Filhotes resgatados recebem o nome dos personagens da série “Stranger Things”

Por Rafaela Damasceno

Uma família acordou de manhã e viu um balde azul em seu quintal – um balde que não pertencia a nenhum dos habitantes da casa. A confusão se transformou em choque assim que o recipiente começou a se mexer. Foi então que eles encontraram quatro cachorrinhos – pequenos, quase sem pelo, doentes e claramente desamparados.

Os cachorrinhos dentro de um balde azul, sem pelo e doentes

Foto: RSPCA

A família rapidamente se moveu para ajudar e entrou em contato com a RSPCA, uma ONG de proteção aos animais do Reino Unido. Quem atendeu ao chamado foi a inspetora Rebecca Timberlake, que rapidamente foi até até o local.

Ela afirmou que quase não acreditou no estado em que encontrou os filhotes. “Eles estavam quase sem pelo, com a pele vermelha e doente”, comunicou à imprensa. “Já é completamente inaceitável deixar um animal chegar nesse estado, uma ninhada toda de cachorrinhos é ainda pior”, afirmou, indignada que uma pessoa pudesse abandoná-los depois de falhar tão gravemente com os cuidados necessários.

Os quatro cachorrinhos no abrigo, comendo

Foto: RSPCA

Rebecca os levou rapidamente até um veterinário, que confirmou um caso grave de sarna – infecção de pele que causa intensa coceira e feridas. Além disso, eles estavam desidratados, e dois possuíam problemas nos olhos. Os quatro cachorrinhos foram inicialmente tratados e depois transferidos para Centro Animal Millbrook, onde poderiam continuar seu tratamento e recuperação.

Atualmente, eles estão tomando medicamentos e recebendo banhos regulares, segundo a inspetora. Apesar do começo difícil, os filhotes começaram a melhorar e se animar gradativamente, conforme o tratamento avançava. Com muita comida e água, além de conforto e cuidados, eles foram se recuperando com o passar das semanas.

Um dos cachorrinhos, já se recuperando

Foto: RSPCA

Rebecca contou que todos os funcionários do abrigo estão esperançosos em assistir a melhora dos cachorrinhos. Os quatro foram nomeados como El, Mike, Dustin e Lucas, em homenagem aos personagens de Stranger Things (Coisas Estranhas), “porque eles parecem coisinhas estranhas no momento”, brincou a inspetora.

Devidamente nomeados, cuidados e amados por todos do abrigo, os filhotes estão prontos para se recuperarem definitivamente para que possam encontrar um lar.


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Elefante de 49 anos é morto em zoo na Grã-Bretanha

Por Rafaela Damasceno

Conhecida como Duchess (ou Duquesa, em tradução literal), a elefante africana de 49 anos morreu no último domingo (14). Ela viveu aprisionada no zoológico de Paignton e foi encontrada desmaiada pelos funcionários do local, que chamaram os veterinários. Apesar do histórico promissor de Duquesa, que nunca teve doença alguma além de uma catarata em 2012, os médicos acreditaram que a melhor solução era sacrificá-la.

Duquesa no zoológico

Foto: Chris Rockey/SWNS

Sem maiores exames, Duquesa foi morta no mesmo dia.

O diretor do zoológico, Simon Tonge, afirmou que ela foi encontrada em colapso pela manhã. “Ela estava deitada do lado esquerdo e incapaz de ficar de pé, o que era angustiante de se ver”.

Quando os veterinários chegaram, Duquesa recebeu intravenosas e foi anestesiada para que colhessem seu sangue. Ela teve um de seus olhos retirados por uma cirurgia há alguns anos devido a catarata, e o diretor afirma que ela parecia perdida no momento do colapso, mesmo podendo enxergar com o olho esquerdo.

De acordo com o National Geograph, a idade média de um elefante fêmea nascida em zoológicos é de 17 anos (na natureza, vivem cerca de 56 anos). Duquesa tinha 49 anos e era muito forte.

Uma necropsia será realizada nos próximos dias para descobrir a causa do colapso de Duquesa.

 

Famosa por cosplay do desenho ‘Cão covarde’, mulher pede ajuda para salvar seu cachorro

Solange Amorim, de 52 anos, que ficou famosa por fazer cosplay do desenho animado “Coragem, o cão covarde”, está arrecadando recursos pela internet para o tratamento médico de seu cachorro. Além da vaquinha, ela também decidiu colocar algumas de suas fantasias à venda.

