos animais criados na agricultura industrial.

“O mercado asiático, com sua imensa população e aumento crescente da classe média e por consequência do consumo de carne, tem investidores lambendo os lábios por antecipação ”, diz ela.

Para empresas que trabalham com os novos produtos de carne vegana, há muito dinheiro a ser feito.

O mercado global de substitutos de carne foi avaliado em 4,1 bilhões de dólares em 2017 e deve dobrar de valor para 7,5 bilhões até 2025, com a região da Ásia-Pacífico projetada para crescer à taxa mais alta em termos de valor (9,4%) de 2018 a 2025, de acordo com a Allied Market Research.

*Uma mãe vegetariana em Hong Kong*

A arquiteta paisagista Euphenia Wong iniciou sua página no Facebook “Hong Kong Vegetarian Mom” (Uma Mãe Vegetariana em Hong Kong, na tradução livre) com receitas vegetarianas e veganas e resenhas de restaurantes em 2013.

“Está moda se tornar vegetariano ou vegano”, diz ela. “As pessoas começaram a ter mais opções – elas se sentem extravagantes e modernas. Os restaurantes são tão bons também. É uma opção descolada”.

Wong era uma ávida consumidora de carne antes de dar à luz seu filho há seis anos. Ela conta que começou a comparar seu filho a filhotes de animais e que não suportava machucá-los, ela então parou de comer carne e mudou para uma dieta quase vegetariana.

“Tornei-me flexitariana não por religião, mas por saúde e compaixão pelos animais. Penso que tenho que protegê-los como protejo meu filho ”, diz ela.

Em sua opinião, os taiwaneses aperfeiçoaram a arte de produzir substitutos de carne a partir do tofu e do glúten de trigo, mas os americanos tiveram uma vantagem inicial na produção de substitutos de carne, pois eles são mais parecidos com carne real em sabor e aparência.

Impressionados pela atenção e aceitação que a proteína alternativa e a alimentação baseada em plantas têm recebido na Ásia, especialmente em Hong Kong e na China como um todo, especialistas e investidores atentos, enxergam a mudança o comportamento do consumidor como um fator consolidado e irreversível. O planeta e os animais agradecem.

Macaca se recusa a afastar-se do cadáver do filho morto

Foto: YouTube/Happy Channel

Foto: YouTube/Happy Channel

Uma macaca foi vista recusando-se a deixar o corpo sem vida de seu bebê em uma região deserta e selvagem no sudoeste da China.

O momento de luto e dor foi filmado na quinta-feira por vistantes na Montanha Emei, um destino turístico extremamente popular na província de Sichuan (China).

A mãe desesperada estava embalando o macaquinho morto em seus braços enquanto procurava comida perto da trilha dos visitantes na encosta da montanha.

O bebê morreu pouco depois de nascer, disse um funcionário do local ao Beijing News.

A macaca em luto foi filmada andando de um lado para o outro no frio, enquanto segurava cuidadosamente o bebê imóvel em seu braço, recusando-se afastar-se dele.

A demonstração de dor da mãe também foi capturada em outra foto, onde ela aparecia sentada, indefesa, no chão coberto de neve com o corpo de seu bebê ao lado.

O funcionário, de sobrenome Chen, disse que o bebê morreu de causas naturais loggo após o nascimento.

“Às vezes, os animais são vistos carregando seus filhos mortos, talvez para superar a perda”, acrescentou ele.

Há dias a macaca vem carregando seu bebê ao redor da montanha. Somente quando o corpo começar a se decompor, ela irá enterrá-lo”, disse Chen.

Em agosto passado, uma baleia orca foi flagrada carregando seu filhote morto por 17 dias ao largo da ilha de Vancouver, no Canadá, o período mais longo de luto registrado em qualquer orca.

Os usuários da rede social, muitos deles amantes dos animais, expressaram tristeza pelo incidente.

“Esse é o poder do amor de uma mãe”, dizia um comentário no site de microblogs chinês Weibo.

“Ela está esperando que seu bebê acorde? Isso é tão triste”, disse outro usuário.

“Às vezes os animais mostram mais devoção e compromisso do que os humanos”, acrescentou.

