Veterinária usa Facebook para vender filhotes de canguru

Foto: Facebook

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Animais não são produtos para serem precificados são vidas sencientes, companheiros de planeta e qualquer tentativa de lucrar sobre eles, e afastá-los de seu habitat natural, tornando-os de animais selvagens em animais domésticos trará imensos danos e sofrimento a esses seres.

Uma criadora de animais americana enfrentou uma onda de revolta e criticas ferozes dos usuários da rede social por vender cangurus bebês no Facebook por 7100 dólares cada.

A mulher que se diz natural e residente do Texas (EUA), se descreve como uma “veterinária simples e exótica” no Facebook, vende também “zebras de qualidade, camelos e cangurus” online.

Foto: Facebook

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Seu último post provocou protestos violentos depois que a veterinária postou uma foto de seis filhotes de canguru, com um preço inicial de 7,1 mil dólares para cangurus do sexo feminino e 2800 dólares cangurus do sexo maculino.

Infelizmente não é considerado ilegal pela lei americana possuir um canguru no estado do Texas, mas os marsupiais não podem ser treinados em casa.

Eles podem crescer até dois metros de altura e pesar até 90 kg e requerem espaço adequado para se movimentar e correr.

Grupos que atuam em defesa dos direitos animais questionaram se a prática da veterinária era legal, alegando que os animais precisavam ser criados livres na natureza, de onde jamais deveriam ter saído.

“Estes animais indefesos jamais deveriam estar à venda, eles pertencem a natureza e não devem ser criados em cativeiro! Pobres filhotes de cangurus! Isso é absolutamente horrível! ”, escreveu um deles.

“Especialistas em animais devem estar envolvidos”, comentou outro.

Foto: Facebook

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“Eles não poderiam estar em estado selvagem agora, eles todos ainda tomam mamadeira infelizmente eles não se ajustariam em estado selvagem agora. Pelo menos na minha compreensão, mas devem ser soltos quando estiverem maiores, prontos e adaptados”, explicou um deles.

Desde então, a veterinária removeu a postagem do Facebook, mas ainda anuncia em seu site a venda dos animais selvagens, segundo informações do Daily Mail.

Animais selvagens nativos da Austrália sendo vendidos em redes sociais

Os animais nativos mais emblemáticos da Austrália estão sendo negociados por criadores americanos que os vendem como animais domésticos por milhares de dólares.

A repercussão do terrível comércio de animais nativos surgiu depois que os australianos ficaram chocados com um kookaburra chamado “Thunder” sendo vendido em uma gaiola em uma loja de animais em Virginia Beach por 1.200 dólares (cerca de 5 mil reais).

Infelizmente, Thunder é apenas a ponta do comércio crescente de animais nativos australianos nos EUA.

Uma pesquisa rápida em sites de animais domésticos nos EUA revela que cangurus, wallabies, planadores de açúcar e emas estão disponíveis – por um preço. Um criador divulgou online de seis cangurus albinos 45 mil dólares (cerca de 175 mil reais).

Jeff, que mora no estado de Nova York e cria emus, disse ao Daily Mail na quinta-feira (28) que entendia completamente a popularidade dos animais nativos da Austrália – especialmente os cangurus.

“Quem não gostaria de um?” ele disse.

“Eles são fofos e fofinhos quando são bebês – não há nada como ter um canguru, as pessoas enlouquecem quando o veem.”

Ele disse que viu uma pessoa passeando com seu canguru em uma loja dentro um carrinho de compras para o deleite de outros compradores.

Chris, que cria lorikeets, disse ao Daily Mail Austrália que ela estava confusa sobre o motivo pelo qual os australianos ficaram tão indignados ao saber que um kookaburra estava à venda, e alega que animais australianos nativos foram legalmente enviados para zoológicos nos Estados Unidos na década de 1970, e esses zoos passaram o excedente para os criadores – o que significa que não é ilegal para os criadores americanos venderem os animais.

De acordo com a lei australiana, os animais nativos não podem ser retirados do país, mas Chris disse que não acredita que “Thunder” tenha sido obtido ilegalmente, pois conhece seu criador – um homem idoso que está no mercado há décadas. A loja de animais também negou que o Thunder fosse contrabandeado para o país.

