Comida vegetariana será a norma nos eventos do governo de Amsterdã em 2020

Por David Arioch

“Esse governo está fazendo escolhas sustentáveis ​​e acho que também devemos fazê-las por nós mesmos” (Foto: Visually Spectacular Catering)

A partir de 2020, comida vegetariana será a norma nos eventos realizados pelo governo de Amsterdã. O anúncio foi feito esta semana, mas a medida deve passar antes por uma votação em junho antes da elaboração de estratégias para a implementação.

“Os quatro partidos que governam a cidade, que detêm a maioria das cadeiras do governo, adotaram a iniciativa que será oficialmente votada por todo o corpo governamental”, informou o chefe de gestação operacional Rutger Groot Wassink ao jornal britânico Telegraph.

De acordo com o representante do Partido pelos Animais, Johnas van Lammeren, no ano que vem alimentos de origem animal só serão servidos mediante prévia solicitação, já que o padrão serão refeições prioritariamente baseadas em vegetais.

A princípio, a ideia era oferecer somente opções veganas, mas ficou decidido que seria melhor “ir com calma” nessa etapa classificada como uma espécie de transição.

“Estamos invertendo as normas. A questão não é mais “você é vegetariano?”, mas “você come carne?”, disse Wassink.

E acrescentou: “Esse governo está fazendo escolhas sustentáveis ​​e acho que também devemos fazê-las por nós mesmos. Trata-se de dar um bom exemplo.”

Leão desnutrido agoniza por anos em zoo de Bangladesh

Por Bruna Araújo

Divulgação | Telegra PH

A história do leão Juboraj, morto aos 18 anos no Zoológico e Jardim Botânico de Comilla, em Bangladesh, infelizmente, não difere das milhares de histórias contadas pela ANDA nos últimos 10 anos. Privado de seu habitat e aprisionado em uma jaula para entreter os visitantes, o leão externou em seu físico todo o horror do cativeiro de animais selvagens explorados pela ganância humana.

As fotos de Juboraj inerte e definhando em um recinto mal conservado viralizaram em todo o mundo e expuseram a condições degradantes dos animais que vivem no local. A administração do zoo tentou abafar a repercussão negativa afirmando que o animal estava sob tratamento veterinário especializado, mas indagações continuaram a ser feitas e, talvez pelo seu frágil estado de saúde, ou para calar os questionamento, Juboraj foi sacrificado em 2017.

Divulgação | Telegra PH

Quando foi condenado à morte, o leão estava visivelmente desnutrido e com seus ossos bem delineados sob a pele frágil e maltratada. O zoo afirma que a condição de Juboraj estava intrinsecamente ligada a sua idade avançada, pois leões da natureza vivem cerca de 14 anos. Na época, uma petição endereçada ao presidente do país, Abdul Hamid, foi criada e alcançou cerca de 56 mil assinaturas.

ONGs internacionais e a imprensa pressionaram por respostas sobre como Juboraj ficou completamente debilitado sem receber nenhum cuidado do zoo, mas a morte do animal sepultou as indagações. Atualmente o Zoológico e Jardim Botânico de Comilla aprisiona outros animais e é considerado um importante ponto turístico da cidade.

Divulgação | Telegra PH

A morte de Juboraj foi tratada como um inconveniente temporário na história do país e infelizmente não foi o suficiente para incitar a conscientização do país sobre a tortura, morte e maus-tratos a que são submetidos animais trancafiados em zoológicos. O rugido de Juboraj foi silenciado, mas sua perda dói no coração de pessoas e ativistas em todo mundo. Descanse em paz Juboraj.

Cãozinho é encontrado com corpo coberto de piche em Barretos (SP)

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Um cãozinho foi resgatado após ter seu corpo coberto de piche de asfalto na cidade de Barretos, no interior de São Paulo. O responsável pelo crime foi identificado como um homem de 49 anos que foi multado em R$ 3 mil por crime de maus-tratos contra animais. Durante seu depoimento à polícia, o acusado afirmou que tentava tratar um quadro de sarna do cachorro e não tinha intenção de maltratá-lo.

