Filhote de peixe-boi é resgatado na Flona de Caxiuanã (PA)

Por David Arioch

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú (Foto: ICMBio)

Servidores da Floresta Nacional de Caxiuanã (PA) resgataram um filhote de peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis). O animal é um macho de aproximadamente um mês de idade, pesa seis quilos e foi batizado de Itaperúzinho, em homenagem à comunidade ribeirinha onde o localizaram.

O peixe-boi foi encontrado este mês pelos moradores da comunidade Itaperú, no Rio Anapú, se debatendo às margens do rio, e, segundo os moradores, não estava junto da mãe. Os moradores resgataram o animal e entraram em contato com a chefia da Flona de Caxiuanã. Foi acionado então um plano de resgate do mamífero, já que devido ao pouco tempo de idade e a identificação de ferimentos, havia risco de morte.

Itaperúzinho foi colocado num tanque improvisado e transportado até o município de Portel, com apoio da Coordenação Regional do ICMBio de Belém, que disponibilizou um veterinário especializado para prestar as orientações sobre os cuidados preliminares a serem adotados. Depois o mamífero foi transportado para Santarém, onde existe um centro de reabilitação e reintrodução da espécie à natureza.

Este é o segundo resgate de peixe-boi da Amazônia na Flona de Caxiuanã. Em 2016, foi resgatada na Vila do Brabo, na comunidade Santo Antônio, uma fêmea chamada Kaluanã. Ela também recebeu os cuidados iniciais da equipe da Flona e posteriormente foi auxiliada pelo Grupo de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (GEMAM) e veterinários do grupo Bioma, pertencente à Universidade Federal do Pará (UFPA).

Kaluanã foi transferida para o zoológico da Unama, em Santarém, para receber os cuidados necessários para sua reabilitação e devolução ao seu habitat.

Flautista toca para vacas em santuário e elas se aproximam para apreciar a música

Foto: PETA

Foto: PETA

Em um santuário na Índia, equipes de resgate recebem alguns dos animais mais negligenciados do mundo: bois, burros e outros tantas vítimas dos seres humanos, muitos deles forçados a realizar trabalhos pesados, transportando cargas imensas, durante dias e anos seguidos nas comunidades agrícolas e pobres da Índia.

Os amigos da ONG PETA no abrigo Animal Rahat (“rahat” significa “alívio”) conhecem muitos desses animais há um longo tempo: os funcionários saem para as comunidades vizinhas e tratam animais que sofrem de desidratação, desnutrição, tensões musculares, claudicação (mancam) e lesões não tratadas.

Eles estão de prontidão para emergências envolvendo animais de qualquer tipo, seja de dia ou de noite, o ano todo. Muitas vezes, eles conseguem persuadir um proprietário a deixar um animal idoso ir viver no santuário de animais, Animal Rahat.

Lá, os animais de trabalho aposentados têm a liberdade de fazer o que quiserem e podem viver seus dias como bem desejarem.

Eles gostam da companhia de amigos, lambem blocos de sal, mastigam a grama verde fresca, comem iguarias deliciosas como bolo de amendoim e grão de bico, nadam ou rolam nas caixas de areia.

Ou eles apenas descansam na sombra, livres da ameaça de chicotes e outros instrumentos de tortura pelo resto de suas vidas.

E às vezes, os animais recebem um tratamento muito especial

Animal Rahat convidou o tocador de flauta Rasul Mulani para dar a todos os residentes do santuário um relaxante e belíssimo concerto privado. Um membro da equipe gravou o vídeo, e as images impressionam pela pureza, sensibilidade e gratidão dos animais.

Quando se trata de apreciar música, formar vínculos e amizades duradouras, nadar, brincar, relaxar ao sol e apenas apreciar a liberdade de fazer nossas próprias escolhas, todos os animais – incluindo humanos – são muito parecidos.

Reconhecer aos outros animais como indivíduos e permitir que eles sejam livres e vivam em paz é o mínimo que se pode esperar de uma escolha moral condizente com o status de espécie racional que a humanidade ostenta.

Circos com animais selvagens estão a um passo de serem proibidos

Foto: Livekindly/Reprodução

Foto: Livekindly/Reprodução

O sofrimento e a exploração dos animais de circo pode acabar em breve nos Estados Unidos. Um projeto de lei que proíbe o uso de animais selvagens em circos itinerantes acabou de ser introduzido no congresso americano.