Anúncios em lojas de animais online mostram que os animais australianos estão à venda em todos os EUA, com preços que atingem mais de alguns milhares de dólares.

Casais de baby emus são vendidos online de 500 a 979 dólares (cerca de 2 a 4 mil reais), com um site oferecendo até mesmo o envio de aves nativas australianas para qualquer lugar dos EUA via avião.

O petauro-do-açúcar é outro animal faz sucesso entre os americanos, com os marsupiais sendo criados para uso doméstico por mais de uma década nos Estados Unidos. As informações são do Daily Mail.

O pet shop onde está “Thunder” disse em um comunicado postado em sua conta do Facebook que não há qualquer irregularidade da parte deles, mas explicaram com detalhes de onde o kookaburra veio.

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Kim Kardashian manda fazer casacos sintéticos para deixar de usar pele de animais

A socialite Kim Kardashian decidiu parar de usar casacos feitos com pele de animais. Na terça-feira (11), ela fez uma publicação em rede social anunciando a mudança.

Foto: Reprodução / Instagram / @kimkardashian

A decisão da socialite é importante, já que ela é formadora de opinião e, por isso, influencia muitas pessoas em todo o mundo.

O processo de fabricação de roupas feitas com pele de animais é extremamente cruel e as denúncias sobre o tema feitas por ativistas pelos direitos animais parecem ter conscientizado Kim Kardashian.

No Instagram, a socialite publicou uma foto de North West, sua filha, usando um casaco feito de pele falsa.
“Se lembram quando eu usei isso? Ela escolheu um look igual ao meu! Mas, o fato divertido é: eu peguei todas minhas peças favoritas que usam pele e mandei refazê-las em versões com peles falsas“, escreveu na legenda.

Foto: Reprodução / Instagram / @kimkardashian

A socialite já foi alvo de vários protestos feitos por ativistas. Em 2012, um militante jogou farinha em Kim para se manifestar contra os casacos de pele usados por ela.

Ao anunciar a mudança, a socialite recebeu muitos elogios, inclusive da organização internacional de defesa dos animais PETA.

“AMOR! Obrigado por fazer mudanças compassivas que salvam os animais e mostram ao mundo que os estilos #LivresdePele são o futuro!“, disse um seguidor.

Lei que pune maus-tratos com perda da guarda do animal é sancionada em Palmas (TO)

A prefeita de Palmas (TO), Cinthia Ribeiro (PSDB), sancionou uma lei que define o que são maus-tratos a animais e pune tal prática com a perda da guarda do animal maltratado. A legislação foi publicada no Diário Oficial de terça-feira (11).

Foto: Pixabay

“Define-se como maus-tratos e crueldade contra animais as ações diretas ou indiretas, capazes de provocar privação das necessidades básicas, sofrimento físico, medo, estresse, angústia, patologias ou morte”, diz o texto da lei. As informações são do G1.

A legislação proíbe: abandono em vias públicas, em residências fechadas ou inabitadas; agressões diretas ou indiretas de qualquer tipo, tais como: espancamento, uso de instrumentos cortantes ou contundentes, uso de substâncias químicas, tóxicas, escaldantes e fogo; privação de alimento ou de alimentação adequada; confinamento, acorrentamento e/ou alojamento inadequado; uso de cadeado para o fechamento da coleira.

Os animais devem, segundo a lei, ficar em ambientes limpos, com incidência de sol, luz, sombra e ventilação e com tamanho adequado às necessidades e ao porte deles. Os tutores devem também fornecer alimento e água limpa aos animais, além de atendimento veterinário.

A nova norma determina que animais maltratados devem ser resgatado pela Prefeitura Municipal ou por ONGs de proteção animal.

A administração municipal foi questionada sobre como cumprirá a lei, já que não há estrutura no município para abrigar animais e o Centro de Controle de Zoonozes recebe apenas animais doentes.

A prefeitura alegou que “a Lei sobre a proibição da prática de maus-tratos e crueldades contra animais é considerada um avanço para a gestão pública municipal, pois a partir da legalidade sobre o ato, a Prefeitura de Palmas vai buscar parcerias, apoios e convênios para melhor se estruturar e atender esta pauta” e disse que a legislação será regulamentada e instrumentos para permitir que ela seja executada serão criados.

