Ornitorrinco é sacrificado após ser encontrado preso em elástico de cabelo

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Um filhote de ornitorrinco do sexo feminino teve que ser sacrificada depois de ter sido encontrada presa e toda enrolada em elásticos de cabelo jogados no lixo.

Bushwalkers Gill e Steve Bennett viram o pequeno pássaro claramente em perigo enquanto caminhavam em Bright, Victoria (Austrália).

Acredita-se que ela só tenha deixado seu ninho há cerca de dois meses e estivesse “vivendo em agonia” desde que se envolveu nos quatro elásticos.

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Eles se enrolaram e ficaram presos em torno de seu pequeno corpo frágil de forma tão apertada que seu pescoço e uma de suas pernas estavam feridas até o osso.

O abrigo Staghorn Wildlife Shelter e a ONG especializada em ornitorrincos Geoff Williams da Austalian Platypus Conservancy juntos decidiram que a recuperação das lesões seria impossível.

“Logo ficou claro que esse belo e pequeno animal, tão jovem teria que ser sacrificada”, disse Jo Mitlehner, do abrigo Staghorn Wildlife Shelter.

Um veterinário local abriu sua clínica em um sábado, apenas para “fornecer uma morte assistida rápida e humanitária”.

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Mitlehner disse que o desfecho trágico para este ornitorrinco bebê destaca os perigos que as espécies enfrentam na vida cotidiana.

As principais ameaças ao ornitorrinco são a mudança de habitat, a poluição, a mudança dos fluxos do rio, as redes de pesca, o atropelamento nas margens dos rios e o emaranhamento no lixo”, disse ela.

Apesar de todos esses obstáculos, o ornitorrinco consegue sobreviver em cursos de água próximos aos humanos.

“É essencial aprendermos a parar de jogar lixo em nossos cursos d’água”.

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

Foto: Staghorn Wildlife Shelter

A vítima mais recente é o terceiro ornitorrinco a ser retirado do rio Ovens, em Bright, com ferimentos que ameaçam sua vida, causados por lixo e elásticos de cabelos.

Talvez a sinalização que descreve essa questão seja apropriada em lugares especialmente onde os turistas se reúnem?

Ornitorrincos

O Ornitorrinco é um mamífero semiaquático natural da Austrália e Tasmânia, ele possui hábito crepuscular e/ou noturno. Preferencialmente carnívoro, a sua dieta baseia-se em crustáceos de água doce, insetos e vermes.

O animal que é um ícone e símbolo australiano possui diversas adaptações orgânicas para a vida em rios e lagoas, entre elas as membranas interdigitais, mais proeminentes nas patas dianteiras.

O ornitorrinco é uma animal ovíparo, cuja fêmea põe cerca de dois ovos, que incuba por aproximadamente dez dias num ninho especialmente construído. Os monotremados recém-eclodidos apresentam um dente similar ao das aves (um carúnculo), utilizado na abertura da casca; os adultos não têm dentes.

A fêmea não possui mamas, e o leite destinado aos filhotes é diretamente lambido dos poros e sulcos abdominais.

Os machos têm esporões venenosos nas patas, que são utilizados principalmente para defesa territorial e contra predadores. Os ornitorrincos possuem também uma cauda similar à de um castor.

É uma espécie pouco ameaçada de extinção. Em 2008 pesquisadores começaram a sequenciar o genoma do ornitorrinco e descobriram vários genes compartilhados tanto com os répteis como com as aves, mas cerca de 82% dos seus genes são compartilhados com outras espécies de mamíferos já sequenciadas, como o cão, a ratazana e até o homem.

Cão espera todos os dias do lado de fora de sala de aula pelo seu amigo professor que morreu

Buboy espera por seu amigo | Foto: Metro UK/Reprodução

Buboy espera por seu amigo | Foto: Metro UK/Reprodução

Um cão fiel esteve esperando do lado de fora de uma sala de aula todos os dias por seu amado amigo humano que morreu recentemente.

Um vídeo comovente mostra o cão sentado na frente a uma sala de aula de uma universidade, esperando para ser recebido pelo professor Carmelito Marcelo.

