Macacos usam linguagem especialmente desenvolvida para avisar uns aos outros da presença de drones

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Cientistas descobriram que os macacos tenham desenvolvido uma linguagem em seus cérebros para criar um alerta para drones artificiais.

Na natureza, os macacos-verdes da África Ocidental têm duas chamadas de aviso próprias, para cobras e leopardos.

Quando eles ouvem a chamada de advertência da cobra, eles ficam imóveis, parados sobre suas pernas para evitar serem mordidos, enquanto que a chamada de alerta do leopardo os faz escalar uma árvore para que eles não sejam pegos.

No entanto, os macacos têm espontaneamente uma terceira chamada, para os drones, apesar de nunca os terem visto antes.



Os macacos-verdes não têm um chamado específico para alertar sobre os predadores aéreos porque não se pensa que as aves de rapina os ataquem.

Mas o chamado que eles criaram para os drones é surpreendentemente parecido com o som de alerta usado pelos macacos-vervet, quando eles estão sob ameaça de ataque de águias.

Os cientistas dizem que isso mostra que a linguagem primitiva é “hard-wired” (especialmente desenvolvida) em cérebros de macacos, disponível para ser usada assim que eles precisarem.

A professora Julia Fischer, autora sênior do estudo do Centro Alemão de Primatas, disse: “Os animais rapidamente aprenderam o que significam os sons antes desconhecidos e lembravam essas informações, fazendo conexões”.

“Isso mostra sua capacidade de aprendizagem auditiva”. Pesquisadores soltaram drones voadores para observar macacos-verdes da África Ocidental que vivem no Senegal, a uma altura de 60 metros, ou quase 200 pés.

Enquanto os drones circulavam acima deles, os animais produziam sons de alerta, escaneando o céu e correndo para se proteger, assim como macacos-vervet quando as águias estão no alto.

Incrivelmente, depois de ouvir um drone no céu apenas uma a três vezes, os macacos lembraram-se da ameaça quase três semanas depois.

Quando os pesquisadores colocaram o som gravado do zumbido de um drone, próximo a cinco macacos-verdes, 19 dias depois em média, quatro olharam para o céu para tentar encontrar o drone. Três dos cinco fugiram com medo.

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

Macacos-verdes da África Ocidental | Foto: Daily Mail/Reprodução

O mesmo resultado não foi visto para sons semelhantes tocados próximos dos macacos, incluindo abelhas zumbindo, cigarras de alta frequência e geradores.

Isso pode explicar por que os macacos que nascem em zoos, e não crescem com outros de sua espécie, ainda podem produzir os sons típicos de suas espécies.

Os macacos, vistos com drones, têm uma capacidade inerente de produzir sons que nunca ouviram antes em situações em que eles são necessárias.

O estudo, publicado na revista Nature Ecology & Evolution, comparou as advertências dos macacos-verdes da África Ocidental com os macacos-vervet da África Oriental, geralmente encontrados no Quênia, Botswana e África do Sul.

Os pesquisadores descobriram que os alarmes dos drones feitos pelos macacos podiam ser facilmente reconhecidos, soando totalmente diferentes dos sons que os macacos-verdes faziam quando confrontados com predadores no chão, como leopardos e leões, ou pitons e outras cobras venenosas.

A chamada do “predador aéreo” foi corretamente identificada pelos cientistas até 95% do tempo.

O estudo conclui: “Em resposta ao drone, os animais produziram sons e avisos claramente discerníveis e um número de macacos correu para se esconder e se proteger.

“Além disso, percebemos que os animais detectaram rapidamente o som do drone e começaram a dar uma olhada antes mesmo de o drone se tornar visível”.

Vans lança coleção voltada à conscientização sobre animais em extinção

Por David Arioch

Sem matéria-prima de origem animal, os calçados que compõem a coleção são baseados em algodão orgânico e materiais recicláveis (Fotos: Vans)

A Vans lançou recentemente, em parceria com a organização de defesa da vida selvagem WildAid, uma coleção voltada à conscientização sobre animais em extinção.

Sem matéria-prima de origem animal, os calçados que compõem a coleção são baseados em algodão orgânico e materiais recicláveis.

O design de cada tênis foi desenvolvido pelo artista Ralph Steadman, que encontrou uma form engenhosa de gerar conscientização sobre espécies ameaçadas.

Além de abrir um espaço para arrecadação de recursos para a WildAid, a Vans doou 10 mil dólares à organização para ajudar no trabalho de combate ao tráfico de animais.

“Esperamos que essas representações vívidas das espécies mais ameaçadas do mundo possam ajudar a inspirar a mudança que precisamos para salvá-las”, disse o diretor executivo da WildAid, Peter Knights.

Para conhecer a coleção, clique aqui.

Família de férias encontra três ursos filhotes brincando em seu carro

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

Chad Morris estava no meio de suas férias com a família em Gatlinburg, Tennessee (EUA), quando seus pais de repente começaram a gritar para que ele saísse para fora da cabana alugada onde eles estavam hospedados. Ele correu para fora para ver o motivo de toda aquela comoção e mal pode acreditar nos seus olhos.

Bem ali, na entrada da garagem, havia uma família inteira de ursos – e parecia que eles estavam tentando roubar seu carro.

