ONG denuncia crueldade contra peixes explorados para venda em pet shop

A rede de petshop Petco foi alvo de uma denúncia feita pela PETA, organização internacional de defesa dos direitos animais. A entidade expôs a crueldade imposta a peixes betta devido à exploração para venda promovida pela loja, que tem 1,5 mil lojas nos Estados Unidos.

Foto: Reprodução / YouTube / PETA

Imagens de 100 lojas da petshop foram registradas por integrantes da ONG, que flagraram peixes confinados em pequenas embalagens plásticas sem qualquer condição de higiene. Muitos foram encontrados doentes ou mortos.

O transporte desses animais até as lojas também foi registrado, através de filmagens escondidas. Nas imagens, é possível ver peixes sendo levados aos milhares dentro de sacos plásticos minúsculos.

A ONG conseguiu gravar ainda relatos de funcionários da empresa de transporte que admitiram que vários peixes morrem antes de chegar às lojas devido ao estresse e às más condições que suportam.

Algas impedem livre acesso de gansos e patos a lago em São Pedro (SP)

Uma denúncia feita pelo morador de São Pedro (SP) e proprietário da página do Facebook SOS Meio Ambiente São Pedro, Haroldo Botta, indicou que o excesso de algas no lago do bairro Novo Horizonte está prejudicando a qualidade de vida dos gansos e patos que vivem no local.

Foto: Haroldo Botta

“Ano passado a prefeitura fez uma limpeza por causa de excesso de taboas, assim como do aumento da profundidade do lago. Levaram um mês para fazer isso, em agosto, e levou mais de dois meses para encher novamente”, disse Botta. “Não demorou um mês e estava tomado por essas algas, que impedem 13 gansos, e 16 patos de nadarem, ou terem uma vida saudável no local”, completou.

Botta afirma que visitou o lago na última semana e constatou “uma saída de esgoto do bairro, e que provavelmente é a causa da eutrofização”. Eutrofização é o crescimento excessivo de plantas aquáticas em um nível que afeta o uso desejável da água.

A ANDA entrou em contato com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Pedro (SAAESP) para buscar explicações sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago, mas recebeu a resposta, do diretor-presidente do órgão, Thiago Silva, de que o lago em questão não era de responsabilidade da SAAESP e que, portanto, o órgão não tinha informações a respeito do que poderia ou não estar sendo despejado no local. Thiago ainda repassou à questão à prefeitura, a quem repassou a responsabilidade por dar explicações sobre o assunto.

Foto: Haroldo Botta

A ANDA tentou contato com a prefeitura, através dos telefones disponíveis no site oficial do município, mas não conseguiu contato. Por essa razão, um e-mail foi enviado para Luis Carlos Piedade, responsável pela Secretaria de Obras, Meio Ambiente e Serviços Públicos. Piedade, no entanto, não respondeu ao questionamento da redação sobre o possível despejo irregular de esgoto no lago.

Botta lembrou ainda que “o vereador Robson Pedrosa (PSL) fez um requerimento em novembro do ano passado, e reiterou o pedido mês passado” para que alguma providência sobre o excesso de algas no lago fosse tomada, “mas até agora nada foi feito”.

Foto: Haroldo Botta

Ao ser questionado sobre a chance das algas terem nascido em excesso devido à limpeza feita em 2018 pela prefeitura no lago, Botta afirmou que “há algumas possibilidades quando se mexe num local como esse: excesso de luz do sol, adubos, ou esgoto”. Ainda segundo ele, “com o acúmulo de algas, a água pode ficar ácida e prejudicar a saúde dos animais”. Apesar de afirmar que a limpeza pode ter interferido na questão, Botta acredita que é mais provável que um possível despejo irregular de esgoto no local seja “a causa desse desequilíbrio”.

O morador contou ainda que os peixes que viviam no lago foram retirados do local. Ele não soube informar para onde os animais foram levados e, devido à impossibilidade de contato com a prefeitura, a ANDA não conseguiu essa resposta. Botta afirmou também que pretende acionar a unidade de Piracicaba, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que é responsável por fiscalizar questões ambientais em São Pedro.

“Os animais na cidade são considerados como ‘coisas’ pela atual administração”, criticou Botta.