Carteiro cumpre o último desejo de sua amiga Gretchen, uma cachorra resgatada

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

Gretchen, uma cachorra da raça pastor alemão, faleceu recentemente – mas ela encontrou a pessoa perfeita para garantir que seu legado amoroso continuasse vivo.

Quando a família Cimino, do Texas (EUA), adotou Gretchen em 2013 após ela ter sido resgatada de uma situação de sofrimento, ficou evidente que ela havia recebido muito pouco amor em sua vida até aquele momento.

“Ela era bastante desconfiada de todas as pessoas”, disse Chris Cimino ao The Dodo. “Eu não conheci todo o seu passado, mas a julgar pelas suas reações iniciais, não foi uma boa história”.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

Mas logo Gretchen veio passou a adorar sua nova família – embora ela ainda fosse muito cautelosa com todos os estranhos.

Isto é, até que conheceu o carteiro Fernando Barboza.

Barboza é um amante de cães e faz questão de demonstrar isso. Desde que começou em seu trabalho há cinco anos, ele passou a conhecer todos os cães em sua rota de entrega de cartas pelo nome.

“Eu tenho um saco de guloseimas no meu caminhão de correio”, disse Barboza ao The Dodo.

“Quando eu trago uma encomenda ou uma correspondência para a porta de alguém, e lá tem um cachorro, eu dou a eles um presente. Já que estou trazendo algo para o tutor, eu também posso trazer algo para os cães também, eles são parte da família”.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

Foi assim que Barboza conheceu Gretchen – e foi a primeira pessoa fora da família Cimino a conquistá-la.

“Quando a conheci, fiquei meio preocupado”, disse Barboza. “Ela ficou um pouco distante no começo, mas depois eu comecei a falar com ela, acariciá-la e trazer os petiscos para ela”.

Gretchen foi conquistada.

Com isso, uma doce e fiel tradição começou a se formar, na qual Gretchen aguardava ansiosamente na porta da frente, antecipando a chegada do carteiro.

Isso aconteceu todos os dias durante anos.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

“Ela conhecia o som do caminhão de correspondência e se animava e se preparava quando o ouvia”, disse Cimino. “[Barboza] apenas usou aquela energia que ele carregava e somou a sua boa natureza e seu amor por ela. E ela também o amava.”

“Ela era minha amiga”, disse Barboza.

Mas esta semana, essa tradição infelizmente acabou.

“Na segunda-feira, vi que a caixa de correio da família de Gretchen estava com a tampa levantada, o que significava que havia correspondência de saída (para levar)”, disse Barboza.

Aquilo não era algo comum, no entanto. Dentro da caixa de correio havia uma sacola de petiscos – e uma mensagem para Barboza contando algumas notícias comoventes:

“Gretchen faleceu ontem. Ela me pediu para lhe perguntar se você dividiria as guloseimas dela que restaram aqui em casa e que ela não teve a chance de comer todos, com os outros cachorros em seu caminho. Ela sempre gostou de ver você vir até a porta e estava sempre feliz em ganhar petiscos seus”.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

“Eu vi a sacola plástica e li a nota”, disse Barboza. “Eu fiquei engasgado de emoção”

Depois, Barboza foi até a porta da família Ciminos para expressar suas condolências – prometendo cumprir o desejo final de Gretchen.

E ele fez exatamente isso.

“Eu tenho distribuído as guloseimas dela aos cachorros em minha rota todos os dias. E quando eu faço isso, eu sempre digo: ‘Isto é um presente da Gretchen'”, disse Barboza.

O belo gesto ajudou tanto a família de Gretchen quanto sua querida amiga Barboza a lidar com sua morte.

“Tem sido feliz e triste ao mesmo tempo”, disse Barboza. “Estou triste quando penso nela, mas fico feliz de ver as caudas dos outros cachorros abanando como loucos quando recebem os petiscos. É uma sensação agridoce”.

Foto: Chris Cimino

Foto: Chris Cimino

“Eu sei que ela teria desejado que seus petiscos favoritos que ela não poderia terminar de comer, fossem para seus amigos”, disse Cimino. “Ela pode não ter gostado de muitas pessoas, mas ela com certeza amava outros cães”.

