Ativistas denunciam consumo de carne de cachorro na China

Ativistas pelos direitos animais denunciaram o consumo de carne de cachorro na China durante um concurso de cães, que começou na terça-feira (30) em Xangai. A exposição canina, organizada pela Federação Cinológica Internacional, dura quatro dias.

(Johannes Eisele/AFP)

Mais de 730 mil assinaturas foram coletadas em uma petição online para denunciar a organização do concurso em um país que mata cachorros para consumo humano. As informações são do portal UOL.

Atualmente, o consumo de carne de cachorro é minoritário na China. No entanto, isso não impede que uma festa de carne de cães seja realizada todos os anos, em junho, em Yulin, na região de Guangxi.

Cerca de um terço dos 30 milhões de cachorros consumidos no mundo estão na China, segundo o grupo de proteção de animais Humane Society International (HSI).

O Kennel Club britânico se negou a se apresentar no concurso em Xangai e denunciou a morte, muitas vezes brutal, de cães no país. Os ativistas criticam a dicotomia dos chineses entre amar os cães e matá-los para consumo.

“É um duplo critério, que indigna muitos amantes dos cachorros na China, contrariados de ver que este comércio ilegal continua”, afirmou a Humane Society International (HSI), em um comunicado.

Consumo de carne é um dos problemas mais urgentes do planeta

Por David Arioch

Segundo Brown e O’Reilly, não será possível cumprir as metas do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas sem uma redução em massa na escala da pecuária | Foto: Pixabay

Emissões de gases do efeito estufa geradas pela pecuária rivalizam com a pegada de carbono dos setores de transporte rodoviário, aéreo e espacial juntos. O alerta é da dupla de empreendedores norte-americanos Ethan Brown e Patrick O’Reilly, fundadores da Beyond Meat e Impossible Foods, que encontraram alternativas para o consumo de carne animal.

Seus negócios foram reconhecidos pelo Campeões da Terra, o prêmio ambiental mais importante das Nações Unidas, concedido pela ONU Meio Ambiente. Segundo Brown e O’Reilly, não será possível cumprir as metas do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas sem uma redução em massa na escala da pecuária.

Carne de vegetais

Pensando em soluções para o problema, Brown fundou em 2009 a Beyond Meat, uma companhia que identificou os principais componentes da carne de origem animal para extrai-los de plantas. A empresa usa ingredientes como ervilhas, beterrabas, óleo de coco e amido de batata para produzir uma carne mais sustentável.

“A carne é composta por aminoácidos (a base das proteínas), lipídeos (gorduras), minerais e água. Os animais usam os seus sistemas digestivo e muscular para transformar a vegetação e a água em carne. Nós estamos indo direto na planta, dispensando o animal e fabricando carne diretamente”, explica Brown.

O atual CEO da Beyond Meat conta que sempre se questionou se não existiria um jeito melhor de produzir proteína para o consumo humano. Afinal, cerca de 80% das terras sob atividade agrícola são usadas para a produção de ração para o gado ou para a pastagem. Outras preocupações o atormentavam — a pecuária não é uma das maiores fontes de emissões dos gases do efeito estufa? Determinadas quantidades e tipos de proteína animal não são prejudiciais para nossa saúde?

“Essas quatro coisas continuavam voltando à minha cabeça: saúde humana, mudanças climáticas, recursos naturais e implicações para o bem-estar animal [provocadas] pelo uso de animais para [fazer] carne. E o que me fascinava era que você podia enfrentar todas essas preocupações simultaneamente, apenas mudando a fonte de proteína para a carne, de animais para plantas”, afirma Brown.

Para o fundador da Beyond Meat, é necessário mudar o foco — da origem da carne para a sua composição. “Milho, soja e trigo dominam a agricultura nos Estados Unidos. Podemos trocar isso. Se você pegar o mesmo pedaço de terra para cultivar proteína direto das plantas, podemos cortar os recursos naturais necessários, usando a terra mais eficientemente.”

Segundo uma pesquisa da Universidade de Michigan, na comparação com seu correlato de origem animal, o hambúrguer da Beyond Meat usa 99% menos água e 93% menos espaço de plantio em seu processo de produção, além de gerar 90% menos emissões de gases do efeito estufa e consumir 46% menos energia.