O cãozinho, agora carinhosamente chamado de Chocolate, foi resgatado pela protetora de animais Mirella Assef após a denúncia de um vizinho. Ele foi levado para uma clínica veterinária emergencialmente. Chocolate sentia tanta dor que para tomar banho para a retirada da substância tóxica ele precisou ser sedado com morfina para suportar o procedimento.

As luvas usadas para a retirada do piche da pele do cãozinho derreteram durante o procedimento. O momento foi registrado em um vídeo pela médica veterinária e enviada para a protetora. “O piche é um produto químico tão forte que chegou a derreter a luva durante o banho. Imagina isso na pele do cachorro?”, disse Mirella em entrevista ao G1.

Estima-se que o cãozinho tenha ficado com a substância no corpo por dois dias até ser resgatado. Além dos maus-tratos, Chocolate também não recebia alimento há muito tempo. Após ser sedado, o cãozinho vomitou ossos, pedaços de plástico e de alumínio usados em embalagens de quentinhas. Agora, Chocolate está internado sem previsão de alta.

O cãozinho ainda será submetido a exames e quando se recuperar será disponibilizado para adoção responsável. O suposto tutor do cão responderá pelo crime de maus-tratos contra animais e não poderá criar mais nenhum animal nos próximos cinco anos.

Príncipe William diz que é preciso colocar traficantes de animais silvestres na prisão

Por David Arioch

“Embora tenhamos feito progressos, ainda estamos apenas tocando a superfície” (Foto: UFW)

Na semana passada, durante reunião da United For Wildlife, uma coalização formada por seis organizações que atuam em defesa da vida selvagem, o príncipe William foi convidado a comentar sobre o cenário atual do tráfico de animais silvestres.

Diante da plateia, ele declarou que é preciso fazer o possível para colocar traficantes de animais atrás das grades. A discussão girou em torno do comércio de partes de animais silvestres com as mais diversas finalidades.

William, que disse estar engajado na causa, também pediu mais apoio do setor privado para ajudar a combater o tráfico de animais. “Embora tenhamos feito progressos, ainda estamos apenas tocando a superfície”.

Ele lembrou também que desde que a coalização foi formalizada 52 investigações foram conduzidas pela United For Wildlife, culminando na prisão de 10 traficantes – o que William ressaltou como positivo.

Polêmica envolvendo caça de aves na Escócia

Em agosto do ano passado, o príncipe William se envolveu em uma polêmica quando ele e a duquesa Kate Middleton, levaram o príncipe George, de cinco anos, para participar de uma caçada de perdizes no Castelo de Balmoral, na Escócia.

A iniciativa gerou repercussão no Reino Unido e dividiu opiniões, considerando que, embora a caça seja considerada pela família real como uma atividade tradicional, a prática transmite para uma criança a ideia de que está tudo bem em matar algumas espécies de animais, mesmo que elas não representem qualquer ameaça.

Além dos pais, o garoto também estava em companhia da Rainha Elizabeth, do príncipe Charles e de outros membros da família real.

Segundo uma pesquisa encomendada pela League Against Cruel Sports e pela Animal Aid, 69% dos britânicos são contra a caça esportiva de aves, que em período de temporada culmina na morte diária de mais de 100 mil animais.

A prática, considerada cruel e desnecessária, estimula a criação anual de mais de 35 milhões de faisões e perdizes. Muitos desses animais são soltos na natureza para serem mortos por “esporte”.

“Embora haja alegações de que as aves são comidas, um grande número delas é descartada ou incinerada, porque há pouca demanda por carne de caça”, informa Chris Lufingham, diretor de campanhas da League Against Cruel Sports.

Cão se desespera ao perceber que rasgou seu travesseiro favorito

Foto: Allie O'Cain

Foto: Allie O’Cain

Draco, é um cão da raça pitbull, que não teve um começo de vida fácil, mas uma coisa foi responsável por proporcionar o conforto ao cachorro em tempos bons e ruins: um travesseiro em forma de coração com braços.

O travesseiro se transformou no porto seguro de Draco, em qualquer lugar que o jovem pitbull ia, o travesseiro de aparência engraçada estava junto, como uma âncora. “Se alguém pegar seu travesseiro, ele vai pular e agarrá-lo”, Allie O’Cain, a mãe de Draco, disse ao The Dodo. “Ele suga o companheiro de pan todos os dias para adormecer”.