O amigo de quatro patas arranha a porta na esperança de que Carmelito venha abri-la, mas infelizmente isso jamais vai acontecer de novo.

Carmelito, de 58 anos, se tornou amigo do cão em situação de rua, Buboy, há mais de dois anos, enquanto lecionava no Mabalacat City College, em Pampanga, nas Filipinas.

Tornou-se uma rotina para Buboy ir à sala de aula do professor para comer de manhã e voltar na hora do almoço para um lanchinho e petiscos.

Buboy ficava em volta do campus e vigiava os prédios à noite.

Infelizmente, Carmelito parou de ir à escola lecionar quando sofreu um derrame no início deste mês e faleceu no sábado último, 18 de maio.

Nas últimas duas semanas, o cão leal vem até a sala de aula todas as manhãs, esperando para cumprimentar o professor.

Professor Carmelito | Foto: Metro UK/Reprodução

Professor Carmelito | Foto: Metro UK/Reprodução

A atitude de Buboy tocou o coração dos alunos de Carmelito e eles decidiram levar o cachorro para a igreja onde o corpo do professor esta sendo mantido.

Em um ponto durante a reunião, Buboy se inclinou na beira do caixão aberto de Carmelito e choramingou com ganidos baixos e doloridos enquanto olhava para o corpo do professor.

Buboy então chegou ao chão e se colocou na frente do caixão, deitando.

O último adeus | Foto: Metro UK/Reprodução

O último adeus | Foto: Metro UK/Reprodução

O estudante Mark Christian Arceo, que tirou as fotos e fez o vídeo do momento, postou o conteúdo nas redes sociais e escreveu: “‘Um cachorro é a única coisa na terra que mais te ama do que ele ama a si mesmo’ – Josh Billings”.

“É difícil e triste ver o cachorro esperando por seu amigo. Ele não sabe que seu companheiro especial foi embora e não vai retornar”.

Foto: Metro UK/Reprodução

Foto: Metro UK/Reprodução

“Todo mundo se uniu para ajudar com a alimentação de Buboy. A equipe, alunos e professores estão fornecendo comida para ele”.

Os funcionários da faculdade Mabalacat City College disseram que agora planejam ajudar a conseguir um novo lar para Buboy.

Bezerro é poupado do matadouro e recebe o nome de Oreo

Por David Arioch

Ele é apenas um cara de seis meses, realmente um bebê”, enfatizou a direção do santuário (Foto: Unity Farm Sanctuary/ivulgação)

Na semana passada, um bezerro foi poupado do matadouro depois de pular de um reboque em movimento em Hopkinton, uma cidade de pouco menos de 15 mil habitantes em Massachusetts, nos Estados Unidos.

O animal da raça escocesa Belted Galloway, criado como “gado de corte”, estava correndo pelo arborizado subúrbio da cidade quando alguém achou que seria uma boa ideia ligar para Tyla Doolin, do santuário de animais Unity Farm, de Sherborn, a cerca de 16 quilômetros de Hopkinton.

Tyla conseguiu encontrar o bezerro, que logo recebeu dos moradores da cidade o nome de Oreo, em referência às suas cores que lembram o biscoito recheado.

Encaminhado para o santuário, o animal já está se familiarizando com os outros moradores. “Ele está morando com uma alpaca no momento (e os dois parecem confusos sobre isso)”, informou a Unity Farm em tom bem-humorado em sua página.

“Nosso veterinário o avaliou e ele parece saudável, e está se recuperando do estresse. Ele é apenas um cara de seis meses, realmente um bebê”, enfatizou a direção do santuário.

Ônibus elétricos colocam Chile no caminho de um futuro mais sustentável

Por David Arioch

Os 200 veículos chegaram às ruas da capital Santiago (Foto: Divulgação)

O Chile possui atualmente a maior frota de ônibus elétricos da América Latina. Os 200 veículos chegaram às ruas da capital, Santiago, este ano como parte de um plano para cortar emissões e reduzir a poluição do ar. Até 2040, o país busca ter uma frota totalmente elétrica em seu sistema público de transporte.