A medida, chamada de Viagens com Animais Exóticos e Lei de Proteção à Segurança Pública (TEAPSPA), foi apresentada hoje à Câmara dos Representantes, Common Dreamsreported.

O projeto de lei alteraria a Lei de Bem-Estar Animal, uma lei que monitora o tratamento humano dados aos animais em pesquisa, transporte, entretenimento e muito mais desde 1966.

A TEAPSPA proibiria que circos itinerantes e atos semelhantes que exibissem animais exóticos e selvagens. O site do projeto explica os “efeitos adversos” do cativeiro e do transporte em animais usados para entretenimento.

“Devido ao confinamento severo, falta de exercício ao ar livre e a restrição de comportamentos naturais, os animais usados em circos itinerantes sofrem constantemente e são propensos a problemas de saúde, comportamentais e psicológicos”, explica o texto do projeto.

“É comum a equipe de circo maltratar os animais usando ganchos, chicotes, bastões elétricos e barras de metal, o que muitos considerariam ´tortura pura´”, diz a TPSPSPA.

O texto acrescenta que as autoridades policiais tem que lutar para conseguir monitorar efetivamente os circos devido à sua mobilidade constante, o que significa que a “brutalidade” enfrentada pelos animais geralmente não é documentada.

“O Congresso tem a responsabilidade de proteger o bem-estar dos animais e garantir a segurança pública”, afirma o site.

A proibição do envolvimento de animais exóticos e selvagens em circos também beneficiaria a economia, segundo a TEAPSPA, que a chama de “solução menos dispendiosa para esse problema”.

O projeto aponta que entre 2007 e 2010, o USDA inspecionou o circo Carson & Barnes Circus, 42 vezes, gastando um total de 57.246 dólares para fazer isso.

Bulgária se torna exemplo em manejo florestal

Por David Arioch

Os recursos permitiram que o país ampliasse ainda mais seus programas ambientais (Foto: Valentin Valkov/Shutterstock)

A Bulgária, cujas florestas cobrem mais de um terço de sua área terrestre, é um dos pontos de maior biodiversidade da Europa. Ursos marrons, linces e lobos podem ser encontrados em suas florestas, que também abrigam centenas de espécies de aves, bem como uma grande variedade de tipos de árvores, incluindo faias, pinheiros, abetos e carvalhos.

O país tem uma longa tradição de práticas de manejo florestal. Programas de monitoramento em grande escala estão em vigor e as comunidades locais são conhecidas por manter um olhar atento sobre o ambiente natural. Juntos, esses fatores permitiram que as autoridades nacionais aproveitassem ao máximo sua biodiversidade.

Mais de 90% da colheita anual de ervas silvestres e cultivadas são vendidos como matéria-prima para Alemanha, Itália, França e Estados Unidos, tornando a Bulgária um dos principais fornecedores mundiais neste setor. Ao ganhar experiência na proteção e uso sustentável de produtos florestais não madeireiros, o país se tornou modelo para outras nações dos Bálcãs.

Nos últimos doze anos, a Bulgária recebeu 335,3 milhões de dólares em financiamento da União Europeia para projetos de conservação. Essas iniciativas foram implementadas pelo Ministério do Meio Ambiente e da Água, por parques nacionais e naturais, municípios e organizações sem fins lucrativos.

Os recursos permitiram que o país ampliasse ainda mais seus programas ambientais e assegurasse que seus recursos florestais continuassem sendo utilizados de maneira sustentável. No entanto, Miroslav Kalugerov, diretor do Serviço de Proteção da Natureza da Bulgária no Ministério do Meio Ambiente e da Água, sabe por experiência que receber dinheiro para proteção ambiental não leva necessariamente ao sucesso.

Ele afirma que, embora o acesso a informações abrangentes seja vital para o bom gerenciamento de qualquer recurso natural, é apenas um primeiro passo em direção às soluções ambientais. “Sem dados, a conservação da natureza é caótica, os objetivos podem não ser cumpridos e a conservação de produtos florestais não madeireiros é impossível”, diz Miroslav.

Ministro do STJ defende que é preciso amadurecer discussão sobre a dignidade dos animais não humanos

Por David Arioch

Para o ministro, grande parte das leis de bem-estar animal ainda carregam em si uma herança antropocêntrica e não biocêntrica (Acervo: STJ)

Em julgamento realizado em março, envolvendo um caso de alegação de maus-tratos e guarda provisória de um papagaio domesticado apreendido pelo Ibama em São Paulo, o relator e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), OG Fernandes, reconheceu e utilizou conceitos dos direitos animais e da natureza para fundamentar seu voto, que também foi compartilhado pelos ministros Mauro Campbell Marques, Assusete Magalhães, Francisco Falcão e Herman Benjamin.