Foto: Haroldo Botta

Foto: Haroldo Botta

* Por Mariana Dandara

MP denuncia ex-BBB Maycon Santos por apologia a maus-tratos a animais

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o ex-participante do Big Brother Brasil 19, Maycon Santos, por apologia a maus-tratos a animais e crime contra a paz pública. Isso porque o mineiro deu declarações, durante o programa, nas quais disse que havia perdido a virgindade com uma cabra – o que configura estupro – e amarrado bombinhas no rabo de um gato.

(Foto: Reprodução / Globo)

Em fevereiro, o delegado Maurício Mendonça, titular da 32ª DP, do Rio de Janeiro, abriu um inquérito para investigar o caso após receber denúncias de entidades de proteção animal. O ativista Randel Silva foi o responsável por registrar a ocorrência contra o ex-BBB. As informações são do Notícias da TV.

Na última segunda-feira (20), a petição do Ministério Público foi encaminhada ao 16ª Juizado Especial Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que irá analisar se aceita a denúncia. O ex-BBB foi procurado para se posicionar, mas não comentou o caso.

Após sair do programa, Maycon falou sobre o assunto. “Falei algumas coisas que foram mal interpretadas, outras erradas, e não quero ser mal interpretado novamente”, disse. Sobre a apologia a zoofilia – isso é, o estupro de animais – o ex-BBB disse: “isso foi uma brincadeira e tenho a humildade de reconhecer que falei coisas erradas no programa”.

Milhares de baleias e golfinhos são mortos na temporada de caça das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As Ilhas Faroe, são um aglomerado incomum de ilhas localizadas no Atlântico Norte, cerca de 200 milhas ao norte da Escócia e também um dos principais pontos turísticos da região. Formalmente o território do arquipélago é dinamarquês, mas o país possui autonomia própria significante e não fazem parte da União Europeia, ao contrário da Dinamarca.

De acordo com informações do Business Insider, a ilha é hoje tão popular que se fechou aos turistas, exceto aqueles que estão dispostos a ajudar a reparar e manter o arquipélago. No entanto, há um lado mais sombrio do território belo e selvagem.

Ecologistas publicaram uma série de fotografias chocantes mostrando baleias e golfinhos sendo caçados nas Ilhas Faroe.

O grupo Sea Shepherd, que faz campanha contra práticas de pesca bárbaras, registrou as imagens ao longo de um período de meses.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Eles documentaram uma série dos chamados “passeios de baleias”, nos quais o governo das Ilhas Faroe diz que cerca de 1.200 baleias e 500 golfinhos foram mortos. Cabe ressaltar que o governo do arquipélago defendeu vigorosamente a prática que classifica de “secular”.

Ao analisar as fotos é possível concluir, com o que se parece essa prática de caça e entender mais sobre sua história por meio das imagens. Atenção: imagens de conteúdo forte ou perturbador para pessoas mais sensíveis.

O processo de matança envolve barcos indo em busca de grupos de baleias e golfinhos, e os encurralando em águas rasas, onde são mortos à mão.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Um grande número de habitantes locais se envolve com o processo, e cada um pode reivindicar uma porção da carne depois. Estas são as baleias-piloto.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Esta baleia estava grávida – seu bebê acabou morrendo também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Estatísticas oficiais mostram que 1.194 baleias-piloto foram mortas na temporada de caça de 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os faroenses também caçam um grande número de golfinhos de face branca, como estes. Um total de 488 golfinhos foram mortos em 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os pais levam seus filhos para ver o processo em ação, e é normal posar para fotos com os animais mortos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Nem as baleias nem os golfinhos estão em perigo, sendo as autoridades do arquipélago. O governo das Ilhas Faroe disse que na maioria dos anos cerca de 1% do total das populações de golfinhos e baleias são caçados.

Caçadas de extermínio como estas vêm ocorrendo desde pelo menos 1298, quando as primeiras leis de sobrevivência que regulam a prática foram publicadas, e registros precisos existem desde 1584, de acordo com o governo das Ilhas Faroe.

A temporada de caça deste ano foi grande. Cerca de 1.700 animais foram mortos em 2017, em comparação com cerca de 800 em um ano médio.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A última vez que tantos animais assim foram mortos foi em 1996.

Os animais são marcados para acompanhamento – ao olhar de perto pode-se ver o número 16 sobre este golfinho, ao lado da nadadeira.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os animais são massacrados por carne e gordura – aqui um homem corta pedaços de um golfinho.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os habitantes das ilhas dizem que a carne de baleia e golfinho é uma parte importante de sua alimentação, e dessa forma eles não precisam gastar dinheiro e desperdiçar recursos naturais importando alimentos do exterior.