“Para enfrentar decisivamente a mudança climática, a mobilidade elétrica é essencial. Estamos dando um salto em direção a um sistema de trasportes mais limpo, mais eficaz e sustentável”, disse Carolina Schmidt, ministra do Meio Ambiente do Chile e presidente da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP25.

Em dezembro, o país irá sediar a COP25 e tentar conseguir compromissos mais ambiciosos para reduzir as emissões dos países com o objetivo de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C.

Transportes sustentáveis são essenciais para ações climáticas, mas também para proteger a saúde de cidadãos. Um ônibus elétrico pode evitar até 60 toneladas de emissões de carbono todos os anos.

No Chile, a poluição do ar causa ao menos quatro mil mortes prematuras anualmente. Além disso, 10 milhões de chilenos estão expostos diariamente a níveis de partículas finas acima dos limites estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com dados oficiais.

Um estudo de 2017 da ONU Meio Ambiente estima que a transição para uma frota totalmente elétrica de táxis e ônibus irá evitar 1.379 mortes prematuras até 2030.

Em nível nacional, o combate à poluição do ar irá gerar benefícios anuais à saúde de oito bilhões de dólares, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente do Chile.

A mobilidade pública elétrica também está em alta em outras partes da América Latina. Guayaquil, a cidade mais populosa do Equador, lançou em março deste ano uma frota de 20 ônibus elétricos, que irão transportar 10.500 usuários todos os dias. Na Colômbia, a cidade de Cali irá completar uma frota de 125 unidades neste ano, enquanto Medellín já comprou 64 ônibus do tipo.

A Costa Rica prometeu ter uma frota de ônibus e táxis totalmente elétrica até 2050, como parte de um plano nacional para redução de emissões de carbono. Outros países também estão apresentando incentivos para consumidores, como o Peru, onde um imposto sobre veículos elétricos foi suspenso em 2018.

A ONU Meio Ambiente, por meio de sua plataforma MOVE, e com apoio do projeto Euroclima+, está ajudando Argentina, Colômbia e Panamá com suas estratégias nacionais de mobilidade elétrica.

Turista desce do carro e tenta pegar urso filhote mas o pequeno se defende

Foto: The Siberian Times

Foto: The Siberian Times

Animais selvagens tem instintos próprios, são naturalmente designados para viver em liberdade e na selva, e apesar de serem comprovadamente capazes de sentir, sofrer, amar e compreender o mundo ao seu redor, também são capazes de reagir a estranhos que lhes pareçam ameaçadores e se defender.

Longe de serem fontes de entretenimento humano como os zoológicos e circos querem fazer crer, esses seres sencientes tem capacidade de raciocínio peculiar e própria sendo que tem autonomia na natureza para definir seus territórios e buscar seu alimento e cavar suas tocas.

As imagens abaixo são o exemplo disso, elas flagram o momento em que um turista é obrigado a fugir de um urso pardo filhote selvagem após ele ter irresponsavelmente provocado o animal.

O homem que reside do leste da Rússia é filmado tentando brincar com o urso, provavelmente na intenção de acariciá-lo como a um cão ou gato, pela forma como se aproxima.

Ele irresponsavelmente tenta se aproximar-se do animal com a esperança de pegá-lo e acariciá-lo.

O vídeo mostra o turista indo em direção ao urso aparentemente alheio ao perigo em que esta colocando sua vida.

Foto: Siberian Times

Foto: Siberian Times

O animal inicialmente recua, mas o homem de repente resolve arriscar, então comete o erro de provocar o animal e correr.

O urso imediatamente se lança em direção a ele enquanto o turista corre para voltar para dentro de seu carro.

Os amigos do homem gritam e juram tentar assustar o urso, dizem relatos.

A criatura selvagem sobe nas pernas traseiras em sinal de agressividade quando se aproxima do veículo.

Foto: Siberian Times

Foto: Siberian Times

O turista não foi identificado, mas ele desafiou e descumpriu os alertas na região de Kamchatka, na Rússia, para não alimentar ou aproximar dos ursos, provocando uma reação irada dos moradores locais, informou o jornal The Siberian Times.