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

“Assim que eu os vi, eles estavam indo para o meu carro e os três filhotes entraram”, disse Morris ao The Dodo.
Enquanto a mamãe urso observava por perto, os três filhotes de urso passaram um bom tempo rolando dentro do carro de Morris, brincando no banco do motorista, inclinando-se pelas janelas e brincando com o que pudessem encontrar dentro do carro.

Os ursos estavam muito conscientes que Morris e seus pais assistiam a cena a uma distância segura, mas não pareciam se importar com a presença deles, e continuaram com a “destruição de propriedade” e “tentativas de roubo de carro”.

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

“Eles nos viram em pé ali d o lado, tirando fotos, mas nem pensaram em nos atacar ou se incomodaram com nossa presença”, disse Morris.

Finalmente, quando os filhotes de urso perceberam que o carro não estava indo a lugar algum e haviam explorado suficientemente o veículo todo, eles cuidadosamente saíram do carro escalando seu caminho para fora – e então tentaram invadir o outro carro estacionado na entrada da garagem também.

“Eles se arrastaram para fora das janelas e dois deles se levantaram bem ao lado do carro da minha mãe e do meu pai, tentando entrar, mas as janelas estavam fechadas”, disse Morris. “Depois de mais cinco minutos de caminhada em torno dos carros, eles desceram a montanha juntos, para a floresta”.

Foto: Chad Morris

Foto: Chad Morris

Uma vez que os ursos haviam desaparecido na floresta novamente, Morris rapidamente correu para avaliar o dano, e ficou surpreso ao notar o quão bem seu carro tinha saído depois de ser saqueado por três filhotes de urso indisciplinados.

“Eles rasgaram um pedaço do couro no assento do motorista pelo encosto de cabeça, e deixaram arranhões em alguns pontos no interior”, disse Morris. “Morderam um pouco a embalagem do meu shake de proteína, e a bola de futebol do meu filho tinha marcas de garras nela”.

Na maior parte contudo, o carro estava perfeito, e agora Morris e sua família têm uma história interessante e inusitada em seu repertório sobre a época em que uma família inteira de ursos invadiu suas férias e tentou roubar seus carros

Especialistas ressaltam a importância do mel para abelhas

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Muitas pessoas usam mel como adoçante para chá e alguns produtos assados, mas o produto é feito por abelhas, a questão de seu status vegano ser uma discussão em andamento nas comunidades.

Algumas das dúvidas mais frequentes das pessoas é sobre o que seria o mel e como as abelhas o produzem, como isso acontece?

Primeiro, o néctar – um líquido açucarado encontrado nas flores – é coletado por uma abelha usando sua probóscide, uma espécie de língua longa e fina semelhante a palha. O inseto armazena o néctar em seu estômago extra, chamado de “colheita”. O néctar é tão importante para as abelhas que, se uma abelha operaria de mel encontra uma boa fonte, ela é capaz de comunicá-la a outras abelhas por meio de uma série de danças.

Foto: Livekindly/Reprodução

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O pólen é tão importante quanto o mel: os grânulos amarelos encontrados nas flores são uma fonte de alimento para as abelhas, ricos em proteínas, lipídios, vitaminas e minerais. Eles são armazenadas em favos vazios e podem ser usados para fazer “pão de abelha”, um alimento fermentado que os insetos fazem umedecendo o pólen. Mas a maioria dos alimentos é coletada via busca por alimentos.

Enquanto as abelhas zumbem em torno da coleta de pólen e néctar, as enzimas em seu estomago se misturam com o néctar que ele já possui. Isso transforma sua composição química e pH, tornando-o melhor para armazenamento a longo prazo.

Uma vez que a abelha retorna à sua colmeia, ela passa o néctar para outra abelha via regurgitação em sua boca (daí porque alguns chamam mel de “vômito de abelha”). O processo é repetido até que o néctar, transformado em um líquido mais espesso rico em enzimas do estômago, seja depositado em um favo de mel.

Foto: Livekindly/Reprodução

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As abelhas ainda têm mais trabalho para transformar o néctar em mel. Os insetos usam suas asas para “ventilar” o néctar, acelerando o processo de evaporação. Uma vez que a maioria da água se foi, as abelhas finalmente têm mel. Uma abelha vai selar o favo de mel por meio da secreção de seu abdômen, que endurece em cera de abelha, e o mel pode ser armazenado indefinidamente. Do início ao fim, as abelhas reduzem o teor de água de 90% do néctar para 20%.

Segundo a Scientific American, uma colônia pode produzir cerca de 250 libras (carca de 113 kg) de néctar – um feito significativo, considerando que a maioria das flores produzirá apenas a mais ínfima gota de néctar.

Um pote típico de mel requer um milhão de visitas à flores. Uma colônia pode produzir entre 50 a 100 potes de mel por ano.

As abelhas precisam de mel?

As abelhas tem bons motivos para trabalhar tanto para fazer mel.

De acordo com BeeSpotter, uma colônia média consiste em cerca de 30 mil abelhas residentes. Estima-se que as abelhas usem entre 135 a 175 galões (ou cerca de 2.100 libras) de mel anualmente.