Tia Sol, como é conhecida, conseguiu arrecadar R$ 1,3 mil, mas ainda faltam R$ 200 para alcançar o valor total do tratamento de Doug.

Reprodução/Facebook

“Como todos sabem, fiz uma vaquinha para poder salvar a vida dele (Doug). Como estou desempregada, coloquei alguns cosplays à venda, era o mínimo que eu poderia fazer por ele, amo meus bichinhos, sou apaixonada por eles”, escreveu Solange.

Doug teve dificuldade para comer, mas recentemente apresentou melhora, voltou a latir e tem até brincado com os gatos. “Sem a ajuda de vocês, não seria possível. Estou imensamente agradecida a todos vocês que ajudaram com depósito, ajudaram na vaquinha, e até mesmo compartilhando. Obrigada de coração! Muita gratidão a todos vocês!”, disse.

Solange explicou, em entrevista ao portal Amazonas1, que Doug contraiu uma infecção de outro animal. “Ele pegou essa doença de pele, que o médico chamou de fungo, de um gato em situação de rua que o Doug brincava com ele. O gatinho estava cheio de problema de pele e a bactérias entraram na boca do meu cachorro”, contou.

Interessados em ajudar podem entrar em contato com Solange através da página Tia Sol, no Facebook.


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Caso raro: gato diagnosticado com raiva morre no interior de MG

Um gato morreu após ser contaminado pela raiva em Itaú de Minas (MG). O diagnóstico veio dias após a morte do animal. Antes disso, a tutora havia encaminhado o gato para uma clínica veterinária ao notar que ele estava agressivo, salivava em excesso e tinha dificuldades de locomoção – mas o animal foi liberado pelo veterinário e voltou para casa, sem diagnóstico fechado.

A mulher, que foi arranhada pelo gato, e o marido dela, que teve contato com a saliva do animal, receberam medicação. O caso é acompanhado pela prefeitura. Casos de raiva em gatos não eram registrados na cidade há mais de 16 anos. Na capital do estado não há registro da doença em gatos desde 1984 e último caso notificado em cães foi em 1989.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

“O gatinho faleceu em 19 de junho e as amostras de sangue foram enviadas ao Instituto Mineiro de Agropecuária. É raríssimo aparecer casos de raiva em felinos, há mais de dezesseis anos não temos um aqui. Para tentar resolver, fechamos o cerco na zona rural. O protocolo pede que todos os animais da região onde o animal morreu sejam presos por dez dias, para observamos o comportamento”, explica Maria Pimenta de Jesus, coordenadora do Programa de Saúde da Família e do Pronto Socorro Municipal de Itaú de Minas, em entrevista ao portal O Tempo.

Todos os animais da região onde o gato vivia receberam novas doses da vacina contra raiva. Um cachorro que vivia na zona rural também apresentou quadro sintomático semelhante ao da raiva. “Os moradores prenderam o animal para vigiá-lo, mas ele acabou fugindo nesse fim de semana. Nós achamos que o cachorro já deve ter morrido”, comenta Pimenta.

De acordo com a coordenadora do programa, o gato não foi vacinado na última campanha. “A tutora nos contou que ele ainda não tinha 90 dias quando aconteceu a campanha e animais com menos de três meses não podem receber a dose. Depois que passou a campanha, ela não procurou a rede privada para vaciná-lo. Às vezes passa despercebida a necessidade da prevenção, as pessoas às vezes acham que, por não haver muitos casos da doença, ela foi erradicada”, explica.

O fato de poucos gatos apresentarem a doença não significa que eles são mais resistentes a ela, segundo a professora de doenças virais da escola de Medicina Veterinária da UFMG, Maria Isabel Guedes. “Nós temos um bom controle da raiva urbana graças a uma taxa de cobertura vacinal acima de 80% nos últimos anos. É o sucesso da campanha de vacinação que garante a diminuição da transmissão da raiva nos municípios”, afirma.

Segundo ela, é preciso que a vacinação continue sendo realizada anualmente. “Estamos vendo um aumento no aparecimento de casos de morcegos no ambiente urbano, morcegos que se alimentam de insetos e de néctar que podem transmitir o vírus da raiva. Pode acontecer de o morcego se infectar e cair morto ao chão. Assim, cães e gatos por instinto podem querer brincar com ele e mordê-lo. Se o animal não estiver vacinado, ele pode vir a óbito”, comenta.

