Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) destruiu centenas de hectares

Dados obtidos pelo Ibama por meio de imagens de satélite (Imagem: Divulgação)

Dados obtidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por meio de imagens de satélite indicam que o rompimento de barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG) causou a destruição de pelo menos 269,84 hectares.

Análise realizada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Informações Ambientais (Cenima) do Ibama aponta que os rejeitos de mineração devastaram 133,27 hectares de vegetação nativa de mata atlântica e 70,65 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP) ao longo de cursos d’água afetados pelos rejeitos de mineração.

A avaliação de impacto foi realizada no trecho da barragem da Mina Córrego do Feijão até a confluência com o Rio Paraopeba. Foram comparadas imagens de satélite obtidas dois dias após o rompimento com imagens de três a sete dias antes da catástrofe.

De acordo com a Fundação SOS Mata Atlântica, antes do rompimento da barragem da Vale, Brumadinho possuía 15.490 hectares de remanescentes de mata atlântica acima de três hectares, o equivalente a 830 campos de futebol. Agora será preciso lidar com as consequências para uma área que representa 24,22% do bioma original.

A fundação defende que o Brasil precisa de um licenciamento ambiental mais sério e eficiente do ponto de vista técnico, que considere a vocação da região, características do entorno e riscos para as comunidades locais.

A SOS Mata Atlântica enfatiza também que muitas barragens no Brasil estão em áreas de cabeceiras dos rios e, com isso, os deslizamentos podem afetar bacias inteiras, colocando em risco o meio ambiente e os serviços ambientais para a população.

Incêndio atinge área de proteção ambiental e mata animais na Bahia

Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de proteção ambiental na zona rural de Eunápolis, na Bahia, na noite de terça-feira (26). Os bombeiros foram acionados e levaram quatro horas para apagar o fogo.

Foto: Reprodução/ TV Santa Cruz

A Secretaria do Meio Ambiente do município afirmou que as chamas tiveram início na localidade de Ponto do Maneca e destruíram árvores de grande porte, atingiram a nascente do Córrego do Onça e mataram animais queimados, como tatus, macacos e aves.

As casas de moradores da região não foram atingidas por pouco. As causas do incêndio ainda são investigadas. As informações são do portal G1.

Outro caso

Em Trancoso, distrito de Porto Seguro, também na Bahia, um incêndio em uma área de mata se estende por alguns dias. Oitenta quilômetros de vegetação já foram queimadas, segundo estimativas do Corpo de Bombeiros.

O Vale dos Búfalos foi devastado pelo incêndio, assim como trechos de mata fechada. Brigadistas e bombeiros de várias cidades tentam combater as chamas.

No domingo (24), um bicho-preguiça foi resgatado na região ao tentar fugir do incêndio.

Caçador paga US$ 100 mil para matar espécie raríssima de cabra

A caça, além de ser extremamente cruel, é responsável pela extinção de diversas espécies de animais selvagens do planeta. A fauna está cada vez ameaçada pele chamado “esporte” e pelo tráfico de animais e suas parte, como chifres, garras e alguns órgãos, como a bexiga do peixe tatoaba, usada na culinária chinesa sob a falsa suposição de que poderia tratar problemas de saúde.

John Amistoso posa com um Kashmir Markhor criticamente ameaçado no Paquistão, em março de 2017

Um caçador de troféus em série, que posa para fotos sorrindo com cadáveres de animais em extinção, pagou US$100 mil, pela quarta vez, para matar uma espécie de cabra extremamente rara.

O norte-americano John Amistoso, de 64 anos – que ganhou dinheiro transformando uma pequena loja familiar em um império multimilionário – viajou para o Paquistão na semana passada para caçar seu quarto markhor, o animal nacional do país.

Com menos de 6.000 dos animais, o markhor, também conhecidos como “cabritos de chifres”, vive entre as montanhas entre o Afeganistão e o Paquistão.

O caçador, assassinou o animal no sábado passado (12) na área de Bunji, no norte do Paquistão.

Ele recebeu a licença para matar por oficiais paquistaneses, que emitiram permissão para caçadores atirarem quatro espécies.

De acordo com um relatório local, assustadoramente, o governo leiloou as licenças de caça para os animais raros em outubro. Os lances começaram em US $ 100 mil para um markhor, US $ 8 mil para um carneiro azul e US $ 720 (£ 560) para um íbex.

É a quarta vez que o americano viaja para a região montanhosa para caçar o indefeso e raro animal. As informações são do Daily Mail.

O caçador de troféus dos EUA com um Suleiman Markhor ‘com chifres de um parafuso’ em janeiro de 2017

Dois posts em uma página chamada Grand Slam Club mostraram o Amistoso posando com os corpos de Suleiman e Caxemira – duas outras subespécies de markhor – em janeiro e março de 2017.

Ele também foi retratado posando com o cadáver de uma cabra de chifre após uma caçada em 2013.

Hipocritamente, o Grand Slam descreve a si próprio “uma organização de caçadores / conservacionistas dedicada a melhorar e perpetuar populações de ovelhas e cabras selvagens em todo o mundo”. O caçador, John Amistoso, está listado no site como um membro vitalício.

Amistonso (foto de 2013) é listado como um ‘membro vitalício’ em uma página que organiza as terríveis caças.

Um usuário indignado no Facebook disse: ‘As pessoas são doentes e mais distorcidas do que os chifres da bela cabra.

Jon Wilson escreveu: ‘Eu amo como os caçadores se chamam conservacionistas e dizem que matam animais para salvá-los. Você não pode fazer isso!

“A verdade é que eles só gostam de matar coisas e estão dispostos a pagar muito dinheiro para isso”.

Outro disse: ‘Apenas seja honesto sobre o seu desejo de sangue e pare de fingir que se importa com a conservação’.

Marty Yarbrough respondeu: ‘Eles são um bando de perdedores que pensam que matar animais indefesos os torna maiores’.

Elisia Peters comentou: ‘Quem em sã consciência mataria um animal pelo esporte ?! Vocês são loucos e doentes.

Mais uma vítima do leilão de licenças no Paquistão

Outro caçador também pagou para assassinar o raro markhor. As informações são do World Animals News.

De acordo com a página do Facebook de Parques Nacionais do Paquistão, outro americano, identificado pelo Pamir Times  como Christopher, pagou cerca US$ 100 mil por uma das quatro autorizações concedidas pelo governo do Paquistão.

 

Foto: Parques Nacionais do Paquistão

Christopher caçou, atirou e matou o pobre animal na região Chitral do Paquistão, em seguida , exibiu seu chamado “troféu” ao lado dele e sua equipe em fotos.