O pólen é a principal fonte de alimento das abelhas, mas o mel também é importante. Abelhas operárias usam o mel como fonte de carboidratos para manter seus níveis de energia elevados. Ele também é consumido por abelhas adultas antes dos vôos de acasalamento e é essencial para ajudar seus filhos (larvas) a crescer. Quando o néctar é escasso, leva a uma alta chance de falha no desenvolvimento em adultos.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

Um dos usos mais importantes do mel é durante o inverno, quando as abelhas operárias e a rainha se agrupam e metabolizam para gerar calor. Há poucas flores para polinizar após a primeira geada, então o mel se torna uma fonte vital de alimento. A ação ajuda a proteger a colônia do clima frio, mantendo-a a 85 ° F (cerca de 29°C). A colônia perecerá se o suprimento de mel ficar aquém.

O homem e o mel

O mel tem sido parte da alimentação humana por milhões de anos.

Alyssa Crittenden, ecologista comportamental e antropóloga nutricional da Universidade de Nevada, em Las Vegas (EUA), escreveu sobre a história do consumo humano de mel na revista Food and Foodways. Ela argumenta que o mel pode ter sido uma importante fonte de alimento assim como carne e batata para ajudar os primeiros membros do gênero Homo a evoluir.

Embora não existam fósseis para provar que os primeiros humanos comiam mel, há evidências. Arte rupestre retratando favos de mel, enxames de abelhas e coleta de mel que remontam a 40 mil anos atrás foi encontrada na África, Europa, Ásia e Austrália.

Crittenden aponta para uma série de outras provas de que os primeiros seres humanos podem ter incluído o mel em suas dietas. Primatas como babuínos, macacos e gorilas são conhecidos por comer mel. Por causa disso, ela disse ao Smithsonian, “é muito provável que os primeiros hominídeos fossem tão capazes de coletar mel”.

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

A Science Magazine reforça esse argumento com mais evidências: os hieróglifos egípcios que descrevem abelhas datam de 2400 aC. Cera de abelha foi encontrada ao lado de panelas de barro com 9 mil anos de idade na Turquia – especula-se que se eles impermeabilizavam os vasos ou poderia ser um resíduo de favo de mel usado como adoçante. O mel também foi encontrado em túmulos egípcios do Faraó.

O mel é vegano?

É possível que o mel, assim como a carne, o leite, o queijo e os ovos, possa ter sido uma parte antiga da dieta humana. Mas comer mel é parte da ética vegana?

De acordo com a The Vegan Society, “o veganismo é um modo de vida que procura excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade dos animais para alimentação, vestuário ou qualquer outro propósito”.

Seguindo esta definição, o mel não é vegano, é o mesmo que usar animais para comida. Mas alguns podem argumentar que enquanto o mel produzido comercialmente não é bom, o mel coletado das abelhas de quintal é. Mas a Vegan Society afirma que nenhum mel é vegano:

“O mel é feito pelas abelhas para as abelhas e sua saúde pode ser sacrificada quando é colhido por humanos. É importante ressaltar que colher mel não se correlaciona com a definição de veganismo da The Vegan Society, que procura excluir não apenas a crueldade, mas a exploração”.

O mel não é apenas importante para a sobrevivência de uma colônia, mas também é uma tarefa que exige muito trabalho. A Vegan Society observa que cada abelha produzirá apenas uma duodécima de uma colher de chá de mel durante a vida.

A prática de tirar o mel das abelhas também pode prejudicar a colmeia. Quando os apicultores convencionais “colhem” o mel, ele o substituem como um derivado do açúcar que não possui os micronutrientes encontrados no mel.

Também não é correto criar abelhas selvagens apenas para coletar pólen. Assim é feito com bois e vacas, as abelhas criadas para aumentarem a eficiência são criadas especificamente para elevar a produtividade. O pool genético estreito que resulta da criação seletiva torna a colônia mais suscetível a doenças e a extinções em larga escala.

Além disso, as colônias são regularmente destruídas após a colheita, em nome de manter os custos baixos. As abelhas rainhas, que normalmente deixam a colmeia para começar novas colônias, têm suas asas eliminadas.

As abelhas produtoras de mel são comercializadas para fins de polinização e produção de mel, mas não são nativas da América do Norte e sua presença tem um efeito negativo sobre os polinizadores (abelha mangava) e sobre o meio ambiente.

Doenças causadas por overbreeding (reprodução exagerada) podem se espalhar para polinizadores nativos, como as abelhas mangava, que fazem o trabalho de polinização melhor do que as abelhas de mel, de acordo com uma pesquisa da Universidade da Califórnia.

Outros estudos descobriram que as abelhas têm um efeito negativo sobre as populações de polinizadores nativos, mas a questão é complicada – as abelhas contribuem com 20 bilhões de dólares para a produção agrícola dos EUA anualmente.

As abelhas enfrentam outras questões, como o Transtorno do Colapso das Colméias (CCD), uma morte em massa misteriosa de abelhas que tem sido ligada a pesticidas, estresse de ser transportado como vacas e bois para “serviços de polinização” e outras questões, de acordo com a EPA (Agência de Proteção Ambiental). O CCD diminuiu nos últimos anos, mas suas causas ainda não são totalmente compreendidas. A maior parte do mel do mundo é coletada dessas abelhas usadas para polinizar culturas de monoculturas.

