Galinha maltratada e doente passa por uma transformação após conhecer o amor

Animal Justice

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Geoff Regier e alguns outros socorristas estavam resgatando e salvando galinhas de uma fazenda em Abbotsford, British Columbia, Canadá.

A primeira coisa que eles notaram foi o cheiro. Então, pelo brilho das lanternas, conseguiram identificar os pássaros.

Regier se abaixou e pegou no colo uma galinha muito frágil. Até pouco tempo atrás, quando foi resgatada ela estava coberta de fezes e severamente desidratada, disse Regier ao The Dodo.

Foto: Animal Justice

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“Suas unhas estavam absurdamente grandes e seus pés deformados por terem passado toda a sua vida em pé no chão de uma gaiola de criação de aves em escala industrial”.

“A ave estava tão fraca e magra que foi uma luta para que ela apenas conseguisse manter o equilíbrio e ficar em pé”, acrescentou ele.

Ficou claro para Regier que a pequena galinha sem penas, mais tarde batizada de Penny, não sobreviveria se a deixassem para trás.

Foto: Animal Justice

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Próximo a ela havia um “ovo gelatinoso” caído no chão, nome dado aos ovos que as galinhas botam sem casca. “Ela estava tão deficiente em cálcio pela intensa produção de ovos que seu corpo tinha feito, que não tinha o cálcio suficiente para produzir uma casca para o óvulo”, disse Regier.

“Com pouco mais de um ano de idade, aquela galinha severamente explorada havia chegado ao fim de sua vida útil para a indústria de ovos”.

Regier imediatamente levou Penny e algumas outras galinhas de aparência doentia ao veterinário. Penny foi colocada em um regime de antibióticos, desparasitação medicamentos e suplementos vitamínicos e de cálcio. Regier tentou limpá-la o melhor que pôde, mas Penny estava fraca demais para suportar um banho completo.

Foto: Animal Justice

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Depois de alguns dias de descanso em um ambiente especial aquecido, Penny começou a recuperar sua força. Mas a vida na fazenda a deixara com medo das pessoas.

Regier fez o melhor que pôde para ganhar sua confiança – e, quando as penas de Penny começaram a crescer, sua personalidade também floresceu.

“Penny passou de uma galinha medrosa a tolerante a mostrar claramente que preferia minha companhia”, disse ele.

Um ano depois de passar por toda aquela provação, e Penny esta irreconhecível: da galinha careca encontrada no fundo da lama, ela se tornou uma ave plena, bela e garbosa. Mas não é apenas a aparência dela que mudou.

Foto: Animal Justice

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Penny é obcecada por seu pai e insiste em segui-lo aonde quer que ele vá. Ela até exige compartilhar sua cama, em vez de dormir em um galinheiro como as outras galinhas resgatadas.

“Quando vou para a cama, ela me segue para a cama e dorme lá agora”, disse Regier. “Todas as manhãs, por volta das 7h30, ela começa a espiar para me avisar que está pronta para sair. Quando eu levanto ela me segue para fora do quarto até a porta da frente, que eu abro para deixá-la sair”.

Penny passa seus dias no quintal, socializando com as outras galinhas, tomando banho de sol e arranhando a terra atrás de insetos. Mas quando o pai dela está por perto, Penny nunca fica muito atrás.

Foto: Animal Justice

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“Se eu chamar o nome dela, ela vem correndo. Se estou trabalhando no quintal, ela está bem ao meu lado “, disse Regier.

“Todas as noites, antes de o sol se pôr, Penny vem até a frente da casa e começa a cacarejar para me avisar que ela está pronta para entrar. Ela vai se sentar ao meu lado no sofá enquanto eu trabalho no meu laptop ou assisto TV. Quando vou para a cama ela segue”.

“Penny ainda fica nervosa com a proximidade de novas pessoas”, ele acrescentou, “mas ela está ganhando confiança a cada dia”.

Lewis Hamilton lança coleção de tênis veganos em parceria com a Tommy Hilfiger

Foto: Livekindly

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Cinco vezes campeão mundial de Fórmula Um, o atleta vegano Lewis Hamilton, juntou-se à Tommy Hilfiger para lançar uma linha de streetwear (moda de rua) com dezenas de produtos livres de crueldade.

A nova coleção TOMMYXLEWIS possui 49 itens, incluindo moletons, calças de corrida, shorts, jaquetas jeans, camisetas, bolsas, chapéus, sapatos e meias.