Brown defende a transição de áreas atualmente dedicadas à plantação de ração animal para safras de proteína que podem ser usadas diretamente para o consumo humano, sob a forma de carne feita de vegetais. Com isso, o empreendedor defende que é possível promover o crescimento econômico sustentável em zonas rurais dos EUA e de outros países.

Em busca da melhor carne do mundo

O professor de Bioquímica e membro da Academia Nacional de Medicina, Patrick O’Reilly, quer acabar com o uso de animais na produção de alimentos — uma prática que ele descreve como a “tecnologia mais destrutiva” do mundo. O problema, avalia o pesquisador, vai levar a humanidade a um “desastre ecológico”. Segundo O’Reilly, atualmente 45% da superfície do planeta Terra é utilizada para pastagem ou para o cultivo de vegetais transformados em ração para a pecuária.

À procura de um substituto para a carne animal, a equipe de O’Reilly descobriu um ingrediente — o heme, uma molécula que tem ferro e é encontrada em todas as células de animais e plantas. Ela é a responsável pelos sabores e aromas da carne “tradicional”. O time do pesquisador viu ainda que, adicionando um gene de vegetal a células de levedura, era possível produzir a substância em quantidades ilimitadas, com uma fração minúscula do impacto ambiental.

As descobertas levaram à criação da Impossible Foods, que produz carne sem animais. A companhia fixou uma meta ambiciosa — promover a eliminação do uso de animais na fabricação de comida até 2035.

Em relação ao hambúrguer bovino, ele diz que o Impossible Burger utiliza 75% menos água e 95% menos terras aráveis em sua fabricação, gerando 87% menos emissões de gases do efeito estufa.

“Se tem algo que aprendi, é que os grandes problemas globais não são responsabilidades de outra pessoa. Esse problema não ia ser resolvido implorando aos consumidores para que comessem leguminosas e tofu, em vez de carne e peixe. E não seria suficiente encontrar apenas um jeito melhor de fazer carne. Para ter sucesso, precisaríamos fazer a melhor carne do mundo”, afirma O’Reilly.

Para o acadêmico e empreendedor, o uso de animais nos sistemas alimentares será em pouco tempo “uma tecnologia obsoleta”. Fazer carne diretamente das plantas permitirá diversificar e baratear a produção, além de tornar o alimento mais saudável, aposta o criador da Impossible Foods.

Brasil matou mais de 5,77 bilhões de animais para consumo em 2018

Foto: Pixabay

Em 2018, o Brasil matou mais de 5,77 bilhões de animais para consumo. No total, não estão incluídas todas as espécies mortas para consumo por ano, mas somente bovinos, suínos e frangos, de acordo com o mais recente relatório do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foram 31,90 milhões de bovinos abatidos no país no ano passado. Os estados que mais mataram bovinos foram Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, em ordem do primeiro ao terceiro colocado.

Em relação aos suínos, foram mortos 44,20 milhões em 2018, com Santa Catarina em primeiro lugar, seguida pelos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. Mas nenhum animal terrestre no mundo todo supera o volume de abate do frango.

Foram mortos 5,70 bilhões de frangos em 2018, com o Paraná respondendo por 31,4% do volume nacional, seguido por Rio Grande do Sul (15%) e Santa Catarina (13,4%). Em um país com uma população de 209,3 milhões de pessoas é surpreendente considerar que matamos 5,77 bilhões de animais por ano para reduzi-los a alimentos.

Mesmo com a morte de tantos animais para consumo, o que virtualmente pode criar uma ilusão de “prosperidade nacional” fundamentada na matança de seres não humanos, o Brasil é um país que no último ano passou a ter quase dois milhões de pessoas a mais vivendo em situação de pobreza, segundo os Indicadores Sociais (SIS), do IBGE.

O país onde se mata orgulhosamente bilhões de animais para consumo por ano, depois de alimentá-los com grandes quantidades de vegetais, conta hoje com pelo menos 5,2 milhões de pessoas passando fome, conforme o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018”, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agropecuária (FAO).