Um morador da região Konstantin postou: “Quantas vezes pedimos às pessoas que parassem de sair de seus carros e alimentassem ursos? Eles não são alguns bichinhos de pelúcia fofos.

“Por que as pessoas não podem crescer e se comportar de maneira madura na natureza?”

Liudmila Fedosenkova escreveu: “O urso pegou ele? Não? Que pena”.

“Não há lei que resolva para um tolo desses. Ele trata um animal selvagem como um animal doméstico”, afirmou Sandra Fadeeva.

“É uma pena que o urso não tenha rasgado um pedaço de seu traseiro. Não sinto simpatia por idiotas como esse”, disse Tatiana Zolnikova.

Alpinista resgata dois filhotes de urso órfãos presos em árvore de mais de 20 m de altura

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

Imagens mostram momento comovente em que dois filhotes de urso órfãos são resgatados depois de ficarem presos no topo de uma enorme árvore de abetos no deserto canadense.

Os filhotes ficaram assustados após sua mãe ter sido morta por um veículo e correram até a árvore de 70 pés (cerca de 20m), onde os bebês ursos permaneceram presos por três dias.

Voluntários da Northern Lights Wildlife Society, em Smithers, na Colômbia Britânica (Canadá), contaram com a ajuda do alpinista local Stephen Bot, que destemidamente escalou a árvore para alcançá-los no topo.

No vídeo, os ursos assustados, um menino e uma menina, são vistos após o resgate em uma gaiola de metal com etiquetas (de identificação) nas orelhas.

Bot é então visto subindo na árvore para alcançar os ursos, um dos quais parece mostrar a língua para ele.

Os pequenos ursos estão assustados e amontoados um em cima do outro sobre em um aglomerado de galhos frágeis.

Uma sucessão de fotos mostra os ursos, que foram sedados antes de serem carregados, sendo retirados da árvore por Bot.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

Embora não seja mostrado nas filmagens, ele as coloca em uma mochila nas costas antes de descer de volta.

Uma vez em segurança e já no chão, os ursos sedados são vistos com os olhos abertos e a língua para fora enquanto os voluntários os tratam e marcam suas orelhas para que possam ser identificados no futuro.

“Esses pequenos filhotes não vão descer por vontade própria, eles nem sabem como fazer isso”, disse Angelika Langen, que administra a Northern Lights Wildlife Society, com seu marido Peter.

Eles apenas se amontoaram um no outro, completamente apavorados.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

“A árvore era enorme, tinha de ter entre 20 e 30 metros de altura, estávamos todos preocupados com a segurança de Stephen, estávamos gritando para que ele tomasse cuidado e não se colocasse em perigo também”.

“Nós até brincamos que precisaríamos de um helicóptero, enquanto ele estava lá em cima a uma altura tão vertiginosa se arriscando para salvá-los”.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

“Foi uma coisa maravilhosa ver toda a comunidade se unir para ajudar esses filhotes”.

Os ursos foram finalmente trazidos de volta à segurança, o incidente ocorreu perto de Cecil Lake, British Columbia, em 15 de maio de 2019.

“Eu estava tão feliz de tê-los seguros e salvos no chão”, disse Angelika.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

Os ursos serão atendidos pelo serviço de resgate da vida selvagem até que tenham idade suficiente para se defenderem na natureza, quando serão reinseridos em seu habitat natural.

Eles então serão libertados “ainda selvagens” perto de onde foram encontrados, mesma região.

Foto: Darcy Shawchek

Foto: Darcy Shawchek

A bem-sucedida e arriscada missão de resgate foi filmada por Darcy Shawchek, 44 anos, fotógrafo e cinegrafista profissional que vive em Fort St. John, também em British Columbia.

“Foi incrível assistir, esses filhotes escolheram uma das árvores mais altas da região para ficarem presos”, disse ele feliz com o resultado do resgate.

Família se muda e deixa o porquinho doméstico para trás

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Quando a família foi despejada, os inquilinos do apartamento que foi executado legalmente, localizado no estado do Texas (EUA), deixaram quase tudo para trás.