Hamilton traz sua “estética diferenciada” para a marca de moda americana, escreveu on-line a Tommy Hilfiger, em uma “coleção arrojada de moda de rua com uma abordagem urbana”.

Nem todos os produtos são vegan-friendly (a linha inclui um suéter feito de lã), mas a maioria é feita sem o uso de produtos de origem animal.

Foto: Livekindly

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A colaboração da marca com o atleta, produziu também um par de tênis masculinos veganos. Os calçados, que são da cor batizada de “marshmallow”, são feitos com couro sintético, malha reciclada e borracha. Eles exibem um design retrô de cano alto e tiras de fecho manual, passando uma “energia da moda de rua animada dos anos 80.” O calçado vem completo com um bordado do monograma de Hamilton na etiqueta.

Os calçados veganos também estão disponíveis nas cores preto e rosa, com revestimento macio e solas grossas. Os sapatos são feitos com couro sem crueldade e “parecem tão confortáveis quanto parecem”.

Uma jaqueta retrô de design ousado permite que os fãs de Hamilton “cruzem a pista” em grande estilo. O item é feito de poliamida – um polímero vegano sintético – e apresenta um revestimento de contraste reversível.

Foto: Livekindly

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Calças de moletom sem crueldade, feitas com algodão, também estão disponíveis. Elas possuem punhos na boca da calça e uma fita do logotipo “impressionante” decoradas nas pernas da peça.

Lewis Hamilton e o veganismo

Hamilton adotou uma alimentação baseada em vegetais em 2017 depois de assistir “What The Health”, um documentário que estuda a conexão entre alimentação e doença. O piloto disse que o abandono de produtos animais ajudou-o a se sentir “o melhor que já sentiu em toda a minha vida”, acrescentando que jamais voltaria a comer carne.

Desde a mudança, Hamilton tornou-se mais interessado na ética do veganismo. Ele usou suas redes sociais para falar sobre várias questões ligadas ao bem-estar animal, usando principalmente o Instagram – onde o campeão tem 11 milhões de seguidores – para aumentar a conscientização sobre temas próximos ao seu coração como a caça às baleias e focas.

No início deste mês, Hamilton compartilhou uma foto online de um burro puxando uma carroça, dizendo que a imagem “causava muita dor em seu coração”.

Animais são vítimas de crueldade em rituais de magia negra

Foto: New Indian Express

Foto: New Indian Express

Na maioria dos casos que chegam ao conhecimento público, os caçadores tiram a vida de animais inocentes visando sua carne e outras partes de seus corpo que são valorizadas nos mercados paralelos (vendidos para a medicina chinesa). No entanto, um fato menos conhecido mas que tem causado muitas mortes de animais é a prática de crenças e seitas, como magia negra e os sacrifícios de animais.

Desde 2016, a célula CID do Departamento de Florestas da Índia registrou 100 casos sob a Lei de Proteção à Vida Selvagem, e em 80% deles os animais foram usados para magia negra e vaastu. Especialistas em vida selvagem dizem que entre as pessoas que usam animais para magia negra estão muitos políticos, entre eles vários estão contestando as leis de proteção aos animais.

Pelo menos 201 caçadores foram presos pelas autoridades nos últimos três anos. Falando ao New Indian Express, representante do departamento de vida selvagem de Bengaluru, Sharath R Babu, disse que esses casos estão aumentando a cada dia e acrescentou que muitos casos passam despercebidos também.

Ele acrescentou que durante as temporadas eleitorais, eles se deparam com sete a oito casos de animais sendo feridos em rituais de magia negra. “É desumano como os animais são torturados”.

“Olhos de corujas são perfurados, asas, garras ou bicos são cortados ou queimados. Às vezes, as roupas da pessoa para quem a magia negra é conduzida estão fortemente amarradas aos animais, o que impede a circulação do sangue deles”, disse ele.

Fontes alegam que alguns dos animais que estão em alta demanda por rituais de magia negra são tartaruga-estrela (Geochelone elegans), cobra boa vermelha (Eryx johnii), papagaio preto (Milvus migrans) e loris cinzentos delgados (Loris lydekkerianus). De acordo com um veterinário da People for Animals (PFA), Dr. Karthik M, eles resgatam de 130 a 150 animais e aves em média todos os meses.

Recentemente, um papagaio negro ferido foi encontrado em Yeshwantpur. “As unhas da ave foram cortadas uniformemente e seu bico foi queimado. Isto não foi um acidente, mas alguém poderia ter feito isso com o pássaro para realizar um ritual de magia negra”, disse ele.