Soma-se a isso o fato de que o Mato Grosso, que é o maior criador de bovinos do país, tem o maior índice de desmatamento da Amazônia dos últimos dez anos, e fica fácil concluir o quão é absurda a realidade de se criar animais para consumo.

De 2009 a 2018, a taxa de desmatamento da Amazônia mato-grossense foi de 67%, de acordo com informações do Instituto Centro de Vida (ICV) com base em dados do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes).

Em 2018, apenas dez municípios do Mato Grosso, de um total de 141, foram responsáveis por 55% da área desmatada. A situação é bem crítica em municípios das regiões Noroeste e Médio Norte do estado, marcados pela violência agrária e disputa de terras.

Mesmo analisando superficialmente a realidade, não é difícil reconhecer que temos um ciclo de matança massiva de animais motivado pela ganância e envolto em desrespeito à vida animal, à vida humana e ao meio ambiente.

Fazendeiro espanhol compara touradas ao consumo de carne

Foto: Josep Lago / AFP

Um artigo publicado pelo portal El Español na última sexta-feira (15) chamou atenção de ativistas em defesa dos direitos animais. Assinado por um fazendo identificado como Victorino Martín, o texto, que pode ser lido na íntegra e em espanhol aqui, conta a história de um ex toureiro, que após a proibição das touradas, foi impedido de viver seu sonho: torturar e matar animais indefesos para deleite de seu público e prosperidade para seu bolso.

Conservador e antropocêntrico, o artigo acusa a sociedade catalunha de hipocrisia, por ser favorável ao fim das touradas, mas financiar ativamente a morte de milhões de animais para consumo humano. Como exemplo, o autor afirma que diariamente apenas na cidade da Catalunha, 14 mil porcos são mortos e a maior parte da sociedade ignora a vida destes animais.

A motivação do artigo tem como base a uma tentativa recente de ignorar a proibição de touradas decretada em 2016 para realizar um suposto espetáculo onde seis animais seriam brutalmente mortos. Victorino, que também é presidente da Fundación del Toro de Lidia, organização pró touradas, defende que a prática é uma tradição centenária e que sua proibição deve ser considerada censura.

Há um claro interesse financeiro e sede de violência, por trás da tentativa de minimizar a luta em defesa dos direitos animais que conseguiu proibir a continuação dessa prática bárbara na cidade espanhola. Propositalmente, também foi ocultado pelo autor do famigerado artigo, que a Espanha é um dos países com grande crescimento de interesse pelo veganismo, apesar de uma forte cultura carnista.

Foi conscientemente omitido também que a nova geração espanhola combate fortemente a exploração e crueldade contra animais e é ativa em ações positivas para a evolução da sociedade e criação de um mundo mais pacífico e compassivo com todas as espécies.

Cresce o movimento que não tolera a morte e sofrimento de nenhum ser vivo, principalmente animais mortos apenas para atender o egoísmo humano.

Segundo Victorino, aceitar a proibição de touradas “é uma armadilha que mais cedo ou mais tarde se voltará contra si mesmo”, ironicamente, o fazendeiro inconscientemente falou sobre a extinção de sua própria espécie, que cada vez mais sofrerá com a falta de habitat em um mundo em constante transformação e busca por esclarecimento.

Golfinho chora ao ser capturado para ser morto para consumo humano

Um golfinho da espécie Toninha, ameaçada de extinção, chorou ao ser capturado para ser morto para consumo humano na China. O animal foi capturado após ser confundido com um golfinho comum. Ele tinha uma feição triste e lágrimas nos olhos.

Foto: Reprodução / Hypeness

Testemunhas perceberam que o animal chorava e identificaram a espécie dele enquanto ele era arrastado preso à traseira de um carro na região de Xuwen. Duas pessoas, comovidas com a situação, decidiram intervir. As informações são do portal Hypeness.

Para salvar a vida do golfinho, Cheng Mingyue e Cheng Jianzhuang decidiram comprá-lo. A dupla pagou 720 reais pelo animal. “Ele chorou durante todo o caminho”, afirmaram.

Após comprar o animal, Mingyue e Jianzhuang levaram-o de volta para o local onde foi capturado e o libertaram no mar, onde ele pôde voltar a nadar e viver em paz.