Morcegos hematófagos – que se alimentam de sangue – transmitem a raiva nas zonas rurais ao morder bovinos e equinos. “A raiva é invariavelmente fatal. Se o vírus chega ao sistema nervoso central, o ser humano ou o animal vem ao óbito. Existe apenas dois casos na literatura médica brasileira de pessoas que sobreviveram ao vírus”, alerta a professora.

“No início da doença, o animal apresenta alterações em seu comportamento. Se era mansinho, pode se tornar mais agressivo, atacar pessoas. Ele também apresenta salivação extrema e começa a espumar mesmo, dificuldade respiratória e falta de apetite. Mais para o final, o animal apresenta muita confusão mental e dificuldade para se locomover, muitos não conseguem mesmo andar”, explica Guedes.

É importante, portanto, vacinar os animais e levá-los para o veterinário caso sintomas apareçam. No caso dos morcegos encontrados mortos, a recomendação é acionar o Centro de Controle de Zoonoses para recolhê-los.

“O animal deve ser vacinado anualmente e, no caso dos filhotes, é preciso que estejam protegidos já aos quatro meses de vida. É importante que as pessoas se lembrem que não estamos livres da doença”, defende Guedes.


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Cachorrinha especial viaja pelo mundo após ser adotada

Foto: Instagram/hotrodmel

Foto: Instagram/hotrodmel

Mel, uma Pit Bull de oito anos, pode precisar de uma cadeira de rodas para se locomover, mas isso não a impede de viajar pelo mundo todo com seu pai, Tom Dilworth.

Dilworth foi ao abrigo Yonkers Animal Shelter para ver outro cachorro, mas acabou adotando Mel. Dilworth aproximou-se de Mel, que deitou a cabeça em sua perna e, naquele momento, ele soube que precisava levá-la para casa.

Foto: Instagram/hotrodmel

Foto: Instagram/hotrodmel

Logo depois de adotar Mel, Dilworth percebeu que ela tinha problemas com seu equilíbrio que continuaram a piorar com o tempo. Dilworth acabou descobrindo que Mel tinha uma doença neurológica que afeta seu equilíbrio.

Foto: Instagram/hotrodmel

Foto: Instagram/hotrodmel

A doença causava a dor de Mel. Ela tinha dificuldade em andar sozinha. Com a ajuda de Eddie Wheels for Pets, Dilworth colocou Mel em uma cadeira de rodas para ajudá-la a se locomover.

Dilworth é fotógrafo profissional e adora viajar, mas nunca vai a lugar algum sem a sua fiel parceira canino.

Foto: Instagram/hotrodmel

Foto: Instagram/hotrodmel

Mel começou a conhecer e explorar novos e incríveis lugares com seu pai e está amando sua segunda chance na vida.

Clique aqui para acompanhar as aventuras de Mel no Instagram.

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Mortes de porcos com peste suína na China podem ser o dobro do número oficial

Estimativas de quatro fontes ligadas a grandes produtores rurais indicam que até metade dos porcos explorados para reprodução na China morreu devido à peste suína ou foi morta por causa da disseminação da doença. O dado divulgado é o dobro do que mostram os números oficiais.

Foto: Pixabay

“Algo como 50% das porcas está morta”, disse o veterinário Edgar Wayne Johnson, que viveu 14 anos na China e fundou a empresa de  serviços agrícolas Enable Agricultural Technology Consulting. As informações são da Reuters.

Com base na queda da venda de produtos e no conhecimento sobre a extensão da peste suína, três executivos de empresas produtoras de vacinas e aditivos para ração e genética estimaram que o percentual de mortes dos porcos esteja entre 40% e 50%.

Desde que a China reportou o primeiro caso da doença em agosto, o vírus se espalhou, atingindo todas as províncias e ultrapassando as fronteiras do país. Uma cepa semelhante foi encontrada nos últimos anos na Rússia, na Georgia e na Estônia.

Foram relatados pelo governo 137 surtos da doença até o momento. Muitos, no entanto, não são informados, principalmente os ocorridos em províncias ao sul da China, como Guangdong, Guangxi e Hunan.