Localizado próximo a capital da província de Chengdu, o Monte Emei é considerado patrimônio mundial pela Unesco e é também uma das montanhas budistas sagradas da China.

Seu famoso Topo Dourado (Golden Summit) está localizado a uma altura de 3.077 metros acima do nível do mar e atrai centenas de milhares de visitantes todos os anos.

Funcionário de zoo chinês é flagrado maltratando panda

A panda Ya Ya com seu quinto filhote em janeiro de 2016 | Foto: Stringer/Imaginechina

A panda Ya Ya com seu quinto filhote em janeiro de 2016 | Foto: Stringer/Imaginechina

A tratadora chinesa não identificada, foi pega por câmeras atirando de forma agressiva brotos de bambu no panda durante seu tempo de alimentação. Em lugar do tratamento cruel era esperado da funcionária que ela desse o alimento de forma apropriada ao animal.

As imagens fortes, que foram filmadas na quarta-feira e divulgadas pela BJ News, mostram apenas um dos muitos casos nos quais o zoológico de Chengdu (China) abusou dos dois pandas gigantes com idades entre 27 e 29 anos, que vivem no local, segundo os visitantes.

Os visitantes também acusaram o parque de exibir ilegalmente os dois pandas idosos, já que uma lei do país proíbe que pandas com mais de 25 anos sejam mostrados em público.

Os pandas idosos não deveriam ser exibidos, mas a realidade é que esses dois animais tem recebido a visita de muitos turistas todos os dias no zoológico de Chengdu e levam uma vida dura, segundo uma visitante, identificada apenas por seu sobrenome Lv, ao BJ News.

Um ano para o panda equivale a cerca de três anos para um humano.

Isso significa que o panda de 27 anos, chamado Li Li, e o de 29 anos, chamado Ya Ya, teriam cerca de 80 anos se compararmos suas idades em escala com a idade humana. Eles estão entre os quatro pandas gigantes mantidos no pavilhão dos pandas do zoológico de Chengdu.

Como forma de proteger os preciosos animais, pandas com menos de dois anos e acima de 25 anos não podem ser emprestados pelos centros de reprodução de pandas da China para outras organizações no país ou exibidos em público, de acordo com o regulamento do Departamento Nacional de Silvicultura do país.

A visitante, Sra. Lv, também acusou o zoológico de fornecer “comida dura” para Ya Ya, o que teria causado o aparecimento de feridas graves em sua boca depois dela ser forçada a comer as refeições mesmo assim.

“Ya Ya ja foi abusada o suficiente dando à luz 12 filhotes e cuidou de muitos outros em sua vida. Eu creio que uma panda como ela deve ser bem cuidada em seus últimos anos”, disse Lv.

Em resposta às alegações, o diretor do zoológico de Chengdu disse à BJ News que eles e o Centro de Pesquisa de Criação de Pandas Gigantes de Chengdu – de onde os dois pandas foram emprestados – são dirigidos pela mesma organização, por conseguinte, os animais não devem ser sujeitos ao regulamento nacional “de empréstimos de panda”.

No entanto, o centro de pesquisa não pareceu concordar com a explicação do zoológico. Um porta-voz da organização disse que os pandas realmente estavam emprestados, mas não foi capaz de explicar porque eles ainda permaneciam no zoo em idades tão antigas.

Em um comunicado publicado online ontem, o centro de pesquisa disse que transferiu Ya Ya do zoológico para um “lar de idosos”. A declaração dizia que foi realizado um exame físico em Ya Ya, que atestou que o panda estava em boa saúde.

O centro, que cuida de 152 pandas desde de 2015, disse que também enviou uma equipe de especialistas ao zoológico para prestar assistência aos demais pandas e observar suas condições de vida.

Ainda não está claro se Li Li, de 27 anos, também seria transferida.

O panda gigante foi retirado da lista de espécies ameaçadas de extinção em 2016 pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), após anos de esforços intensivos para a conservação da espécie liderados por especialistas chineses.

No entanto, os centros de criação de pandas chineses, todos administrados pelo governo, já foram acusados de crueldade com animais no passado.