A família de Gretchen ainda está de luto por sua perda, mas eles estão agradecidos pelos anos de bondade e alegria que Barboza trouxe para ela – e continua a espalhar para outros cães em seu nome.

Barboza admite que, ao passar pela casa dos Ciminos agora, ele precisa lembrar a si mesmo que Gretchen não está mais esperando por ele. No entanto, juntamente com as guloseimas que ele está distribuindo em nome dela, Barboza também carrega o legado de Gretchen em seu coração:

“Eu ainda espero ver minha velha amiga Gretchen, mas é claro que ela não está mais lá”, disse ele, acrescentando que, apesar de sua morte, em alguns aspectos ela sempre estará por perto: “Para mim, os cães se tornam parte de nós.”

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Cachorra foge de casa pra brincar com cervo na floresta

Foto: Rachel Howatt

Foto: Rachel Howatt

Quando a cachorra da raça husky siberiano de Rachel Howatt, chamada de Koda, se soltou e escapou de casa, sua tutora preocupada passou muito tempo procurando por ela na vizinhança e na floresta perto de sua casa sem sucesso.

Muito amada pela família, Koda causou tristeza e preocupação com seu sumiço. Mas felizmente, alguns dias depois, o membro de confiança da família reapareceu em casa, em Manitoba, Ontário, no Canadá, como se nada tivesse acontecido.

Foto: Rachel Howatt

Foto: Rachel Howatt

“Nós definitivamente procuramos muito por ela, mas no final ela acabou por voltar sozinha mesmo”, Howatt disse ao The Dodo. “Ela é realmente muito inteligente, então eu não duvidei que ela conseguisse encontrar o caminho de casa”.

A cachorra retornou poucos dias após Howatt lembrar de checar com sua vizinha, que tinha uma câmera de trilha posicionada na floresta, perto de casa, para ver se Koda havia sido vista. Com certeza, Koda foi pega pela câmera – e ela não estava sozinha.

Foto: Rachel Howatt

Foto: Rachel Howatt

Aconchegado ao lado dela, comendo e dormindo com a cachorrinha, estava um cervo do sexo masculino.

Durante toda a noite, Koda é filmada brincando e sentada ao lado do divertido novo amigo de brincadeiras, que não parecia nada incomodado em ter um cachorro ao seu lado.

“Foi uma surpresa e tanto”, disse Howatt. “Com base no tempo registrado correndo nos quadros durante as filmagens, parece que eles passaram mais de 12 horas juntos. Há também outra foto onde há dois dólares na foto com ela.

Foto: Rachel Howatt

Foto: Rachel Howatt

Esta não é a primeira vez que veados selvagens se tornam amigos de um animal doméstico. Sabe-se que os cervos fazem amizade e se aproximam de vacas e até mesmo de gatos quando eles se encontram na floresta.

Enquanto Howatt fará o seu melhor para evitar que Koda fuja no futuro, ela tem a sensação de que a cachorrinha vai querer voltar para a floresta para se reunir com seu amigo selvagem.

“Os huskies têm um espírito tão livre”, disse Howatt. “Não me surpreende que Koda estivesse tentando fazer um novo amigo”.

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Projeto de Conservação é criado para salvar o boto do rio Yangtze da extinção

Foto: WWF

Foto: WWF

Semana passada, o Projeto de Conservação do boto-sem-barbatanas do rio Yangtze (Neophocaena phocaenoides) também conhecido como golfinho do Indo-Pacífico, foi lançado na província chinesa de Hubei. As ONGs Hikvision e World Wildlife Fund (WWF) unirão forças junto ao One Planet Fund (OPF) para fornecer produtos e tecnologias avançadas para a proteção da espécie que esta em declínio e é o único mamífero aquático restante no rio mais longo da China.

Ao mencionar espécies em extinção na China, geralmente as pessoas logo pensam no Panda Gigante. No entanto, o boto-sem-barbatana do rio Yangtze (conhecido também como o “anjo sorridente” por seu icônico sorriso permanente) está ainda mais perto da extinção que o urso símbolo chinês. A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classificou o boto como “criticamente ameaçado”, com apenas cerca de mil deles permanecendo em estado selvagem em 2017.