A peste suína africana não tem cura ou vacina e mata quase todos os porcos infectados. A doença não afeta seres humanos.

Além dos porcos mortos de maneira induzida ou através da doença, outros foram enviados ao matadouro mais cedo após criadores decidirem casos da doença nas proximidades do local onde vivem o animais, segundo produtores e fontes da indústria.

Procurado, o Ministério da Agricultura da China não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta reportagem. Em 24 de junho, a pasta tinha afirmado que a peste suína havia sido “efetivamente controlada”, segundo a agência de notícas Xinhua. Em março, o país tinha 375 milhões de porcos – 10% que o registrado um ano antes – e 38 milhões de porcas exploradas para reprodução, segundo dados da Agência Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).


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Porquinho se despede da companheira que morreu forma mais comovente

Sientje e Spot ainda jovens | Foto: Rachel Vos

Sientje e Spot ainda jovens | Foto: Rachel Vos

Spot tinha apenas 8 meses de idade quando chegou em sua nova casa e conheceu o pequena porca Sientje. O porquinho era apenas um bebê – mas ele já havia encontrado sua alma gêmea.

Resgatado de uma família que o comprou como um animal doméstico por um capricho, o porquinho no início era assustado e arredio. Sua nova mãe, Rachel Vos de Aubel, que vive na Bélgica, viu a conexão entre os dois porquinhos imediatamente. O pequeno encontrou na outra porca o conforto e o apoio que tanto precisava.

Sientje e Spot comendo juntos | Foto: Rachel Vos

Sientje e Spot comendo juntos | Foto: Rachel Vos

Nos 13 anos seguintes, os porcos raramente saiam do lado um do outro. Quer pastando no campo ou deitados ao sol, onde quer que Sientje fosse, Spot seguia logo atrás da amiga e companheira.

E sua devoção permaneceu até o dia em que Sientje faleceu. Ela sofria de osteoartrite grave e a doença progrediu tanto que a porquinha precisou passar por morte induzida.

A decisão foi extremamente emocional – saber quanta dor Sientje estava sentindo, e que Spot logo estaria passando por muita dor também, quando se visse sem sua alma gêmea.

Spot e Sientje descansando juntos | Foto: Rachel Vos

Spot e Sientje descansando juntos | Foto: Rachel Vos

O dia finalmente chegou em outubro do ano passado. Depois que a família se despediu, Rachel envolveu Sientje em alguns cobertores e espalhou flores coloridas ao redor de seu corpo.

Quando Spot percebeu que ela tinha ido embora para sempre, ele não saia do lado dela.

Ele apenas ficou em cima de Sientje, descansando seu focinho em seu corpo e fechando os olhos como se sentisse a despedida. O porquinho começou a andar de um lado para o outro e acariciar o rosto da amiga falecida.

Spot e Sientje no quintal | Foto: Rachel Vos

Spot e Sientje no quintal | Foto: Rachel Vos

“No começo, ele não entendeu o que estava acontecendo”, disse Rachel. “Eu não conseguia parar de chorar. Eles estavam sempre juntos.

Nas semanas após a morte de Sientje, Spot ainda estava de luto.

“Quando ela não estava mais lá, demorou um pouco até que ele voltasse a ser o velho porquinho alegre de sempre”, disse a tutora. “Foi notavelmente difícil para ele.”

Spot se despedindo de sua amiga | Foto: Rachel Vos

Spot se despedindo de sua amiga | Foto: Rachel Vos

Esta é uma história muito comum entre os porcos. Sendo animais altamente emocionais, eles prosperam em interações sociais com outros – e formam laços profundos com a família, amigos e cuidadores humanos. E, como mostrado no caso de Spot, eles vão sentir falta de seus entes queridos por semanas e meses, se separados.

Spot em casa com dos cães da família | Foto: Rachel Vos

Spot em casa com dos cães da família | Foto: Rachel Vos

Devido à velhice de Spot e algumas condições médicas próprias, Rachel decidiu não introduzir um novo porco em sua vida agora – mas ele ainda ama ter a companhia dos cães e gatos da família.

Spot e sua mamãe Rachel | Foto: Rachel Vos

Spot e sua mamãe Rachel | Foto: Rachel Vos

“Ele esta muito idoso e frágil, por isso não queremos acrescentar nenhum estresse extra”, disse Rachel. “Os gatos vão direto para a cama dele e dormem lá em cima com o porquinho. Eles são certamente companheiros diferentes, mas ele está indo muito bem com a companhia dos novos amigos felinos”.