Para o mel que vem de abelhas de quintal, alguns podem comê-lo, enquanto outros veganos o evitam porque as abelhas fazem isso por si mesmas, não por seres humanos.

Futuro Burger, que imita carne, chega aos supermercados

Por David Arioch

O objetivo com o lançamento é conquistar principalmente o paladar dos consumidores de carne (Foto: Divulgação)

A partir desta semana, o Futuro Burger, hambúrguer vegetal da Fazenda Futuro que imita carne, chega aos supermercados. O produto pode ser adquirido nas lojas do Carrefour, Pão de Açúcar, St. Marche, La Fruteria, Zona Sul e Verdemar. A bandeja com duas unidades será vendida por 16,99 reais.

“Quem quiser também pode experimentar as receitas especiais nos cardápios do T.T. Burger, do premiado chef Thomas Troisgros, no Rio de Janeiro, e da Lanchonete da Cidade, em São Paulo”, informa a Fazenda Futuro.

Segundo o CEO Marcos Leta, ver o Futuro Burger ao lado de produtos de origem animal sempre foi um dos objetivos da empresa.

“Tivemos uma excelente recepção com a chegada nas hamburguerias e agora estamos confiantes com a venda nos supermercados. A carne vegetal deixou de ser só uma tendência e passou a ser uma realidade positivamente sem volta”, avalia.

E Acrescenta: “Cada vez mais as pessoas estão em busca de alternativas alimentares mais saudáveis e sustentáveis”. Sem glúten e transgênicos, o Futuro Burger é baseado em proteína de ervilha, proteína isolada de soja e de grão-de-bico, além de beterraba que ajuda a imitar o aspecto da carne.

O objetivo com o lançamento é conquistar principalmente o paladar dos consumidores de carne.

Governo permite que caçadores brasileiros comprem até 15 armas

Por David Arioch

Caçadores “devidamente registrados” também têm direito ao porte de trânsito (Foto: Getty Images)

Desde que o Decreto nº 9.785 foi publicado este mês no Diário Oficial da União, mudando as regras sobre armas, caçadores brasileiros passaram a ter o direito de comprar até 15 armas.

Segundo o decreto, caçadores registrados no Exército podem adquirir munições em quantidade superior ao limite permitido pelo Exército – desde que a solicitação seja feita por meio de requerimento.

Caçadores “devidamente registrados” também têm direito ao porte de trânsito. Ou seja, de transitar com armas de fogo do local onde as armas estão resguardadas até o ambiente onde as armas serão utilizadas.

O decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelos ministros Sérgio Moro e Onyx Lorenzoni, define como caçador pessoa vinculada à entidade de caça que realiza “abate de animais conforme normas do Ibama”.

Mais ursos polares entram em cidades russas do Ártico a procura de alimento

Foto: The Telegraph/Reprodução

Foto: The Telegraph/Reprodução

Um funcionário do departamento de manutenção de transportes, chamado Ruslan Prikazchikov, estava chegando ao final de um turno noturno de trabalho na semana passada, quando olhou pela janela e viu um urso polar andando pela estrada, parando a cada poucos metros para dar uma olhada.

Mas ele não ficou muito preocupado. Como morou a vida toda em Amderma, uma cidade militar Russa antigamente usada como mineradora e de difícil acesso, que fica à beira do Oceano Ártico, a 1.200 milhas a nordeste de Moscou, o Sr. Prikazchikov viu mais de cem ursos polares de perto. Ele gravou um vídeo rápido em seu telefone, gritou pela janela para que o urso continuasse se movendo e colocou a chaleira no fogo para fazer seu chá.

“Eles estavam sempre aqui. Eles são os senhores aqui, então não estramos em conflito com eles, e eles não demonstram agressão contra nós ”.

O “czar do Ártico” sempre fez parte da vida em Amderma. Ele aparece nos contos populares de pastores de renas Nenets, e fotografias antigas mostram soldados soviéticos alimentando ursos polares com leite condensado bem ao alcance de suas afiadas garras de duas polegadas. Alguns moradores até admitiram ter caçado os animais durante a época de fome dos anos 90. Mas hoje isso não acontece mais.

Foto: The Telegraph/Reprodução

Foto: The Telegraph/Reprodução

Mas como o aumento das temperaturas tem derretido o gelo polar do mar, esses caçadores marinhos estão sendo cada vez mais forçados a avançar para a terra. O risco é o aumento do conflito com os humanos, que também estão chegando em grande número à medida que a Rússia desenvolve depósitos de petróleo e gás e expande suas capacidades militares no Ártico.

Em resposta, as cidades costeiras começaram a organizar “patrulhas de ursos polares” para espantar os intrusos com motos de neve e foguetes.

Quase todos os residentes de Amderma já viram um urso polar, mesmo o mais jovem deles, e muitos são surpreendentemente indiferentes quanto à presença dos enormes animais. Anastasia Popovich, agora com 15 anos, estava voltando para casa com amigos em maio de 2016, quando eles encontraram um filhote de urso que inicialmente confundiram com um enorme cão branco.