Os cadáveres de alguns animais são levadas para caminhões e transportadas para processamento posterior.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

No final, a carne é toda embalada. A maior parte é compartilhada na comunidade das Ilhas Faroe, mas alguns podem ser comprados nas lojas também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd se opõe à caça há anos e já tentou fisicamente parar o processo com seus próprios barcos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd disse ao Business Insider que eles foram impedidos por meios legais de usar seus navios para protestar.

Em vez disso, os voluntários foram para as Ilhas Faroe e posaram como turistas para tirar fotografias das caçadas, com a esperança de garantir uma cobertura da mídia adversa a matança.

Um deles escreveu sobre o que viu:

“Testemunhar uma matança em primeira mão foi realmente uma experiência terrível. Em um lugar tão quieto e calmo, em meio a natureza, foi enervante ver os moradores locais tão animados quando a temporada de caça foi anunciada”.

“A primeira caçada que vimos foi em Hvannasund, cenário de várias mortes em 2017. Testemunhamos todo o processo desde a chegada das cerca de 50 baleias-piloto até sua morte, o massacre e a distribuição da carne e da gordura.

“À medida que as baleias-piloto eram levadas para a costa pelos pequenos barcos, a intensidade dos corpos se agitava. Ganchos eram atirados em seus corpos e as baleias eram arrastadas para a costa em um jogo sádico de cabo de guerra. Testemunhamos baleias aparentemente batendo suas cabeças contra as pedras em um frenesi desesperado”.

O governo das Ilhas Faroe defende a tradição e diz que a Sea Shepherd irá “fazer qualquer coisa” para desacreditá-los.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As imagens falam por si. Absolutamente nenhuma justificativa pode ser dada para atos cuja barbaridade é impossível de ser descrita. Sadismo, crueldade, violência e desrespeito pela vida são alguns termos que se encaixam, embora estejam longe de descrever o horror das cenas mostradas tendo como cenário um verdadeiro mar de sangue.

Cão que passou a vida inteira preso a uma corrente descobre finalmente a liberdade

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Talvez a melhor forma de compreender o trauma desse animal seja nos colocando em seu lugar. Imagine passar todo o seu tempo fora de casa amarrado a uma árvore. A corrente pesada em volta do seu pescoço pesando constantemente e você mal tem qualquer proteção contra os elementos incontroláveis, chuva, frio, sol, calor.

Essa era a triste realidade de um cão acorrentado que foi encontrado recentemente amarrado a uma árvore na floresta da Geórgia (EUA) com uma pesada corrente de madeira e um colar de couro de quatro polegadas de espessura em volta do pescoço.

Depois que ele foi encontrado, o cão foi resgatado e levado para um abrigo local, o Grupo de Resgate e Reabilitação de Animais com Necessidades Especiais (SNARR, na sigla em inglês) foi chamado para ajudar o animal traumatizado.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

O cachorro estava apavorado e mantinha a cabeça firmemente apoiada contra a dura parede de concreto do abrigo quando as pessoas tentavam se aproximar.

Inacreditavelmente, ele tinha uma coleira pesada e extremamente grossa ao redor do pescoço. Não é de admirar que ele estivesse morrendo de medo dos humanos.

O SNARR gentilmente deu a ele seu passe para a liberdade e o cachorro está agora em uma clinica veterinária na Geórgia. Com o tempo esse doce menino vai aprender que nem todos os humanos são maus.

Foto: One Green Planet

Foto: One Green Planet

Aos poucos, com carinho, paciência e muito amor ele vai se abrir e reencontrar o caminho de volta para a felicidade. Mas nem todos os cães tem esse destino.

Se você estiver procurando por um novo membro da família, adote sempre. Há milhões de animais de companhia entrando em abrigos todos os anos e todos nós podemos fazer a nossa parte para acabar com a crise de superpopulação de animais simplesmente adotando.

Ao castrar os animais você pode ajudar ainda mais a reduzir a população de animais abandonados.

É igualmente importante denunciar quando qualquer abuso de animais for presenciado. A polícia é obrigada a atender ocorrências que configurem maus-tratos aos animais, isto é crime previsto em lei. Nunca silencie, a omissão também causa vítimas.