O Centro de Pesquisa de Criação de Pandas Gigantes de Chengdu já havia sido severamente criticado, após três de seus funcionários terem sido acusados de tratar os filhotes de forma insatisfatória em 2017.

A acusação foi feita após imagens de câmeras de vigilância surgirem nas mídias sociais, mostrando os trabalhadores arrastando dois filhotes de panda pelo chão, empurrando-os para longe e jogando-os para cima e no chão alternadamente.

No ano passado, o zelador do zoológico de Wuhan foi acusado de abusar de um panda, dando pedaços de maçã com formigas em cima e de fumar dentro do local onde ficavam os animais.

O funcionário não identificado também foi visto lavando os cabelos enquanto cuidava do panda e trazendo turistas para alimentar o animal no cativeiro sem permissão.

Os amantes de pandas alegaram que o panda macho de 12 anos, chamado Wei Wei, estava tão doente por causa da negligência do zoológico que seu nariz mudou de coloração, passando de preto a rosa.

O zoológico foi forçado a pedir desculpas ao público e providenciar um novo cuidador para o panda.

Gigantes da internet se unem para proteger a vida selvagem

Foto: Coalition to End Wildlife Trafficking Online/WWF

Foto: Coalition to End Wildlife Trafficking Online/WWF

O aniversário de um ano (6 de março) da Coalizão pelo Fim do Tráfico da Vida Selvagem Online, apelidada apenas de “Coalizão”, foi comemorado na China esta semana durante um evento com o tema “Protegendo a Vida Selvagem com a Tecnologia”. A Coalizão é uma parceria inovadora de algumas das principais empresas online e de tecnologia do mundo, formada em março de 2018 e unidas com ajuda da TRAFFIC, WWF e IFAW.

Um total de 32 empresas de internet da China e de outros países participaram do evento ao lado de representantes do governo chinês e autoridades mundiais no assunto, incluindo o secretário geral do CITES1, a delegação da União Europeia, embaixadas do Reino Unido e EUA, GIZ, universidades e ONGs além dos representantes dos departamentos chineses de Administração Nacional de Florestas e Pastagens (NFGA), Combate ao Contrabando da Administração Geral de Alfândega (GACC), da Agência Nacional de Polícia Florestal e dos gabinetes da Comissão Central de Assuntos do Ciberespaço, e Supervisão do Mercado e de Pesca.

O evento foi uma oportunidade para avaliar o desempenho e os impactos alcançados pela Coalizão até o momento. Os participantes também discutiram como as empresas globais de comércio eletrônico, tecnologia e mídias sociais efetivamente previnem e combatem o comércio de animais selvagens em seus canais.

Enquanto isso, outras oito empresas de internet se juntaram ao grupo no compromisso de reduzir o comércio de vida selvagem em suas plataformas, implementando planos de ação individuais.

Crimes contra a vida selvagem figuram entre os crimes organizados internacionais mais sérios, perigosos e prejudiciais, assim como o tráfico humano, tráfico de drogas e venda ilegal de armas.

Nos últimos anos, o comércio de animais selvagens migrou gradualmente dos mercados offline para as plataformas online, facilitando as transações clandestinas. A internet permitiu o comércio rápido, conveniente e anônimo da vida selvagem, criando desafios consideráveis para empresas de comércio eletrônico, plataformas de mídia social e agências responsáveis pela aplicação da lei.

Com o objetivo da Coalizão de reduzir em 80% o comércio online da vida selvagem até 2020, as empresas associadas ao grupo têm auxiliado ativamente na aplicação da lei, explorado novas tecnologias para detectar e eliminar informações comerciais ligadas a esse tipo de crime e participado da coordenação mecanismos entre as agências envolvidas. Aumentar a conscientização sobre a importância da conservação da vida selvagem, do consumo sustentável e da rejeição de produtos oriundos desse comércio também é um componente crucial.

As experiências foram compartilhadas por membros novos e antigos. O Sina Weibo, como novo membro, apresentou o conteúdo “Como proteger a vida selvagem pelas mídias sociais” – uma abordagem inovadora que envolve o uso de plataformas online para reduzir a demanda por produtos de marfim entre os consumidores chineses, destacando a vantagem que as mídias sociais possuem em aumentar a conscientização pública e mudar o comportamento do consumidor.