“O filhote todo branco virou-se e entendemos que não era um cachorro”, lembrou ela. “Vimos o filhote se virar para nós e congelamos de medo”.

Foto: The Telegraph/Reprodução

Foto: The Telegraph/Reprodução

As meninas tentaram se esconder em um prédio abandonado nas proximidades, mas não conseguiram abrir a porta, então correram para a cabine da guarda em um depósito de veículos.

“Depois disso, todos as redações dela sobre “como eu passei minhas férias” foram sobre ursos, em alguns deles ela até estava me gabando”, disse a mãe, Yelena Alyoshina, professora da escola local.

Seu pai, um membro da patrulha local dos ursos polares, teve um encontro ainda mais próximo, quando ficou cara a cara com um urso quando saia de sua cabana de pesca uma vez no ano anterior.

Felizmente, a criatura imediatamente correu de seus gritos. “Foi aterrorizante mas apenas porque foi uma surpresa. Eu apenas gritei”, disse Yury Popovich. “Se ele não gostasse de mim, ele poderia me bater com uma pata ou me agarrar”.

Urso polar ao fundo | Foto: The Telegraph/Reprodução

Urso polar ao fundo | Foto: The Telegraph/Reprodução

Oito ursos polares já entraram em Amderma neste ano, em comparação com os cinco que apareceram no ano passado, de acordo com Eduard Davletshin, chefe da patrulha da cidade. Ele cresceu em uma casa à beira-mar frequentada por ursos e às vezes tinha que ficar em casa ao chegar da escola porque um deles estava à espreita do lado de fora. Mas ele disse o número de ursos que apareceu em Amderma na última década aumentou.

“Eles costumavam ir para o gelo e caçar focas”, disse ele. “Agora não há gelo, eles não têm escolha. Eles vão caminhando ao longo da costa e a cidade está no caminho”.

Embora seja o maior predador terrestre do mundo, o urso polar na verdade prefere passar seu tempo no gelo marinho e é classificado como “urso-do-mar” ou “Ursus maritimus”. Chamado de “urso branco” em russo, ele se mistura quase perfeitamente ao gelo, pois se esgueira para cavar e cheirar buracos atrás de focas manchadas ou outra fonte de alimento, como mostrou a série Our Planet, de David Attenborough, no mês passado.

Os ursos costumam nadar mais de 100 milhas para chegar aos grandes blocos de gelo e podem passar quase toda a sua vida no mar. Isso está mudando, no entanto, com o aquecimento global.

Em fevereiro, a cidade militar de acesso restrito de Belushya Guba, que fica depois do Estreito de Kara, de Amderma, declarou estado de emergência após uma “invasão” de 52 ursos polares. Câmeras de vigilância pegaram um urso polar andando pelo corredor do apartamento de uma família.

“As emoções são indescritíveis, adrenalina, terror e a pergunta ‘o que fazer?’”, disse a funcionária dos correios Nadezhda Kireyeva ao The Telegraph na época.

Especialistas culpam a invasão dos ursos pela falta de gelo no mar e por um lixão aberto onde grupos de ursos foram vistos procurando por comida.

Os animais partiram quando o gelo do mar finalmente se formou na costa no final de fevereiro. Mas isso dificilmente pode-se contar com isso no futuro.

Este ano, o gelo do Ártico atingiu um novo recorde de baixa em abril, e um estudo previu que o Oceano Ártico se tornaria livre de gelo no verão nos próximos 20 anos.

Em Amderma, o chamado “gelo rápido” que fica firmemente aderido à costa vem se formando mais tarde e não cresce mais tão densamente como anteriormente, de acordo com o meteorologista Nelli Shuvalova, que mede o gelo na região duas vezes por dia desde 1981.

Este ano, a extensão máxima do gelo rápido foi de 10 quilômetros – alguns anos se estendeu até o horizonte a 26 quilômetros de distância – e sua espessura máxima foi de 60 centímetros.

“Isso é muito pouco”, disse Shuvalova. “O gelo esta fino demais para os ursos.”

“Temos uma situação catastrófica em relação ao gelo rápido”, disse Ilya Mordvintsev, especialista em ursos polares, enquanto visitava Amderma na semana passada. “Quando o gelo vem para o sul no inverno, o mesmo acontece com os ursos. Quando ele retrocede a maioria dos ursos, não volta para o gelo. ”

Esses retardatários tendem a se dirigir para o norte ao longo da costa em busca de gelo – o que significa que cidades como Amderma estão agora essencialmente localizadas em uma rota de ursos polares.

Amderma foi o lar de cerca de 20 mil pessoas antes de um regimento de aviões de combate se mudar em 1993. Hoje, a cidade conta com apenas 300 moradores, embora sua prefeitura espere impulsionar os rendimentos atraindo tropas russas, assim como cientistas e turistas.

De qualquer forma, os habitantes da cidade ainda estão determinados a ficar onde estão, e 25 crianças frequentam a escola da cidade – que fica ao lado de uma praia frequentada por ursos. Sempre que algum urso chega à cidade, a escola chama os pais para levar os filhos para casa mais cedo.

Outros assentamentos do Ártico estão crescendo rapidamente. Belushya Guba, com uma população de 2 mil pessoas, está desenvolvendo novas instalações militares, pista de pouso e porto, e há planos para minerar chumbo e zinco nas proximidades.