A boa notícia é que mais e mais pessoas têm trabalhado juntas para conservar o ecossistema do rio Yangtze. O Yangtze Finless Porpoise Conservation Project (Projeto de Conservação do boto-sem-barbatana do rio Yangtze) é apenas um exemplo de um grupo de pessoas que lutam para salvar a espécie da extinção.

Ao usar o equipamento da Hikvision, como câmeras subaquáticas e veículos aéreos não tripulados, o projeto apoiará a reserva natural no monitoramento dos hábitos dos golfinhos do Indo-Pacífico, e também o ambiente hidrobiológico de maneira eficiente, que trabalhará para melhorar sua proteção na natureza.

De acordo com o Sr. Lei Gang, diretor da região do WWF Wuhan, o número de botos do rio Yangtze nesta área cresceu de apenas cerca de 20 para quase 100. No entanto, ainda requer esforços conjuntos de governos, empresas, ONGs e outras organizações sociais para enfrentar os graves desafios e impedir que os botos se extingam.

Como um parceiro técnico importante deste projeto, a Hikvision está trabalhando em estreita colaboração com outros parceiros para realizar um gerenciamento efetivo da patrulha do habitat e fornecer proteção para os botos do rio Yangtze.

“Nos últimos anos, a Hikvision tem se engajado profundamente em iniciativas de desenvolvimento sustentável, incluindo nossos esforços para proteger o Yangtze Finless Toninha e a biodiversidade local por meio de tecnologias inovadoras”, disse Fu Hao, diretor do Centro de Negócios Hikvision Hubei na China.

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Relatório aponta que a maioria da carne consumida em 2040 não virá de animais

A maioria da carne que as pessoas comerão em 2040 não virá de animais mortos, de acordo com informações de um relatório que prevê que 60% da carne no futuro será cultivada em laboratório ou substituída por produtos à base de vegetais que têm aparência e gosto de carne.

O relatório da consultoria global AT Kearney, foi feito com base em entrevistas com especialistas e destaca os fortes impactos ambientais da produção de carne convencional e as preocupações que as pessoas estão passando a ter sobre o bem-estar dos animais sob a agricultura industrial.

“A indústria pecuária em larga escala é vista por muitos como um mal desnecessário”, diz o relatório. “Com as vantagens de novos substitutos de carne vegana e a carne cultivada em relação à carne produzida convencionalmente, é apenas uma questão de tempo até que eles conquistem uma fatia substancial do mercado”.

A indústria de carne convencional cria bilhões de animais e gera mais de 1 trilhão de dólares por ano. No entanto, os enormes impactos ambientais decorrentes dessa prática foram comprovados e evidenciados em estudos científicos recentes, desde as emissões que impulsionam a crise climática até os habitats silvestres destruídos para a agricultura e a poluição dos rios e oceanos .

Empresas como Beyond Meat, a Impossible Foods e a Just Foods que usam ingredientes vegetais para criar hambúrgueres alternativos a carne de origem animal, ovos mexidos e outros produtos estão crescendo rapidamente. A AT Kearney estima que 1 bilhão de dólares tenha sido investido em produtos veganos, inclusive pelas empresas que dominam o mercado convencional de carne. A Beyond Meat levantou 240 milhões de dólares ao abrir o capital em maio e suas ações mais do que dobraram desde então.

Outras empresas estão trabalhando no cultivo de células de carne em laboratório, para produzir carne de verdade sem a necessidade de criar e matar animais. Nenhum desses produtos atingiu ainda os consumidores, mas a AT Kearney prevê que a carne cultivada dominará o mercado a longo prazo porque reproduz o sabor e a sensação da carne convencional de forma mais real do que as alternativas à base de vegetais.

“A mudança para estilos de vida flexitários, vegetarianos e veganos é inegável, com muitos consumidores reduzindo seu consumo de carne como resultado de se tornarem mais conscientes em relação ao meio ambiente e ao bem-estar animal”, disse Carsten Gerhardt, sócio da AT Kearney.

“Para comedores de carne apaixonados, o aumento previsto de produtos de carne cultivados significa que eles ainda conseguirão desfrutar da mesma dieta que sempre tiveram, mas sem o mesmo custo ambiental e animal associado a isso”.