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Número de porcos mortos devido à peste suína sobe para 3.638 milhões na Ásia

O número de porcos mortos devido à peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na Ásia subiu para 3.638.592, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), contabilizados até 14 de junho. São 300 mil animais a mais do que a quantidade registrada em 7 de junho.

Foto: Pixabay

O levantamento da organização compila dados de órgãos federais dos países. O aumento se deve ao número de casos registrados no Vietnã, onde a quantidade de porcos mortos passou de 2,2 milhões para 2,5 milhões. A epidemia atingiu mais duas províncias no país, que já tem 56 regiões afetadas desde 19 de fevereiro, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local. As informações são da Isto É.

A China, porém, é o país com a situação mais crítica, em termos de extensão. Com um novo foco da doença identificado, o território chinês conta com 139 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. Desde agosto de 2018, quando o surto foi identificado, 1,133 milhão de porcos foram mortos, de acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país.

Um único foco foi identificado na Coreia do Norte, em 23 de maio, em uma província do país, levando 77 porcos à morte. Na Mongólia, 11 surtos já foram registrados em seis províncias e em uma cidade, o que fez com que 3,1 mil animais fossem mortos. Com um foco detectado, em 2 de abril, em uma província, 2,4 mil porcos foram mortos no Camboja. Em todos esses países, os números se mantiveram estáveis em relação aos resultados anteriores.

Os dados da organização da ONU divergem das estimativas de mercado. Isso porque o levantamento contabiliza apenas números divulgados por órgãos oficiais dos países.


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‘Melhor antidepressivo’, diz mulher que enfrenta doença degenerativa com ajuda de cachorro

Barnabé é o companheiro de quatro patas da relações públicas e acadêmica de Filosofia Rosy Mamede, de 48 anos. Membro da família, o cachorro ajuda a tutora a superar as dificuldades de enfrentar uma doença degenerativa. Segundo Rosy, Barnabé é o melhor antidepressivo que existe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

“Eu tenho uma doença degenerativa, que é a esclerose múltipla. E o Barnabé me acompanha há 13 anos. Agora ele está usando óculos porque está velhinho, com 13 anos. Só que os acessórios ele usa desde sempre. Eu curto muito cada momento, ele adora passear de carro, curte o vento e vai até à faculdade comigo”, contou Rosy ao G1.

Rosy mora com o filho e com o cachorro em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. “Eu sou divorciada e Barnabé também é o xodó do meu filho. Todos os dias, saio de carro com ele e acho que é por isso que tem muito campo-grandenses vendo ele por aí. Meus amigos também insistiam que queriam ver fotos, saber mais da rotina, por isso fiz o Instagram dele. Agora ele está famoso e eu preciso fazer os stories em inglês e em português. Só que, muito mais do que tudo isso, tenho nele um apoio emocional fundamental na minha vida”, disse.

Os sintomas da esclerose múltipla começaram a surgir em 2004. O diagnóstico, porém, só veio dois anos depois. “Foi difícil, demorou para saber o que eu tinha. No mesmo ano, nasceu o Barnabé e eu o ganhei de presente. Ele veio depois, como um anjinho para me ajudar. Tenho o meu filho, que é o número um na minha vida, depois o Barnabé”, comentou.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

O amor que a família sente por Barnabé é tamanho que, há algumas semanas, o cão ganhou uma festa. “A gente tem que ficar inventando coisas para fugir do foco da doença, então teve recentemente até aniversário e inclusive estamos saindo de férias daqui a 10 dias. Ele não gosta de viajar de avião, tive um experiência horrível quando levei ele para São Paulo há algum tempo e ele não gostou. Barnabé só não está comigo quando vou ao tratamento ou preciso ficar internada”, afirmou a tutora.

Fama dentro e fora da internet

Depois que Rosy fez um Instagram para Barnabé, o cachorro ficou famoso. Atualmente, ele é tão conhecido na rede social que a tutora passou a usar expressões próprias para se referir a situações relacionadas ao animal, dentre elas “barnafriends” para falar dos amigos do cão. A escola para onde ele vai é a “barnaschool”. O “barnabday” se refere à comemoração de aniversário de Barnabé que, quando passeia, está “barnabezando”. O “barnaTBT” é usado para relembrar momentos no Instagram e o “barnacare” se refere aos cuidados e mimos que ele recebe.