Em março, a gigante estatal de gás Gazprom iniciou suas operações em um novo campo de gás do Ártico, em Yamal, perto do terminal Sabetta, que transportou gás liquefeito para compradores no Reino Unido e de outros lugares. Moscou também reformulou várias bases militares do Ártico nos últimos anos.

No sábado, altos funcionários lançaram o maior quebra-gelo movido a energia nuclear do mundo, um dos nove prometidos pelo presidente do país em abril para manter os hidrocarbonetos fluindo para a Ásia ao longo de sua rota marítima no norte.

Tudo isso aumenta o risco de conflitos entre ursos e humanos, sendo que os animais podem se tornar violentos se estiverem doentes ou com fome – ou forem provocado por comportamento agressivo.

Um trabalhador de petróleo e gás foi morto por um urso polar em Franz Josef Land em 2016, e um meteorologista foi morto lá em 2011.

Enquanto os ursos polares podem pesar mais de 1.300 libras e correr a 40 km/h ou mais rápido, eles não são tipicamente agressivos em relação aos humanos e geralmente podem ser afugentados por ruídos altos e veículos em movimento.

“Para evitar casos de danos a pessoas e a morte de ursos polares como animais problemáticos, é melhor agir criando essas patrulhas que poderiam evitar tais situações de conflito”, disse Mordvintsev.

Os caçadores de Amderma iniciaram uma patrulha de ursos polares em 2017 com foguetes, balas de borracha e luzes organizada pelo governo regional e quadriciclo cedido pelo WWF. Devido a problemas de combustível, eles costumam montar seus próprios snowmobiles (veículos da nave).

Grupos semelhantes foram formados nas cidades vizinhas de Ust-Kara e Varnek. Outras medidas incluem um sistema de circuitos de câmeras instalados no ano passado em uma estação meteorológica em uma ilha próxima, que alertou cientistas para ficarem dentro de janelas protegidas com grades enquanto um urso polar circulava em fevereiro.

Durante sua visita na semana passada, o WWF e as autoridades regionais prometeram que os rádios de patrulha, combustível e telefones via satélite da Amderma fizessem upload de fotografias de ursos. Eles também tocaram os 40 melhores sucessos de dança para testar o sistema de alerta de alto-falantes, que os moradores reclamaram ser muito silencioso e pouco confiável.

Em uma reunião no salão do “palácio da cultura” construído pelos soviéticos, os funcionários do Mordvintsev e da WWF aconselharam os moradores locais a não fugirem de qualquer urso polar que pudessem ver, mas a se afastarem lentamente para não desencadear seu instinto predatório.

Se eles não tiverem algo para fazer barulho, eles devem fazer um som “sh” para imitar as próprias vocalizações de aviso dos ursos.

Na realidade, os moradores disseram que têm mais medo de raposas do Ártico, que podem ser agressivas e estar infectadas pela raiva. Frequentemente eles gostam de fotografar ursos polares que vêm e alguns até tiraram selfies com as criaturas.

A reunião terminou com um breve debate sobre se os cientistas deveriam tentar salvar os ursos polares.

“O urso polar é o topo da cadeia alimentar e um símbolo do Ártico”, disse Mordvintsev.

“Se não houvesse urso polar, o que faríamos aqui? Se não houvesse urso polar aqui, você estaria em paz?

A platéia começou a murmurar antes que uma mulher chegasse com uma resposta: “Seria chato!”

‘As pessoas não pensam que animais de fazenda têm sentimentos’, diz fundadora de santuário

Animais que vivem em fazendas, como bois, cabras, porcos e galinhas, são seres sencientes. Isso é, têm emoções e sentimentos. O que eles sentem vai além da dor física. São capazes, também, de sentir amor, afeto, medo, tristeza, de sofrer e de amar. E para protegê-los e conscientizar a sociedade sobre a senciência deles, Patrícia Fittipaldi fundou, há 11 anos, o Santuário das Fadas. Em entrevista exclusiva à ANDA, ela falou sobre os desafios para manter o local, que precisa de doações constantes, e revelou a bela missão que exerce diariamente cuidando de seres negligenciados e maltratados pela sociedade.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O santuário foi fundado quando e quantos animais atualmente vivem nele?

Patricia Fittipaldi: Foi fundado em 2008, temos aproximadamente 200 animais.

ANDA: Animais de que espécies vivem no santuário?

Patricia Fittipaldi: cães, gatos, aves, equinos, caprinos, suínos, bovinos, roedores e jabutis.

ANDA: O que te motivou a criar o santuário?

Patricia Fittipaldi: Desde criança sempre fui protetora de animais. Enquanto morava na cidade do Rio de Janeiro, eu resgatava muitos cães e gatos, mas com o tempo fui resgatando também animais como bodes e galinhas, e com isso foi ficando bem complicado morar na cidade e continuar resgatando esse tipo de animal. Então, me mudei para a Região Serrana, inicialmente fui para Itaipava. E eu quis montar um santuário principalmente de animais de fazenda porque são animais que não têm muitos abrigos e nem santuários para eles. O que têm mais são abrigos de cães e gatos. São poucas pessoas que fazem esse trabalho aqui no Rio de Janeiro, a gente praticamente faz um trabalho pioneiro.