Bombeiro vegano processa governo de Ontário por deixá-lo sem comida

Por David Arioch

“Minhas crenças devem ser respeitadas, inclusive enquanto eu estiver trabalhando no combate a incêndios florestais” (Foto: Animal Justice/Divulgação)

O bombeiro canadense Adam Knauff, que atua no Corpo de Bombeiros de Ontário há 11 anos, está processando o governo por violar o seu direito de acesso à comida vegana enquanto trabalhava em Williams Lake, na Colúmbia Britânica.

Knauff, que atuou em um incêndio de grandes proporções por dez dias, trabalhando cerca de 16 horas diárias, teve de lidar com a falta de comida – mesmo desempenhando um trabalho que exigia muito vigor físico e não oferecia a possibilidade de se ausentar.

Segundo a organização Animal Justice, que representa o bombeiro, ele disse que repetidamente pediu que fornecessem comida vegana, mas o pedido continuou sendo ignorado. Adam Knauff então foi obrigado, em muitas situações, a ficar com fome para não trair as suas próprias convicções.

Por causa de suas queixas, o Corpo de Bombeiros ainda o puniu disciplinarmente e o deixou sem salário. “Sou vegano porque não quero prejudicar ou matar animais. Por mais de 20 anos, esse sistema de crenças influenciou todos os aspectos da minha vida e me tornou consciente da epidemia global que envolve o abuso de animais para alimentação”, justificou na terça-feira.

E acrescentou: “Minhas crenças devem ser respeitadas, inclusive enquanto eu estiver trabalhando no combate a incêndios florestais. O veganismo tem um potencial incrível para mudar o mundo promovendo a compaixão e o respeito pelos outros, e isso deve ser celebrado – não punido, desprezado ou menosprezado.”

Em queixa ao Tribunal de Direitos Humanos de Ontário, o bombeiro afirmou que foi discriminado por ser vegano, e percebeu isso no momento em que seus supervisores inviabilizaram qualquer possibilidade de ele receber comida vegana.

Desde 2016, o Código de Direitos Humanos de Ontário prevê atenção às necessidades dos veganos, já que o veganismo está classificado como uma crença não-religiosa, uma filosofia de vida fundamentada em um posicionamento ético. Portanto, seus adeptos não podem ter seus direitos negados – aponta a Animal Justice.

Estudo revela que espécies maiores como rinocerontes e águias estarão extintos nos próximos 100 anos

Foto: Baz Ratner/Reuters

Foto: Baz Ratner/Reuters

Conforme os seres humanos continuam destruindo o habitat dos animais maiores, o tamanho médio dos animais está previsto a “encolher” em 25% no próximo século, de acordo com um novo estudo.

Espécies maiores, menos adaptáveis e de vida mais lenta, como águias-de-tawny e rinocerontes, serão extintas, enquanto criaturas menores e adaptáveis como roedores, gerbos-anões (esquilos) e pássaros provavelmente predominarão, disseram pesquisadores da Universidade de Southampton.

A menos que ações radicais sejam tomadas para proteger a vida selvagem e restaurar habitats, ecossistemas inteiros podem entrar em colapso.

“De longe, a maior ameaça para aves e mamíferos é a humanidade – com habitats sendo destruídos devido ao nosso impacto no planeta, como desmatamento, caça, agricultura intensiva, urbanização e os efeitos do aquecimento global”, disse Rob Cooke, principal autor do estudo que foi publicado na revista Nature Communications.

“O substancial ‘downsizing’ (encolhimento) de espécies que previmos poderia gerar impactos negativos adicionais para a sustentabilidade a longo prazo da ecologia e da evolução. Esse downsizing pode estar acontecendo devido aos efeitos da mudança ecológica, mas, ironicamente, com a perda de espécies que desempenham funções únicas dentro do nosso ecossistema global, também pode acabar como um impulsionador da mudança”.

Os declínios previstos são particularmente grandes quando comparados com a redução de 14% do tamanho corporal observada em espécies desde o último período interglacial há 130 mil anos.

A equipe de pesquisa concentrou-se em 15.484 mamíferos terrestres e aves e considerou como variáveis como a massa corporal, o tamanho da ninhada, a largura do habitat, a dieta e o tempo entre as gerações afetavam seu papel na natureza.

Eles também usaram a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para determinar quais animais são mais propensos a se tornarem extintos no próximo século.