Foto: Reprodução / Hypeness

MP se posiciona a favor da proibição da morte de jumentos para consumo na Bahia

Após o estado da Bahia acionar a Justiça pedindo a suspensão de uma liminar que proíbe a morte de jumentos para consumo na Bahia, o Ministério Público Federal deu parecer favorável à proibição.

(Foto: Reprodução / Folha de S. Paulo)

Na decisão, o Procurador Regional da República José Maurício Gonçalves afirmou que “foi comprovado, mediante aos documentos acostados nos autos, que os animais estão sendo submetidos a maus-tratos e estão correndo risco de extinção”.

Os registros de animais expostos ao sol, com pouco alimento, mantidos junto de animais doentes e deixados para morrer também foram citados por Gonçalves, que também lembrou “que o transporte e deslocamento de animais para os frigoríficos do Estado da Bahia tem totalizado mais de 12 horas de viagem, contrariando a Instrução Normativa MAPA nº 56/2008, e a Resolução CONTRAN nº 675/2017 quanto ao transporte e bem-estar animal,
corroborando com a afirmativa da existência de transporte inadequado e irregular de animais”.

De acordo com o procurador, consta em uma foto anexada ao processo “o carro da fiscalização da ADAB no local denunciado. Desse modo não há como o ESTADO DA BAHIA negar a ciência da situação, assim como negar a existência de indícios de irregularidade e omissão estatal na expedição de autorização para a atividade”.

Gonçalves lembrou também que “não proteger o meio ambiente afronta a Constituição, principalmente no que se diz respeito ao seu princípio que proíbe o retrocesso ambiental”.

A ação que garantiu a liminar que proibiu que jumentos sejam mortos para consumo na Bahia é de responsabilidade das ONGs União Defensora dos Animais, Bicho Feliz, Rede de Mobilização Pela Causa Animal (REMCA), Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e SOS Animais de Rua. As entidades solicitaram ainda que os matadouros utilizados para matar os jumentos sejam interditados e esses animais sejam encaminhados para santuários. Após conseguirem a liminar, as ONGs ingressaram com um recurso na Justiça pedindo que as mortes sejam proibidas em todo o país.

No texto da ação, as entidades alegam que matar jumentos sem o devido cuidado com a saúde deles, submetendo-os a mau-tratos, “provoca inúmeros danos não só na esfera ambiental, como, por exemplo, propagando doenças até para os seres humanos, além de outros perigos da seara ambiental que podem acarretar na extinção da espécie”. As ONGs lembram também que a “Carta Magna determina que todos tem direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

Para a advogada Gislane Brandão, que está à frente da ação judicial movida pelas ONGs, o parecer do Ministério Público favorável à liminar pode aumentar as chances do judiciário decidir manter a proibição. “O parecer de um órgão que fiscaliza a lei e que se colocou contrário à prática que está sendo realizada com os jumentos fortalece e confirma a nossa ação judicial”, disse.

Britânicos economizam bilhões de libras ao cortarem o consumo de carne

No Reino Unido, Londres é a maior referência quando se fala na abstenção do consumo de alimentos de origem animal (Foto: iStock)

Seguir uma dieta sem carne e outros alimentos de origem animal é caro? Não, caro é se alimentar de carnes e laticínios, segundo uma pesquisa encomendada pela marca Linda McCartney Foods, que entrevistou milhares de adultos no Reino Unido.

De acordo com o relatório, os consumidores britânicos que reduziram ou cortaram o consumo de carne nos 12 meses de 2018 economizaram juntos 2,8 bilhões de libras esterlinas em 2018, o equivalente a mais de 13 bilhões de reais. O estudo também concluiu que se a tendência da redução e abstenção do consumo de alimentos de origem animal prosseguir no mesmo ritmo no Reino Unido, a previsão é de que o número de vegetarianos e veganos ultrapasse o número de pessoas que se alimentam de animais em 2023.

Mais de mil entrevistados declararam que o número de adeptos do veganismo deve crescer mais em 2019 do que em qualquer outro ano. “Há várias motivações que levam as pessoas a alterarem seu comportamento, incluindo ética, economia, meio ambiente, saúde e acessibilidade. Portanto, na maioria das vezes, é uma combinação de fatores que forçam os consumidores a repensarem suas dietas diárias”, justificou o diretor da agência de tendências alimentares The Food People, Charles Banks.