E foi o amor a todas as espécies que me motivou. E com essa demanda de animais precisando de ajuda, principalmente animais de fazenda, que são animais que não costumam ser vistos com bons olhos, porque as pessoas gostam muito de cão e gato, não pensam que animais de fazenda sofrem, têm sentimentos, então foi isso que me motivou. Aí mudei para a Região Serrana, fiquei 10 anos em Itaipava e há quase dois anos a gente se mudou para Teresópolis, que é interior do Rio de Janeiro também.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você diz que as pessoas não pensam que os animais de fazenda sofrem e têm sentimentos. Você poderia contar uma história ou momento presenciado por você que demonstre o sofrimento e/ou o amor e a gratidão que estes animais sentem?

Patricia Fittipaldi: A maioria dos animais chegam aqui com desconfiança do ser humano, porque viveu muitas situações de maus-tratos. Os nossos equinos foram todos retirados de carroceiros, apanhavam muito, viviam trabalhando até a exaustão. Então, é muito legal observar a mudança deles e nem demora tanto, uma ou duas semanas aqui já no santuário, pela energia, pelo cuidado e pelo amor que a gente tem com esses animais, eles já demonstram muita gratidão.

Têm animais que chegam aqui muito agressivos, algumas vacas, alguns bois que participaram até de vaquejada, e com uma, duas semanas, nos casos mais graves um mês, esses animais mudam o comportamento completamente. Eles sentem, não só pela energia da gente com eles, mas também pelo cuidado e pelo amor que a gente passa para eles. Então, todos os animais que chegaram aqui chegaram dessa forma. Suínos que iriam ser mortos, eram criados em lugares imundos, em situação precária, não recebiam carinho. A gente não podia chegar perto deles que eles já gritavam com medo de apanhar. E com uma semana você percebe que eles já chegam perto da gente para pedir carinho, vão se aproximando devagarinho, até acontecer aquela entrega total de confiança.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: O que você acredita que falta para que as pessoas percebam, que no que se refere a sentimentos, medo, dor, sofrimento, que os animais de fazenda são iguais aos cães e gatos?

Patricia Fittipaldi: Eu acredito que para as pessoas, principalmente para as que vivem na cidade, como não têm contato com esses animais e os enxergam como alimento, falta conviver com esses seres. Por isso em breve a gente quer fazer um programa de visitação monitorada no santuário, que dá a oportunidade das pessoas conhecerem e terem um momento de perto com esses animais. A gente em breve vai realizar isso para que as pessoas possam, cada vez mais, ter mais consciência sobre o fato de que esses animais também sentem, têm sentimentos, ficam felizes e tristes. Então, para mim, o que falta mesmo para as pessoas perceberem, no que se refere a sentimento, medo, dor sofrimento, é a vivencia com esses animais. Para as pessoas da cidade é muito difícil.

Nós que temos santuários, acho importante fazermos esse planejamento das visitações monitoradas, que não podem também ser diárias ou com muita frequência para não estressar os animais. Porque eles têm contato com a gente que está na lida com eles todo dia, mas muitos deles ainda têm receio quando se deparam com seres humanos diferentes, outros até gostam, então é uma coisa que a gente vai em breve fazer, mas também para não estressar os animais vai ser um projeto quinzenal ou mensal. Mas quando as pessoas têm contato com esses animais, elas começam a perceber que eles pedem carinho, que eles têm emoções.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: Você disse que fundou o santuário em 2008. De lá pra cá, nestes onze anos com o santuário, e também considerando o período no qual você já estava envolvida na causa animal, mesmo antes da criação do santuário, você notou alguma evolução na sociedade em relação aos animais? Os cães e gatos e, principalmente, os animais de fazenda, têm sido vistos de melhor forma pelos humanos, embora grande parte da população ainda seja omissa e até cruel com eles?

Patricia Fittipaldi: Eu notei muita mudança. Porque mesmo na época que eu não tinha o santuário, que eu só era envolvida com ativismo, era uma coisa muito difícil as pessoas se comoverem com animais de grande porte, animais de fazenda. E hoje em dia, mesmo as pessoas que se alimentam de carne têm aquela hipocrisia, comem a carne mas ficam com pena de ver as situações, e isso já é um despertar. E muitas delas, até por causa desse despertar, viram vegetarianas e veganas.

E entre os animais de fazenda, acho que as pessoas se sensibilizam mais com os equinos. Porque elas encontram muitos equinos na própria cidade, puxando carroça, animais desmaiando de cansaço, então são animais de fazenda, mas que também são encontrados na cidade. Portanto, eu vejo uma grande evolução em relação ao despertar das pessoas com os animais de fazenda, mas ainda tem muita coisa para evoluir.

Foto: Patrícia Fittipaldi

ANDA: E como você faz para sustentar todos estes animais do santuário? 