Foto: Allie O'Cain

Foto: Allie O’Cain

Recentemente, no entanto, parecia que a almofada companheiro e intensamente valorizada do filhote estava destinada à lixeira – algo que Draco absolutamente não podia permitir.

Draco sempre tratou seu travesseiro com cuidado e carinho desde que O’Cain o resgatou ainda filhote e órfão, de um criador de pitbulls com apenas 2 semanas de idade.

“Draco é um amor e é muito agitado e nós nos tornamos uma casa só de brinquedos de borracha porque qualquer coisa com estofamento ele destruirá em menos de cinco minutos”, disse O’Cain. “Mas ele tem sido tão gentil e amoroso com este travesseiro, é impressionante”.

Foto: Allie O'Cain

Foto: Allie O’Cain

Mas quando o amigo canino de Draco, um labrador negro chamado Willow, quis compartilhar o travesseiro com ele, o pitbull ficou um pouco super protetor. Ele correu para pegar de volta seu travesseiro de estimação e, no processo, o objeto rasgou. Quando o enchimento começou vazar, parecia que o pior acontecera.

Felizmente, a avó de Draco viu o que estava acontecendo e entrou em ação.

“Achamos que [o travesseiro] estava tão desgastado pelo uso que simplesmente rasgou”, disse O’Cain. “Minha mãe se apavorou, agarrou o objeto e gritou: ‘Eu vou consertar isso, Draco!'”

A avó de Draco levou o travesseiro para sua máquina de costura e começou a “cirurgia”.

Foto: Allie O'Cain

Foto: Allie O’Cain

Mas Draco não podia ficar de braços cruzados enquanto seu verdadeiro amor estava sendo operado.

“Durante todo o tempo em que durou o processo de restauração do travesseiro, a cabeça e as patas de Draco estavam esticadas ao extremo para que ele pudesse acompanhar de perto o que acontecia”, disse O’Cain. “Ele estava choramingando, ganindo e tentando alcançar seu brinquedo com a boca”.

“Ele agia como se sua esposa estivesse em cirurgia”, escreveu O’Cain no Facebook.

Assim que o travesseiro foi consertado, Draco correu para acariciar seu brinquedo favorito, claramente aliviado por ter ele ficado inteiro novamente.

O’Cain e sua mãe continuarão consertando o travesseiro até que Draco supere seu brinquedo de infância – se esse dia chegar. Mas conhecendo Draco, isso parece pouco provável.

“Os valentões são exatamente o oposto do que as pessoas pensam”, disse O’Cain. “Eles permanecem grandes bebês para sempre!”

Proprietário de zoo no Canadá é acusado de crueldade contra animais

Foto: Humane Society International

O dono do Zoológico St-Édouard, em Quebec, foi acusado na última terça-feira (21) de crueldade e negligência contra os mais de 100 animais que são mantidos aprisionados no local. Entre as vítimas há leões, tigres, zebras, ursos, lobos, cangurus e macacos. A investigação teve início após a Sociedade para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA, na sigla em inglês) receber inúmeras denúncias de visitantes frequentes e turistas.

A organização sem fins lucrativos realizou uma visita ao local em agosto do ano passado (2018) e flagrou diversas irregularidade, além de “vários problemas significativos em relação ao estado físico dos animais e suas condições de vida”. Na ocasião, duas alpacas, mamíferos sul americanos, foram resgatados em condições severas de debilidade, e quatro animais foram encontrados mortos, incluindo dois tigres.

Foto: Humane Society International

O proprietário do local, Norman Trahan, enfrenta duas acusações e poderá cumprir até cinco anos de detenção e está proibido de manter animais em cativeiro para o resto da vida, se tornando o primeiro dono de zoológico a ser preso por este crime no Canadá. A SPCA e a Humane Society International montaram um hospital de campanha e estão avaliando a condição dos animais do zoo. Neste momento estão sendo feitos contatos com santuários para encontrar abrigo para os animais, que atualmente estão sob a guarda de autoridades locais.