Foto: Rosy Mamede/Arquivo Pessoal

 

A fama, porém, não se restringe à internet. Em Campo Grande, Barnabé já foi reconhecido na rua. Uma das pessoas que o reconheceu é a professora de História Karla Winckler, de 32 anos. Ela conta que o encontrou no trânsito, recentemente. “Eu e o meu marido estávamos saindo do shopping quando encontramos com ele na avenida Ernesto Geisel. A tutora estava no carro, passeando com ele todo faceiro. Achei um fofo, a coisa mais linda e eu fiz stories com ele, todo trajado, até pra ele se proteger acho, porque é idosinho”, afirmou Karla.

O cachorro também já foi reconhecido pela jornalista Maria Caroline Palieraqui, de 25 anos. “Foi no domingo de Páscoa, estava indo pra missa. No trajeto, me deparei com ele na janela do motorista: de roupinha, boné e óculos super estiloso, lançando tendência. Minha mãe estava dirigindo e eu tentei pegar o celular para tirar foto e não consegui, só que da segunda vez que o vi deu certo”, comentou.

Segundo Maria, todos prestam atenção em Barnabé. “Naquele dia, lembro que ele virou assunto do nosso almoço de Páscoa. Depois, uma colega postou que vi ele e recentemente eu o vi novamente, só que desta vez eu estava saindo da igreja”, concluiu.


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Instituto Americano de Pesquisas sobre o Câncer passa a servir refeições veganas aos pacientes

Foto: VegNews

Foto: VegNews

O Instituto Americano de Pesquisa sobre o Câncer (AICR) recentemente fez uma parceria com a marca de kits de refeições veganas MamaSezz para criar pacotes de refeições veganas que ajudam a prevenir e tratar o câncer.

Segundo a co-fundadora da empresa responsável pelas refeições, Meg Donahue, os pacientes receberão pratos com ingredientes selecionados e balanceados, montados especialmente para reforçar e proteger o sistema imunológico.

“Este é o padrão ouro das refeições à base de vegetais: saborosas, frescas, prontas para consumo, entregue à sua porta.” Cada pacote inclui um plano alimentar de sete dias, receitas e ingredientes para pratos como grãos de lentilha com quinoa, grão-de-bico com ervas e açafrão-da-índia e ensopado marroquino.

AICR trabalhou em conjunto com a empresa MamaSezz para criar as refeições depois de lançar seu relatório “Dieta, Nutrição, Atividade Física e Câncer: Uma Perspectiva Global”, uma revisão da pesquisa de prevenção do câncer que aponta para uma alimentação baseada em vegetais para uma saúde ideal.

“Seguir o pacote de recomendações de dieta, exercícios e estilo de vida [do relatório publicado] é a melhor maneira de reduzir suas chances de contrair câncer”, disse a Diretora de Programas Nutricionais da AICR, Alice Bender, MS, RDN.

“Fazer mudanças no estilo de vida exige algum esforço, mas as recompensas podem mudar a vida de uma pessoa”.

Os pacotes de refeições estarão disponíveis para pedidos on-line por meio da MamaSezz e a empresa doará 10% dos recursos das refeições do AICR para ajudar a financiar os esforços de pesquisa sobre o câncer do instituto.

Cientista, pesquisadora e vítima da doença conta como venceu o câncer mudando a alimentação

Sobrevivente a seis cânceres a cientista e professora, Jane Plant, não come nenhum tipo de derivados do leite, ela conta que foi sua dieta que a ajudou se curar e colocar o câncer de mama em remissão.

A professora Plant, que é geoquímica especializada em carcinógenos ambientais, conta que sua primeira batalha contra o câncer de mama foi em 1987, segundo o Telegraph. Em 1993, a doença retornou pela quinta vez na forma de um tumor que tinha metade do tamanho de um ovo e os médicos afirmaram que ela tinha apenas alguns meses de vida.

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Professora e cientista Jane Plant | Foto: Reprodução/Livekindly

Como a professora e seu marido Peter, geólogo, trabalharam na China ao longo de suas carreiras, eles tinham conhecimento das taxas historicamente baixas de câncer de mama entre as mulheres chinesas, de uma a cada 100 mil mulheres, muito menor se comparada a taxa de câncer em mulheres ocidentais, de uma em cada 12, de acordo com um estudo dos anos 70.