Os cientistas descobriram que animais pequenos e altamente férteis que comem insetos, podem prosperar em uma variedade de habitats e serão os mais resilientes.

“Nós demonstramos que a perda projetada de mamíferos e aves não será ecologicamente aleatória – e sim um processo seletivo em que certas criaturas serão filtradas, dependendo de suas características e vulnerabilidade à mudança ecológica”, disse Felix Eigenbrod, professor da Universidade de Southampton.

Amanda Bates, presidente de pesquisa da Universidade Memorial, no Canadá, acrescentou: “Extinções eram vistas anteriormente como inevitáveis determinidades trágicas, mas também podem ser vistas como oportunidades para ações de conservação direcionadas. Enquanto uma espécie que está projetada para extinção, persistir existindo, há tempo para ações de conservação e esperamos que pesquisas como a nossa possam ajudar a orientar e definir essas atitudes”.

Prefeito cria Semana da Consciência Vegana no Canadá

Por David Arioch

Semana da Consciência Vegana termina no domingo com o Kelowna VegFest 2019 (Foto: Kelowna Vegan Festival/Divulgação)

O prefeito de Kelowna, na Colúmbia Britânica, Colin Basran, criou a Semana da Consciência Vegana na cidade, a pedido dos coordenadores do Kelowna VegFest. A iniciativa que inclui a oferta de eventos e outras atividades até domingo, quando será realizado o tradicional festival vegano local, é uma forma de aproximar mais as pessoas da realidade do veganismo.

Esta semana, além de mostrar como o veganismo é possível, ainda serão oferecidas palestras sobre como se tornar um empreendedor vegano, nutrição vegana no esporte e jornada rumo ao desperdício zero. “Nossa equipe está profundamente comovida ao ver uma comunidade vegana se unindo”, enfatiza a direção do restaurante vegano Naked Cafe.

No domingo, pelo menos 70 expositores vão participar do Kelowna VegFest, que também oferece palestras, aulas de ioga, apresentações musicais e oficinas de culinária. Segundo a organização do evento, Kelowna está se tornando conhecida por ser vegan-friendly, e hoje é fácil encontrar opções para veganos na cidade de pouco mais de 130 mil habitantes.

Veganismo está ganhando espaço na África do Sul

Por David Arioch

Scheckter’s Raw na Cidade do Cabo, na Regent Street, em Sea Point, uma das opções para veganos (Foto: Inside Guide)

De acordo com informações do Google Trends, a África do Sul é um dos 30 principais países onde o veganismo está se tornando mais popular atualmente. Ocupando a 23ª posição, a África do Sul é uma nação onde o veganismo está ganhando mais espaço.

Para se ter uma ideia, em 2014 a pontuação da África do Sul tratando-se de veganismo era de 14 e no ano passado já subiu para 27, ou seja, quase o dobro em quatro anos. Segundo o Google, as províncias do Cabo Ocidental e do Cabo Oriental concentram o maior número de veganos.

Entre as cidades mais indicadas para quem busca opções veganas na África do Sul, considerando pontuação de 100 a 54 pontos, estão Stellenbosch, Randburg, Cidade do Cabo, Sandton (na Região Metropolitana de Joanesburgo) e Porto Elizabeth.

Infelizmente, a capital sul-africana não está entre as cidades mais populares entre veganos, segundo o Google. Joanesburgo obteve apenas 35 pontos, ficando atrás de Roodepoort, Kempton Park, Centurião e Midrand.

Depois da África do Sul, há alguns países insulares do continente onde o veganismo não é uma filosofia de vida tão desconhecida – como Seychelles, Namíbia, Maurício, Ilha da Reunião e Botsuana.

Embora a Etiópia não apareça nas pesquisas, o país é conhecido por oferecer inúmeras opções alimentícias para veganos. Exemplos? Basta considerarmos alimentos como o Injera, um tipo de pão ázimo sem glúten; e Shiro, um prato à base de pó de grão-de-bico cozido com o típico molho berbere vermelho.

Outras opções são o Atkilt Wot, um combinado de repolho, cenoura e batatas cozidas em um molho leve; Azifa, uma salada de lentilhas; e Gomen, à base de couve e especiarias cozidas, além de muitos outros pratos.

Claro, embora os dados do Google Trends sejam uma boa referência para viajantes e curiosos, é possível encontrar mais opções em outros países e regiões do continente africano que não entram nas estatísticas do Google.