O relatório estima que 35% de toda a carne será cultivada em 2040 e 25% serão opções alternativas veganas. O estudo destaca a eficiência muito maior das alternativas à carne convencional.

Quase metade das plantações do mundo são usadas como alimento para os animais de criação e fazenda, mas apenas 15% das calorias das plantas acabam sendo comidas pelos humanos como carne. Em contraste, o relatório diz que a carne cultivada e a carne vegana retêm cerca de três quartos de seus nutrientes.

O potencial desconforto do cliente com carne cultivada (falta de costume, novidade) não será uma barreira, diz o relatório, citando pesquisas nos EUA, China e Índia: “A carne cultivada ganhará a longo prazo. No entanto, novos substitutos de carne vegana serão essenciais na fase de transição.

Rosie Wardle, da Jeremy Coller Foundation, uma organização filantrópica focada em sistemas alimentares sustentáveis, disse: “De filés a frutos do mar, um espectro completo de opções está surgindo para substituir os tradicionais produtos de proteína animal por tecnologias de carne baseadas em vegetais e células cultivadas”.

“A mudança para padrões mais sustentáveis de consumo de proteína já está em andamento, impulsionada por consumidores, investidores e empresários, e até mesmo atraindo as maiores empresas de carne do mundo. As previsões de que 60% da ‘carne’ do mundo não virá de animais em 20 anos pode, inclusive, ser uma subestimação”.

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Porcos são mortos a pauladas em matadouros na Tailândia

Imagens de câmeras escondidas feitas no matadouro central da Tailândia e compartilhadas com o jornal The Guardian mostram funcionários do local matando porcos a pauladas com bastões de madeira e acertando os animais nos olhos com o que parecem ser máquinas de atordoamento caseiras.

O ideal seria jamais tirar a vida de um animal, seja ele humano ou não humano, mas a Tailândia nesse caso, ainda tem diretrizes específicas para os matadouros de porcos – que exigem que os animais sejam mortos “sem sofrer” – práticas humanitárias de morte nos matadouros de pequeno e médio porte do país budista são praticamente inexistentes, afirmam ativistas pelos direitos animais.

“O público tailandês, em geral, não está ciente da necessidade de práticas de morte humanitária”, disse o ativista dos direitos animais Wadchara Pumpradit.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Jo-Anne McArthur/We Animals

“As pessoas acreditam que os animais de criação nascem para serem mortos e comidos e as pessoas não consideram suas necessidades ou seu direito de serem respeitados”.

Infelizmente a carne de porco é considerado um ingrediente básico nas receitas tailandesas, desde a cozinha doméstica normal até as barracas de rua do país. Aproximadamente 18 milhões de porcos são criados por ano por produtores no país, variando de cerca de 200 mil pequenos proprietários a gigantes multinacionais, em uma indústria avaliada em cerca de 3,5 bilhões de dólares construída sobre a exploração desses animais indefesos.

Em um matadouro no centro da Tailândia, onde 500 porcos são mortos a cada dia, a fotojornalista e ativista Jo-Anne McArthur documentou recentemente os animais chegando aos montes em picapes. Ela então seguiu o processo de morte deles, e assistiu quando eles foram golpeados com um grande bastão de madeira, abertos com uma faca, deixados para sangrar e finalmente arrastado para um tanque de água fervente.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Do início ao fim, as práticas do matadouro são representativas das operações em matadouros em toda a região, disse a consultora mundial de animais de criação Kate Blaszak da organização internacional de proteção dos animais (World Animal Protection – WAP).

O uso gaiolas é um modo comum de transporte de animas no sudeste da Ásia. Normalmente, os animais chegam abarrotados, desidratados, exaustos e gravemente queimados pelo sol, se forem transportados durante o dia, muitas vezes através das fronteiras estaduais”, disse Blaszak.

“Você vê um péssimo cuidado com os animais: porcos caindo e escorregando, ou sendo derrubados, arrastados, espancados e chutados. Pauladas são uma tentativa manual de atordoar um animal – para deixá-lo inconsciente antes de matá-lo com faca (deixando para sangrar)”.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

“A velocidade simples da pancada manual não pode suprir a energia necessária para um atordoamento efetivo. Uma paulada com um bastão de madeira apenas acerta e causa contusões e abusos nos animais”.