Persistindo na pesquisa, a professora percebeu que quando as mulheres chinesas se mudavam para países ocidentais e adotavam uma dieta tradicional contendo carne e laticínios, elas experimentavam as mesmas taxas de câncer.

Ela e seu marido descobriram que os riscos mais elevados de ter câncer possuíam grande probabilidade de estar ligados a alimentação, especificamente de laticínios. “Ele frisou que naquela época eles não tinham uma indústria de laticínios. Foi uma revelação”, disse ela.

O livro “The China Study”, escrito pelo Dr. T. Colin Campbell e seu filho Dr. Thomas M. Campbell lançado em 2005, avaliou não apenas as baixas taxas de câncer entre os habitantes da China rural, mas também algumas doenças crônicas como cardiopatias e diabetes tipo 2. Os autores concluíram que uma dieta rica em alimentos a base de plantas reduz consideravelmente o risco desses problemas de saúde.

A professora então, que já comia poucos produtos de origem animal, cortou todos os produtos lácteos de sua alimentação enquanto fazia quimioterapia. Dentro de seis semanas, o nódulo desapareceu e ela permaneceu livre do câncer por 18 anos. Foi assim que ela desenvolveu o programa “Plant”, uma dieta rica em vegetais e legumes e livre de produtos lácteos, e ainda escreveu um livro sobre sua experiência, “Sua vida em suas mãos: entendendo, prevenindo e superando o câncer de mama”.

Quando o câncer retornou em 2011, ela teve a sensação de que, mais uma vez, era uma questão de ingerir laticínios ou não. Ela adotou então uma dieta vegana e seu câncer voltou à remissão. Embora Jane não desconsidere tratamentos médicos tradicionais contra o câncer, como quimioterapia e mastectomia, ela acredita que a alimentação tem o poder de ajudar ou atrapalhar as pessoas.

Laticínios são Cancerígenos?

“Todos nós fomos educados com a ideia de que o leite é bom para a saúde. Mas agora há evidências de que os fatores de crescimento e hormônios que ele contém não são apenas um risco em relação ao câncer de mama, mas também a outros cânceres relacionados a hormônios, próstata, testículos e ovário”, disse ela.

“O leite de vaca é bom para os bezerros – mas não para nós”, acrescentou a professora.

“O leite de vaca, orgânico ou não, contem 35 hormônios diferentes e 11 tipos de fatores de crescimento”, ela continuou. “Isso significa que uma dieta vegana é menor em moléculas promotoras de câncer e maior nas proteínas de ligação que reduzem a ação dessas moléculas.”

De acordo com o Cancer Research UK, não houve evidência definitiva ligando os produtos lácteos a um aumento do risco de câncer. Um estudo do Fundo Mundial para Pesquisa do Câncer relacionou a carne – especialmente a carne vermelha e processada – ao aumento do risco de câncer; mas as descobertas não diziam o mesmo sobre laticínios.

Mas o PCRM (Comitê de Médicos pela Medicina Responsável) – uma organização sem fins lucrativos composta por mais de 12.000 médicos – destaca os riscos à saúde associados aos laticínios. Leite e queijo são ricos em gordura saturada, que tem sido associada a doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e mal de Alzheimer.

A dra. Kristi Funk, autora do livro “Breasts, an Owner’s Manual”, cujos pacientes incluem os atores Angelina Jolie e Ellen Pompeo, também acredita que os laticínios aumentam o risco de câncer. “É claro que a resposta celular do corpo às proteínas e gorduras animais é muito perigosa”, disse ela.

Como o professora Plant, a dra. Funk acredita que uma dieta rica em vegetais é a melhor escolha para diminuir o risco de desenvolver a doença.

Um corpo crescente de estudos médicos mostra que uma dieta vegana integral – que evita todos os produtos de origem animal e alimentos processados – é uma das formas mais eficazes de combater doenças crônicas.

O segundo livro da professora Plant, “Vença o Câncer: Como recuperar o controle de sua saúde e da sua vida” fornece opções simples no lugar de produtos lácteos, como leite vegan, iogurte e iogurte de leite e queijo à base de vegetais.

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