O Zoológico St-Édouard, a 100 km de Montreal, existe há 30 anos e estava prestes a abrir temporada de visitações.

Ibama diz que Centros de Triagem de Animais Silvestres permanecerão em funcionamento em MG

Por David Arioch

Os centros de triagens são um alento para animais silvestres no Brasil (Foto: Cetas-MG)

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) afirmou novamente esta semana que os Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Montes Claros e Juiz de Fora permanecerão em funcionamento.

A superintendência do Ibama de Minas Gerais está buscando parceria com órgão ambiental estadual para minimizar o custeio das atividades desenvolvidas nos centros de triagem, e que não serão cobertas pelo governo federal, assim evitando que as duas unidades encerrem as atividades.

Os centros de triagens são um alento para animais silvestres no Brasil, seja animais resgatados de cativeiro em situação de maus-tratos ou até mesmo animais atropelados ou vítimas não fatais de caçadores. Quando os animais estão aptos para viver na natureza, mais tarde eles são destinados às unidades de conservação.

1,4 mil marrequinhos são incinerados vivos em Santa Catarina

Por David Arioch

Letícia Filpi: “A Cidasc agiu de forma inconstitucional, foi contra a lei de crimes ambientais” (Foto: Reprodução)

Um caminhão-baú foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Ponte Alta (SC) em uma fiscalização conjunta entre vários órgãos de governo estadual de Santa Catarina.

Ali, haviam 1,4 mil filhotes de marreco e, devido à falta de documentação de procedência dos animais e as rígidas normas de vigilância sanitária, os animais foram incinerados vivos. O caso aconteceu no dia 10 de abril, mas só veio à tona agora.

Sabemos que a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) tem amparo legal para a procedência, mas tratam-se de vidas.

O deputado Marcius Machado se mostrou indignado em suas redes sociais e declarou que irá propor uma alteração na Lei para que, ao invés de abater esses animais que viajam sem procedência, sejam doados para assentamentos e/ou para os agricultores da subsistência familiar.

O deputado declarou ainda que, neste projeto também fez as alterações para que os animais não sejam enterrados ou incinerados, só que em outra legislação. “Altera a Lei nº 10.366, de 1997, que instituiu a Lei sobre a fixação de política de defesa sanitária do animal, visando proibir o enterro ou incineração de animais de produção vivos sem indicação de patologia emitida por autoridade competente e estabelece outras providências.”

O Projeto de lei está com o deputado Mocellin como relator e foi enviado para a Cidasc para se manifestar sobre o PL (confira aqui).

Para a advogada animalista, Letícia Filpi, a Cidasc está tratando os animais como coisas inanimadas. O correto seria entrar em contato com órgãos ambientais para saber como destinar os patinhos. Além disso, não havia prova do risco desses animais. A única coisa que tinha era falta de documentação, mas nada indicava que havia motivo para justificar a morte de 1,4 mil animais.

“A Cidasc agiu de forma inconstitucional, foi contra a lei de crimes ambientais. Na minha opinião de jurista, isso configura 1,4 mil crimes de maus-tratos com mortes, porque você só abate o animal quando você tem certeza de que isso é estritamente necessário”, destacou.

E acrescentou: “A Cidasc é um órgão da agropecuária, mas não pode se sobrepor a um órgão ambiental. O Brasil possui o princípio da não crueldade e o princípio do in dúbio pró natura. Os animais antes de ser propriedade humana, são bens ambientais.”

*Colaboração de Luciane Pires, publicitária, brander, ativista, infoativista pelo direito dos animais e formadora de opinião no Instagram @luhpires_

Milhares de baleias e golfinhos são mortos na temporada de caça das Ilhas Faroe

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As Ilhas Faroe, são um aglomerado incomum de ilhas localizadas no Atlântico Norte, cerca de 200 milhas ao norte da Escócia e também um dos principais pontos turísticos da região. Formalmente o território do arquipélago é dinamarquês, mas o país possui autonomia própria significante e não fazem parte da União Europeia, ao contrário da Dinamarca.

De acordo com informações do Business Insider, a ilha é hoje tão popular que se fechou aos turistas, exceto aqueles que estão dispostos a ajudar a reparar e manter o arquipélago. No entanto, há um lado mais sombrio do território belo e selvagem.