Durante este evento, a TRAFFIC apresentou as principais descobertas do recém publicado estudo “Tendências do Cibercrime da Vida Selvagem na China: Resultados do Monitoramento Online 2017-2018”, que indica que o número médio mensal de novos anúncios de produtos da vida selvagem diminuiu 73% em comparação com 2012-2016.

Essas descobertas fornecem referências importantes para entender a atual natureza do cibercrime envolvendo a vida selvagem na China e ajudam a melhorar a capacidade das empresas de internet de combater o cibercrime da vida selvagem. Além disso, a TRAFFIC, juntamente com o WWF e o IFAW, divulgou o Plano de Ação Global contra o Cybercrime da Vida Selvagem, que fornece orientação sistemática para o trabalho futuro dos membros.

Steven Broad, diretor executivo da TRAFFIC International afirma que a Coalizão tem o poder de facilitar de forma sólida que empresas associadas ao grupo a cumpram a lei do comércio eletrônico, incluindo o fortalecimento de sua gestão de vendedores e usuários.

“A TRAFFIC fornecerá conhecimentos e recursos para ajudar a facilitar a coalizão com os parceiros WWF e IFAW, apoiando membros atuais e potenciais, o governo, o público e demais ONGs envolvidas, nosso objetivo comum é a conservação e proteção da biodiversidade”, conclui ele.

Lagartos raros são encontrados dentro de caixas de brinquedos e latas de batatas

Os lagartos foram descobertos durante incursões da Força da Fronteira Australiana em Clayton, Oakleigh e Narre Warren em conjunto com o Departamento Australiano de Meio Ambiente e Energia, na última quinta-feira (7), após uma investigação de 10 meses.

“Nós interceptamos e evitamos que 150 répteis vivos fossem enviados para a China e Hong Kong“, diz uma declaração da ABF.

De acordo com um comunicado oficial, havia animais amarrados com fita adesiva e enfiados dentro de meias. Sufocados, alguns deles morreram e outros, muito debilitados, precisaram ser sacrificados.

Os répteis australianos são considerados altamente valiosos no exterior e o tráfico de animais selvagens fatura entre 50 e 150 bilhões de dólares por ano (cerca de 190 a 580 bilhões de reais) e, segundo o superintendente da Força da Fronteira Australiana, Nicholas Walker, estas apreensões seriam apenas a “ponta do iceberg” do contrabando. As informações são do Daily Mail.

“Esses resultados hoje demonstram nosso compromisso comum com a prevenção da importação e exportação ilegal de animais selvagens na Austrália“, disse ele.

“Há também pessoas que estão dispostas a pagar grandes somas de dinheiro por animais exóticos e raros.”

O site do governo afirma que “há penas severas para o tráfico de animais selvagens, incluindo multas e prisão”.

A pena máxima por importar ou exportar espécies sem uma autorização é de 10 anos de prisão, uma multa de 210 mil dólares (cerca 800 mil reais) ou as duas combinadas.

Já para quem tutelar um animal importado ilegalmente tem pena máxima de cinco anos de prisão e a multa é a mesma.

É possível comercializar cosméticos na China sem realizar testes em animais

Ainda é necessária a instituição de uma lei federal que impeça ostensivamente a realização de testes em animais (Foto: Getty Images)

No ano passado, a organização Cruelty Free International firmou uma parceria com a empresa Knudsen & Co e com o Parque Industrial de Fengpu, no subdistrito de Xangai, na China, para promover a fabricação e comercialização de produtos cosméticos livres de testes em animais.

A parceria, que conta com o aval do governo chinês, permite que empresas “cruelty free” possam fabricar e comercializar seus produtos na China, desde que se instalem no Parque Industrial de Fengpu.

Embora a China seja o maior mercado de cosméticos do mundo, inúmeras marcas internacionais sempre se recusaram a entrar nesse mercado por causa da exigência da realização de testes em animais.

Isso também justifica porque veganos normalmente evitam comprar produtos de empresas que atendem ao mercado chinês. Mas a realidade está começando a mudar, ainda que não na proporção ou tempo desejado.