Suas roupas estavam espalhadas pelos cômodos bagunçados e sujos e seus móveis foram deixados intocados. Mas entre os itens descartados havia alguém muito mais importante que tudo aquilo.

O porco de estimação da família.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Quando as autoridades do condado de Harris entraram na casa condenada na semana passada, eles encontraram um curioso porco preto e branco, com os olhos arregalados, olhando para eles por trás do sofá.

A casa estava imunda e seus antigos tutores haviam abandonado o pequeno ali com pouca comida e quase nenhuma água.

Enquanto ninguém sabe por quanto tempo o porquinho esteve cuidando de si mesmo no apartamento bagunçado e abandonado, ele não parecia estar morrendo de fome – mas sim animado e ansioso por ver pessoas ali.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Os oficiais bondosos conheciam o lugar certo para trazê-lo: o abrigo de porcos Houston Mini Pig Rescue. O pequeno porco solitário se sentiu imediatamente em casa, e agora está muito mais feliz com comida à vontade, espaço e carinho. Seus salvadores o chamaram de Maverick.

“Ele é um menino tão doce e parece um panda, com todas essas pintas pretas”, disse Meagan Se, a fundadora e presidente da ONG de resgate, ao The Dodo. “Tudo o que ele quer fazer é ser amado e que as pessoas digam como ele é adorável e maravilhoso”.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

No abrigo de resgates, Maverick se estabeleceu em um grupo de porcos machos e tem passado muito do seu tempo cochilando, descansando e ficando abraçado com eles.

Ele ama a companhia humana, e Se o considera um membro maravilhoso para uma família que prefira manter seu porquinho dentro de casa, considerando como social e receptivo, Maverick é com humanos.

“Ele está morando com alguns outros porquinhos e está se encaixando muito bem”, disse Se.

“Eles se abraçam todos juntos na hora de dormir sobre a pilha de feno. Ele se daria bem com uma família que o mantivesse como um porquinho dentro de casa, bem mimado ”.

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Foto: Harris County Constable Precinct 5

Maverick será castrado em breve, e então ele estará em busca de uma família. É importante pesquisar e verificar as leis de zoneamento da sua cidade em relação a manter porcos como animais de estimação, antes de adotar um porquinho.

Enquanto muitas pessoas podem aceitá-los e desejá-los, infelizmente, inúmeros porcos são negligenciados ou abandonados a cada ano devido ao cuidado especializado que eles exigem.

Em pouco tempo, Maverick terá uma família para chamar de sua – e ele nunca mais saberá o que é ser abandonado.

“Ele fará parte da família certa, e vai fazer toda a diferença para ela”, disse Se. “Ele é definitivamente uma alma especial”, conclui a presidente do abrigo.

Cinco projetos visam favorecer a caça no Brasil

Por David Arioch

Estamos diante de uma realidade política que favorece a aprovação de projetos que beneficiam os caçadores no Brasil (Foto: Shutterstock)

Nos últimos dez anos, vários parlamentares vêm se empenhando em favorecer a caça no Brasil. Que tal saber quais são esses projetos e quem são seus autores?

O primeiro, Projeto de Lei (PL) 7136/2010, é de autoria do ex-deputado federal e atual chefe-ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que visa transferir aos municípios o poder de autorizar a caça de animais. Vale lembrar que essa prerrogativa é do governo federal, de acordo com a Lei de Proteção à Fauna (5.197/67).

O segundo, Projeto de Lei Complementar (PLP) 436/2014, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC), prevê alteração da Lei nº 6.939, de 31 de agosto de 1981, para tornar a caça e o “manejo de fauna” ações administrativas dos governos estaduais.

O terceiro, Projeto de Lei (PL) 986/2015, também de autoria do deputado Rogério Peninha, cria o Estatuto do Colecionismo, Tiro Desportivo e Caça, estabelecendo normas que regulam e protegem colecionadores, atiradores e caçadores no que diz respeito à aquisição, propriedade, posse, trânsito e uso de armas de fogo.