Ainda de acordo com o estudo, um quarto dos participantes revelou que já não gosta tanto de carne quanto antes e que isso se deve em parte à disponibilidade de melhores alternativas vegetarianas e veganas. A acessibilidade em relação a alimentos vegetarianos e veganos no Reino Unido é considerada um grande diferencial na abstenção do consumo de animais.

Fonte: Vegazeta

Tailândia enfrenta difícil caminho para deixar dependência de plástico

Todas as manhãs, milhares de pessoas caminham para o trabalho com suas marmitas de plástico e copos descartáveis de café e chá na Tailândia, um dos países do mundo que mais descarta resíduos plásticos no mar.

Diante da gravidade do problema, o governo tailandês planeja eliminar as sacolas plásticas mais finas e de uso único em 2022 e, três anos mais tarde, os canudinhos e os corpos descartáveis deste material derivado do petróleo.

(Foto: Missouri Department of Conservation / Imagem Ilustrativa)

O plano, elaborado pelo Departamento de Controle de Poluição, também busca acabar com 70% das sacolas mais grossas, como as dos shoppings, nos próximos 20 anos.

No entanto, esta ambiciosa iniciativa enfrenta a lenta burocracia, a pressão dos produtores e anos de maus hábitos de consumo na Tailândia, que geram mais de 2 milhões de toneladas de resíduos plásticos a cada ano.

Os estabelecimentos oferecem sacolas para compras mínimas, a água quase sempre é servida em uma garrafa com canudo de plástico e as embalagens de poliestireno abundam nos vários e famosos locais de comida popular.

“Não uso muitas sacolas de plástico porque geralmente carrego na mochila”, explicou à Agência Efe Praew uma tailandesa de 29 anos na saída de um supermercado em Bangcoc segurando várias sacolas de suas compras.

Outro tailandês, Note, de 37 anos, diz que sua forma de reduzir o plástico é fazer grandes compras de uma só vez para utilizar menos sacolas.

“O governo deveria fazer campanha para o uso de sacolas de tecido”, opinou, enquanto empurrava um carrinho cheio de recipientes plásticos.

Fontes do Departamento de Controle de Poluição indicaram à Efe que a Tailândia produz mais de 2 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano, dos quais 1 milhão são reciclados ou eliminados.

Segundo o Greenpeace, há 2.490 centros de gestão de resíduos no país, dos quais apenas 466 contam com instalações e equipamentos adequados para evitar a poluição do ar e da água.

Pongsak Likithattsin, diretor-gerente da Thaiplastic Recycle Group, emprega mais de 100 funcionários, a grande maioria imigrantes, em sua empresa que se dedica há 11 anos à reciclagem de garrafas PET (politereftalato de etileno), usadas normalmente para água e bebidas gaseificadas.

A fábrica, situada na província de Samut Sakhon, vizinha a Bangcoc, recicla cerca de 2 mil toneladas de plástico por mês e há planos para dobrar esta quantidade nos próximos anos.

As embalagens vêm comprimidas em cubos que os operários têm que romper a marteladas e depois separam em fileiras os resíduos do plástico para submetê-los ao tratamento em máquinas.

“A matéria-prima após o processo de reciclagem é poliéster”, que é usado para fabricar roupa e objetos de plástico, explicou à Efe Pongsak.

Cerca de 50% de sua produção é vendida na Tailândia, enquanto a outra metade é exportada para países como China, Austrália e Polônia.

(Foto: NOAA Crep/Divulgação)

Apesar desse exemplo, grande parte do plástico gerado na Tailândia não é reciclado e, em muitas ocasiões, acaba indo parar no mar.

Segundo um artigo da revista “Science” de 2015, a Tailândia era o sexto país que mais descartava plástico no mar depois de China, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Sri Lanka, nações onde o rápido crescimento econômico fez disparar o consumo e o desperdício.

O estudo, dirigido pela professora Jenna R. Jambeck, estimava que a Tailândia descartava a cada ano no mar entre 150 mil e 410 mil toneladas de plástico, de um total mundial que fica entre 4,8 e 12,7 toneladas anuais.