Ecologistas publicaram uma série de fotografias chocantes mostrando baleias e golfinhos sendo caçados nas Ilhas Faroe.

O grupo Sea Shepherd, que faz campanha contra práticas de pesca bárbaras, registrou as imagens ao longo de um período de meses.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Eles documentaram uma série dos chamados “passeios de baleias”, nos quais o governo das Ilhas Faroe diz que cerca de 1.200 baleias e 500 golfinhos foram mortos. Cabe ressaltar que o governo do arquipélago defendeu vigorosamente a prática que classifica de “secular”.

Ao analisar as fotos é possível concluir, com o que se parece essa prática de caça e entender mais sobre sua história por meio das imagens. Atenção: imagens de conteúdo forte ou perturbador para pessoas mais sensíveis.

O processo de matança envolve barcos indo em busca de grupos de baleias e golfinhos, e os encurralando em águas rasas, onde são mortos à mão.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Um grande número de habitantes locais se envolve com o processo, e cada um pode reivindicar uma porção da carne depois. Estas são as baleias-piloto.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Esta baleia estava grávida – seu bebê acabou morrendo também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Estatísticas oficiais mostram que 1.194 baleias-piloto foram mortas na temporada de caça de 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os faroenses também caçam um grande número de golfinhos de face branca, como estes. Um total de 488 golfinhos foram mortos em 2017.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os pais levam seus filhos para ver o processo em ação, e é normal posar para fotos com os animais mortos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Nem as baleias nem os golfinhos estão em perigo, sendo as autoridades do arquipélago. O governo das Ilhas Faroe disse que na maioria dos anos cerca de 1% do total das populações de golfinhos e baleias são caçados.

Caçadas de extermínio como estas vêm ocorrendo desde pelo menos 1298, quando as primeiras leis de sobrevivência que regulam a prática foram publicadas, e registros precisos existem desde 1584, de acordo com o governo das Ilhas Faroe.

A temporada de caça deste ano foi grande. Cerca de 1.700 animais foram mortos em 2017, em comparação com cerca de 800 em um ano médio.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A última vez que tantos animais assim foram mortos foi em 1996.

Os animais são marcados para acompanhamento – ao olhar de perto pode-se ver o número 16 sobre este golfinho, ao lado da nadadeira.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os animais são massacrados por carne e gordura – aqui um homem corta pedaços de um golfinho.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

Os habitantes das ilhas dizem que a carne de baleia e golfinho é uma parte importante de sua alimentação, e dessa forma eles não precisam gastar dinheiro e desperdiçar recursos naturais importando alimentos do exterior.

Os cadáveres de alguns animais são levadas para caminhões e transportadas para processamento posterior.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

No final, a carne é toda embalada. A maior parte é compartilhada na comunidade das Ilhas Faroe, mas alguns podem ser comprados nas lojas também.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd se opõe à caça há anos e já tentou fisicamente parar o processo com seus próprios barcos.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

A Sea Shepherd disse ao Business Insider que eles foram impedidos por meios legais de usar seus navios para protestar.

Em vez disso, os voluntários foram para as Ilhas Faroe e posaram como turistas para tirar fotografias das caçadas, com a esperança de garantir uma cobertura da mídia adversa a matança.

Um deles escreveu sobre o que viu:

“Testemunhar uma matança em primeira mão foi realmente uma experiência terrível. Em um lugar tão quieto e calmo, em meio a natureza, foi enervante ver os moradores locais tão animados quando a temporada de caça foi anunciada”.

“A primeira caçada que vimos foi em Hvannasund, cenário de várias mortes em 2017. Testemunhamos todo o processo desde a chegada das cerca de 50 baleias-piloto até sua morte, o massacre e a distribuição da carne e da gordura.

“À medida que as baleias-piloto eram levadas para a costa pelos pequenos barcos, a intensidade dos corpos se agitava. Ganchos eram atirados em seus corpos e as baleias eram arrastadas para a costa em um jogo sádico de cabo de guerra. Testemunhamos baleias aparentemente batendo suas cabeças contra as pedras em um frenesi desesperado”.