No acórdão, o ministro concluiu que, como o animal convivia há mais de 23 anos com a mesma tutora, inclusive criando laços afetivos, a retirada do papagaio depois de largo período de domesticação implica na violação dos direitos do próprio animal.

No entanto, deixou claro que é necessário tomar medidas que assegurem o bem-estar animal e não permita a eternização de situação irregular de criação não autorizada de animal silvestre. “É certo que a criação irregular deve ser reprimida e combatida, até porque é esse tipo de atitude que fomenta o comércio ilícito de animais silvestres”, pontuou.

OG Fernandes acrescentou que a justiça deve ser repensada sob uma nova racionalidade distinta da lógica hegemonicamente traçada e reproduzida nas instâncias ordinárias – de forma a impulsionar o Estado e a sociedade a pensarem de maneira radicalmente distinta dos atuais padrões jurídicos.

“Portanto, faz-se necessária uma reflexão no campo interno das legislações infraconstitucionais, na tentativa de apontar caminhos para que se amadureça a discussão acerca do reconhecimento da dignidade aos animais não humanos, e, consequentemente, do reconhecimento dos direitos e da mudança da forma como as pessoas se relacionam entre si e com os demais seres vivos”, defendeu o ministro, antagonizando a objetificação e a inferiorização que priva os animais não humanos de serem reconhecidos como sujeitos de direitos.

O ministro também admitiu que, mesmo com a existência de um significativo rol de legislações voltadas para a proteção e cuidados com os animais, grande parte dessas leis ainda carregam em si uma herança antropocêntrica e não biocêntrica.

Fernandes utilizou como referência a obra “Reflections on Animals, Property, and the Law and Rain Without Thunder”, de 2007, do professor Gary Francione, e destacou que ainda nos encontramos em um processo de construção de uma consciência ecológica. Porém, a sociedade ainda considera o bem-estar dos animais apenas quando não estão em conflito com seus interesses particulares e econômicos:

“A rigor, o que vem acontecendo é a condenação de determinados atos intoleráveis de violência para que o próprio ser humano veja seus padrões morais atendidos. Os animais não humanos são poupados da crueldade considerada nociva à preservação dos bens fundamentais do homem, e, portanto, isso impede que sejam enjaulados, exibidos, caçados, mortos, submetidos a experiências e usados como meio de diversão).”

O ministro OG Fernandes também fundamentou seu voto informando que a corte colombiana reconheceu em 2016 o Rio Atrato, o rio mais caudaloso da Colômbia, como sujeito de direitos, o que resultou em sanções contra o poder público em decorrência de negligência e degradação ocasionadas pela iniciativa privada contra o rio, sua bacia e afluentes, situados no departamento de Chocó.

O ministro citou ainda a obra “Direitos da Natureza”, de 2016, de autoria da diretora da organização Métodos de Apoio à Práticas Ambientais e Sociais (Mapas), a advogada Vanessa Hasson de Oliveira:

“A natureza não é algo apartado da espécie humana e os demais seres da coletividade planetária, assim como os seres humanos, são a própria natureza em sua universalidade e diversidade”, referenciou Fernandes. O Mapas é uma ONG que cria métodos e práticas que visam melhorias para a saúde do meio ambiente e da sociedade.

Saiba Mais

O julgamento do Recurso Especial 1.797.175/SP foi feito pela 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 21 de março.

Kombi atropela cão em São José dos Campos (SP) e não presta socorro

O cãozinho não sobreviveu | Foto: Reprodução

Um vídeo que viralizou nas redes sociais essa semana mostra o momento em que uma kombi escolar atropela um cãozinho, passa por cima dele e vai embora sem prestar socorro. As imagens foram registradas por uma câmera de segurança no bairro Vila Paiva, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

O motorista e proprietário da kombi foi identificado como um prestador de serviço da prefeitura. Segundo informações do portal G1, ele não estava no horário de trabalho e usava o veículo para resolver questões particulares. Em nota, a prefeitura afirma que motorista foi contratado através de uma licitação para transportar alunos do município.

As imagens aterradoras mostram que o cãozinho foi atingido enquanto atravessava a rua. O animal se debate embaixo do veículo e após ser atropelado, se arrasta agonizando até a calçada. Uma passageira da kombi retira o cinto e faz menção de desembarcar do veículo, mas após ver que o cão ainda estava vivo e já tinha saído debaixo da kombi, muda de ideia e segue viagem.