Segundo os ambientalistas, dezenas de animais marinhos, entre eles baleias, tartarugas e golfinhos, morrem a cada ano na Tailândia devido ao plástico, que nunca se decompõe totalmente, já que acaba se transformando em micropartículas que poluem a água e os alimentos.

Em junho, uma baleia-piloto morreu no sudeste do país depois de agonizar durante cinco dias devido à ingestão de 80 sacolas e outros objetos de plástico que pesavam 8 quilos no total.

Fonte: UOL / EFE

Consumo de carne na União Europeia diminuirá até 2030

As pessoas na Europa consumirão menos carne até 2030, de acordo com um novo relatório agrícola da União Europeia.

O relatório diz que o consumo de carne per capita cairá de 69,3 kg para 68,6 kg nos próximos 12 anos.

Embora o consumo geral caia, a produção de ovinos, caprinos e aves deverá aumentar nesse período.

Vários fatores, incluindo o aumento da conscientização dos consumidores em relação ao impacto ambiental da carne, são citados para a mudança nos hábitos das pessoas.

Até 2030, o consumo de carne diminuirá na União Europeia (Foto: Pixabay)

“Muitos motoristas influenciarão os mercados agrícolas na próxima década na UE e além”, diz o relatório. “O relatório leva em conta o impacto do comportamento dos consumidores nesses mercados”.

“Por exemplo, o consumidor e o cidadão se tornarão mais conscientes de sua alimentação, do seu fornecimento e seu impacto no meio ambiente e na mudança climática”.

Ele também afirma que para os produtores, isso resultará em custos de produção mais altos. Entretanto, é também uma oportunidade de diferenciar seus produtos, “agregando valor e reduzindo o impacto climático e ambiental negativo”.

“Isso se refletirá em sistemas alternativos de produção, como produtos locais, orgânicos ou outros certificados, cada vez mais em demanda “.

Romance de Han Kang discute a repercussão da recusa em se alimentar de animais

O romance é dividido em três partes, na realidade, três novelas

Em 2007, a escritora sul-coreana Han Kang publicou um romance intitulado “Chaesikjuuija” ou “A Vegetariana”, que conta a história de uma dona de casa que um dia, depois de um sonho, decide não consumir nem cozinhar mais nada de origem animal.

Por isso, ela passa a enfrentar uma série de desafios, ou seja, toda a repercussão social que envolve a recusa em se alimentar de animais em um contexto onde todas as refeições do dia são baseadas na exploração de animais.

O romance é dividido em três partes; na realidade, três novelas. A primeira é narrada pelo marido, a segunda pelo cunhado e a terceira pela irmã. Os três têm perspectivas bem distintas da recusa da mulher em tornar-se vegetariana estrita:

“O que tinha agora na mesa à minha frente era uma desculpa para saltar uma refeição. Com a cadeira afastada da mesa e ligeiramente de lado, a minha mulher foi comendo a sopa de algas, que obviamente devia saber a água e nada mais. Espalhou arroz e massa de soja sobre uma folha de alface, depois a enrolou, trincou o wrap e o mastigou vagarosamente.

Não conseguia compreendê-la. Só depois é que me apercebi de que não conhecia aquela mulher. — Não comes? — perguntou distraidamente, lançando a pergunta para o ar como se fosse uma senhora de meia-idade a falar para o filho já crescido. Mantive-me sentado, em silêncio, assumidamente desinteressado daquela miséria de refeição, mordiscando kimchi durante o que pareceu uma eternidade.

Chegou a primavera, e a minha mulher ainda não tinha vacilado. Cumpria escrupulosamente a sua palavra – nunca vi um único pedaço de carne lhe passar pelos lábios – mas havia muito tempo que eu desistira de me queixar. Quando numa pessoa se opera uma transformação tão drástica, não há nada a fazer senão deixar andar.”

Excertos das páginas 17 e 18 de “Chaesikjuuija”. Em 2009, o romance ganhou uma versão cinematográfica dirigida por Woo-Seong Lim. O livro foi publicado internacionalmente em 2016 e venceu o Man Booker International Prize em 2016. A versão em inglês também foi eleita pela Publishers Week como um dos melhores romances de 2016.