Universitários criam aplicativo para denunciar crimes contra animais silvestres

Universitários dos cursos de Biologia e Computação da Universidade Federal do Piauí (UFPI) desenvolveram um aplicativo para denunciar crimes cometidos contra animais silvestres no Piauí. Em fase de registro, o programa deve estar disponível para celulares com sistema operacional Android no segundo semestre de 2019.

Foto: Arquivo Pessoal/ Wedson Medeiros

Batizado de Curupira – o personagem folclórico que protegia os animais dos caçadores na floresta -, o aplicativo receberá denúncias de casos de caçadores de animais silvestres. Através dele, será possível enviar fotos, informações e a localização geográfica através do GPS do celular.

O professor Wedson Medeiros, orientador dos alunos que desenvolveram o projeto, explicou que haverá um link direto ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA). O anonimato na hora da denúncia é garantido. As informações são do G1.

“O aplicativo tem a vantagem de aumentar a precisão das denúncias, já que dispõe de recursos como o geo posicionamento e as fotos”, comentou o professor.

O aplicativo foi feito para uma disciplina de educação ambiental. Além dos crimes de caça, será possível também denunciar maus-tratos a animais silvestres e cativeiro. No aplicativo, o denunciante poderá especificar que tipo de animal está sendo alvo de criminosos.

Foto: Arquivo Pessoal/ Wedson Medeiros

Espécies como tatu, tamanduá-mirim e algumas aves são as principais vítimas da caça para alimentação no Piauí, segundo o professor Wedson. Papagaios, araras, periquitos e pássaros canoros também são caçados, mas para serem traficados e aprisionados em cativeiro.

Uma reunião foi feita entre os universitários e técnicos do Ibama. Segundo o professor, o aplicativo deve ser testado por eles nos próximos meses. “Eles estão otimistas sobre as perspectivas que o aplicativo traz, e estão nos dando todo o suporte necessário”, disse o Wedson Medeiros.

Integram o grupo de universitários que desenvolveram o aplicativo Daniele Tertulino, Nilton Teixeira, Joanara Oliveira, Pablo Oliveira, Luiza Ester Alves, de licenciatura em Ciências Biológicas, Pedro Ivo Soares e Wellyson Vieira, do bacharelado em Computação, sob orientação dos professores Wedson Medeiros e Bruno Pralon.

Animais aparecem mortos e moradores suspeitam de envenenamento

Doze animais, sendo 11 gatos e um cachorro, foram encontrados mortos no condomínio Jardim Botânico, na região do Coxipó, em Cuiabá (MT). O caso foi denunciado à Polícia Civil, na segunda-feira (6), por moradores que suspeitam de envenenamento.

Foto: Jenifer Gonçalves/Arquivo pessoal

A ativista Jenifer Gonçalves conta que a morte de animais é comum no local. Ela reforça, porém, que antes os casos eram mais esporádicos e agora estão acontecendo de forma mais frequente.

“A semelhança entre os casos é que todos os animais são encontrados mortos no mesmo local ou próximo”, afirmou Jenifer ao G1.

O tutor do cachorro que morreu contou que o animal passou mal após ingerir algo que estava próximo ao meio-fio. Ele foi socorrido, mas não resistiu. Na clínica, foi comprovada a ingestão de substância tóxica.

“Não conseguimos comprovar que substância é essa, porque não há exames disponíveis no estado, mas diante das evidências e da forma como são encontrados, suspeitamos que estejam sendo envenenados”, explicou ela.

Os moradores afirmam que todos os animais encontrados mortos apresentam as mesmas características: baba na boca e corpo inchado. As regras do condomínio permitem que os moradores criem animais e que eles circulem pelo local.

Após os moradores efetivarem denúncia, a polícia informou que irá investigar o caso.

Homem agride cadela até a morte na frente de criança, denunciam testemunhas

Um crime brutal revoltou moradores de Lajeado, no Vale do Taquari, no interior do Rio Grande do Sul. De acordo com testemunhas, uma cadela foi agredida até a morte na frente de uma criança. O crime aconteceu na última quinta-feira (2).

Foto: Reprodução/Prefeitura de Lajeado

Segundo os relatos, o tutor do animal o agrediu de forma brutal, usando uma barra de ferro. A agressão aconteceu, ainda de acordo com as testemunhas, na frente do filho do homem, que tem apenas dois anos de idade. As informações são do portal G1.