O cãozinho foi amparado por Shirley Maria da Silva, uma moradora que também é enfermeira. Ela tentou amenizar o sofrimento dele, mas o estado do cachorro era muito grave e ele não sobreviveu. “Eu tentei tirar ele da rua e levar para minha casa, mas a hemorragia estava muito grande, ele estava agonizando. Quanto mais eu mexia, mais sangrava. Ele ficou olhando para mim o tempo todo e choramingando baixinho de dor, até morrer. Foi horrível”, disse em entrevista ao G1.

Ela afirma que os moradores contataram a prefeitura através do número 156, mas receberam a informação que o órgão público não presta este tipo de serviço. Para o auxiliar de produção Diogo Dias Ribeiro, o acidente claramente poderia ter sido evitado. “Dava para ver o cachorro de longe, é uma rua residencial, com tráfego devagar, tem lombadas. Não era para acontecer isso, ele não freou nenhuma vez. Ele sofreu muito, é muito revoltante esse tipo de coisa”, lamentou.

A Polícia Civil informou quem uma ONG de proteção animal registrou um boletim de ocorrência por maus-tratos contra animais. Testemunhas precisarão comparecer à delegacia para prestar depoimento. Não há prazo para a abertura do inquérito. A identidade do motorista responsável pelo cãozinho não foi revelada.

Empresa que promove o veganismo patrocina quatro times de futebol do Norte do Brasil

Por David Arioch

“Estamos aqui juntos, unidos e impulsionados pela necessidade de uma mudança radical” (Foto: VeganNation/Paysandu Sport Club)

A empesa VeganNation, que promove o veganismo, se tornou a principal patrocinadora de quatro times de futebol do Norte do Brasil – Remo (PA), Paysandu (PA), Nacional (AM) e do time feminino Iranduba (AM).

O CEO da VeganNation, Isaac Thomas, conta que essa parceria com clubes de futebol é uma forma de utilizar o esporte para promover mais conscientização sobre a importância de um estilo de vida menos nocivo ao planeta e também de se proteger a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo.

“É a maior produtora de oxigênio do qual a Terra depende. A Floresta Amazônica é o lar de cerca de 70% das espécies da Terra. As florestas tropicais são a parte mais importante da natureza e são vitais para a vida neste planeta”, defende.

A VeganNation é a responsável pela VeganCoin uma criptomoeda vegana rastreável criada para a aquisição de produtos e serviços veganos. A empresa também desenvolveu e está aperfeiçoando uma plataforma de interação entre veganos do mundo, além de ter como missão atrair quem se interessa em saber mais sobre o assunto.

Isaac Thomas defende que como o futebol tem muita visibilidade e é amado por muitos, o esporte tem o poder de tocar o coração das pessoas.

“Estamos aqui juntos, unidos e impulsionados pela necessidade de uma mudança radical. Estamos aqui para tocar os alarmes da mudança climática, para proteger nossas florestas, oceanos, vida selvagem e todos os nossos tesouros naturais. A mudança não é feita em um dia, mas todo dia conta e toda pessoa pode fazer a diferença”, enfatiza.

Saiba Mais

O aplicativo VeganNation está disponível na App Store e no Google Play.

Gatinho filhote abandonado é resgatado com cadarço amarrado ao seu pescoço

Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Timofey Yuriev estava dirigindo por uma rua em Yonkers, Nova York (EUA), quando viu com o canto dos olhos alguma coisa muito pequena rastejando lentamente por uma calçada movimentada. Assim que ele percebeu que era um gatinho, Yuriev soube que tinha que parar e ajudá-lo.

“Havia um ponto de ônibus e pessoas andando por ali, mas ninguém estava prestando atenção no pequeno gatinho”, disse Yuriev ao The Dodo. “Então eu parei imediatamente porque ele estava rastejando para a rua e seria morto pelas carros, e quando cheguei perto o suficiente do gatinho, vi que ele tinha um cadarço amarrado firmemente em volta do pescoço”.

Yuriev ficou chocado e enojado quando percebeu que alguém havia amarrado cruelmente um cadarço no pescoço do gatinho indefeso, e rapidamente começou a tentar desatá-lo. O pobre gatinho ficou absolutamente apavorado depois de tudo pelo que passou e se recusou a olhar nos olhos de seu salvador.