Patricia Fittipaldi: Infelizmente, a gente vive literalmente de doação e são doações eventuais, o que é uma coisa incerta. Todo mês é uma loucura, a gente implorando ajuda na internet, nas mídias sociais. Não temos patrocínio fixo de empresa ou pessoa e o gasto é altíssimo, com ração, medicamentos, funcionários, com os recintos, que têm que ampliar, modificar, melhorar, criar mais recintos. É muito difícil. A gente gostaria muito de ter um patrocínio pelo menos para rações, um patrocínio mensal. Mas, infelizmente, a gente até hoje não conseguiu, então vivemos literalmente de doação.

* Por Mariana Dandara


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Artista constrói memorial em homenagem aos animais mortos para consumo

Por David Arioch

“É tanto um memorial quanto uma declaração da necessidade de maior atenção ao tratamento que dispensamos a esses indivíduos” (Fotos: Divulgação/Linda Brant)

Quem for ao Cemitério de Animais de Hartsdale, em Hartsdale, Nova York, pode visitar um memorial dedicado a animais criados e mortos para consumo – como bovinos, suínos, galináceos, etc. Ou seja, animais que não são sepultados nem lembrados.

O “Monumento aos Animais que Não Lamentamos” foi inaugurado em março, e é uma forma de chamar a atenção para a nossa relação com espécies animais classificadas como produtos e objetos.

“É tanto um memorial quanto uma declaração da necessidade de maior atenção ao tratamento que dispensamos a esses indivíduos”, informa a artista Linda Brant, que quis criar uma obra simples, mas ao mesmo tempo desafiadora.

O monumento, que assume a forma de uma lápide gigante, tem cerca de 1,40m de altura, praticamente a mesma altura de um novilho no momento do abate.

Toda semana, visitantes deixam uma pequena pedra ou cristal perto da base do monumento em apoio à mensagem de que “vidas não são descartáveis”, ainda que sejam de animais vistos pela sociedade como produtos e meios para um fim.

Linda pretende utilizar as pedras deixadas no local para criar outro monumento para animais que têm o valor de suas vidas ignorado pela sociedade.

Doadores da campanha da ANDA ganham vale-compras em sorteio

A campanha #ResistênciaAnimal chega ao seu 27º dia e agradecemos a todos que colaboraram e estão colaborando para a reconstrução do site da ANDA, destruído após a ação de hackers, e também pela construção a construção de um mundo mais compassivo, pacífico e livre. A campanha está sendo realizada com o apoio do Sítio do Bem, um e-commerce incrível especializado em produtos para quem é apaixonado por animais.

Semanalmente, todos que colaborarem na campanha podem ter a chance de ganhar um vale-compras no valor de R$50,00 para ser usado no Sítio do Bem. Lembrando que os sorteios são semanais e apenas os doadores daquela semana podem concorrer, então você tem a chance dobrada de faturar este prêmio, além, é claro, de ajudar a reestruturar o maior site de notícias sobre direitos animais.

Em entrevista à ANDA, a diretora do Sítio do Bem, Sonia Grisolia, explica que solidarizou imediatamente ao saber dos ataques ao site da ONG. “Sabia que precisava fazer algo para ajudar a manter ativo este importante canal jornalístico que dá voz aos animais. O Sítio do Bem é um site especializado em atender clientes que são simpatizantes da causa animal com produtos temáticos, em especial camisetas com estampas de cães, gatos e outros animais. Acompanhamos o trabalho maravilhoso que a ANDA fez ao longo dos anos e ficamos muito preocupados diante da possibilidade desse canal calar a voz de quem defende os animais. Foi natural e óbvio nos juntarmos a Campanha #ANDAResistênciaAnimal”.

Veja abaixo a lista dos primeiros vencedores da campanha e fique atento às datas dos próximos sorteios:

Doadores de 06/05 a 12/05 – Sorteio realizado em 13/05 – Ganhador Carlos Gutierrez

Doadores de 13/05 a 19/05 – Sorteio realizado em 20/05 – Ganhadora Kátia Bello

Doadores de 20/05 a 26/05 – Sorteio em 27/05

Doadores de 27/05 a 02/06 – Sorteio em 03/06

Doadores de 03/06 a 09/06 – Sorteio em 10/06

Doadores de 10/06 a 16/06 – Sorteio em 17/06

Doadores de 17/06 a 23/06 – Sorteio em 24/07

Doadores de 24/07 a 30/07 – Sorteio em 01/07

Doadores de 01/07 a 07/07 – Sorteio em 08/07

Siga esta pegada

A ANDA lançou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Vakinha com o objetivo de arrecadar R$33 mil até o dia 07 de julho de 2019. Deste valor, R$28 mil serão destinados exclusivamente à reconstrução do site, enquanto os R$5 mil restantes serão usados para cobrir taxas e outras despesas.

Para premiar os colaboradores, o Sítio do Bem, e-commerce especializado em camisetas temáticas para quem é apaixonado por animais, sorteará cupons de compras no valor de 50 reais entre os doadores, que poderão ser resgatados em produtos no site. Ao final da campanha, todos os doadores receberão um agradecimento público no novo site da ANDA.

Para doar acesse: http://vaka.me/563625

Também é possível colaborar realizando depósitos diretamente na conta corrente da ANDA e enviando o comprovante para o e-mail faleconosco@anda.jor.br:

Agência de Notícias de Direitos Animais
CNPJ: 12.164.456/0001-76
Banco Itaú
Ag. 00367 c/c 82489-3