Em 2014, considerando a tendência mundial de rejeição aos testes em animais na indústria cosmética, o Departamento de Administração de Alimentos e Medicamentos da China começou a desenvolver os primeiros métodos de testes alternativos à realização de testes em animais.

Como resultado, mais tarde, o governo chinês passou a permitir que cosméticos de uso “não especial” produzidos internamente, como perfumes, maquiagens e produtos de cuidados com unhas e cabelos, pudessem ser comercializados sem a obrigatória realização de testes animais.

Já em setembro de 2016, o Instituto Zhejiang inaugurou um laboratório em colaboração com o Institute for In Vitro Sciences, dos Estados Unidos. Desde então, cientistas chineses estão sendo treinandos para desenvolverem testes com células e tecidos criados artificialmente que possam vir a substituir completamente os testes em animais.

E mais recentemente, este mês, a Associação Nacional de Produtos Médicos da Província de Gansu, anunciou que não serão exigidos testes em animais para cosméticos importados ou produzidos por empesas estrangeiras na China, caso o produto já tenha sido lançado no mercado, segundo informações da organização Cruelty Free International.

Porém, isso não significa que os testes em animais chegaram ao fim, até porque a China ainda precisa se posicionar sobre a situação dos muitos produtos importados que são lançados anualmente no mercado chinês. Além disso, é necessária a instituição de uma lei federal que impeça ostensivamente a realização de testes em animais, como ocorre em outros países.

Por enquanto, uma forma de assegurar que uma empresa cosmética possa comercializar seus produtos na China, sem submeter ou permitir que submetam seus produtos a qualquer tipo de testes em animais, é entrando em contato com a Cruelty Free International para participar de um projeto piloto desenvolvido em parceria com a Knudsen & CO CRC.

Saiba Mais

De acordo com a organização Humane Society International (HSI), cosméticos comuns produzidos na China voltados para exportação nunca exigiram testes em animais, assim como cosméticos comprados na China via E-commerce.

Projeto chinês de barragem na Guiné pode matar até 1.500 chimpanzés

As terras altas da Guiné abrigam a maior população remanescente de chimpanzés ocidentais da África. Foto: Anup Shah / Getty Images / The Guardian

Até 1.500 chimpanzés poderão ser mortos por uma nova represa chinesa que inundará um santuário crucial para os primatas ameaçados de extinção na Guiné, alertaram especialistas.

A barragem Koukoutamba, de 294MW, será construída pela Sinohydro, a maior empresa de construção de usinas hidrelétricas do mundo, no meio de uma recém-declarada área protegida, chamada Parque Nacional Moyen-Bafing.

A empresa chinesa já enfrenta críticas semelhantes por construir uma represa na Indonésia que ameaça o único habitat conhecido de uma espécie recém-descoberta de orangotango (veja mais aqui).

Seus executivos assinaram um contrato nesta semana com representantes locais ansiosos para garantir um projeto de energia que traga energia e fundos para um dos países mais pobres da África.

A inundação de áreas do parque deverá forçar o deslocamento de 8.700 pessoas. Também aumentará a pressão sobre os chimpanzés ocidentais, que declinaram em 80% nos últimos 20 anos, e agora são considerados criticamente ameaçados – o nível mais alto de risco – pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

As terras altas da Guiné abrigam a população remanescente mais saudável da África, com cerca de 16.500 chimpanzés ocidentais. Na maioria dos outros países, esta subespécie está extinta ou perigosamente ameaçada em populações de menos de 100 indivíduos.

A reserva Moyen-Bafing foi estabelecida em 2016 como uma “compensação de chimpanzés” e financiada por duas empresas de mineração – Compagnie des Bauxites de Guinée e Guinea Alumina Corporation – em troca de permissão para abrir locais de escavação mineral dentro de outros territórios do primata.

Rebecca Kormos, uma primatologista que vem pesquisando o animal há décadas, alertou que uma represa dentro do parque teria o maior impacto que um projeto de desenvolvimento já teve sobre os chimpanzés.

“Espero que Sinohydro reconsidere a realização de um projeto que possa levar o chimpanzé ocidental à extinção. Uma vez que uma espécie vai embora, ela se foi para sempre ”, disse ela.