É desumano e cruel.

Imagens secretas de um matadouro a céu aberto em Phnom Penh, onde os porcos são agredidos violentamente à vista dos prédios ao redor, provocaram pedidos de ativistas para que o governo implementasse leis mais rigorosas sobre o bem-estar dos animais.

Engatinhando em relação aos direitos animais

Em 2014, a Tailândia aprovou seu primeiro ato de bem-estar animal, que abrange animais domésticos, animais de trabalho e animais para alimentação. As exceções incluem animais mortos por motivos esportivos e religiosos tradicionais.

Em 2016, uma mulher de 23 anos foi a primeira pessoa a ser processada sob a lei depois que ela jogou o chihuahua de sua colega de quarto na janela do apartamento no 5º andar em Bangcoc.

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

O incidente provocou indignação nas mídias sociais, mas em uma nação notória por seus conturbados templos de tigres, santuários de elefantes e tráfico de animais selvagens, o conceito do que constitui a crueldade contra os animais é evidentemente pouco claro.

Grupos de assistência social, juntamente com a Sociedade Tailandesa para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (TSPCA), esperam trabalhar em conjunto com o governo tailandês para fortalecer o papel da aplicação da lei. Mas Pumpradit não está esperando milagres imediatos.

“A TSPCA foi a primeira a introduzir o ato de bem-estar animal, e isso levou cerca de 20 anos”, disse Pumpradit.

“Será uma longa batalha. Lei e regulamentação são uma coisa, mas a aplicação da lei é o mais desafiador. Se você pune exemplarmente, as pessoas provavelmente não cumprirão a lei quando estiverem a portas fechadas”.

A necessidade de uma reforma nas leis visando o bem-estar animal em toda a região é urgente, disse Blaszak, acrescentando que os porcos são animais altamente inteligentes, capazes de sentir dor e sofrimento intensos.

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Levantamento revela o destino terrível que os cavalos exportados pela Austrália enfrentam

Foto: PETA

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Outros 11% estão listados nos registros da Korean Racing Authority (KRA) como “indeterminado”, uma entrada que muitas vezes coincide com o fim abrupto do histórico médico, ou a listagem de uma lesão que é incompatível com as corridas.

Segue-se a publicação pela Guardian Austrália de imagens secretamente gravadas por investigadores da PETA em um dos principais matadouros de cavalos em Nonghyup na Ilha de Jeju na Coréia do Sul, mostrando cavalos sendo espancados na cabeça com tubos de plástico antes de serem empurrados para pelos corredores do matadouro.

Esse vídeo inclui imagens de três cavalos australianos, incluindo o Dynamic Tank, Bareal Jeong e Winx, todos explorados em corridas de cavalos e considerados “campeões” sendo que o último deles foi listado em uma auditoria – realizada em registros de 40 anos de mortes – realizada pela KRA em 2015. Ele provavelmente foi morto em 2010, quando seus registros veterinários terminam.

Uma análise dos registros Australian Stud Book e KRA mostra que dos 190 cavalos exportados da Austrália para a Coréia do Sul entre janeiro de 2013 e maio de 2019, 22 estão listados como tendo sido enviados para o matadouro e 29 estão listados como tendo morrido, acredita-se que a maioria dessas mortes esteja ligada à indústria da carne.

Outros 11 morreram em consequência de acidentes durante uma corrida ou treino, ou devido a doenças como cólica. Cerca de 27% – ou 53 cavalos – ainda estavam competindo, com a maioria desse número sendo de cavalos que haviam sido exportados mais recentemente. Treze cavalos haviam sido transferidos para a indústria de criação, e 40, ou 21%, haviam sido aposentados como cavalos de passeio.

O tempo médio entre a data listada de exportação da Austrália e a data em que um cavalo morreu, ou foi listado “indeterminado”, é de 22 meses.

O cientista-chefe da RSPCA, Bidda Jones, disse que as imagens mostram que há “problemas óbvios que precisam ser resolvidos” se a Austrália pretende continuar exportando cavalos.