Laces com cadarço no pescoço | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Laces com cadarço no pescoço | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Demorou cerca de cinco minutos até que Yuriev pudesse desatar completamente o cadarço e finalmente libertar o gatinho, mais tarde chamado de Laces.

“Assim que eu libertei o gatinho, ele começou a miar em seguida”, disse Yuriev. “Ele não conseguia nem miar antes pois o cadarço estava muito apertado em volta de seu pescoço. O felino começou a gritar um pouco, ainda muito assustado. Ele não tentou me arranhar nem nada, ele estava muito fraco, então eu o coloquei no carro e ele tentou subir o mais longe que pôde para a escuridão, se escondendo sob o assento”.

Depois de resgatar pequeno Laces, Yuriev levou-o diretamente para ONG Paws Crossed Animal Rescues, para que ele pudesse receber a ajuda e os cuidados necessários. Todos no abrigo ficaram consternados ao ouvir sobre a história do gatinho, e não ficaram surpresos que ele estivesse com tanto medo de todos e de tudo ao seu redor. O veterinário estimou que ele tinha cerca de 2 meses e meio de idade, e além de estar abaixo do peso, estava realmente em bom estado, considerando toda a situação.

Laces em seu novo lar | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Laces em seu novo lar | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

“Ele estava muito magro, desidratado e com alguns arranhões”, disse Julie Potter, gerente de negócios e desenvolvimento da Paws Crossed Animal Rescue, ao The Dodo. “Principalmente ele estava muito, muito assustado e completamente inseguro ao redor das pessoas – mas você pode culpá-lo?”

No entanto, apesar de tudo o que ele passou, não levou muito tempo para que Laces começasse a se aproximar de todos os seus novos amigos, e logo todo o abrigo se apaixonou perdidamente por ele. Quando descobriu que adorava abraçar e ser acariciado, ele se tornou dócil com todos e ninguém ficou surpreso quando, apenas uma semana e meia depois de chegar ao abrigo, ele já tinha uma nova família em potencial.

Lisa Salvadorini e Laces | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Lisa Salvadorini e Laces | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Lisa Salvadorini, âncora do programa News 12 Westchester, estava lendo uma história que sua emissora fez sobre Laces e imediatamente se apaixonou. Ela sabia desde o momento em que o viu que ele deveria ser um membro de sua família.

“Eram 5 da manhã e eu estava lendo as notícias da manhã”, disse Salvadorini ao The Dodo. “Eu vi seu rostinho fofo e disse para minha co-âncora: ‘Eu preciso trazer esse gatinho para casa!’ Todos no estúdio, até mesmo as pessoas que não gostavam de gatos, se encantaram pelo pequeno Laces e acharam uma ótima ideia”.

Naquele mesmo dia, Salvadorini foi ao Paws Crossed Animal Rescue para encontrar Laces, e confirmou suas suspeitas de que ele deveria ser seu gato. Seus dois filhos nunca tiveram um gato antes, e ela estava confiante de que Laces seria o melhor primeiro gato que uma família poderia desejar.

Lisa, Laces e a equipe da ONG | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Lisa, Laces e a equipe da ONG | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Como Laces ainda é muito jovem, Salvadorini o levou para casa como um “lar temporário para adoção posterior”, e uma vez que ele alcance aidade de ser castrado, ela e sua família podem tornar oficial a adoção. Salvadorini decidiu não contar aos filhos sobre Laces até que ela o trouxesse para casa, e eles ficaram tão surpresos e radiantes quando a mãe deles entrou com um gatinho que não queriam nada mais do que ficar ao lado dele para sempre.

“Foi uma grande surpresa”, disse Salvadorini. “Eles estavam em choque por terem um gatinho na família! Meus filhos tinham lágrimas de alegria nos olhos quando o conheceram pela primeira vez. Eles o inundaram de amor desde então”.

Laces em seu novo lar | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Laces em seu novo lar | Foto: Paws Crossed Animal Rescue

Laces já se acomodou completamente em sua casa e não poderia estar mais feliz com sua família. Ele adora conhecer todos os amigos e vizinhos e depois de ouvir sua história, todo mundo fica chocado com o quão alegre e brincalhão ele é. Laces não deixou seu passado afetá-lo, e agora ele tem uma vida inteira de felicidade pela frente para viver com sua nova e amorosa família.

“O abrigo deu a ele o nome de Laces (laços, de cadarço, na tradução livre)”, disse Salvadorini. “Nós amamos isso, porque agora transformamos algo negativo em algo positivo!”