A cadela foi encontrada na quinta-feira por funcionários da Secretaria de Meio Ambiente do município. Ela estava caída no chão, em estado de choque e com moscas sobre seu corpo.

Resgatada, a cadela recebeu atendimento veterinário. Após ser examinada, foi constatado que ela havia sofrido fratura no osso do diafragma, traumatismo craniano e tinha água nos pulmões.

Diante da situação, a cadela passou a receber tratamento médico. No entanto, apesar de ter recebido medicações e todos os cuidados necessários, ela não resistiu aos graves ferimentos que sofreu.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Ativistas denunciam consumo de carne de cachorro na China

Ativistas pelos direitos animais denunciaram o consumo de carne de cachorro na China durante um concurso de cães, que começou na terça-feira (30) em Xangai. A exposição canina, organizada pela Federação Cinológica Internacional, dura quatro dias.

(Johannes Eisele/AFP)

Mais de 730 mil assinaturas foram coletadas em uma petição online para denunciar a organização do concurso em um país que mata cachorros para consumo humano. As informações são do portal UOL.

Atualmente, o consumo de carne de cachorro é minoritário na China. No entanto, isso não impede que uma festa de carne de cães seja realizada todos os anos, em junho, em Yulin, na região de Guangxi.

Cerca de um terço dos 30 milhões de cachorros consumidos no mundo estão na China, segundo o grupo de proteção de animais Humane Society International (HSI).

O Kennel Club britânico se negou a se apresentar no concurso em Xangai e denunciou a morte, muitas vezes brutal, de cães no país. Os ativistas criticam a dicotomia dos chineses entre amar os cães e matá-los para consumo.

“É um duplo critério, que indigna muitos amantes dos cachorros na China, contrariados de ver que este comércio ilegal continua”, afirmou a Humane Society International (HSI), em um comunicado.

Multinacional despeja toneladas de fezes de bois em rio, denunciam moradores

Moradores de Curuperé-Grande, região localizada na fronteira entre as cidades de Abaetetuba e Igarapé-miri, no Pará, denunciam que a multinacional Minerva Foods tem despejado toneladas de fezes e urina de bois no rio Curuperé.

Morador mostra o nível de poluição do rio (Foto: Via/WhatsApp)

De acordo com os moradores, que tem protestado contra esta situação, a poluição causada pelos excrementos exterminou a fauna e a flora do rio e tem forçado a população a usar água contaminada. As informações são do portal Diário Online.

Uma fazenda da empresa está localizada às margens do rio, localidade em que residem cerca de 180 famílias de comunidades quilombolas e ribeirinhas. Na propriedade, são mantidos cerca de 20 a 25 mil bois.

Os moradores denunciam que a fazenda não tem estrutura para tratar de 200 a 270 toneladas de excrementos expelidos diariamente pelos animais e os despeja no principal rio da região. De acordo com eles, os dejetos lançados no rio vão parar em pelo menos três igarapés – igapó-açu, bacuri, cataiandeua – que eram usados pela comunidade.

“O forte odor de fezes e urina é insuportável, se sente há quilômetros de distância. Não existe mais nenhum tipo de vida no local. Onde antes havia peixes, onde as pessoas retiravam água para beber e tomar banho, hoje não passa de um líquido pastoso e esbranquiçado”, disse uma testemunha, que preferiu não ser identificada.

Indignados com a situação, moradores fizeram um protesto, bloqueando a entrada da empresa na rodovia PA-151, que liga Igarapé-Miri a Barcarena, impedindo o transporte de bois. As pessoas exigem a saída da empresa da cidade. Uma das lideranças da manifestação disse que será ajuizada uma ação na Justiça, pedindo reparos para despoluição do rio e dos igarapés, indenizações e encerramento das atividades da empresa.

“O povo está há sete anos sofrendo o desastre. A minerva está acabando com tudo o que é deles. São três comunidades afetadas, cerca de 400 famílias. A fazenda deles pega todo rio Curuperé. O povo está humilhado, massacrado. A água deles acabou. Ali está só fezes de boi. Empresa não os recebe”, relata Socorro Burajuba, presidenta da associação Caíque Ama, que acompanhou o protesto.

A reportagem do Diário Online tentou contato com representantes da multinacional, mas não obteve sucesso.

A Minerva Foods é a segunda maior fabricante de carne de boi no Brasil e trabalha também com a exportação de animais vivos. Atualmente, a empresa mantém comércio com mais de 100 países.