O quarto, Projeto de Lei (PL) 6268/2016, de autoria do ex-deputado federal Valdir Colatto (MDB-SC), e atual chefe do Serviço Florestal Brasileiro, é provavelmente o mais conhecido, e prevê a liberação da caça em todo o país e ainda altera o Código de Caça brasileiro, editado em 1967.

O quinto, Projeto de Lei (PL) 1019/2019, cria o Estatuto dos CACs que, segundo o próprio autor, o deputado Alexandre Leite (DEM-SP), que este ano desarquivou o projeto de Valdir Colatto, de liberação da caça, tem a finalidade de regular o exercício das atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça, “a fim de apaziguar as diferentes interpretações legais sobre o assunto e prevenir que caçadores, atiradores e colecionadores sejam presos indevidamente”.

Considerando o atual cenário e o Decreto nº 9.785, publicado este mês no Diário Oficial da União, mudando as regras sobre uso de armas por colecionadores, atiradores e caçadores, não é difícil concluir que estamos diante de uma realidade política que favorece a aprovação dos projetos citados, inclusive daqueles que já foram arquivados, mas tendenciosamente desarquivados.

Adolescente salva burrinho bebê órfão da morte e se torna sua mãe

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

É correto afirmar que Payton Dankworth nunca pensou que um dia ela se tornaria a mãe adotiva de um burro solitário – mas também é a mais puta verdade que este é um papel que ela está abraçando com todo o seu coração.

E sua bondade já mudou uma vida.

Duas semanas atrás, Dankworth, uma estudante do ensino médio do Texas (EUA), recebeu uma ligação de um amigo que mora em uma fazenda. Enquanto saiu para um passeio, ele encontrou um burro faminto e sozinho, que evidentemente foi abandonado pela mãe.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Incapaz de cuidar do bebê órfão, o amigo de Dankworth procurou ajuda.

“Ele perguntou se eu ao menos gostaria de tentar manter o burrinho vivo”, disse Dankworth ao The Dodo. “Ele me disse que o pequeno não estava com boa saúde e que provavelmente não conseguiria sobreviver a noite toda. Sou tão apaixonada pelos animais, e não havia como deixar o bebê morrer”.

Foi assim que Dankworth conheceu Jack.

A primeira noite de Jack na casa da adolescente foi realmente preocupante. Tudo que ela fez foi abraçar e cuidar do animal abandonado.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Dankworth ficou acordada a noite toda para se aconchegar a Jack e fazer com que ele sentisse seu corpo e sua presença, lentamente ela apresentava-lhe alguma comida, aos poucos, pois ele estava há muito tempo sem se alimentar.

Logo, um elo intenso e profundo começou a se formar. Jack encontrou seu lugar. “Esta foi a primeira vez que cuidei de um burro”, disse Dankworth.

“Jack me mostrou o quanto ele dependia de mim, e ele realmente dependia”, disse Dankworth. “Ele recebe uma mamadeira a cada duas horas, e quando eu o alimento isso só me faz bem, eu me sinto feliz de verdade”.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Graças a essas mamadas regulares e muito amor e carinho, Jack começou a florescer.

Agora, apenas algumas semanas depois de ser resgatado a beira da morte, o entusiasmo de Jack pela vida é incontestável.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Por mais improvável que possa parecer a princípio, Jack é agora um membro fidedigno da família de Dankworth.

“Ele está se encaixando muito bem” Dankworth disse. “Eu levo Jack para pessear comigo e ele também sai de carro comigo. Ele é como um cachorro e me segue em todos os lugares”.

Felizmente, embora a família de Dankworth não tenha pretendido adotar um burro, eles têm muito espaço em sua propriedade para acomodá-lo por toda a vida.

Mas Dankworth não mudou só o destino de Jack, como ele está ajudando a transformar a vida dela também.

Até recentemente, Dankworth não tinha certeza sobre o campo de estudo que gostaria de seguir depois de se formar no ensino médio.