Ela estima que 800 a 1.500 chimpanzés morrerão como resultado do projeto, seja por terem seus habitats inundados ou como resultado de conflitos territoriais, se tentarem se mudar.

O grande primata não é a única espécie em risco. Os cientistas descobriram recentemente uma erva aquática criticamente ameaçada perto das quedas de Koukoutamba.

O plano para a represa é popular na Guiné. Mas os conservacionistas dizem que a população local não sabe que a eletricidade não será gerada para eles. “Este não é um caso da comunidade internacional colocando chimpanzés diante das pessoas. Três quartos da energia serão vendidos para os países vizinhos e o restante para a indústria de mineração ”, disse Kormos.

Quase 150 mil pessoas assinaram petições pedindo que a Guiné suspenda a construção da barragem e adote energia solar, que o Banco Mundial ofereceu para facilitar. Se a represa for adiante, os conservacionistas dizem que a Sinohydro deve se contar com biólogos para mitigar o impacto.

A Sinohydro não respondeu aos pedidos de comentário.

Fonte: Projeto GAP

Tutora pinta sobrancelhas em seu cão com tinta de cabelo humana e revolta internautas

A moradora de Wuhan, na província de Hubei, disse que sua mãe estava colorindo o cabelo de seu pai quando decidiu usar o corante que sobrou para tingir seu cãozinho.

Infelizmente, ele se tornou uma ‘sensação’ em sua vizinhança devido a sua aparência “hilária” e “fofa”, disse mulher a repórteres locais.

As pessoas adoram tirar fotos e o chamam de” cachorro com sobrancelhas “,” disse a mulher que não foi identificada ao site de notícias Pear.

“Por causa de suas sobrancelhas, algumas pessoas até deram presentes, como ração”, disse ela, acrescentando que o cão estava abandonado até a família adotá-lo.

No entanto, a mulher foi criticada por usuários da rede que compararam a pintura a um abuso.

 

“O que há de errado com esta tutora? Por favor, nunca use tintura de cabelo humano em animais! uma pessoa disse em site de microblogging chinês Weibo.

“Não é nem fofo nem engraçado, isso pode prejudicar o seu cachorro”, disse outro.

“Do que ela está orgulhosa? Ela está basicamente torturando o cachorro”, disse uma pessoa.

Tintura de cabelo humano contém produtos químicos tóxicos e nunca deve ser usado em cães ou outros animais de estimação, de acordo com a Live Science, citando um abrigo de animais na Flórida.

“A química no corante irritará quaisquer feridas ou manchas no pelo do cão e pode até mesmo causar a morte do animal. Se as substâncias entrarem nos olhos poderá prejudicar seriamente sua visão e causar cegueira”.

Outros casos

Esta não é a primeira vez que um tutor tinge o pelo de seu animal doméstico por vaidade humana.

O cãozinho de uma tutora tailandesa perdeu a orelha após uma reação alérgica ocasionada por um tingimento dos pelos. O cachorro, um lulu-da-pomerânia, teve os pelos do rabo e da orelha pintados de rosa em um salão para animais no distrito de Hua Hin, na Tailândia.

Já nos Estados Unidos, Gwenneisa lillard, de 28 anos, uma cantora de hip-hop e R & B de Hosutan, Texas, pinta completamente sua cadelinha “Hunny”, de cinco anos, com vários tons de rosa.

Lamentavelmente, o cachorro ganhou fama depois de ser apresentado nos videoclipes de sua tutora – em aparições estranhas, ganhando o nome de “cachorrinho Beyonce” pelos telespectadores.

Gwenneisa garante que o corante usado para colorir o pelo de Hunny é completamente vegano, mas continua sendo criticada por amantes de animais que a acusam de “tortura”.

Mais assustador ainda do que as tinturas é a ‘nova moda’ na China: cirurgias plásticas em animais apenas por insatisfação de seus tutores.

Uma mulher em Nanjing, na província de Jiangsu, levou sua gata ao veterinário para fazer uma operação de duas pálpebras, ou blefaroplastia asiática, onde um sulco é acrescentado às pálpebras do animal, de acordo com relatórios chineses.