Parlamentares recebem manifesto contra a liberação da caça no Brasil

Por David Arioch

Segundo o Ibope, 93% da população é contra leis de liberação e incentivo à caça no país (Foto: Criene/Thinkstock)

Parlamentares que fazem parte das comissões em defesa dos animais e do meio ambiente receberam esta semana, no auditório Freitas Nobre, no subsolo da Câmara dos Deputados, um manifesto da sociedade civil contra a liberação da caça no Brasil.

Entre os participantes estavam os coordenadores da Frente Ambientalista, deputado Nilto Tatto (PT-SP); da Frente em Defesa dos Direitos dos Animais, deputado Fred Costa (Patri-MG); da Subcomissão em Defesa dos Direitos dos Animais, deputado Célio Studart (PV-CE); e da Comissão de Meio Ambiente, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP).

A organização World Wide Fund for Nature também participou da entrega e destacou que a maioria dos brasileiros é contra a liberação da caça. A WWF Brasil lembrou que, segundo pesquisa encomendada pela organização junto ao Ibope, 93% da população é contra leis de liberação e incentivo à caça no país.

Para a pesquisa, o Ibope ouviu mais de duas mil pessoas com idade a partir de 16 anos de 142 cidades brasileiras de todas as regiões.

Cão cego encontra companheiro inseparável que o acompanha em todo lugar

Toby e Amos | Foto: Caters

Toby e Amos | Foto: Caters

A lealdade e o amor entre os animais já foi flagrada em diversas situações: cães que não saem do lado de seus amigos mesmo mortos, sejam eles humanos ou não-humanos, outros que acordam entes queridos quando algum de seus familiares passa mal, salvando suas vidas e uma infinidade de outras histórias envolvendo não apenas cães, mas as mais diversas espécies de animais.

Neste caso, é Amos, o cão cego, que vai conhecer e se beneficiar da amizade profunda e sincera de outro companheiro de quatro patas, que vai ajuda-lo a caminhar pelo mundo.

Amos e Toby, inseparáveis | Foto: Caters

Amos e Toby, inseparáveis | Foto: Caters

Amos foi resgatado em agosto do ano passado por sua tutora, Jess Martin, de 27 anos, do centro de resgate em que trabalhava ao lado de seu emprego em relações públicas para o serviço de atendimento do Cheshire Fire and Rescue.

O amigo fel de Amos é Toby, um cão da raça border terrier de nove anos de idade. Toby foi cauteloso com Amos no início, mas agora o adorável cão ajuda Amos a andar por todo lado e até encontrar sua tigela de água.

Apesar de seu tamanho, Toby teria até mesmo defendido Amos em situações de perigo.

Toby e Amos curtindo um passeio | Foto: Caters

Toby e Amos curtindo um passeio | Foto: Caters

O vínculo de confiança entre os dois é notável e profundo, o adorável cão cego encontrou na amizade do amigo a capacidade e a coragem que lhe faltava para sair por aí e conhecer o mundo e Toby se tornou seu melhor amigo.

Jess ja tinha na família Toby há nove anos, mas adotou Amos no ano passado, quando ele nasceu no abrigo.

Amos nasceu cego, o que significava que seria complicado encontrar um lar para ele.

Aventuras e carinhos | Foto: Caters

Aventuras e carinhos | Foto: Caters

Ela conta que Toby foi inicialmente um pouco distante com seu novo melhor amigo. “No começo Toby rosnou para ele algumas vezes e depois o ignorou – Amos veio de um canil e não sabia ainda como se relacionar com outros cães”, diz ela.

Mas os dois rapidamente se encantaram um com o outro, e Jess diz que viu Amos lutando para encontrar sua tigela de água e que “Toby cutucou e ajudou-o a encontrá-la”.

Quando Amos precisou ter seu olho removido, Toby não saiu do seu lado e foi muito protetor em relação a ele.

Amos e Toby, passeando juntos em uma aventura nas montanhas | Foto: Caters

Amos e Toby, passeando juntos em uma aventura nas montanhas | Foto: Caters

Jess e seu parceiro fazem muitas aventuras com os dois cachorros e dizem que Amos cutuca Toby toda vez que ele precisa de ajuda quando estão fora, passeando.

Ela acrescentou: “Quando saímos para caminhar juntos pela primeira vez, Amos estava muito assustado, especialmente com os ruídos e Toby rapidamente percebeu que ele precisava de ajuda – então, toda vez que Amós estava parando, Toby ia deitar-se ao lado dele até que ele estivesse pronto para seguir em frente”.