Foto: Payton Dankworth

Foto: Payton Dankworth

Agora, como resultado de sua experiência salvando a vida de um burro bebê, ela gostaria de trabalhar ajudando outros animais como profissão.

“Jack realmente me inspirou a escolher essa profissão porque eu simplesmente amo animais”, ela disse.

“Ver o quão longe ele chegou – quando no início mal tinha força suficiente para ficar em pé enquanto agora corre atrás dos meus cães – é uma das melhores coisas que eu poderia pedir. Estou muito orgulhosa dele”.

“Somos inseparáveis”, conclui orgulhosa a mamãe de primeira viagem.

Mães de macacos bonobos ajudam seus filhos na futura paternidade

Em muitas espécies de animais sociais, os indivíduos compartilham tarefas de criação de filhos, mas uma nova pesquisa do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, na Alemanha, descobriu que as mães bonobo (primatas considerados chimpanzés pigmeus) dão um passo extra e realmente tomam medidas efetivas para garantir que seus filhos homens se tornem pais. Dessa forma, as mães bonobos aumentam em três vezes a chance de seus filhos terem seus próprios filhos no futuro.

“Esta é a primeira vez que podemos mostrar o impacto da presença da mãe em um traço de aptidão masculina muito importante, que é a sua fertilidade”, diz Martin Surbeck, primatologista do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária. “Ficamos surpresos ao ver que as mães têm uma influência tão forte e direta sobre o número de netos que recebem”.

Surbeck e seus colegas observaram populações selvagens de bonobos na República Democrática do Congo, bem como populações selvagens de chimpanzés na Costa do Marfim, na Tanzânia e em Uganda.

Eles descobriram que, embora tanto as mães de bonobo quanto as de chimpanzés defendessem seus filhos em conflitos entre homens e mulheres, as mães dos bonobos se empenharam em ajudar os esforços de copulação dos filhos. Isso envolvia proteger as tentativas de acasalamento de seus filhos de outros machos e intervir nas tentativas de acasalamento de outros machos.

Foto: Phys.org

Foto: Phys.org

As mães dos bonobos também puderam usar sua posição na sociedade matriarcal dos bonobos para dar a seus filhos acesso a lugares populares dentro de grupos sociais na comunidade e ajudá-los a alcançar maior status masculino – e, portanto, melhores oportunidades de acasalamento.

Os autores observam que essas interações eram raras nas sociedades de chimpanzés e não afetavam a fertilidade masculina; entre os chimpanzés os machos ocupam posições dominantes sobre as fêmeas, tornando as ações das mães de chimpanzés menos influentes do que as das mães bonobo.

Curiosamente, as mães de bonobo não estenderam ajuda similar às suas filhas, nem houve observações de filhas recebendo assistência na criação de seus filhotes. “Nos sistemas sociais dos bonobos, as filhas se dispersam da comunidade nativa e os filhos ficam”, diz Surbeck. “E para as poucas filhas que ficam na comunidade, das quais não temos muitos exemplos, não as vemos recebendo muita ajuda de suas mães”.

Foto: National Public RadioFoto: National Public Radio

Foto: National Public Radio

Avançando, Surbeck e sua equipe gostariam de entender melhor os benefícios que esses comportamentos conferem às mães bonobo. Atualmente, eles acham que isso permite uma continuação indireta de seus genes. “Essas fêmeas encontraram uma maneira de aumentar seu sucesso reprodutivo sem ter mais descendentes”, diz ele, observando que o prolongamento da vida feminina pós-reprodutiva humana, bem como a idade precoce em que as mulheres humanas não podem mais ter crianças, podem ter evoluído a partir deste método indireto de continuar sua linha genética.

Surbeck reconhece que a coleta de dados sobre a expectativa de vida pós-reprodutiva de mulheres em comunidades de chimpanzés e bonobo exigirá um estudo colaborativo de longo prazo, semelhante a este.

“Sem a ajuda e participação de todos os locais de campo onde os dados foram coletados, essas interações importantes poderiam ter sido negligenciadas”, diz ele. “Agora, como diretor de um site de campo de bonobo, estou ansioso para continuar explorando esse tópico”, conclui o cientista.