Muitas pessoas na China, que nascem com monólidos, acreditam que ter pálpebras faria seus olhos parecerem maiores e mais atraentes.

Os veterinários fizeram um corte em cada uma das pálpebras do gato com um bisturi. As imagens divulgadas mostram a área ao redor dos olhos de ‘Moggy’ vermelha e inchada, com uma linha de pontos visíveis sob cada olho.

Uma funcionária do Rupeng Pet Hospital, em Nanjing, disse a repórteres que oferece cirurgia de pálpebras duplas para cães e gatos, acrescentando que a operação é comum entre tutores de cães que querem que seus animais participem de shows. Mas observou que pode haver um risco à saúde durante a anestesia.

Tutora faz cirurgias plásticas em gata por não gostar de sua aparência

A vaidade humana ultrapassa todos os limites. Por estética, as pessoas são capazes de fazer coisas bizarras em seus próprios corpos e, agora, também em seus animais domésticos. Assustadoramente, na China isso é comum.

Uma mulher em Nanjing, na província de Jiangsu, levou sua gata ao veterinário para uma operação de duas pálpebras, ou blefaroplastia asiática, onde um sulco é acrescentado às pálpebras do animal, de acordo com relatórios chineses.

Muitas pessoas na China, que nascem com monólidos, acreditam que ter pálpebras faria seus olhos parecerem maiores e mais atraentes.

Os veterinários fizeram um corte em cada uma das pálpebras do gato com um bisturi. As imagens divulgadas mostram a área ao redor dos olhos de ‘Moggy’ vermelha e inchada, com uma linha de pontos visíveis sob cada olho.

Uma funcionária do Rupeng Pet Hospital, em Nanjing, disse a repórteres que oferece cirurgia de pálpebras duplas para cães e gatos, acrescentando que a operação é comum entre tutores de cães que querem que seus animais participem de shows. Mas observou que pode haver um risco à saúde durante a anestesia. As informações são do Daily Mail.

“Nós nunca concordaríamos em colocar cães e gatos sob a faca, a menos que eles estejam doentes e precisassem do procedimento por razões de saúde”, disse a médica à Jiangsu Television.

A tutora foi fortemente criticada nas mídias sociais chinesas por com furiosos usuários.

“O procedimento, se apenas para parecer mais bonito, é completamente desnecessário e causa a dor do animal”, comentou um usuário da rede no site chinês de microblog Weibo.

“Nem parece mais o mesmo gato. Isso é pura tortura ”, dizia um comentário.

“Eu diria que isso é abuso de animais – completa desconsideração dos sentimentos do pobre gato”, acrescentou outro usuário.

Outro caso

Em fevereiro de 2017, uma família da Rússia foi criticada depois que eles levaram seu cão para uma cirurgia plástica para tornar seus ouvidos parecidos com o cachorro de ‘O Máscara’, contra o conselho dos cirurgiões.

Higgins, diretora de mídia internacional da Humane Society International, disse ao MailOnline que qualquer tipo de cirurgia em que um animal é anestesiado tem um risco à saúde.

“Sujeitar um gato a esse risco, assim como todo o desconforto e medo associados, em nome de uma cirurgia não essencial para a vaidade humana, é certamente irresponsável e não nos melhores interesses de bem-estar do gato”, disse Higgins.

“Todos os animais são belos, em qualquer forma ou tamanho, e suas imperfeições visuais só lhes conferem mais caráter. Alterar cirurgicamente nossos animais de estimação por razões puramente estéticas não é gentil ou sábio ”, disse ela.

“A menos que haja alguma necessidade de saúde para o animal, como pode haver, por exemplo, com algumas raças, devemos amá-los do jeito que são”, acrescentou.

Keith Guo, porta-voz da PETA, disse ao MailOnline que os tutores talvez devam reconsiderar sua escolha em conseguir um animal doméstico se sentirem que precisam alterar a aparência de seus animais.

“Qualquer tipo de cirurgia desnecessária em nossos animais representa um risco de ferimentos e infecções. Se você está procurando algo “bonito” para mostrar aos seus amigos, compre um colar “, disse Guo.