Infelizmente, Amos não tem outros amigos porque não sabe se comunicar com outros cães, mas Toby está sempre presente para protegê-lo. Jess chama Toby de “guarda-costas” de Amos.

Zimbábue, Botsuana e Namíbia pedem o fim da proibição da venda de marfim cru

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Elefantes no parque nacional de Hwange no Zimbábue | Foto: Philimon Bulawayo/Reuters

Os países Zimbábue, Botsuana e Namíbia fazem um novo apelo a um órgão de fiscalização global para suspender as medidas restritivas ao comércio de marfim cru.

A convenção da Cites, proíbe o comércio não regulamentado envolvendo espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.

Os três países da África do Sul, que abrigam 61% dos elefantes do continente, farão sua solicitação para a mudança na próxima conferência da Cites, em Colombo, no Sri Lanka. O último apelo para a suspensão das medidas, na conferência Cites de 2016 na África do Sul, foi rejeitado.

De acordo com o Ministério da Informação do Zimbábue, são quase 13 anos desde a última venda comercial de marfim do país. “Nosso estoque de marfim vale mais de 300 milhões de dólares, o que não podemos vender porque países que não possuem elefantes estão dizendo àqueles que os tem, o que fazer com seus animais”, disse Nick Mangwana, secretário permanente do ministério.

Há um clamor crescente sobre a proibição, e os movimentos para suspendê-la alegam que vão conseguir fundos para a conservação das espécies.

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

Crianças locais perseguem um trator carregando um elefante morto para sua aldeia | Foto: Gemma Catlin/Rex Features

O Zimbábue também fará um apelo separado na conferência para a permissão de vender alguns de seus elefantes, à medida que o conflito entre pessoas e a vida selvagem aumenta.

O país tem uma população de elefantes em expansão, que está cada vez mais em contato com as pessoas. Cerca de 200 pessoas morreram de ataques de elefantes nos últimos cinco anos.

Estima-se que 40% dos casos envolveram elefantes invadindo comunidades humanos em busca de água. Só neste ano, quatro pessoas foram pisoteadas, de acordo com o departatamento de Gestão de Parques e Vida Selvagem do Zimbábue (Zimparks).

O Zimbábue tem 85 mil elefantes, mas os parques nacionais e áreas de conservação do país só conseguem lidar com 55 mil.

Aldeias em áreas de baixa altitude perto de grandes parques de caça como Hwange e Gonarezhou reclamaram de incursões feitas por animais selvagens.

A Zimparks informou que fazendeiros que vivem perto de áreas de preservação perderam mais de 7 mil hectares de cultivos para elefantes que se desviaram.

Encurralados ao terem seus habitats naturais invadidos por ocupações humanas os animais são cada vez mais espremidos em terrenos menores o que causa o conflito humanos X elefantes.

Uma crescente população humana, por sua vez, levou as pessoas a invadirem parques de caça, florestas e outros ecossistemas em busca de terras.

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

Mokgweetsi Masisi, presidente de Botswana, entrega bancos feitos de pés de elefante aos seus partidários do Zimbábue, Zâmbia e Namíbia | Foto: The Guardian

O governo do Zimbábue está desenvolvendo uma política para limitar o conflito entre seres humanos e animais selvagens à medida que ele se move para aliviar o atrito sobre os recursos. As autoridades também querem ver as regras da Cites mais frouxas para que possam vender mais animais. Entre 2012 e 2018, o Zimbábue vendeu 98 elefantes, principalmente para a China.

Farawo disse que a seca induzida pelo El Niño estava ameaçando a vida selvagem, à medida que os veios de água se esgotavam. “Estamos enfrentando a seca. Como vamos cuidar desses elefantes? É por isso que estamos dizendo que os elefantes cuidem de si mesmos pedindo a suspensão da proibição do comércio”, disse ele.

Botswana também está considerando suspender a proibição de caçar elefantes para usar sua carne como fonte de alimentação. Enquanto o movimento foi recebido com críticas generalizadas de especialistas em conservação, o presidente do país, Mokgweetsi Masisi, diz que a caça impulsionaria o turismo ao mesmo tempo em que gerenciaria a população nacional de elefantes.

O elefante africano, o leão e o hipopótamo aparecem na “lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) de animais em risco de extinção, e precisam de maior proteção para que continuem a andar sobre o planeta.