“Pedimos à Racing Austrália que trabalhe em estreita colaboração com suas contrapartes estrangeiras para garantir o manejo humano dos cavalos australianos ao longo de suas vidas, seja aqui ou no exterior”, disse Jones.

Jones disse que a história recebeu “milhares de reações de revolta e ira” dentro de uma hora depois de ser compartilhada na página do Facebook da RSPCA na quinta-feira.

“Os australianos não vão tolerar a violência e a crueldade contra os animais”, disse ela

Jones comparou a reação expressada pelas pessoas às respostas ao comércio de exportação de ovinos vivos, que foi fortemente restringido após o lançamento no ano passado de imagens terríveis divulgadas nas mídias sociais.

“Nesta época em que vivemos, não há onde se esconder”, disse ela. “Se os animais sob seus cuidados não estiverem sendo bem tratados, quando isso acontecer, onde quer que isso aconteça, você será descoberto”.

Jones disse que as indústrias que dependem de animais devem abordar essas questões “muito antes de serem expostas em uma reportagem de alcance mundial”.

A Racing Austrália mostrou imagens do matadouro na terça-feira última, mas disse que não pretendia expandir uma declaração anterior sobre protocolos de aposentadoria de cavalos introduzida na Austrália em 2015, e também expressou seu apoio ao estabelecimento de um registro de rastreabilidade de cavalos financiado pelo governo.

Embora contatada a entidade não respondeu a um pedido de comentário.

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Carne de chimpanzé é servida em casamentos como iguaria e vendida em mercados

Foto: Getty Images

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Classificada pela IUCN como espécie criticamente ameaçada de extinção, os chimpanzés estão sendo caçados e mortos por sua carne. Considerada uma iguaria, a carne está sendo servida em casamentos e vendida em bancas de mercado no Reino Unido, segundo relatos de entidades de proteção aos animais.

Mês passado, uma tonelada de carne do animal – conhecida como “carne do mato ou de floresta” – foi confiscada na alfândega quando chegou ao Reino Unido, vindo da África Ocidental, disse o cientista especialista e autoridade em primatas, Ben Garrod.

A o consumo da carne de chimpanzé pode causar doenças graves, uma vez que os chimpanzés são geneticamente semelhantes aos humanos e muitas vezes a carne é embalados em ambientes insalubres.

Os chimpanzés ocidentais estão na lista de espécies criticamente ameaçadas de extinção devido a ameaças ao meio ambiente e porque sua carne é considerada uma iguaria.

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“É comum encontrar esse tipo de carne em todas as grandes cidades da Europa e dos EUA”, disse o professor da Universidade de East Anglia ao The Sunday Telegraph.

“Vimos muita carne de chimpanzé confiscada no Reino Unido em postos de controle nas fronteiras e nos mercados.

“Muitas vezes ela é trazida para cá como iguaria para ser servida em celebrações específicas como um casamento ou um batizado”.

Jane Goodall, especialista mundialmente reconhecida em primatas com foco em chimpanzés, pediu ao governo que tome medidas e introduza testes de DNA na fronteira.

Ela sugeriu que a Interpol aumentasse seus esforços para impedir que a carne fosse levada para além das fronteiras do bloco de países e sugeriu que novas tecnologias fossem utilizadas para detectar o produto.

A “carne do mato” é mais fácil do que outros produtos contrabandeados pelo mercado paralelo, porque é defumada e enegrecida, dificultando sua identificação.

Pode alcançar até cinco vezes mais que o preço da carne bovina ou suína.

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A questão da importação de carne de chimpanzé para países europeus não é novidade.

Durante um período de 17 dias em 2010, 134 passageiros de 29 vôos foram revistados no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris.

Descobriu-se que quase metade estava carregando peixe ou carne de vaca ou animais selvagens, incluindo crocodilos, primatas e porcos-espinhos.

Em 2011, a carne de chimpanzé foi encontrada em West Midlands durante uma invasão de checagem de padrões comerciais.

Um porta-voz do governo disse: “Além de trabalhar com parceiros de fiscalização e inteligência no Reino Unido e internacionais, a Border Force continua a investir em treinamento e equipamentos para garantir que façamos tudo o que pudermos para interceptar alimentos ilegais e combater contrabandistas”.

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