Mais de 100 animais deixados sem comida ou água são resgatados de zoológico

Leoa bebe água do chão | Foto: Humane Society EUA

Leoa bebe água do chão | Foto: Humane Society EUA

Mais de 100 animais exóticos foram resgatados de um zoológico no Canadá, depois de terem sido encontrados presos em jaulas insalubres, dilapidadas e sem comida ou água.

O proprietário do desacreditado zoológico St-Edouard Zoo, em Quebec, foi preso e acusado de negligência e crueldade contra animais na terça-feira última (21).

Leões, tigres, zebras, camelos, cangurus e ursos estavam entre os animais que foram resgatados por oficiais das ONGs de proteção animal Society for Protection of Cruelty to Animals e da Humane Society.

Urso em cativeiro estéril | Foto: Humane Society EUA

Urso em cativeiro estéril | Foto: Humane Society EUA

A maioria dos animais selvagens foi encontrada confinada em celas escuras, frias, estéreis e dilapidadas.

Outros viviam em cativeiros inadequados, com proteção mínima de chuva, sol ou calor e frio.

Autoridades disseram que muitos dos animais não tinham acesso a água ou comida e pareciam estar sofrendo de condições médicas.

Alguns dos animais mostravam sinais de sofrimento psicológico significativo, zoocose, incluindo balanço do corpo ritmo constante e movimentos repetitivos executados compulsivamente, quando foram resgatados.

Os animais estão agora sendo atendidos e cuidados pela Humane Society International/Canada.

O zoológico de beira de estrada tem um histórico de recebimento de avisos e acusações criminais.

A SPCA realizou uma inspeção na instalação em agosto do ano passado, durante a qual registrou vários delitos relacionados ao estado físico dos animais e suas condições péssimas de vida.

Os oficiais resgataram duas alpacas que estavam em más condições e removeram os corpos de quatro animais, incluindo dois tigres, encontrados mortos na propriedade.

Foto: Humane Society EUA

Foto: Humane Society EUA

Essa inspeção em particular é o que levou o zoológico às acusações criminais contra o dono que pode pegar até cinco anos de prisão.

Zoológicos – fábricas de morte

Todo tipo de cativeiro, sem exceções, causa prejuízos aos animais. Estes seres sencientes nasceram livres, com a natureza por habitat, e nenhum local ou nenhuma justificativa (como proteção das espécies e reprodução assistida) pode isentar o crime que esse fato representa.

Além do sofrimento psicológico e físico, dos traumas, da perda de vontade de viver e uma série e outros sintomas ligados a privação da liberdade, os animais ainda são afastados de seus bandos, suas estruturas sociais, seus vínculos consanguíneos e amorosos.

Foto: Humane Society EUA

Foto: Humane Society EUA

Sim, eles criam vínculos, são capazes de amar, sofrer, sentir, compreender o mundo ao seu redor e responder a estímulos externos. Essa capacidade de sentimento e consciência foi registrada sob o título de senciência animal e conta com a aprovação cientifica de especialistas do mundo que assinaram a Convenção de Cambridge em 2012.

Dessa forma essa evidencia científica só torna o sofrimento de nossos companheiros de planeta ainda maior e nossa culpa ainda mais condenável e vexatória.

Gatinho baleado com espingarda precisa de ajuda para cirurgia

Reprodução

O gatinho Negão tem aproximadamente quatro anos de vida e foi vítima de maus-tratos em Praia do Meio, em Natal, no Rio Grande do Norte. Ele foi encontrado ferido após ter sido atingido por um tiro de espingarda. O projétil se alojou na coluna do animal e o deixou paraplégico.

Negão é tutelado por uma família humilde e sua tutora, Acidália Bastos, faz todo possível para cuidar do gatinho. Ela o levou para receber atendimento veterinário emergencial e gastou cerca de R$ 400 em exames com exames e cuidados iniciais, mas, infelizmente, não possui recursos para custear a cirurgia para a remoção do projétil, que ficou orçada em R$ 1.200.

A tutora de Negão tem gastos diários com fraldas e óleos cicatrizantes, mas faz um apelo por ajuda para que o gatinho seja operado. Em uma entrevista ao jornal OP9 (veja abaixo), Acidália se emociona ao falar sobre Negão.

Para quem puder ajudar, Acidália disponibilizou uma conta para depósitos:

Banco do Brasil
Agência – 2623-9
Conta Corrente – 28977-9
Titular: MARCOS R. FRANCISCO