O governo das Ilhas Faroe defende a tradição e diz que a Sea Shepherd irá “fazer qualquer coisa” para desacreditá-los.

Foto: Sea Shepherd

Foto: Sea Shepherd

As imagens falam por si. Absolutamente nenhuma justificativa pode ser dada para atos cuja barbaridade é impossível de ser descrita. Sadismo, crueldade, violência e desrespeito pela vida são alguns termos que se encaixam, embora estejam longe de descrever o horror das cenas mostradas tendo como cenário um verdadeiro mar de sangue.

Milhares de pessoas marcham pelos direitos animais pedindo por penas mais duras

South China Morning Post

Foto: South China Morning Post

Milhares de pessoas enfrentaram o calor escaldante de Hong Kong, na tarde de domingo para protestar pelos direitos dos animais, pedindo por punições mais duras para os agressores de animais, de acordo com informações do South China Morning Post.

Alguns manifestantes trouxeram seus animais de estimação, enquanto outros carregavam cartazes com slogans que diziam “parem com o abuso de animais” e “10 anos de prisão”, enquanto caminhavam num calor de quase 33ºC do Chater Garden, na Central, para a sede do governo no Almirantado.

Os organizadores afirmaram que cerca de 6 mil pessoas participaram do protesto, enquanto a polícia estimou a participação em 900 pessoas.

O parlamentar do Partido Democrata Roy Kwong Chun-yu, que ajudou a organizar o evento, disse que o comparecimento foi maior que o esperado.

“Isso nos dá um impulso enorme”, disse ele. “Agora podemos mostrar à comunidade internacional que estamos prontos e vamos tomar medidas para proteger os animais”.

Outro organizador, Mark Mak Chi-ho, presidente executivo do grupo de bem-estar animal sem fins lucrativos, a Veterinary Services Society (Sociedade de Serviços Veterinários, na tradução livre), também disse: “Os abusadores de animais devem ser presos por 10 anos. Eles estão tirando vidas”.

Uma participante, Lily Chung, que levou seu cão à marcha, disse: “Trata-se de respeitar a vida. O governo não deveria mais continuar ignorando a questão. É hora de agir”.

A preocupação pública com o abuso de animais aumentou recentemente após um caso terrível de crueldade em um abrigo de animais em Ta Kwu Ling, onde um quarto dos cerca de 150 cães e gatos morreram de fome.

A marcha de domingo coincidiu com uma consulta pública em andamento com duração de três meses sobre a alteração das leis para melhorar o bem-estar animal.

Crueldade animal que envergonha Hong Kong

A lei proposta define a obrigação dos tutores de animais domésticos de cuidar deles, sejam essas pessoas, detentores ou criadores, bem como os trabalhadores que manipulam animais vivos em locais públicos como mercados.

Estes cuidados incluem levar os cães para caminhar regularmente, vacinar os animais domésticos e levar os animais doentes ao veterinário provendo os medicamentos e tratamento adequado e necessário.

As autoridades também terão poderes extras para intervir em casos de suspeita de abuso, incluindo aqueles que exigirem inspeção e supervisão. A lei proposta prevê aumentar as penas, como os prazos de prisão, para até 10 anos.

A Lei de Prevenção contra a Crueldade Animal, promulgada em 1935 e atualizada em 2006, é a principal legislação de proteção animal em Hong Kong.

A pena máxima é atualmente de três anos de prisão e multa de HK $ 200.000 (cerca de 25 mil dólares) por atos de crueldade contra animais. De 2016 a 2018, o governo recebeu uma média de cerca de 300 casos suspeitos de crueldade com animais por ano, e houve um total de 47 casos de acusação bem-sucedidos (denúncia e acusação legal). A sentença mais pesada proferida pelo tribunal desde 2006 foi de 16 meses de prisão.

Em seu discurso político no ano passado, a líder da cidade, Carrie Lam Cheng Yuet-ngor, prometeu alterar a lei para proteger o bem-estar animal.

Em Hong Kong, uma em cada 10 famílias mantêm animais domésticos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Secretaria do Conselho Legislativo em 2017, o número de cães e gatos mantidos por famílias aumentou 40%, de cerca de 297 mil para mais de 400 mil entre 2005 e 2010.